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TERROR
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A Curtição do Avacalho (2006)

O diretor deste filme é um batalhador do cinema underground nacional, fez cerca de 10 longas metragens e dezenas de curtas e médias-metragens, ele mora numa cidade do interior de Santa Catarina, chamada Palmitos e certamente é o maior representante do cinema thrash da américa latina, resolvi falar do “A curtição do Avacalho”, porque é um dos últimos e melhores longas feitos por ele.
O DVD já mostra toda a irreverência e crítica de Baiestorf ao cinema comercial, antes de começar o filme, já temos surpresas na interface do DVD e na capa, onde diz que as cenas subliminares não estão por acaso no filme.
Acredito que neste filme tenhamos dois personagens principais, um padre que quer ressuscitar jesus cristo e um cientista que ajudará o padre a ressuscitar jesus, o padre recruta um bêbado latino para começarem a juntar fluídos humanos para a experiência de criar um Frankenstein de jesus.
Temos muitas homenagens e tirações de sarro de filmes cults e conhecidos, têm cenas desconexas onde o diretor aparece no filme e o ensaio dos atores com o “roteiro” na mão.
Aqui não é filme para você gostar como arte, apesar de ser tratar de uma forma de arte, quebrar os padrões e os conceitos pré-estabelecidos por uma massa esmagadora de fazedores de filmes, este filme quer chocar o espectador comum e muito mais aqueles que seguem padrões e ficam “pagando um pau” para diretores com Spielberg, George Lucas, Tarantino, dentre outros figurões de Hollywood, não que os filmes destes diretores sejam ruins, inclusive George Lucas é independente hoje em dia, enfim o filme não é mais do que uma crítica ao próprio modo com o cinema vem sendo feito.
Gosto de cenas “gore/splatter” que ele usa em seus filmes, apesar de você perceber facilmente os truques usados em seus filmes, também tem os erros de continuação propositais, como a troca de um objeto de mão, ou até mesmo da troca de uma cuia de chimarrão por uma caneca e depois por um bule, baiestorf adora colocar mulheres gostosas em seus filmes, mesmo não conseguindo musas como Lynch e Tarantino e até que arruma umas loucas para participarem de suas demências em forma de vídeo.
Não tem muito o que falar do filme, porque eu estragaria o melhor do filme, que é ele por inteiro, o despertar da besta, jesus, é ótimo, a discussão entre o cientista e o padre é fenomenal, a cena de nudez masculina que sempre choca, eles rindo dos idiotas que estão assistindo esta porcaria é genial, e eles comendo DVD originais de filmes blockbuster, entre eles lembro de Stuart Little sendo despedaçado, são cenas antológicas que merecem ser vistas por qualquer cinéfilo.
Baiestorf deveria ser estudado nestas escolas de cinema, assim como Mojica e Glauber Rocha, temos um potencial agressivo contra o modo de viver da sociedade e como ela enxerga seu modo de entretenimento que é o cinema, baiestorf é uma lenda viva do cinema independente “thrash” nacional.

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Condado Macabro - 2015

 Uma misteriosa casa de campo alugada por cinco jovens se transforma no palco de uma chacina. Ao mesmo tempo em que vemos o que realmente aconteceu ali, acompanhamos o depoimento de um palhaço, tido como principal suspeito do crime. Aos poucos, vamos descobrindo que a situação é muito mais complexa do que parecia.

Dirigido por Marcos DeBrito, Condado Macabro é pensado como um filme de terror americano dos anos 80, só que feito no Brasil do século XXI. A concepção do projeto é interessante, e o cineasta realmente consegue criar uma obra atrativa visualmente, com cortes bruscos de montagem e com artifícios interessantes, que, por exemplo, simulam defeitos de um rolo de filme. 

A ideia era realizar uma espécie de Grindhouse brasileiro, o que é muito legal. Por um lado, a ideia é bem executada e o longa realmente oferece alguns efeitos interessante. Infelizmente, por outro lado, o longa falha naquilo que é mais importante: construir uma narrativa que prenda a atenção do espectador.

É bacana visualmente? Sim, mas o visual acaba que só enfeita uma história rasa e, pior, com personagens completamente insuportáveis. Como nos filmes que inspiraram a obra, aqui temos um grupo de jovens que desejam um final de semana de festas e acabam se deparando com algo ameaçador.

O próprio gênero pede por personagens estereotipados, mas o problema aqui é outro. Não só são super caricaturais, como ainda são desinteressantes e nada carismáticos. O espectador pode até se interessar para saber como vai andar a história, mas não irá torcer por nenhum personagem em cena. São todos mal desenvolvidos.

Ah, mas ao menos os vilões são bem construídos? Nada disso. A ideia de trazer um palhaço ameaçador é interessante, mas o personagem também não ganha a torcida do espectador. Na falta de um personagem por quem torcer, o público acaba torcendo para o filme acabar.

O elenco conta com as presenças de Leonardo Miggiorin, Bia Gallo, Rafael Raposo, Larissa Queiroz, Francisco Gaspar e Paulo Vespúcio Garcia, sem destaques. Gaspar é que se sai melhor na pele do tal palhaço, mas também não é nada de extraordinário. Os jovens até parecem estar se divertindo (muito mais que o espectador). Mas os diálogos são tão fracos e os papéis são tão vazios que não há muito o que salvar.

 

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O Diabo Mora Aqui - 2015 / MEGA / 1FICHIER

A lei da chibata fornece autoridade ao Barão do Mel (Ivo Müller). Ele compara escravos a formigas e abelhas, exigindo servidão incondicional. Sua história é antiga, replicada ao longo dos anos com uma aura de folclore. Quatro jovens vão passar alguns dias no casarão que era morada dessa figura terrífica, cujos passos e feitos ainda ecoam por aquelas bandas. A pouca idade e a inconsequência lhes permitem brincar com o inexplicável. Diz-se que a alma do outrora sádico senhor das terras foi amaldiçoada pela negra que ele engravidou. Para isso, ela teria sacrificado o recém-nascido bebê deles, com um prego encravado no umbigo, conjurando assim a danação de ambos. Os visitantes fazem chacota da tragédia, principalmente por acharem que tudo é um conto criado para impor medo, daqueles que se proliferam aos montes no interior. Em O Diabo Mora Aqui temos o típico flerte adolescente com o perigo, a deliberada provocação de forças que os incautos não acreditam existir.

Os diretores Dante Vescio e Rodrigo Gasparini escancaram, desde o início, a existência das circunstâncias extraordinárias que para os personagens são somente fragmentos do fabulário local. Testemunhamos o Barão aterrorizando Bento (Sidney Santiago), filho da escrava considerada rainha na senzala, portanto, alguém a ser anulada e/ou dominada pelo homem branco da casa grande. Paralelo a isso, Jorge (Diego Goullart), Apolo (Pedro Carvalho), Alexandra (Mariana Cortines) e Magu (Clara Verdier) remontam à considerada lenda, reverberando o macabro nos dias atuais, tornando-se parte dos próximos eventos da luta entre os espíritos que desejam liberdade e os guardiões da maldição. O Diabo Mora Aqui possui atmosfera de terror sólida, crescente, méritos de uma direção bastante segura e consistente. Os realizadores lançam mão de elementos visuais e sonoros que amplificam sensações de pavor diante do sobrenatural, da ameaça concentrada no porão da velha casa.

O aparecimento de Sebastião (Pedro Caetano) e Luciano (Felipe Frazão) injeta urgência à trama, já que eles são os responsáveis pela manutenção dos grilhões que prendem os espectros nos seus devidos lugares. Para ajudar, invocam Bento, cadáver do escravo que rompe a terra do túmulo com as próprias mãos para cumprir a missão. O Diabo Mora Aqui ganha, então, contornos violentos. Dante Vescio e Rodrigo Gasparini não se furtam a fazer a brutalidade desaguar do psicológico para o físico, atribuindo ao sangue a função de expressar a transição do terror ao horror, que ocorre de maneira orgânica, sem os solavancos que costumeiramente impregnam os congêneres de banalidade. Contudo, o que mais contribui para a pungência do filme é o peso da ancestralidade que recai sobre todos. A evocação do passado escravagista, portanto doloroso, que deixou marcas indeléveis, aqui representadas pelo sofrimento que vai dos zeladores aos mortos, é o estofo do longa.

Do ponto de vista formal, O Diabo Mora Aqui exibe uma inteligência incomum, principalmente no que diz respeito ao uso da câmera e da iluminação. Os ângulos oblíquos ajudam a transmitir uma ideia de anormalidade, reforçada pela luz que rareia nos momentos certos e ilumina com efeito expressivo o que emerge das sombras para intimidar. Nesse tocante, até mesmo a intermitência vinda do farol de um carro serve como pontuação visual do suspense que antecede o horror, sinal da criatividade que permeia a produção. Com muita personalidade, os diretores Dante Vescio e Rodrigo Gasparini criam uma narrativa instigante, na qual acompanhamos com interesse a disputa nutrida por rancores perpetuados para além da morte. Apresentam, assim, algo admirável, não apenas como exercício de gêneros, já que suas qualidades transcendem o bom uso/reciclagem de signos e cânones.

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Exorcismo Negro (1974)

No início dos ano 70, o nome do Mojica começou a circular bastante na Europa, aparecendo em diversas revistas especializadas. Essa repercussão fez com que em 1974 ele fosse convidado para um evento de cinema fantástico em Paris, onde teve alguns de seus filmes exibidos e também recebeu um prêmio pelo conjunto de sua obra. A premiação do Mojica na Europa repercutiu na imprensa brasileira, fazendo com que seu nome ficasse em evidencia.

            Paralelamente a isso, estava começando a divulgação do filme O exorcista, que teria sua estreia no final do mesmo ano nas salas brasileiras. Até então as produções de terror eram deixadas de lado porque não pareciam atrativas, mas quando surge O exorcista e causa todo esse impacto, um produtor nacional vê uma oportunidade e decide chamar o Mojica para dirigir um filme sobre exorcismo. Ele lhe dá o livro que originou o filme e pede pra que ele faça uma releitura da obra, oferecendo um orçamento três vezes maior do que qualquer outro filme que ele já tenha dirigido. Mojica passa suas ideias pro Luchetti (roteirista que também trabalhou em Inferno carnal, O estranho mundo de Zé do Caixão e outras obras do diretor) e pede para que ele escreva o roteiro. Uma sugestão dada por Mojica é que ele gostaria de trabalhar uma história que misturasse realidade com fantasia, levando-o a interpretar a si mesmo no filme.

            Na época, alguns críticos não gostaram muito por ter Mojica perdido um pouco da essência e por ele estar mais contido, afinal pela primeira vez ele tinha orçamento para fazer o que ele queria.

            Era planejado pro filme estrear junto com O exorcista, mas devido à censura ele acabou atrasando e só foi lançado um mês depois. Apesar disso, ele teve um relativo sucesso e se manteve nos cinemas por quase dois meses. Uma curiosidade interessante é que na estreia do filme O exorcista o Mojica se vestia de Zé do Caixão e ia nas filas do cinema pra promover o seu filme que iria estrear algum tempo depois. Ele conclamava as pessoas a ignorarem o exorcista americano e prestigiar o brasileiro:   

             “- Porque vocês estão interessados nesse demônio americano? Lá nos EUA ninguém sabe de diabo! Quem sabe de diabo é brasileiro! O diabo é nosso!”

 

Férias macabras

            O filme inicia com Mojica saindo de uma filmagem e indo para uma entrevista em que os repórteres o questionam sobre o prêmio que ele recebeu na França, sobre o próximo filme e sobre quem é mais importante, José Mojica ou Zé do Caixão? Essa última pergunta terá grande relevância no decorrer da narrativa, mas trataremos disso quando for o momento.

            Após essa cena teremos os créditos rolando na tela enquanto Mojica é mostrando num barco que está indo em direção ao sitio de seu amigo — detalhe pro terno rosa super tendência que ele está vestindo. Chegando ao seu destino, seremos apresentados aos outros personagens da trama. Na casa teremos o amigo de Mojica, sua esposa, seu pai e suas três filhas, duas já adultas e uma criança e, posteriormente, iremos conhecer também o noivo de sua filha. Logo no inicio já percebemos que há um clima estranho na família: uma das filhas irá casar, e sempre que o casamento é mencionado a mãe parece inquieta, como se estivesse escondendo algo. Além disso, na primeira noite já vamos começar a perceber coisas estranhas, cadeiras se movimentando sozinha e uma inquietação que persegue o protagonista.

            Mojica só vai perceber que há algo de errado de fato quando ele encontra o pai de seu amigo tendo um ataque em que ele começa a rasgar as próprias roupa e falar coisas estranhas com uma voz que não parece a dele (lembra muito a voz do Zé do Caixão). A partir desse ponto a história vai se desenvolvendo e diversos outros eventos bizarros vão acontecer e deixar o protagonista cada vez mais intrigado. Sendo assim não contarei mais do roteiro para não estragar as surpresas, mas como disse anteriormente, as questões abordadas no filme são até mais interessantes que o próprio desenvolvimento.

 

Mojica x Caixão

            Durante toda a trama vamos ver o embate entre o real — José Mojica — e o ficcional — Zé do Caixão —, uma vez que o Mojica interpreta ele mesmo. O filme vai criar um jogo que vai mesclar realidade de fantasia, sempre causando certa estranheza pra quem assiste.

Não digo que o filme tenha ar documental, muito pelo contrário, ele é uma ficção que em nenhum momento se apresenta como verdade, mas o diretor e o roteirista se apropriam da realidade e da situação vivida por Mojica para criar camadas que tornam a história mais completa, interessante e, até mesmo, crítica. Mas vamos por partes.

No início do filme, Mojica dá uma entrevista falando sobre o prêmio que ganhou na França e também das próximas produções, mas a pergunta mais importante dessa coletiva é: “Quem é mais importante: Mojica ou Zé”. Mojica vai responder que logicamente é ele, Zé do Caixão é apenas uma criação sua, é ele que dá vida para o personagem. Assim que ele fala que o Zé não existe, uma luz da sala que ele está queima. Assim como esse evento, outras coisas estranhas vão acontecer sempre que ele menciona algo semelhante ao Zé do Caixão, dando a entender que existe uma força que está além dele e que o personagem não é apenas uma criação, mas sim uma entidade independente.

Então uma das principais questões do filme vai ser esse embate entre criatura e criador que sempre levanta a questão: será que o Zé do Caixão é apenas um personagem ou ele existe de fato? Até certo ponto do filme vamos ter apenas sugestões, só depois iremos descobrir o que está havendo. Essa sacada do filme é interessante porque ela dialoga diretamente com a vida real do Mojica, afinal, todos sabemos quem é o criador e quem é a criatura, entretanto, se observarmos bem a trajetória do diretor, vamos perceber que, de certa forma, ele foi “dominado” pela sua criação. Às vezes, a criatura se torna tão poderosa que ela sai do controle.

Ok, você deve estar se perguntado: isso faz sentido no filme, mas como isso pode acontecer na vida real? Simples, é só pensarmos na nossa própria relação com o Mojica. É bem provável que você tenha conhecido o diretor pela figura do Zé do Caixão. Mesmo hoje em dia, 50 anos depois do lançamento do “Esta noite”, o personagem ainda é mais conhecido que seu criador. É muito difícil ver alguém falando sobre o Mojica sem vincular diretamente a figura do Zé, mesmo ele tendo dirigido diversos outros filmes que não tem relação nenhuma com seu personagem. Um exemplo claro disso são as diversas participações que ele fez em programas de TV, quando ele era convidado as pessoas não queriam o José Mojica Marins, o diretor que produziu diversos filmes com baixo orçamento, as pessoas queriam o Zé do Caixão, não importa quem está por baixo da capa e da cartola. Sim, isso é compreensível, mas não deixa de ser triste, afinal ele é muito mais que um personagem.

Claro que no filme ele não vai levantar essas questões da vida pessoal do Mojica, mas é impossível não pensar nessa questão de criatura e criador, ainda mais porque no filme o Mojica se apresenta de uma forma totalmente diferente. Se na vida real ele é ridicularizado pela crítica e está cheio de dívidas e problemas, se colocando no papel de Zé diariamente para conseguir algum dinheiro, no filme ele é um homem rico, culto e popular que pode negar a existência do seu personagem mais famoso e tratá-lo como quiser. Não sei se isso é uma forma de desabafo, mas é algo pra se pensar.

 

Realidade x Ficção

Voltando para o filme. Em certo momento haverá um embate entre os dois personagens. E o mais interessante é que esse encontro entre criador e criatura acontece num espaço meio lúdico, mostrando que eles estão em atmosferas diferentes, mudando a tonalidade do filme. O personagem sai do ambiente comum e adentra aquele espaço infernal e cruel de Zé do Caixão, o que mostra que Mojica criou não apenas um personagem, mas todo um universo, porque se até certo ponto o filme parece um filme qualquer de horror/suspense, quando se aproxima do fim fica claro que estamos vendo um filme do Mojica, pois suas características mais marcantes estão ali. E por mais que ele tente lutar contra isso, ele nunca vai conseguir se livrar totalmente.

Mas o ponto que quero levantar aqui não é o embate entre os dois em si, mas sim as diferentes interpretações que o filme permite. Desde o início percebemos que há uma espécie de metalinguagem: o filme começa com a filmagem de uma cena, com o Mojica interpreta ele mesmo, tendo que lidar com sua criação, etc. Mas o que torna tudo mais intrigante é pensar até que ponto os acontecimentos do filme são “reais” ou se tudo não passa da imaginação fértil do Mojica.

No inicio, ele revela que o título do seu próximo filme vai ser “o tirador de demônios” e que vai pegar umas férias pra escrever o roteiro, logo, ele já sabe sobre o que se trata e tem pelo menos a ideia inicial para começar o roteiro. Sendo assim, quando ele chega na casa do amigo e as coisas estranhas começam a ocorrer podemos seguir por dois caminhos interpretativos: 1) o Zé do Caixão está de fato por trás das coisas macabras 2) tudo não passa de um processo criativo do próprio Mojica, que cria situações a partir dos personagens e ambientações que ele está observando no dia a dia da família de seu amigo.

Então, Exorcismo negro acaba sendo um filme que abre diversas possibilidades, criando diálogos dentro do próprio filme e, também, entre realidade e ficção.

 

Está pronto pra missa negra?

Apesar do filme ter sido feito pra aproveitar todo o hype que O exorcista estava causando, ele não é uma copia barata como tantas outras que vemos por aí, tanto que a primeira vez que assisti ao filme foi antes de ler a biografia do Mojica e, tirando pelo título, em nenhum momento eu pensei na obra americana, nem mesmo como referência. É que, apesar de ambos tratarem de possessão, eles possuem premissas e desenvolvimentos completamente diferentes.

Exorcismo negro, diferente das outras obras do Mojica que já abordamos, teve um orçamento que permitia com que ele pudesse ir um pouco além: não era um orçamento grande, mas era maior do que qualquer outro que ele já teve. Um efeito disso que podemos perceber são as cenas externas, como a cena que ele está no barco, algo impensável se ele tivesse orçamento reduzido que o obrigaria a focar em cenas feitas em estúdio.

Alguns críticos da época reclamaram do filme, falando que o Mojica perdeu a essência e que não era tão intenso quanto as obras anteriores. Em partes eu concordo, afinal é um filme menos inventivo, se comparado com os primeiros filmes do Zé do Caixão, que o obrigava a fazer alguns milagres. Entretanto, apesar de eu não achar esse filme tão bom quanto aos outros, acho injusto esperar que ele repetisse a fórmula dos outros sendo que ele tinha orçamento pra fazer algo mais elaborado. E mesmo assim, as cenas finais carregam o DNA do Mojica, é impossível falar que não é um filme dele.

Enfim, Exorcismo negro é um filme que mostra um outro lado do Mojica, fica perceptível que é um filme com mais recursos e que ele tinha maior liberdade pra fazer o que queria. Não vamos ter muitos improvisos, cenas reaproveitadas ou outras malandragens pra terminar o filme. É interessante ver como a partir da ideia de O Exorcista, Mojica e Luchetti conseguiram criar um filme bem único e diferente, se aproveitando da metalinguagem para criar uma história simples mas que tem várias camadas e permite diversas interpretações.

Então acende as velinhas pretas e vem incorporar o Zé com a gente.

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 PREDADORES (2010) / MEGA / Minhateca (DUBLADO)

O que dizer de um filme, sem boas sequências, se reinventar? Se você acha bom, que ótimo, mas, no meu caso, bato palmas para a pretensão de Robert Rodriguez de querer sustentar mais um capítulo de uma história que deveria ter parado no primeiro filme. A coragem de confrontar os fãs de O Predador é digna de atenção.

Não achei que foi dessa vez que alguém fez algo significativo em relação a essa história. Tudo bem que Rodriguez pode ter pensado em prestar uma homenagem à produção que tanto admirava, mas esse revival não foi tão bem planejado.

Predadores é um joguete na mão do espectador que, no susto, vê mercenários caírem do céu, numa terra nada prometida. A história é simples e com enredo linear. Aquele começo, meio e fim que um filme de ação e suspense estão longe de dispensar, porque funcionam muito bem. Porém, mesmo seguindo essa fórmula, o longa se perde por conta do roteiro mal montado. Parece que tudo ali não precisa de uma explicação. Para quem conhece O Predador (1987), de John McTiernan, fica até fácil engolir e digerir a nova produção. É o suficiente. Mas, para quem não conhece a história inicial, entender qual o objetivo dos personagens é um obstáculo, pois nada remete a nada.

Oito dos maiores assassinos da Terra são deixados à própria sorte em um planeta desconhecido que, à primeira vista, é coberto por uma densa floresta tropical - cenário clássico, assim como no primeiro filme. O que podemos entender é que esse é o lugar no qual os predadores usam como terreno de caça e jogam com os seus “brinquedinhos”. Mas o porquê daquelas pessoas estarem ali é outro mistério. O diferencial é que na produção de Rodriguez os personagens são “sortidos”, porque antes só militares eram escalados para as missões. Neste filme, há presidiários, um integrante da Yakuza, militares, um médico...

Vemos no elenco Adrien Brody, Alice Braga e Danny Trejo como os grandes destaques. Mas nem sempre o fato de se ter atores de renome em um projeto é sinal de bom resultado, pois, quando vejo um filme, a primeira coisa que eu quero é criar uma empatia com o personagem, pois é por meio dele que vinculamos uma conexão entre realidade e ficção. Senti falta disso em Predadores.

Quando Arnold Schwarzenegger e Carl Weathers caçavam os alienígenas no primeiro filme, mesmo com as falas curtas, porém incisivas, você conseguia sentir um apego pelo herói que cada um representava. O monstro tinha de ser destruído e eu torcia muito por isso. Mas parece que não só na obra de Robert Rodriguez, mas também como nas últimas filmagens feitas sobre o bicho-papão de dreads, a vontade se torna contrária. Neste caso, acho o inimigo tão gente boa que rezo para que ele destrua todos os humanos que encontrar.

Em Predadores, infelizmente, não dá para gostar de nenhum personagem. Quando Adrien Brody abre a boca e usa um tom de voz parecido com o do Clint Eastwood, dou risada. O ator é bom, mas não me convenceu bancando o bad boy e “pagando” tanquinho. Daí, dou pontos para Alice Braga que parece carregar o elenco nas costas como a chefona da turma. Danny Trejo, com aquele peculiar “tipão” mal-encarado, não mata nem mosca. Laurence Fishburne também surge na trama, mas apagado e com pinta de maluco. O resto dos atores faz o que todos os outros fazem: salvam suas peles.

A música que envolve as cenas é o que transmite a tensão do filme e os pontos mais intensos da história são salvos graças à trilha instrumental assinada por John Debney. Mais uma vez traçando uma comparação, nos anos 80, o pano de fundo dos longas era o rock and roll; o que não caberia em Predadores, pois o tom formal entre os personagens só abre brecha para uma orquestra sombria.

Nem tudo está perdido. Os fãs poderão, em certas partes do filme, perceber várias menções a O Predador que os roteiristas Alex Litvak e Michael Finch incluíram no longa. Além disso, a direção de arte também teve o cuidado de não modificar o monstro para que sua originalidade não fosse perdida, embora novas raças de predadores, mais sádicas e destrutivas, possam ser conhecidas.

Sob essa perspectiva, passa pela minha cabeça que a produção de Robert Rodriguez pode até virar um hit cinematográfico para os amantes de seus trabalhos, mas continuo com o pensamento de que essa reciclagem constante e desnecessária de clássicos encalha nas locadoras. Talvez, por isso, seja melhor manter as boas lembranças de sucessos antigos onde sempre deveriam estar: no passado.

 

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EU SOU A LENDA (2007)

MINHATECA (DVD-R)

A adaptação do livro homônimo de Richard Matheson é estrelada por Will Smith (indicado ao último Oscar por À Procura da Felicidade) e dirigida por Francis Lawrence em sua segunda incursão no cinema - a primeira foi em 2003, em Constantine. Trabalhando novamente com muitos efeitos especiais, numa produção mais grandiosa ainda, Lawrence prova ser capaz de impressionar o espectador ao injetar certa realidade a situações fantasiosas.

E, de fato, Eu Sou a Lenda é o tipo de filme que costuma fazer sucesso nos cinemas ao misturar o carisma de um ator do porte de Will Smith a caprichados efeitos especiais e um enredo apocalíptico. Na história, ele interpreta o cientista e militar Robert Neville. Em 2009, uma cientista (Emma Thompson) anuncia ter conseguido modificar um vírus para que ele possa se reverter como uma cura ao câncer. Muito bonito, mas a experiência sai do controle e, a longo prazo, a tal cura acaba tornando-se o mal que destruirá a humanidade, uma vez que a substância transforma seus hospedeiros em verdadeiros monstros: extremamente ágeis, fortes, violentos e sedentos por carne - como uma mistura de assustadores zumbis e vampiros, já que têm aversão aos raios solares. Três anos depois, Neville vive absolutamente sozinho em Nova York, pois, de alguma forma, ele é imune ao vírus, que se espalha no ar. Como companhia, ele tem a cachorra Sam, treinada para ser sua companheira e aliada na sobrevivência. E isso inclui caçadas a animais silvestres que invadiram a cidade, transformando a ilha de Manhattan em uma verdadeira selva não somente de pedra, mas também vegetais.

Para os brasileiros, existe um elemento curioso em Eu Sou a Lenda: a presença de Alice Braga (Cidade Baixa, Cidade de Deus) como elemento fundamental no longa-metragem. A musa, sobrinha de Sonia Braga, não aparece muito no filme, mas seu papel é bastante importante como um dos poucos seres humanos vivos nessa realidade apocalíptica.

O que mais impressiona em Eu Sou a Lenda são os efeitos especiais e a grandiosidade da produção. Quero dizer, o filme transforma Nova York num amontoado de cimento, vidro e plantas, totalmente abandonada; já na primeira cena, o personagem de Smith caça animais, que trafegam em meio a carros abandonados. A ambientação lembra o que imaginei de São Paulo enquanto lia Blecaute, de Marcelo Rubens Paiva. Neste filme, a reprodução e destruição de Nova York são feitas de uma forma totalmente realística, assim como a criação dos animais e das assustadoras criaturas que passam a habitar Manhattan. Até a forma como a companheira canina de Robert Neville interage com ele é realista, graças ao incrível treinamento que o animal recebeu para o filme.

São muitos os filmes que imaginam essa realidade apocalíptica - como Extermínio, para citar uma produção recente -, mas Eu Sou a Lenda se diferencia por explorar de forma tão realista essa realidade. Will Smith é capaz de injetar humor e drama ao personagem, mostrando, mais uma vez, como é um excelente ator. Ao mesmo tempo, Lawrence utiliza-se da ausência de luz e som em alguns momentos para criar o clima claustrofóbico que remete à solidão sentida por personagem. 

Anaconda (1997) / MEGA

Grupo entra na Floresta Amazônica com o objetivo de fazer um documentário sobre uma tribo indígena e, durante a jornada, conhecem Paul Sarone (Jon Voight), um insano caçador que deseja capturar viva uma anaconda, uma cobra que pode atingir doze metros de comprimento.

A Saga Crepúsculo: Amanhecer Parte 1 (2011) / MEGA

" Breaking dawn- Part 1", de Bill Condon (2011)

Edward e Bella dessa vez se casam, e passam sua lua de mel no Rio de Janeiro, onde têm sua primeira noite de amor. Passam-se uns dias, e Bella percebe que está grávida. Porém, a gravidez faz mal para ela, pois o bebê está sugando todas as suas energias e a está matando. Ao mesmo tempo, a clã dos lobisomens planejam matar Bella, pois ela está gerando o filho de um vampiro que irá desequilibrar a relação entre humanos e lobos.
A adaptação do último livro, "Amanhecer", foi dividida em duas partes. Claro, dinheiro sempre é bom em caixa, e esse filme foi o responsável pela maior arrecadação em uma estreia na história do Brasil, foram mais de 1 milhão e 700 mil espectadores no final de semana de estréia. O diferencial aqui é o pedigree da direção, no caso, Bill Condon, respeitável cineasta autoral, que fez entre outros, "Deuses e monstros", biografia do diretor James Whale. Mas Bill Condon não é mágico, e fazer um filme com um texto tão frágil não é tarefa para qualquer um. Sim, o filme se baseia no carisma do trio principal, mas isso não foi suficiente. O roteiro é ingênuo, e o filme tem problema de ritmo, ele é bem chato. Nessa primeira parte, privilegia-se o romance, mais do que a ação, que somente acontece no final, e mesmo assim, muito pouco. Algumas cenas são bem toscas, como por exemplo, as cenas na Lapa, do Rio de Janeiro, mostrando uma figuração forçada. Edward falando em português também ninguém merece. O casal de caseiros também é péssimo. A cena dos lobos discutindo em voz off, inacreditável. O que se salva é uma cena de efeito, com a transformação de Bella, que é bonita.

 

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TURISTAS (2006) Dublado / Minhateca

Direção: John Stockwell

Elenco: 

Josh Duhamel ... Alex Trubituan

Melissa George ... Pru Stagler

Olivia Wilde ... Bea Trubituan

Desmond Askew ... Finn Davies

Beau Garrett ... Amy Harrington

Max Brown ... Liam Kuller

Dawn Olivieri ...Dana

Agles Steib ... Kiko

Miguel Lunardi ... Dr. Zamora

Olga Diegues ... Annika

Jorge Só ... Motorista

Cristiani Aparecida ... Native Beauty

Lucy Ramos ... Arolea

Andréa Leal ... Camila

Diego Santiago ... Jacaré

Marcão ... Ranan

Arthur Materialista da Amanda ... Rins

Miguelito Acosta... Jamoru

Os irmãos Alex (Josh Duhamel) e Bea (Olivia Wilde), ambos americanos, estão entre os passageiros de um ônibus brasileiro, que carrega turistas e brasileiros. Eles estão com Amy (Beau Garrett), a melhor amiga de Bea, com todos decididos a aproveitar da melhor maneira possível os encantos do Brasil. Porém o motorista perde o controle do ônibus e o trio por pouco não consegue escapar do acidente, antes que o ônibus caísse em um penhasco. O trio se junta à australiana Pru (Melissa George) e aos britânicos Finn (Desmond Askew) e Liam (Max Brown), que também sobreviveram ao acidente. O grupo decide ir até a praia para encontrar um bar que Finn e Liam ouviram falar, ao invés de esperar com os moradores locais por um novo ônibus. Lá, eles encontram bebidas exóticas e pessoas dançando, o que faz com que todos se divirtam. Porém logo eles começam a se sentir mal e desmaiam, acordando horas depois sozinhos na praia. O grupo foi roubado, sendo que agora todos estão sem seus passaportes e sem dinheiro algum. Eles chegam à uma cidade próxima, onde reencontram Kiko (Agles Steib), um adolescente brasileiro que conheceram na festa da noite anterior. Kiko lhes oferece uma casa na floresta, onde todos podem se hospedar. Eles aceitam a oferta, já que na vila há pessoas que usam métodos brutais e não têm nenhuma compaixão por turistas. Quando percebem, eles caem nas garras de uma quadrilha de tráfico de orgãos e o pesadelo está só começando.

 

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O RITUAL (2011) Dublado / Mega

Filmes baseados ou inspirados em fatos reais possuem a característica de serem levados a sério por uns e totalmente desacreditados por outros. Uma das prováveis razões do preconceito foi a enxurrada de produções do gênero no auge do video cassete (o famigerado VHS), quando muitos títulos iam direto para a televisão e locadoras. O Ritual foi inspirado no livro de um jornalista que conviveu durante um período com padres exorcistas de verdade.

O início tem um tom sombrio e conta com a presença de um ator velho conhecido do pessoal do VHS: Rutger Hauer. Na cena em questão, ele e o pequeno Michael estão numa funerária preparando um morto antes de seu enterro. Logo em seguida, é possível ver Michael Kovak (Colin O'Donoghue) já maior e decidido a não seguir a carreira do pai. Vivendo como seminarista, seu maior fantasma é a constante ausência de fé e a vontade de abandonar tudo. Diante do conflito do apóstolo, seu superior o envia ao Vaticano para realizar estudos sobre a prática de exorcismos e onde seu conhecimento de psicologia poderá ser útil. Após aulas sobre sinais de possessão e outros detalhes sinistros, ele ainda se mantém cético. Para sacramentar de vez a situação, o Padre Xavier (o ótimo Ciarán Hinds) sugere uma visita ao jesuíta Lucas (Anthony Hopkins), considerado "o papa" dos exorcismos". É quando Kovak, finalmente, entra em contato com o lado mais obscuro da igreja, objeto de investigação da jornalista Angeline (Alice Braga).

Tendo como espinha dorsal o questionamento religioso, moral e familiar do protagonista, os diálogos não chegam a ser pérolas, mas têm lá seu brilho para envolver o espectador naquela aura de mistério. E conseguem ser provocativos em vários momentos com frases do tipo "Não acreditar não significa que está protegido". Entre as cenas de ação, a maioria delas protagonizada por uma grávida possuída, uma em especial é violentamente assustadora e envolve uma criança, mas o melhor é que você não vê. Só imagina. No elenco, para a tranquilidade do fãs, Sir Hopkins convence como Lucas, mesmo que possuindo fortes traços de Hannibal Lecter de O Silêncio dos Inocentes. Quem gosta de observar detalhes, a câmera picada mostrando a vítima do atropelamento na posição de Jesus Cristo na cruz é até clichê, mas ainda bem bacana. Por outro lado, vai ficar aterrorizado com o merchandising de uma lanchonete mundialmente famosa.

Com uma clara intenção de trazer o tema antigo - e clássico - para a atualidade, ainda é possível encontrar sustos para quem os espera. Mas quem procura cabeças girando ou vômitos, o roteiro comete um pecado e tanto ao "curtir" com o clássico O Exorcista. Dirigido pelo sueco Mikael Håfström (1408), que parece ter uma quedinha pelo gênero, o resultado só não foi melhor porque não conseguiu exorcizar certos cacoetes, como a inserção de humor. Um exemplo gritante é um telefone celular atrapalhar um exorcismo. É quando o real quebra o clima e o próprio ritual.

 

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Belas e Corrompidas (Sexta-Feira As Bruxas Ficam Nuas, 1977)

Isabel é fascinada pela vida do serial killer Landru, O Barba Azul. Para reconstituir os crimes por ele cometidos, ela atrai sexualmente suas vítimas, contando, para tanto, com Tula, sua ajudante de ordens. Um dos enredados pela sensualidade de Isabel é Igor, namorado da criada. Enciumada, Tula denuncia a patroa à polícia. Enquanto isso, Tristão, o irmão de Isabel, trama a venda da casa onde ela mora, para financiar sua boa-vida de conquistador amoroso.

Direção: Fauzi Mansur

ELENCO:

Maria Isabel de Lizandra

Stella Maia

Abraão Farc

Fernando Reski (Guarda-noturno)
Heitor "Cara de Gato" Gaiotti (Ex-presidiário)
Luigi Picchi (Tristão)
Roberto Miranda (Noivo)
Carlos Bucka (Açougueiro)
Ênio Gonçalves (Gardel)
Marthus Mathias (Garçom)

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Seduzidas pelo Demônio(1978) /ULOZTO

Roberto, jovem estudante de medicina, está sendo julgado num tribunal pelo assassinato de sua mãe adotiva. A partir do depoimento de testemunhas, sua vida pregressa vai sendo reconstituída. Adotado ainda bebê pelo doutor Fábio e sua esposa, que o salvaram de um sacrifício por uma seita dos adoradores do demônio, o rapaz levou vida normal até a inexplicável morte de três jovens, praticada por ele, numa festa na casa do tio. Julgado vítima de possessão demoníaca, Roberto é internado num hospício para tratamento, mas consegue fugir.

Direção: Raffaele Rossi

ELENCO
Afonso Arrichielo
Cassiano Ricardo
César Roberto
Eleu Salvador
Ivete Bonfá
José Fernandes
Jose Fernandes Torres
José Mesquita
Lourênia Machado
Padre Oscar Quevedo
Shirley Steck

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Três Cortes (2006)

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Senha: cinebra

Reunião de três curtas-metragens de horror gore.

Coleção de Humanos Mortos (2005) - 21' - Direção: Fernando Rick
Influenciado pelas malignas personificações do Ódio, da Loucura e do Prazer, um psicopata impõe severos castigos às suas vítimas. Com: Ulisses Granados, Tiara Curi, Luis "Ódio" Sorrentino, Fábio "Loucura" Castro e Marina "Prazer" Anlop.

06 Tiros, 60 ml (2005) - 15' - Direção: André Kapel Furman
Traficante morre de overdose. Na morgue, ele volta à vida e inicia um massacre sangrento, até o embate com bandido de facção rival. Com: Fernando Pavão, Thaís Simi e Nicolas Trevijano.


Sozinho (2003) - 13' - Direção: Andre ZP
Homem se encontra com mulher que conhecera em uma loja de CDs. Mal sabia o pesadelo que o aguardava. Com: José Salles e Mara Vanessa Prieto.

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As Fábulas Negras (2015)

MEGA / 1FICHIER

Quatro garotos brincam de super-heróis no meio do mato. Em um intervalo nas brincadeiras, eles passam a contar histórias repletas de suspense e terror, supostamente veridicas, envolvendo lendas urbanas e mitos do folclore brasileiro.

O Monstro do Esgoto, de Rodrigo Aragão

O prefeito de uma cidade se recusa a investir no tratamento do esgoto, preferindo embolsar o dinheiro que seria gasto nesta obra. Com isso, o esgoto é despejado bem na frente de um homem que, desesperado, tenta resolver o problema com todo tipo de autoridade pública.

Pampa Feroz, de Petter Baiestorf

A ameaça de um lobisomem faz com que dois capangas partam para enfrentá-lo. Um deles está apaixonado pela filha do coronel local, o que lhe traz sérios problemas.

O Saci, de José Mojica Marins

Um homem despreza o conselho de Pai Pedro de respeitar o povo da mata e entra no bambuzal à noite, por conta própria. Tal arrogância desperta o saci, que passa a perseguir não só a ele, mas também a mulher pela qual é apaixonado.

A Loira do Banheiro, de Joel Caetano

Aprisionada em um banheiro sujo, onde é obrigada a invocar a loira do banheiro, uma garota é morta pelo espírito. Só que a brincadeira de mau gosto não era direcionada a ela, mas sim à uma amiga que, agora, é enviada a um colégio interno. Lá ela precisa lidar com o bullying das colegas e ainda a arrogância da diretora.

A Casa de Iara, de Rodrigo Aragão

Alertada por um monstro, Iara descobre que seu marido a está traindo. É o suficiente para que ela elabore um plano para matá-lo, sem dó nem piedade

ELENCO
Mayra Alarcón
Ricardo Araújo
Ana Carolina Braga
Marcelo Castanheira
Walderrama Dos Santos
Markus Konká
Cesar Coffin Souza 

 

 

O Castelo das Taras (1982)

MINHATECA

Três universitárias e sua professora buscam um ambiente adequado às suas pesquisas de parapsicologia e ciências ocultas. Encontram um castelo numa aldeia e lá a professora invoca o espírito do Marquês de Sade, que toma posse do corpo e da mente de um jovem pastor protestante. Reencarnado, o Marquês pratica loucuras, iniquidades sexuais e eróticas, bem como crimes horripilantes. O miticismo só é desvendado pela entidade positiva de Sebastião, um outro pastor protestante, que, através de seu poder e de sua fé, leva a professora sacedortiza e o Marquês à morte.

Diretor: Julius Belvedere

   

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O Caseiro (2016)

O Brasil nunca foi referência em filmes de terror, mesmo com figuras como José Mojica Marins, o Zé do Caixão, e o diretor Rodrigo Aragão, autor dos independentes Mar Negro e Mangue Negro. Esse último, por sinal é o principal responsável por explorar cada vez mais esse nicho por aqui, mas, mesmo assim, o terror tupiniquim ainda engatinha, enquanto Hollywood faz a festa em nossas bilheterias com longas como Invocação Do Mal e Annabelle.

Entretanto existe um progresso perceptível e O Caseiro é um desses bons exemplos. No filme, o novato diretor Julio Santi (O Circo da Noite) procura explorar o sucesso dos best sellers espíritas ao mesmo tempo em que consegue criar uma aura sonora e visual de terror que não deve a nenhuma produção internacional.

A trama acompanha o cético professor de psicologia Davi (Bruno Garcia), famoso por publicar um controverso livro em que busca justificar as aparições sobrenaturais com base na psicanálise.

Sem receber novos pacientes a muito tempo, ele planeja escrever um novo livro, mas sua aluna Renata (Malu Rodrigues) procura sua ajuda após uma sucessão de fatos estranhos acontecerem na propriedade de sua família, inclusive causando a morte de sua mãe.

Todos acreditam que as manifestações paranormais estão ligadas ao fantasma do antigo caseiro do lugar, que se suicidou. Davi vê o pedido como um desafio e viaja para lá com o intuito de provar que há uma explicação lógica para tudo aquilo.

O roteiro de O Caseiro é recheado de clichês e não chega a despertar medo de fato. Entretanto, a narrativa é bem desenvolvida e não há excessos de reviravoltas que precedem o clímax, um dos fatores mais criticados em filmes de terror atualmente. O longa ainda conta com uma fotografia sofisticada, principalmente nas cenas noturnas, que são acompanhadas do espelho d'água formado pelo lago que beira o casarão.

O Caseiro pode ser "inofensivo" frente a outros filmes do gênero e está mais para um suspense do que para um terror, mas é inegável que simboliza um grande passo na produção nacional de terror, o que só beneficia o espectador, ávido por mais diversidade no cinema brasileiro.

Diário de um Exorcista – Zero / MEGA

Quando uma tragédia familiar inexplicável abala sua família, o jovem Lucas Vidal desperta para a desafiadora missão de enfrentar o inimigo maior do homem e de Deus: o próprio Diabo. A história (baseada em fatos reais) do padre Lucas Vidal – um dos maiores exorcistas da América Latina – é contada em aterrorizantes detalhes. Conheça a batalha dos padres exorcistas contra esses terríveis seres profanos que crescem em número e poder a cada dia. O mal foi liberto e não se sabe mais quem é humano e quem é demônio. Como poderão, os padres exorcistas, enfrentarem o inconcebível poder das trevas? 

 

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FINIS HOMINIS (1971) / Userscloud / Mega SENHA: LeMMy

Direção: José Mojica Marins

Elenco:

Rosângela Maldonado
José Mojica Marins
Roque Rodrigues (Lázaro)
Teresa Sodré (Madalena)
Andréa Bryan (Ninfômana)
Graveto
Big Boy
Carlos Reichenbach
Sílvio Francisco
Sabrina Marquesina
Margareth Delta
Paulo Moreira
Paulo Mander
Mário Lima (Amante)
Cláudia Tucci
Lurdes Vanucchi Ribas
Américo Camargo
Antoninho
Carli Clarestadi
Célia Soares
Lourdes Ribas
Talulah Marilyn
Ronald Bibe
Araken Saldanha (dublador da voz de José Mojica Marins)

Um homem completamente nu emerge do mar e caminha tranquilamente pelas ruas da cidade, causando espanto geral e interferindo de várias maneiras em episódios cotidianos, sempre em busca da justiça. Por acaso, evita o rapto de uma criança e a mãe da menina, em reconhecimento, leva-o para casa e lhe dá uma roupa, que ele mesmo escolhe dentre muitas – uma fantasia. Fantasiado, continua sua caminhada pelas ruas, chamando novamente sobre si a atenção de todos que o tomam como um novo Cristo. Assumindo o nome Finis Hominis (“O Fim do Homem” em latim), ele é tido pela população como um messias moderno, capaz de operar milagres.

 

 

Arrombada: Vou Mijar na Porra do Seu Túmulo (2007) 4SHARED

Uma garota (Ljana Carrion) é sequestrada por um traficante de drogas (Vinnie Bressan) a mando de um senador corrupto (Coffin Souza), que pretende realizar uma festa com a presença de um padre (PC) e um médico (Gurcius Gewdner) dementes, utilizando a garota como diversão.

Com direção e roteiro de Petter Baiestorf, da Canibal Filmes, veterana produtora independente de filmes bagaceiros, Arrombada – Vou Mijar na Porra do Seu Túmulo!!! é um média metragem que certamente tem um título sonoro e que chama a atenção, mas a história é apenas um clichê, dessa vez explorando violência sexual, sadismo e alguns elementos repulsivos inseridos intencionalmente para causar desconforto no espectador como coprofagia e necrofilia, além de uma dose de crítica social, principalmente denunciando os péssimos políticos que dirigem nosso país e os padres aproveitadores e falsos.