Sites Grátis no Comunidades.net
Início

 

 

 

 

 

 

 

 

Young Asses of Tahitian Island (Bons Momentos, 2006)

  • Scene 1. Gisele Prado, Vitor Gaucho
  • Scene 2. Ane Ferrari, Don Picone
  • Scene 3. Sara Lemos, Erick Nogueira
  • Scene 4. Patricia Kimberly, SabrinaFerrari
  • Scene 5. Milena Santos, Thammy Brasil, Roge

Em “Bons Momentos”, as safadas estão mais soltinhas do que nunca – e o melhor – na areia de praias paradisíacas! São 5 cenas quentes de sexo explicito em cenários perfeitos e marcantes! Daiane Don, Giselle, Milena Prado, Patricia Kimberly, Sabrina Ferrari e Sara Lemos são as selecionadas para a fuder sem limites!

Logo na primeira cena, a loira gostosa conquistou o bem dotado com seu corpão e acabou metendo à beira mar mesmo! Essa safada cavalgou na piroca do rapaz, caprichou no boquete e, claro, deu o cuzinho! Depois de meterem muito, o bem dotado lambuzou de porra os peitos da safada.
Agora, duas lésbicas safadas provaram que não precisam de pica para gozarem de verdade e se pegaram gostoso no meio de uma praia deserta e paradisíaca! Rolaram muitas carícias, lambidas e consolos socadinhos no cu!
“Bons Momentos” vai revelar as melhores fodas com as mulheres mais gatas do pornô nacional! Confira essas safadas proporcionando bons momentos aos seus parceiros e gozando pra valer! 

Resultado de imagem para fantasias+de+mulher+casada+2

Fantasias de Mulher Casada 2 (2007)

[​IMG]

Butt Blasted Brazilian Babes 2 (2007)

 Resultado de imagem

Big Black Poles in Little White Holes 12 (2005)

 Resultado de imagem para o quarto 1968loading

O Quarto - 1968

Direção: Rubem Biáfora

Por Vlademir Lazo

Que Rubem Biáfora foi um crítico renomado já é do conhecimento geral, mas poucos sabem que ele também dirigiu ocasionalmente. Do seu currículo como cineasta, o mais famoso filme que realizou foi O Quarto, que até hoje permanece como uma das mais densas descrições da solidão masculina dentro do cinema brasileiro, e um dos melhores filmes que quase ninguém viu dos anos 60. O Quarto é um filme que bate forte em revisões feitas de tempos em tempos. Cada revisita a ele é uma oportunidade diferente de experienciar as questões com que seu personagem se confronta, e as quais todos nós cada qual à sua maneira lidamos ao longo dos anos: a passagem do tempo, a sensação dos dias e horas escoando em vão, e também de estar ficando para trás, ultrapassado pelo peso da idade e do vazio se acumulando.

O Quarto gira em torno do isolamento de Lucio (Sergio Hingst), um funcionário público retraído e solteirão, que só sai do quarto em que vive sozinho para ocasionais visitas a uma irmã, e em encontros com prostitutas que encontra na rua, às quais paga a peso de ouro por generosas doses de afeto e alguns momentos de sexo e carinho. E com quem gosta de conversar, dividir a atenção e o interesse pelo que as moças têm a dizer, se frustrando com a inevitável postura profissional delas ou simplesmente quando devem ir embora.

O personagem também costuma passar pela pior espécie de solidão que alguém pode sofrer: a de se sentir sozinho mesmo na companhia de um grupo ou multidão, seja nas ruas ou em bares em meio às rodas de desconhecidos vendo o futebol na TV, ou nas próprias arquibancadas dos estádios. Com a irmã casada tampouco se sente à vontade diante da vida dela no subúrbio, e das pressões para que ele também constitua família, preferindo eventuais idas aos cabaré, o que inclui no filme de Biáfora um longo strip-tease completo, além das sequências de sexo e de nudez, o que ainda não era muito frequente no cinema brasileiro da época.

A câmera de Biáfora radiografa a rotina do personagem dissecando minuciosamente a personalidade de uma existência desbotada, que não sabe como lidar com o mundo impiedoso que o cerca e asfixia. Os planos tratam de isolar Sergio Hingst no quadro, sempre próximo e implacavelmente distante dos demais, quando na companhia de outras pessoas, como nas cenas da repartição em que trabalha. Algumas vezes quando se fala de O Quarto, na dificuldade de se encaixar o filme numa corrente de nosso cinema, muitos apontam uma bem provável influência de Walter Hugo Khouri. Vendo cenas como as do local de trabalho de Lucio, no entanto pode-se perceber certa inspiração em outro diretor predileto de Biáfora, o americano William Wyler. Não é difícil lembrar ali de alguns aspectos de O Colecionador (realizado poucos anos antes), cujo protagonista tampouco se sentia à vontade em seu ambiente de trabalho, como também nutria dificuldades parecidas de estabelecer relacionamentos amorosos ou de simples amizade.

O Quarto é um filme simples mas bem psicologizante, e ganha muito com o talento do grande Sergio Hingst no papel principal. Hingst sabe ser melancólico na medida certa, e divertido quando tem que ser, realçando o comportamento por vezes patético do protagonista. Ao contrário da personagem de O Colecionador, o de Hingst não chega ao ponto da psicopatia, nem de ser submetido a se tornar uma vítima dos demais ou de se sentir como uma. Do começo ao final, O Quarto trabalha como a deixar claro que a responsabilidade pela condição do protagonista não é de outro se não dele próprio. Mesmo os rituais de humilhação, ou a crueldade e o desprezo para com os personagens que não raro aparecem na filmografia de Wyler (e que já lhe renderam críticas até certo ponto injustas), em O Quarto pouco se manifestam em cena, no que contribui o talento de Hingst em tornar o seu personagem mais humano. Os tais rituais de humilhação são deixados para perto do final, quando o protagonista pensa encontrar sua redenção quando toma por amor uma aventura com uma socialite com quem se deixa envolver emocionalmente. A falta de experiências e relações humanas cobra então o seu preço, quando Lucio embora se sentindo seguro, na verdade mal sabe a maneira apropriada de se comportar diante do circulo de amizades da mulher com quem se relaciona. Ao personagem restará sempre a solidão implacável do quarto que o acolhe do mundo.

O Quarto é um filme que poucas vezes recebeu a atenção que merecia. Diante dele não é difícil (nem exagero) considerar a atuação de Sergio Hingst como a melhor de todo o cinema brasileiro. Mesmo um vulto tão distante do cinema paulista como Glauber Rocha, que em seu livro Revisão Critica do Cinema Brasileiro escrevera opiniões negativas impublicáveis e exageradas ao primeiro filme de Biáfora (Ravina, cujo comentário no Revisão se encerrava dizendo que era “um exemplo de como não se deve fazer cinema em qualquer parte do mundo”), reconheceu as devidas qualidades de O Quarto, enviando uma carta a Biáfora declarando que “esse filme é um depoimento comovente e humano”. No passado, Biáfora como crítico foi durante anos especialista em detectar qualidades em obras que os demais demoravam em enxergar, como ocorreu nos anos 40 com os filmes de terror produzidos por Val Lewton e nos musicais de Arthur Freed, ou na década seguinte com Ingmar Bergman. Cabe agora no presente que se redescubra e se dê valor a um grande filme como O Quarto.

Resultado de imagem para Semana Santa (Leonardo Amaral e Samuel Marotta, 20 13

Semana Santa (2013), de Leonardo Amaral e Samuel Marotta

Semana Santa não carrega explicações ou determinações fáceis. O feriado a que seu título se refere é apenas um dos elementos desse filme, que ao mesmo tempo em que experimenta esse período religioso em uma cidade do interior de Minas Gerais, se permite ir além de seu caráter regionalista para partir rumo a um todo maior, no qual sacro e profano não necessariamente dividem a cena, mas estão ali para representar esse nosso eu complexo, que comporta ambos quase que na mesma dimensão.

O filme faz parte de uma série de obras contemporâneas nas quais seus diretores dividem a cena e sua equipe é composta por membros que também realizam e produzem filmes outros, tais como Estrada para Ythaca, Os Monstros, Estado de Sítio, Pouco mais de um mês, etc. Leonardo Amaral e Samuel Marotta literalmente adentram a cerimônia de celebração da Paixão, Morte e ressurreição de Cristo na cidade Dores do Turvo (MG). Não apenas os dois caminham por entre as ruas e encenações, como a equipe aparece de diversas formas: um dos membros captando som, o câmera encerrando a cena devido à chuva, o produtor participando como um personagem da cerimônia.

Essa fusão equipe-personagens-cena é fundamental para a mise-en-scène de Amaral e Marotta, pois permite uma maior naturalidade nas encenações, no caminhar da câmera e na interação da equipe com os habitantes da cidade. Claro, vale dizer que é a cidade natal de Samuel Marotta, o que certamente facilitou esse processo.

Todavia, grande mérito do filme é aquilo que ele exala de verdadeiro, ainda que no mais profundo das ficcionalizações dos acontecimentos. Seja na procissão, seja nas catarses outras, construídas para o filme, existe um respeito forte pelas tradições, pela crença, pela fé cristã. As referências estão presentes (como Carlos Alberto Prates Corrêa, Luis Buñuel, Pier Paolo Pasolini), mas não dominam a cena. Diferentemente do primeiro longa no qual a dupla Amaral-Marotta divide a direção com diversos outros nomes,Semana Santa é um filme mais centrado, ainda que fora dos padrões tradicionais. Se por um lado Estado de Sítio já trazia esses elementos subversivo-cômicos presentes em Semana Santa, naquele filme ainda dominava certa dispersão, talvez pelo excesso de nomes na direção e pelas várias pulsões misturadas.

Semana Santa é um filme de certa forma episódico, permeado por algumas esquetes não totalmente dissociadas. As longas sequências da cerimônia de semana santa da cidade são interrompidas por cenas peculiares, tais como o ator que interpreta Jesus Cristo agarrando um dos soldados e protagonizando um estranho balé no chão da igreja, ou um zoom com pitadas de westernevidenciando os dois diretores um tanto quanto perdidos no meio da multidão dentro da igreja.

Outro elemento curioso é a opção pela duração de algumas sequências ser demasiado longa. Se por um lado isso sugere algum demérito do filme, por outro esse tempo é necessário para que a fruição da cena tome dimensões outras que não aquilo que aparenta de imediato. A cerimônia tradicional dura quase que seu tempo real, mas esse processo é fundamental para a cadência das quebras que o filme tem, como por exemplo, a hilária cena em que um dos padres, durante o jantar, interrompe a celebração para tocar o que parece ser a música “More then words” no violão de maneira toscamente irreconhecível – cena que evoca com muita força O Fantasma da Liberdade(1974), de Luis Buñuel.

Impossível finalizar a crítica sem mencionar a cena mais forte de Semana Santa: a orgia na piscina. Dizer de uma orgia invariavelmente leva a crer que é o próprio ato sexual que toma a cena, mas não é esse o caso. Jovens embriagados pulam nus em uma piscina com diversas garotas e iniciam um balé sedutor, interrompido pela entrada de um rapaz com uma máscara de Iemanjá e uma roupa branca. Ele canta um samba de maneira absolutamente envolvente e entorpecente, enquanto passeia pelos corpos nus dando à cena uma significação outra que não apenas a de um bacanal.

A máscara, claro, abre uma nova camada ao teor religioso que o filme permeia, até então unicamente católico. E o faz sem induzir a uma interpretação fácil de ser o candomblé uma religião menos “sacra”, por assim dizer. O canto do rapaz é um canto catártico, assim como o ‘inglês-novolíngua’ do jovem violonista da cidade. São cantos de libertação de algemas fáceis, de convocação à carne e ao espírito, de união entre sacro e profano como algo natural de nossa existência.

por Ursula Rösele

Resultado de imagem para cesio no sangue

Césio no Sangue (2007)

Diretor: Lars Westman e Zenildo Barretto

As consequências e a repercussão do acidente com o Césio 137 são acompanhados logo após o acontecimento e 14 anos depois.

Língua Mãe - 2011

Dirigido por: Beto Martins Fernando Weller Leo Falcão Marinho Andrade

Naná Vasconcelos, um dos maiores músicos do Brasil e mais atuantes fora do país, sonhava reunir um grupo de crianças e fazer música com elas em sua língua materna: o português. Atravessou três continentes para encontrá-las e daí nasce Língua Mãe, projeto musical realizado em parceria com o maestro Gil Jardim.

Acento português, música popular aprendida na escola. Sotaque angolano, música vivida nas ruas. Gíria brasileira e gosto pela música no tempo livre entre casa, rua e escola. Isso é o que Naná leva ao palco como resultado da aventura aqui documentada. O filme aproxima o espectador das realidades diversas e contrastantes dessas crianças e da experiência musical vivida nos encontros.

Resultado de imagem para A Cor do Seu Destino

A Cor do seu Destino - 1986

Elenco:

  • Norma Bengell - Laura
  • Guilherme Fontes - Paulo
  • Júlia Lemmertz - Patrícia
  • Andréa Beltrão - Helena
  • Chico Diaz - Vitor Filho
  • Bebel Gilberto
  • Marcos Palmeira - Raul
  • Antônio Grassi
  • Antônio Ameijeiras - Cônsul
  • Anderson Schreiber - Paulo aos 6 anos
  • Paulinho Mosca - Setúbal
  • Anderson Müller - Gordo
  • Duda Monteiro - Duda
  • Roberto Lee - Oficial
  • Lorena da Silva
  • Marise Farias
  • Cláudio Baltar
  • Nádia Bambirra
  • Letícia Monte
  • Luiz Maçãs
  • Biquini Cavadão
O lugar comum de que o Brasil sempre deu as costas para a América do Sul parece estar sendo relativizado nos últimos anos. Mas a verdade é que uma aproximação, tímida, ainda se resume quase à troca de estereótipos, ao repisar de velhos preconceitos. Dondocas alucinadas fazendo compras na Calle Florida ou o interesse sazonal por filmes argentinos não servem de consolo para a ignorância de culturas, hábitos e estilos de vida que muito poderiam nos enriquecer e permear de coisas novas.

Em "A Cor do Seu Destino" (1986), segundo longa-metragem dirigido pelo roteirista Jorge Durán, a preocupação em contextualizar o Brasil dentro da América do Sul, e vice-versa, já aparecia repleta de subterfúgios. Trabalhando com elementos da vida real -- chileno, veio para o Brasil fugindo do golpe militar de 73 -- Durán não disfarça seu diálogo com a dor, colocando o protagonista, Paulo (Guilherme Fontes), atormentado por lembranças diáfanas, fantasmagóricas, do Chile, país onde nasceu.

No meio deste mergulho interior, o rapaz vive um cotidiano típico de adolescente carioca dos anos 80. Filho de pai estrangeiro (Franklin Caicedo) e mãe brasileira (Norma Bengell), Paulo é um marco entre dois mundos, dois oceanos e uma história antiga (a prisão do irmão mais velho) e outra nova (a vinda para o Brasil). Tal conflito lhe causa angústia, mas também reforça seu talento para as artes plásticas. Através da pintura, da colagem, ele revive o irmão. E liberta-se, maduro, em um protesto colorido nas últimas cenas.

Felizmente "A Cor do Seu Destino" não se resume a uma narrativa de transição. O vagar sobre memória, criatividade e resistência digere-se em anteparo sofisticado -- Aristóteles e Che Guevara formam um coquetel excêntrico. Igualmente o choque cultural entre a inconseqüência dos secundaristas e o amargor engajado da jovem Patrícia (Júlia Lemmertz), prima chilena de quem o rapaz tira forças e exemplo para modificar seu entorno.

A vinda de Patrícia ainda nos lembra um tempo -- sem Internet, nem celular -- de muito maior distância e dificuldades de comunicação. "Acho melhor você aprender português logo", ironiza Paulo, enquanto tenta protegê-la de um mundo mau sem Violeta Parra nem Victor Jara, governado por Biquíni Cavadão em volume ensurdecedor.

Enfrentando a escuridão, descobrindo-a, é que Paulo alcança uma promessa de segurança adulta, em contraponto aos pesadelos bucólicos da Cordilheira e à claustrofobia dos carabineiros, que humilharam seus pais. Cenas andinas foram, na verdade, filmadas sem saírem do Rio, usando-se uma técnica conhecida como glass paint, onde montanhas e neve eram um módulo pintado em vidro, entre a câmera e o espaço.

Piorando seu assombro, Paulo ainda lida com uma namorada sirigaita (Andréa Beltrão), que flana de táxi na companhia do professor galã do Pedro II (Antônio Grassi). Outros personagens prontos, ao estilo "The Breakfast Club", como o amigo gordo (Anderson Müller) e o paquerador infalível (Marcos Palmeira), poderiam transitar entre “Dedé Mamata” e “Um Trem Para as Estrelas”, sucessos do período também estrelados por Fontes e co-dirigidos por Tereza Gonzalez. De quebra, uma aparição do cantor Paulinho Moska, cujas origens não remetem somente à barata Kafka ou à anã Adelaide, mas também ao curso de cinema da CAL (Casa de Artes de Laranjeiras).
Na miríade de preocupações da geração x, o videogame, as ombreiras e os lps da Blitz se misturavam aos cadáveres próximos, ao entulho autoritário e à desmoralização dos livros de Educação Moral e Cívica. A descolada Neuzinha, filha do ex-exilado e governador do Rio, Leonel Brizola, foi paradigma deste curioso fenômeno, recriando sua visão de mundo entre lembranças do exílio e o Mate (Movimento Anarquista Tropical Energético), que adorava São Paulo e odiava tudo o que parecesse "piazza".

"A Cor do Seu Destino" tinha endereço certo, embora vendesse o produto em embalagem sofisticada e intimista, pouco semelhante às multidões uniformizadas de Company, ansiosas por um novo "Bete Balanço". Na verdade, seu lugar hoje é no rol de obras sobre as ditaduras no continente. Contextualizado desta forma, precisa ser revisto e relembrado.

Resultado de imagem para Dois Perdidos numa Noite Suja

Dois Perdidos numa Noite Suja (1970)

Dirigido por Braz Chediak

Elenco:

  • Emiliano Queiroz .... Tonho
  • Nelson Xavier .... Paco
  • Paulo Sacramento .... Banzo
  • Pepa Ruiz
  • Fernando José
  • Vanda Fritzlikaya
  • Romeu Vieira
  • Jota Diniz
Quando realizou “Dois Perdidos Numa Noite Suja” (1971), o diretor Braz Chediak já vinha de uma adaptação bem-sucedida do mais conhecido texto de Plínio Marcos, “Navalha na Carne”.

Quase peças filmadas, as duas produções – de Jece Valadão, na lendária Magnus Filmes – têm em comum a dificuldade de assimilação por parte do espectador, na medida em que Chediak, acertadamente, não faz qualquer concessão ao entretenimento fácil, filmando Plínio Marcos de uma forma que deve ter deixado o próprio dramaturgo surpreendido e orgulhoso.

"Dois Perdidos Numa Noite Suja", a peça de 1966 e o filme, lançado cinco anos depois, contam a história de Tonho (Emiliano Queiroz), migrante pobre que chega à cidade grande em busca de oportunidades. Apesar de ter estudado datilografia e terminado o ginásio (“Eu tenho estudo!”, repete obcecadamente), Tonho vai trabalhar de carregador no mercado de frutas. Lá divide um quarto com Paco (Nelson Xavier), sujeito maledicente e ignorante, que num misto de inveja e oligofrenia, resolve torturar o vizinho de cama com os artifícios mais criativos possíveis.

Durante todo o filme somente os dois falam e os personagens secundários são mínimos, quase invisíveis. Paco manipula Tonho inicialmente com a história de que um certo Negrão estaria prometendo uma surra no recém-chegado. O infeliz Tonho aceita a provocação, se deixa envolver e aos poucos abre sua vida para o insuportável Paco. Em um segundo momento, a questão da inveja é colocada de maneira reversa e Tonho, que precisa de um sapato para procurar emprego, atormenta-se com o fato de que Paco tem um sapato novinho nos pés, presenteado por alguma alma caridosa.

Como em qualquer relação doentia, os dois se completam e necessitam mutuamente. Paco incita Tonho rumo ao abismo, com um machismo que hoje soa anacrônico em demasia. Tonho é tão sozinho na cidade – no original, Santos; no filme, Rio de Janeiro – que encontra na monomania destrutiva de Paco uma espécie de conforto solidário.

Juntos planejam um assalto que, depois de executado, torna a dinâmica da dupla ainda mais simbiótica. Fica claro que Paco projeta suas desvalorizações e paranóias em Tonho e o outro idem. Como a isca é fácil do espectador morder, aos poucos o olhar cansa e dependemos da performance dos atores para que nossa atenção não seja dispersa.

Nesse ponto, Emiliano Queiroz e Nelson Xavier são perfeitos e, ligados à ambientação lúgubre e insalubre, vão em crescendo até que um fim seco apareça na tela, algo inconcebível para um filme comercial hoje, trinta e cinco anos depois. Somando-se a essa aridez de recursos, resta ainda a dificuldade de assimilarmos Paco, uma das figuras mais contraproducentes que o teatro já concebeu.

Obcecado por seu machismo de anedota, o personagem ganha na refilmagem que José Joffily fez em 2002 algumas características que o tornam andrógino e sedutor na pele de Débora Falabella. Mas em 1971 o roteiro optou pela similaridade ao original – e o que temos é um protagonista tão impossível que torcemos para que Tonho abandone sua passividade e mostre de uma vez por todas que é sim, homem, de preferência no couro do incrédulo alucinado.

Presos ao quarto de fundos onde moram, Tonho e Paco mereceram adaptações teatrais em vários países do mundo, colaborando para a fama do dramaturgo santista, morto em 1999. Testado várias vezes no cinema, Plínio Marcos sobrevive com folga, e esta criação de Braz Chediak já antecipava de certa forma os futuros acertos do diretor com textos de Nelson Rodrigues – quando, a exemplo do universo de “Dois Perdidos”, a transposição ganhava em fôlego cinematográfico o que perdia em liberdade dramática e grandeza cênica.

 

Aleluia, Gretchen - 1976

Direção: Sylvio Back
Elenco:
Kate Hansen, Selma Egrei, Sérgio Hingst, Miriam Pires, Carlos Vereza, José Maria Santos, Lilian Lemmertz, Elizabeth Destefanis, Lourival Gipiella, Narciso Assumpção, Lauro Hanke, Lala Schneider, Maurício Távora, Sale Wolokita, Edson D’Ávila, Abílio Mota, Rafael Pacheco, Joel de Oliveira, Lúcio Weber, Irineu Adami.
Parece absurdo que até hoje este tenha sido o único filme brasileiro de ficção que teve a coragem de abordar um tema real e importante: a influência nazista no Sul do Brasil, durante o domínio de Hitler. Como era uma época de Ditadura, censura forte e castradora, o filme foi obrigado a não deixar as coisas muito claras. Por isso, este filme é meio confuso, difícil de acompanhar, até porque aboliu as convenções de passagem de tempo (mudança de roupas e penteados, envelhecimento).

Divide a história de uma família em três tempos: antes da Guerra, durante e nos tempos atuais (ou seja, anos 70). É narrada por 40 anos em tom de diário, mostrando as amarguras (uma das filhas teve uma criança com um oficial da SS que sumiu, outra se casa com brasileiro, vendedor que basicamente sustenta a família). Nos anos 50, eles recebem a visita de fugitivos nazistas. E como tudo no Brasil, termina em Carnaval.

Montado pelo crítico Inácio Araújo, o filme foi muito premiado e está em versão completa (a nudez da juventude hitlerista havia sido podada). A trilha musical com Wagner, hinos e canções foi arranjada e tocada pelo grupo O Terço.

Resultado de imagem para Deu Pra Ti, Anos 70 

Deu Pra Ti Anos 70 - 1981

Direção: Nelson Nadotti e Giba Assis Brasil

Passei muitos anos à procura de “Deu Pra Ti, Anos 70” (1981), clássico do cinema gaúcho, rodado em Super-8, pai e avô de inúmeros projetos que desembarcaram nas telas brasileiras dos anos 80, 90, 2000.

À medida em que me encantava por “Verdes Anos” – com certeza o melhor filme sobre jovens já feito no cinema brasileiro –, vinha em círculos a idéia de encontrar algum nexo, algum ponto de partida, algum quando, como e porquê definitivos que me explicassem melhor quem afinal estava por trás da obra.

A senha aparecia em “Deu Pra Ti...”: o primeiro de Giba Assis Brasil, o terceiro de Nelson Nadotti, futuros sócios na Z Produtora. “Um retrato a cores da juventude porto-alegrense nos 70.” Essa referência cansava os meus ouvidos, sempre repetida, e nada de o filme aparecer.

Até que finalmente “Deu Pra Ti...” surgiu remasterizado, na Coleção Cinemateca RS. Eis aí o suporte necessário para os espectadores atuais e futuros, que andam com uma lente de aumento, catando as pistas para entender quem auxiliou o parto, por exemplo, de “Coisa na Roda” (1982) e “Me Beija” (1984) – do diretor Werner Schünemann, o Nando de “Verdes Anos”, o ator do grupo “Faltou o João”, que ao lado de outro, o “Vende-Sê Sonhos”, povoa “Deu Pra Ti...” de cabo a rabo.

Existem muitas pontes de associação no meio de tantos filmes. Sergio Lerrer, responsável pela fotografia adicional de “Deu Pra Ti...”, produziu em 1985 “Aqueles Dois”, da Z. Nei Lisboa assinou a trilha de “Verdes...” e a de “Deu Pra Ti...” – em 1979, lançou um show homônimo com a participação de Augusto Licks, “Deu Pra Ti, Anos 70”, mostrado no filme. Álvaro Luiz Teixeira, roteirista de “Verdes...” – a quem devo informações valiosas a respeito da Porto Alegre da época – colabora no roteiro de “Deu Pra Ti...” e aparece, inclusive, numa das fotos da passeata estudantil de 1977. Carlos Gerbase, assistente de direção, dividiu o posto principal com Giba em “Verdes...”.

E há tantos pontos de contato, principalmente no intercâmbio dos atores entre as diversas produções, que chegamos à constatação óbvia de que o universo cultural de Porto Alegre respirava e vivia cinema.

No final dos 70, Lerrer, Nadotti e Jacqueline Valladro – esposa de Julio Reny, o Fred de “Deu Pra Ti...”, o dj de “Verdes...” –, fundariam o mítico Grupo de Cinema Humberto Mauro – que é, aliás, citado num bate-papo na Choperia Alaska, entre o Marco Antônio Sório (Robertão, de “Verdes...”) e Marcelo (Pedro Santos).

Além do Alaska, o Cinema I Sala Vogue, o Rib’s, o ônibus laranja esmaecido da VAP – em que Ceres (Ceres Vitória) embarca lendo o exemplar da “Isto É” sobre os anos 70 – são alguns dos instantâneos que localizam os personagens no tempo.

Entre as idas e vindas da narrativa que acompanha a “década da infâmia” – “os anos do sufoco”, “a revolução frustrada”, conforme as manchetes –, temos os pontos de vista do casal que aos poucos vai se tornando de fato casal: Marcelo e Ceres.

Em 71, ouvindo o “Big Baile” de Big Boy – disk-jóquei que marcou época no Brasil – ou assistindo aos coleguinhas pré-adolescentes xingarem-se de “bocomoco” entre si, há uma cena-chave, rápida, que geralmente acaba desapercebida. Ceres senta-se ao lado de Marcelo no sofá: por um lado, a garota nem suspeita que estará com ele no início dos 80; por outro, o menino mal sabe que um dia vai espantar a insegurança e poder rir dos garotos imbecis que azucrinam a vida.

Já em 73, na era de Aquário, Ceres joga cartas com Virgínia (Xala Felippi, a Marieta de “Verdes...”); Marcelo, futebol com “os caras da Marcílio e os da Botafogo”. Ceres vai para arquitetura, Marcelo prefere o jornalismo. Ceres, passeata e clichês do estudantismo; Marcelo, os poemas escritos no caderno. Revisora no “Zero Hora” versus oeasy-rider que volta à capital, depois de um giro pelo sul.

Marcelo, aos poucos, vai representando a encruzilhada dos sonhos dos dois. O menino que se masturbava antes do pai chegar em casa, que zombava e ouvia Gênesis, mas que teve a gana de trancar a faculdade, “ver o mundo” e voltar.

Ceres, porém, tem um quê de imóvel. Conversando com as amigas comezinhas, seu maior ato de rebeldia talvez tenha sido conhecer Margareth (Deborah Lacerda, a Bebela de “Verdes...”), lésbica meio iconoclasta, que rouba produtos do armazém e guarda debaixo do casaco.

Em Marcelo, Ceres encontra algo que a leva para longe dos 70 – aliás, a expressão “Deu Pra Ti”, desconhecida para os habitantes ao norte do estado de Santa Catarina, significa “chega”, “basta”. Logo, “Chega de Anos 70” é a mensagem dos realizadores, embebidos pela perda dos 60, sem terem a noção dos desastres que ainda viriam depois.

Mas no filme, anos antes de terminar a década e de dividirem um apartamento, Marcelo e Ceres acampam na praia de Garopaba – reparem Giba e Nei com seus próprios nomes, incluídos como personagens.

Claro que o entendimento entre os sexos é bastante difícil na idade em que os garotos procuram quaisquer partes baixas femininas que virem pela frente, e as garotas querem grupinhos homogêneos, para se sentirem menos isoladas.

Como conseqüência, o casal se olha à distância, conversa timidamente. Em algum canto, alguém prepara o prato de macarrão, um outro lava os copos e os talheres, acendem os fogareiros, a noite cai, Fred e Marcelo bebem, fumam, deitam perto da água. A viagem à praia em “Deu Pra Ti...” é daqueles instantes que se vê e revê emocionado, encontrando nele os ecos das nossas próprias adolescências, que apesar das datas e dos locais diferentes, teimam ser incrivelmente parecidas.

Essa estrutura nostálgica, concebida para falar muito em episódios aparentemente leves e cotidianos, lembra Eric Rohmer – nos anos 90, “Conto de Verão” (1996) é um dos que trazem essa marca. Mas Giba e Nadotti também costuram a temática com um final onírico, a partir de pesadelos em que Marcelo, Ceres e Margareth se misturam. “Sonhei a noite toda. Cada sonho incrível, daqueles que parece que tu nunca vai esquecer.”

Ceres, insegura diante do novo Marcelo, fica culpada de abandonar os namorados anteriores, que voltam no sonho como deformações do passado. Marcelo, preocupado com os excessos de organização da namorada, pede um pouco de desajuste e sujeira – apoiado por Margareth, que corta as unhas em cima da mesa e despeja sopa no cabelo do jornalista.

Ao acordarem, Marcelo e Ceres compartilham as histórias e, a pedido de Ceres, repetem a brincadeira que Margareth – a louca, a libertária – havia ensinado: estirados sobre o chão da sala, medem os pés com as solas encostadas umas nas outras, e naquela infantilidade e doçura possível apenas nos pequenos gestos entre pessoas que se amam, sorriem.

Giba Assis Brasil e Nelson Nadotti não repetiram a parceria na direção. Por caminhos paralelos, que incluem a distância geográfica entre os dois – há tempos Nadotti radicou-se no Rio de Janeiro –, eles vão tentando o milagre de inventar o cinema no Brasil com as próprias mãos. De certa forma, aprenderam com aqueles meninos que em 24 de março de 1981 estreiaram “Deu Pra Ti, Anos 70” no Festival de Super-8 de Gramado e voltaram para casa com o prêmio de melhor filme.

 Resultado de imagem para o grilo feliz e os insetos gigantes

O Grilo Feliz E Os Insetos Gigantes (2003)

Direção de Walbercy Ribas e Rafael Ribas

O Grilo feliz conta a história de um grilo que canta espalhando alegria para seus amigos. Um dia, o Grilo Feliz descobre fósseis gigantes, é onde começam os problemas, os quais serão enfrentados contra a vilã Trambika. Além do Grilo, existe Pétala, a qual o Grilo Feliz se apaixona, e o grupo de sapos rapers, que querem gravar um CD e ganharem fama.

ENTRE AS PERNAS (1999)

Entre as pernas é um filme noir sem dúvida, em que os personagens centrais vivem uma história de amor tensa, pois ambos são compulsivos ao sexo e acabam se conhecendo em uma reunião dos “sexólatras anônimos”. Aliás até o próprio responsável pela reunião sofre do mesmo mal: sendo esta a cena inicial do filme: um homem que não consegue controlar seus impulsos sexuais e não deixa passar nem a babá da filha pequena. Aquela cena em que a babá coloca no cabelo um alfinetão, já vi em um filme de Almodóvar, “Matador”, neste filme a femme fatale matava os seus amantes com aquele alfinetão de cabelo. Mas neste filme a cena é forte também. O que acontece com o alfinetão é melhor não dizer...
Javier Bardem como sempre impressiona com sua interpretação. Na reunião dos viciados todos dizem: “Eu sou um viciado em sexo. Estou doente e necessito de ajuda”, ele é o último a dizer, com aquela cara dura enigmática. Na terapia faz amizade com Miranda (Victoria Abril), mas no primeiro encontro tentam se controlar ao máximo e ainda passam por constrangimento, porque no restaurante um homem reconhece Miranda e fica falando do que fizeram numa noite. A partir dessa saia justa, Miranda confessa a Javier que é uma ninfomaníaca, mas que estava já há duas semanas se controlando e Javier lhe conta que era viciado em sexo por telefone, precisamente com uma mulher misteriosa. Miranda trabalha em uma rádio e leva Javier até lá, o programa é referência para aqueles que gostam de sexo por telefone. Na rádio Javier fica sabendo que todas as suas conversas por telefone foram gravadas. As histórias em que ele falava por telefone com a participação de Azucena, a misteriosa mulher, são as mais pedidas pelos ouvintes e o pessoal da rádio fatura com isso. Claro que Javier fica chocado com a invasão à sua intimidade, em um dos diálogos ele diz para Miranda: “Me sinto estuprado”. Mas ao voltar para escutar aquelas histórias e ao sair com Miranda o desejo volta total. A cena em que ele a pega no estacionamento é muito bem feita. Aliás que pegada a do Javier Bardem... Apesar do filme ter um apelo erótico, ele não traz nenhuma cena de nudez completa. Nas principais cenas os atores estão completamente vestidos. A trama tem algo de suspense, drama e gênero policial, mas não pretende discutir nada, nem os problemas sexuais, nem o mote de filme policial, tampouco o erotismo. Mas cumpre a sua função de prender o espectador até o fim.

 Resultado de imagem para belas e corrompidas filme

Belas e Corrompidas - Sexta-Feira As Bruxas Ficam Nuas (1977)

A bela Isabel é fascinada pela vida do famoso conquistador homicida Landru. Dedicando-se a reconstruir os crimes de seu ídolo, ela atrai sexualmente vários homens e assassina-os. Na consecução de seus crimes, conta com a ajuda de Tula, sua criada corcunda, ansiosa por se aproveitar também eroticamente dos homens que a patroa traz. O irmão de Isabel, Tristão, planeja vender a casa onde ela mora para financiar suas viagens e suas conquistas amorosas: leva-a a um noivado forçado com a intenção de surpreendê-la na cama com o noivo e exigir a venda da casa. O plano falha porque Isabel mata o noivo. Durante uma festa na casa, Ygor, o noivo cego de Tula, tem relações com Isabel e é eliminado em seguida. Tula acusa a patroa das mortes e os vizinhos chamam a polícia. Presa e levada a julgamento, Isabel é absolvida graças a um advogado ardiloso que lhe atribui insanidade mental. Na clínica de repouso onde é recolhida, Isabel recebe a visita do guarda-noturno de sua rua, antigo admirador, que lhe traz uma caixa cheia de morcegos, o que a faz sentir ter encontrado seu verdadeiro amor.

Direção de Fauzi Mansur

Elenco:

  • Eudósia Acuña
  • Carmem Angélica
  • Carlos Bucka
  • Maria Isabel de Lizandra
  • Valéria D'Ellia
  • Paulo Domingues
  • Abrahão Farc
  • Márcia Fraga
  • Edward Freund
  • Heitor Gaiotti
  • Ênio Gonçalves
  • Stella Maia
  • Érika Maracini
  • Marthus Mathias
  • Roberto Miranda
  • Cavagnole Neto
  • Luigi Picchi
  • Pipoca
  • Carlos Reichenbach
  • Fernando Reski

 Resultado de imagem para os fuzis filme

Os Fuzis - 1963 / 4SHARED

Dirigido por Ruy Guerra

Elenco:

  • Átila Iório .... Gaúcho
  • Nelson Xavier .... Mário
  • Maria Gladys .... Luísa
  • Leonides Bayer .... Sargento
  • Ivan Cândido .... Soldado
  • Paulo César Pereio .... Pedro
  • Hugo Carvana .... José
  • Maurício Loyola .... Beato
  • Joel Barcellos .... vaqueiro com o filho morto
  • Ruy Polanah ....
  • Antonio Pitanga (creditado Antonio Sampaio) .... voz

Aclimatado ao inferno da burocracia nacional – vide o périplo da censura em “Os Cafajestes” (1962) – Ruy Guerra escolheu novo objeto incendiário para suceder as manhas de Jandir e Vavá. Saem as praias de Cabo Frio e apostam-se as fichas no que deveria ser o documento sobre a miséria agreste, situado in loco no sertão baiano. As cidades de Milagres, Tartaruga e Nova Itarana receberam a equipe de “Os Fuzis” (1963), que chegava calejada pela recente perda do argumentista Miguel Torres, vítima de acidente automobilístico enquanto procurava locações para o filme. A homenagem singela ao colega, dedicando-lhe a obra, pontifica o signo de morte que acompanha a narrativa dentro da tela. Delírios messiânicos, sabedorias no estilo Antônio Conselheiro e flagelados pela seca fazem de “Os Fuzis” uma escuridão do otimismo.

Dramaturgicamente, o roteiro de Ruy – diálogos compartilhados com Torres – instala dois focos separados de conflito: os soldados – Nelson Xavier, Hugo Carvana, Paulo César (ainda sem o “Peréio” consagrador), Ivan Cândido, Leonides Bayer – e os famintos – cujos urros do beato (dublado por Antonio Sampaio, vulgo Antonio Pitanga) servem de liga para a casta, no mais das vezes sem voz. Em meio a tudo, o pivô da reviravolta, Gaúcho – Átila Iório, veterano carioca, ator de Lulu de Barros e Watson Macedo, insolitamente expert na geografia nordestina ao também protagonizar “Vidas Secas” (1963). Gaúcho é o motorista de caminhão, comprador de meninas virgens, que apenas a centésimos do fim sai da linha dúbia e coloca-se como protetor do povoado – quando um jovem (Joel Barcellos) pede no bar um caixote para enterrar o corpo do filho, morto evidentemente pela fome.

Queimado a tiros, a perseguição de Gaúcho mostra o clímax de “Os Fuzis”. Fulminado pelas costas no momento de surto do personagem de Carvana, seu corpo inerte é abraçado por Mário (Nelson Xavier), único a demonstrar uma nesga de humanidade na trama. Envolve-se com a moça (Maria Gladys), revolta-se contra o assassinato de um colono por brincadeira – mas cede, ao relatá-lo como ossos do ofício à família do defunto.

O tédio dos rapazes socados na missão ingrata, o fetiche pelas armas, não deslumbram enquanto elementos per sedo enredo. Cenas há que tentam comunicar algo – os soldados cavucando as cuias de comida na frente do cadáver – mas ainda assim percebe-se uma certa estagnação, um certo alheamento no rigor formal e na obsessão pelos close-ups, pelos primeiros planos – que distanciam os rostos dos demais elementos do quadro. Somada à mão pesada da luta de classes, nasce daí a contraposição estática entre aqueles dois focos de conflito que não se permeiam de fato.

Apontamos a luta de classes como marcapasso do filme em razão do engajamento na tese maior, que lhe toma as entranhas: demonstrar o militarismo como intermediação opressiva – os soldados evitam que uma carga de alimentos seja atacada – para o Id fundamental – os pobres sem Estado, falsamente conformados, mas sempre alertas para a tomada de contas através do beato ou da matança sabática de um boi. Pastando desavisadamente entre os locais, as carnes do bicho são arrancadas a fórceps, como numa insurreição. Estaria aí um belo desfecho em termos de plasticidade, logo em seguida traída pela insistência de retomar o arquétipo da oralidade, da ciência popular, na ruminação de um idoso.

Cecil Thiré e Ruy Polanah assistiram a direção, música a cargo de Moacir Santos – ouro negro, que depois se refugiou na Califórnia –, produção de Jarbas Barbosa – irmão do Abelardo, o Chacrinha. Gato escaldado com as intervenções de Jece Valadão em “Os Cafajestes”, Ruy Guerra inseriu uma cláusula contratual que impedia o produtor de retirar cenas sem o seu consentimento. Supôs que conseguisse contornar as investidas mas, obviamente, como os fatos se precipitam às relações jurídicas, a insistência de Barbosa por meses foi tamanha que o filme chegou a ser remontado – desprezando o status final, dado por Ruy e Raimundo Higino –, levando o diretor a exigir que seu nome fosse retirado do produto exibido.

Antes de tomar o caminho do Laboratório Líder – ponto de chegada do cinemanovismo –, “Os Fuzis” teve um encontro sorrateiro com “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964). Ainda às boas, Glauber Rocha deixou bilhete carinhoso no set de Ruy Guerra, sabendo que eram vizinhos de gravações: “Deus e o Diabo pedem passagem”. Dali para a acidez total entres os dois, muitos cáctus correram, muito chão quebrado pelo sol forte, muitas declarações desencontradas na imprensa. Glauber criticou-lhe o barroquismo, apesar de saudar – paternalistamente – o franco processo de abrasileiramento do moçambicano. O tempo rugiu e Glauber adicionou a Ruy outros carinhos, como o de tachá-lo de salazarista, crendo-lhe um dos responsáveis pelas perseguições que dizia sofrer. Propôs-se a varrê-lo do mapa, deletando-o inclusive dos textos que escrevera a respeito. Ruy demorou a entrar nos detalhes da cizânia, mas deixou claro o descontentamento com a postura de Glauber – “profeta alado” foi o epíteto atribuído por Paulo Emílio Salles Gomes –, misturada com a tendência de manipulação que acabava repercutindo no sentido contrário, fazendo do baiano o alvo da manobra.

Egos e pugilato à parte, em 1978 Ruy Guerra realizaria uma continuação para “Os Fuzis”, co-dirigida por Nelson Xavier. “A Queda” ambienta os personagens no Rio de Janeiro, opta pela experiência do proletário em substituição às fardas, naquela vaga de quase-Anistia – ampla, geral e irrestrita –, que inflamava os discursos médios. Enquanto o irmão do Henfil demorava a aterrissar no aeroporto, o cinema brasileiro aninhava-se em outros centros de poder. As fábulas sebastianistas e messiânicas perdiam empatia, cediam espaço à concretude do elemento urbano que cada vez mais pressionava os bastidores do Congresso Nacional.

Por Andrea Ormond

Resultado de imagem para terça insana ventilador de alegria

Terça Insana - Ventilador de Alegria - 2008

Baseado no roteiro do show Terça Insana Ventilador de Alegria, que percorreu o país na turnê 2006/2007, o segundo DVD do projeto Terça Insana registra algumas das melhores cenas e personagens criadas mais »entre 2005 e 2007 pelo elenco, formado pelos atores Grace Gianoukas, Roberto Camargo, Agnes Zuliani, Guilherme Uzeda e Marco Luque. A gravação aconteceu no palco do Avenida Club, onde o grupo se apresenta há 7 anos, em fevereiro de 2008. A direção artística é de Grace Gianoukas, idealizadora e diretora do projeto Terça Insana. A direção é de Rodrigo Carelli, que assinou também Acústicos MTV como Cássia Eller, Gal Costa, Paralamas do Sucesso, Lulu Santos e Roberto Carlos.

1. Abertura - Roberto Camargo – 2. Garçom - Marco Luque – 3. Mulher Moderna - Grace Gianoukas – 4. Senadora Biônica - Agnes Zuliani – 5. Xicovate - Guilherme Uzeda – 6. Cupido - Roberto Camargo – 7. Silas Simplesmente - Marco Luque – 8. Adolescente - Grace Gianoukas – 9. Carlota Joaquina - Agnes Zuliani – 10. Homem de 40 - Roberto Camargo – 11. Durval Alencar - Guilerme Uzeda – 12. Mary Help - Marco Luque – 13. Mal Amada - Agnes Zuliani – 14. Santa Paciência - Grace Gianoukas – 15. Zildo - Guilherme Uzeda – 16. Betina Botox - Grace Gianoukas – 17. Encerramento

Resultado de imagem para mater dei filme 

Mater Dei - 2001

O colunista da revista Veja, Diogo Mainardi, é conhecido pelo mau humor de seus textos e pela forma azeda como vê o mundo. Desta forma, não é de se estranhar que em seu primeiro trabalho para o cinema, Diogo escreva justamente um roteiro amargo... contra o próprio cinema. Assim é Mater Dei, produção brasileira realizada em vídeo digital que conta a história de dois irmãos: Vinícius (Gabriel Braga Nunes) e Diogo (Dan Filip). Ambos estão em busca de um financiamento para a realização de um longa-metragem e acabam se envolvendo com uma violenta guerra particular entre um juiz e uma empreiteira. Os personagens Vinícius e Diogo (não por acaso, os mesmos nomes dos irmãos Vinícius e Diogo Mainardi, respectivamente diretor e roteirista de Mater Dei) se envolvem com uma bela mulher (Carolina Ferraz), pivô de uma tragédia anunciada envolvendo seu filho que ainda está para nascer.

Mater Dei tenta imprimir à narrativa um tom de farsa, de paródia contra os próprios mecanismos do cinema brasileiro, mas morre na praia das intenções. A trama não decola e o filme mantém permanentemente um sabor de produção caseira. Excessivamente verbal e descritivo, o roteiro tem estrutura fraca, enquanto a fotografia busca sempre um olhar turístico sobre a cidade de São Paulo. Realizado totalmente com recursos privados, sem o apoio de nenhuma lei de incentivo estatal, Mater Dei deixa muito a desejar.

Resultado de imagem para Bruna Ferraz - A Rainha Da Erotika Fair

Resultado de imagem para Bruna Ferraz - A Rainha Da Erotika Fair

BRUNA FERRAZ - A RAINHA DA ERÓTIKA FAIR

Ninfas_2

Ninfas (2007)

  • Scene 1. Gisele Prado, Hellen Gabor, Alex Ferraz
  • Scene 2. Nayara Petry, Alex Ferraz
  • Scene 3. Carol Ninfa, Jay Brown
  • Scene 4. Milena Santos, Paulo Machy
  • Scene 5. Milena Magalhaes, Dhones Portella
  • Scene 6. Patricia Kimberly, Dhones Portella (Vida Vadia)

 As Biscatinhas

As Biscatinhas (2008) / MINHATECA

  • Scene 1. Laura Lemos, Marcelo Vidal
  • Scene 2. Rubi Mello, Alex Junior, Dino Miranda
  • Scene 3. Ariane Manzolli, Vitor Gaucho
  • Scene 4. Gisele Prado, Tony Tigrao
  • Scene 5. Hellen Ferraz, Vitor Gaucho

Pretty Little Latinas 33

Pretty Little Latinas 33 (2005)

Gisele Gucci, Preta Brazil, Bianca, Jaqueline, Patricia

GAROTADOCOLEGIO 

A Garota do Colégio 6 (2006) / Minhateca

  • Scene 1. Gisele Prado, Roge
  • Scene 2. Anita Cordeiro, Vitor Gaucho
  • Scene 3. Bianca Lins, Ed Junior
  • Scene 4. Sara Lemos, Dhones Portella
  • Scene 5. Hellen Gabor, Tony Tigrao

 Gisele Gucci em TESTE ANAL

Teste Anal (2006)

 sexcamac

Sexo Câmera Ação (2006)

 

Ten Little Latinas 2 (2007)

 

Resultado de imagem para a agonia julio bressane

A AGONIA (1976)

Cabelo cortado rente, um ramo de alecrim por trás da orelha, camisa amarela de cetim brilhante. Ele está ao volante de seu carro quando passa por uma mulher que caminha pela beira da estrada. Lábios fortemente pintados, vestido estampado de saia rodada e sapatos vermelhos combinando com a cor do batom, ela chama sua atenção. Ele lhe dá uma carona, os dois se encaram em silêncio por alguns momentos. Apresentam-se um ao outro e, entre os dois, se estabelece um diálogo absurdo e cheio de metáforas. E saem rodando de carro por recantos do Rio de Janeiro, ao som de Noel Rosa e Lamartine Babo. Eva e Antena - ela uma vidente, ele um assassino em fuga - iniciam um insólito caso de amor, onde o tédio muitas vezes cede lugar à tragédia, criando a agonia de um feriado passado num abismo.

Direção de Júlio Bressane

Elenco: Joel Barcellos, Maria Gladys, Grande Otelo, Wilson Grey

World Class Ass 4

World Class Ass 4 (2003)

  • Scene 1. Tabitha, David Luger
  • Scene 2. Tabitha, Joel Lawrence, Mr. Pete
  • Scene 3. Priscila, Mr. Marcus
  • Scene 4. Keity, Christian Wave
  • Scene 5. Diana, Carlos Bazuca, Christian Wave
  • Scene 6. Bia, Diana, Joel Lawrence

RARIDADE - Brasileirinhas: Contos Eróticos

BRASILEIRINHAS: CONTOS ERÓTICOS

 

Escolinha do Professor Ted 2

Escolinha do Professor Ted 2 (2009)

  • Scene 1. Anita Amorim, Dani Lopes, Soraya Carioca, Binho, Rick Montilla

Incesto com Ana Bella

Incesto: Em Nome do Pai da Mãe e da Filha (1996)

  • Scene 1. Ana Bella, Sabrina Lombardi, Alex Boni, Edmau
  • Scene 2. Ana Bella, Brenda Pires, Jordan de Souza

 

A ÚLTIMA CASA (THE LAST HOUSE ON THE LEFT, 2009) Dublado

A última casa é um remake de The Last House on the Left (A última casa à esquerda, em uma tradução livre, mais que para o Brasil colocaram como Aniversário Macabro) de 1972. Ele é aquele tipo de filme que você só deve assistir se tiver estômago (ohh noossa!), por que ele tem aquelas típicas cenas que até o telespectador "sente" a dor do personagem. Com muitas cenas de aflição, dor e até mesmo nojentas. Ele conta com cenas que são simplesmente de tirar o fôlego. Nele tem algumas mortes que são super bem feitas. Posso citar algumas como a mão do cara sendo "comida" pelo ralo da pia e a cabeça do outro sendo explodida pelo forno microondas (sim, esse filme é bem violento mesmo). Agora pulando para a história, você sabe aquele ditado que diz: " O feitiço virou contra o feiticeiro"?! Pois é, esse ditado tem tudo a ver com esse filme, por que ele tem muitas reviravoltas (para falar a verdade esse é o sentido do filme). Ele conta a história de uma família que vai para sua casa de lago tentar esquecer a morte de Ben (filho do casal e irmão da jovem, lógico né u.u). Mari (filha do casal) mal chega e já quer voltar à cidade para fazer uma visitinha para sua amiga Paige, que trabalha em um supermercado. Sua mãe com muita preocupação decide deixar a filhar ir.  Lá (no Supermercado) elas conhecem Justin, um garoto bem esquisitão que quer fumar maconha com elas. Então elas decidem ir (mais a amiga, por que Mari não queria muito não). Lá, eles se divertem, bagunçam e fumam muito. O que eles não imaginavam era que o pai do garoto, a namorada dele (do pai) e o tio dele iriam chegar e botar o terror (detalhe, todos os 3 são malvadões da pesada que acabara de fugir da prisão). Com medo de serem denunciados eles decidem meter a porrada nas garotas (e até no próprio garoto, isso por que são parentes) e seqüestrá-las, sendo assim levando-as para uma floresta, o problema é que eles não iam levar elas para a floresta, eles só pararam lá por que elas (também) meteram a porrada neles (detalhe, tudo dentro do carro). Tudo isso fez com que o carro se descontrolasse e batesse em uma árvore. E depois de mais cenas de violência (verbal e não verbal), eles decidem fazer a maldade lá mesmo (ou seja, mais violência). Sendo assim eles estrupam, torturam e até matam. E depois de tudo isso, eles tem a cara de pau de ficar na casa dos pais de Mari (até rolar essa parte já rolou muitas outras coisa, como tiro, morte E chuva...). O único detalhe é que eles não sabiam que lá era a casa de Mari. Então conversa vai, conversa vem, o garoto resolve ir deixar um copo na cozinha. E é aí que ele se depara com uma foto de Mari grudada na geladeira. Pronto!! Aí o menino já passa mal, já cai e vai para o banheiro. O pai vai atrás dele e fala para ele ficar de bico calado. Só que o garoto deixa um cordão que Mari estava usando enrolado no copo que ele deixou na cozinha, claro para os pais verem e descobrirem tudo (afinal, o pai do garoto falou para ele ficar de bico calado, mais ele não falou nada sobre dar pistas). Até que os bandidos resolvem ir para a casa de hóspedes (é que são duas casas, uma da família e uma de hóspedes). Depois que tudo já esta calmo, Ema (a mãe) resolver ir até a cozinha, e é lá que ela se depara com o cordão da filha enrolado em um caneco. Logo ela percebe tudo, o pessoal estranho, o garoto nervoso, o pedido por abrigo. E é aí que eles ouvem um barulho estranho na varanda. E quando eles saem correndo para ver o que é, vem a bomba, Mari toda machucada e caída no chão sem condições de falar, apenas de bater uma cadeira de balanço que é o que a salva (tipo, ela bate, bate a cadeira na parede, fazendo com que fizesse um barulho e seus pais viessem ver o que é). Seus pais então ficam desesperados e colocam a garota para dentro de casa. Seu pai a coloca em cima de uma mesinha na sala e começa a tentar parar o sangramento da filha (a sorte dela é que ele é médico). Então ele pede para Ema ir pegar alguns utensílios na cozinha que o ajudará em sua tarefa. E depois de várias outras cenas legais, o pai decide ir até a garagem pegar o barco, para eles irem pela água, já que a menina deixou o carro para trás. Já a mãe decide pegar uma faca, o problema é que na hora um dos bandidos chega (o tio). Sem saber o que fazer ela esconde a faca, o problema é que ela precisa esconder mais 2 coisas do homem: a foto da geladeira e a própria garota que está deitada em cima da mesa. Ela (Ema) tenta despistar os perigos usando a sensualidade, mais isso não é o bastante já que ele enxerga a garota em cima da mesa. Depois disso, bem, depois disso você já sabe, é porrada na certa!! Com direito a faca, martelo e até a pia para matar o cara. E depois desse “pequeno” assassinato, eles decidem ir a casa de hóspedes e fazer justiça com as próprias mãos... O que eu gosto nesse filme é que quem antes quem era os mocinhos, agora se torna os vilões. O filme também vem nos mostrar até que ponto nós chegamos ao ver algo de mau acontecendo com nossos entes queridos. Pois então fica a dica, para todos que gostam de filmes que dão bastante aflição ao ver cenas chocantes (Uma das cenas de mais aflição e dor é quando o pai tenta parar o sangramento da filha) A última casa é uma ótima pedida para ser assistindo sem pipoca (rs). 

O cineasta Francisco Cavalcanti, falecido em 01/10/2014

Francisco Cavalcanti

OS VIOLENTADORES DE MENINAS VIRGENS (1982) / MINHATECA / Depositfiles

Já na abertura o filme mostra, durante a apresentação dos créditos, um Opalão vermelho que segue uma moça. Em seguida ela é sequestrada e raios e trovões surgem. A tal moça é levada para uma casa onde será oferecida como virgem para velhos milionários, que pagam uma pequena fortuna por cada moça e por sua virgindade. O cafetão de bigode e óculos fazendo a linha Vilão Escroto é uma figura bizarra, podre de bagaceira, assim como boa parte do elenco. A cena onde ele aparece de cueca samba canção branca cheirando a calcinha de uma das vítimas é simplesmente lamentável, mas ao mesmo tempo hilária.

O capanga careca é figurinha carimbada em vários filmes. Os tintureiros Pedro e Baixinho ao lado de Sueli, a noiva de Pedro, passam a ser perseguidos pelos marginais tarados após descobrirem suas identidades. Tenta-se criar uma atmosfera de thriller mas os resultados provocam muitas gargalhadas. É impressionante o uso de música incidental no filme, a trilha sonora de O Expresso da Meia Noite toca quase inteira, além de um momento “romântico” onde um jovem casal transa ao som do tema de Endless Love… Mas em termos musicais, o luxo mesmo é a sequência da boate. Para começar, a decoração é muito cafona, os figurantes parecem uma mistura de The Walking Dead com A Ilha dos Homens Peixe; tem um que parece o Sady Baby Cover desnutrido… e o show ? Num palco duas vagabas com biquínis bagaceiras dançam Vous Le Vous do ABBA… é praticamente a visão do quinto dos infernos…

Depois da longa orgia final, com os velhinhos mandando ver nas ninfetas, muito divertido,exploitation até a medula… Depois sim, o lado Charles Bronson do Francisco Cavalcanti se aflora e o tiroteio começa. Claro que tudo culmina com o bandidão safado levando um balaço e caindo na piscina, clássico, Old School total !!! Grande Francisco Cavalcanti, um de meus heróis da Boca do Lixo.

por  Marcelo Carrard

Direção: Francisco Cavalcanti

Elenco: Salvador Amaral, Francisco Cavalcanti, Suely Conti, Pinho Delmar, Kristina Frank, Sebastião Grandim, Henrique Guedes, Cléo Latorre, Ruy Leal, Sandra Marques

 

O Beijo da Mulher Piranha (1986) / MINHATECA

Policiais são chamados a um luxuoso apartamento de São Paulo e encontram o
cadáver de um famoso escritor dentro de uma banheira cheia de sangue.
Tentando desvendar o mistério, o delegado começa a ler um manuscrito deixado
pela vítima, que explica como ele se relacionou com a temível Mulher Piranha.

Direção: J.A.Nunes é o pseudônimo de Jean Garrett

Elenco

Neusa Silveira
Karina Macieira
Walter Gabarron
Francisco Rezende
Pedro Terra
Solange Dumont
Osvaldo Cirilo
Ângela Nonato
Mário Duque
Carla Prado
Flávia Sanches
Karina Miranda
Angélica Belmonte
Wagner Maciel
Rajá de Aragão
Dionísio Tordoc

 CALIFÓRNIA (2016)  / ULOZTO

Direção: Marina Person

Ser adolescente é viver uma descoberta a cada dia. Descobre-se o amor, a paixão, seus gostos musicais, as amizades, os ídolos, a vida. É sobre descoberta, não somente nessa fase da vida, que se trata Califórnia, estreia de Marina Person no cinema de ficção (ela havia feito o documentário Person, que conta a vida de seu pai em 2007). A ex-VJ da MTV traz um retrato emocionante e delicado dos anos 80, da AIDS e das incertezas da juventude nesse filme que tem como grande trunfo uma trilha sonora eletrizante e nostálgica.

A história gira em torno de Estela (a ótima Clara Gallo) e seu sonho de conhecer a Califórnia, nos Estados Unidos. É que seu tio Carlos (Caio Blat) vive na cidade ensolarada e de lá traz todo o tipo de referências musicais e culturais para a vida da sobrinha que vê nele um ídolo. A vida da adolescente se resume as paqueras com um dos meninos mais populares da escola, a companhia das amigas inseparáveis e a descoberta de sua sexualidade. A menina troca a tradicional festa de 15 anos por uma viagem para conhecer o tio e viver uma grande aventura, que acaba frustrada quando ele retorna dos Estados Unidos de forma repentina, muito magro e debilitado, portador de uma doença que pouco se sabia na época.

Marina imprime em tela um pouca da sua história de vida. O amor pelo rock, e principalmente pelo The Cure (que tem papel importante na trama) fez parte da vida da recente cineasta. Tanto que ela pediu diretamente para o vocalista Robert Smith a liberação para usar a música “Killing na Arab” no longa. O problema é que Smith não autoriza o uso da canção há anos, principalmente depois que grupos usaram a música com propósitos xenofóbicos. A canção foi inspirada no livro O Estrangeiro de Albert Camus, onde um franco-argelino chamado Mersault mata um árabe e não sente nenhum remorso pelo ato.

O livro, que também aparece no filme, é dado para Estela por um colega novo na classe, o gótico JM (Caio Horowicz) que começa como o freak da turma e aos poucos vai ganhando a confiança e a amizade da garota.

A abertura de Califórnia mostra a ousadia dessa novata no cinema nacional com um plano-sequência de deixar muito diretor veterano com inveja. Ela ainda recria muito bem os anos 80 retratados na trama, mesmo com um orçamento muito apertado. Ela disse em entrevistas que a música foi uma das formas encontradas de deixar essa ambientação mais fiel, já que a grana era curta para figurinos mais elaborados e locações da época oitentista.

O que se vê na tela é um filme cheio de sensibilidade, o nascimento de uma promissora cineasta, que assim como a sua protagonista está buscando se encontrar no meio de tantas descobertas de vida. A doença do tio, o primeiro fora, a perda da virgindade, os questionamentos sobre o futuro: tudo isso é tratado de forma adulta por Marina, mesmo que estejamos falando do futuro de uma adolescente de apenas 17 anos. É tudo levado à sério, com a importância que isso tem na nossa vida com essa idade. Afinal, como o personagem de Caio Blat diz em determinado momento do filme: “Nossos problemas parecem maiores pois são nossos.”

A única crítica que tenho não é ao filme, pelo contrário, a ele só faço elogios. Ótima trilha sonora, fotografia competente, direção acertada e uma grata surpresa de ver nascer uma cineasta cheia de talento (de família, diga-se de passagem). Minha crítica é a nós, espectadores. Vi o filme em um sábado à tarde em um grande cinema de Porto Alegre. Além de mim e da minha companhia havia apenas mais quatro pessoas na sala. Sim, QUATRO! É chocante como os brasileiros não prestigiam o nosso cinema. Sei que você pode pensar que o brasileiro não vai ao cinema ver seus filmes, pois o nosso cinema é ruim. MENTIRA! Cada vez mais o Brasil vem trazendo grandes títulos, melhores do que muito filme americano por aí. Pode ser aquele velho complexo de vira-lata que volta e meia toma conta de nós. Mas quem perde é o cinema e você, espectador, que deixa de assistir a esse lindo e tocante retrato da juventude, um filme sensível e honesto, maduro, que merece ser visto e revisto. E viva o cinema nacional. Obrigada Marina!

por GISELE SANTOS - http://www.planocritico.com/

Carrossel 2 - O Sumiço de Maria Joaquina (2016)

BR2SHARE / BRFILES Senha para descompactar: matias.tr

Direção: Mauricio Eça

Elenco:

Larissa Manoela – Maria Joaquina
Jean Paulo – Cirilo
Maísa Silva – Valéria Ferreira
Rosanne – Professora Helena
Paulo Miklos – Gonzalez
Oscar Filho – Gonzalito
Miá Mello – Didi Mel
Elke Maravilha – Mãe do Gonzalez

A trama do filme por si só já é suficiente para passar a impressão de que as crianças cresceram. O cenário do acampamento infantil Panapaná dá espaço para um outro, completamente urbano e desafiador: a cidade de São Paulo. Lá, elas vão encarar mais uma vez os divertidos e caricatos vilões Gonzales (Paulo Miklos) e Gonzalito (Oscar Filho).

A história começa quando a professora Helena (Rosanne Mulholland), que havia ficado de fora do primeiro filme, anuncia aos alunos que eles farão uma participação especial no show de uma amiga sua dos tempos do colégio: a famosa cantora Didi Mel (Miá Melo). Paralelamente a isso, a dupla de vilões sai da cadeia e prepara uma vingança contra as crianças. A chance deles de colocar o plano maléfico em prática vem exatamente durante os ensaios para a apresentação com a estrela pop, quando os malvados invadem o local e sequestram a protagonista Maria Joaquina (Larissa Manoela).

Com as crianças preocupadas com a amiga, a cantora decide que vai usar um de seus mais influentes contatos, o governador do Estado, para buscar ajuda, mas até que tudo esteja resolvido a turma deve obedecer às demandas dos vilões para evitar que algum mal aconteça a Maria Joaquina. Os pedidos, entretanto, não são parecidos com os de outros sequestradores: a dupla impõe às crianças uma série de provas e desafios pela cidade. O objetivo é fazer com que os pequenos enfrentem dificuldades parecidas com as que eles encararam quando tentaram destruir o acampamento no primeiro longa. Liderada pela professora, a turma aceita a provocação e parte para uma espécie de gincana pela capital paulista.

Com o desenrolar da história, o crescimento das crianças é explicitado não apenas nos rostos e tamanhos dos atores, mas em detalhes da trama. Grande parte das cenas tem a participação essencial do celular, como item de suma importância.  Os alunos se comunicam por mensagens, tiram fotos e fazem buscas na internet – além de usar uma linguagem moderna, como o uso do termo “hashtag” –, o que faz com que o enredo se aproxime mais do público pré-adolescente e também explore a influência das redes no cotidiano da nova geração.

Enquanto isso, no núcleo mais divertido do filme, Maria Joaquina e seus sequestradores protagonizam momentos cômicos no cativeiro. A menina mostra toda a sua birra aos dois vilões, que acabam ficando atordoados com a criança. Uma ótima mudança em comparação com o longa anterior acontece a partir daí. Gonzalito, ao contrário de Carrossel – O Filme – onde apenas balbucia coisas ininteligíveis – tem mais falas e participações. A interação com o chefe, Gonzales, que pouco aconteceu no anterior, soma muito aos malvados.

Outro ponto que acrescenta à história é o time de convidados especiais. Alguns chegam para participar das provas com as crianças, como o jogador de futsal Falcão e o apresentador Carlos Bertolazzi, do Hell’s Kitchen Brasil, que propõe um desafio culinário para os alunos. Mas a participação mais divertida é a de Elke Maravilha, que vive a mãe de Gonzales, em um dos melhores papéis da trama.

O grande lance do filme, entretanto, é mesmo saber se adequar à geração que cresceu com a novela. A produção até dá margem para que a história continue em um terceiro episódio.

Por Henrique Castro - http://veja.abril.com.br/

NO CALOR DO BURACO

NO CALOR DO BURACO (1987) / Depositfiles

Direção: Sady Baby e Renalto Alves
Elenco: Sady Baby, X-Tayla, Renalto Alves, Feijoada, Luana Scarlet, Jerônimo Freire, Bim-Bim, Diabo Loiro, Franklin Neto e Erivaldo Nery.

O filme começa com Sady Baby enterrando um cadáver. Depois, um homem tenta estuprar sua namorada (interpretada pela incrível Luana Scarlett). Quando ele vê, faz uma espécie de "maracutaia" com a espingarda que carrega: amarra o dispositivo da arma no pau do rapaz que, ao se excitar ao ver a garota nua, leva um "pipoco" na cabeça. Surgem então os créditos e, conseqüentemente, uma outra história. Lá esta Sady estuprando uma árvore (!). Depois, ele ataca uma garota que passa por ali, e pede um emprego a ela numa fazenda. Nos minutos seguintes, surgem seqüências invariavelmente surreais. Porcos falantes, um homem tomando uma imensa mamadeira de leite tentando "estuprar" os bichos, e cenas e mais cenas de sexo. O personagem interpretado por Sady é mais um homem sedento por vingança (assim como em "Emoções Sexuais de um Jegue"), mas não se sabe qual é o motivo pelo qual ele quer se vingar de tudo e todos. Quer apenas aniquiliar o capataz da fazenda (papel de Renalto Alves, sempre um primor de interpretação), o proprietário (Bim Bim) e seus funcionários. Quando eles tentam matá-lo, consegue dar a volta por cima, mata todos e depois foge. À certa altura, surge uma espécie de "escola sexual", com uma imensa orgia onde participam os mesmos atores da maioria dos filmes do Mestre: Franklin Neto, Rubens Larápio e o mítico Feijoada. Destaque para a atuação de Diabo Louro costurando a língua. Sem mais nem menos, lá vem o Mestre com uma imensa tocha de fogo xingando todo mundo. Pendura Luana de cabeça para baixo. Enfim, uma sucessão de acontecimentos que não se entrelaçam. Como já foi dito anteriormente, o importante é prender-se a cada seqüência e se divertir. Depois, sem saber o porquê, mata a garota que o acompanhou durante toda essa aventura, e depois transa com ela morta, e diz para o espectador: "Transar com uma morta é uma experiência arrepiante". Logo depois, o filme acaba.



Em parceria com o amigo e sócio Renalto Alves, Sady Baby produziu alguns dos filmes pornográficos mais escatológicos, nojentos e extremos da Boca do Lixo, e olha que estamos falando de um lugar onde se produziu coisas como "Alucinações Sexuais de um Macaco". Aliás, vou reformular: Sady provavelmente foi o responsável por alguns dos pornôs mais escatológicos, nojentos e extremos do mundo ocidental - porque lá no Oriente os caras são doidos demais e não dá para rivalizar.

A dupla dinâmica Sady e Renalto escrevia, produzia e dirigia uma trupe de esfarrapados digna do Exército de Brancaleone, composta por sujeitos que mais pareciam mendigos recrutados a preço de cachaça ou prato feito na Rua do Triunfo, e mulheres tão feias que, se fossem garotas de programa, teriam que pagar para o cliente comê-las.


Gente como Feijoada, X-Tayla, Rubens Larápio e outros malucos que, durante quase uma década, ajudaram a dar vida aos delírios cinematográficos de Sady e Renalto, em filmes nada palatáveis para "pessoas normais", como esse NO CALOR DO BURACO.

Para dar uma ideia do nível de podridão da obra, é bom explicar, desde o começo, que o título vem de uma frase dita por um sujeito asqueroso depois de enfiar o dedo no fiofó de um porco - cena que, claro, foi feita pra valer, sem cortes e sem dublês (nem para o sujeito, nem para o porco). E o nobre suíno reclama com voz humana depois de tomar a dedada, já que no universo sadybabyniano os animais pensam alto, como o Garfield!


É inútil esperar muito da trama ou da narrativa; afinal, isso aqui é um filme pornô. E, pior, um filme pornô escrito e dirigido por Sady Baby. Mas, basicamente, o que veremos durante pouco mais de 60 minutos é a busca de vingança de um psicopata chamado Alemão (Sady, é claro), que estupra e mata brutalmente suas vítimas (não necessariamente nessa ordem), supostamente em represália pela morte da sua família - motivo torpe jogado ao léu na narrativa, e mencionado apenas uma ou duas vezes pelo protagonista.

Entretanto, quem já conhece o cinema sadybabyniano sabe que é ridículo buscar lógica, continuidade ou mesmo uma narrativa minimamente linear num filme dele. O negócio é sentar no sofá, preparar o sal-de-frutas ou o saco de vômito e embarcar numa montanha-russa de depravação e perversidade, com direito a muitas gargalhadas ao longo do passeio.


Acompanhe: NO CALOR DO BURACO começa num matagal, onde Alemão prepara uma cova para um cadáver anônimo, e pelado, caído ao seu lado. Enquanto cava, dá uma das suas tradicionais risadas maléficas de vilão de filme B e declara: "Um preto a menos no mundo!".

Perto dali, sua namorada é atacada por um homem que tenta violentá-la. Os dois rolam dentro de um córrego até a chegada de Alemão, que rende o estuprador e prepara uma armadilha digna de "Jogos Mortais": o sujeito é amarrado pelado numa árvore, com uma das pontas de uma cordinha amarrada no seu pinto, e a outra no gatilho da espingarda - que, portanto, disparará no momento em que o coitado ficar excitado.

Enquanto sua namorada, nua, rebola na frente do homem amarrado para forçar a excitação que o levará à morte, nosso "herói" Alemão provoca com o primeiro de muitos diálogos impagáveis: "Você não tava a fim de comer minha mina? Pois agora você vai foder legal. Você vai foder pra caralho! Quando seu pau subir, cara, você vai ver o pipoco que vai levar! Se bem que isso aí não é pau, é um pintinho de plástico!".


Quando a natureza se manifesta, o pinto do sujeito sobe e o "pipoco" dá cabo dele, o filme corta para os créditos iniciais, Sady Baby style (ou seja, com os atores segurando pedaços de cartolina onde seus próprios nomes foram escritos à mão).

Bizarramente, no momento em que a narrativa recomeça, não há mais qualquer menção aos fatos apresentados no prólogo, nem vemos mais a namorada (ou esposa?) de Alemão. Como escrevi lá em cima, não adianta querer encontrar muita lógica no cinema sadybabyniano...


Enfim, o filme recomeça e nosso "herói" reaparece simulando um ato sexual com uma árvore (!!!), em momento improvisado pelo próprio Sady na hora da filmagem. A filha de um fazendeiro da região, interpretada por X-Tayla, dá azar de passar por ali bem na hora. Ela é atacada e violentada por Alemão, que depois, na maior cara-de-pau, pede que a moça lhe arranje um emprego na fazenda do pai dela (!!!).

Tudo tem uma explicação, ou mais ou menos isso: acontece que, no passado, o fazendeiro (interpretado por Bim Bim, de "A Rota do Brilho") e seu capataz mataram a família de Alemão. Isso nunca é mostrado, e aparentemente aconteceu no período entre a cena inicial (em que a namorada/esposa de Alemão ainda estava viva) e os créditos do filme. Mesmo assim, Sady continua com a mesma roupa da cena inicial, como se toda a trama se passasse no mesmo dia!


Depois de conseguir o emprego na fazenda, nosso "herói" faz amizade com o grupo de degenerados que trabalha no local: o débil mental Sarampo (Gerônimo Freire), que gosta de enfiar o dedo e o pinto no orifício anal dos porcos e bebe leite de uma garrafa de cachaça, e o alcoólatra e homossexual Macaco (que, graças à incorreção política da época, é o negro Feijoada).

Mas ele se estranha com o capataz interpretado por Renalto Alves, e vive fazendo comentários pouco amigáveis como: "Eu não gosto daquele capataz. Eu vou comer o cu dele!".


Certo dia, o fazendeiro e o capataz resolvem dar um fim em Alemão. Sob a mira de um revólver, obrigam-no a cavar a própria cova. Inexplicavelmente, os caras deixam sua futura vítima cavando e vão jogar palitinho longe dali (!!!), dando tempo para que Alemão consiga um revólver e mate todo mundo!

Assim, a vingança teoricamente estaria concluída, já que os alvos prioritários do protagonista, que eram o fazendeiro e o capataz, foram exterminados. Mas Alemão continuará praticando atos de crueldade e matando gente até o final do filme!!! E não adianta tentar entender.


Sobra, por exemplo, para um velhote e sua esposa coroa, aprisionados pelo psicótico e sua trupe de degenerados - uma espécie de versão Boca do Lixo da família Firefly, de "Rejeitados pelo Diabo". A mulher é estuprada "pero no mucho" (já que não oferece grande resistência) e depois esfaqueada, enquanto o homem é morto a pauladas. Em cada uma das mortes, Sady ri sadicamente e declara: "Se fodeu!".

Sobra, também, para os próprios colegas de Alemão. Sarampo, por exemplo, é morto com um tiro nas costas sem motivo algum, e tem seu cadáver queimado no meio da floresta. Até quando continuará a sede de sangue de Alemão?


Neste momento, a "narrativa" já titubeante de NO CALOR DO BURACO é interrompida para a tradicional suruba que sempre atravanca a história dos filmes de Sady Baby. Somos transportados a uma inexplicável escola de educação sexual (!!!) chamada "Xeiro de Sexo" (sic), onde uma placa anuncia "Bem-vindo ao mundo da Aids" (tema já abordado no anterior "Emoções Sexuais de um Jegue").

Ali, um traveco comanda uma orgia hetero e homo sem muita distinção, onde até um pobre e indefeso MAMÃO é estuprado! A orgia caligulesca ocupa uns 15 ou 20 minutos do filme. É quando Alemão invade o recinto com um maçarico e toca o terror - outro tema recorrente, pois em "Emoções Sexuais de um Jegue" Sady interrompia suruba semelhante ao adentrar o recinto com uma motosserra!


Primeiro, Alemão ameaça o "amigo" Macaco, em plena relação sexual com outro homem. Sem-noção como apenas Sady Baby conseguia ser, ele perigosamente aproxima demais a chama do pinto dos "atores", certamente queimando-os, enquanto grita: "Isso aqui não vale nada! Vou enfiar esse fogo na sua boca, seu pilantra! Vou queimar sua bunda, nego, vou queimar seu saco. Mostra que você é macho!".

Finalmente, nosso "herói" aproxima-se da única garota mais ou menos bonita da película (Luana Scarlet), que minutos antes havia matado a facadas o travesti que comandava a suruba. Ela tenta explicar porque fez isso, mas não consegue (provavelmente não havia a menor justificativa para o ato de violência nem no roteiro do filme!). Alemão então pendura a moça de ponta-cabeça e prepara-se para queimá-la viva entre as tradicionais risadas sádicas.


Parece ser a conclusão para as "aventuras" do psicótico protagonista, mas ainda tem mais um pouquinho. Alemão e a filha do fazendeiro (até então sumida, ela reaparece sem maiores explicações) sequestram um caminhoneiro, que é forçado a dirigir até um bosque próximo. Nosso "herói" então empurra o sujeito em direção ao matagal enquanto anuncia: "O negócio é o seguinte, mermão: nós vamos te matar só um pouquinho, não repara não".

Crime concretizado, X-Tayla faz a Alemão a mesma pergunta que todo espectador está se fazendo até então: por que ele segue matando, se já eliminou as pessoas de quem queria se vingar? A resposta é absurda:"Porque mataram toda a minha família". Sim, óbvio, motivo suficiente para seguir matando 100, 200, 300 pessoas, até cansar...


Mas, felizmente, NO CALOR DO BURACO já está terminando, e não há tempo para tamanha chacina. Sobra, porém, para a pobre X-Tayla. Sem motivo algum além da sua incontrolável sede de sangue, Alemão atira nas costas da moça.

Em seguida, bebe o sangue que sai da ferida e faz sexo com o cadáver, ao mesmo tempo em que olha para a câmera, dá uma piscadinha e pronuncia uma das melhores sentenças de todo o cinema sadybabyniano: "Dar uma trepada com uma pessoa morta é uma sensação arrepiante!".

Volta, então, ao caminhão e pega a estrada sozinho, provavelmente para continuar sua carreira de crimes violentos em outros pagos. The end.


NO CALOR DO BURACO é um típico representante do cinema escalafobético de Sady Baby, em que pouco ou nada faz sentido e os acontecimentos servem ao choque gratuito e nada mais; para o diretor, importa mais provocar o espectador com insinuações de crimes brutais, zoofilia e necrofilia do que propriamente excitá-lo, como deveriam fazer os bons pornôs.


Embora seja oficialmente um pornô, é claro que ninguém assiste um filme do Sady Baby pelas cenas de sexo - pelo contrário, é mais comum ficar sem vontade de trepar por um mês depois de ver alguma obra do diretor. Aqui, ele mantém seu padrão de porqueira, incluindo as famigeradas cenas de homossexualismo entre homens escrotos, barbudos e peludos - infelizmente, as duas únicas mulheres mais "pegáveis", Luana Scarlet e X-Tayla, não protagonizam sexo explícito.

Mas Sady reserva uma surpresa para o espectador: no meio daquela suruba na escola de sexo, o mítico Diabo Loiro surge sem maiores explicações, vestindo apenas uma sunga, para receber uns boquetes e protagonizar seus números... hã... "diferentes" de auto-mutilação corporal!


Para as novas gerações, o nome pode não significar absolutamente nada. Mas, na década de 80, Diabo Loiro costumava aparecer em programas tipo o Show de Calouros, do Silvio Santos, protagonizando "façanhas" de gosto duvidoso. como esfregar o rosto em cacos de garrafas de vidro ou pregar a própria língua numa tábua.

E o que diabos Diabo Loiro está fazendo de sunga numa suruba de um filme do Sady Baby? Ora, exatamente a mesma coisa: esfregando o rosto em cacos de garrafas de vidro e pregando a própria língua numa tábua enquanto homens e mulheres e homens e homens se comem ao redor! Algo muito excitante, pelo menos na cabeça demente de Sady Baby...


Não bastasse a "participação especial" de Diabo Loiro e o sexo nojento, esta cena da suruba faria sucesso numa aula de semiótica, já que os gemidos e sussurros dos amantes foram substituídos por sons de galinhas, porcos e bois!!!

Como o sexo não excita, e é provável que você passe quase todas as trepadas com o fast foward (eu sempre faço isso), o que sobra para ver em NO CALOR DO BURACO? Ora, as cenas de elevado fator trash, é claro! Com destaque para aqueles diálogos impagáveis que são presença constante na obra de Sady.


Um dos diálogos mais hilários acontece quando Alemão invade a escola de sexo e aborda a personagem de Luana Scarlet. A garota se espanta com o maçarico e segue-se a seguinte conversa:

- (assustada) O que é isso?
- É o fogo!
- Eu não quero morrer!
- Você é da família do cara que matou minha família! Eu vou matar você aos poucos! Eu vou queimar você, sua puta!
- Não, eu sou filha adotiva!


Já quando o personagem de Sady é obrigado a cavar a própria cova, o fazendeiro lhe pergunta qual seu último desejo. Impassível diante da morte iminente, ele sai-se com uma pérola: "Eu poderia comer seu cu?".

Finalmente, uma das cenas mais impagáveis precisa ser vista para fazer sentido, pois a simples narração por escrito não faz justiça à dimensão da coisa. Quando o carro em que o protagonista está com sua trupe atola num lamaçal, ele sai furioso do veículo, berrando ordens para que todos façam força e desatolem o veículo. Subitamente, num rompante de fúria que parece ter sido improvisado, agarra Feijoada e tenta enforcá-lo, para em seguida rolar com ele na lama aos gritos: "Você sempre mole, porra! Acho que eu vou te matar, seu filho da puta! Eu tô te pedindo ajuda e você não me ajuda! Porra, você não é meu amigo? Eu vou te matar como um porco se você não me ajudar!".


Fiel aos elementos comuns à toda a sua filmografia (poderia Sady Baby ser considerado um "autor" conforme a teoria de Truffaut?), em NO CALOR DO BURACO o diretor volta a representar o prazer lado a lado com a dor, a humilhação e o sofrimento do parceiro, num universo em que estupros e torturas sexuais (como a impagável armadilha da cena inicial) são comuns à natureza dos personagens.

O próprio Sady novamente interpreta um psicopata sádico que violenta as mulheres e força pessoas a fazer sexo contra a vontade, ameaçando-as com um revólver ou espingarda. Não há espaço para romantismo no cinema sadybabyniano.


O jornalista Gio Mendes, biógrafo oficial do cineasta que prepara um livro sobre sua obra, assistiu NO CALOR DO BURACO junto com Sady e Renalto. Segundo ele, ao questioná-los sobre o porquê de tanta violência em filmes pornográficos, Sady teria respondido que o público gostava, porque "só sexo é cansativo". Já Renalto justificou de maneira mais psicanalítica: "O povo é sádico. Ele não demonstra porque é muita lei proibindo. Mas o povo é sádico, gosta de violência. E o mundo é violento".

Portanto, se o mala-mor Glauber Rocha criou a Estética da Fome, Sady e sua trupe definitivamente são os inventores da "Estética da Podridão", que não poupa esforços para incomodar o espectador com um excesso de pobreza, nojeira e escatologia (tem até uma trepada filmada dentro de um chiqueiro, com porcos ao redor!!!). O objetivo não é excitar o público, mas representar o mundo-cão da forma mais exagerada possível.


Nesse, e em vários outros filmes, Sady faz questão de mostrar os personagens rolando na lama ou em córregos imundos, aproximando-os (e assim ao espectador) da sujeira, ao mesmo tempo em que faz um retrato fiel (ainda que sensacionalista) da vida miserável na zona rural brasileira, onde, até uns 20 ou 30 anos atrás, coisas como a zoofilia não eram apenas herança cultural, mas também um comportamento socialmente aceito - garotos da fazenda perderem a virgindade com galinhas ou vacas era tão comum quanto o pai levar seu filho moleque para perder o cabaço no puteiro, comportamentos impensáveis no dito "mundo moderno".

Não que Sady Baby queira ser tão sério ou fazer crítica social, como o mala Glauber. Pelo contrário, o que lhe interessava era ganhar dinheiro explorando aberrações sexuais em pornôs extremos, sujos e mal-filmados. Se era essa a intenção, NO CALOR DO BURACO funciona que é uma beleza. E deve ter feito, sozinho, muito mais bilheteria que toda a obra do Glauber. Chupem, viúvas do Cinema Novo!!!



PS: Eu escrevi ali em cima que a nova geração provavelmente nunca ouviu falar de Diabo Loiro, mas no YouTube é possível encontrar duas participações recentes do sujeito em programas do SBT, Qual é o Seu Talento? (2009) e Ratinho (2011). Ele envelheceu e está mais barrigudo, mas continua fazendo a mesma coisa que fazia quase 30 anos atrás: esfregando o rosto em vidro e pregando a própria língua. Eis um artista íntegro!

por Felipe M. Guerra / FILMES PARA DOIDOS

Resultado de imagem para filme banana split

 

BANANA SPLIT (1988)

Há uma regra que se repete a cada geração: ali pela faixa dos 25 anos todos começam a olhar saudosos para o “passado” – normalmente o passado pouco mais velho do que sua idade no tempo – tentando reencontrar aquilo que não viveram, ou recordando o último sopro de vida aventurosa de seus pais mocinhos, antes de colocarem os filhos no mundo e mergulharem de vez na caretice.

Nos EUA, estas chamadas “ondas de nostalgia” tem até um divisor de águas: o filme “American Graffiti” de 1973, que ao abordar uma visão idílica do final da década de 50 – a era pré-Beatles, em uma nação entupida de dinheiro e poder – espalhou feito doença pelo mundo a ilusão dos “anos dourados” regados a Elvis Presley, The Platters e modismos adjacentes.

No Brasil o fenômeno encontrou ressonância menos de dois ou três anos depois, principalmente nas novelas da Globo: “Escalada” de 75 e “Estúpido Cupido” de 76 são os melhores exemplos.

E como os anos 60 – da psicodelia, dos hippies e das manifestações de 1968 – ainda pareciam muito próximos em meados dos 80, a adoração sobre o final dos 50 durou um bom tempo – e, com certo atraso, chegou às telas grandes. Foi o caso não apenas de “Banana Split” (1987), mas também de “Os Bons Tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez” (1985). Nas novelas oitentistas, tivemos ainda “Bambolê” e a minissérie “Anos Dourados”, esta transformada em marco importante da teledramaturgia brasileira, por conta do inexperiente e talentoso elenco posto à prova.

O problema é que em “Banana Split” percebe-se uma divisão afetiva. De um lado, o diretor Paulo Sergio de Almeida (nascido em 1945) e os roteiristas Mário Prata (1946) – autor de “Estúpido Cúpido” – e Flávio Moreira da Costa (1942). Os três falavam do que viram ou compreenderam in loco da juventude e que no filme deveria atender a um período que se estende entre novembro de 1963 (ouvimos um dos protagonistas dizer: “Você viu? Mataram o Kennedy”) a abril de 64 (o professor subversivo arruma as malas e foge do golpe).

De outro lado, porém, estavam os atores e o público – então maciçamente nascidos nos 60 –, sonhando com carinho o mundo que associavam aos 50, pouco antes de nascerem. Assim, o passado de “Banana Split” engloba os 50’s com os 60’s e é embrulhado para presente com o exotismo típico dos 80’s – quando os teclados Yamaha da trilha de Sergio Saraceni vêm à tona fica difícil não nos lembrarmos da época em que o filme foi produzido.

Da mesma forma, personas cinqüentistas como Chubby Checker, James Dean, a turma da Miguel Lemos e a menção à curra de Aida Cury convivem com o medo dos “comunistas” e das greves – situações que deixam claro o 1o. abril de 1964, na década seguinte. Tudo é “passado”, portanto. “Memorabilia” simplificada para ser consumida em um filme de verão, leve e descompromissado.

A trama se passa em Petrópolis, terra natal do diretor. A turma de Nei (André Felippe), Cabelinho (Felipe Martins), Bambolê (Anderson Muller), Laura (Mariana de Moraes) e Carminha (Tássia Camargo) se eriça com a chegada dos cariocas, que simbolizam o supra-sumo da modernidade.

Jane (Myrian Rios), Ted (Marcos Frota, também ator em “Os Bons Tempos...”), Boca (Roberto Bomtempo) e Lia (Alexandra Marzo) debutam numa cortina de fumaça, com a trupe de carros rabo-de peixe subindo a serra para a agradável cidade de veraneio. Os pneus cantam e soltam as frases de efeito: “Petrópolis, este verão promete!”, ou “Meu perfume favorito é a gasolina!”.

Claro está que para cada gangue existe um galã (Nei vs. Ted), uma diva (Laura vs. Jane), um melhor amigo (Cabelinho vs. Boca) e uma melhor amiga (Carminha vs. Lia). Brigas, pílulas de embalo, amassos, tudo corre dentro do previsto, somados porém a alguns dados interessantes: participações de Wilson Grey (Nelsinho, dono da sorveteria), Paulo Villaça (Dr. Pacheco, diretor de um clube) e Paulo César Peréio (Bem-Te-Vi, o aloprado do lugar, que balbucia frases desconexas).

Além disso temos ainda a co-produção entre Roberto Bakker e um empresário do jogo do bicho, Aniz Abrahão David; e a inesperada assistência de direção da promoter Liége Monteiro de Carvalho. Faltou mesmo a colaboração de Carlos Imperial, que ainda vivo em 1987, poderia ter prestado uma consultoria valiosa na base das “Memórias de Um Cafajeste” – livro auto-biográfico/ficcional, no qual narra a adolescência conturbada em Copacabana ao longo dos anos 50.

“Banana Split” alcança a intenção de um passatempo direto e eficaz, sem muitas invenções. Hoje, possivelmente a volta seria aos 80, ao Rock In Rio, aos fiscais do Sarney, à recessão. E olhando em “Banana Split” o exemplo bem acabado de versão anterior do mesmo fenômeno, é bom começarmos a temer: será que em 2026 os ataques do PCC serão lembrados com nostalgia? O Lula e o Bush? As CPIs? Tudo isso regado ao som de Franz Ferdinand e mentiras idealizadas para os nossos filhos imberbes, seja o que Deus quiser.

Elenco:

  • André Di Mauro .... Nei
  • Myrian Rios ... Jane
  • Mariana de Moraes ... Irmã de Nei
  • Felipe Martins .... Cabelinho
  • Anderson Müller ... Bambolê
  • Otávio Augusto .... Pai de Nei
  • Tamara Taxman ... Mãe de Nei
  • Roberto Bontempo
  • Tássia Camargo
  • Marcos Frota
  • Andréa Avancini
  • Alexandra Marzo
  • Wilson Grey .... garçom do "Le Moulin"
  • Paulo César Pereio .... Bem-te-vi

Dirigido por Paulo Sérgio de Almeida

ninfetasnota10 #1

Ninfetas Nota 10 (1987) / Depositfiles

Direção: Juan Bajon

Dois ladrões entram numa casa com o intuito de roubar quadros valiosos. No momento do roubo, discutem entre eles. Roberto alega que quanto mais feio, mais valioso é o quadro. Helio ri dessa hipótese e chama o companheiro de ignorante. De uma simples discussão, segue uma luta corporal. A briga é separada por duas garotas que moram nessa casa. Nasce simpatia entre os ladrões e as garotas. Segue um relacionamento erótico, tornam-se bons amigos.

O CASSINO DAS BACANAIS (1981) / DEPOSITFILES

Dirigido por: Ary Fernandes

Elenco:

  • Carmem Angélica
  • Ely Silva
  • Felipe Levy
  • Jussara Calmon
  • Marco Antônio
  • Margareth Souto
  • Marly Palauro
  • Marthus Mathias
  • Ruy Leal
  • Sérgio Hingst

Romulo, é o caseiro de uma mansão que pertence ao Dr. Maia. Como o proprietário esta sempre viajando, Romulo decide alugar a casa para estranhos e ganhar um dinheiro extra. Um dia um rapaz aparece à procura de emprego, e é contratado para trabalhar como mordomo. Janete, a empregada, começa a gostar de Marcos, mas ele está sempre ocupado cuidando e participando das festas que são dadas pelos hóspedes, pessoas que alugam a mansão para organizar orgias. Depois de muitas festas e muito sexo, Marcos revela que é filho do dono da mansão que veio para investigar a situação.

 Resultado de imagem para filme LUA DE MEL E AMENDOIMResultado de imagem para filme LUA DE MEL E AMENDOIMResultado de imagem para filme LUA DE MEL E AMENDOIM

LUA DE MEL E AMENDOIM (1971)

Elenco:

Episódio Lua de Mel e Amendoim

  • Rossana Ghessa - Márcia
  • Newton Prado - Alberto
  • Otelo Zeloni - Rodolfo
  • Consuelo Leandro - Assunta
  • Gilda Medeiros - Maria Augusta
  • Marina Freire - Dona Regina
  • Felipe Carone - Soares
  • Jairo Arco e Flexa - Alípio
  • Clodovil
  • Maria Alice - Sílvia
  • Homem de Melo - amigo
  • Zuzima - Eleonora Doren (sic)
  • Paulo Galvão
  • Fernando V. de Barros
  • Marlene França - atriz convidada
  • Ruthinéa de Moraes - atriz convidada

Episódio Berenice:

  • Carlo Mossy - Serginho
  • Renata Sorrah - Berenice
  • Vera Gimenez - Vera
  • Suely Fernandes - Maria Helena
  • Cláudia Ribeiro - Bárbara
  • Beatriz Lyra - Mãe
  • Lenoir Bittencourt - namorado
  • Galba Mello - amigo
  • Roderick Cavalcanti - amigo
  • Amando Tapler - gerente
  • Mário Panamá - amigo
  • Otto Aguiar - amigo
  • José Lewgoy - participação especial
  • Darlene Glória - participação especial
  • Ângelo Antonio - participação especial
  • Milito - participação especial
Enquanto Alberto (Newton Prado) e Márcia (Rossana Ghessa) correm pela relva, pulam e o primeiro episódio invade “Lua de Mel & Amendoim” (1971), o espectador começa a se perguntar se por algum acaso aquela cena já não foi vista em algum lugar, em algum filme, em algum momento antes.

Mesmo porque o entusiasmo do encontro dos namorados e a beleza natural de Ghessa são tão estarrecedores que passam a impressão de pairarem no inconsciente coletivo de cinéfilos e não-iniciados, como na reprodução de um sonho bom. A nudez renascentista, a música outonal – “Nessa nossa terra esférica/ região atmosférica...”–, as flores salpicadas de vermelho e amarelo, num possível ensaio para os calendários que recheavam as salas-de-estar de 1971. Pela delicadeza do quadro, poucos o creditariam a uma produção em parte financiada pela Boca do Lixo.

Cinedistri, fundada por Osvaldo Massaini – pai de Aníbal Massaini Neto, presidente da Cinearte –, e a Sincro Filmes co-produzem “Lua de Mel e Amendoim”, reunião de dois episódios independentes. O homônimo, estrelado por Ghessa e Prado, rodado no Guarujá, São Paulo; e “Berenice”, com Carlo Mossy e Renata Sorrah, no Rio. Uma carioca (a Sincro) e outra paulistana, localizada na fabulosa Rua do Triunfo.

Esse esquema de realização talvez seja mais uma negativa para se tentar dar valor ao Cinema Popular da época. Se foi feito pra lucrar, com a divisão em capítulos – facilitando os custos e mobilizando as equipes de cada lado da ponte-aérea –, por que iremos perder tempo procurando qualquer coisa que valha por ali?

A resposta é múltipla. Para os mais céticos, recomendamos a trilha sonora – que em ‘Berenice’ chega a ser covardia enumerar: Marcos e Paulo Sérgio Valle, Osmar Milito (!), Mariozinho de Oliveira e arranjos de Orlando Silveira. Para os mais revoltados, os momentos de humor desopilam o fígado. Para os arqueólogos do cinema, a turma formada por Jairo Arco e Flexa, Zuzima, Homem de Melo e Clodovil – em papel semelhante ao de “A Infidelidade ao Alcance de Todos” (1972), ao lado de David Cardoso – ganha no mínimo pela sonoridade.

Mas “Lua de Mel & Amendoim” vai além das anedotas. Dirigido e idealizado por Fernando de Barros, fotografia do veterano Rodolfo Icsey e montagem de Carlos Coimbra, o argumento do “Lua de Mel...” (a primeira história) acompanha Alberto – quatrocentão no auge dos 30 anos, prestes a se casar com uma garota virgem, filha de Rodolfo (Otelo Zeloni) e Assunta (Consuelo Leandro), família construtora de fogões.

O amendoim e a lua de mel são facilmente explicáveis: assim como o ovo de codorna e a catuaba, o malicioso grão também costuma ajudar as atividades masculinas. O que não se entende muito bem é a proposta de fazer de Newton Prado, 38 anos, um jovem noivo quando no mínimo passaria pelo papel de tio de Rossana – que há pouco tempo havia completado “Palácio dos Anjos”.

“Berenice”, direção de Pedro Carlos Rovái, investe no beautiful people, juventude quase-transviada mas gente boa. Serginho (Carlo Mossy) é o bonachão, filho de diplomata radicado na África e de uma desvairada que dentre outros cai na lábia do cabeludo José Lewgoy. Cordões de ouro, camisa aberta no peito, emenda um affair com Zuzu (Darlene Glória), esposa de Bilu (Ângelo Antônio), tentando esquecer Berenice (Renata Sorrah). Mossy e Sorrah, com uma beleza de outro planeta mas dublados, e o tema da virgindade novamente em foco, desta vez em um ambiente com maior sofisticação. Elke Maravilha numa festa, Osmar Milito num piano-bar, participações aleatórias de outras novatas, como Vera Gimenez.

A lábia de Serginho, a canastrice de Alberto, as piadas de botequim misturadas com o refinamento da direção e principalmente da trilha-sonora seriam revistos pela Vidya Produções – criada por Mossy e Victor di Mello, para deleite pessoal e tubos de dinheiro na bilheteria. Vamos ser sinceros: construído às pressas, com rolos de filmes contados, uma espécie de Lei de Talião cinematográfica, o cronograma era cumprido com folgas e armava o circo para a produção do filme seguinte.

Sucesso na época, vale lembrar que das bancadas do Cine Rian, o coronel Alexandrão – de “A Viúva Virgem”, também de Rovái – sapateia e roga pragas contra os amantes de Adriana Prieto. Na fachada, o letreiro não deixava margem para dúvidas: “Lua de Mel & Amendoim” era o filme exibido em um dos mais charmosos cinemas do país, destruído pela especulação imobiliária de Copacabana em meados dos anos 80.

 Resultado de imagem para filme o homem dos papagaios

O Homem dos Papagaios - 1953

Direção de Armando Couto

Elenco: Procópio Ferreira (Epaminondas), Ludy Veloso, Hélio Souto, Eva Wilma, Elísio de Albuquerque, Herval Rossano, Hamilta Rodrigues, Gino Talamo, Ítalo Rossi, Waldemar Seysel (Arrelia), José Rubens, Mário Benvenutti, João Alberto, os meninos Heráclito e Francisco
Malandro pobretão consegue emprego como zelador de uma mansão de luxo. Ali, ele se faz de milionário, afogando-se em dívidas ("papagaios").
Epaminondas (Procópio Ferreira) vive perdendo emprego e só de aluguel deve oito meses. Então, ele é convidado para trabalhar como zelador de uma mansão que está desocupada.
Pensando que Epaminondas é milionário, os fornecedores correm lá e oferecem seus produtos e serviços. Epaminondas compra do bom e do melhor e paga tudo com notas promissórias (papagaios).
Quando os papagaios vencem, os credores descobrem que o Doutor Epaminondas não tem um tostão para pagar. Eles ficam morrendo de ódio e no fim... Bom. No fim dá tudo certo para o Epaminondas.

Informações Históricas: É o primeiro filme de Eva Wilma interpretando uma personagem central: antes ela só havia feito uma pontinha em cinema.

A comédia de um pobretão que assina um mundo de promissórias e vive igual milionário. No fim, ele deve tanto dinheiro, mas tanto dinheiro que ... dá certo !
Bom, vale a pena ver o filme !

 

Parceiros da Aventura - 1979

Em 1947, o sumo sacerdote Jean Manzon convidou um novato para a redação de “O Cruzeiro”. Precisava ter desenvoltura, ser ágil, alguém que aguentasse a Rolleiflex no ritmo frenético da revista. José Medeiros aceitou.

Mais tarde, tornou-se conhecido por igualar ou superar o mestre, além de migrar para o cinema. Dirigiu quatro curtas-metragens e um único longa, “Parceiros da Aventura” (1979). O número pequeno nem de longe se compara com a quantidade de participações que teve no métier original, o de fotógrafo.

Entre os seus maiores vôos estão “Rainha Diaba” (1974), “Ódio” (1977), “Chuvas de Verão” (1978). Sempre com pouca luz e contenção de excessos. Tirava engenhosidade do bolso, operava ínfimos watts.

De tanto mexer na fotografia para os outros, José Medeiros dizia que já tinha visto gente com menos talento se metendo na direção. Aí a curiosidade bateu. Durante as filmagens de “Xica da Silva” (1977), de Cacá Diegues, conversou com o historiador João Felício dos Santos. Chamou José Louzeiro, jantava na casa do escritor e finalmente – depois de tudo matutado – “Parceiros da Aventura” foi para a Lapa, Rio de Janeiro, jogar suas plumas.

Entre a zona central do Rio e a zona sul, “Parceiros da Aventura” surge como um cântico da boemia e das pequenas coisas. A violência vai separando as tribos que, no início, parecem uma só. Um grupo coeso em que há a prostituta (Ana Maria, Isabel Ribeiro), o desempregado (Benedito, Milton Gonçalves), o malandro (Vaselina, Marcus Vinícius), o músico (Paulo, Paulo Moura), o funcionário público (Erva Doce, Procópio Mariano).

As rodadas de chope, o clarinete de Paulo Moura – dando uma palhinha de ator –, as mesas que de repente são invadidas por um molecote vendedor de jornal, flores aleatórias, o cheiro esotérico de botequim que quase se pode sentir a 30 anos de distância. No mesmo ano, “Muito Prazer”, de David Neves, operava nesse registro de amor carioca. Vide a cena de Nelson Cavaquinho dedilhando o violão e unindo um dos arquitetos aos pivetes.

Ana Maria e Vaselina têm um namoro interracial. Desses que ainda hoje são tabu e que apareceriam em poucos filmes. Moram juntos no cafofo de paredes cor-de-rosa, um colega se masturba levemente ao ouvi-los em ação.

Apesar de toda a malícia do sexo, Ana pede, por favor, que o malaco se case com ela. Oficializar a relação, vejam vocês. Humanidades que o cinema brasileiro um dia contou, num vazio tremendo, demasiado humano, porque o amor não é só amor. Também pode ser utilidade, entrega, ciúme, interesse próprio. Ana Maria está no bando de Vaselina, gosta dele, trafica pó com ele, mas também opera com o rival.

Papel complicado, a mulher troca um olhar definidor com Benedito. Sem dizer nenhuma palavra, torce para que o motorista de ônibus, íntegro e honesto, não se junte ao grupo de Vaselina. O diretor parece ter confiado imensamente nos dois, Isabel Ribeiro e Milton Gonçalves, a ponto de entregar-lhes a força da trama. É a partir deles que saem os motores do filme, a partir deles que os enredos se originam.

Benedito escorrega, não fura a greve que outros motoristas estavam tocando na cidade. Um detalhe verídico, pois a greve foi enxertada no filme e acontecia em tempo real no Rio de Janeiro. Benedito não assina contrato com uma empresa de ônibus que queria demitir os grevistas e continua a morgar meses de atraso no aluguel. Atende ao chamado de Vaselina: puxa um carro de madame. Não percebe na hora, mas a filhinha da madame estava no banco de trás – aspecto fundamental no roteiro.

A surpresa de encarar a menina piora o sofrimento de Benedito. O que era assalto passa a sequestro. E o que é sequestro transforma o grupo. Antes traficantes, agora sobem um degrau na escala do crime. Por outro lado, a onipotência de Vaselina, movido a pó, o faz acreditar estupidamente na vitória, mal sabendo que o corvo negro – confuso e amoroso – de Ana Maria estava na emboscada.

Os três ficam pajeando a garota. Uma vira mãe sem querer (Ana), um vira tio atormentado de culpa (Benedito), outro vira chefe sonhando rios de dinheiro (Vaselina). Mundo paralelo que Paulo e Erva Doce nem imaginam que exista, nem sabem aonde os idolatrados amigos estão se metendo.

Esse gato e rato vai tirando as máscaras da amizade. O carinho até continua, mas sem água com açúcar, sem versão Walt Disney. Paira o egoísmo por todos os lados. Talvez um pouco menos em Benedito e Paulo que, de tão sonhador, acaba sendo engrupido por um escritório multinacional de música. Apesar de a dicção de Moura não ajudar às vezes, ainda assim a atuação é desconcertante: Paulo Moura era, de fato, o personagem. Como se Pixinguinha tomasse uns copos de frente para as câmeras, naquela fidalguia de nobre.

Enquanto isso, Erva Doce vive o burocrata falastrão. O fulano que conseguiu emprego porque conhece Beltrano e um monte de siglas de departamentos. A fauna de mulheres que cruzam as pernas ou são azedas, os homens puxa-sacos que invejam o chefe. Esse vazio de gente pequena, a total mediocridade de repartição aonde se penduram paletós e se bebem copinhos sujos de café.

E esperando a filha, a mamãe apetitosa (Louise Cardoso) segura a mão da colega idem (Maria Zilda). Deus, o que será da pequerrucha? No tempo em que policial espancava bandido na frente de jornalistas, todos estão loucos para mostrarem serviço. Correm às pampas para encontrarem os sequestradores.

Circulando entre eles, a penca de figurantes como Stepan Nercessian, Reginaldo Faria, Cosme dos Santos – a trinca de “Barra Pesada” (1977), que Medeiros fotografou. Rodolfo Arena, Maurício do Valle, Flávio Migliaccio, Camila Amado, Luthero Luiz, Isabella, Wilson Grey, Zózimo Bulbul, Leovegildo “Radar” Cordeiro. Participações carinhosas, que pipocam aleatoriamente.

O desfecho da história nem importa tanto, senão pela mistura entre a crônica do cotidiano e a estética da violência. Desejar progredir, enganar, ser enganado, com a grosseria de tiro explodindo na frente da menina que olha para tudo, sem ser protegida, no estilo amoral dos anos 70. Noite caindo atormentada, as luzes na janela da vizinha, mudando de cor. Essas delicadezas deixam na obra de José Medeiros um martírio doce, de solidão.

 Resultado de imagem para filme circular

Circular - 2011

Cinco jovens diretores, cinco núcleos dramáticos numa tensa história que tem seu clímax dentro de um ônibus em Curitiba - esta é a síntese do drama "Circular", com um elenco liderado pelo uruguaio Cesar Troncoso ("O banheiro do Papa") e a brasileira Letícia Sabatella.
Desde 2007, os cineastas paranaenses Adriano Esturrilho, Aly Muritiba, Bruno de Oliveira, Diego Florentino e Fábio Allen sonham realizar este filme, cujo argumento foi desenvolvido coletivamente e só foi realizado depois da aprovação num edital de baixo orçamento do Ministério da Cultura.
Carlos (Cesar Troncoso) vive o drama mais pungente e que, afinal, deflagra a situação que coloca em risco todos os principais personagens. Seu filho foi sequestrado e ele está na capital paranaense para negociar sua libertação. Por trás de tudo, há uma trama criminosa e um perigoso acerto de contas.
Cristina (Letícia Sabatella) é uma professora de arte e artista plástica envolvida num projeto ligado a remédios de tarja preta - que ela usa na confecção de uma obra de denúncia contra a indústria farmacêutica, mas também acaba consumindo alguns deles.
O pastor Samuel (Marcel Szymanski) cuida sozinho da filha pequena, depois do abandono da mulher. Morando numa região periférica da cidade, ele convive diariamente com a marginalidade e o crime, que tenta combater com a fé, sem conseguir livrar-se da própria revolta.
O cobrador Lourival (Santos Chagas) enfrenta um cotidiano triste, fugindo ao contato com a própria família e o filho paraplégico, entrando em lutas de boxe amador combinadas, em que ele ganha alguns trocados para perder todas elas.
Quatro membros de uma banda punk (Bruno Ranzani, Luiz Bertazzo, Débora Vecchi e Gustavo Pinheiro) lidam com sentimentos contraditórios em relação a seguir em frente com a carreira musical depois que um de seus membros sofre um acidente e fica em coma.
Neste que é um trabalho de estreia, nota-se alguma irregularidade para conciliar os elementos das várias histórias, o que provoca algumas quedas de ritmo ao longo da narrativa. Alguns segmentos têm uma duração um tanto esticada - caso da banda punk -, outros não justificam a pertinência de todos os seus detalhes para a sustentação do tema central.
Em todo caso, o drama tem consistência e energia e caminha para um clímax envolvente - que se passa dentro do ônibus, onde embarcaram Lourival, Samuel, Cristina, a banda e Carlos tem o confronto direto com o sequestrador do filho, que reluta em entregar-lhe o menino.

Resultado de imagem para lua de outubro filme

Lua de Outubro - 1998

Um filme de Henrique de Freitas Lima

Elenco:

  • Pedro Arzábal (Marcos Winter - Brasil): capitão republicano, cansado de guerra. Sonha em criar ovelhas e finalmente criar raízes. Mas seu destino será outro.
  • Niña Leonor (Beatriz Rico - Espanha): linda e enigmática filha de D. Marcial López.
  • Don Marcial López (Alberto de Mendoza - Argentina): caudilho republicano da região. Autoritário e desconfiado, dono de homens e rebanhos. Fortemente afetado pelos problemas da filha.
  • Nicodemo Carrion (Paulo Silva - Brasil): o "Nico", vaqueiro chegado a uma bebida. Alma muito simples, mas também muito leal. Amigo de Pedro.
  • Viviana (Elena Lucena - Argentina): a "bruja", vidente que lê o destino nos olhos das pessoas.
  • João Bispo (Sirmar Antunes - Brasil): tenente dos maragatos (federalistas) derrotados , em retirada para o Uruguai.
  • Juvêncio Pazos (Oscar Simch - Brasil): subdelegado, porém mandado por D. Marcial. Homem truculento e implacável. Para ele, a guerra ainda não acabou.
  • David Greenstreet (Tony Middleton - Argentina): o "inglês", um aristocrata britânico excêntrico. Crítico dos costumes violentos da região.
  • Marcial Chico (Tiago Real - Brasil): Filho de D. Marcial. Torna-se amigo de Pedro.
  • Irmã Remédios (Pilly Calvin - Brasil) • Turco Tufic (José Victor Castiel - Brasil)


• Escrivão Miranda (Antônio Augusto Fagundes - Brasil) • Dona Leonor Lopez (Isabel Ibias - Brasil) • Mestre Sereno (Edison Acri Aguirre - Brasil) • Mercedes (Cristiane Freitas - Brasil) • Olegário (Lóri Nelson - Brasil) • Lourival (Colmar Duarte - Brasil) • Das Graças (Giovana Figueiredo - Brasil) • Gorda Maria (Maria Luiza Benitez - Brasil) • Soldado Serafim (Nestor Monasterio - Brasil) • Horácio (Sérgio R Rojas - Brasil) • Lino (Rodrigo Freire - Brasil) • Doralice (Patsy Cecato - Brasil)

Uma das duas primeiras co-produções do Mercosul (a outra é "O Toque do Oboé"), "Lua de Outubro", de Henrique de Freitas Lima, junta esforços brasileiros e argentinos para contar uma história bem gaúcha, inspirada, aliás, em três contos do escritor uruguaio Mario Arregui.
A ação é transferida para 1924, no pampa gaúcho, perto da fronteira com o Uruguai, quando os "chimangos" (republicanos fiéis ao governo central) tinham acabado de derrotar os "maragatos" (federalistas, que queriam maior autonomia para o Rio Grande).
Três histórias se entrelaçam nesse contexto. A principal é a do capitão republicano Pedro Arzábal (Marcos Winter), que quer esquecer a guerra, estabelecer fazenda, criar família.
Mas os ódios ainda estão à flor da pele na região, e o capitão é chamado a participar da luta mais uma vez, principalmente por amor a uma mulher.
Aí entra a segunda história, do desditado amor entre Arzábal e Leonor (a atriz espanhola Beatriz Rico), filha de um caudilho da região (chimango, por suposto), don Marcial López (o argentino Alberto de Mendoza).
Recém-chegada de um colégio de freiras, a moça logo revela ter um estranho pacto com a Lua, senão com coisa pior.
A terceira linha do enredo, de tonalidade cômica, diz respeito a um camponês bêbado (Paulo Silva) que perde o cavalo e recorre a uma bruxa (Elena Lucena, argentina) para encontrá-lo.
Da junção dessas três tramas vêm a força e a fraqueza de "Lua de Outubro". Por um lado, a alternância entre aventura, drama e comédia torna o filme agradável, impedindo-o de cair na monotonia.
Mas a "emenda" das histórias nem sempre é bem feita, e o espectador tem a impressão de ver vários filmes ao mesmo tempo, o que dificulta seu envolvimento.
Uma curiosidade: o roteiro foi escrito por Alfredo Sirkis, ex-guerrilheiro e hoje líder político dos ecologistas.
No mais, a linguagem narrativa é convencional, mas, quase sempre, competente. Percebe-se ao longo de todo o filme uma preocupação com a clareza, uma legítima aspiração à comunicação imediata com o público.
Resta saber se esse público "popular" ainda existe, ou foi totalmente substituído pela classe média Miami-shopping, que só concebe um entretenimento que tenha perseguições de carros e explosões de prédios.
Há em "Lua de Outubro" uma certa irregularidade de interpretação -talvez em função da heterogeneidade do elenco multinacional-, compensada por um tratamento interessante da cultura local (o trabalho numa fazenda de gado, o lazer nas tabernas, as expressões gauchescas).
Talvez para um gaúcho, ou para um estudioso da cultura regional, essas coisas sejam óbvias, mas para o resto do Brasil é mais uma chance de se aproximar desse outro país, distante e indecifrável, que é o Sul.

ImagemResultado de imagem para the burning season chico mendes

Amazônia em Chamas (1994)

Baseia-se na história de Chico Mendes, seringueiro e ambientalista que dedicou sua vida a lutar contra a exploração dos trabalhadores e o desmatamento da Floresta Amazônica e foi assassinado por pistoleiros.

Quando os empresários olharam para a Amazônia, eles viram dinheiro, oportunidade e o futuro. Nada poderia impedí-los de realizar seus objetivos. A não ser Chico Mendes. Desde sua infância, Chico Mendes (Raul Julia) foi testemunha das brutalidades cometidas contra os seringueiros, explorados por seus patrões. Ainda jovem, decidiu dedicar-se a uma luta em favor de justiça para o povo de sua região. De pequenas discussões com criadores de gado, passando pela liderança de seu sindicato, a uma campanha internacional contra a devastação da floresta amazônica, Chico Mendes acreditava no diálogo e em soluções sem violência. Acabou transformando-se em uma figura de importância nacional, um herói local, e um peso ainda maior para seus inimigos...até que uma emboscada marcou o fim de sua vida de dedicação e esperança.

Direção: John Frankenheimer

ELENCO
Raul Julia ... Chico Mendes
Carmen Argenziano ... Alfredo Sezero
Sonia Braga ... Regina de Carvalho
Kamala Lopez ... Ilzamar
Luis Guzmán ... Estate Boss
Nigel Havers ... Steven Kaye
Tomas Milian ... Darli Alves
Esai Morales ... Jair
Edward James Olmos ... Wilson Pinheiro

MEGA  Parte01 / Parte02 / Parte03 / Parte04

SENHA: cinecult

 Resultado de imagem para os paspalhões em pinóquio 2000

Os Paspalhões em Pinóquio 2000 (1980)

Dirigido por Victor Lima

Elenco:

  • Rony Cócegas… Kiko
  • Olney Cazarré… Bira
  • Older Cazarré
  • Sidney Marques… Curió
  • Alba Valéria… Gracinha
  • Dary Reis
  • Milton Morais
  • Humberto Catalano
  • Ricardo Blat
  • Dudu França
  • Ted Boy Marino
  • Carlos Kurt
  • Fernando Reski

Quem se acostumou ao xaxado de Galeão Cumbica e ao cavernoso “Calma, Cocada” dos anos 80, descobrirá as maravilhas da diversidade com “Os Paspalhões e Pinóquio 2000” (1982).

Vestido para matar, o ator Rony Cócegas aparece em outro personagem, fazendo um cover de Zacarias, o amigo da garotada. Rony divide a tela com Olney Cazarré (o corintiano da “Escolinha do Professor Raimundo”) e um outro jovem que, curiosamente, também lembra o heróico companheiro de Zacarias, o Mussum.

Aliás, teria vindo de Mussum – o xamã que se auto-receitava longas ampolas de cerveja –, uma confidência que chocou Carlo Mossy, o dono da Vidya, produtora do filme. Durante encontro no bairro de Madureira, zona norte do Rio, Mussum teria dado a entender que as semelhanças com a turma do Didi acabariam azedando as empadas da Vidya.

Lenda urbana ou realidade, o fato é que “Os Paspalhões e Pinóquio 2000” permanece inédito nos cinemas. Não conseguiu ser comercializado e enfrentou a resistência até de distribuidores amigos, como Luiz Severiano Ribeiro.

Não que esta ausência seja uma crueldade terrível para a história do cinema brasileiro, mas não deixa de ser curiosa a falta de sorte do filme. Ele que é a verdadeira caveira de burro, o boitatá que arruinou as finanças da Vidya, até então feliz qual gato banhado em leite de cabra, aproveitando o sucesso de “Giselle” (1981).

“Os Paspalhões e Pinóquio 2000” sofre de uma megalomania que chega a ser difícil de acreditar. O filme apela para aventura infantil, história da carochinha e delírio tecnológico. Está cheio dos efeitos especiais que dominavam a época, rodados em Los Angeles, como “Os Saltimbancos Trapalhões” (1981).

Rios de dinheiro foram queimados, um trailer fantasma anunciou o filme que não estreou, casos de agressão acometeram a equipe técnica. O cineasta Afrânio Vital, então continuísta, recebeu uns safanões de uma criatura mais exaltada e foi indenizado pela produtora. O diretor Victor Lima inventou de falecer repentinamente nos Estados Unidos, o que obrigou Mossy a viajar às pressas para a remoção do corpo. Teve que se virar na finalização do filme.

Talvez a solução estivesse em um banho de descarrego, folhas de arruda espalhadas pelo set, algum ritual bárbaro de tribos polinésias. Na prática, Victor Lima – tão veterano da Atlântida quanto J. B. Tanko, ídolo de Renato Aragão –, não deu a liga entre o infantil e a pornochanchada. Até porque, voilá, são gêneros que não conversam muito bem.

Confuso que só, “Os Paspalhões e Pinóquio 2000” – batizado por Victor di Mello (diretor de “Giselle”) – poderia ser mais criativo. Poderia aproveitar a estrela maior, a protagonista máxima: Alba Valéria. No entanto, prefere o glacê das grandes explosões, das naves espaciais, do corre-corre entre vilão e polícia.

Alba – a endiabrada “Giselle” – vive uma pobre órfã (Gracinha). Lutadora de kung fu, Gracinha está sempre rodeada por uma mucama boazuda. As duas usam saias curtas e mostram cavidades que chocariam as crianças, ao entregar as reais intenções deste fiel exemplar do Beco da Fome.

Gracinha se apaixona e entra em ação Dudu França, o compositor do hit disco “Grilo na Cuca”. Dudu vira uma espécie de Mário Cardoso, o galã dos filmes dos Trapalhões. Já Alba Valéria sacoleja o corpo de um jeito que envergonharia as personagens de Monique Lafond (atriz, aliás, que participa de “Giselle”) ou Lucinha Lins, as paixões de Didi.

Vejam vocês que Gracinha é afilhada do Barão von Karko, grande chefão caucasiano que dá festas para empregados loiros (entre eles, Ted Boy Marino) e comanda Milton Moraes com mão de ferro. O castelo de Von Karko coleciona clichês de espionagem e da Segunda Guerra Mundial – que, muito provavelmente, representavam a encarnação do mal para Victor Lima.

“Todos nós somos bonecos, nossos cordéis são acionados pelos poderosos.” Older Cazarré, irmão de Oldey (dupla antológica na dublagem nacional) tenta segurar as pontas. O cientista sábio que ama crianças e perdeu mulher e filha em acidente de carro. Agora ele impede o plano macabro do Barão, que busca enriquecer vendendo papéis higiênicos e poluindo os reservatórios de água da cidade. Reparem que entre as vítimas encontramos Carlo Mossy, esposa e filha, em aparição relâmpago.

Mas as profundas digressões filosóficas do cientista terminam do nada. Quando menos se espera, o robozinho (Pinóquio 2000) canta para uma criança vestida de boneca Emília. A menina está visivelmente incomodada com a situação, o que chega a ser tragicômico. O anão dentro da carcaça não é o Chumbinho mas, acreditem, exprime toda (nenhuma) graciosidade.

Alguém há de se perguntar como “Os Paspalhões e Pinóquio 2000” conseguiu gravar na Vista Chinesa sem o latrocínio de boa parte da equipe, ou no Freeway da inóspita Barra da Tijuca, atrapalhando a classe média que se embrenhava pelo local. Mistérios que engrandecem o mito do filme. Atirando para todos os lados – aventura, espionagem, musical, humorístico – “Os Paspalhões e Pinóquio 2000” sensualiza pouco querendo impressionar demais. Enxugando trechos e mais trechos, poderia escapar da encruzilhada espiritual, que o deixou na eterna contramão da bilheteria.

por Andrea Ormond (Estranho Encontro)

Resultado de imagem para O Contestado - Restos Mortais (2010)

O Contestado - Restos Mortais (2010)

O documentário "O Contestado - Restos Mortais", do catarinense Sylvio Back, dialoga com uma vertente bastante comum no cinema brasileiro contemporâneo: o filme espírita.

O longa faz um trabalho interessante de pesquisa sobre a Guerra do Contestado, acontecida na divisa entre Santa Catarina e Paraná, entre 1912 e 1916, mas toma caminhos questionáveis ao colocar diante da câmera médiuns que supostamente incorporam espíritos de pessoas envolvidas no conflito.

A melhor parte do filme vem de historiadores --como Nilson Fraga, Ivone Gallo e Marli Auras--, do brasilianista Todd A. Diacon e do músico e folclorista Vicente Telles. As entrevistas são bem conduzidas e se complementam na montagem, que segue um arco lógico e narrativo, dando clareza ao desenvolvimento do conflito, com detalhes relevantes.

Porém, ao colocar em cena os médiuns, o diretor parece confiar que todos os seus espectadores realmente acreditem nisso. Porém, para quem não crê nesse tipo de manifestação, o filme para de funcionar na hora em que entram em cena.

"Incorporados", vítimas e rebeldes contam suas histórias, gritam por socorro da mãe, explicam porque lutaram, em sequências que lembram encenações teatrais.

A melhor parte do filme acontece mesmo quando os especialistas traçam um perfil desta guerra, que deixou entre 5 mil e 8 mil rebeldes mortos, explicando suas causas, desenvolvimento e consequências. Como é o caso da historiadora Marcia Motta, alegando que "foi um jogo de posse-propriedade, legal-ilegal, que fez da experiência do Contestado um exemplo emblemático de luta pela terra no Brasil".

Diretor experiente, Back ("Jânio 20 Anos Depois", "Aleluia Gretchen", "Lost Zweig") aprofunda-se no tema e traz fatos desse conflito pouco abordado da história do Brasil. E o documentário se sustenta tão bem em seus depoimentos e montagem que é de se questionar se as manifestações mediúnicas realmente são necessárias para seu desenvolvimento.

Resultado de imagem

Fé (1999)

 Diretor: Ricardo Dias

 Fé é um filme documentário de longa metragem enfocando a religião e a fé no Brasil de hoje. O poder da fé. As grandes festas religiosas, os rituais mais marcantes das diferentes religiões, seitas e cultos, os pastores e os fiéis. Os realizadores partiram de um princípio básico religião não é ópio do povo. A fé tem uma importância decisiva para grande parte da população brasileira, a sua presença é ainda maior do que aparenta. Para conhecer o Brasil e os brasileiros é fundamental livrar-se de e vivenciar profundamente a religião e a fé do nosso povo.

 

Espaço Sagrado (1975)

Direção: Geraldo Sarno

O filme documenta o espaço sagrado de um candomblé típico do Recôncavo Baiano, com suas diferentes origens e sincretismos entre etnias africanas e indígenas; a casa de Exu e a comida sagrada, a camarinha, as ervas para fins rituais e os presentes para Iemanjá.

Resultado de imagem para O Poder da Mensagem (1975)

O Poder da Mensagem (1975)

Entrevista com Elis Regina

 Resultado de imagem para série Contos da Resistência

Contos da Resistência (2005)

Episódio 1: Estudantes e Igreja
Episódio 2: Congresso
Episódio 3: Artes e Imprensa
Episódio 4: Movimento Sindical

Direção: Getsemane Silva, Glória Varela, Marcya Reis, André Carvalheira, Guilherme Bacalhao

A Ditadura no Brasil foi mesmo branda? Para alguns meios de comunicação, que colaboraram com ela, sim.
Mas vale a pena conhecer os relatos de quem realmente viveu esse período, dos que sentiram na carne toda a repressão de um regime golpista. Vejam quem eram os terroristas que sempre apareciam mortos ou presos nas manchetes dos Jornais como Folha, Estadão e o Globo, filosofe sobre o que é dito atualmente por esses mesmo meios e tire suas próprias conclusões.
Para marcar os 40 anos do golpe militar de 1964, a TV Câmara produziu a série Contos da Resistência, composta de quatro episódios. Cada um dos vídeos da série enfoca um aspecto da resistência à ditadura e como esses movimentos contribuíram para a construção da democracia que temos hoje no Brasil. As articulações em todos os segmentos da sociedade para se contrapor ao governo autoritário; as organizações sociais de estudantes, trabalhadores e religiosos para lutar pela democracia e esclarecer a população; a resistência política no Congresso; a crítica inteligente e criativa das artes e da imprensa; a repressão e a tortura a representantes desses grupos; e o movimento social pelas eleições diretas em 1984. Todos os temas estão na série, abordados a partir da perspectiva de quem viveu esses tipos de resistência.

Resultado de imagem para condor (2007)

CONDOR (2007) / Legenda

Dirigido por Roberto Mader

A primeira cena data de 14 de fevereiro de 2005 e é de uma reunião da AUNAR, uma associação argentina, cujos membros tentam justificar a repressão no pais nos anos de 1970, alegando uma rebeldia dos jovens na época que confrontavam as instituições nacionais. Em depoimento, o general chileno Manuel Contreras, ex-dirigente da DINA, nega a existência da Operação Condor. Menciona uma reunião dos órgãos de inteligência da América do Sul, na qual foi estabelecido um sistema de troca de informações que foi chamado por um orador de "Sistema Condor". Fernando Gabeira que estava no Chile na época da derrubada de Salvador Allende (1973), diz que havia a presença de militares brasileiros no país e que suspeitava desse acordo entre os paises. Jarbas Passarinho declara que o presidente Ernesto Geisel impediu a participação do Brasil nisso. No entanto, é citado o caso do sequestro da uruguaia Lilian Celiberti em novembro de 1978 cujos autores foram surpreendidos em flagrante por jornalistas brasileiros que identificaram um policial brasileiro participando da ação (o ex-futebolista Didi Pedalada). São mostradas ainda as cenas e as investigações sobre a morte do ex-chanceler chileno Orlando Letelier em Washington, D.C., do capitão Carlos Prats e do desaparecimento de 119 chilenos. O caso dos desaparecimentos dos filhos dos militantes capturados e mortos também é destacado, mostrando a ação da Cúria de São Paulo sob a liderança do Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns na proteção aos refugiados e busca de informações. Cenas sobre a condenação do ex-presidente argentino Videla e a deportação de Pinochet também são exibidas.

Conta ainda com depoimentos do autor John Dinges, Augusto Pinochet Hiriart - filho do ex-presidente Augusto Pinochet, da jornalista chilena Mónica González, de Fabíola Letelier - irmã do ex-chanceler citado, entre outros.

 

Resultado de imagem para Slam Spunk nicky porno 

Slam Spunk (2005)

Show de Bola 2 (2014)

As seleções nunca foram tão bem representadas como no filme pornô Show de Bola 2 da Brasileirinhas. Mulheres safadas e gostosas dispostas a tudo para marcar um gol! Pintura corporal, arte e muito tesão por aqui com essas beldades do pornô. Alana Freitas é do Brasil e bate um bolão dando o cuzinho apertado para o rapaz que ficou excitado com o seu corpo durante os exercícios físicos. Representando a Croácia, Alessandra Fadyla é uma ruivinha bem safada e cai logo de boa no cacete duro, chupando, babando e metendo bem gostoso. Agatha Rangel propõe uma pausa para relaxar junto com Alana Freitas e, depois da massagem, as duas se chupam e gozam de verdade. No time da Espanha, a maravilhosa Lola dá um show e faz o serviço completo dentro do vestiário, muito oral e anal até o rapaz gozar. Por fim, um clássico do futebol: Argentina vs. Brasil! Alex Ferraz ficou encantado com a beleza e o corpo da argentina Any Maverick e foi pra cima da morena, chupando e comendo sua bucetinha depilada. Em seu segundo volume o filme é realmente um Show de Bola da Brasileirinhas.

Elenco: Agatha Rangel , Alana Freitas , Alessandra Fadyla , Any Maverick , Lola , Loupan e Alex Ferraz

 

Ontem Eu Tinha 17 5 (2005) / Depositfiles

  • Scene 1. Agatha Rangel, Leonardo Martins
  • Scene 2. Adria, William Carioca
  • Scene 3. Sandy Blond, Juan Martinez
  • Scene 4. Carol Lobini, Claudio Marcos

A Musa do Brasil

A Musa do Brasil (2011) / DVD-r

Garganta Profunda 2

Garganta Profunda 2 (2005)

  • Scene 1. Jady, Alisson
  • Scene 2. Carol Lobini, Dhones Portella
  • Scene 3. Agatha Rangel, Tony Tigrao
  • Scene 4. Anita Ferrari, Ygor

DebutantesDoSexo_cena1

Debutantes do Sexo (2004)

  • Scene 1. Abely Campos, Leonardo Martins
  • Scene 2. Carol Fonseca, Sandy Blond
  • Scene 3. Sandy Blond, Ygor
  • Scene 4. Carol Fonseca, William Carioca
  • Scene 5. Agatha Rangel, Alex Ferraz, Jay Brown

DP MAMACITAS 6

D.P. Mamacitas 6 (Só DP: A Arte da Dupla Penetração 4, 2006)

  • Scene 1. Agatha Rangel, Ricardo Branco, Tony Tigrao
  • Scene 2. Sara Lemos, William Carioca, Ygor
  • Scene 3. Milly Amorim, Loupan, Desconhecido
  • Scene 4. Isabela, Andre Garcia, Jay Brown, Saddan

 

Big Bundas Brasileiras (2007)

 Resultado de imagem para tan line bitches agatha rangel

Tan Line Bitches (2008)

 

Mommy Loves Anal 2 (2007)

 

SCORPION 46

Scorpion 46 (2004)

  • Scene 1. Dai Meirelles, Fabio Scorpion
  • Scene 2. Laura, Don Picone, Fabio Scorpion
  • Scene 3. Dani Pires, Judy Mastronelli, Vitor Gaucho
  • Scene 4. Luana, Fabio Scorpion, Vitor Gaucho
  • Scene 5. Judy Mastronelli, Don Picone, Fabio Scorpion

Resultado de imagem para Rogue Adventures 24

Rogue Adventures 24 (2004)

  • Scene 1. Fabio Scorpion, Roger Carioca, Victoria Adams
  • Scene 2. Judy Mastronelli, Renata Ferras
  • Scene 3. Bianca Soares, Rocky Oliveira, Cinde Nilsen, Victoria Ribeiro
  • Scene 4. Roger Carioca, Yasmin Pitanga
  • Scene 5. Mike Jagger, Wendy Williams
  • Scene 6. Rodrigo De Kally, Sabrina

 

Black Dicks Latin Chicks 7 (Chocolate & Porn 3: Especial de Pascoa, 2005)

MINHATECA Partes 01 / 02 / 03 / 04

 Buttman - Desejo ou Pecado

Desejo ou Pecado (2005)

  • Scene 1. Sheila, Stephanie Piero, Don Picone
  • Scene 2. Sheila, Tony Tigrao
  • Scene 3. Yasmin Castelli, Don Picone
  • Scene 4. Fabi, Yasmin Castelli, Tony Tigrao
  • Scene 5. Judy Mastronelli, Tony Tigrao

[​IMG]

Rogue Adventures 23 (2003)

  • Scene 1. Judy Mastronelli, Bianca Soares, Giovanna Di Pietro
  • Scene 2. Renee Pornero, Sara Sin
  • Scene 3. Ariana Jollee, Avy Lee Roth, Danielle Foxxx
  • Scene 4. Penelope Di Monaco, Karol Castro
  • Scene 5. Julie Night, Kammy, Vicky Richter

 ComoMinhaVizinha_cena1

COMO MINHA VIZINHA

Judy Mastronelli

Quem nunca fantasiou que estava comendo aquela vizinha gostosa? Esses sortudos transformaram os seus sonhos em realidade! Como Minha Vizinha é um filme pornô da Buttman, produzido por Stanlay Miranda e recheado de cenas com muito sexo oral, anal, hardcore, lésbico, inter-racial, dominação, dildosgozo na bocaménage!

Na primeira cena, a loirinha gostosa domina o negão bem dotado e faz o que bem entende com o marmanjo, feito um bichinho de estimação! Ela dá chicotada, senta na cara dele... só judia do rapaz! 

Em outra cena, duas gostosas – uma ruiva gostosa e outra morena gostosa – se pegam gostoso antes do marmanjo chegar. Quando o bem dotado chega, elas se abrem inteirinha loucas para dar pro rapaz. Ele fode muito as bucetinhas e os cuzinhos apertados das safadas sem camisinha e em diversas posições! Sexo a três é tudo de bom!

Resultado de imagem para

Trem para Busan "Busanhaeng", de Yeon San Ho (2016)

Escrito e dirigido por Yeon San Ho, "Trem para Busan" é um impressionante longa de terror e ação que abalou o Festival de Cannes em 2016. Yeon San Ho é o realizador da obra-prima da animação "O rei dos porcos", e aqui, se brinca e se diverte com todos os clichês dos filmes de zumbis. Hoje em dia, com o sucesso do seriado "The walking dead", é difícil algum filme de zumbis atrair a atenção dos espectadores. Tudo vira um pastiche insosso sobre a luta pela sobrevivência e o quanto o ser humano é mais cruel que os próprios mortos-vivos. Porém, existem 2 grandes diferenças aqui nesse filme sul coreano: 1) Assim como no excelente "O hospedeiro", de Bong Joon Ho, que fala sobre um enorme monstro que invade Seul e sequestra uma menina, desestabilizando a família dela, aqui em "Trem para Busan" o elemento chave são as relações familiares. 2) Os efeitos são ótimos, e os exageros narrativos dos filmes sul coreanos se encaixam perfeitamente aqui na narrativa. Um jovem empresário, egocêntrico e manipulador, precisa levar a sua filha pequena de Seul até Busan, e para isso, pegam um trem. No trajeto, eles descobrem que o trem está repleto de pessoas infectadas com um vírus que os transformam em zumbis. Juntos de outros sobreviventes, eles procuram uma forma de escapar dali. Mesmo com uma longa duração, de quase duas horas de duração, o filme diverte e emociona. Alguns momentos podem soar piegas, mas esse é o grande diferencial dessa produção com outros filmes do gênero, que é trabalhar com os sentimentos. Mesmo sendo um filme de zumbis, o roteirista não se esquece que os seus personagens são reais e não meras caricaturas. No elenco, Gong Yoo e Kim Soo An brilham como o pai e filha, e de fato, torcemos por eles. Uma história à moda antiga, onde nos importamos com os personagens principais e ficamos com muita raiva dos vilões.

 Buttman - Bacanal #1LORIA

  • Scene 1. Fabiane Thompson, Don Picone
  • Scene 2. Mileny Martins, Rick Martins
  • Scene 3. Naomy Fire, Don Picone
  • Scene 4. Monique Ramos, Don Picone
  • Scene 5. Lily Santos, Juliano Ferraz

Carnaval Ibiza Style (2010)

Beatriz
Bianca
Fabiane Thompson
Maurinho
Paloma Sanchez
Ygor

O Clube dos Cornos: Copa (2006)

Resultado de imagem para dp mamacitas 10 

D.P. Mamacitas 10 (2 Amantes para uma Devassa com Agata, 2006)

  • Scene 1. Agatha Morena, Ygor, Tony Tigrao
  • Scene 2. Lorena Aquino, Andre Garcia, William Carioca
  • Scene 3. Fabiane Thompson, Loupan, Tony Tigrao
  • Scene 4. Lorena Castro, Alex Ferraz, Jay Brown

Forum_39_Especial_Noivas_Forum_39_Especial_Noivas

Fórum 39: Especial Noivas (2005) / Depositfiles

  • Scene 1. Yasmin Castelli, Ricardo Branco
  • Scene 2. Fabiane Thompson, Tony Tigrao
  • Scene 3. Monica Mattos, Jay Brown
  • Scene 4. Tamiry Chiavari, Juan Martinez

 Resultado de imagem para Jake Fucks Brazil 4

Jake Fucks Brazil 4 (2009)

Resultado de imagem para Miss Big Ass Brazil 8

Miss Big Ass Brazil 8 (2011)

 

Mulheres que Traem 2 (2005)

  • Scene 1. Fabiane Thompson, Carlos Bazuca
  • Scene 2. Tamiry Chiavari, Juan Martinez
  • Scene 3. Vera Loyola, Roge
  • Scene 4. Mayara Rodrigues, Dhones Portella
  • Scene 5. Ariane Manzolli, Vitor Gaucho
  • Scene 6. Ariane Manzolli, Roge
Na segunda-feira a loira decide ir ao borracheiro para trocar o óleo do seu carro, chegando lá, ela resolve o chamar para trabalhar em casa e lá é onde vai começar toda a putaria. Com um boquete bem babado e guloso, a loira enlouquece o cara que vai logo fudendo o cuzinho da safada e ela vai beber toda a porra quentinha sem fazer cara feia. A esposa safada da vez agora é a Thamary Chiavari, ela vai conversar com o advogado do marido sobre as finanças do casal, mas não se aguenta e vai logo caindo de boca na pica do cara, depois de muito oral e gemidos gostosos da safada, ela é toda arrombadinha! Sem medo, Thamiry libera o que nunca liberou para o marido: o cuzinho apertado! E fica louca de tesão com a boca cheia de porra! Roge Ferro é escolhida pela safada para dar uma foda em comemoração a ausência do marido. Vai rolar pau no cuzinho, na bucetinha e na boca! Essa loira quer ser arrombada a todo custo! Já na borracharia, a loira chega triste e cheia de vontade de se vingar do marido que a traiu, no chão mesmo ela libera a bucetinha e abre o cuzinho apertado pra se toda fudida! A gostosa Ariane está sozinha em casa esperando seu Personal Trainer para malhar, mas o que ela quer mesmo é rebolar com a pica no cu! Ela libera fácil a bucetinha rosada pra ele fuder e, no final, tem a cara coberta de porra! “Mulheres que Traem 2” mostra mais uma vez toda a perversidade das mulheres insatisfeitas com seus maridos! Elas não têm piedade e fazem qualquer coisa por uma pica diferente!

 

TransandoNasNuvens_cena1

Resultado de imagem para SENSUAL CLUB - fabiane thompson porno

Fabiane Thompson - Sexy Hot / Sensual Club

Cinthia Santos gostosa cavala caiu na net

CINTHIA SANTOS NA WEBCAM

Resultado de imagem para fabiane thompson dreamcam

FABIANE THOMPSON - DREAMCAM

Resultado de imagem para o sedutor brasileirinhas

O SEDUTOR (2008)

Mateus Carrieri, Márcia Imperator, Luanda Boaz, Fabiane Thompson, Gabriela Asstryd, 

Buttman - Plugadas

Plugadas (2006) / Depositfiles

  • Scene 1. Sabrina Lins, Vitor Gaucho
  • Scene 2. Samia, Vitor Gaucho
  • Scene 3. Fernanda, Paulo Machy
  • Scene 4. Fabiane Thompson, Samia, Paulo Machy, Vitor Gaucho

 fabianethompson

O MELHOR DE FABIANE THOMPSON NO X-PLASTIC

 

D.P. Mamacitas 18 (Clube das Pervertidas, 2006) / Depositfiles

Resultado de imagem para ninja do funk apresenta indiana

Ninja do Funk Apresenta Indiana do Funk (2009)

MINHATECA Cenas 01 / 02 / 03

  • Scene 1. Samara Leite, Ygor
  • Scene 2. Fabiane Thompson, William Carioca
  • Scene 3. Kelly Amaral, Roge
  • Scene 4. Erika Dallavechia, Capoeira
  • Scene 5. Karina Ferrari, Amanda, Dhones Portella

 

Nadando de Costas

Nanda Muller, Rafaela Monteiro, Sarah Lemos, Fabiane Thompson e Milena Santos

Milena Santos não é nenhuma campeã de natação, mas com certeza pratica muito bem algumas modalidades do esporte. É crawl daqui, crawl de lá, vira de costas, agora de peito, imita uma borboleta, enfim, sabe um pouquinho de todas. Ah, e com muito sexo anal!

Resultado de imagem para Sexxxy Fatos e Fodas

FATOS E FODAS / DVD-r

FABIANE THOMPSON / CLEO CADILLAC

MINHATECA Cenas 01 / 02 / 03 / 04

MINHATECA Partes 01 / 02

Fabiane Thompson - Strange Mating Rituals

Cara de Santa (2013)

  • Scene 1. Gaby Wolf, Dhones Portella
  • Scene 2. Ingrid Fontinely, Dhones Portella
  • Scene 3. Sablina, Dhones Portella
  • Scene 4. Fabiane Thompson, Roge

 

EU QUERO ATÉ O TALO / DVD-r

Minhateca Partes 01 / 02 / 03 / 04

Júlia Paes / Fabiane Thompson

Fabiane Thompson - Wild Cheetah

Resultado de imagem para Fabiane Thompson - Naughty Voyager

Fabiane Thompson - Naughty Voyager

Resultado de imagem para Fabiane Thompson - Chica Boom

Fabiane Thompson - Chica Boom

Resultado de imagem para exxxtasy island 3

Fabiane Thompson from "Exxxtasy Island #3 - Litoral Sexual"

Fabiane Thompson - Phuck Girl #4

   

Fabiane Thompson - De Norte a Sul (Brazilian Island 3)

 

Fabiane Thompson - Black Male Pale Tail 5 (2009)

Senta que Eu Gosto (2005) / Fabiane Thompson

MINHATECA

Fabiane Thompson - As Aventuras de Bebel no Calçadão


Fabiane Thompson - Exxxtacy Island

 LATIN BOOTY GIRLS

 PAMELA BUTT / FABIANE THOMPSON

 

11 Mulheres e Nenhum Segredo (2005)

MINHATECA Parte 01 / 02

 SENHA: 03022015

  • Scene 1. Vanessa Dias, Alexandre Frota
  • Scene 2. Lily Santos, Milenny Gold
  • Scene 3. Erika Dallavechia, Lisa Angel, Alexandre Frota
  • Scene 4. Milenny Gold, Alexandre Frota
  • Scene 5. Adriana Hickmann, Alexandre Frota
  • Scene 6. Gabriella Asstryd, Lily Santos, Alexandre Frota
  • Scene 7. Cristal De Luna, Ellen Padilha, Milenny Gold, Anita Lins, Nikki Rio, Alexandre Frota, Pit Garcia

Alexandre Frota mostra do que mais gosta: sexo! O bad boy em seu quarto filme da Brasileirinhas devora diversas garotas famosas e jorra gozo na cara delas! Entre as gatas estão as pornstars Nikki Rio, Érika Dallavechia e Gabriela Astride! Anne Portilha é linda demais e gosta mesmo de sexo! Em sua cena, Frota se diverte com ela e as duas outras gostosas Lily Santos e Nikki Rio, metendo a vara com vontade nas dançarinas dentro da limousine! Depois, Frota cai de boca na morena, enquanto as meninas Érika Dallavechia e Lisa Angel se divertem nos outros quartos. A orgia rola solta com Alexandre Frota! O bad boy ainda come duas loiras num ménage quente! As duas safadinhas, dispostas a tudo, se pegam e deixam Frota com vontade! A loirinha gostosa Adriana Hickman se abre todinha para o bad boy Alexandre Frota. Ele come a loira gostosa em um beco escuro! Tesão demais! É uma delícia essa mulher fudendo com o bad boy do pornô!

Smokin' Hot Latinas 2 (2008)

Resultado de imagem para teen brazil 4 third world porno

Teen Brazil 4 (2007)

MINHATECA Partes 01 / 02

Possuída Pelo Sexo

Marcia Imperator, Fabiane Thompson e July Paiva

Seja bem-vindo a um mundo sobrenatural em que tudo pode acontecer... Você tem medo de fantasmas? O sobrenatural lhe causa arrepeios? Marcia Imperator vai lhe mostrar como lidar com isso. Possuída, Marcia Imperator mostra que pode fazer ainda mais do que o normal quando o assunto é sexo. Uma das maiores estrelas do pornô nacional fazendo sexo de verdade no filme Possuída Pelo Sexo, essa mulher é uma delícia! Ela goza com chupada, fode, geme, libera o cuzinho e trepa gostoso com outra mulher. Marcia Imperator gosta de fuder em todas as posições e rebolar em cima de um pau. Cenas de susto, fuga e, claro, muito sexo!

Resultado de imagem para fantasias de carnaval porno

VIVI RONALDINHA - FANTASIAS DE CARNAVAL

MINHATECA Cenas 01 / 02 / 03 / 04

 Resultado de imagem para A Sala de Fermat

A Sala de Fermat (2007) / Legenda

Pierre de Fermat é considerado por alguns “o grande blefador da matemática” por ter escrito em 1637 que conseguia provar um teorema, mas a margem da página onde escrevia não tinha espaço para fazê-lo. Somente em 1995 (mais de 350 anos depois), Andrew Wiles, um matemático inglês, conseguiu provar o teorema de Fermat e usando fórmulas que estavam muito longe de serem desenvolvidas nos anos 1600.
E é nesse clima de proposições meio-verdadeiras, meio-falsas que se desenvolve o suspense O Quarto de Fermat (La Habitación de Fermat, Espanha, 2007).

Um bom suspense com atuações que vão de boas a medianas, mas com um clima tenso e com reviravoltas que te prendem na cadeira.

Quatro matemáticos são convidados pra um fim-de-semana de desafio intelectual onde lhes será proposto resolver um grande enigma matemático. Por carta, cada um recebe como pseudônimo o nome de um matemático famoso. Galois (Alejo Sauras ), Oliva (Elena Ballesteros), Hilbert (Lluís Homar) e Pascal (Santi Millán) são conduzidos remotamente até uma região afastada da Catalunha espanhola onde, dentro de um celeiro abandonado, existe uma sala luxuosa com comida, quadro negro e livros para consulta do que precisarem para resolver o problema. Mas numa virada inesperada as paredes começam a se mexer, a porta se tranca e a sala encolhe pouco-a-pouco. É então que eles serão obrigados a resolver pequenos desafios lógicos enviados para um PDA (computador de bolso) enquanto tentam resolver o problema maior de quem os trouxe para lá e porquê essa pessoa os quer esmagados.

O roteiro escrito pelos diretores Luis Piedrahita e Rodrigo Sopeña faz as vezes de suspense clássico e dá várias pistas do verdadeiro idealizador da arapuca, mas consegue manter o interesse através de revelações sobre o relacionamento do matemáticos (que não deveriam se conhecer) durante todo o filme.

Destaque para a boa atuação de Santi Millan, como Pascal, um engenheiro de meia-idade com convicções de vida bem práticas, mas ainda assim atormentado pela culpa.

Chama atenção também a atuação do veterano ator argentinoFederico Luppi (que já fez O Labirinto do Fauno, A Espinha do Diabo entre outros), que faz uma participação pequena no papel de Fermat (personagem que teria organizado a armadilha), indo da cara de assassino malvado até a de pai fragilizado em poucas cenas.

A direção se mostra eficiente nos enquadramentos, destacando bem os momentos de tensão com cortes rápidos e câmera em movimentação constante.

Também se dá bem na exploração do ambiente da sala-que-encolhe abusando dos closes fechados nos rostos dos atores, o que aumenta a sensação de claustrofobia, além de dar destaque às atuações e ajudar a não cansar o espectador, já que 60% do filme se passa quase que no mesmo ambiente.

Ajuda também a ótima e econômica trilha sonora original que, cuidadosamente colocada, estabelece com sucesso o suspense, quando necessário.

As locações fora da sala se mostram todas muitíssimo bem escolhidas e a fotografia consegue destacar a beleza e grandiosidade de cada uma delas, em eterno contraste com a sala-que-encolhe, em especial o belíssimo lago com uma torre em ruínas onde os personagem se encontram inicialmente.Filme de estréia dos diretores, que ganhou um importante prêmio do cinema europeu, convence justamente pela aposta na fórmula do suspense clássico sem muitas inovações estilísticas e por dar destaque às atuações e a história.

Uma história que no fundo faz uma crítica aos egos inflados de alguns acadêmicos que se acham estrelas e também faz uma alusão a grandes mal-entendidos históricos como o do possível “blefador” Pierre de Fermat, já que poderemos nunca saber se ele provou de fato, com o conhecimento matemático que existia no século XVII, o teorema que propôs e o fez ficar mundialmente conhecido.

Recomendado para todos que gostam de ficar colados na cadeira para se surpreender e que também não liguem de aprender um pouco de matemática no caminho.

 Resultado de imagem para com licença eu vou a luta

Com Licença, Eu Vou à Luta - 1985

Em Nilópolis Eliane (Fernanda Torres), uma jovem de 15 anos que é filha de um casal de classe média baixa, se apaixona por Otávio (Carlos Augusto Strazzer), um desquitado com 33 anos. Ao saberem do namoro Eunice (Marieta Severo) e Mílton (Reginaldo Farias), os pais de Eliane, a proíbem de ver Otávio. Porém Eliane continua o namoro e fica grávida. Seus pais descobrem a situação, tendo início pressões psicológicas acrescidas de prisão domiciliar imposta pela família, que tinha levado o caso à justiça e o juiz ordenara que Eliane e Otávio podiam regularmente se ver até que a situação deles se legalizasse. Além disto uma agressão do pai a faz abortar. Eliane procura ajuda legal e descobre que sem a presença dos pais não pode reclamar por seus direitos. Desta maneira o casal decide fugir, pois esta é a única saída que resta.

Dirigido por Lui Farias

Elenco:

  • Fernanda Torres - Eliane
  • Carlos Augusto Strazzer - Otávio
  • Marieta Severo - Eunice
  • Yolanda Cardoso - Avó
  • Tania Boscoli - Cida
  • Ilva Niño - Mãe de Otávio
  • Duse Nacaratti - Teresa

 Resultado de imagem para araguaya conspiração do silencio resumo

Araguaya - Conspiração do Silêncio - 2004

O Exército Brasileiro no auge da ideologia da segurança nacional, um partido de esquerda dissidente, militante aguerridos (a maioria deles ainda jovens e inexperientes), inocentes camponeses e uma região onde a ambição e a miséria disputavam lugar palmo a palmo. Esse é o cenário de Conspiração do Silêncio.

Elenco:

  • Ernesto geisel ( o libertador)
  • Northon Nascimento (Osvaldão)
  • Françoise Forton (Dora)
  • Danton Mello (Carlos)
  • Narciza Leão (Lúcia)
  • Stephane Brodt (Pe. Chico)
  • Fernanda Maiorano (Tininha)
  • Rosanne Mulholland (Alice)
  • Rômulo Augusto (Flávio)
  • William Ferreira (Juca)
  • Cacá Amaral (Mário)
  • Claudio Jaborandi (Cabo Abdon)
  • Humberto Pedrancini (General Mamede)
  • Fernando Alves Pinto (Tenente Álvaro)
  • Pablo Peixoto (Geraldo)
  • Adriano Barroso (Anselmo)
  • José Marcos de Lima Araujo Filho (papel secundário)
  • Felipe da Conceição Fonseca (papel secundário)
  • Diogo Alves (papel secundário)
  • Henry Harada (papel secundário)

Dirigido por Ronaldo Duque

Resultado de imagem para alo alo carnaval

Alô! Alô! Carnaval - 1936

Alô, Alô, Carnaval narra a montagem de uma revista teatral intitulada Banana da Terra.

Elenco:

  • Jayme Costa
  • Barbosa Júnior
  • Pinto Filho
  • Oscarito
  • Jorge Murad
  • Lelita Rosa
  • Paulo de Oliveira Gonçalves
  • Henrique Chaves
  • Dario Melo Pinto
  • Maria Gonzaga M. Pinto
  • Luís Carlos Guimarães
  • Hélio Barroso Neto
  • Jaime Ferreira
  • Olga Figueiredo
  • Paulo Roberto
  • Peri Ribas
  • Alberto Rocha
  • Ignácio Corseuil Filho
  • Didi Viana
  • Bernardo Guimarães
  • Carlos de Oliveira
  • Hervé Cordovil
  • Joel de Almeida
  • Lair de Barros
  • Aniceto
  • Francisco Alves
  • Lamartine Babo
  • Luiz Barbosa
  • Dircinha Batista
  • Linda Batista
  • Carmen Miranda
  • Aurora Miranda
  • Elvira Pagã
  • Rosina Pagã
  • Heloísa Helena

 Dirigida por Adhemar Gonzaga

 

Resultado de imagem para amor por acaso filme

AMOR POR ACASO (2010) (Dublado)

Direção: Márcio Garcia

Ana Vilanova (Juliana Paes) trabalha como vendedora em uma grande loja de departamentos no Rio de Janeiro. Após descobrir que herdou uma propriedade em uma região vinícola da California, ela parte para a pequena cidade de Webster. Lá conhece Jake Sullivan (Dean Cain), que está se separando da estrela de cinema Amanda Cox (Kimberly Quinn) e é dono da propriedade a qual Ana acredita ser sua. Ao descobrir a situação, Ana faz de tudo para despejar Sullivan do local.

 

Resultado de imagem para 2013 Ariano Suassuna - Aula-Espetáculo

Aula Espetáculo com Ariano Suassuna

 Resultado de imagem para anita e garibaldi filme

Anita & Garibaldi - 2013

Um filme de Alberto Rondalli com Gabriel Braga Nunes, Ana Paula Arósio, Alexandre Rodrigues, Paulo Cesar Pereio.

Giuseppe Garibaldi (Gabriel Braga Nunes), 32 anos, comandante dos rebeldes republicanos que invadem Laguna, Santa Catarina, durante a Guerra dos Farrapos (1835 - 1845), encontra sua alma gêmea em Anita (Ana Paula Arósio), 18 anos, esposa do sapateiro local. Entre a paixão e as batalhas, eles definirão o rumo de suas vidas e influenciarão o curso da revolução.

 Resultado de imagem para as hiper mulheres

As Hiper Mulheres (2011)

Dirigido por Takumã Kuikuro, Carlos Fausto e Leonardo Sette

Com receio que sua esposa já idosa venha a falecer, um velho pede que seu sobrinho realize o Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa cantar mais uma última vez. As mulheres do grupo começam os ensaios enquanto a única cantora que de fato sabe todas as músicas se encontra gravemente doente.

Resultado de imagem para domésticas 2012 filme

Doméstica (2012)

Direção: Gabriel Mascaro
Durante uma semana, sete jovens se tornaram cineastas amadores e filmaram o cotidiano de suas empregadas domésticas. O material foi entregue ao diretor Gabriel Mascaro que compilou os momentos mais marcantes neste documentário.

 

cenas eroticas

CENAS ERÓTICAS / DEPOSITFILES

 Resultado de imagem para hora do medo filme

A HORA DO MEDO (1986)

Albert é um homem mentalmente abalado, que vive com a mãe numa mansão sombria. Traumatizado na infância, quando testemunhou o sádico pai torturando a mãe durante o sexo, Albert cresceu incapaz de dissociar sexo e morte, assassinando brutalmente todas as mulheres que sua mãe traz para casa e enterrando as vítimas nos fundos da mansão.

Engraçado terror trash que teve uma cena de violência, envolvendo um coração arrancado, dirigida por José Mojica Marins, amigo do realizador Cavalcanti.

Dirigido por: Francisco Cavalcanti, José Mojica Marins

Elenco:

  • Albert Karlinski
  • Clery Cunha
  • Darcy Silva
  • Ely Silva
  • Fabricio Cavalcanti
  • Francisco Cavalcanti
  • Marie Edelgunde Platz Wichering
  • Turíbio Ruiz

 Resultado de imagem para as taradas atacam

As Taradas Atacam - 1978

O longa é dividido em cinco episódios que giram em torno de um locutor. Ele anuncia o início de mais um Barulho na Cidade, programa com crônicas sobre as safadezas que assolam o Rio de Janeiro, desvendando histórias picantes ocorridas na Cidade Maravilhosa.

Dirigido por: Carlo Mossy

Elenco:

  • Cláudio Barreto Narrador
  • Fernando José
  • José Carlos Sanches
  • Lucia Legrand
  • Martim Francisco
  • Pedro de Lara

Resultado de imagem para O+VAMPIRO+DE+COPACABANA

O Vampiro de Copacabana - 1976

Direção de Xavier de Oliveira

Cinema é relatividade. O que pode parecer belo para um – com sua carga de influências e gostos pessoais – para outro talvez possa soar pueril e enfadonho. Uma mesma pessoa pode amar um filme em uma época de sua vida e anos depois desgostá-lo com fervor.

“O Vampiro de Copacabana” (1976) costuma habitar muitas listas de “filmes brasileiros preferidos”, de gente que realmente entende do assunto. Na minha revisão é apenas um filme mal-costurado, sufocado por influências do cinema italiano dos anos 40 e 50, como são todos os longa-metragens dos cinco que o enigmático Xavier de Oliveira dirigiu. Um destes realizadores cariocas que enxergava a cidade como epicentro da sua concepção de mundo, Xavier de Oliveira aproxima-se de David Neves – uma espécie de David Neves que, num rompante catatônico, desistisse de crer e ser.

O “Vampiro” é exatamente sobre a falta de crenças – ou sobre a queda das poucas restantes. Carlos (André Valli) é homem fraco, esquálido, anti-galã de trinta e poucos anos, em crise. Não é uma entidade sobrenatural, aumentando a já pitoresca densidade demográfica do bairro-título. O Vampiro é apenas humano, chora. Tem amigos, mantém relações sexuais freqüentemente, de preferência extra-conjugais – uma delas tórrida, com Carmen (Rossana Ghessa).

A história tenta, sem grande sucesso, servir de panorama da classe média brasileira dos anos 70. Não a que freqüentava os grupos de teatro e as inovações artísticas de um pólo cultural efervescente. Mas a que já havia casado, tido filhos e perguntado-se: bem, e daqui, para onde vamos?

Esta inquietação melancólica não significa ódio ou qualquer delírio de protesto. É apenas vagar. O questionamento típico, sofisticado, que atinge grande parte das pessoas na faixa etária do protagonista. Algo aconteceu de tão rápido que mudou tudo, sem deixar qualquer expectativa de melhora. “Você era um cara cheio de perguntas na cabeça, questionava. Agora é um idiota.”

O drama dirigido e roteirizado por Xavier (também realizador de “Marcelo Zona Zul, com os púberes Françoise Fourton e Stepan Nercessian) limita-se ao retratar um vazio individual de Carlos, casado com Sueli (Ângela Valério). Há grande quantidade de monólogos em off que levam o espectador a entender o profissional medíocre, que deve a agiota, a meio mundo, e em breve será sumariamente despejado do apartamento onde mora com a família.

“Família, isso é o diabo. Minha sogra, velha metida a virgem... Meu Deus, aonde é que eu fui me meter?”

A idéia do vampiro de Copacabana não é original de Xavier de Oliveira. Pode ser encontrada em Torquato Neto, anos antes, no curta-metragem em que Torquato aparece vestido exatamente como André Valli, em plena praia, na mesma Copacabana. André então, é um Torquato Neto retirado das tumbas? Ou é o que Torquato seria anos depois, se não tivesse se suicidado?

O filme não seduz completamente, deixando um certo tom de estranhamento. David Neves morgue. Rubem Braga com mandrix ou pervitin. Neo-realismo tardio, lisérgico. A trama, por sua vez, elabora um lirismo que não entristece, não toca, não enleva o espectador.

O “vampiro às avessas, vampiro chupado”, de quem todos dragavam o sangue – palavras do protagonista –, volta para casa após uma tentativa frustrada de suicídio e fala, desta vez não em off, mas para o vizinho assustado com a aparição que achava ter desencarnado: “É, me suicidei mas não morri”. A concepção do diálogo é boa, há um sub-texto relevante: tentei, estou aqui, redivivo, depois do caos. A esposa, que havia iniciado uns flertes na então desértica Barra da Tijuca, deixa um fanfarrão (Emiliano Queiroz) a ver navios, pega carona com casal de velhos imbecilizados, e em cena belíssima, novamente encontra sua vida essencial, sendo esposa e, provavelmente, feliz.

Além deste final tocante salvam-se a boa vontade de filmar nas ruas – paradoxal o cinema brasileiro urbano não filmar mais externas, sendo o Rio de Janeiro a capital mais amigável do mundo para equipes de cinema –, o colorido cuidadoso da fotografia e a interpretação delicada de André Valli. Portanto, um filme para ser visto entre detalhes, não pelo seu todo imperfeito.

Elenco:

  • Ângela Valério… Sueli
  • Rossana Ghessa… Carmem
  • Miriam Pires… Esmeralda
  • Wilza Carla… Verônica
  • Otávio Augusto… Luiz
  • Rodolfo Arena… Motorista
  • Emiliano Queiroz
  • Denise Bandeira… Pirata
  • Kátia D'Angelo… Vera
  • Telma Reston
  • Vera Setta… Morena
  • Fábio Nercessian… Renatinho
  • Sandra Barsotti
  • Catalina Bonakie… Vizinha
  • Edyr de Castro… Babá
  • Fernando Reski… Ernesto
  • Norma Suely… Ivone

A Noite das Taras 2Maristela Moreno in A Noite das Taras II Maristela Moreno in A Noite das Taras II Maristela Moreno in A Noite das Taras II Maristela Moreno in A Noite das Taras II Maristela Moreno in A Noite das Taras II Maristela Moreno in A Noite das Taras II Maristela Moreno in A Noite das Taras II Maristela Moreno in A Noite das Taras II Maristela Moreno in A Noite das Taras II Maristela Moreno in A Noite das Taras II

A Noite das Taras II (1982) / Depositfiles /Minhateca

Dos quatro filmes em episódios realizados por David Cardoso entre 80-82, “Noite das Taras 2” (1982) é de longe o mais fraco. Nem por isso chega perto de ser ruim. Todos tinham em comum o roteiro e argumento de Ody Fraga e, com exceção do fenomenal “O Gafanhoto”, de John Doo, os episódios mais relevantes dos quatro filmes são justamente os dirigidos pelo roteirista.

Parecendo feito às pressas, “Noite das Taras 2” é curto e tem apenas dois episódios, não três como de praxe. O primeiro é o de Ody, chamado “Solo de Violino”, que conduz um drama psicológico doentio na história de um violinista (Ênio Gonçalves), homem cujo significado existencial parece estar atrelado ao nome do pai, músico fracassado e espezinhado pela mãe (Wanda Kosmo), possessiva e dominadora.

Sem grandes atrativos, com ecos de Rubem Fonseca ou Nelson Rodrigues, a história tem aquele mérito realista dos filmes da Boca em mostrar uma São Paulo depressiva, abandonada e triste – nem por isso menos atraente e cinematográfica. A vida do jovem violinista é cinza, sua mãe é mesquinha, as prostitutas com quem ele anda são desglamourizadas – todos lutam pela sobrevivência e ninguém parece ter qualquer prazer autêntico em sobreviver.

E se o primeiro episódio deixa o espectador melancólico, o segundo dirigido por Cláudio Portiolli é hedonismo puro. Em “A Guerra da Malvina”, David Cardoso, interpretando David Cardoso, tem sua casa assaltada por uma quadrilha de garotas bonitas, entre elas Malvina (Matilde Mastrangi). Divertido de tão cabotino, o episódio mostra as garotas extasiadas pelo reconhecimento de tão “ilustre” personalidade, se entregando a ele em série (ao som de "Runaway", de Del Shannon, em versão orquestra de baile) .

Parodiando a famigerada Guerra das Malvinas entre Argentina e Inglaterra, que acontecia naquele ano, novamente David e La Mastrangi protagonizam um show à parte. É curioso que Matilde, passadas duas décadas, não goste muito dos filmes que fez: ótima atriz, uma das mulheres mais bonitas que o cinema brasileiro já viu, ela com certeza fazia o ingresso valer cada centavo, tanto quanto uma Monica Vitti, brasileira e paulistana.

David aproveita para colocar em seu próprio filme uma garota tomando banho de banheira com seu pôster e outra visivelmente excitada por vê-lo fazendo xixi. Pareceria tolo, se não fosse cínico e cômico. E no final, a surpresa: em um curioso exercício de meta-linguagem, David e Matilde comentam sua participação no filme anterior – “Pornô!” – saindo de cena abraçados e prometendo uma nova maratona sexual.

Aliás, se você tiver a chance de rever alguns destes filmes em episódios da DaCar, esqueça o requentado “A Noite das Taras 2” e se concentre em “Pornô!”. Entre altos e baixos, os quatro filmes formariam um único suficientemente bom, com episódios selecionados entre eles.

Na verdade, as produções da DaCar refletiam um bocado o cinema feito na Boca do Lixo naquela época: quando acertavam eram geniais, quando erravam, eram só um pouco menos interessantes. Por tudo isso é que a Boca foi a tradução perfeita do que deveria ser um cinema brasileiro criativo, independente e próximo ao público. Infelizmente tudo isso ficou para trás. Vale a pena não esquecer, retornando a ela sempre que se falar da utopia de uma fábrica de ilusões auto-sustentável.Direção: Ody Fraga e Cláudio Portioli

ELENCO
Alice de Carli
David Cardoso
Ênio Gonçalves
Kátia Spencer
Liana Duval
Maristela Moreno
Matilde Mastrangi
Rajá de Aragão
Wanda Kosmo
Vanessa Alves
Simone Barreto
Sônia Bezerra

 

MULHER DE PROVETAMaristela Moreno in Mulher de Proveta Maristela Moreno in Mulher de Proveta Maristela Moreno in Mulher de Proveta Maristela Moreno in Mulher de Proveta Maristela Moreno in Mulher de Proveta

MULHER DE PROVETA – A GARGALHADA ERÓTICA (1984) / Depositfiles / Minhateca

Excêntrico professor de fama mundial, precursor do desenvolvimento do 'bebê de proveta' amplia suas pesquisas. E agora promete projeto altamente sofisticado, ambicioso, destinado a suprir os homens de nosso planeta com as mais belas e sensuais mulheres, feitas sob medida e encomenda.

Direção: José Rady Cuellar Urizar

Elenco:

José Rady, (Joseph Taras Borges)
Monique Lafond, (Ana Maria)
Wilza Carla, (Candidata)
Diogo Angélica, (Ambrósius)
Maristela Moreno, (Gel)
Kassandra Wilee, (Mulher de proveta)
Noelle Pine, (Sequestrada)
Dineia Ramos, (Aluna)

 

Resultado de imagem para wild lioness porno

Resultado de imagem para wild lioness porno

Wild Lioness (2007)

 Resultado de imagem para Maniacas por Sexo sexsites porno

Maníacas por Sexo (2006)

 

 Resultado de imagem para eu abro você enfia sexsites porno

Eu Abro Você Enfia (2006)

 

 blackdicks13

Black Dicks Latin Chicks 13 (Esposas Brancas, Diamante Negro, 2006)

 

BateQueEuDouMais_cena1

Bate que Eu Dou Mais (2006)

Resultado de imagem para 00Frota: O Homem da Pistola de Ouro

00Frota: O Homem da Pistola de Ouro (2009)

 

 Resultado de imagem para Nick Rio Selvagem e Submissa porno

Nick Rio Selvagem e Submissa (2006)

Exxxtasy Island 4 (2006)

 

Big Wet Brazilian Asses 1 (2007)

MINHATECA Parte 01 / 02

Resultado de imagem para convite anal brasileirinhas

Convite Anal (2009)

Bianca Mello
Daniela Matarazzo
Joyce
Jay Brown
Kid Jamaica
Loupan
Nikki Rio / Depositfiles
Paulo Massa

Ah, a portinha dos fundos... O que pode superar o buraquinho mais desejado por todos nós, que adoramos arrebentar as preguinhas e arrombar bundas arredondadas de gatas gostosas? É seu fetiche também... Então, "Convite Anal" é o seu filme. Bianca Mello, Graça Rios, Nikki Rio e Dany Matarazzo formam o time das mulheres que só aceitam ser comidas por trás. Na primeira cena, Bianquinha não resiste ao poder de um rapaz negro e se entrega, de brinquedinho e cuzinho, em um intenso sexo inter-racial. A mulata Graça Rios, dona de uma bunda enorme e deliciosa, geme na vara e mostra que, em matéria de pau, ela aguenta tudo! Dany já dá uma de amazona e cavalga um pau negro mostrando o buraquinho quente e a boceta raspadinha. Finalmente, a deliciosa Nikki Rio mostra suas armas, ao levar as bolinhas tailandesas no cu e ficar de quatro para Loupan. Que tesão!

 Resultado de imagem para curra brasileirinhas

Curra (2007)

  • Scene 1. Fernanda Fontana, Carlos Bazuca, Dhones Portella
  • Scene 2. Nikki Rio, Edu Costa
  • Scene 3. Marcia Ferro, Peterson Carioca
  • Scene 4. Yumi Saito, Vitor Lion, Vinny

 Resultado de imagem para Cheek Freaks 8 (2009)

Cheek Freaks 8 (2009)

Resultado de imagem para happy hour brasileirinhas

Happy Hour (2007)

Nikki Rio, dona de um grelão carnudo e que gosta de trepar em todas as posições, além de fazer boquetes quentes que deixam qualquer homem louco de tesão, está sensacional em "Happy Hour"! Nikki e seu clitóris maravilhoso encaram três caras: será que essa cachorra dá conta? Mas o tesão dela é imenso! Capaz dos três caras não darem conta dessa gostosa! Imperdível!

 Sexxxy - Quero Sexo

Quero Sexo (2008)

  • Scene 1. Alessandra Marques, Ygor
  • Scene 2. July Paiva, William Carioca
  • Scene 3. Larissa Vendramini, Andre Garcia, Tony Tigrao
  • Scene 4. Lorena Aquino, Alex Junior, Tony Tigrao
  • Scene 5. Nikki Rio, Andre Garcia

Resultado de imagem para Smokin' Hot Latinas bella porno

Smokin' Hot Latinas 1 (Brazilian Bootyfest, 2008)

 

Rio Sex Mar (2006)

As mulheres mais belas do pornô nacional em 5 cenas de tirar o fôlego. "Rio Sex Mar" é o filme da Brasileirinhas com muito sexo nas praias e outros lugares paradisíacos! Nele, as gostosas Emanuelle Diniz, Larissa Vendramini, Nikki Rio, Sara Scott e Yumi Saito mandam ver! A japinha de tirar o fôlego, Yumi Saito, está fudendo na praia, em uma cena linda! A morena fica de quatro na areia e libera tudinho pro rapaz. A mulata safada que dá aula de putaria, Emanuelle Diniz dá a buceta bem gostoso na areia. Não dá pra resistir a essa morena tropicana! Loirinha gostosa com cara de ninfeta, Larissa Vendramini dá o rabo nas areias da praia. A loirinha safada sabe como fuder e o cara aproveita pra meter. A gostosa Nikki Rio ataca de surfista e acaba levando muita vara na buceta em plena praia paradisíaca! Além de dar a bucetinha, Nikki libera também o seu cuzinho para o marmanjo. Sara Scott é uma morena muito safada que adora transar na praia! Em "Rio Sex Mar", a gostosa faz a festa: Sara faz sexo anal nas pedras!

 BabyFace2_cena1

Baby Face 2 (2004) / Depositfiles

  • Scene 1. Agatha Rangel, Mary Castro
  • Scene 2. Juss, guy
  • Scene 3. Emanuelly, Nicole Gaucha, Pit Garcia
  • Scene 4. Nick Estevan, guy
  • Scene 5. Juliana Gomes, guy, Vitor Gaucho

Essa continuação promete! “Baby Face 2” está tão delicioso quanto o primeiro, nesse filme as ninfetinhas farão coisas que ninguém vai acreditar. A Brasileirinhas preparou um elenco cheio de gostosas maravilhosas prontas para levar pica. A nossa loirinha já chega sensualizando e o rapaz que não resiste ao encanto, enquanto ela capricha no oral, ele prepara a piroca para enterrar em sua bucetinha. Essa cena tem muito anal e gritos gostosos da safadinha, mas ela não reclama e senta com força da piroca do rapaz. Amanda vai contar como foi a sua primeira vez e logo fica toda molhadinha de tesão, mas isso não é problema, ela vai poder apagar seu fogo numa rola grossa caprichando num boquete profundo. Essa safadinha vai levar gostoso no cuzinho e na buceta rebolando do início ao fim. A ninfetinha morena fica com tesão enquanto faz a lição de casa e resolve se deliciar na pica do negão. Essa morena não tem nada de inocente e vai mostrar tudo o que sabe empinando o rabinho e levando na bucetinha e no cu até ter a cara coberta de porra. A mulata Miuki Ohara tem um fetiche que quer realizar na Brasileirinhas: dar muito! E isso ela vai fazer lindamente e com muito tesão. Depois de um boquete bem molhado, ela vai levar surra de pica na cara, essa gata não tem medo de rola grossa e quer a pica toda no cuzinho e porra na cara! A loirinha Rafaela Cicarelli conta como foi a sua primeira e como passou a gostar tanto de dar o cu. Quando o rapaz chega, Rafaela se delicia com muito pica no cu e porra na boquinha. “Baby Face 2” vai te mostrar que essas ninfetinhas não são tão inocentes como seus rostinhos, elas vão te fazer pirar de tesão fudendo feito gente grande!

Putas em Ação

Putas em Ação (2011)

  • Scene 1. Bruna Ramos, Ygor
  • Scene 2. Beta Freire, Alex Junior
  • Scene 3. Lana Ferreira, guy
  • Scene 4. Carol, guy
  • Scene 5. Alexia, guy
  • Scene 6. Juliana Gomes, guy

Resultado de imagem para wet booty brazil 8

WET BOOTY BRAZIL 8

Kelly, Malu, Melissa, Patricia Kimberly

Viol6

Violadas ao Extremo 6 (2002)  Minhateca

  • Scene 1. Lua, Yasmim, Joao Paulo
  • Scene 2. Lua, Don Picone, Rodrigo
  • Scene 3. Luciana, Sheila Rio, Alex Junior, Rocco Brazil, 2 Desconhecidos
  • Scene 4. Sharon Fresan, 2 Desconhecidos

Ninfetas_Brasileiras_1_1

NINFETAS BRASILEIRAS

Minhateca Cenas 01 / 02 / 03 / 04 / 05

Katia Killer
Regininha
Daniela
Andrezza
Thayza

Brasileirinhas - Forum Brasileirinhas 6 (Cena 01)

Fórum Brasileirinhas 6 (2002)

Abertura

 Brasileirinhas - Anal Total 17 (Cena 01)

Anal Total 17 (2016)

Britney Bitch, uma lolita gostosa, se exbi na sala para um negro bem dotado, sem calcinha, vai levantando o vestido e mostrando sua bucetinha, a safada fica excitada ao ver o aquele homem a olhando, ela se masturba e rebola com a bunda de fora, excitando cada vez mais!! Com a rola negra do bem dotado, ela  vai chupando deliciosamente, depois toda molhadinha ela vai rebolando e mostrando o cuzinho, morrendo de vontade, o negro bem dotado não agüenta e manda bala!! Ele vai fodendo a lolita de quatro com o seu pau enorme, o cuzinho gostoso da safada fica molhadinha e ela geme de tanto tesão, fazendo sexo interracial. A gostosa senta e rebola na rola grossa desse safado, até ficar em várias posições e com várias performances de sexo anal. Com o cuzinho já arrombadinho, o negro bem dotado vai socando até não agüentar mais e gozar na boca da safadinha.

Resultado de imagem para Rogue Adventures # 1 DVD

Rogue Adventures 1: The Big-Ass She-Male Adventure (1998)

  • Scene 1. Dayane Callegare, Fabio Scorpion, Fabiola Nogueira
  • Scene 2. Christiana Lernon, Daniel Ventura
  • Scene 3. Daniel Ventura, Fabio Scorpion, Fabiola Nogueira
  • Scene 4. Christian Wave, Robertha Schneyder
  • Scene 5. Camilla, Fabio Scorpion

 BBBB

Buttman's Bend Over Brazilian Babes (1993)

  • Scene 1. Angelica, Sara, Sylvia, Felipe, John Stagliano
  • Scene 2. Katia, Felipe, Rocco Siffredi
  • Scene 3. Anna, Felipe
  • Scene 4. Paula, Rocco Siffredi
  • Scene 5. Catuchita, Mayara, Felipe