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Jennifer Lopez
BRUNA MARQUEZINE


 

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QUASE DOIS IRMÃOS (2007)

 

 

 

Dirigido por Lúcia Murat
ELENCO:

Caco Ciocler.... Miguel - anos 70
Flávio Bauraqui.... Jorginho - anos 70
Werner Schünemann.... Miguel
Antônio Pompêo.... Jorginho
Maria Flor.... Juliana
Fernando Alves Pinto.... Peninha
Marieta Severo.... Helena
Luiz Melodia.... Seu Jorge
Brunno Abrahão.... Miguel - anos 50
Pablo Ricardo Belo....Jorginho - anos 50
Cristina Aché.... mulher de Miguel nos anos 70
Lúcia Alves.... mulher de Miguel em 2004
Márcio Vito.... político preso
Babu Santana.... Pingão
Renato de Souza.... Deley

 

SINOPSE:
A relação de dois amigos, Miguel (personagem dividido pelos atores Caco Ciocler e Werner Schünemann, em diferentes idades) e Jorge, que começa nos anos 50. O primeiro é branco, filho de um jornalista apaixonado por samba. O segundo, negro, filho de um importante compositor do morro. Por conta do pai, Miguel conhece o morro - e Jorge - ainda criança.
Um reencontro só acontece nos anos 70, quando Miguel - preso político - vai parar no presídio de Ilha Grande, onde Jorge está preso por assaltar um banco. Segundo Lúcia, a recém-implementada Lei de Segurança Nacional esvaziava o caráter político da ação de militantes de esquerda e os encarcerava junto a prisioneiros comuns.
Os chamados subversivos, como Miguel, criaram normas de comportamento para toda a cadeia - proibindo relações homossexuais, uso de maconha etc. Com o tempo, a barra pesa, e a única saída é a construção de um muro, separando presos políticos de comuns. Do lado apolítico, a disputa pelo poder provoca um racha, e o aparecimento da Falange Vermelha, que no futuro viria a se chamar Comando Vermelho.

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PQD - BRIGADA PARAQUEDISTA (2007)

 DIREÇÃO: GUILHERME COELHO

SINOPSE:
A vida de jovens de 18 anos, que pela 1ª vez estão longe de casa, ao prestar serviço militar na prestigiada Brigada Pára-quedista. Lá eles precisam se adaptar a uma instituição onde a disciplina e a ordem são fundamentais.

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MEGA PARTE 1 PARTE 2 PARTE 3


 

  

PORNÔ CASSETADA 7

ELENCO:

Adriana
Aline Dias
Claudia Bella
Cris Taylor
Gabriela Muniz
Jennifer Lopes
Josi Lima
Mayara Rodrigues
Morgana Noletto
Carlos Bazuca
Giovanni Valente
Kojac
Leonardo Martins
Renato Werneck
Tony Tiago
Vagner

SINOPSE:
São os erros mais engraçados bem na hora do bem bom entre os atores. São palavrões, broxadas, reclamações de dor, quedas, buraco errado, simplesmente demais. É a mais fantástica seleção de erros do cinema pornô brasileiro.

MINHATECA

 


 

VÍDEOS PORNÔS REAIS - ESPECIAL DE CARNAVAL 2012

SINOPSE:

Garotas exibicionistas, safadas loucas por sexo, tarados sem noção e 4 caras com câmeras amadoras nas mãos! Putaria generalizada! Filmada por câmeras amadoras, tesão real!

DEPOSITFILES

 

 

 

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O VOYEUR (L'uomo che guarda, 1994)




Os colírios da vez são Katarina Vasilissa, a esposa do tal voyeur do título (Francesco Casale), e a espevitada Cristina Garavaglia, enfermeira do pai do tal voyeur do título. O voyeur passa todo o filme só assistindo às duas atormentarem sua vida, se torturando por não saber com quem sua volátil esposa anda pulando a cerca.

DEPOSITFILES / LEGENDA


 

DESEJO E OBSESSÃO (2001)

Filme difícil de se classificar o gênero e daqueles que não entregam o enredo. No passado, num laboratório nas Guianas, houve traição científica e carnal. No presente, um dos médicos-cientistas, Léo, tenta salvar sua mulher de uma enfermidade que faz com que o desejo sexual seja tão intenso que descamba para a vontade de mastigar o parceiro até a morte. Indo para Paris em lua-de-mel e também para tentar reencontrar o médico está Shane Brown, outro dos infectados pela doença. Claire Denis sempre está às voltas com o corpo, os líquidos e agora traz a carne no que o ser humano tem de mais animalesco. 

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W.R. - Mistérios do Organismo

O filme do diretor iugoslavo Dusan Makavejev, inspirado na vida e obra do Dr. Wilhelm Reich, é uma fantástica viagem sexual, política e anarquista. Difícil identificar os poucos países em em que não enfrentou problemas com a censura.W.R. são as iniciais do psicanalista austríaco Wilhelm Reich, notabilizado pela associação do orgasmo com a capacidade para se obter desta energia benefícios que estariam além da compreensão humana. Reich bolou um tipo de “máquina geradora do prazer” (o polêmico Orgone Acumulator), cuja estrutura de caixote reservava ao usuário a oportunidade de fruir dos maravilhosos efeitos decorrentes da descarga de prazer fosse via masturbação ou ato sexual. O psicanalista afirmava que melhores orgasmos poderia curar males da sociedade. Por vezes incômodo, o filme celebra a supremacia do falo, expande os conceitos da heterossexualidade e ataca o totalitarismo, o rancor e a hipocrisia.

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TODAS AS MULHERES FAZEM

Diana é uma mulher feliz ao lado do marido Paolo. Mas dada sua paixão por sexo, frequentemente ela se arrisca em aventuras eróticas com outros parceiros. Ela conta tudo nos mínimos detalhes para o marido, que pensa que essas histórias são apenas fruto da sua imaginação fértil. Até o dia em que ele descobre que tudo era verdade, inclusive a noite de sexo selvagem com um pervertido poeta francês.

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VIOLÊNCIA GRATUITA (1997)

O que seria um tranquilo período de férias à beira de um lago para Anna, George e seu filho pequeno, transforma-se num pesadelo quando recebem a visita de dois jovens psicopatas, que os submetem a um tenso jogo de tortura psicológica.

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DESCENT (2007)

Após ser cruelmente violentada, uma jovem universitária (Rosario Dawson), se transforma em uma mulher sedutora e vingativa.

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PARTE 1 / PARTE 2


 

SERBIS (2008)

Ótimo drama do cineasta filipino Brillante Mendoza, que em 2009 ganhou Palma de Ouro em Cannes de melhor direção por KINATAY.
Aqui, ele retrata o cotidiano de uma família no centro de Manilla, dona de um antigo cinema, que agora só passa filmes pornôs. O prédio é grande, e por lá, circulam todos os tipos de marginais da sociedade: bandidos, michês, gays, travestis, camelôs. A família administra além do cinema, um restaurante no próprio local, além de morarem lá. As cenas são surreais: o filho pequeno convive com frequentadores praticando sexo, travesti pratica sexo oral no projecionista, e por aí vai. Apesar de todas as perversões, o filme mostra uma sociedade decadente, desprovida de amor e esperança. Um filme sombrio e ao mesmo tempo alegre. Algumas cenas são antológicas, como por exemplo a van repleta de gays estacionando em frente ao cinema, e entrando na sala de exibição, como se fosse uma excursão, Genial!

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IRREVERSÍVEL (2002)

O filme narra, de trás para frente, a história de uma vingança. A primeira seqüência mostra dois amigos desesperados, Marcus (Vincent Cassel) e Pierre (Albert Dupontel), saindo pelo submundo de Paris à procura do homem que teria estuprado e espancado Alex (Monica Bellucci), a atual namorada de Marcus e ex-namorada de Pierre. Em seguida, a narrativa volta passo a passo no tempo para mostrar como Marcus e Pierre descobriram o nome do autor do crime, recuando até o próprio estupro e os eventos que o antecederam.

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 BETTY BLUE (1986)

Se trata da versão longa. Jean-Jacques Beineix trouxe uma lufada de ar fresco ao cinema francês, ou seja, tem-se a impressão de que se passa nos EUA, principalmente por causa das paisagens e da maneira pela qual elas são enfocadas, as cores, os planos, com um certo estilo visual de video-clips e comerciais. Estes detalhes e a representação pessimista da geração perdida dos anos 80-90, fazem do filme um dos mais típicos de sua época. Por outro lado, a ousadia dos nus, a personalidade fogosa da revelação Béatrice Dalle, deu brado. O ritmo das cenas tornam este amor obsessivo uma correria louca. Os 37º,2 de manhã,  significa a temperatura habitual da mulher quando está grávida. Foi indicado a melhor filme estrangeiro no Oscar, Globos e Bafta. Ganhou o César.

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O  TESTE DECISIVO (AUDITION, 1999)

A trama conta a história de Aoyama, que depois de 10 anos sozinho após o falecimento de sua esposa, decide se casar novamente, influenciado por seu filho. O problema de Aoyama é encontrar a mulher perfeita que substitua a sua falecida amada. Um amigo decide ajudar, realizando uma Audição para escolha de atrizes para um suposto filme. Aoyama se apaixona por Asami, uma doce e tímida aspirante a atriz. Os dois começam a se encontrar e Aoyama fica cada vez mais apaixonado por Asami. Boa parte do filme é um romance entre os protagonistas, no decorrer da história, toques surrealistas no melhor estilo David Lynch começam a revelar o passado de Asami e quais são suas reais intenções com o protagonista. Asami é uma mulher doce, mas guarda dentro de si um ressentimento de seu passado – o mistério que aos poucos se revela para Aoyama.

Audition é um filme para quem tem estômago forte. A sequência final mostra uma doentia e cruel tortura, que chega a causar repulsa no espectador (por várias vezes tentei tapar os olhos). Miike faz questão de deixar a câmera focada na tortura, que vai de agulhadas a mutilações. Mesmo sendo esta a sequência mais marcante do filme, Audition é mais um filme japonês que fala sobre solidão. É impressionante como os diretores nipônicos conseguem retratar a solidão de modo tão tocante, e mostrar a condição atual do país. Alguns podem considerar a violência explícita do filme como um problema, mas se tratando deste excêntrico diretor, considero um ponto alto em suas obras, um diferencial – coragem para mostrar o que outros escondem.

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DAISY DIAMOND (2007)

Se dividindo entre os testes de atriz e a filha bebê, Anna vê seu mundo psicológico desmoronar ao não conseguir dormir por causa dos choros da menina que cria sozinha e por não conseguir ser aprovada em nada do que encena. Ao contrário do mundo cruel e angustiante da atriz Anna, que vai tocar o fundo do poço, este filme faz brilhar a interpretação de Noomi Rapace.
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ADVOGADO DO DIABO (DUBLADO)

Advogado bem-sucedido, Kevin Lomax (Keanu Reeves) vive no interior com a mulher (Charlize Theron) e se orgulha do fato de nunca ter perdido uma causa. Depois de livrar um estuprador das grades, ele vê suas certezas ruirem. Kevin recebe um convite para ir trabalhar em Nova York num escritório especializado em causas impossíveis. Lá, sua vida certinha vira de cabeça para baixo e ele vai descobrindo a personalidade bizarra de seu chefe (Al Pacino).

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 CARNAVAL FOLIA 2005

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 ATTENBERG (2010)

Numa pequena cidade, Marina, de 23 anos, mantém uma relação excepcionalmente próxima com seu pai, que está morrendo de câncer. O único conhecimento que ela tem sobre sexualidade vêm do contato com sua amiga, chamada Bella, com quem pratica beijos. Uma das coisas que gosta é assistir programas sobre comportamento animal. Enquanto se prepara para a morte de seu pai, ela descobre mais sobre sexualidade com um engenheiro.

 

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MEMÓRIAS DE UM ASSASSINO

O filme conta a história de uma série de assassinatos que aterrorizaram uma província no interior da Coréia do Sul. Todos os crimes possuem traços em comum: ocorreram em dias de chuva e as vítimas são mulheres. Com os dois detetives locais incapazes de encontrar o assassino um detetive da capital é enviado para auxiliá-los.

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BELEZA ADORMECIDA (2011)

Lucy (Emily Browning) é uma jovem universitária que vive precisando de dinheiro. Para isso, divide o apartamento com outras duas pessoas e possui uma série de pequenos empregos. Através de um anúncio de jornal, entra em contato com uma inusitada agência, que a contrata para prestar um trabalho estranho chamado beleza adormecida. Ela adormece. Ela acorda. É como se nada tivesse acontecido...

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MELANCOLIA

O tempo só serviu para afastar as irmãs Justine (Kirsten Dunst) e Claire (Charlotte Gainsbourg). Nem o casamento entre Justine e Michael (Alexander Skarsgård) serve como desculpa para aproximá-las e, depois da cerimônia, Justine começa a ficar triste e melancólica. Quando o anúncio sobre a colisão da Terra com outro planeta chega ao conhecimento, as reações são bem diferentes. Justine está conformada, enquanto o desespero do iminente fim apavora Claire.

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 ARREGAÇANDO TUDO

 

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SENTENÇA DE MORTE (2007)

Nick Hume vive uma vida tranquila em Boston, onde cuida de seu negócio e da sua família. Uma noite basta para mudar tudo isso, quando seu filho mais velho é assassinado na sua frente. O assassino é preso, mas Nick não se contenta apenas com a sentença da Justiça. A partir de agora, a fim de proteger sua vida e a de sua família, ele torna-se violento e busca vingança. Nick promete matar qualquer criminoso que de alguma forma esteve envolvido com a morte de seu filho.

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POLTERGEIST, O FENÔMENO (1982)

Família é visitada por fantasmas em sua casa, que inicialmente se manifestam apenas movendo objetos pela casa mas gradativamente vão aterrorizando a família cada vez mais, chegando a “seqüestrar” a caçula, levando-a para outra dimensão através do tubo de imagem do televisor. Os pais se desesperam e uma especialista em fenômenos paranormais sugere que eles devam ser ajudados por uma mulher com poderes mediúnicos.

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ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE VOCÊ ESTÁ MORTO (2008)

Nova York. Andrew “Andy” Hanson (Philip Seymour Hoffman) é um viciado em drogas cuja carreira de executivo está desmoronando. Para se livrar de uma auditoria, que demonstrará graves problemas na sua área, convence o irmão Hank (Ethan Hawke), que também tem problemas financeiros (deve três meses da pensão da sua filha, cuja guarda está com a ex-mulher), a assaltar a joalheria dos pais deles, Charles (Albert Finney) e Nanette (Rosemary Harris). O plano parece fácil, pois eles conhecem bem o funcionamento do lugar. Na hora da ação, os dois esperavam encontrar apenas uma idosa funcionária, mas sua mãe aparece de surpresa na hora do roubo. O cúmplice de Hank acaba ferindo-a tão gravemente que ela, apesar de não falecer, é considerada clinicamente morta. Charles jura se vingar a qualquer custo dos culpados, sem saber que está à caça de seus próprios filhos. Agora os dois irmãos precisarão lidar com as repercussões do seu trágico plano.

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O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA: O INÍCIO (2006)

 Thomas Lewitt (Andrew Bryniarski) nasceu em um parto complicado, no chão de um abatedouro no Texas. Ele é salvo por Luda Mae Hewitt (Marietta Marich) e passa a ser criado também pelo xerife Hoyt (R. Lee Ermey), Montgomery (Terrence Evans) e Henrietta. Thomas tem uma vida violenta, repleta de abusos físicos e emocionais, o que o faz se tornar o assassino Leatherface ao crescer. Quando dois jovens a passeio com suas namoradas se perdem, ele se tornam suas primeiras vítimas.

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30 DIAS DE NOITE (2007) DUAL ÁUDIO

Barrow, Alasca. Durante os 30 dias do inverno local a cidade fica na mais completa escuridão. Neste período boa parte dos moradores viaja rumo ao sul, mas neste ano a cidade recebeu a visita de seres estranhos: um grupo de vampiros, que pretendem se aproveitar da noite constante para atacar os moradores locais. Para combatê-los um pequeno grupo é reunido, liderado pelo xerife Eben Oleson (Josh Hartnett) e por sua ex-esposa Stella (Melissa George).

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A LENDA DO CAVALEIRO SEM CABEÇA (1999) DUBLADO

A história ocorre em 1799. O investigador Ichabod Crane é enviado ao condado de Sleepy Hollow para desvendar uma série de assassinatos misteriosos, onde todas as vítimas são encontradas decapitadas. Crane tem frequentes pesadelos com a morte de sua mãe, torturada na Donzela de Ferro. Os habitantes acreditam que o assassino seja um ex-combatente de guerra que se esconde na floresta e sai todas as noites para procurar a sua cabeça, perdida em combate. Em Sleepy Hollow, Ichabod conhece Katrina Van Tassel, que ajuda-o nas investigações e por quem se apaixona protegendo-a até o fim da trama.

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A história de Richard O

"L'histoire de Richard O", de Damien Odoul (2007)

O ator Mathieu Amalric protagonizou nesse filme francês várias cenas de sexo explícito, que inclui masturbação, sexo oral, etc. E nem por isso ele deixou de fazer outros trabalhos. Pelo contrário, ganhou respeito da crítica européia. O cinema francês, em relação a erotismo e despojamento de seus atores, está anos luz a frente do cinema nacional. Nesse flme-ensaio, Almaric interpreta um homem em crise com sua namorada, que cobra uma gravidez. Irritado, ele a dispensa e junto de seu amigo videasta, resolve buscar sexo fácil e promíscuo com outras mulheres. Usando depoimentos de seu amigo, que entrevista mulheres aleatoriamente na rua, fazendo seus relatos sexuais e fetiches, Richard O. (uma alusão ao erotismo fetichista de "A história de O", clássico dos anos 70) entra em contato com cada uma deles e se oferece para objeto sexual. Descontínuo e elipsado, o filme percorre a linguagem de um filme de arte para expôr a vida sexual desse homem em conflito consigo e com a sociedade francesa. O filme tem um ritmo lento, as cenas de sexo são escuras e sem tesão, estando mais para sexo grotesco do que sensual. Vale como curiosidade para assistir a um filme onde um ator celebridade como Mathiew Almaric protagoniza cenas de sexo reais sem qualquer pudor. Tudo pela arte.

ABELHAS

PARTE 1 / PARTE 2 / PARTE 3 / PARTE 4


 

A caçada

"The rover", de David Michôd (2014)

Em 2010, uma produção australiana de baixo orçamento sacudiu Hollywood, sendo inclusive indicado ao Oscar de atriz coadjuvante para Jackie Weaver. Desde então, tanto Weaver quanto o cineasta David Michod chamaram atenção dos grandes estúdios. Agora, em "The rover" ( na tradução literal, "O nômade"), Michod dirige e escreve um drama apocalíptico tendo como protagonistas 2 astros de Hollywood: Guy Pearce e Robert Pattinson. Os dois inclusive são o grande motivo para se assistir a esse filme. Totalmente imersos em seus personagens, eles brilham na tela toda a vez que aparecem. Pattinson prova que mesmo um dos rostos mais belos do cinema também pode fazer a performance de um homem retardado sem cair em estereótipos. Trabalhando corpo e olhares, Pattinson em nada lembra qualquer performance que tenha feito antes, tendo sido elogiado no Festival de Cannes 2014, onde o filme concorreu na seleção oficial. Após um colapso econômico, o mundo mergulha em um universo caótico que lembra "Mad Max". Nessa terra de ninguém, cada um cuida do seu e teme o outro. Um trio de bandidos sofre um acidente de carro e acaba roubando o carro de Eric (Guy Pierce). Ele resolve ir ao encalço dos homens para reaver o carro. Em seu caminho, ele se depara com o irmão retardado do chefe dos bandidos. Rey (Pattinson), o jovem, é usado como isca para ir atrás do bando, mas tanto ele quanto Eric acabam criando um laço de amizade. Excelente direção, trilha sonora provocante e climática, fotografia brilhante e atores que compõem personagens carismáticos. Um belo exemplar de filme que mescla ação, drama e estética.

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À procura de Mr. Goodbar

"Looking for Mr. Goodbar", de Richard Brooks (1977) DUBLADO

Um grande clássico do cinema maldito de Hollywood dos anos 70/80, época onde os grandes estúdios investiam em histórias barra-pesadas e que tinham como locações o submundo underground das grandes cidades. Filmes como "Parceiros da noite", de Willian Friedkin, e "À procura de Mr Goodbar" provocaram verdadeiro furor e comoção na mídia por conta de seu painel devastador da sociedade que se entrega às drogas e sexo sem qualquer tipo de moral e pudor. Em ambos os casos, a morte é a única solução para que se cure essa doença social. Baseado em história real, da professora Roseann Quinn em Nova York, que foi assassinada por um de seus parceiros sexuais, e posteriormente lançado como livro de grande sucesso. Diane Keaton interpreta Theresa, uma professora de crianças problemáticas. Theresa tem um trauma de infância: ela contraiu pólio, o que deixou cicatrizes nas suas costas que a fazem sentir vergonha. Por conta disso e de toda a humilhação que ela passou, ela evita relacionamentos. Ela quer aventuras. Quando resolve sair da casa de seus pais, ela se entrega a uma vida de sexo e drogas desenfreado. sem culpa. De dia, a boa professora, e de noite, a mulher sexualmente independente, dona de si e que escolhe com quem ela quer transar. Mas o destino irá lhe reservar uma final trágico, nas mãos de um homossexual enrustido. Acusado de moralista, o filme foi uma revolução no comportamento das mulheres da época, que estavam ganhando espaço na mídia justamente pela sua independência profissional e sexual. O filme caiu como um balde de água fria. Diane Keaton, que estava casada com Woody Allen e no mesmo ano, lançou "Noivo nervoso, noiva neurótica", um grande sucesso de crítica e público. chocou a todos, inclusive a Woody Allen, com suas cenas de sexo e uso de drogas. Ninguém esperava que Annie Hall, sua personagem no filme de Woody, pudesse fazer algo tão radicalmente oposto e perturbador como em "Mr Goodbar". Ela ganhou o Oscar por Annie Hall, mas com certeza o prêmio também veio pela sua atuação devastadora nesse filme de Richard Brooks, diretor que até então só havia feito filmes clássicos. Brooks inova na linguagem usando fotos e flashbacks na montagem de forma esquizofrênica, provocando uma narrativa de filme sujo, maldito. A fotografia é em tons escuros, a trilha sonora toda composta por clássicos da Disco Music que eram o grande must do momento. O filme também lançou as carreiras de Richard Gere e Tom Berenger, que vieram a fazer muito sucesso depois. Diane Keaton nunca mais fez nada parecido, mas pode se orgulhar de ter feito esse filme estranho e crú. Na época, a campanha publicitária era "Diane Keaton in the rough". Um filme assustador e com um dos finais mais apavorantes da história do cinema.

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O ESTRANHO EM MIM

"Das Fremde in mir", de Emily Atef (2008)

Um filme aterrorizante sobre a depressão pós-parto, que incomoda e choca pela sua frieza. A atriz Susane Wolff está excelente e teve muita coragem ao incorporar a alma da personagem Rebecca. As cenas são tensas, o drama pelo qual passa a personagem é muito forte e faz o espectador pensar o quanto é difícil conviver com uma mulher com essa depressão. Rebecca é uma jovem casada com Julien, um homem bem-sucedido no trabalho. Eles formam um casal feliz. Ela está grávida, e a chegada do bebê foi planejada por ambos. Porém, assim que nasce a criança, Rebecca afunda no mais denso momento de depressão. Ela se afasta do marido, de amigos, e trata a criança como um inimigo. A cena que ela dá banho na criança é tensa. Não é um filme para qualquer espectador. Para as pessoas sensíveis, é melhor manter-se afastado do filme, pois realmente mexe com os nervos. O filme tem um ritmo bem lento e cansa. Mas o talento da atriz, corajosa em dar vida a um personagem tão difícil, é a grande razão de se assistir a esse filme.

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Trem da noite

"Ye che/Night train", de Diao Yi'nan (2007)

Dirigido pelo mesmo cineasta chinês que ganhou o prêmio de melhor filme em Berlin por "Black coat, Thin ice" no ano de 2014, "Trem da noite" é um filme extraordinário, que mostra a força e um grande potencial de um cineasta que tem uma visão pessimista da China e da vida, assim como o seu famoso conterrâneo Jia Zhangke. Ambos os cineastas mostram uma China fora dos cartões portais: paisagens grandiosas e desoladoras, ambientadas numa China industrial fora dos grandes centros. Seus personagens são pessoas comuns, que carregam tragédias que precisam ser exorcizadas através da violência. O Cineasta Diao Yinan filmou esse longa em sua cidade natal, a região de Shaanxi. Um local extremamente decadente, fora da tecnologia avançada dos grandes centros urbanos. É uma cidade que parou no tempo. O filme narra a história de Wu (Liu Dan, em atuação impecável, vencedora do prêmio melhor atriz no Festival de Buenos Aires de 2008), uma viúva que trabalha como oficial em um tribunal. Sua função: executar prisioneiras sentenciadas por penas de morte. Porém, solitária, toda noite Wu pega um trem até uma cidade vizinha, onde ela participa de encontros com outros homens. Um dia, ela conhece Li Jun (Qi Dao), um operário, e ambos mantém uma relação de sexo violento. O que Wu não sabe, é que Li é o viúvo de uma das vítimas de Wu, e ele está atrás de vingança. Um filme de uma crueza impressionante, conduzidas com precisão cirúrgica pela direção de Diao Yinan. As imagens são belíssimas, os enquadramentos estudados milimetricamente. É um filme maduro, adulto, com várias cenas antológicas e personagens melancólicos, todos na corda bamba entre a perda de vontade de viver e a falta de perspectiva de um futuro inexistente. É muito desesperançoso, e o desfecho me lembrou "Funny games", de Michael Haneke. Aliás, a cena da sentença no tribunal e a posterior execução da pena de morte é um dos momentos mais chocantes e impessoais que vi a muito tempo em um filme. Lançado em Cannes na Mostra "Un certain regard" em 2008, ganhou prêmio do Juri em vários Festivais internacionais. Uma observação que faço é quanto à ousadia nas cenas de nudez, algo impensável a até poucos anos nos filmes chineses.

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LOS BASTARDOS

de Amat Escalante (2008)

O cineasta espanhol/mexicano Amat Escalante é pouco conhecido no Brasil, mas no entanto, ele ja ganhou vários prêmios internacionais e é um dos queridinhos do Festival de Cannes. Até 2005 ele era Assistente de direção do mexicano Carlos Reygadas, e daí resolveu dirigir seus filmes. Reygadas o ajudou nessa empreitada, e seus 2 primeiros filmes, "Sangre" e "Bastardos" foram exibidos na Quinzena dos realizadores. Seu último filme "Heli", ganhou a Palma de Ouro de melhor direção em Cannes 2013. Infelizmente, "Heli" foi lançado aqui no circuito e quase ninguém o viu. Escalante tem uma linguagem muito próxima ao cinema de Michael Haneke e de seu conterrâneo Michel Franco (de "Depois de Lucia"). É um Cinema visceral, hiper-violento, de planos longos e angústia massacrante. Ninguém sai incólume dos filmes desses diretores. Em "Bastardos", a história gira em torno de imigrantes mexicanos que moram ilegalmente em Los Angeles. Todos os dias, eles esperam em frente a um prédio para que americanos os recrutem para fazerem serviços braçais pagando uma mixaria. Entre eles, estão Jesus e Fausto. Jesus precisa mandar dinheiro para sua família, e diante do desespero, ele resolve invadir uma casa junto com Fausto naquela noite. Uma direção bem marcada e corajosa. Os planos são muito longos e durante m bom tempo do filme, quase nada acontece. O 1º plano do filme dura mais de 4 minutos e é um plano fixo dos 2 amigos vindo numa estrada desde lá do fundo, como formiguinhas, até chegarem em frente da câmera. Nada acontece nesse plano, a não ser a caminhada dos dois. E pois aí vai, nesse registro meio documental, focando de forma fria e sem emoção a rotina desses mexicanos sem futuro e sem esperança, ainda massacrados pelo preconceito dos moradores. Não é um filme para qualquer cinéfilo. É lento, e os 15 minutos finais viram uma loucura desenfreada. Um filme para fortes. Excelente atuação dos atores, naturalistas como manda o figurino.

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Departamento Q - OS GUARDIÕES DAS CAUSAS PERDIDAS

"Kvinden i buret/The keeper of lost causes", de Mikkel Nørgaard (2013)

Filme de maior bilheteria do Cinema Dinamarquês, superando o sucesso comercial de "A caça". Produzido pela Zentropa de Lars Von Triers, é uma adaptação da série de livros best-seller escritos por Jussi Adler-Olsen. Assim como na trilogia de sucesso "Millenium", que tiveram adaptacões sueca e americanas com o título de "O homem que não amava as mulheres", "Departamento Q" é uma série policial sobre uma dupla de policiais que trabalha em um setor de causas perdidas e dadas como encerradas. Carl (Nikolaj Lie Kaas, de "Os idiotas") e Assad (Fares Fares, de "A hora mais escura") pegam arquivos mortos e resolvem ir atrás dos fatos reais. Nesse filme, Carl sobrevive a um atentado que vitimou 2 colegas policiais. Punido, ele é transferido para o Departamento Q. Lá ele acaba se envolvendo com o caso do desaparecimento de uma política que sumiu sem deixar vestígios por 5 anos. Os atores estão todos excelentes e o filme tem um ótimo roteiro, que de certa forma lembra "Oldboy". Escrito e adaptado pelo cineasta e roteirista Nikolaj Arcel (que adaptou "O homem que não amava as mulheres" e dirigiu "O amante da Rainha"), é um ótimo passatempo bem dirigido e que mantém o suspense o tempo todo. Fotografia deslumbrante e trilha sonora eficiente. O filme tem uma cena de acidente de carro impressionante.

MINHATECA


 

Ruína azul

"Blue ruin", de Jeremy Saulnier (2013)

Um filme extraordinário, super violento e amoral, que ganhou o Prêmio Fipresci da Quinzena de Realizadores 2013 em Cannes. Mais uma vez se comprova que um ótimo filme se faz com um bom roteiro e com ótimos atores, mesmo que nenhum deles seja conhecido. Pois o cineasta Jeremy Saulnier, que começou sua carrreira como fotógrafo de vários filmes independentes, faz um baixo orçamento que impressiona pela crueza e pela narrativa tensa. O filme conta a história de Dwight, um andarilho que dorme todo dia em um carro azul caindo aos pedaços. Um dia, ele recebe a notícia que um homem saiu da prisão. A partir desse momento, Dwight se prepara: invade uma casa e toma banho, rouba umas roupas e prepara o carro para seguir em sua vingança, que somente descobriremos mais lá pro final qual a sua motivação. Me parece que o cineasta e também roteirista se inspirou em "Oldboy". Muitos elementos me levam a crer que sim: além da clara trama de vingança, temos um filme silencioso, poucas falas, uma decupagem extremamente cinematográfica e o uso da extrema violência. Aliás, existe uma cena de tiro que é das mais violentas que já vi num filme, é algo realmente chocante. Esse Cineasta é um nome a se seguir, e o ator principal também: Maicon Blair. Vendo a filmografia dele, me impressiona que ele tenha feito quase que somente comédias, e como ele atuou de uma forma esplêndida nesse filme de drama e suspense. Um puta ator para todas as estações. Assim como no filme "Azul é a cor mais quente", aqui também vemos o predomínio da cor em vários elementos de cena. Ah, o filme também lembra bastante o filme australiano "Reino animal". Vale conferir os filmes citados nessa resenha.

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X-men, dias de um futuro esquecido

"X-men, days of the future past", de Bryan Singer (2014)

O elenco do filme é um caso à parte: além dos habitués Hugh Jackman, Ellen Page, Patrick Stewart, Ian Mackellen, James Macvoy, Michael Fassbender, Halle Berry, Anna Paquim, Jennifer Lawrence, Nicholas Hauldt, Shaw Ashmore (que devem ter custado metade do orçamento do filme), não satisfeitos, ainda convocaram Peter Dinklage e Omar Sy. É muito ator foda num filme só! Bom, quanto ao roteiro, ele é maravilhoso, dinâmico, te deixa tenso do início ao fim, mas não há quem não faça eu pensar que é uma releitura de "O exterminador do futuro". Usando o mesmo mote de personagens no futuro tendo que voltar ao passado para salvar a humanidade, evitando que algo muito importante aconteça décadas atrás, o filme brinca com os mesmos personagens no futuro e no presente. É uma delícia de se assistir. O passado, no caso, é o ano de 1973. O figurino, maquiagem, direção de arte, tudo é super produzido. A direção de Bryan Singer está mais afiada do que nunca. Ele não perde tempo e mantém um ritmo alucinado do início ao fim. E ainda apresenta ao espectador algumas das cenas mais antológicas de toda a série: a cena da cozinha no Pentágono é uma obra-prima. E o humor sempre presente, garantido pelo time impecável de atores ingleses. Nem dá pra falar muito porquê esse tipo de filme a gente quer é se divertir mesmo. Super pipocão!

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Operação invasão 2

"The raid 2: Berandal", de Gareth Evans (2014)

Diretor inglês radicado na Indonésia, é cultuado mundo afora por conta de seu filme anterior, "The raid" contava a história de Rama, um policial que invade um prédio junto de um esquadrão Classe A da polícia para prender um traficante, mas são emboscados por milhares de bandidos que os impedem de sair do prédio. Agora nessa insana continuação, Rama é escoltado por um grupo clandestino de policiais que quer destruir as quadrilhas de mafiosos em Jacarta, capital da Indonésia. Para isso, Rama é infiltrado dentro de uma quadrilha da Máfia, se tornando segurança do filho do Chefão. O que se sucede em 2:30 hrs de filme (sim, é um mega épico) é absolutamente indescritível. Para se ter idéia, os 3 vilões do filme se chamam A garota martelo, o Homem do taco de beisebol e O Assassino. A eles, juntem milhares de bandidos que lutam contra o pobre Rama, sempre em busca da justiça e do bem de sua família. Para quem viu e amou "Oldboy", simplesmente elevem à décima potência todas as cenas de lutas de um homem só contra centenas de bandidos. As cenas de violência também são das mais bizarras que você já viu. O filme reserva também pelo menos 4 cenas antológicas: a briga no pátio do presídio ( todo debaixo de lama), o ataque no vagão do metrô, uma perseguição de carros que deixa "Matrix 2" no chinelo, e os 20 minutos finais mais tensos que você já viu num filme de ação. Eu simplesmente adoro essa linguagem dos filme orientais, que se utilizam de barras de ferro, martelos e outras ferramentas para as cenas de luta sangrentas. É quadrinhos em movimento. A galera enlouquece. O público delira. Para se divertir lembrando de não levar ninguém que seja suscetível a cenas de extrema violência. Ainda bem que tem humor negro na história. O Capitão Nascimento tem muito o que aprender com esse herói Rama. Já já Gareth Evans será a figura mais quente de Hollywood.

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LEGENDA


 

Singapore Sling: o homem que amou um cadáver

"Singapore Sling: O anthropos pou agapise ena ptoma", de Nikos Nikolaidis (1990) Sou um grande fã do Cinema grego, pois eles metem a cara na perversão. Não é uma cinematografia para qualquer um. Seus filmes mais famosos têm como tema o incesto, homossexualismo, sadomasoquismo, fetiches, extrema violência e a repulsa pela vida humana. "Miss violence", "Dentes caninos", "Alpes", são alguns exemplos de filmes onde através desses elementos, os diretores e os roteiristas fazem a sua metáfora sobre a situação exasperante pelo qual a Grécia está passando. Nesse cult de 1990, "Singapore sling", além desses elementos temos também o canibalismo e o culto pela morte. O filme é um desses projetos que a gente não entende o porquê e como foi realizado. É um esforço em conjunto de atores, diretor e roteirista, de querer colocar em uma narrativa experimental todos os podres do mundo. A isso, eles fizeram uma homenagem ao cinema noir americano: o filme é todo em preto e branco, e narrado em off pelo protagonista, em um tom que parece daqueles filmes policiais clássicos de John Houston dos anos 40. A homenagem que o filme faz ao cinema americano vem de seu título, provavelmente da obra-prima de Otto Preminger, "Laura". A história não poderia ser mais bizarra: Em uma mansão, 2 mulheres, mãe e filha, contratam serviçais para depois fazerem deles meros joguetes de fetiches sexuais para satisfazê-las. Depois, ela os mata, devoram e enterram. A filha, quando criança, foi introduzida nesse mundo macabro pelo seu pai, que tirou a sua virgindade. Após sua morte, sua mãe e ela resolveram dar continuidade às atrocidades de seu pai. Um detetive aparece do nada, querendo descobrir o paradeiro de sua amada, Laura, que foi trabalhar na mansão como secretária e desapareceu. O detetive, logo após apelidado por elas de Singapore Sling (por causa do drink, cuja receita estava em seu bolso), é feito prisioneiro. Ele acaba sendo submetido aos caprichos sexuais das mulheres, que se amam e transam entre si. Em uma cena muito louca, a mãe transa com o homem acorrentado com tiras de couro e sendo eletrocutado. No fim, ela mija em sua cara. Nem preciso dizer que esse filme somente deve ser assistido por cinéfilos que buscam uma linguagem autoral e provocadora. Belamente dirigido, fotografado e com uma trilha melancólica que remete ao romantismo clássico. O clima todo de sordidez até lembra outro clássico, "O que aconteceu com Baby Jane", só que aqui, o buraco é mais embaixo. Palmas para o elenco que embarcou na proposta do diretor, fazendo pra valer as cenas e acreditando em seus personagens. É um filme hermético, mas em constante clima de fantasia em narrativa não linear. Será tudo um pesadelo? 

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O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro

"The Amazing Spider-Man 2", de Marc Webb (2014) DUBLADO

Bom, todo mundo já sabe que Marc Webb dirigiu o 1º filme da franquia reboot do "Homem aranha" com Andrew Garfield. Todo mundo sabe que ele veio do romance, com o delicioso "500 dias com ela", e bombou por conta dessa comédia romântica original e divertida. Mas fiquem sabendo que ele quiz trazer o mesmo clima de romance para essa parte 2 de "Homem-aranha". E que essa parte do filme, que embala o romance de Peter Parker e Gwen Stacy, é de longe, a melhor coisa do filme. Aliás, deveria ter realizado essa parte 2 só com esse lado dramático da história: é bonito, bem filmado, os atores (Andrew Garfield e Emma Stone) estão bem, entregue a um humor acri-doce por conta de uma difícil decisão de Gwen: abandonar o amor de Peter Parker, pelo bem dos dois. Mas infelizmente o que todo mundo quer ver nesse filme do super-herói da Marvel são tiros, explosões e bombas, e daí, o que era bom, desaparece no meio de tanta artilharia pesada. O amor dá lugar aos efeitos especiais em 3D, de fato alguns impressionantes, principalmente nos vôos pela cidade de Nova York. Mas em um filme, esticado ao máximo que pode em 142 minutos, tudo fica over e confuso. é sub-plot demais, vilões demais, e eu me pergunto: coitado do Spider man que tem que lidar com tanta gente má! Ainda bem que existem Tia May e Gwen, pelo visto, as 2 únicas boas pessoas em Nova York. O filme é cansativo, você acha que vai acabar e não acaba. O desfecho é totalmente dispensável e cafona, melodramático sem necessidade. Aquele menininho vestido de Homem aranha deveria apanhar muito de sua mãe! No entanto, elogio a coragem dos produtores em levar adiante o destino trágico de um dos personagens principais da trama, igualzinho aos quadrinhos. Devem ter pensado muito antes de tomarem a decisão, pois isso pode custar milhões a menos na terceira parte da franquia. Mas como o mundo é cruel, o que vale é a tristeza pela perda de uma pessoa como motivação para se seguir adiante. Agora, vamos combinar, de verdade se o vilão de Jamie Foxx meteu medo em alguém?

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"Canibal", de Manuel Martín Cuenca (2013)

 

Excelente suspense psicológico espanhol, com excelente performance de Antonio de La Torre, ator espanhol que varia entre drama e comédia (fez "Amantes passageiros", de Almodovar). A história do filme faz um mix de "O silêncio dos inocentes" e "Um corpo que cai". Carlos (de La Torre) é um alfaiate que mora na cidade de Granada, Espanha. Ele é calado e respeitado pelos moradores. É uma pessoa reservada e de poucos amigos. O que ninguém pode imaginar é que ele é um serial killer, que mata mulheres e as devora. Um dia, ele conhece uma jovem imigrante romena, por quem secretamente se apaixona. Até que ela desaparece. Nina, a irmã gêmea dela surge em seu encalço. Carlos se apaixona por Nina, e faz com que ela se vista igual à sua irmã desaparecida. O filme é perturbador, tenso, muito bem interpretado tanto por de La Torre quanto por Olimpia Melinte, que atua nos dois papéis. A fotografia premiada em San Sebastian é a cargo de Pau Esteve Birba, mesmo fotógrafo de "Enterrado vivo", outro filme cult. A direção de Manuel Martín é ótima, dando um puta clima de suspense, apesar de cenas muito lentas. Mas é um filme que conquista pela história, pelas locações divinas e pelo elenco. A ressaltar duas cenas antológicas: o prólogo, mostrando a que veio o personagem Carlos e uma cena na praia, quando Carlos pune uma de suas vítimas.

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ROBOCOP (2014) DUBLADO

 Em 1987, Paul Verhoeven impressionou o mundo com Robocop - O Policial Do Futuro, sátira social repleta de violência e efeitos especiais de ponta, cujo principal objetivo era entreter. Vinte e sete anos depois, o brasileiro José Padilha (Tropa De Elite) dirige o remake com tom muito mais sério e político, disfarçando a crítica ao sistema sob ótimas cenas de ação, mas sem trazer de volta a diversão característica da franquia.

Em 2028, os Estados Unidos reforçam sua posição como polícia do mundo com o uso de robôs de combate em países estrangeiros. Claro que o senado norte-americano não acha que seus cidadãos devam se sujeitar ao controle de drones, por isso as máquinas são proibidas. Essa decisão é péssima para a corporação Omnicorp. Com previsão de bilhões em lucros e apoiado por programas de TV de extrema direita,Raymond Sellars (Michael Keaton), CEO da companhia, decide fazer a jogada de marketing perfeita – colocar um policial numa máquina para mudar a opinião pública.

remake aborda melhor as questões morais de se transformar um homem em robô. São longos minutos de reflexão sobre a situação de Alex Murphy (Joel Kinnaman), nos quais ele tenta se ajustar à nova realidade e, diante da triste verdade de sua condição, pede para morrer. Tratado como produto pela corporação e com a data de lançamento se aproximando, Sellars exige que Dr. Dennett Norton (Gary Oldman), responsável pelo projeto, conserte os problemas. Assim, aos poucos, a humanidade do detetive é suprimida transformando-o em um ser autômato.

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JOVEM E BELA

"Jeune et jolie", de François Ozon (2013)

O cinema francês contemporâneo deve muito de sua sofisticação, modernidade e ousadia à filmografia de Ozon. Dono de alguns dos filmes franceses mais significativos das duas últimas décadas (Amor em 5 tempos, Dentro de casa, Águas escaldantes, 8 mulheres, entre outros), Ozon une a cultura pop à crítica contra a hipocrisia da sociedade perante a sexualidade e a relação familiar. Nesse "Jovem e bela", Ozon se utiliza de um tema hiper-batido, a prostituição, para mais uma vez, discorrer sobre o surgimento da sexualidade de uma jovem de 17 anos e de um menino de 12 anos. Dividindo o filme em 4 segmentos, de acordo com as estações do ano, e emolduradas por belas canções de Françoise Hardy, "Jovem e bela" narra a história de Isabelle, que acaba de fazer 17 anos e perder sua virgindade durante férias com família em uma região praiana no verão. Na passagem de tempo, já a encontramos se prostituindo com clientes mais velhos, sem culpa, sem sofrimento. Por curiosidade e por desejo, simplesmente assim. Ao mesmo tempo, seu irmão menor também busca a sua identidade sexual. Sua mãe, ela descobre estar traindo seu padrastro com um amigo da família. Assim, todos os personagens se descobrem sexualmente, e se utilizam do sexo para resolver seus problemas pessoais, ou pelo menos disfarçá-los. Sempre elegante, dirigindo seus atores com muita propriedade, Ozon ainda revela o talento e beleza de Marine Vacth, perfeita com a ingenuidade e frescor de sua Isabelle, ao mesmo tempo safada e pura. Charlotte Rampling faz uma participação emocionante, com diálogos duros e pontuais sobre a velhice e a perda dos sonhos. Um programa adulto e imperdível para os cinéfilos carentes de entretenimento ousado.

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TURISTAS (2006)

Direção: John Stockwell

Elenco:

Josh Duhamel .... Alex
Melissa George .... Pru
Olivia Wilde .... Bea
Desmond Askew .... Finn
Beau Garrett .... Amy
Max Brown .... Liam
Agles Steib .... Kiko
Miguel Lunardi .... Zamora
Jorge Só .... Bus Driver
Cristiani Aparecida .... Native Beauty
Lucy Ramos .... Arolea
Andréa Leal .... Camila
Diego Santiago .... Jacaré
Marcao .... Ranan
Miguelito Acosta .... Jamoru 

SINOPSE:

Os irmãos Alex (Josh Duhamel) e Bea (Olivia Wilde), ambos americanos, estão entre os passageiros de um ônibus brasileiro, que carrega turistas e brasileiros. Eles estão com Amy (Beau Garrett), a melhor amiga de Bea, com todos decididos a aproveitar da melhor maneira possível os encantos do Brasil. Porém o motorista perde o controle do ônibus e o trio por pouco não consegue escapar do acidente, antes que o ônibus caísse em um penhasco. O trio se junta à australiana Pru (Melissa George) e aos britânicos Finn (Desmond Askew) e Liam (Max Brown), que também sobreviveram ao acidente. O grupo decide ir até a praia para encontrar um bar que Finn e Liam ouviram falar, ao invés de esperar com os moradores locais por um novo ônibus. Lá eles encontram bebidas exóticas e pessoas dançando, o que faz com que todos se divirtam. Porém logo eles começam a se sentir mal e desmaiam, acordando horas depois sozinhos na praia. O grupo foi roubado, sendo que agora todos estão sem seus passaportes e sem dinheiro algum. Eles chegam à uma cidade próxima, onde reencontram Kiko (Agles Steib), um adolescente brasileiro que conheceram na festa da noite anterior. Kiko lhes oferece uma casa na floresta, onde todos podem se hospedar. Eles aceitam a oferta, sem imaginar que na vila há pessoas que usam métodos brutais e não têm nenhuma compaixão por turistas.

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SOMOS O QUE SOMOS

(Whe are what we are, 2013)

A história gira em torno de uma tradição secular de uma linhagem de família canibal, que por conta de se alimentar de carne humana, vai adquirindo uma doença que provoca sintomas semelhantes ao Mal de Parkinson. Após a morte da matriarca, o pai obriga a filha mais velha a seguir a tradição: a filha precisa preparar o banquete. Porém, por conta de uma tempestade, resquícios dos assassinatos surgem, e chamam a atenção da polícia local, em busca de desaparecidos. O filme tem uma edição muito boa, e um clima de eterna tensão, extremamente bem registrada pela Direção de Jim Mickle.

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"Contracted", de Eric England (2013) 

 

 

Terror baixo orçamento, que usa a doença sexualmente transmissível como parábola da morte. Isso lembra um filme cult dos anos 80: isso mesmo, "A mosca", de Cronemberg. Na época, no auge do surto do vírus da AIDS, o homem se transformar em um ser monstruoso após uma relação sexual; era evidentemente uma metáfora da Aids. Aqui, o cineasta resolveu trazer à tona essa mesma premissa, meio esquecida por conta de coquetéis e tais. Sam é uma jovem lésbica, em conflito com sua mãe possessiva e sua namorada. Após bebedeira numa festa, ela transa sem camisinha com um desconhecido, que na verdade, descobrimos ser um funcionário de um IML, que transou com um cadáver e contraiu uma doença que transforma a pessoa em algo monstruoso, deformando a pessoa, a carne apodrecendo, etc. O que é bom, é que o filme é curto. Quando você encher o saco, ele acabou.

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"Heli", de Amat Escalante (2013)

Grande vencedor do Prêmio de Melhor Direção em Cannes 2013, esse retrato cru da violência mexicana escandalizou muita gente. Mas curiosamente, vejo muita semelhança desse filme com "Kinatay", filme de Brillante Mendoza que também ganhou Melhor Direção em Cannes no ano de 2009. Ambos mostram cenas de tortura realista, extremamente fortes. Ambos falam sobre personagens amorais e que devem ser punidos. Pelo que se vê, o juri gosta de um sadismo. Numa cidade do México, uma menina de 12 anos que mora com seu irmão, sua cunhada, sua sobrinha pequena e seu pai, se apaixona por um jovem cadete. O casal planeja fugir e casar. Para isso, o cadete rouba dois pacotes de cocaína da própria polícia. Pego com a mão na massa, o cadete e a família da menina são torturados barbaramente. Em ritmo extremamente lento, mas mostrando uma vida grotesca e paupérrima, Escalante estiliza a violência através de planos fixos e longos, com visual estonteante. Algumas cenas chegam a ser divertidas de tão bizarras: o cadete fazendo exercícios usando a menina como peso. a detetive que oferece seus seios nus para Heli mamar dentro de um carro. Mundo cão para chocar o público, "Heli" só não é melhor porquê a história desanda lá pelo meio, perdendo seu foco. Mesmo assim, é um filme que merece ser visto pela sua desumanização, pela forma cruel e fria de mostrar a realidade. Aviso: cenas de violência com animais no filme.

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UM ESTRANHO NO LAGO

"L'inconnu du lac", de Alain Guiraudie (2013)

Que prazer que dá em assistir a um filme que ousa, que quer fazer arte unindo erotismo e cinema de transgressão. Em um lago frequentado por homossexuais em busca de sexo fácil, Franck conhece Michel. O tesão por ele é imediato, mas não é fácil se aproximar de Michel. Uma noite, Franck o vê matando o seu parceiro afogado no lago. Mesmo assim, ele insiste em se aproximar dele, sem temer ser a próxima vítima. Mais polêmico do que as cenas de sexo explícito, que inclui sexo oral e close em pau gozando, é essa visão suicida e perversa dos gays. A fotografia do filme é um deslumbre, principalmente na escolha de se fazer cena completamente escura nas noturnas, provocando uma atmosfera de suspense absurda. O brilho do sol refletido na superfície da água do lago também remete a um Paraíso dantesco, onde uma hora pode-se gozar, na outra morrer. Guiraudie ganhou o prêmio de Direção em Cannes 2013 na Mostra Um Certo Olhar. Aliás, um prêmio merecidíssimo. Guiraudie usa a rotina (o plano do carro chegando é o mesmo durante o filme todo) marcando o tédio da vida dessas pessoas solitárias e infelizes. Os atores se entregam ao filme, passando quase que o filme inteiro nús, despojados, sem qualquer constrangimento. Quanto as cenas explícitas, acredito terem usado dublês para os atores principais. A narrativa do filme vai de um ritmo lento até chegar ao nível do insuportavelmente tenso no seu desfecho. Um brilhante exercicio de transformação de gênero de filme. A figura do detetive remete ao seu filme anterior, "O rei da fuga", debochando um pouco da figura policial. Além do humor do detetive, tem-se o humor do frequentador que sempre quer fazer parte das orgias, sem sucesso. As cenas de trepadas são muito bonitas e bem armadas.

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"Pornopung" , de Johan Kaos (2013)

Esse filme norueguês consegue um feito que "Porky's" e "American Pie", famosas comédias erotizadas americanas sobre a juventude que quer fazer sexo a qualquer custo, não ousaram investir: ele aposta no sexo explícito. E mais: alem da costumeira idiotização de toda uma geração de jovens, que somente pensam em transar, o filme aposta no drama. O filme é tão ousado, que além de cenas de sexo oral, closes em pênis e saco escrotal sendo depilados, ele usa um elenco jovem e de bons atores atuando em um filme que oscila entre o comercial e o filme de arte europeu. Estranho? Pode ser. Mas não deixa de ser curioso. O filme narra a história de Christian, jovem de uma cidade pequena da Noruega, que resolve ir até Oslo para estudar. Porém, ele aluga m quarto em um apartamento habitado por 2 rapazes que só pensam em sexo 24 horas por dia. Os 2 jovens resolvem que irão ensinar Christian, que não leva nenhum jeito pra paquera, a usar truques da ate da sedução. Mas Christian acaba se envolvendo com uma jovem que o fará repensar a sua vida de conquistador. É um filme interessante, às vezes estúpido demais, mas que manteve meu interesse durante toda a projeção. Para passar o tempo, sem grandes elocubrações. O filme é beseado em um livro best seller, com o nome de "Pornopung" e lancado em 2003. O autor quiz mostrar a decadência de toda uma geração, mais especificamente os anos 90, para ele, uma década perdida.

ABELHAS / LEGENDA


 

O CONSELHEIRO DO CRIME

"The counselour", de Ridley Scott (2013)

Crime e castigo. Essa é a mensagem do filme. Uma realidade nua e crua, onde a lei que impera é a do poder do dinheiro. Não existem conexões sentimentais. não existe escapatória. Uma vez dentro, jamais conseguirá escapar. Como um bom filme de James Bond, "O conselheiro do crime" percorre elegantemente vários países: Armsterdã, Londres, Estados Unidos. Coube ao México o lado negro do mundo: sujo, feio, mega-violento, e onde decapitações acontecem na mesma proporção de tomar um cafezinho num bar da esquina. O roteiro de Cormac McCarthy ( de "Onde os fracos não tem vez") constrói brilhantemente os personagens. O filme começa lento, com ótimas tiradas de humor, e surpreendentemente, vai ganhando contornos de um trhiller psicólogico, onde não existe fuga. O personagem de Michael Fassbender lembra bastante o de Josh Brolin em "Onde os fracos nao tem vez". Não dá pra confiar em ninguém. O filme narra a história de um advogado, a quem todos chamam de "Counselor", que é apaixonado por sua esposa, Laura (Penelope Cruz). Através de conexão com 2 traficantes metidos a bon-vivants, Reiner (Javier Barden) e Wrestley (Brad Pitt), o advogado se envolve com o tráfico, com a intenção de ganhar dinheiro facil. Para fechar esse grupo, tem Malkina (Cameron Diaz), uma femme fatale namorada de Reiner. Mas o roubo de um carregamento de drogas faz todo o sonho do advogado ir por água abaixo, e a partir dái, ele é procurado pelo cartel. Tenso e violento, esse filme ganha contornos de hiper-realismo através da violencia e da cor saturada escura do fotógrafo Dariusz Wolski, que fez a luz de "Piratas do Caribe", "Prometheus", "Alice"e outros filmes de Tim Burton. A trilha sonora eclética e saturada de hip-hops também dá um clima urbano e decadente ao filme. Ridley Scott dirige como ninguém, e algumas cenas são antológicas: a de Cameron Diaz transando com uma Ferrari, e Brad Pitt nas ruas de Londres. Aliás, impossível falar do filme sem comentar o brilhantismo de todas as mega-estrelas no filme. estão todos ótimo. Isso é o que se espera de astros de Hollywood, surpreender os espectadores. Fassbender está foda, e Cameron Diaz revive seus grandes momentos de glória (a cena da confissão é sensacional). Só não dou nota 10 porquê o filme tem umas sobrinhas, uma sub-tramas desnecessárias e que alongam demais o filme (por exemplo, a mãe presidiária).

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 X-MEN - PRIMEIRA CLASSE (2011)

Anos 60. Charles Xavier (James McAvoy) é formado em teologia e filosofia e realiza um trabalho de pós-graduação junto às Nações Unidas. Na univesidade de Oxford ele conhece Erik Lehnsherr (Michael Fassbender), filho de judeus que foram assassinados pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. Erik apenas escapou graças ao seu poder mutante de controlar metais, que permitiu que fugisse para a França. Ao término da guerra, Erik passou a trabalhar como intérprete para a inteligência britânica, ajudando judeus a irem para um país recém fundado, hoje chamado Israel. Charles e Erik logo se tornam bons amigos, mantendo um respeito mútuo pela inteligência e ideais do outro. Em 1965, Charles decide usar seus poderes psíquicos para ensinar jovens alunos mutantes a usarem seus dons para fins pacíficos. Nasce a Escola para Jovens Superdotados, gerenciada pelos dois amigos.

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"Moebius", de Kim Ki Duk (2013).

 

Pode-se chamar esse filme de versão hardcore de "La luna", de Bertolucci. Ou uma versão sul-coreana da obra de Nelson Rodrigues, "Álbum de família". Ou quem sabe, o filme definitivo sobre o fetiche do pênis. Exibido no Festival de Veneza 2013, de onde Duk saiu premiado com o prêmio de melhor filme em 2012 com o também polêmico "Pietá", "Moebius" é uma fábula macabra e de humor negro sobre incesto e desejo sexual. Assim como em "Casa vazia", o filme não tem diálogos. Pai, mãe e filho adolescente, sem nomes. A mulher descobre a traição do marido e como punição, castra o filho. A partir dai, o filme segue num festival de bizarrices e taras sexuais envolvendo masoquismo com facas e mutilações. A atriz Eun-woo Lee interpreta tanto a mãe quanto a amante, em bela composição. O filme tende à caricatura dos personagens, principalmente pelo fato de não ter falas. Os tipos exageram em suas expressões, o que provoca mais estranhamento. Tudo no filme gira em torno do sexo, que, nem é explícito, mas tá lá, o tempo todo. Muitas cenas que com certeza provocarão gargalhadas e angústia da platéia, mas Duk é assim, ele gosta de provocar, e tem feito isso em todos os seus filmes, porém em seus últimos tem apelado para cenas violentas explícitas, o que muda radicalmente o rumo de sua contemplação tão comum em filmes como "Primavera, verão", um de seus mais famosos projetos. Aqui, é filme para gostar ou odiar. Mas indiferente, ninguém ficará, com certeza.

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 O SANTO

Um garoto órfão recusa o nome dado a ele por um sacerdote e resolve chamar a si mesmo de Simon Templar. Já adulto (Val Kilmer), ele se torna um conhecido ladrão internacional que é um mestre nos disfarces e que assume nomes associados a santos. Desta vez ela foi contratado por Ivan Tretiak (Rede Serbedzija), um magnata e mafioso russo, que quer que ele roube a formula de fusão a frio desenvolvida por Emma Russell (Elisabeth Shue), uma bela e jovem cientista inglesa. Teoricamente falando, a fusão a frio permite uma nação aquecer seus cidadãos com apenas alguns litros de água, e Tretiak espera se tornar dentro deste contexto o grande líder que a Rússia precisa. Quando Simon terminar este serviço terá 50 milhões de marcos em sua conta na Suíça e vai então se aposentar, mas o notório ladrão não contava que iria se apaixonar por Emma Russell.

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O GOLPISTA DO ANO (I LOVE YOU PHILLIP MORRIS, 2010) dublado

 

DIREÇÃO: Glenn Ficarra, John Requa

ELENCO:

Jim Carrey .... Steven Russell
Ewan McGregor .... Phillip Morris
Leslie Mann .... Debbie
Rodrigo Santoro .... Jimmy
Antoni Corone .... Dan Lindholm
Brennan Brown .... Larry Birkheim
Michael Mandell .... Cleavon

SINOPSE:

Steven Russel (Jim Carrey), um ex-oficial e pai de família, foge constantemente da prisão. Em uma das fugas conhece Phillip Morris (Ewan McGregor), colega de cela. Quando este é liberto, Russel tenta de todas maneiras encontrar Morris fora da prisão e passa por situações inusitadas, como tornar-se diretor financeiro de uma companhia.

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ANACONDA (1997) DUBLADO

DIREÇÃO: LUIS LLOSA

ELENCO:

Jennifer Lopez (Terri Flores)
Ice Cube (Danny Rich)
Jon Voight (Paul Sarone)
Eric Stoltz (Dr. Steven Cale)
Jonathan Hyde (Warren Westridge)
Owen Wilson (Gary Dixon)
Kari Wuhrer (Denise Kalber)
Vincent Castellanos (Mateo)
Danny Trejo (caçador furtivo)

Uma equipe de filmagem viaja à floresta amazônica para fazer um documentário sobre uma lendária tribo de índios. Subindo o rio, já longe da civilização, salvam Paul Sarone (Jon Voight), um homem cujo barco quebrou. Paul afirma que sabe onda fica a tal tribo e se oferece para levá-los, mas sua verdadeira intenção é usar a embarcação da equipe para capturar uma anaconda, uma gigantesca cobra que pode valer uma fortuna. Sua obceção põe toda a equipe em perigo, e agora eles precisam lutar para escapar com vida.

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Senha para descompactar :  furiadoalemao7273

Anaconda


 

AZUL É A COR MAIS QUENTE

(LA VIE D'ADÈLE, 2013)

"La vie D'Adele", de Abdellatif Kechiche (2013) O título original é "La vie D'Adele". A atriz que interpreta Adele se chama Adèle Exarchopoulos. Batizando seu personagem, a atriz Adele vibra em cena com uma das performances mais poderosas e intensas que vi recentemente. Impressionante a sua facilidade em se emocionar, chorar, botar a emoção pra fora. Ao mesmo tempo, Léa Seydoux, que interpreta Emma, é o oposto: centrada, focada, guardando suas emoções pra si, sem externar. Mas igualmente intensa. E somente pelas duas atrizes já valia a pena assistir a esse filme vencedor da Palma de Ouro em Cannes 2013. O filme narra a epopéia de uma mulher: Adele, que tem sua vida exposta pelo filme dos 17 aos 22 anos, tem uma vida normal como qualquer pós adolescente: acha a escola um saco, seus pais a sufocam, seus amigos são uma falsidade só, e tem um namorico com um bonitão da escola, mas ai ela percebe que não curte homens. E isso porquê, obra do acaso, ela conhece Emma num cruzamento de uma rua. E desde esse dia, ela não a tira de sua cabeça. Finalmente se conhecem, se amam (explicitamente, devoradas pelo tesão), moam juntas, se degladiam, sofrem. Como em qualquer relacionamento. Tudo isso é visto em 3 horas de filme, como se uma câmera escondida estivesse filmando a vida de Adele. O grande trunfo do filme, além das atrizes, são os diálogos, improvisados, realistas. A gente acredita em tudo o que está vendo na tela, mesmo porquê rola muito despojamento, tempo real, O roteiro se permite fazer elipses temporais, o que é interessante. Desde "A flor do meu segredo", de Almodovar, eu não via tanta preocupação estética com cores como nesse filme: existe uma profusão de cores azul em cada plano: no figurino, na arte, em tudo! Até mesmo na melancolia (Blue). Um filme quase que inteiro feito de closes….muito belo, seus sorrisos, detalhes de prazer, o espectador como voyeur.Atenção mega especial para duas cenas: a discussão e a do café. Antológicas. Longa é baseado na graphic novel "Blue", de Julie Maroh.

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MS. 45 (1981)

Uma jovem muda, tímida e inócua começa a enlouquecer depois de ser estuprada duas vezes em um mesmo dia. Aos poucos vai se transformando em uma implacável " femme fatale ", conforme sua sede de vingança se acentua, assassinando homens com uma pistola Ms. 45.

Nesta obra Cult do mestre Abel Ferrara (Diretor), a vingança alcança um nível altíssimo de violência, dor e ira. Thana (Zoe Lund), a protagonista, tem atuação soberba, indo da pacata e tímida moça à mulher obstinada, sem limites para uma vingança sem fim...

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SENHA: LeMMy

 


 

A MISSÂO (THE MISSION) DUBLADO

“A missão” (1986) é um dos épicos mais importantes produzidos pelo cinema, principalmente por seu contexto histórico que traz um enredo religioso e que interessa diretamente a nós, brasileiros. O filme fala sobre o trabalho de padres jesuítas na América do Sul no final do século XVIII que tentam pregar o cristianismo aos índios, contrapondo a corte espanhola que invade a região na intenção de escravizá-los. Diante disso, ocorre um imbróglio político entre os religiosos e colonizadores na disputa de seus interesses. A trilha sonora marcante de Ennio Morricone, a bela fotografia de Chris Menges (vencedora de Oscar), o bom roteiro de Robert Bolt, a direção firme de Roland Joffé e o elenco de primeira (Robert De Niro, Jeremy Irons, Liam Neeson entre outros) fazem de “A missão” um dos mais aclamados longas da década de 80. Um clássico emocionante que, merecidamente, faturou a Palma de Ouro no Festival de Cannes além de ser indicado ao Oscar em várias categorias, incluindo melhor filme. 

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Spring breakers - Garotas perigosas (DUBLADO)

de Harmony Corine (2013)
Nossa, eu não dava nada por esse filme, e fiquei mega-surpreso. Que filmaco! O roteiro é uma bobagem, meio "Scarface" misturado a "Kids". Mas o roteirista de "Kids", Harmony Corine, se utiliza do mesmo visual sujo do filme e faz aqui um filme arrebatador em termo de narrativa e visual. Aliás, Corine é um dos cineastas independentes americanos mais interessantes, e esse filme merece ser visto por quem busca linguagem diferenciada. Usando a linguagem do vídeo-clip, aliado a uma mistura de vídeos e fotografia de cartão-postal, Corine narra a história de 4 garotas, amigas desde a infância, que resolvem assaltar uma lanchonete para finaciar uma viagem ate a Flórida. Chegando lá, elas se envolvem com um traficante local, Alien. O filme é um ode as meninas de classe média que se apaixonam pelo crime e pela bandidagem. Nada diferente daqui do Rio de Janeiro. O filme tem cenas fortes de uso de drogas, de nudez, de muita violência e sacanagem. Impressiona que atrizes como Vanessa Hudgens e Selena Gomez, idolos de adolescentes, se submetam a cenas impróprias, de muito erotismo. Elas estão ótimas, assim como as outras garotas. James Franco esta antológico no papel do bandidao meio rapper meio Scarface. A fotografia é um caso a parte. É um filme muito bonito, e com abuso de câmeras lentas. Para quem curte um filme autoral, independente, com visual sujo. Atenção: não é filme para adolescentes. Tem uma cena antológica ao som de " Everytime", de Britney Spears.
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DOUBLE DRAGON (1994)

No ano de 2007, Los Angeles está arrasada após um violento terremoto. As ruas da cidade servem de palco para as disputas de gangues rivais, que tentam dominar a região. Dois irmãos, Jimmy e Billy, especialistas em artes marciais, recebem a missão de guardar a metade de um antigo medalhão chinês, que – quando completo – pode dar incríveis poderes ao seu dono. A outra metade caiu nas mãos de Koga Shuko, um chefão do mundo do crime, que sonha em dominar todos. Ele não mede esforços para conseguir juntar as duas partes.

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CONFLITOS INTERNOS (2002)

Yan (Tony Leung) é um policial de Hong Kong que, pelos últimos dez anos, esteve infiltrado nas tríades (a máfia chinesa). Pelo mesmo período, o policial Ming (Eric Tsang), um velho inimigo do inspetor Wong (Anthony Wong), única ligação de Yan com a polícia. Em uma batida de repressão ao tráfico de drogas, ambos os lados descobrem a existência dos infiltrados em suas forças, e a partir daí se inicia um jogo de gato e rato em que os dois policiais tentam descobrir a identidade um do outro.

MINHATECA / LEGENDA


 

JOGO PELA SOBREVIVÊNCIA (THREE, 2005) DUBLADO

Jack (Billy Zane) é um homem de negócios bem sucedido e extremamente arrogante. Ele e sua bela esposa Jennifer (Kelly Brook) resolvem convidar alguns amigos para uma viagem em um luxuoso iate. Um dos tripulantes do navio é Manuel (Juan Pablo di Pace), um homem de origem hispânica que é humilhado por Jack e chama a atenção de Jennifer. Quando a embarcação pega fogo e afunda os três são os únicos a sobreviver. Isolados em uma ilha deserta oeles se envolvem em um triângulo amoroso violento que toma proporções mortais.

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A RAINHA GUERREIRA (BARBARIAN QUEEN, 1985)

Após a um violento ataque à sua aldeia, sensual e valente guerreira se junta às outras sobreviventes e parte em busca de vingança contra os homens que dizimaram sua tribo.

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MARCAS DO DESTINO (MASK, 1985) DUBLADO

Inspirador. É com esta palavra que podemos definir o sentimento que presenciamos quando assistimos ao filme Marcas do Destino (Mask), filme americano de 1985, dirigido por Peter Bogdanovich. Neste belo filme, podemos ver a verdadeira história de Roy L. ‘Rocky’ Dennis (vivido pelo excelente ator Eric Stoltz), um adolescente portador de uma rara doença que faz com que os ossos do seu rosto cresçam demais. Devido a essa deformidade, a vida de Rocky acaba por se tornar uma longa jornada de dor, preconceito e solidão, vencidos somente pelo grande e inabalável amor e determinação de sua mãe, Florence ‘Rusty’ Dennis (com a primeira e uma das mais impressionantes atuações de Cher). Rocky acaba por se tornar uma grande inspiração para seus amigos, colegas e professores e um grande exemplo para a sociedade, que ainda sofre com o preconceito.

Embora não seja contado no filme, Rocky nasceu em 4 de Dezembro de 1961, em Los Angeles, aparentemente normal. Quando ele tinha 2 anos de idade, os primeiros sinais começaram a aparecer após um raio X diagnosticar a doença. Por se tratar de uma doença rara, os médicos sempre diziam que não passaria dos 4 anos de idade. Nessa hora, pode-se perceber a presença da mãe, Rusty, que nunca aceitou a opinião dos médicos e faz de tudo para que o seu filho tenha uma vida normal.

O filme começa por contar o convívio de Rocky com sua mãe (os pais eram divorciados) e seus amigos motoqueiros, que por sinal também eram excluídos da sociedade. A mãe consegue, com alguma dificuldade, matricular o filho em uma escola pública, mesmo com o preconceito de todos em aceitar uma pessoa com uma deformidade. Aos poucos, Rocky vai quebrando o preconceito e faz amigos, além de demonstrar ser um aluno acima da média. Mas a vida para Rocky não foi fácil, pois além dos problemas com o preconceito, teve que enfrentar alguns problemas em casa, como o fato da mãe ser viciada em drogas e as terríveis dores de cabeça, que só passavam com uma técnica criada por sua mãe.

Rocky tinha um sonho de viajar pela Europa e com isso vai economizando dinheiro junto com seu amigo Ben. Tinha também o hábito de colecionar cartões com imagens de jogadores de Beisebol. Por não ter a presença de seu pai, tem em Gar (personagem vivido por Sam Elliott), antigo amor de sua mãe, a imagem de um pai e amigo. Além disso, podemos ver também a presença de seu amigo motoqueiro Dozer, que o acompanha em todos os momentos.

Um dos melhores momentos do filme foi quando convidaram Rocky para passar uns dias em um acampamento para cegos, onde trabalharia como monitor. Foi quando conhece o maior amor de sua vida, Diana (Laura Dern). A personagem era cega, o que não a impede de também viver um grande amor.

Ao longo do filme, podemos ver como Rocky tenta quebrar os preconceitos entre os colegas de escola, sua luta para fazer a mãe se livrar do vício e viver uma vida normal, assim como ele tenta viver e também podemos notar que, assim como uma pessoa normal, ele busca incansavelmente realizar seus sonhos, mesmo que estes pareçam ser impossíveis devido as suas limitações.

“Eu queria fazer um filme sobre emoções humanas básicas, como o amor e a felicidade - as marcas e as máscaras de todos nós. O medo e a dificuldade de mostrar nossos verdadeiros sentimentos." (Peter Bogdanovich, diretor de Marcas do Destino).

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MANÍACO 

"Maniac", de Willian Lustig (1980)

Clássico do terror independente de 1980, esse filme se baseia em "Psicose", mas incorporando o visual sujo de NY decadente, com fotografia escura, trilha sonora de sintetizadores e um efeito muito grotesco na maquiagem de gore, a cargo do mestre Tom Savini. Incrível como os anos 80 para o cinema americano era livre de censura, com doses extremas de sexo e violência explícita. Joe Spinel está antológico como Frank, o psicopata que escalpe mulheres para poder colocar na cabeça de manequins. Assustador pelo seu realismo. Em 2012, Elijah Wood reviveu o personagem em um remake.

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Não Pare na Pista - A Melhor História de Paulo Coelho (2014)

 

 Cinebiografia de Paulo Coelho, o filme se concentra em três momentos distintos da carreira do escritor: a juventude, nos anos 1960 (período em que é vivido pelo ator Ravel Andrade); a idade adulta, nos anos 1980 (Júlio Andrade); e a maturidade, em 2013, quando refaz o Caminho de Santiago (Júlio Andrade, maquiado). Usando como base depoimentos do próprio Paulo Coelho, a história perpassa os momentos mais marcantes da vida do autor, como os traumas, a relação com as drogas e a religião, sexualidade e a parceria com o músico Raul Seixas.

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DIÁRIO PROIBIDO (Diary of a Nymphomaniac, 2008)

Valére (Belén Fabra) é uma jovem empresária de sucesso, que tem uma intensa vida sexual. Ela possui um diário, onde costuma escrever suas confissões mais íntimas. Decidida a não seguir qualquer convenção moral, ela passa a trabalhar como prostituta de luxo por mera curiosidade. Desta forma ela conhece um universo oculto, tendo acesso ao lado obscuro do sexo e das relações íntimas.

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O PODEROSO CHEFÃO III (THE GODFATHER PART III, 1990) DUBLADO

Nova York, 1979. A Ordem de San Sebastian, um dos maiores títulos dados pela Igreja, é dada para Michael Corleone (Al Pacino), após fazer uma doação à Igreja de US$ 100 milhões, em nome da fundação Vito Corleone, da qual Mary (Sophia Coppola), sua filha, é presidenta honorária. Michael está velho, doente e divorciado, mas faz atos de redenção para tornar aceitável o nome da família Corleone. Na comemoração pelo título recebido, após 8 anos de afastamento, Michael recebe "Vinnie" Mancini (Andy Garcia), seu sobrinho, que a pedido de Connie (Talia Shire) é apresentado a Michael manifestando vontade de trabalhar com o tio. Nesta tentativa de diálogo a conversa toma um rumo hostil, pois participava também da reunião Joey Zasa (Joe Mantegna), que agora mantém o domínio de uma área outrora mantida por Don Vito Corleone, o pai de Michael. Vinnie é chefiado por Zasa, mas fala que não quer continuar, principalmente pela traição de Zasa de não reconhecer o poder de Michael. Vinnie é quase morto pelos capangas de Zasa e uma guerra pelo poder tem início. Um arcebispo da Igreja solicita a Michael US$ 600 milhões, pois resolveria o déficit da Igreja, oferecendo em troca que Michael ganhe o controle majoritário da Immobiliare, antiga e respeitável empresa européia de propriedade da Igreja. Michael concorda, mas isto deixa vários membros do clero contrariados, que não o aceitam por sua vida duvidosa.

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O PODEROSO CHEFÃO II (The Godfather Part II, 1974) DUBLADO

A continuação da saga da família Corleone, voltando no tempo até a chegada de Vito Corleone (Robert De Niro) na América do Norte, fugindo da Sicília. Vito consegue se estabelecer com os seus negócios e o respeito que as pessoas têm por ele crescem, porém, é sempre a família que tem mais importância em sua vida. Na década de 50, seu filho Michael (Al Pacino) assume e expande o império da família. Vencedor de sete Oscars, incluindo Melhor Filme e Diretor.

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O PODEROSO CHEFÃO (The Godfather, 1972) DUBLADO

Apesar da violência, O Poderoso Chefão é primeiramente um filme sobre o poder da lealdade e do amor na família Corleone e na comunidade em que eles vivem. A história se inicia com o casamento de Connie (Talia Share), a filha de Don Corleone (Marlon Brando). Como um senhor feudal, ele recebe os cumprimentos e promessas de lealdade da família e de clientes. Os outros filhos de Corleone estão presentes: o sangue-quente Sony (James Caan), o mais velho que irá substitui-lo, e Fredo (John Cazale), que não se adequa aos negócios da família. O preferido de Corleone é o filho mais novo, Michael (Al Pacino), que voltou como herói da II Guerra Mundial e não tem nenhum envolvimento com a máfia. Porém, devido à incapacidade do pai, se vê forçado a assumir a liderança da família, contrariando o que Corleone queria para seu futuro.

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Crônicas sexuais de uma família francesa

"Chroniques sexuelles d'une famille d'aujourd'hui", de Pascal Arnold e Jean-Marc Baar (2012)
Comédia dramática sobre um adolescente pêgo em sala de aula se masturbando. A partir desse fato, o filme destrincha a vida sexual de todos os integrantes da família do rapaz. Jean Marc Baar é mais conhecido como ator dos filmes "Europa", de Lars Von Trier e "Imensidão azul", de Luc Besson. Aqui, ele resolve co-dirigir esse filme de forte contexto sexual, recheado de cenas de sexo explícito envolvendo atores de várias faixas etáreas. Cenas de masturbaçao, penetração, sexo oral, tudo o que tem direito, e sem pudores. Me surpreendi que todos os atores tenham se sujeitado a fazer cenas de sexo reais. Talvez Jean Marc Baar, por já ter trabalhado com Lars Von Triers e sabendo do projeto dele "Nynphomaniac", tenha dirigido esse filme para poder provocar o cineasta dinamarquês e dizer: "Eu fiz filme com sexo real, você usou dublês para os atores!". Uma pena, no entanto, que o roteiro desse filme seja muito fraco. As ligações entre as várias histórias é ruim, parecendo que o filme se divide em vários sketches isolados. As cenas de sexo foram inseridas pelo visto, apenas com o intuito de chocar, porque não provoca nenhum tipo de excitação. Faltou erotismo, sensualidade. está tudo muito cru e automatizado. Uma pena, era um filme que prometia.

ABELHAS / LEGENDA


 

PARAÍSO: ESPERANÇA

"Paradies: Hoffnung", de Ulrich Seidl (2013)

 

Último filme da trilogia elaborada pelo cineasta austríaco Ulrich Seidl, que começou com "Paraíso: Amor", e se seguiu com "Paraíso: Fé". "Esperança" foi exibido no Festival de Berlin em 2013, e é o menos corrosivo dos 3 filmes. Talvez por ter menores no elenco, Ulrich segurou o freio nas cenas de sexo explícito e violência. Aqui, acompanhamos a história da menina de 13 anos Melannie, que é levada pela tia (a personagem cristã de "Paraiso: Fé") para um acampamento de férias destinado a menores obesos. Melannie vai passar um tempo no lugar, enquanto sua mãe tira férias no Kenya (A personagem de "Paraíso: Amor"). Nesse acampamento, os jovens obesos sofrem constrangimento e tortura psicológica, sendo privados da liberdade, uma espécie de metáfora de um Campo de concentração. Os professores são carrascos, inclusive um deles parece querer usar métodos de Fátima Toledo para poder doutrinar os jovens. Melannie acaba se apaixonando pelo médico do local, um cinquentão que fica dando corda para ela, mas quem, pelo código de ética, é proibido de se envolver com menores/pacientes. Mesmo tentando evitar de usar menores em cenas de sexo, Ulrich procura instigar a sexualidade da personagem, em cenas de tensão sexual (como a bizarra cena do médico lambendo a menina num matagal, ela bêbada), ou na cena da brincadeira "Verdade ou consequência". O que eu mais gostava nos 2 primeiros filmes da trilogia era a sensação de fim de mundo, de pessoas sanguessugas que dizimavam qualquer possibilidade da protagonista poder se levantar e seguir seu rumo com dignidade. Ou seja, muita depressão na tela. Aqui, fica-se um eterno estado de humor negro, aliado a diálogos ingênuos sobre sexualidade e anarquia. Mas vale pelo talento das jovens atrizes, despojadas e espontâneas nas cenas. A fotografia estonteante continua a cargo de uma dupla americana e alemã. Adoro a narrativa de Ulrich, que se utiliza de planos longos e estáticos, contemplativos, para contar sua história.

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Paradise: Hope film still


 

PARAÍSO: AMOR

"Paradies Liebe", de Ulrich Seidl (2012)

Filme austríaco que concorreu em Cannes 2012. O Diretor já havia realizado antes o excelente "Import Export". Aqui, o diretor explora o turismo sexual, como já havia feito em seu outro filme. Teresa, uma divorciada de meia idade, resolve tirar férias e seguir com 3 amigas igualmente de baixa auto-estima para o Quenia. Lá, elas se entregam aos prazeres do turismo sexual. Teresa, no entanto, tenta ensinar ao seu jovem nativo a diferença entre sexo e amor. O que ela deseja é ser amada. Mas o que encontra, é somente decepção. Um filme ousado, um soco no estômago. Muito da força do filme se encontra na performance extraordinária da atriz Margarethe Thisel, que se desfaz de qualquer vaidade e ego. Ela se deixa ficar nua, tocada, abusada sexualmente o seu corpo disforme, obeso, que ela mesmo diz, ninguém quer, por conta dos peitos caídos e gordura sobressalente. Várias cenas fortes, que chegam no limite da humilhação e degradação humana. Pasolini teria aplaudido o filme. Muitos momentos antológicos, de extrema beleza plástica. A fotografia faz sobressair a luz natural do local. Cores fortes e vibrantes, que parecem cartões postais, contrastando com a pobreza das favelas e do povo. Muitas feridas sociológicas abertas, num filme que incomoda, faz pensar e que nos deixa totalmente devastados pela sensação de que existe muita gente sem vida e sem amor no mundo.

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PARAÍSO: FÉ

"Paradies: Glaube", de Ulrich Seidl (2012)

 

Fatima Toledo pelo visto andou praticando seu método de direção de atores na Austria. A atriz Maria Hofstätter apanha o filme quase que todo, se pune, se chicoteia, se arrasta pelo chão, num processo de atuação que me deixou muito chocado. Sou muito fã dos filmes extremamente crus e hiper-realistas de Ulrich Seidl. Desde o seu 1º filme, "Dog days", passando por "Import Export", "Paraiso: Amor", Ulrich tem incomodado platéias e críticos com suas cenas de extrema violência física e psicológica, sexo explícito, em tramas que geralmente abordam o universo feminino, de mulheres maduras que sofrem de depressão e que desejam desesperadamente tentar fugir da rotina exasperante. "Paraíso:fé", é o terceiro de uma trilogia, que começou com "Amor", e prosseguirá com "Esperança". O filme narra a história de Anna, uma enfermeira católica que faz parte de um grupo de religiosos fervorosos que pregam a palavra de Deus, e cuja intenção é trazer a religião de volta na vida das pessoas. Quando ela tira férias do trabalho, ela resolve visitar os vizinhos e fazer com que eles se convertam ao catolicismo. Assustada com a falta de fé das pessoas, Anna se pune, como forma de se sacrificar pelos pecados dos homens. Um dia, porém, seu marido muçulmano e aleijado retorna para casa, e tenta Anna a voltar aos tempos de esposa que divide os prazeres da carne. Não é um filme fácil de ser visto: é lento, quase muito pouca coisa acontece em cena, e o que se vê são várias cenas onde a personagem apanha o tempo todo. A fotografia, a cargo do americano Edward Lachman ("As virgens suicidas", "Eu não estou aqui") e Wolfgang Thaler é estonteante. Existe uma cena de tempestade cuja cor é algo indescritível de tão bela. Ulrich sempre expõe o sexo de forma crua, feia, suja, sem tesão. Aqui, temos uma cena de orgia num parque, onde Anna irá flagrá-los em pleno ato. É uma cena repugnante, onde os atores praticam sexo real, explícito. Um filme pouco recomendável para pessoas sensíveis, principalmente os religiosos.

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"Passion", de Brian de Palma (2012)

 

Brian de Palma encontrou em "Crime de amor", filme francês de Alain Corneau, sua matéria-prima para poder retornar ao que ele mais gosta: filmes com inspiração Hitchcockiana. Desde "Femme fatale" que de Palma não usa o Mestre do suspense como referência. O mais curioso é que "Crime de amor" foi realizado em 2010, ou seja, apenas 2 anos antes dessa refilmagem. No original francês, temos as divas Kristin Scott Thomas e Ludivine Saignier como as ambiciosas publicitárias e uma agência de publicidade. Aqui, elas são substituídas por Rachel MacAdams (Christine) e Noomi Rapace (Isabelle). Isabelle trabalha para Christine, e cria uma campanha que faz o maior sucesso. Christine assume a autoria da campanha para si, e entre elas, surge um embate literalmente de vida e morte. A trama é diabólica, apesar de extremamente rocambolesca. O desfecho é uma loucura, daquelas de fazer os cinéfilos ficarem horas em um bar discutindo as possibilidades. O que será que aconteceu mesmo??? Com tantas pontas soltas, o filme reserva uma cena antológica, digna de seus melhores filmes: "Carrie", "Vestida para matar" e "Irmãs diabólicas": é a famosa técnica de De Palma dividir a tela em duas, criando um alto suspense orquestrado por ótima direção. Claro, tinha que ter o chuveiro de Hitchcock envolvido. Foi escolhido como filme de encerramento do Festival de Veneza de 2013, mas recebeu críticas que dividiram opiniões. A trilha sonora, a cargo de Pino Donaggio, seu fiel colaborador, é excessiva, mas lembra vários trechos de trilhas de seus filmes antigos. A fotografia fica a cargo de Jose Luis Alcaine. Além de Hitch, De Palma se referenciou, no caso, usou a narrativa do filme "Redacted" e se apropria de várias câmeras para narrar "Passion": webcam, câmeras de celulares, câmeras de segurança, monitores de datashow, etc. Um filme que não dá para ficar indiferente. Anunciado como trhiller erótico, o filme promete sensualidade, mas mostra muito pouco de tesão. Melhor prestar atenção na atuação das atrizes.

ABELHAS / LEGENDA

 


 

 

 

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