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SUSPENSE
SUSPENSE

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SNUFF - VÍTIMAS DO PRAZER - 1977

Inspirados pela lenda urbana dos "snuff movies", Carlos Reichenbach e Claudio Cunha escreveram o roteiro de "Snuff - Vítimas do Prazer", dirigido pelo segundo em 1977.
Lembro que por essa época foi lançado nos cinemas daqui um filme americano sobre revolta num presídio feminino, cuja publicidade informava que havia uma cena mostrando uma das figurantes sendo morta acidentalmente durante as filmagens, mas isso não era verdade.
No filme brasileiro, dois gringos Bob Channing (Fernando Reski) e Michael Tracy (Hugo Bidet) se encontram no país dispostos a produzir um filme do gênero, e para isso contratam um cinegrafista falido, Edson (Carlos Vereza) e seu auxiliar Juarez (Canarinho) sob o pretexto de fazer um pornô. Entre as atrizes escolhidas estão uma striper (Rossana Ghessa), uma perdedora de concurso de miss (Patrícia Celere) e uma atriz desempregada (Nadyr Fernandes). O ator principal, Sérgio Bandeira (Roberto Miranda) é encontrado num hospício, onde dizia estar fazendo laboratório (o cara é louco de pedra mesmo).
A intenção primeira parece satirizar as condições precárias para a realização de um filme no Brasil - alguns diálogos apontam nesse sentido - e também mostrar o desencanto de profissionais da área cinematográfica, dispostos a fazer qualquer trabalho para continuarem em evidência (o fotógrafo Edson se classifica o tempo todo como um merda).
É muito interessante o recurso da alternância entre colorido (a parte "real") e preto e branco (as cenas do filme sendo feito).
O diretor cria uma tensão crescente na medida em que apenas os produtores e os espectadores sabem que uma das atrizes será morta de verdade na filmagem. Só não sabemos quando chegará o momento, causando uma angustiante expectativa.
Um dos grandes trunfos de "Snuff" é o elenco, no qual todos estão excelentes, com destaque para Vereza, Canarinho e principalmente Bidet, que logo depois se suicidaria.
Sergio Hingst aparece no começo como um advogado e Xuxa Lopes tem uma pontinha na cena do bordel.
Mais um grande filme nacional recuperado pelo Canal Brasil. 

 

 INTERLÚDIO (Notorious, 1946) Minhateca / MEGA

Dirigido por Alfred Hitchcock

Elenco:

Cary Grant .... T.R. Devlin

Ingrid Bergman .... Alicia Huberman

Claude Rains .... Alexander Sebastian

Louis Calhern .... capitão Paul Prescott

Leopoldine Konstantin .... madame Anna Sebastian

Reinhold Schünzel .... Dr. Anderson (as Reinhold Schunzel)

Moroni Olsen .... Walter Beardsley

Ivan Triesault .... Eric Mathis

Alex Minotis .... Joseph

Wally Brown .... Sr. Hopkins

Charles Mendl .... Comodoro

Ricardo Costa .... Dr. Julio Barbosa

Eberhard Krumschmidt .... Emil Hupka

Fay Baker .... Ethel

Antonio Moreno .... Senhor Ortiza (não-creditado)

Um agente do governo estadunidense chantageia a filha de um nazista, para forçá-la a espionar um agente alemão que mora no Rio de Janeiro.

Presságios de um crime "Solace", de Afonso Poyart

Minhateca / Dublado

Depois do sucesso com o filme "Dois coelhos", o cineasta Afonso Poyart foi convidado a dirigir um longa americano. Ele teve em suas mãos 70 roteiros disponíveis para escolher um. E é curioso que tenha escolhido um thriller psicológico (depois dessa informação sobre a quantidade de roteiros propostos para um Diretor, fico imaginando a qualidade dos mesmos). "Solace", no original, foi concebido para ser uma sequência de "Seven", de David Fincher. Porém Fincher não autorizou e o roteiro seguiu outro caminho. Anthony Hopkins assumiu além do protagonista, o papel de produtor executivo. O mais bizarro é que ele agora faz um personagem que é o oposto de Hannibal Lecter, seu vilão mais famoso de "O silêncio dos inocentes". Agora, o personagem dele, John, é um médico que possui o dom de ler pensamentos e prever futuro e até mesmo, ao encontrar em alguém vivo ou morto, saber o que se passou com ela. John por um bom tempo trabalhou para o FBI, ajudando seu colega Joe (Jeffrey Dean Morgan). Após o falecimento de sua filha por conta de leucemia, John resolve abandonar tudo. Porém, por conta de recentes assassinatos creditados a um serial Killer (Colin Farrel), Joe vai atrás de John para que ele o ajude a descobrir o paradeiro do assassino. A agente Katherine (Abbie Cornish), é descrente dos poderes de John, e acha que o Agente Joe deveria seguir o procedimento normal de investigação. Porém, para a surpresa do próprio John, ele descobre que o assassino também tem o dom de ler mentes e prever o futuro e sabe da existência um do outro. O gênero suspense parece atrair cineastas brasileiros para o mercado americano: vide Walter Salles com "Água negra" e Heitor Dhalia com "12 horas". Se ambas as produções não tiveram sucesso, a produção de Afonso Poyart ainda é uma incógnita: segue inédito no mercado de vários países, mesmo tendo sido filmado em 2013. O roteiro me soou muito deja vu, ainda mais que eu assisti ao seriado "Hannibal" e a premissa é a mesma: Will Graham é um agente do FBI que ajuda o Agente Jack através de seus poderes psíquicos. Ele vai ao local do crime e ao encostar na vítima, ele descobre como a pessoa foi assassinada, fazendo um flashback do ocorrido antes do crime. Em "Presságios de um crime" acontece igual: vemos muitas cenas de flashbacks, estilizados, e claro, em câmera lenta. Poyart realiza aqui um filme com a mesma cartilha de "Dois coelhos"; muita estilização e estética publicitária. Como parceiro, ele convocou o fotógrafo Brendan Galvin, que trabalhou em quase todos s filmes do Cineasta indiano Tarsem Singh, famoso pelo visual dos seus filmes, que aliás, se aproxima bastante do cinema de Poyart. A linguagem do flashback em jump cuts me remeteu também ao filme dos anos 80 de Ken Russel, "Viagens alucinantes". Agora, o que realmente me intriga, é que o filme se passa em Atlanta e não sei porquê, houve uma Segunda unidade filmando em São Paulo e na edição enxertaram stock shots da capital paulista como se fizesse parte de Atlanta. 

 

 

QUANDO UM ESTRANHO CHAMA (Dublado) – 2006

Remake. Pronto, metade do público corre. Nos dias de hoje, após vários êxitos e flops, os fãs do gênero acabaram adquirindo certa repulsa pelos remakes, pois, em maioria, não ficam bons. E poucos sabem que esse filme aqui é um remake de um filme de 1979 (leia a crítica no link acima). Muitos não gostam dele, mas sinceramente, eu gosto desse filme. E ele é melhor do que original.
No filme, acompanhamos Jill (Camilla Belle), uma adolescente que vai trabalhar de babá para os filhos do casal Mandrakis. Localizada em uma parte distinta da cidade, sem vizinhos, a luxuosa casa dos Mandrakis é cheia de proteção, passando uma ilusão de segurança para Jill, que logo começa a receber ligações ameaçadoras. Após ligar para polícia, a mesma rastreia as chamadas, descobrindo que elas vem de dentro da casa.
No filme original, a trama é dividida em duas, diferente desse. Quando um Estranho Chama pega somente a melhor parte do original e a prolonga para uma hora. Porém, não fica cansativo, como uma série que continua sendo renovada, deixando sua história desleixada. Há, a todo momento, o suspense, a tensão, aquela verdadeira sensação que algo acontecerá se você piscar.
O filme começa indicando que o vilão do filme já vinha fazendo vítimas antes da protagonista, mas parece tudo desnecessário, pois nada ajuda na história. Somente um prólogo avisando o que estaria por vir. Após isso, conhecemos nossa protagonista, que é logo levada para à casa gigante que me fez lembrar A Casa de Vidro (2002). A trama apesar de enrolar um pouco até ganhar ação, não cansa. Faz com que você, como disse acima, fique à expectativa que algo aconteça, até isso acontecer.
Porém, o filme é fraco. Ele fica no mais do mesmo até ter a perseguição final, que achei muito boa. O filme erra exatamente no que está na sua premissa e no que ela apresenta. A história base do filme explora o medo provocado pelo desconhecido, no caso, pelo estranho. E o roteiro até tenta desenvolver isso na história, porém, os "retoques" hollywoodianos, repletos de clichês, dados pelo diretor Simon West (Os Mercenários 2) acabam deixando a história fraca, limitada de apenas alguns sustos e pronto.
Se o filme ficasse mais realista, poderia até cair na graça do público. Até por que, é tão normal você ser uma adolescente que vai trabalhar de babá em uma mansão-de-vidro no meio-do-nada, onde não há vizinhos e um estranho aparece te vigiando e ameaçando pelo telefone. A história poderia ter ficado mais realista se levasse à uma vida normal americana, como no filme original. Digo isso, por que filmes que se parecem realistas acabam levando o público a uma certa tensão, como o desconhecido Megan Is Missing (2009) e o novo The Den (2014).
Por fim, Quando um Estranho Chama acaba por ser mais um filme normal, com uma história que se fosse melhor trabalhada poderia ter rendido um bom filme. Garante alguns sustos, mas não é muita coisa, uma vez que o filme acaba sendo fútil, com um final desnecessário com uma alucinação da protagonista.

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A Noite da Fêmeas (Ensaio Geral, 1976) / Minhateca

Durante o ensaio de uma peça teatral, quatro atrizes são envenenadas. Um censor chama a polícia e um inspetor para dar início às investigações. No interrogatório, todos os depoentes demonstram ter motivos para o assassinato.

Diretor: Fauzi Mansur

ELENCO

Kate Hansen, Nádia Lippi, Marlene França, Maria Isabel de Lizandra, Antônio Fagundes, Ewerton de Castro, Dionísio Azevedo, Elizabeth Hartmann, Sérgio Hingst, Lola Brah, Liza Vieira, Kadu Moliterno (como Carlos Eduardo)

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Sócio de alcova - 1961

Um engenheiro norte-americano empregado na construção de Brasília se depara com o misterioso desaparecimento de sua esposa ao retornar. O cadáver da mulher aparece no porta-malas de seu carro e ele acaba se tornando o principal suspeito do crime.

Um filme de George M. Cahan com Jean-Pierre Aumont, Tonia Carrero, Jardel Filho, Laura Suarez

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Redenção (1959)

Redenção é um thriller, policial amadorístico, com acentos melodramáticos, que gira em torno de um maníaco, que atende pelo nome de Homem X (Fred Junior), estrangulador de mulheres. De repente, ele chega à casa de dois irmãos, Newton (Geraldo D'El Rey) e Raul (Braga Neto). Raul está em liberdade condicional. Estabelece-se, com a chegada do Homem X, um clima de tensão entre os três personagens que vem a aumentar quando ele tenta matar a namorada de Newton, Magnólia (Maria Caldas), e, por causa dessa tentativa de assassinato, acaba sendo morto por Raul. Desconhecendo a verdadeira identidade do Homem X, os dois irmãos decidem fazer desaparecer o seu corpo defunto, principalmente para não comprometer a liberdade condicional de Raul.

Foi primeiro longa-metragem feito na Bahia, um marco para o cinema baiano. "Se o cinema na Bahia não existisse, Roberto Pires o teria inventado", escreveu Glauber Rocha em Revisão Crítica do Cinema Brasileiro (Civilização Brasileira, 1963).

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Apassionata (1952) / Senha: cinebra

Após a consagração, ao interpretar Apassionata de Beethoven, a pianista Sílvia Nogalis é acusada da morte de seu marido, o maestro Walter Hauser. Após provar sua inocência, sai em viagem primeiro para repouso, depois numa grande turnê internacional. Conhece dois homens que se interessam por ela: Pedro, o diretor de um reformatório na praia, e Luiz Marcos, um pintor, com quem se casa, e que, após a volta ao Brasil, passa a duvidar da inocência de Sílvia, por causa das intrigas da antiga governanta.

Dirigido por Fernando de Barros

ELENCO

Tônia Carreiro (Sílvia Nogalis)
Ziembinski (Wlater Hauser)
Anselmo Duarte (Pedro)
Alberto Ruschel (Luiz Marcos)
Abílio Pereira de Almeida (Delegado)
Paulo Autran (Advogado)
Salvador Daki (Rogério)
Renato Consorte (Investigador)
Edith Helou (Governanta)
Jaime Barcelos
Xandó Batista
Elíseo de Albuquerque
Rubens de Falco 

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Quem Matou Anabela? (1956) / Senha: cinebra

Anabela, a belíssima bailarina, é assassinada, e seu corpo encontrado à beira de uma represa em São Paulo. O comissário Ramos é encarregado do caso e interroga as testemunhas que moravam com ela numa pensão. De cada uma delas, obtém uma confissão do assassinato e uma descrição completamente diferente da personalidade da vítima. O mistério cresce, até o final surpreendente.

ELENCO

Os acima citados e
Aurélio Teixeira
Ary Fernandes
Marina Prata

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Uma Fêmea do Outro Mundo (1979)

Márcia conhece empresários com problemas na justiça, relacionados às mortes de funcionários deles, e os chantageia fazendo-os acreditar que as vítimas eram irmãos dela. Após encontros amorosos, Márcia desaparece deixando sua roupa e uma rosa vermelha sobre a cama. Aos empresários que vão procurá-la, a avó de Márcia conta sobre a morte da neta acontecida há anos. No cemitério, eles encontram o túmulo de Márcia. O que teria acontecido?

Direção: Jorge Figueira Gama

ELENCO

Kate Lyra
Milton Villar
Roberto Pirilo
Anilza Leone
Wilson Grey

 

O Mistério no Colégio Brasil - 1988

Direção de José Frazão

Elenco:

  • Othon Bastos
  • José de Abreu
  • Beth Goulart
  • Carlos Augusto Strazzer
  • Marieta Severo
  • Silvia Buarque
  • Deborah Evelyn
  • Gilda Nery
  • Enrique Diaz
  • André Barros
  • Procópio Mariano
  • Danielle Daumerie
  • Paulinho Moska
  • Alexandre Akermann
  • Kátia Bronstein
  • Tina Águas
  • Clemente Viscaíno
  • Beatriz Moreira

No Colégio Brasil, no Rio de Janeiro, estuda um grupo de amigos que estão de recuperação no último ano do colegial. Bebel namora Dan e é guitarrista de uma banda que está sem vocalista. Após um ensaio os dois vão namorar no parque numa gruta misteriosa. Lá, encontram o cadáver de uma moça e correm para avisar o diretor, Prof. Duarte. Levam-no até o local e não encontram o corpo. O diretor ameaça expulsar os dois por terem mentido e mesmo os seus amigos não acreditam na história do corpo. Intrigado, Dan resolve investigar e descobre o caso de uma professora de biologia, Patrícia, que sumiu do colégio anos atrás. Numa conversa com o Prof. Olow, Dan também descobre, por acaso, um porta-retrato com a foto da aluna Ludmila, que também havia desaparecido. Eles procuram alguma informação sobre elas no arquivo enquanto distraem Assembléia, funcionário da escola. No rastro de Ludmila chegam até Bartira, nova vocalista da banda de Bebel, sua antiga companheira de quarto. Bartira vive com a filha de Ludmila, que se revela neta do prof. Olow, o pai de Ludmila. O professor Duarte engravidara Ludmila e, não querendo assumir a gravidez já que tinha um caso com Patrícia, acabara por assassiná-la, para evitar um escândalo. Ao ser desmarcado, o prof. Duarte ameaça os dois garotos. Exige que eles parem com a investigação e conta com o descrédito do testemunho de Patrícia que vive num sanatório desde o crime. Ela reaparece e atira em Duarte. Resta o mistério do desaparecimento do corpo. É então que no meio do show da banda de Bebel aparece o cadáver no cenário. Foi Vermelhão o amigo da turma que tinha escondido o corpo para assustar a rapaziada.

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Trabalhar Cansa é um bem-vindo risco cinematográfico. Flertando entre o literal e o simbolismo, o longa de estreia dos premiados curta-metragistas Marco Dutra e Juliana Rojas transita entre filme de monstro e suspense com um ácido comentário das relações sociais e de poder. Um teste para o espectador desacostumado com esse percurso entre gêneros tão distintos.

Dizer que “gostando ou não, é um filme que não dá para ficar indiferente” é um tremendo clichê. Mas quem disse que os clichês não têm um pé na realidade? Exibido em maio no Festival de Cannes dentro da mostra Um Certo Olhar e detentor de uma Menção Honrosa no Festival de Paulínia, o longa já sai em vantagem por ousar mexer com um gênero raro na cinematografia brasileira em longa-metragem (terror/fantástico) e mostra-se um filme cujo resultado é só um: Cinema. Dutra e Rojas narram um filme cujas imagens dispensam gorduras de diálogos.

Temos uma família de classe média até então bem estabelecida financeiramente. Helena (Helena Albergaria, atriz preferida da dupla de realizadores) é uma dona de casa que decide abrir um mercadinho. Empolgada por ter encontrado o imóvel perfeito, volta a casa para compartilhar a notícia com o marido. Surpresa: Otávio (Marat Descartes) acaba de ser demitido após dez anos na mesma empresa. Desempregado aos 40 anos. Enquanto eventos inexplicáveis acontecem no mercado, o marido tenta voltar ao mercado de trabalho.

São dois registros diferentes, o que não implica dois filmes diferentes ou inorgânicos. Após a sessão em Paulínia em julho, quem não gostou de Trabalhar Cansa apontou uma inaptidão do filme em fazer com eficiência a ponte entre os dois registros. Mas, um questionamento: seria mesmo um problema do filme que não consegue cruzar saudavelmente as fronteiras ou do espectador desacostumado com essa ousadia?

A pergunta surge depois de pensar também em Cópia Fiel, grande filme de Abbas Kiarostami. Em geral, quem gostou do longa achou que existem duas encenações inteiramente diferentes do casal. Supostamente existiria o momento do fingimento e, após a cena do café com a mamma italiana, surgiria dali outra encenação, na qual Juliette Binoche e William Shimell se assumiriam como um casal em crise. Ou seja, uma delimitação clara entre um antes e um depois, um isso e um aquilo.

Não seria justamente esse o mais interessante desafio de Trabalhar Cansa: propor ao espectador uma narrativa cinematográfica em que o “isso” (terror) acontece ao mesmo tempo do “aquilo” (drama social), em vez de delimitar claramente duas esferas? Não seríamos nós a pedir uma distinção clara – por ser mais fácil de racionalizar – do que um problema do filme em não fazê-la? Não seria uma necessidade nossa de, como espectador, enquadrar o filme?

Atmosfera de suspense

Criar a atmosfera de mistério e incompreensão de fenômenos estranhos não é nenhuma novidade na obra de Marco Dutra e Juliana Rojas. Especialmente em Um Ramo, premiado em Cannes em 2007 como o Melhor Curta-metragem da mostra paralela Semana da Crítica, a manutenção do clima é precisa.

No caso de Trabalhar Cansa, a criação é ainda mais meticulosa, pronta a jogar o espectador num outro tempo narrativo e testar sua sensibilidade, principalmente ao inserir objetos de cena aparentemente deslocados. Simplesmente não se sabe qual será o próximo plano, para onde o filme será encaminhado. Um filme instigante com a saudável disposição de se arriscar.

Nessa criação de atmosfera, descobrimos juntos dos personagens os estranhos fenômenos que rondam o mercadinho. Um odor estranho, um cano estranhamente entupido, uma infiltração são alguns dos elementos que conduzem o suspense. Quanto mais o mistério aumenta, mais a natureza contraditória dos personagens se revela.

Com isso, Trabalhar Cansa cresce e cai, ao mesmo tempo. Tanto na relação entre Helena com a empregada Paula (Naloana Lima) ou com os funcionários do mercadinho, o poder é sutilmente delineado. Mas a inserção da mãe de Helena é a passagem mais caricata de um filme que tem como pilar a adesão do espectador, mesmo que numa postura distanciada.

Também é mal resolvida uma viagem que Otávio, o marido, faz com a filha para uma casa de fim de semana da família. Porém, são detalhes que não tiram muitos dos méritos do filme de unir organicamente dois registros narrativos distintos.

Trabalhar Cansa é um lançamento interessante do cinema brasileiro em 2011. Mesmo não gostando, provocar discussão em torno dos gêneros cinematográficos é um mérito que o filme de Marco Dutra e Juliana Rojas esbanja a rodo.  

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Corpo (2007) / MINHATECA

Um filme de Rossana Foglia, Rubens Rewald com Leonardo Medeiros, Regiane Alves, Rejane Arruda, Chris Couto

Em São Paulo, o cadáver de uma garota que parece ter morrido há décadas é encontrado numa vala comum. Apesar de ter se passado 30 anos desde a morte da moça, o corpo ainda está conservado. A descoberta agita a vida do entediado médico-legista Artur (Leonardo Medeiros) que trabalha em um necrotério público. 

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Vítimas Do Prazer (1977) / 4SHARED

Diz-se que nos snuff movies as atrizes são estupradas e assassinadas. Dois americanos, MIchel Tracy, o produtor, e Bob Channing, o diretor, vêm ao Brasil filmar um snuff movie. Será verdade o que se fala sobre tais filmes? Os americanos recrutam o elenco e começam sua macabra filmagem.

Diretor: Cláudio Cunha

ELENCO
Carlos Vereza (Edson Lima)
Rossana Ghessa (Lia de Souza)
Nadyr Fernandes (Tati Ibañez)
Lúcia Alvin (Glória)
Roberto Miranda (Sérgio Bandeira)
Hugo Bidet (Michael Tracy)
Fernando Reski (Bob Channing)
Canarinho (Juarez)
Sérgio Hingst (Advogado)
Patrícia Celere (Maria Rosa)
Geraldo Louzano (Oficial de justiça)
Walter Prado (Ator do filme)
Fátima de Jesus (Atriz do filme)
Xuxa Lopes (prostituta no bordel)
Maria Graciela (Maria Graciela) 

A Maldição do Sanpaku (1991) / MINHATECA

Ao tentar dar golpe em perigosa quadrilha, rapaz compra a ira do chefe, homem disposto a qualquer coisa para reaver sua fortuna. Envolvidos na trama estão também o melhor amigo do rapaz e sua namorada, linda mulher que traz nos olhos a marca da tragédia.

Elenco:

  • Felipe Camargo .... Poeta
  • Patrícia Pillar .... Cris
  • Roberto Bomtempo .... Gafanhoto
  • Sérgio Britto .... Velho
  • Rogéria .... Loura
  • Paulo Barbosa .... Negão
  • Jonas Bloch .... Bruce
  • Nelson Dantas .... Gold
  • Carlos Gregório .... Sivuca
  • Anselmo Vasconcelos
  • Wilson Grey

Direção: José Joffily 

QUANDO EU ERA VIVO (2014) / MEGA

Direção: Marcos Dutra

Após o fim do casamento e a perda do emprego, Júnior (Marat Descartes) retorna à casa do pai (Antônio Fagundes). Mas esta não é mais a casa de sua infância. Seu quarto agora é habitado pela jovem inquilina Bruna (Sandy Leah) e todo o ambiente lhe parece inóspito e opressor. No quartinho dos fundos, Júnior encontra objetos estranhos que pertenciam à sua mãe, incluindo uma misteriosa mensagem criptografada. Certo de que a compreensão da mensagem é a chave para entender melhor seu passado e seu presente, Júnior desenvolve uma obsessão pela história da família, ao mesmo tempo em que acontecimentos sombrios passam a fazer parte da rotina da casa.

Reflexões de um liquidificador (MINHATECA)

de André Klotzel (2010)

Comédia de humor negro, que bebe na fonte dos Irmãos Cohen, esse filme paulistano, conta com um ótimo elenco, encabeçado por Ana Lucia Torre. A história gira em torno do sumiço de um homem, e a mulher dele (Ana Lucia torre) é acusada por um policial de tê-lo matado. Um liquidificador antigo, que habita a cozinha dessa mulher, faz o relato do filme, através da voz off de Selton Mello.
Apesar da premissa absurda e do bom elenco de comediantes (Fabiula Nascimento, Aramis Trindade, Gorete Milagres), falta ao filme uma "viajada" que não acontece. O filme se permite uma fábula fantástica, Klotzel deveria ter apostado mais nessa linha. O filme na maior parte do tempo sôa muito realista, caindo as vezes em um humor ingênuo, televisivo. Li uma crítica comparando o filme a "estômago". É possível, até por conta da presença de Fabiula Nascimento no elenco.
De curioso, apenas a cena final, que mostra o ocorrido com o homem. Vale pela curiosidade de ver um filme de baixíssimo orçamento. 

"Romance policial", de Jorge Duran (2014)  / Minhateca

Drama de suspense escrito e dirigido pelo cineasta chileno e radicado no Brasil Jorge Duran. Diretor de filmes como "A cor do seu destino" e "Proibido proibir", Duran exercita aqui uma verve baseada em tramas de Hitchcock e de Patricia Highsmith: a eterna história do homem errado, no lugar errado. Pensou em "O homem que sabia demais"? Pode ser um bom ponto de início. Antonio é um burocrata que trabalha em repartição pública, e nas horas vagas exercita a escrita, seu grande desejo. Vazio de idéias, Antonio resolve tirar férias e seguir até a região do deserto de Atacama, no Chile, para poder extrair conteúdo para um romance. Ele pega carona na estrada, faz amizade com o motorista e conhece uma jovem em um bar. No dia seguinte, ao passear no deserto, encontra o motorista assassinado. Sem revelar nada à polícia, Antonio enxerga ali uma oportunidade para extrair ideias para o romance. O que ele não contava, era que a polícia o tenha como suspeito do crime, e o seu envolvimento com Florencia (Daniela Ramirez). O filme se passa 90% no Chile, portanto Daniel de Oliveira passa o tempo todo conversando em castelhano. O Elenco, majoritariamente chileno, é ótimo, com destaque para Daniela Ramirez. A fotografia de Luis Abramo intensifica a beleza da luz e das locações no Deserto de Atacama. A trama é curiosa, mas o ritmo lento pode ser que afaste espectadores que busquem um drama mais calcado na trama policialesca. 

 

O VENDEDOR DE PASSADOS (2015) / MEGA

Direção: Lula Buarque de Hollanda

O mais curioso nesse filme livremente adaptado do livro do escritor angolano José Eduardo Agualusa é a busca por um gênero. Inicialmente lançado como uma trama de suspense, na sequência veio como romance e drama. Porém, na exibição do filme no Festival de Pernambuco de 2015, onde saiu com os prêmios de Melhor Ator para Lazaro Ramos e Melhor edição de som, ele recebeu um carimbo de Comédia dramática. E isso é surpreendente. O filme pode ser visto por várias matizes distintas. Quem quiser pode buscar qualquer um desses gêneros no filme e vai se divertir. Essa é a riqueza de uma história que brinca com vidas, passados e futuros de personagens e fatos históricos. Em uma complexa rede de imagens, sejam elas fotos ou vídeos, o filme na verdade são dois: acompanhamos a trama principal, que conta a história de Vicente (Lazaro Ramos) e de uma mulher misteriosa, Clara (Alinne Moraes), e também nos deixamos seduzir pela trama paralela. Essa segunda história é a revelação de um possível passado que envolve ditadura militar argentina, torturas, assassinatos, narrada exemplarmente através de fotos e vídeos de arquivo. Vicente tem uma profissão sui generis: ele reconstrói passados dos clientes, que desejam ter a chance de terem sido uma outra pessoa no passado. Um dia surge uma mulher encantadora e provavelmente fatal, como nos bons filmes Noir: uma mulher sem nome, que ganhará a alcunha de Clara. Ela encomenda para Vicente um passado criminoso, onde ela tenha assassinado alguém. Seduzido por essa estranha, Vicente se vê preso a um jogo de verdades e mentiras, que acaba trazendo conflitos para o seu próprio passado. É real? É inventado? Visualmente o filme é muito elegante, embalado pela fotografia de Toca Seabra. A trilha sonora, charmosa e que trabalha também sonoridades clássicas com modernas, traz o elemento pop para o filme. A direção de arte também merece louvor. É um filme brasileiro que flerta com a forma de se narrar uma história trazendo o espectador para refletir sobre o que está vendo. Afinal, como na famosa frase do filme de John Ford , "O homem que matou o facínora, "se a lenda é mais interessante do que o fato, publique-se a lenda". E que se foda a verdade. 

O AMULETO (2015) / Minhateca

de Jeferson De

Suspense co-escrito e dirigido pelo mesmo cineasta do premiado drama "Broder", é uma colcha de retalhos de vários filmes de terror teen americano. É muito difícil de um verdadeiro fã de filmes de terror se assustar com esse filme. Talvez a melhor forma de assisti-lo seja juntando uns amigos e se divertindo a valer com a trama, a parte técnica e as atuações. De verdade, não sei se o filme foi realizado para ser levado a sério ou se é uma grande brincadeira com o cinema de gênero, ainda mais que na ficha técnica existe o nome do preparador de elenco Sergio Penna, conceituadíssimo no cinema e na tevê. Por isso achei que era para ser tudo um grande pastiche, de fato não levei a sério mesmo porque tinham cenas que é quase impossível não rir. Bruna Linzmeyer interpreta uma jovem sobrevivente de uma chacina que ocorreu em uma floresta na região de Moçambique, Florianópolis. Ó delegado a interroga e ela se torna suspeita da morte de três amigos. Sua mãe, interpretada por Maria Fernanda Cândido, é a única que acredita em sua inocência e guarda um segredo, baseado em um amuleto. O roteiro é tão simplório que a solução da trama já se encontra no prólogo. O elenco de apoio impressiona pela falta de espontaneidade e experiência. No final das contas, o charme do filme reside justamente ainda.

 

 

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O SIGNO DE ESCORPIÃO (1974) / 4Shared

Pessoas dos doze signos zodiacais são reunidas em uma ilha, a convite de um famoso astrólogo. Os convidados começam a ser misteriosamente assassinados, antecedidos de um aviso emitido por um computador. A desconfiança de um em relação ao outro é inevitável. E o desespero atinge o clímax quando o anfitrião aparece morto.

Direção: Carlos Coimbra

ELENCO
Sebastião Campos (Mauro - Capricórnio)
Kate Lyra (Angela - Aquário)
Wanda Kosmo (Marta - Peixes)
Alan Fontaine (Kiko - Áries)
Maria Viana (Sônia - Touro)
Roberto Orosco (Clovis - Gêmeos)
Sandro Polonio (Samuel - Câncer)
Carlos Lyra (Eduardo - Leão)
Paulo Hesse (Beto - Virgem)
Elza Tsugawa (Satiko - Libra)
Rodolfo Mayer (Professor Alex - Escorpião)
Maria Della Costa (Gilda - Sagitário) 

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Apassionata (1952) / MEGA Senha: cinebra

Após a consagração, ao interpretar Apassionata de Beethoven, a pianista Sílvia Nogalis é acusada da morte de seu marido, o maestro Walter Hauser. Após provar sua inocência, sai em viagem primeiro para repouso, depois numa grande turnê internacional. Conhece dois homens que se interessam por ela: Pedro, o diretor de um reformatório na praia, e Luiz Marcos, um pintor, com quem se casa, e que, após a volta ao Brasil, passa a duvidar da inocência de Sílvia, por causa das intrigas da antiga governanta.

Direção de Fernando de Barros

ELENCO

Tônia Carreiro (Sílvia Nogalis)
Ziembinski (Wlater Hauser)
Anselmo Duarte (Pedro)
Alberto Ruschel (Luiz Marcos)
Abílio Pereira de Almeida (Delegado)
Paulo Autran (Advogado)
Salvador Daki (Rogério)
Renato Consorte (Investigador)
Edith Helou (Governanta)
Jaime Barcelos
Xandó Batista
Elíseo de Albuquerque
Rubens de Falco

 12 HORAS (Gone, 2012) Dublado / MINHATECA

 Um filme de Heitor Dhalia com Amanda Seyfried, Daniel Sunjata, Jennifer Carpenter, Sebastian Stan

Jill (Amanda Seyfried) mora com sua irmã Molly em Portland. Ela trabalha em um restaurante de noite, e sua irmã está passando um tempo em sua casa, se recuperando do alcoolismo. Jill passa seus dias na Floresta, em busca da caverna aonde ela, a dois anos atrás, foi sequestrada por um serial killer. Jill conseguiu fugir do seu algoz, mas a polícia não acredita em sua história, achando que tudo é fruto de sua imaginação. Jill tem um histórico de tratamento psiquiátrico e internação em clínica, o que favorece a desconfiança por parte dos policiais. Uma noite, ao voltar do seu trabalho, Jill não encontra a sua irmã, e desconfia que o serial killer veio para pegá-la, mas como ela não estava em casa, acabou sequestrando sua irmã. Jill vai até a polícia, mas novamente, ninguém acredita em sua história, achando que Molly deve estar com o namorado em algum lugar. Jill resolve então ela mesma descobrir o paradeiro da irmã, seguindo todos os passos do possível serial killer.

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GATA VELHA AINDA MIA (2013) / MINHATECA

 Glória Polk (Regina Duarte) é uma escritora decadente, que resolveu voltar a escrever um livro de ficção após 17 anos de ausência. Um dia, ela resolve abrir sua casa para Carol (Bárbara Paz), uma jovem jornalista que mora em seu prédio e é casada com seu antigo esposo. Empolgada com a oportunidade, Carol logo se dá conta que Glória possui uma faceta obscura, que fez com que tivesse imensa dificuldade em se relacionar com outras pessoas ao longo dos anos.

 Direção: Rafael Primot  

Faca de dois gumes (1989)MEGA SENHA: cinecult

Advogado de família ilustre, marido apaixonado, é traído por sua bela mulher, amante de seu sócio e melhor amigo. Planeja, então, um crime perfeito, articulando meticulosamente todas as peças de sua ação, mas sua atitude passional e fatores imprevisíveis, envolvendo corrupção e o sequestro de seu filho, acabam por levá-lo a se envolver numa série de acontecimentos, que transformam sua vida numa faca de dois gumes, tudo se encaminhando para um final dramático.

Diretor: Murilo Salles

ELENCO
Paulo José ... Jorge Bragança
Marieta Severo ... Sônia J. Amado
José de Abreu ... Fontana
Flávio Galvão ... Marco Aurélio Amado
Ursula Canto ... Vera Lúcia
Pedro Vasconcelos ... Paulo Sérgio - Cuca
Paulo Goulart ... Delegado Olímpio Veloso
José Lewgoy ... Sr. Álvaro J. Amado

O INVASOR (2001) / Minhateca

Dirigido por Beto Brant

ELENCO:

Marco Ricca .... Ivan
Malu Mader .... Cláudia
Mariana Ximenes .... Marina
Paulo Miklos ... Anísio
Alexandre Borges .... Gilberto
George Freire ... Estevão
Chris Couto ... Cecília
Sabotage ... Sabotage

Estevão (George Freire), Ivan (Marco Ricca) e Gilberto (Alexandre Borges) são companheiros desde os tempos de faculdade e sócios de uma construtora de sucesso há mais de 15 anos. O relacionamento entre eles sempre foi muito bom, até que um desentendimento na condução dos negócios faz com que eles entrem em choque, com Estevão, sócio majoritário, ameaçando abandonar a empresa. Acuados, Ivan e Gilberto decidem então contratar Anísio (Paulo Miklos), um matador de aluguel, para assassinar Estevão e, assim, poderem conduzir a construtora do modo como bem entendem. Entretanto, Anísio tem seus próprios planos de ascensão social e aos poucos invade cada vez mais as vidas de Ivan e Gilberto. 

ALUCINADOS (2008) / Minhateca

Direção: Roberto Santucci

Júlia (Mônica Martelli) sofre um sequestro-relâmpago, realizado por Sapeca (Sílvio Guindane) e Casé (Cláudio Gabriel). Presa no carro blindado de janelas escuras de seu marido (Tarcísio Filho), ela acredita que eles estejam em busca de dinheiro fácil, para que possam consumir drogas. Porém, aos poucos, ela nota que a dupla não deseja apenas isto. 

 

Rua 6, s/ n.º (2003) / MEGA  Senha: cinebra

Em Brasília, um moribundo entrega a Solano um pacote de dinheiro que pertence à Maíra, mas só tem tempo de dizer que ela mora na rua seis, morrendo em seguida. Solano entra em um dilema: ao mesmo tempo que quer encontrar a tal Maíra, pensa na própria situação, desempregado e com a mulher grávida. Tenso e atormentado pelos seus próprios fantasmas, ele passa a vasculhar desesperadamente Brasília e seus arredores em busca da desconhecida Maíra, e da misteriosa Rua Seis.

Diretor João Batista de Andrade

ELENCO

Marco Ricca e Christine Fernandes
Luciana Braga (Lenira)
João Acaiabe (Pedro)
Henrique Rovira (Paulo)
Gracindo Jr. (Isidoro)
Umberto Mangnani (Dimas)
Movimento Nacional de
Meninos e Meninas de Rua - DF

 

Condenado à Liberdade (2001) / Minhateca

Mauro Vilhena, personagem de Othon Bastos, e Beatriz Vilhena interpretada por Cássia Kiss foram um casal da alta burguesia de Brasília, que é encontrado morto em sua própria cama. Inicialmente se acredita que o caso nada mais é do que homicídio seguido de suicídio, mas após investigações mais detalhadas descobre-se que na verdade Mauro e Beatriz foram assassinados. Logo as suspeitas recaem sobre Maurinho, André Gonçalves, o filho mais velho do casal, que no momento está envolvido romanticamente com Ângela, personagem de Mylla Christie, uma jovem estudante de Medicina de origem pobre que vinha sendo sistematicamente rejeitada pela família do namorado.

Elenco:

Othon Bastos....Mauro Vilhena

Cássia Kiss....Beatriz Vilhena

André Gonçalves....Maurinho

Mylla Christie....Ângela

Odilon Wagner....Carlos Vilhena

Anselmo Vasconcellos....Detetive Osmar

Nathália Timberg....Dona Irene

Antônio Pompêo....Agente Lopes

Isabel Ampudia....Inês

Camila Amado

 

CONFIA EM MIM (2014) / Minhateca / MEGA

Diretor: Michel Tikhomiroff

ELENCO:

Mateus Solano - Caio
Fernanda Machado - Mari
Fernanda D'Umbra - Teresa
Bruno Giordano - Vicente
Clarisse Abujamra - Beatriz
Janaina Afhonso - Joana
Patrícia Pichamone - Paula
Geraldo Rodrigues - Dario
Fábio Herford - Edgar
Antônio Saboia PolícialF - Federal

Mari, uma promissora chefe de cozinha, trabalha duro e sonha em abrir seu próprio restaurante. Até que acaba se envolvendo com Caio, um carismático rapaz, que dará as condições para ela realizar o seu sonho. Porém, as coisas nem sempre são o que parecem ser. Às vezes, confiamos nas pessoas erradas.

 

A FLORESTA QUE SE MOVE (2016) / Mega

Diretor: Vinicius Coimbra

Adaptar Shakespeare é tarefa arriscada, ainda mais quando a ideia é mudar a ambientação para algo moderno. Fica ainda mais complicado quando a intenção é manter o tom teatral e exagerado da peça, algo que, no cinema, costuma não funcionar – e é o que acontece aqui. Ainda assim, Floresta que se Move merece atenção por contar com o retorno de Ana Paula Arósio ao cinema e ser belo visualmente.

De cara, a abertura chama atenção: ao som de música clássica assustadora, paisagens europeias ajudam a criar a atmosfera sombria, até que chegamos à imagem de um castelo decadente. Até parece que essa adaptação de Macbeth se passa no século XI, mas não é o caso e o cenário logo muda para o agressivo mundo empresarial.

Inspirado no clássico Macbeth, A Floresta Que se Move acompanha Elias (Gabriel Braga Nunes), executivo do segundo maior banco do Brasil. Seu destino começa a mudar quando encontra uma misteriosa bordadeira que se diz vidente. Ela afirma que ele se tornará vice-presidente do banco e no dia seguinte seria o novo presidente. Quando Elias conta a história para Clara (Ana Paula Arósio), sua esposa, ela convida o atual presidente do banco para jantar, para que o marido possa subir de posição na empresa. No entanto, o plano arquitetado pelo casal culmina em uma série de assassinatos e numa busca desenfreada por poder.