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AÇÃO
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007 Contra o Foguete da Morte (1979) / MINHATECA / Mega

O agente secreto 007 é encarregado de investigar o misterioso desaparecimento do Moonraker, moderna nave espacial capaz de entrar em órbita e retornar à Terra como um avião. Ela foi emprestada pelos Estados Unidos à Grã-Bretanha e sumiu sem deixar vestígios, quando estava sendo transportada. Convocado pelo MI6 (o Serviço Secreto Britânico), a primeira parada de Bond é na Califórnia, onde estão as Indústrias Drax, que produzem os Moonraker. Ao chegar aos Estados Unidos, o espião vai encontrar a Dra. Holly Goodhead, que na verdade é uma agente da CIA (o Serviço Secreto Americano) infiltrada nas empresas de Hugo Drax.Ela também quer descobrir porque o Moonraker desapareceu.

Após quase morrer nas dependências de Drax, 007 consegue ter acesso aos planos do empresário e segue para Veneza. Na cidade, descobrirá um laboratório clandestino em que é produzida uma nova substância, capaz de levar qualquer ser humano à morte em segundos. Curiosamente, outros animais e plantas não são afetados. Da Itália, ele voa para o Rio De Janeiro. No Brasil, finalmente, o quebra-cabeça da trama terá a última peça encaixada. Drax seqüestrou o Moonraker para completar uma frota paralela destas espaçonaves. Com elas, levará para o espaço as cápsulas de destruição da espécie humana e vários homens e mulheres perfeitos. Em sua mente doentia, os casais serão os pais da nova civilização, do qual Drax será o senhor supremo. Com a ajuda de Goodhead, Bond viajará ao espaço e lá enfrentará o lunático empresário. Para salvar a humanidade. 

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 ROBOCOP (2014) Dublado MEGA / Minhateca

 Refilmagens enfrentam problemas desde sua concepção. Se de um lado produtores imaginam uma coisa, de outro, diretores podem pensar diferente e o estúdio, que botou grana no projeto, pode fazer o mesmo. Ou seja, é uma conta enjoada de fechar. Lá na outra ponta tem o fã, que pode ser aquele com mania de comparar isso ou aquilo, esquecendo que é um novo filme. Mas tem também o espectador comum, que viu ou não o original, e poderá se beneficiar (ou não) da novidade, ainda mais se for bem feita. RoboCop, dirigido pelo brasileiro José Padilha, sem sombra de dúvida, se enquadra nesta opção e se você continuar lendo, vai entender o porquê.

No ano de 2028, a OMNI Corporation domina os sistemas de segurança. Seus drones e robôs estão espalhados mundo afora, mas nos Estados Unidos eles são proibidos, por conta de uma lei e a rejeição de 72% da população. O motivo? A certeza de que "máquinas não sentem". Ganancioso, o empresário Raymond Sellars (Michael Keaton) manda seu cientista (Gary Oldman) criar um novo produto na OMNI Corp., para driblar essa percepção. Ao investigar um esquema de corrupção policial, o oficial Alex Murphy (Joel Kinnaman) acaba vítima de um violento atentado. Com boa parte do corpo destruído, ele vira a cobaia perfeita para a nova invenção da companhia, uma criatura híbrida, cujo maior desafio será saber qual lado irá prevalecer: o homem ou a máquina.

Entre as curiosidades, citações - em audio e vídeo - do Brasil, e foi bom ouvir bordões de RoboCop - O Policial do Futuro (1987), dirigido por Paul Verhoeven, além do tradicional som da pisada. A tal roupa preta (criticada por xiitas de plantão) ficou incrível e o capacete (pra mim) tem um "Q' de HR Giger, desenhista da criatura de Alien (1978). Para os que buscam efeitos especiais, eles existem e são bons, assim como as cenas de ação, desde o início, tocadas pela boa trilha sonora do brasileiro Pedro Bromfman, com composições próprias, uma revisitada no tema de Basil Poleudoris (do original), e músicas incrivelmente distintas, como "Fly Me To The Moon (In Other Words)" (Frank Sinatra), "If I Only Had a Heart" (do Homem de Lata, em O Mágico de Oz) e uma antológica "Hocus Pocus", do lendário grupo holandês Focus. Todas as três, diga-se de passagem, inseridas com um viés de humor no filme.

Usando e abusando das questões políticas e sociais, o roteiro do estreante Joshua Zetumer teve o auxílio luxuoso do próprio Padilha, que conhece bem do riscado, como mostrou em Ônibus 174 e nos filmes Tropa de Elite, que o consagraram. Na trama de agora, não faltarão dedos na ferida da sociedade americana (uma ousadia do diretor em território ianque), fruto de um texto ácido, potencializado pela boa interpretação de Samuel L. Jackson, no papel de um apresentador de um programa jornalístico altamente faccioso. A ironia, aliás, é uma constante na produção, que combina ainda doses precisas de drama e tensão. Seja numa cena do reencontro com a família ou naquela em que criador e criatura debatem questões filosóficas sobre ser, pensar e existir, recorrentes ao longo da história, provocando a reflexão. Não se deixe levar pelo preconceito e permita-se tirar suas próprias conclusões. Até porque para muita gente, acredito, o cineasta brasileiro fez seu dever de casa, mostrando que o lema "do caveira" ainda prevalece: missão dada (mesmo no exterior) é missão cumprida. ;)

 

ROOKIE: UM PROFISSIONAL DO PERIGO (Dublado) – 1990

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Diretor: Clint Eastwood

Elenco:

Clint Eastwood — Nick Pulovski

Charlie Sheen — David Ackerman

Raul Julia — Strom

Sonia Braga — Liesl

Tom Skerritt — Eugene Ackerman

Lara Flynn Boyle — Sarah

Pepe Serna — Tenente Ray Garcia

Marco Rodríguez — Loco

Pete Randall — Cruz

Donna Mitchell — Laura Ackerman

Xander Berkeley — Blackwell

Hal Williams — Powel

Explosiva aventura policial que marcou o retorno do astro Clint Eastwood (Perseguidor Implacável) aos filmes de pura ação. Além de dirigir, é de Clint o papel do tira veterano e durão, Nick Pulocski, que se une a um novato e jovem parceiro, David Ackerman (Charlie Sheen, de Platoon e Wall Street ), para combater uma perigosa quadrilha especializada em furtos de automóveis. Raul Julia (Acima de Qualquer Suspeita) e a brasileira Sonia Braga (O Beijo da Mulher Aranha) encarnam os implacáveis líderes da tal quadrilha, também responsável pela morte do melhor amigo de Pulovski. Prepare-se para explosões, perseguições, tiroteios e muita ação! 

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Mate-me Mais Uma Vez (Kill Me Three Times, 2015) Dublado Mega / Minhateca

Diretor: Kriv Stenders

Elenco:

Simon Pegg as Charlie Wolfe

Alice Braga as Alice Taylor

Sullivan Stapleton as Nathan Webb, a dental surgeon with a gambling debt

Teresa Palmer as Lucy Webb, Nathan's wife and receptionist

Luke Hemsworth as Dylan Smith

Callan Mulvey as Jack Taylor

Bryan Brown as Bruce Jones, a corrupt cop

Matando com estilo. Originalidade! Talvez esta seja uma das qualidades mais escassas no cinema da atualidade, principalmente por conta dos reboots e continuações que, em tese, já são garantia de sucesso. Porém, ainda somos agraciados com produções que concedem frescor ao cinema devido a forma interessante como que é conduzido, tanto na narrativa quanto nas interpretações. O obra que poderia receber um título nesse quesito vem da Austrália e tem o curioso título de MATE-ME MAIS UM VEZ (Kill Me Three Times, no original). Aqui, Simon Pegg interpreta o assassino de aluguel Charlie Wolfe, que é contratado por Jack Taylor (Callan Mulvey) para matar a infiel esposa Alice Taylor (Alice Braga), entretanto, durante suas buscas para execução do contrato, ele descobre que existem mais pessoas interessadas no assassinato. A partir daí somos surpreendidos com diversas situações que vão moldando o enredo de forma pouco tradicional, juntando elementos e variando entre o presente e passado, mas sempre criando sentido na narrativa. Essa estratégia da montagem lembra o estilo de filmes de Tarantino, pois não são explicados de forma linear. O interessante que isso ainda vai apresentando outros personagens de forma pontual e não invasiva, fazendo com que todos tenham sua devida importância na história. Nitidamente orçado sem muitas verdinhas para gastar, o diretor Kriv Stenders foi competente o suficiente para unir um ótimo elenco em uma histórica cuja simplicidade ganha ares amplos e repleto de reviravoltas, isso ainda fazendo uso de elementos como comédia, ação e suspense, sempre bem dosados para que o filme não seja puramente caracterizado como um deles. Ainda chama atenção a presença de Luke Hemsworth (irmão de Chris e Liam Hemsworth), do carismático Bryan Brown interpretando um policial corrupto e caricato ao extremo e, evidentemente, do hilário Simon Pegg que consegue ser engraçado só com o olhar. Liberdade criativa e inventividade fizeram desta produção uma pequena obra prima do cinema. Além do elenco bem entrosado, uma montagem inteligente, violência na medida (as vezes explícita em excesso) e uma história cheia de reviravoltas fizeram de MATE-ME MAIS UMA VEZ um exemplo de produção que merece ser assistida e tem potencial bem acima da média.

 

 

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OS MATADORES (1997) / Minhateca

Dirigido por: Beto Brant

Elenco:

Adriano Stuart Chefão

Chico Díaz Múcio

Jason Verga Supporting Actor

Maria Padilha Helena

Murilo Benício Toninho

Stênio Garcia Duão

Wolney de Assis Alfredão

Estréia na direção do curta-metragista paulista Beto Brant, numa fita muito elogiada pela crítica mas de restrito acesso popular. É realmente acima da média. Tem uma direção de atores competente, um linguajar fluente, uma narrativa curiosa, mas também tem a mania de se demorar demais em certas cenas (em particular, quando atores ficam se exibindo, como Murilo com o revólver à la ''Taxi Driver'', Chico esperando o ônibus ou a amante no motel). O mais grave é a falta de um final de maior impacto, concluindo em baixa.

O diretor tem talento, como fica aparente ao cruzar duas histórias - um carioca (Murilo Benicio, um ator adepto a compor personagens) que vai para o interior virar matador profissional com ajuda de um veterano (Volney), ambos trabalhando para um coronelão (Adriano, sempre bom).

Explica-se muito pouco sobre a psicologia dos personagens e não se aprofunda nada. De qualquer forma, paralelamente, vai se contando a história de outro matador chamado de paraguaio (Chico Diaz, que fala o tempo todo em castelhano razoável), que é implacável, mas que foi morto de maneira suspeita (quem o matou e como foi a morte é o suspense do roteiro). Até as duas histórias se cruzarem. O diretor Brant fez depois ''Ação Entre Amigos'' e ''O Invasor''.

 

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O Torturador (1981)

O filme conta a história de uma dupla de policiais violentos e completamente amorais, que são contratados por um ditador de um país latino-americano, apelidado de El Torturador, para combater ameaças de rebelião e um grupo de neonazistas.

Elenco:

  • Jece Valadão .... Capitão Jonas
  • Otávio Augusto .... Chuchu
  • Vera Gimenez .... Gilda
  • Rodolfo Arena
  • Moacyr Deriquém
  • Ary Fontoura
  • John Herbert
  • Maria Pompeu
  • Anselmo Vasconcelos
  • Paulo Villaça
  • Marta Anderson
  • Rejane Medeiros

Dirigido por Antônio Calmon

 

 

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2013 Menos 1 (2012)

Brincando com o mito do apocalipse Maia, que previa o fim do mundo em 2012, um grupo de amigos se reúne em uma festa no interior do Brasil na noite do dia 20 de dezembro daquele ano. Para a surpresa de todos, coisas incríveis realmente passam a acontecer depois da meia noite, como uma tempestade lunar, um terremoto, um dinossauro e um heroi misterioso: JC, Jesus Cristo em uma versão New Age.

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Entrando Numa Roubada - 2015

Direção: André Moraes

Elenco: ALEX GRULI, Ana Carolina Machado, Aramis Trindade, Bruno Torres, DANILO DE MOURA, Deborah Secco, João Guilherme Ávila, José Mojica Marins, Júlio Andrade, Lúcio Mauro Filho, Luisa Micheletti, Manoela Paixão, MARCO FUGA, Marcos Veras, Mariana Boccara, RAFAEL MENTEGES, Ranieri Rizza, Ravel Andrade, Reiner Tenente, Tadeu Mello, Theo Werneck, Tonico Pereira, Wagner Galvão

Não é à toa que eu me lembrei do filme “2 Coelhos” ao longo da projeção de “Entrando Numa Roubada” – que chegou a ser divulgado como “A Estrada do Diabo“. Afinal, o filme de André Moraes é basicamente a continuidade de dois tipos de características do cinema de ação “para jovens” no Brasil (acho que acabei de criar um novo subgênero): a linguagem rápida ao estilho Guy Ritchie e a narração em off explicando os personagens envolvidos na trama.

Não que esta comédia – ácida e cínica, mas ainda sim comédia – siga à risca toda a receita que Afonso Poyart seguiu, mas André Moraes também estreia em longas com bastante segurança na direção: os cortes para apresentar o “vilão” da história, a câmera rápida e a fotografia clara, porém soturna em certos momentos, fazem do conjunto da obra um produto bastante interessante.

Em tempos de comédias escrachadas e cinema independente autoral no Brasil, é sempre bom ver um filme de gênero como este. Na trama, acompanhamos um grupo de amigos – vividos por Deborah Secco, Bruno Torres, Lúcio Mauro Filho, Júlio Andrade e Ana Carolina Machado – que realizou um filme cujo fracasso os levou a levarem vidas problemáticas, até que surge a oportunidade de fazerem um filme com apenas 100 mil reais. Nisso, eles veem uma nova chance de voltar à carreira antiga, embora um deles queira algo diferente disso.

Com uma interessante metalinguagem na trama, já que o “filme dentro do filme” é uma sátira do audiovisual no Brasil, “Entrando Numa Roubada” consegue prender o espectador em seus rápidos 77 minutos de duração, e ainda traz um interessante momento catártico para o público, em que o personagem de Marcos Veras está envolvido.

Ainda assim, existem momentos que exigem um esforço muito grande de suspensão da descrença. Dependendo de como o espectador encara, tudo é extremamente impossível de acontecer. Mas muitos podem aceitar que a comicidade da história seja exatamente o impossível, o absurdo na própria essência da trama, criado certamente com o objetivo de desenvolver as situações de humor.

Desta forma, “Entrando Numa Roubada” mistura acidez crítica, humor cínico e ação soturna em uma espécie de comédia esquisita – e que pode desagradar muita gente.

 

Parceiros da Aventura - 1979

Em 1947, o sumo sacerdote Jean Manzon convidou um novato para a redação de “O Cruzeiro”. Precisava ter desenvoltura, ser ágil, alguém que aguentasse a Rolleiflex no ritmo frenético da revista. José Medeiros aceitou.

Mais tarde, tornou-se conhecido por igualar ou superar o mestre, além de migrar para o cinema. Dirigiu quatro curtas-metragens e um único longa, “Parceiros da Aventura” (1979). O número pequeno nem de longe se compara com a quantidade de participações que teve no métier original, o de fotógrafo.

Entre os seus maiores vôos estão “Rainha Diaba” (1974), “Ódio” (1977), “Chuvas de Verão” (1978). Sempre com pouca luz e contenção de excessos. Tirava engenhosidade do bolso, operava ínfimos watts.

De tanto mexer na fotografia para os outros, José Medeiros dizia que já tinha visto gente com menos talento se metendo na direção. Aí a curiosidade bateu. Durante as filmagens de “Xica da Silva” (1977), de Cacá Diegues, conversou com o historiador João Felício dos Santos. Chamou José Louzeiro, jantava na casa do escritor e finalmente – depois de tudo matutado – “Parceiros da Aventura” foi para a Lapa, Rio de Janeiro, jogar suas plumas.

Entre a zona central do Rio e a zona sul, “Parceiros da Aventura” surge como um cântico da boemia e das pequenas coisas. A violência vai separando as tribos que, no início, parecem uma só. Um grupo coeso em que há a prostituta (Ana Maria, Isabel Ribeiro), o desempregado (Benedito, Milton Gonçalves), o malandro (Vaselina, Marcus Vinícius), o músico (Paulo, Paulo Moura), o funcionário público (Erva Doce, Procópio Mariano).

As rodadas de chope, o clarinete de Paulo Moura – dando uma palhinha de ator –, as mesas que de repente são invadidas por um molecote vendedor de jornal, flores aleatórias, o cheiro esotérico de botequim que quase se pode sentir a 30 anos de distância. No mesmo ano, “Muito Prazer”, de David Neves, operava nesse registro de amor carioca. Vide a cena de Nelson Cavaquinho dedilhando o violão e unindo um dos arquitetos aos pivetes.

Ana Maria e Vaselina têm um namoro interracial. Desses que ainda hoje são tabu e que apareceriam em poucos filmes. Moram juntos no cafofo de paredes cor-de-rosa, um colega se masturba levemente ao ouvi-los em ação.

Apesar de toda a malícia do sexo, Ana pede, por favor, que o malaco se case com ela. Oficializar a relação, vejam vocês. Humanidades que o cinema brasileiro um dia contou, num vazio tremendo, demasiado humano, porque o amor não é só amor. Também pode ser utilidade, entrega, ciúme, interesse próprio. Ana Maria está no bando de Vaselina, gosta dele, trafica pó com ele, mas também opera com o rival.

Papel complicado, a mulher troca um olhar definidor com Benedito. Sem dizer nenhuma palavra, torce para que o motorista de ônibus, íntegro e honesto, não se junte ao grupo de Vaselina. O diretor parece ter confiado imensamente nos dois, Isabel Ribeiro e Milton Gonçalves, a ponto de entregar-lhes a força da trama. É a partir deles que saem os motores do filme, a partir deles que os enredos se originam.

Benedito escorrega, não fura a greve que outros motoristas estavam tocando na cidade. Um detalhe verídico, pois a greve foi enxertada no filme e acontecia em tempo real no Rio de Janeiro. Benedito não assina contrato com uma empresa de ônibus que queria demitir os grevistas e continua a morgar meses de atraso no aluguel. Atende ao chamado de Vaselina: puxa um carro de madame. Não percebe na hora, mas a filhinha da madame estava no banco de trás – aspecto fundamental no roteiro.

A surpresa de encarar a menina piora o sofrimento de Benedito. O que era assalto passa a sequestro. E o que é sequestro transforma o grupo. Antes traficantes, agora sobem um degrau na escala do crime. Por outro lado, a onipotência de Vaselina, movido a pó, o faz acreditar estupidamente na vitória, mal sabendo que o corvo negro – confuso e amoroso – de Ana Maria estava na emboscada.

Os três ficam pajeando a garota. Uma vira mãe sem querer (Ana), um vira tio atormentado de culpa (Benedito), outro vira chefe sonhando rios de dinheiro (Vaselina). Mundo paralelo que Paulo e Erva Doce nem imaginam que exista, nem sabem aonde os idolatrados amigos estão se metendo.

Esse gato e rato vai tirando as máscaras da amizade. O carinho até continua, mas sem água com açúcar, sem versão Walt Disney. Paira o egoísmo por todos os lados. Talvez um pouco menos em Benedito e Paulo que, de tão sonhador, acaba sendo engrupido por um escritório multinacional de música. Apesar de a dicção de Moura não ajudar às vezes, ainda assim a atuação é desconcertante: Paulo Moura era, de fato, o personagem. Como se Pixinguinha tomasse uns copos de frente para as câmeras, naquela fidalguia de nobre.

Enquanto isso, Erva Doce vive o burocrata falastrão. O fulano que conseguiu emprego porque conhece Beltrano e um monte de siglas de departamentos. A fauna de mulheres que cruzam as pernas ou são azedas, os homens puxa-sacos que invejam o chefe. Esse vazio de gente pequena, a total mediocridade de repartição aonde se penduram paletós e se bebem copinhos sujos de café.

E esperando a filha, a mamãe apetitosa (Louise Cardoso) segura a mão da colega idem (Maria Zilda). Deus, o que será da pequerrucha? No tempo em que policial espancava bandido na frente de jornalistas, todos estão loucos para mostrarem serviço. Correm às pampas para encontrarem os sequestradores.

Circulando entre eles, a penca de figurantes como Stepan Nercessian, Reginaldo Faria, Cosme dos Santos – a trinca de “Barra Pesada” (1977), que Medeiros fotografou. Rodolfo Arena, Maurício do Valle, Flávio Migliaccio, Camila Amado, Luthero Luiz, Isabella, Wilson Grey, Zózimo Bulbul, Leovegildo “Radar” Cordeiro. Participações carinhosas, que pipocam aleatoriamente.

O desfecho da história nem importa tanto, senão pela mistura entre a crônica do cotidiano e a estética da violência. Desejar progredir, enganar, ser enganado, com a grosseria de tiro explodindo na frente da menina que olha para tudo, sem ser protegida, no estilo amoral dos anos 70. Noite caindo atormentada, as luzes na janela da vizinha, mudando de cor. Essas delicadezas deixam na obra de José Medeiros um martírio doce, de solidão.

 

 

VERÔNICA (2008)

MEGA Parte01 / Parte02 SENHA: teladecinema_blog

DIREÇÃO: Maurício Farias

ELENCO:

Andréa Beltrão … Verônica

Marco Ricca … Paulo

Matheus De Sá … Leandro

Giulio Lopes … Coutinho

Andreia Dantas … Selma

Patrícia Selonk … Aline

Flávio Migliaccio … Seu Luís

Camila Amado … Dona Rita

Ailton Graça … Major Diniz

Jorge Lucas … Almeida

Julio Adrião … Rui

Aline Borges … Janete

Verônica é professora da rede municipal de ensino há vinte anos e agora, na iminência de se aposentar e passando por sérios problemas pessoais, está exausta e sem a paciência de sempre. Um dia, na escola em que trabalha, ela percebe que ninguém veio buscar Leandro, um aluno de oito anos. Já é tarde da noite quando a professora decide levá-lo em casa. Ao chegar no alto do morro, encontram a polícia e muito tumulto. Traficantes mataram os pais de Leandro e querem matá-lo também. Verônica foge com o menino. Ela procura ajuda e descobre que a policia também está ligada ao assassinato dos pais do menino. Sem poder confiar em ninguém, ela decide esconder o garoto. Assim, Verônica é obrigada a enfrentar policiais e traficantes para sobreviver. E enquanto procura uma maneira de escapar com o menino, redescobre sentimentos que estavam adormecidos na sua vida. 

 

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O Último Cão de Guerra (1979) / PCLOUD / Minhateca

Em época e país imprecisos, o General Zog, um neo-nazista, monta um campo de concentração, com o auxílio direto de um tenente e de uma doutora. Moças que moram nas fazendas são seqüestradas para dar continuidade ao plano de criação de uma raça pura. Quando os pais das garotas desaparecidas contratam uma dupla de mercenários, Jô e Gato, para investigar o que está acontecendo, sobram balas e explosões para todos os lados!
Diretor: Tony Vieira
ELENCO
Hitagibe Carneiro
Renée Casemart
Heitor Gaiotti
Christina Kristner
Arlete Moreira
Elden Ribeiro
Francisco A. Soares
Tony Vieira
 

Velozes & Furiosos 5 - Operação Rio (2011) Dublado / Mega

Dominic Toretto (Vin Diesel) foi resgatado da prisão por sua irmã Mia (Jordana Brewster) e Brian O'Conner (Paul Walker), que realizam um ousado resgate sobre rodas. Logo em seguida, ele desaparece. Brian e Mia vão até o Rio de Janeiro, onde encontram Vince (Matt Schulze). Ele propõe ao casal o roubo de carros que estão sendo levados em um trem, algo que, segundo ele, será uma operação simples que renderá um bom lucro. Durante a operação, Dominic reaparece e diz à irmã que os planos mudaram. Ela então leva um dos carros a um esconderijo em plena favela carioca, deixando Dominic e Brian enfrentando policiais e bandidos. Ao desmontar o carro, o trio descobre que ele contém um chip com todas as operações ilegais de Hernan Reis (Joaquim de Almeida), incluindo onde guarda o dinheiro arrecadado. É o suficiente para que eles elaborem um plano para roubar a fortuna de Reis, contando com a ajuda de vários amigos.