Dirigido por Dennis Iliadis
Trata-se de um remake do filme de 1972 o filme de Wes Craven The Last House on the Left
No dia de seu aniversário de 17 anos, a jovem Mari Collingwood (Sara Paxton) e uma amiga acabam nas mãos de cruéis criminosos que escaparam da prisão. Enquanto seus pais organizavam os preparativos de uma festa surpresa para ela, Mari e sua amiga são violentadas e mortas. No dia seguinte, os assassinos vão refugiar-se exatamente na casa dos pais da vítima, sem imaginar o destino infeliz que os aguardava.
DIREÇÃO: Sean S. Cunningham
Clássico dos clássicos do slasher, "Sexta feira 13" foi lançado em 1980 e logo tornou-se um dos filmes independentes mais rentáveis do cinema, custando 550 mil dólares e rendendo 40 milhões. O filme foi um sucesso estrondoso e a ele se seguiu uma franquia com inúmeras continuação, além de cross overs bizarros como "Jason X", no espaço, e "Jason X Freddy", e também um remake de 2009. O mais curioso, é que Jason, um dos vilões mais famosos do cinema, não aparece nesse filme original. Tanto Jason quanto a sua máscara de Hockey só se fazem presentes a partir da parte 2.
O filme lançou Kevin Bacon, estrelando ao lado de jovens atores que, segundo o cineasta, foram escalados porquê têm perfil de atores de um comercial da Pepsi. O filme reforçou a máxima moralista de que quem faz sexo ou consome drogas morre. Um grupo de jovens decide passar o final de semana no Crystal Lake, famoso acampamento onde no passado, houve um acidente trágico. Avisados de que suas vidas correm perigo, os jovens decidem seguir assim mesmo, e claro, um a um vão morrendo de forma brutal, em efeitos práticos elaborados pelo mestre Tom Savini, que produziu efeitos para giallos famosos assim como para os zumbis de George Romero. A trilha sonora de Harry Manfredini também ficou famosa, roubando acordes de "Psicose", de Bernard Hermann, e introduzindo o clássico coral "Kikiki mamama". Sempre vale a pena rever.
DIREÇÃO: Steve Miner
Cinco anos após o massacre no acampamento Cristal Lake, novos instrutores se instalam num acampamento próximo. Um a um, os jovens do grupo são atacados e brutalmente mortos, revivendo a lenda de Jason.
DIREÇÃO: Steve Miner
O massacre irá acontecer de novo. Quando uma equipe de jovens buscando por um final de semana de paz nas florestas, encontram o matador Jason que mais uma vez executa suas vítimas.
DIREÇÃO: Joseph Zito
Os habitantes das imediações de Crystal Lake descobrem que Jason pode estar vivo, quando percebem que vários cruéis assassinatos passam a acontecer, pois Jovens estão acompanhados por lá, e como Jason voltou, as execuções voltam a proceder. Pois depois de efetuar a chacina do terceiro filme, Jason é trasportado para um necrotério, lugar onde revive, e executa dois enfermeiros, e retorna para Crystal Lake.
DIREÇÃO: Danny Steinmann
Um paramédico que depois de ter seu filho assassinado, fica louco e passa a executar todos á sua volta. Agora não é Jason precisamente quem mata os jovens. Fazendo de tudo para vencer o choque do encontro com Jason, Tommy está com 20 anos de idade, e nos arredores de Crystal Lake, ele é levado para um manicômio. O autêntico autor dos crimes na finalização do suspense é declarado.
DIREÇÃO: Tom McLoughlin
Tommy Jarvis (Thom Mathews) está muito traumatizado, pois sua mãe e seus amigos morreram por causa Jason Voorhees (C.J. Graham). Querendo ter certeza de que Jason está morto, Tommy vai com Allen Hawes (Ron Palillo), um amigo, até o cemitério onde Jason está sepultado. Eles desenterram o corpo, pois pretendem queimá-lo, mas acidentalmente ressuscitam Jason, quando empala o cadáver do assassino com um pedaço de metal durante uma tempestade de raios. Os raios são atraídos pelo metal, que levam aquela enorme energia até corpo de Jason, que logo após ressuscitar mata Allen arrancando seu coração. Tommy consegue escapar, mas ao tentar avisar o xerife Garris (David Kagen) acaba sendo preso. Paralelamente, Jason faz mais duas vítimas. Tommy é mandado para fora dos arredores da cidade mas retorna, pois sabe que Jason está vivo. Ele é ajudado por Megan Garris (Jennifer Cooke), a filha do xerife, mas logo é preso novamente pelo xerife, que quer implicá-lo nos vários assassinatos cometidos por Jason, que agora foram descobertos. Mas Megan liberta Tommy e os dois rumam para o acampamento de Forest Green, que no passado se chamava Crystal Lake, que é para onde Jason irá, pois este lugar ele conhece e foi ali que tudo começou.
DIREÇÃO: John Carl Buechler
Tina Shepard (Lar Park-Lincoln) é uma adolescente com poderes telecinéticos descontrolados. Quando menina tirava férias no acampamento Crystal Lake, ela matou seu abusivo pai com o uso das suas habilidades mentais, quando teve um acesso de raiva. Anos depois, ao se aconselhar com Crews (Terry Kiser), um psicólogo manipulador e ambicioso, Tina concorda em participar de uma terapia radical que a leva de volta à Crystal Lake. Infelizmente, as habilidades psíquicas de Tina despertam Jason Voorhees (Kane Hodder), que estava sepultado no fundo do lago, o que faz com que o vingativo Jason elimine vários adolescentes de uma casa próxima de forma sangrenta. Assim, Tina tenta deter o massacre de Jason usando seus poderes.
DIREÇÃO: Rob Hedden
A âncora de um barco atinge um cabo de eletricidade, cuja descarga ressuscita o assassino Jason Voorhess (Kane Hodder). Após matar os tripulantes, Jason embarca em um barco maior que leva um grupo de estudantes para Nova York. Já na embarcação ele reinicia a matança.
DIREÇÃO: Adam Marcus
O FBI realiza com sucesso uma armadilha para eliminar Jason Voorhess (Kane Hodder). Os pedaços de seu corpo são levados ao necrotério mas logo o espírito de Jason toma conta do legista. Isto faz com que ele coma o coração de Jason e passe a encarná-lo. A situação se repete com diversas pessoas, com Jason trocando de corpo sempre que este enfraquece. Seu alvo é reencontrar sua irmã, Jessica (Kari Keegan), que vive em Crystal Lake.
DIREÇÃO: James Isaac
Confinado no mais seguro nível de segurança do Centro de Pesquisa Crystal Lake, o psicopata Jason Voorhess (Kane Hodder) ainda vive. Até que, enquanto o Dr. Wimmer (David Cronenberg) e Rowan (Lexa Doig), que trabalha no mesmo local que Wimmer, discutem o que fazer com ele, Jason consegue se libertar. Quando está prestes a matar Rowan, Jason e a jovem assistente são congelados criogenicamente, estado este onde permanecem durante mais de 400 anos. Até que, em pleno ano de 2455, uma nave espacial contendo jovens exploradores pousa na Terra para explorar o local. O planeta não é mais utilizado como moradia para seres humanos, já que a Terra agora é um mundo contaminado com violentas tempestades, oceanos envenenados e solos estéreis. Porém, durante suas pesquisas no planeta, o Prof. Loew (Jonathan Potts) e seus alunos encontram os corpos de um homem e uma mulher congelados. O processo de auto-regeneração de ambos foi ligado e, com os corpos já em processo de descongelamento, eles rapidamente são levados até a nave espacial, na intenção de que ambos sejam estudados por cientistas em Terra II. Porém, antes deles chegarem ao seu destino Jason Voorhess desperta e dá início à uma nova onda de assassinatos.
DIREÇÃO: Ronny Yu
Freddy Krueger (Robert Englund), o carniceiro de Springwood, assassinou dezenas de crianças. A população, tomada por uma total revolta, fez justiça com as próprias mãos e Freddy foi queimado vivo. Isto não impediu que ele continuasse praticando crimes, pois voltava através dos sonhos dos jovens e fazia atrocidades ainda maiores. Os moradores de Springwood resolveram fazer com Freddy algo que o deixou mais irritado que ter sido mandado para o inferno: o condenaram ao esquecimento. Todas as menções sobre sua existência foram apagadas e os jovens que ficaram mais traumatizados com suas macabras aparições foram mandados para um sanatório, onde tomavam uma droga experimental, Hypnocil, que os impedia de sonhar, o que impedia que Krueger agisse. Isto faz com que ele perca as forças gradativamente. Tentando se vingar, Freddy manipula alguém que estava com ele no inferno: Jason Voorhees ((Ken Kirzinger). Freddy o manda aterrorizar os jovens da Elm St., assim a cidade pensará que ele voltou. Seu plano não acontece como o planejado, pois Jason começa a matar todas as “crianças de Freddy” e isto realmente o enfurece. Mas quando Jason descobre que Freddy o usou, um confronto entre os dois se torna inevitável.
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DIREÇÃO: Marcus Nispel
Clay (Jared Padalecki) vai à misteriosa floresta de Crystal Lake, em busca de sua irmã desaparecida. Lá ele encontra restos de velhas cabanas, aparentemente abandonadas. Apesar de ser avisado pelos oficiais e habitantes locais, ele resolve explorar o local juntamente com uma jovem, que está em um grupo que se formou para passar um final de semana de aventuras. O que eles não esperavam era encontrar Jason Voorhess (Derek Mears), o assassino da máscara de hóquei.
Fabulosa experiência cinematográfica dirigida por Gaspar Nóe, mesmo diretor de "Irreversível". Assim como seu filme anterior, esse é envolto em polêmicas. A história, simples, é pretexto para que Noé realize a busca por novas linguagens e provoque no especatdor efeitos sensoriais, que o personagem sente.
Um casal de irmãos orfãos, moram em Tokyo. A cidade é mostrada de uma forma feérica e causticante, recheada de neons e sordidez. O rapaz é traficante de drogas pesadas, e vende em night clubes. A moça trabalha como gogo dancer e tem um caso com seu chefe. O rapaz faz uso das drogas, e o filme mostra as suas experiências: muito colorido, viagens psicodélicas. Até que ele resolve fazer uma entrega de drogas na boite THE VOID. Lá, ele é acuado por policiais, e acaba sendo morto. Até então, o filme não mostra o rosto do protagonista, apenas vemos as suas costas. A partir de sua morte, a câmera está sobre as cabeças das pessoas, como num ponto de vista do espírito dele.
Noé levou ao pé da letra essa sua forma de contar a história. O filme é cheio de planos sequências, planos com gruas maravilhosos, planos aéreos. É incrivel o trabalho da câmera. O único senão que faço, é a longa duração: quase 160 minutos. Uns 40 minutos a menos fariam um bem danado. Mas mesmo assim, vale a experiência.
Direção: Wayne Kramer
Max Brogan (Harrison Ford) é um agente da Imigração e Fiscalização Aduaneira, em Los Angeles. Todo dia ele precisa lidar com diversas pessoas que tentam entrar nos Estados Unidos em busca de uma vida melhor. Seus colegas de trabalho são seu parceiro Hamid Baraheri (Cliff Curtis), a advogada de defesa Denise Frankel (Ashley Judd) e o marido dela, Cole (Ray Liotta), que julga as solicitações feitas. Juntos eles enfrentam as questões decorrentes do senso de dever e compaixão envolvendo a migração para território norte-americano.
DIREÇÃO: Mark Neveldine, Brian Taylor
Chev Chelios (Jason Statham) é um assassino profissional que deseja deixar o ramo de trabalho. Porém ele é envenenado com uma toxina chamada “Beijing Cocktail”, que afeta a glândula supra-renal. Esta glândula cuida da produção de adrenalina no organismo, com a toxina forçando a diminuição constante dos batimentos cardíacos até sua parada total. Com pouco tempo de vida, Chev decide partir atrás de vingança.
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DIREÇÃO: Mark Neveldine, Brian Taylor
Chev Chelios (Jason Statham) teve seu coração roubado, sendo substituído por uma bateria. Agora ele precisa carregá-la de tempos em tempos, com altas doses de eletricidade, caso contrário morre. Para sobreviver ele precisa encontrar o mafioso chinês responsável por sua atual situação.
Direção: Atom Egoyan
Catherine (Julianne Moore) planeja uma festa surpresa para o marido, David (Liam Neeson). Só que ele perde o voo para Nova York, o que provoca uma grande decepção. Na manhã seguinte, ela lê no celular do marido uma mensagem de texto que revela que ele perdeu o voo para que pudesse tomar uns drinks. Pouco tempo depois, ela pergunta a David se perdera o voo intencionalmente, o que ele nega com convicção. A partir de então Catherine passa a crer que o marido tem um caso. Decidida a testá-lo, ela contrata Chloe (Amanda Seyfried), uma garota de programa, para seduzi-lo. Só que os encontros cada vez mais regulares entre David e Chloe e a intimidade crescente entre eles aumentam cada vez mais o ciúme de Catherine.
Direção: Pedro Almodóvar
Há 14 anos, o cineasta Mateo Blanco (Lluís Homar) sofreu um trágico acidente de carro, no qual perdeu a visão. Neste mesmo acidente, a pessoa que o acompanhava morreu. A partir de então ele abandona sua posição de cineasta e preserva apenas o lado de escritor, assumindo o pseudônimo de Harry Caine. Um dia Diego (Tamar Novas), filho de sua antiga e fiel diretora de produção Judit Garcia (Blanca Portillo), é enviado ao hospital por ter ingerido drogas acidentalmente. Assim que sabe do ocorrido, Harry vai em seu socorro. Quando o jovem o indaga sobre seus dias de cineasta, o amargurado homem revela se lembrar de detalhes marcantes de sua vida e do acidente.
Direção: John Putch
A história começa em numa escola de ensino médio em East Great Falls, 10 anos depois dos acontecimentos do primeiro American Pie. Rob (Bug Hall), Nathan (Kevin M. Horton) e Lube (Brandon Hardesty) são três jovens amigos, virgens e infelizes. No dia de azar, Rob acidentalmente causa um incêndio na biblioteca da escola. Após as chamas baixarem ele encontra "O Livro do Amor", escrito pelo Sr. Levenstein (Eugene Levy), que os ajudaria a perder a virgindade se estivesse em perfeito estado. O livro continha diversos conselhos que já não podem mais ser lidos. Para descobrir seu conteúdo completo, os amigos entram numa divertida viagem atrás do Sr. Levenstein e dos outros autores do livro.
Direção: Agnieszka Wojtowicz-Vosloo
Após sofrer um terrível acidente de trânsito, Anna (Christina Ricci) desperta em uma funerária. Eliot Deacon (Liam Neeson), diretor do local, afirma que ela se encontra na transição entre a vida e a morte e que somente ele pode falar com ela, pois tem a capacidade de se comunicar com os mortos. Anna desconfia da situação, mas encontra-se encurralada. Sua única esperança é o noivo Paul (Justin Long), que sente que algo não vai bem na funerária.
Se eu fosse dono da Limusine, processaria esse filme: como assim alguém preso à uma algema dá 3, 4 puxões e consegue arrebentar a armação de metal do carro? E mais, se eu fosse o Shyamalan, protegeria a filha Saleka Shyamalan, que é quase uma co-protagonista do filme, dos ataques da crítica e do público e não exporia ela a um trabalho que exige demais da personagem, sendo que ela é crua demais como atriz. O roteiro do filme reúne um absurdo por minuto, o que os americanos chamam de "Suspension of belief". Sinceramente, não dá para comprar truques de roteiro e de narrativa só pra fazer a história andar. No final das contas, fiquei pensando que se o filme tivesse sido lançado como uma sátira ou paródia, seria um clássico. Mas tendo que levar a sério e fazer o público ficar preso no suspense, é muito difícil. Pra não dizer que achei tudo meehh, louvo aqui as performances de Josn Hartnett e de Alison Pill. Ele como o pai amoroso, e Alison no papel de sua esposa Rachel. A cena dos dois lá pro final é muito boa de atuação, e Hartnett quase repete o papel de James Macvoy em "Fragmentado", com um papel repleto de nuances e camadas. Pensando melhor, como o público na sala ria com tantos absurdos do roteiro e truques fáceis, acho que todo mundo acabou se divertindo bastante, no final das contas.
DIREÇÃO: Michael Crichton
Num grande hospital em Boston, a Doutora Susan Weleer começa a desconfiar quando sua melhor amiga Nancy entra repentinamente em coma e sem explicação após uma cirurgia simples, descobrindo a seguir que muitos outros casos semelhantes também ocorreram.
Noriko, uma adolescente, mantém contantos via internet com Kumiko. Kumiko tem um comportamento estranho, e incita Noriko a vir conhecê-la em Tokyo. Noriko, distante de sua família emocionalmente, acaba fugindo para Tokyo para esse isusitado encontro. O que ela não esperava, é que Kumiko é líder de uma seita com tendências suicidas, e que planeja uma onda de suicídios em massa. O pai de Noriko, desesperado, vai ao encontro de Noriko.
Dois cientistas trabalham num laboratório que faz pesquisas com genética e DNA. Eles unem genes para fabricar proteínas que sirvam para o bem da medicina. Porém, eles criam sem avisar a ninguém, um gene que une dna humano e animal, surgindo assim DREN, uma forma de vida feminina que cresce rapidamente, até se transformar em uma bela mulher.
Dren vai se tornando aos poucos uma ameaça ao casal de cientistas, que a levam até uma fazenda isolada para tentar identificar a sua evolução.
Essa ficção, misturada a suspense, é uma tentativa muito frustrante de se fazer um bom filme, em um tema já extremamente batido (lembra demais "Species"). Adrien Brody e Sarah Poley, bons atores, aqui se prestam a um roteiro ruim, e não conseguem salvar esse filme da ruína. Muitos furos de roteiro (como assim, em um laboratório tão avançado desses, ninguém sabe do paradeiro da criatura sendo criada às escondidas???). Os personagens são caricaturas de tipos bons e maus, e o casal defendido por Brody e Polley tem o desmérito de não criar simpatia alguma ao espectador. As cenas de sexo da criatura com o casal são constrangedoras. A gente pouco se lixa para o destino deles, uma vez que eles foram os causadores de toda a desgraça. Fora isso, o pouco que se salva são os efeitos, muito pouco para um filme com um orçamento alto, e que trazia uma expectativa de renovação para o gênero. Recentemente, Stephen King citou esse filme como uns dos 10 melhores de 2010. Menos, Stephen, menos...
2008, Roma. As jovens Alba (Elena Anaya) e Natasha (Natasha Yarovenko) se conhecem ao acaso em uma noite de verão. A partir de então, elas passam doze horas juntas em um quarto de hotel. A princípio resistentes a qualquer tentativa de aproximação, temendo pôr em risco os relacionamentos reais que cultivam no exterior, as duas acabam cedendo a seus instintos mais inesperados, numa entrega apaixonada a uma liberdade que nunca experimentaram. No entanto, na tarde do dia seguinte, as duas devem embarcar em aviões com destinos distintos: uma irá para a Espanha, a outra para a Rússia.
A melhor coisa dessa continuação de "Machete", é saber que terá uma continuação e que se chamará "Machete mata no espaço". Aliás, uma referência descarada a "O império contra-ataca". Melhor assim. Dessa vez, Machete é acusado de assassinar uma oficial, é mandado à forca, mas consegue ser salvo à tempo: o Governo o recruta para poder lutar contra um poderoso traficante de armas que quer mandar uma arma pro espaço. Essa continuação não é tão boa quanto à primeira, mas tem momentos verdadeiros de humor escrachado, daqueles que você gargalha alto e deixa o colega do lado sem graça. É muita esculhambação, uma bagunça generalizada feita por um cineasta que só tem um propósito: entretenimento. E isso ele faz com muita precisão. Reunindo um super elenco, além do cult Danny Trejo no papel principal, ele mistura gente como Charlie Sheen (hilário como o presidente), Lady Gaga, a latina mais obrigatória de todas, Michelle Rodriguez, Sofia Vergara, Mel Gibson, Antonio Banderas, Cuba Gooding Jr... todos se auto-sacaneando e fazendo à vera essa maluquice toda. Os efeitos são propositalmente falsos e péssimos, os tiros idem, as atuações são caricatas e divertidas... bom, nem dá para falar muito. É rir e rir muito. Pena que o filme se estique demais, e acaba perdendo ritmo em vários momentos.
O filme se resume em uma palavra: catarse!
Uma festa para qualquer cinéfilo, eu ri do início ao fim, dada a insanidade com que Robert Rodriguez concebeu essa sua obra-prima. Tudo é extremamente hilário, com zilhões de referências pop, e a trilha sonora é um desbunde. A concepção de trash aqui é elevado ao cubo, mas um trash de arte, difícil pensar em outro cineasta que consiga exercer essa força cinematográfica. Rodriguez já tem seu posto no panteão dos grandes diretores.
O elenco todo é magistral, a começar por Danny Tejo, um achado, que nasceu para o papel.
Jessica Alba, Robert de Niro, Michelle Rodriguez, Steven Seagal, todos devem ter se divertido horrrores no filme, mas mais do que ninguÉm, Lindsay Lohan, fazendo o papel de que? Filha drogada! HUAHUAUHAAUHA É tudo absolutamente inacreditÁvel!
Conselho, assista com galera, porque a alegria será geral!!!!!
Comédia dramática dirigida pelo mesmo cineasta de "Tempo de Glória" e "Lendas da paixão", é um filme ousado para os padrões americanos de grande circuito.
Os personagens principais são tipos amorais, em busca de sexo fácil, e o filme tem cenas de nudez protagonizadas por dois astros de Hollywood, no caso Anne Hathaway e Jake Gyllenhaal, ambos bem à vontade em seus papéis.
O filme é baseado no livro Hard Sell: The Evolution of a Viagra Salesman, de Jamie Reidy. Narra a história de Jammie (Gyllenhaal), um vendedor de uma loja de eletrônicos, que tem como tática de vendas seduzir as suas clientes. Ele é mulherengo, e transa com todas as mulheres que passam por sua frente, tendo elas a seus pés. Até que é demitido do emprego, após seu patrão o encontrar transando com sua namorada.
Seus pais o criticam por sua postura irresponsável, e por ter largado o curso de medicina. Seu irmão resolve indicá-lo como vendedor de uma empresa farmacêutica, a Pfizer, e Jammie consegue aos poucos conquistar uma clientela. Acaba fazendo amizade com um médico, Dr Stan, que o indica para um Congresso. Jammie acaba conhecendo uma das pacientes do Dr Stan, Maggie (Hathaway), uma artista plástica portadora de mal do Parkinson, ainda em estágio inicial. Maggie não se prende a nenhum homem, quer ser livre. Os dois acabam transando no primeiro encontro. Entre idas e vindas, e pequenos conflitos, os dois acabam se apaixonando. Um dia, Jammie não consegue a ereção, e Maggie lhe indica tomar o Viagra, remédio que acabou de ser lançado pelo fabricante da empresa que Jammie trabalha. A partir daí, o filme faz apologia do remédio, e o verdadeiro boom que se deu por conta dele. Mas durante um Congresso em Chicago, Maggie assiste uma palestra de Parkinson. Jammie também vai, e ouve do marido de uma mulher portadora da doença de que é melhor ele abandonar a mulher que ama, pois ela ainda está em estágio avançado, e que a tendência é piorar. Jammie fica então abalado, e a relação entra em crise.
"Amor e outras drogas" é um filme que mistura gêneros: percorre da comédia até o drama, e depois romance. Essa mistura não funciona em vários momentos, dando uma ruptura muito grande no desenrolar da história. Inclusive porquê o humor no filme varia da comédia pastelão, juvenil, até um humor mais comedido. (por exemplo o personagem do irmão de Jammie é um nerd com problemas de relacionamentos com mulheres. Todas as gags dele são estilo "Porky's").
O filme é longo, arrastado lá pela metade, mas de uma forma geral, é um belo perfil de tipos melancólicos, que moram em grandes metrópoles e se descobrem sem amor próprio. Os dois atores principais defendem com garra os difíceis personagens, e Hathaway tem momentos emocionantes. O filme tem ainda participação muito especial de Jill Clayburg, falecida recentemente, no papel da mãe de Gyllenhaal. Fiquei muito comovido com a curta presença dela em cena, pena que em personagem tão sem destaque.
O filme se passa em 96, e a direção de arte acerta em detalhes. A trilha sonora tem pérolas pops da época. As cenas de sexo são ousadas, e é um relento ver que Hollywood produz filmes para adultos, mesmo que com não totalmente satisfatório.
Direção: Ruben Fleischer
Nick (Jesse Eisenberg) é um entregador de pizza que tem sua vida alterada pelos planos de Dwayne (Danny McBride) e Travis (Nick Swardson), que sonham em se tornar mestres do crime. A dupla sequestra Nick e o obriga a assaltar um banco. Com poucas horas para realizar o crime, Nick pede ajuda a Chet (Aziz Ansari), seu melhor amigo. Ambos precisam enfrentar a polícia e matadores de aluguel, o que coloca em risco a amizade existente entre eles.
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Margot (Michelle Willians) é uma jovem escritora. Em uma viagem de pesquisa, ela conhece Daniel (Luke Kirby). Os dois voltam para a cidade onde moram, em Toronto, e descobrem que são vizinhos. Margot avisa a Daniel que ela é casada e ama seu marido, Lou (Seth Rogen). Ele é um cozinheiro que pretende escrever um livro de culinária. Margot, no entanto, se mostra apaixonada pelo vizinho, e a paixão é mútua. No entanto, ela também é apaixonada pelo seu marido. Ela fica em constante melancolia, pelo fato de não poder expressar o amor ao vizinho, se sentindo culpada. Daniel é artista e motorista de riquixá, e de sua maneira, tentará seduzir Margot de qualquer jeito. Belo drama romântico muito bem conduzido pela atriz, cineasta e roteirista Sarah Polley. O filme possui uma belíssima fotografia, e ótimas imagens, sensíveis, poéticas. Algumas cenas são dignas de antologia, sendo que o passeio de Margot e Daniel no carrossel, ao som de "Video killed the radio star", é uma obra-prima. A alegria e tristeza de ambos, expressadas de forma muito linda. A presença de Seth Rogen parece que irá levar o filme para uma comédia, mas ledo engano. Seth segura muito bem o drama, com o seu personagem bacana e que merecia uma esposa do seu lado, de tão legal que ele é. Não se pode culpar nenhum dos personagens pelos seus atos. O que enfraquece a trama e o filme, é a longa duração, e personagens paralelos que nada acrescentam. Por exemplo, a irmã de Lou, uma alcoólatra, fica um personagem chato. Outra cena digna de atenção é a do vestiário feminino em uma piscina de academia. Todo o elenco feminino se mostra completamente nu. Uma cena bela, sem dúvida, pela maturidade da cineasta em expor corpos disformes e fora de padrão de beleza.
Dirigido por Steve Miner
Em uma pequena localidade no Maine, o xerife Hank Keough (Brendan Gleeson) vê em um calmo lago um mergulhador ser partido em dois. Ele pede ajuda a Jack Wells (Bill Pullman), o chefe do "Fish and Game", e além disto um museu de Nova York manda Kelly Scott (Bridget Fonda), uma paleontóloga que não queria ir, mas como seu chefe e ex-namorado quer Kelly distante, pois agora está namorando uma amiga dela, ela acaba sendo enviada também.
Por fim chega Hector Cyr (Oliver Platt), um ricaço que é obcecado por crocodilos. Enquanto investigam um guarda tem a cabeça arrancada e quando vêem o crocodilo atacar um urso e levá-lo para o fundo estimam que ele tenha nove metros. Gradativamente ficam sabendo de algo estranho que acontece no lago. Eles precisam pôr um fim na situação e Hector e Kelly convencem os outros de que será muito mais interessante pegá-lo vivo, mas isto implica sérios riscos, que podem levar qualquer um do grupo a ser morto.
Dirigido por David Flores
Na sequência do clássico terror cômico de Pânico No Lago, o chefe de polícia local se une a um cientista paleontólogo de Nova York para achar o monstro que anda causando desaparecimentos no Lago Black (lago fictício no interior do Maine). Eles logo descobrem que não estão procurando somente um crocodilo gigante, mas sim, três!
Dirigido por Griff Furst
Os crocodilos retornam ao lago, e estão prontos para causar mais terror ainda do que antes. São atraídos por alces, alimento de crocodilos, e por um garoto chamado Connor, que os alimenta diariamente, colocando sua família (mãe, tia e pai, que é policial) em perigo. Paralelamente um grupo de 4 estudantes vão para o lago, e são caçados por um crocodilo. O namorado de uma das estudantes, temendo que aconteça o pior, sai em busca de ajuda, e junto com a guia Reba e outros dois homens sai em procura de sua namorada.
Dirigido por Don Michael Paul
Os crocodilos estão de volta... e agora maiores, mais agressivos e brutais que nunca. Depois do último ataque mortal do predador, o governo impediu que fossem exterminados. Escondidos em uma reserva natural, eles vêm crescendo em número recorde, esperando a próxima chance de fazer aquele banquete de carne humana. Quando a equipe de natação de uma escola dobra uma rua por engano, entram direto no território de caça dos crocodilos... e o jantar está servido. Quando os adolescentes correm para fugir dos répteis famintos, eles se vêem no meio de um guarda florestal desonesto (Yancy Butler, Witchblade) e um demente caçador ilegal (Robert Englund, A Hora do Pesadelo). É a última porção de horror histérico com um final que mostra que o terror é melhor em carne viva.
Dirigido por A. B. Stone
Em Clear Lake, Maine. Duas criaturas, que eram cobaias em uma instalação de pesquisa, escapam devido a um acidente. Agora soltas e na rota de uma irmandade feminina, ambas as criaturas lutarão uma contra a outra.
Dirigido por: Darrell Roodt
Um grupo de exploradores tem como missão investigar uma área removida dos mapas atuais e protegida por várias cercas elétricas. Uma vez que chegam ao centro do lago, encontram uma pequena ilha com um instituto que protege um terrível predador: um crocodilo gigante.
Excelente comédia dramática, com atuações sensacionais de Juliane Moore, Annete Benning e Mark Ruffalo. Um roteiro inteligente, sensível, emocionante.
Um casal de lésbicas tem um casal de filhos, gerado por um doador de esperma. 18 anos depois, esse doador surge na vida da família, e balança toda a estrutura.
Muitas cenas antológicas de intensa comédia e dramaticidade, provando que graças a Deus, existe vida inteligente no cinema independente americano. A cena do jantar, sob os olhares da personagem de Annete Benning sobre os convidados, é digna de Oscar. Imperdível.
Direção: Nicole Conn
Elena (Necar Zadegan) é mãe e esposa de um pastor bastante dedicado. Peyton (Traci Dinwiddie), por outro lado, é uma escritora assumidamente lésbica. O caminho das duas se cruzam várias vezes e uma amizade se inicia. De amigas, elas acabam desenvolvendo algo mais profundo e iniciam um tórrido romance. Peyton tenta se prevenir, antes que seu coração queira algo que não terá. Elena, por sua vez, está embalada pelo romance e incentiva a relação, mesmo sem nunca ter imaginado que beijaria uma mulher.
Diretora: Julia Leigh
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Dirigido por Christian E. Christiansen
Sara (Minka Kelly) é uma estudante que acaba de chegar à Universidade e descobre que precisa dividir o quarto com Rebecca (Leighton Meester). Contudo, Rebecca passa a demonstrar arrogância a todos os outros que se aproximam de Sara.
Direção: Ivan Reitman
Adam (Ashton Kutcher) ainda sente o fato de ter sido chutado por Vanessa (Ophelia Lovibond), sua namorada por oito meses. Para piorar a situação, descobre que ela é a nova namorada de seu pai, Alvin (Kevin Kline), um astro da TV. Desejando esquecê-la e seguir em frente, ele fica bêbado e, em seguida, liga para todas as mulheres que tem no celular, no intuito de encontrar companhia. Quem responde o apelo é Emma (Natalie Portman), uma jovem médica com quem encontrou algumas vezes, anos atrás. Adam vai à casa dela e eles acabam transando. Como Emma não deseja ter um relacionamento sério, já que teme sofrer, propõe a Adam que se encontrem tendo o sexo como único objetivo. Ele topa mas, com o tempo, novos sentimentos florescem entre eles.
Justine (Kistern Durnst) vai se casar. Ela segue com o seu noivo Michael (Alexander Skaasgard) até a casa de campo de sua irmã (Charlotte Gainsburg), casada com John (Kiefer Sutherland). Ao chegar ao local, se depara com os seus pais divorciados, (John Hurt e Charlotte Rampling), que vivem às turras. Ao mesmo tempo, Jack, um amigo da família, lhe promove ao posto de Diretora de arte de sua empresa. Tudo parece estar indo bem, até que sem razão alguma, Justine começa a se sentir depressiva. Logo em seguida, sabemos que um planeta, Melancolia, está prestes a colidir com a Terra, e que pode ser o responsável pela súbita mudança de comportamento de todos.
Direção: Matthew Chapman
Gavin Nichols (Charlie Hunnam) é um jovem que está na beira de um edifício, ameaçando pular. O detetive Hollis Lucetti (Terrence Howard) é enviado para impedi-lo e, ao conversar com ele, descobre que Gavin está sendo forçado a pular antes do meio dia. A conversa faz com que Gavin e Hollis exponham seus pontos de vista religiosos, em um verdadeiro embate sobre questões filosóficas.
Direção: William Friedkin
Em Dallas, Joe (Matthew McConaughey) é um detetive, mas também um assassino por encomenda. Quando Chris (Emile Hirsch), um traficante de 22 anos, tem seu estoque roubado pela própria mãe, ele deve rapidamente encontrar 6 mil reais, senão será assassinado. Chris recorre então a "Killer Joe", lembrando que o seguro de vida de sua mãe vale 50 mil dólares. Inicialmente Joe recusa, porque só é pago adiantado, mas ele abre uma exceção contanto que Dottie (Juno Temple), a sedutora irmã mais nova de Chris, sirva de "garantia sexual" até o dia do pagamento.
Diretor: Jonathan Hensleigh
A verdadeira história de Danny Greene, um mafioso irlandês de Clevand, Estados Unidos, que trava uma guerra com a máfia italiana ao deixar de receber ordens e ir em busca de seu próprio poder. Sobrevivendo a inúmeras tentativas de assassinato e matando qualquer pessoa que o persegue, ele ganha o status de "o homem que a máfia não pode matar", com sua audácia e notória luta pelo poder local.
Bom suspense que curiosamente, veio da Bolívia. Na tradição dos suspenses espanhóis, o filme reserva boas reviravoltas na trama. Mesmo que óbvia no seu desfecho, é um filme que possui um bom clima de tensão misturado a drama. Os atores sao bons, a fotografia bacana e o ritmo do filme sustenta os seus quase 100 minutos de trama. Um jovem maestro, acusado de ter dado um sumiço na namorada, que desapareceu, começa um novo relacionamento com uma garçonete. Apesar das suspeitas sobre ele, a jovem, interesseira, se deixa envolver. Para quem curte um bom filme de suspense, pode ver sem medo, mesmo o filme vindo da Bolívia. Engraçado como esse gênero funciona em outras linguas. Aqui no Brasil não teria feito nenhum sucesso, talvez fosse até constrangedor.
Direção: Bobby Farrelly, Peter Farrelly
Rick (Owen Wilson) e Fred (Jason Sudeikis) estavam cansados da rotina do casamento até o dia em que recebem um presente inusitado de suas esposas: um passe livre de uma semana para aprontar o que quiserem. No primeiro momento, a alegria foi grande e eles caem na farra, mas de uma para outra começam a se dar conta de que a vida de solteiro não é lá essa maravilha toda. Será?
Refilmagem americana do filme sueco homônimo, por sua vez baseada em um livro best seller, "Millennium".
Mikael (Daniel Craig) é um jornalista, que trabalha para uma editora, Millennium, comandada por Erika (Robin Wright), também sua amante. Mikael é processado por um político corrupto, que o acusa de difamação. Mikael não tem provas para incriminar Wageningen e cai em desgraça. Afundado em dívidas e na depressão, ele é contratado por um milionário, Henrik (Christopher Plummer), que quer saber do paradeiro de sua sobrinha, Harriet, que sumiu a 40 anos. Em troca, Henrik diz que dará a Mikael provas que possam incriminar Wigenengen. Mikael aceita o trabalho, e se muda para uma cidade distante de Estocolmo, para uma casa situada nas terras de Henrik. Aos poucos, Mikael descobre que o sumiço de Harriet pode envolver familiares dela. Paralelo, ele acaba pedindo auxílio a uma hacker, Lisbeth (Roney Mara), uma jovem violenta e anti-social, que entre várias reviravoltas na vida pessoal, se dedica a descobrir com Mikael o assassino de Harriet e de outras mulheres.
Brilhante adaptação de David Fincher, que conseguiu a proeza de fazer uma adaptação ainda melhor que o original, que já era ótimo. O filme é longo, mas vai seduzindo o espectador lentamente. A fotografia é um deslumbre, favorecendo o branco e cinza da região gélida. Os atores , composto de grandes nomes, estão todos fabulosos, com destaque absoluto para Roney Mara, que foi indicada ao Oscar 2012, e que até então, tinha papéis em produções de terror B, como a refilmagem de "A hora do pesadelo", e um pequeno papel em "A rede social".
A trilha sonora é foda, dando um clima de constante tensão. A edição de som, inteligente, suja o filme com sons estranhos.
A parte técnica é impressionante: montagem, direção de arte, figurino. Tudo remete a um filme noir, maldito. assustador.
O filme remete a outros clássicos do gênero suspense, como "O silêncio dos Inocentes" e "Seven", do próprio Fincher. A cena final dentro da casa é tensa, e provoca arrepios.
Vale notar a homenagem que os produtores fizeram a Daniel Craig, fazendo uma paródia de James Bond nos créditos iniciais.
Direção: Will Gluck
Jamie (Mila Kunis) é uma jovem recrutadora de Nova York que convence um cliente em potencial (Justin Timberlake) a deixar seu emprego em Los Angeles para trás e aceitar um emprego na Big Apple. Ele aceita a proposta e logo os dois se tornam bons amigos. Um dia, após assistir um filme na casa dela, surge o papo do quanto a carência sexual incomoda ambos. Eles fazem um pacto de que terão apenas sexo, sem qualquer envolvimento emocional. Só que, aos poucos, a intimidade faz com que eles se tornem cada vez mais próximos e interessados um no outro.
MEDIAFIRE SENHA: hachi
DIREÇÃO: David Cronenberg
Carl Jung trata a linda paciente Sabina Spielrein de histeria pelos métodos de Sigmund Freud, mas alguns anos depois, Jung inicia um romance com Sabina, o que gera uma rivalidade entre os médicos.
Direção: David Dobkin
Dave (Jason Bateman) é casado com Jamie (Leslie Mann), com quem tem três filhos. Cuidar das crianças está inserido em suas atividades rotineiras, que inclui ainda dedicação intensa para a conclusão de uma fusão na empresa onde trabalha, o que pode levá-lo a ser um dos sócios. Mitch (Ryan Reynolds) é solteiro e trabalha como ator, aproveitando o tempo livre para farrear. Os dois se conhecem de longa data e, após saírem juntos, começam a elogiar a vida do outro. Ao se aliviarem na fonte de um parque, os dois dizem que gostariam de ter a vida do outro e a mágica acontece. Agora a mente de Dave está no corpo de Mitch e vice-versa. A situação permite que eles conheçam o outro lado da moeda, ao mesmo tempo em que precisam encontrar uma forma para que as vidas de ambos não desandem de vez.
Direção: Tom Brady
Bucky Larson (Nick Swardson) é um rapaz do centro-oeste dos Estados Unidos que descobre a verdade sobre o passado dos seus pais: eles foram astros do cinema pornô. Assim, ele decide abandonar a sua pacata vida e partir para Hollywood, onde vai perseguir a carreira da família. Só que Bucky não tem alguns dos requisitos básicos para os artistas de filmes eróticos...
Diretor: John Woo
Em Hong Kong, Yuen (Chow Yun-Fat), um inspetor de polícia que normalmente conhecido como Tequila, fica transtornado quando seu parceiro morre em um tiroteio com gângsters em uma casa de chá. Tequila então se une a Alan, um assassino profissional, para vingar o amigo e impedir que esta quadrilha mate gente inocente.
Drama baseado em livro homônimo, é uma co-produção França/Espanha, e venceu 8 prêmios Goya em 2009, entre eles o de melhor filme, competindo com "Abraços partidos " de Almodovar e "Agora" de Almenabar.
A história gira em torno de Juan (Alberto Ammann), um jovem carcereiro, que resolve visitar a prisão aonde ele irá trabalhar no dia seguinte. Juan deixa sua amada esposa grávida de 6 meses em casa, e mesmo contra a vontade dela, ele visita a prisão apenas para conhecer suas instalações.
Para o seu azar, ele se machuca durante a visita. Fica inconsciente. Seus colegas carcereiros o deixam na cela 211, e nesse momento, explode um motim, na área mais barra-pesada da prisão, comandada por prisioneiros de alta periculosidade. Os carcereiros o abandonam a própria sorte, e ao acordar, Juan percebe que está em maus lençóis. Esperto, percebe que para sobreviver ali dentro, tem que se passar por um preso. Se livra de todas as evidências que possam provar que ele é um funcionário. O líder do motim, Malamadre (Luis Tosar) em princípio desconfiado, faz de Juan seu companheiro de motim, o que provoca ciúmes em Apache (Carlos Bardem, irmão de Juan Bardem). Cria-se um forte laço de amizade entre Juan e Malamadre. Os diretores do presídio percebem que Juan se faz passar por preso, e tentam a todo custo livrar ele e outros reféns, sem que os presos percebam. Paralelo, temos a história de Elena, esposa de Juan, que vai até a prisão para saber notícias do marido.
Contar mais detalhes da trama seria entregar as reviravoltas de roteiro. O que esse drama carcerário propõe, é mostrar traços de lealdade e amizade entre personagens tão distintos como Juan e Malamadre, que se sensibiliza com o drama da esposa grávida do novo companheiro.
O filme quer também fazer uma denúncia contra o sistema carcerário e a corrupção na esfera do Governo. Diferente de "Um sonho de liberdade", "Cela 211" quer fazer um registro da crueldade que existe nos dois pólos da prisão: os que estão dentro, e os que estão fora. A traição pode vir de qualquer lado.
Um excelente trabalho de câmera, edição dinâmica e som rítmico. Poderia ser uma produção de Hollywood, o que aliás acontecerá, já que os direitos de refilmagem já foram adquiridos. Resta saber se os americanos irão preservar o triste desfecho da história.
Um ponto alto do filme é a performance dos 2 atores principais, envolventes em sua estranha e humana amizade, trabalhando a difícil construção dos personagens, que varia conforme a dança.
O filme, apesar de dramático, é ação pura: já começa na adrenalina desde o seu começo. Está na lista dos 10 mais de 2010 do crítico Roger Ebert.
Baseado em uma historia real, Mark é um homem de 36 anos, paraplégico por conta da poliomielite e que decide perder sua virgindade. para isso, conta com a ajuda de uma terapeuta sexual e de seu amigo padre. Um filme ousado, que dosa drama e comédia, e que tem no elenco seu grande potencial. Helen Hunt, John Hawke (de "Eu, você e todos nós") e Willian H. Macy estão maravilhosos. Ponto altíssimo para Helen Hunt, que se expõe completamente nua, em um filme adulto, e que claro, me lembrou bastante "Hasta la vista". O ritmo é bem lento, mas no geral, é um filme muito interessante.
Diretor: Paul Thomas Anderson
Existem cineastas que conseguem mesclar o cinema comercial com o cinema alternativo. Anderson é um dos seus expoentes. Nào raramente, ele vive desagradando espectadores que vão em busca de um simples passatempo, ou alguém que quer sair do cinema discutindo conceitos. Na sessão que eu fui, muitas pessoas saíram durante o filme, outros ao final da projeção, ficaram cuspindo fogo, dizendo ter odiado o filme. Eu gostei muitíssimo, e passei aos quase 150 minutos de projeção boquiaberto com a sublime e extraordinária atuação de Joaquim Phoenix, algo que beira o absurdo. Algumas cenas do filme me fizeram cair o queixo, como na primeira entrevista que o personagem do excelente Philip Seymour Hoffman faz com ele, ou na cena que ele sai detonando tudo na cela de uma prisão. O Oscar ter esnobado o filme, a sua fotografia irrepreensivel (tem horas no filme que parecia que eu estava vendo um filme realmente de época, por exemplo na sessão de fotos do início), a direção de arte, o figurino, maquiagem... não consigo entender. Ou os marqueterios do filme não fizeram o trabalho direito, só pode ter sido. Amy Adams também surpreende, apesar da participaçào menor. Que atriz ela se transformou, desde "O vencedor" e "Dúvida" que ela tem arrasado em papéis dramáticos. Não fosse Daniel Day Lewis no páreo, o Oscar com certeza seria de Phoenix, que já deveria ter ganho a tempos. O filme narra a história de Freddie (Phoenix), ex-fuzileiro naval que após o fim da 2ª guerra, não encontra espaço na sociedade. Bipolar e alcóolatra, ele não consegue se manter em nenhum emprego. Uma noite, ele esbarra com Dood (Hoofman), que ele descobre ser o pregador de uma nova religião que ele chama de "A causa", baseada nos preceitos da conhecida Cientologia. Porém, Dood e acusado de charlatão, e Freddie o defende da maneira que pode, através da sua violência, enquanto Dood procura ajudar Freddie em seus problemas emocionais. Um roteiro muito bom, que faz uma análise sem tomar partido, de cultos que surgem e vão arrebanhando fiéis mundo afora. Fiquei muito feliz também de rever Laura Dern, atriz de "Veludo azul", que andava sumida. Em vários momentos me lembrei de filmes de Terrence Malick, pelo uso de grandes angulares e da fotografia e câmera etéreas e imagens grandiosas. Um espetáculo arrebatador, pena que muitas pessoas não consigam enxergar a qualidade do filme, que sim, causa estranheza, mas poxa, vamos sair do óbvio do cinema americano. Ou pelo menos, deixem-se levar pela emocionante entrega de Joaquim Phoenix, que faz da postura corporal e do rosto marcado a sua chegada no pódio dos grandes atores.
Direção: Drew Goddard
A jovem Jules (Anna Hutchinson) resolve levar seus amigos Curt (Chris Hemsworth), Dana (Kristen Connolly), Holden (Jesse Williams) e Ronald (Tom Lenk) para uma viagem diferente nas montanhas, numa cabana situada no meio da floresta, isolada de tudo. Mas o que era para ser somente um momento de muita curtição entre a turma, acaba se transformando em algo que suas mentes jamais imaginariam.
Direção: Declan Donnellan, Nick Ormerod
Durante a década de 1890, em Paris, Georges Duroy (Robert Pattinson) transita entre os bares mais imundos e os salões mais opulentos. Ele usa seu poder de sedução para tentar sair de sua situação social precária e conquistar a riqueza, neste mundo em que a política e a mídia brigam pelo poder, onde o sexo é uma arma e a fama é uma obsessão. Entre os alvos de Duroy estão algumas das mulheres mais influentes da sociedade da época, como Virginie Walters (Kristin Scott Thomas), Madeleine Forestier (Uma Thurman) e Clotilde de Marelle (Christina Ricci).
Assim Duroy torna-se conhecido pelo nome de Bel Ami, ao mesmo tempo em que conquista o cargo de jornalista no respeitável La Vie Française, obtendo sucesso e lançando sua carreira. Mas ele deverá aprender a lidar com a dura realidade da sociedade corrupta em que vive, com os colegas traidores, amantes manipuladoras e empresários pouco confiáveis. Duroy deve provar que ele é capaz de ser um dos melhores sedutores, mais chantagistas e mais ambiciosos. Adaptado do famoso romance de Guy de Maupassant, Bel-Ami é uma história plena de cinismo, mas também da alegria que representava a cidade de Paris, um local onde todos os sonhos eram possíveis.
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Direção: Jon Hurwitz, Hayden Schlossberg
Jim (Jason Biggs) e Michelle (Alyson Hannigan) estão casados e têm um filho, Evan (George Christopher Bianchi). A nova situação como pais fez com que se afastassem sexualmente, apesar de ambos manterem o apetite sexual. Kevin (Thomas Ian Nicholas) é casado e, segundo Jim, o "dono de casa perfeito". Oz (Chris Klein) se tornou apresentador de um programa de esportes na TV e leva uma vida de aparências ao lado da namorada. Finch (Eddie Kaye Thomas) simplesmente desapareceu e mantém contato apenas através de sua página no Facebook. Jim, Kevin, Oz e Finch foram convidados para a festa de reunião da turma de 1999 e, para matar a saudade dos bons tempos, decidem se encontrar na cidade em que moravam dois dias antes da festa. Logo ao chegar eles reencontram Stifler (Seann William Scott), que trabalha como estagiário em uma importante empresa mas é sempre humilhado pelo chefe. Juntos, eles percebem o quanto mudou em suas vidas desde a época em que eram adolescentes, precisam lidar com as responsabilidades que surgiram e ainda reencontram antigos amores e amigos.
Direção: Stephen Elliott
Ao completar dezoito anos Angelina (Ashley Hinshaw) faz uma sessão de fotos sensuais e com o dinheiro do cachê muda-se para São Francisco acompanhada do amigo Andrew (Dev Patel). Lá a jovem se envolve com Frances (James Franco), advogado viciado em cocaína, consegue um trabalho como atriz de filmes pornográficos e desperta a paixão da diretora Margaret (Heather Graham).
Dirigido por: Bruno Barreto
Joseph (Dennis Hopper) é um fazendeiro solteiro e também professor numa comunidade rural no interior dos Estados Unidos. Ele namora Rosealee (Amy Irving) desde a infância e seu relacionamento está muito cômodo e sem grandes novidades até o momento em que suas vidas se transformam com a chegada de uma bela jovem de 17 anos. Catherine. Ela é uma das alunas de Joseph, que logo fica seduzido por sua beleza. O professor sucumbe aos desejos da jovem garota, descobrindo uma paixão diferente, que trará muitas dúvidas e confrontos. Agora ele precisará encontrar dentro de si uma força que jamais teve.
Oliver (Michael Douglas) e Barbara Rose (Kathleen Turner) estão casados há 18 anos e agora querem se divorciar. O problema é que ambos desejam permanecer com a luxuosa mansão em que vivem. Como nenhum deles está disposto a ceder um milímetro sequer, Oliver e Barbara iniciam uma guerra interna de forma a fazer com que o outro deixe a casa. No meio desta situação está Gavin D'Amaro (Danny DeVito), advogado do divórcio, que tenta aconselhar o casal.
O Cineasta inglês Jonathan Glazer tem uma predileção especial em desconstruir as divas Hollywoodianas em performances inspiradoras na carreira delas. Com Nicole Kidman, ele fez o ótimo "Reencarnação". Aqui em "Sob a pele", ele faz de Scarlett Johanson um bibelô sexual mostrando-a totalmente nua, e foi aí que o filme chamou a atenção do público e da crítica. Não houve uma nota, uma crítica, uma matéria feita sobre o filme que não destacasse a nudez da atriz. E quem foi ver o filme apenas para saciar seu fetiche voyeurístico por Scarlett, se deu mal: a grande maioria odiou o filme, ignorando se tratar de um filme experimental. Baseado no livro de mesmo nome, de autoria de Michel Faber, o filme narra a história de uma alienígena que aterrisa na terra e toma o corpo de uma mulher. A partir desse momento, ela dirige uma van e passa a caçar homens sedentos de uma aventura sexual. No entanto, ela leva esses homens para a sua armadilha e os mata. Os alienígenas se alimentam da carne humana, e um deles se passa por um motoqueiro para poder controlar as atividades da alienígena. Uma de suas vítimas é portador de Neurofibromatose e ela, apiedada, acaba libertando-o. Ela percebe que está aos poucos assumindo a condição de ser humano, e entra em conflito. Ela passa a ser perseguida pelo motoqueiro, foge e se envolve com um homem por quem ela nutre real interesse. Impossível falar desse filme sem dizer algumas adjetivos: bizarro, estranho, intenso, sinistro, corajoso, surreal. O Diretor Jonathan Glazer não se preocupou em agradar os fãs de Scarlett e presenteou os cinéfilos com um filme maldito, mas memorável. Para os que buscam apenas diversão, é importante avisar que esse filme não é para vocês. É artístico do início ao fim, o ritmo é extremamente lento e a fotografia é tão escura, que tem horas que nem dá para se enxergar direito. Os efeitos são modestos mas impactantes uma grande trucagem que combina fotografia e atmosfera. Não há quem fique incólume ao filme. De curiosidade, o fato que o diretor escondeu câmeras na van e na rua, para filmar os vários homens que se aproximam da van da alienígena de Scarlett, e somente depois descobriram que fizeram parte de um flme. A cena de uma das vítimas presenciando a descomposição de uma outra pessoa é antológica e foda, muito foda!
Caraca, que roteiro !!! A medida que o filme vai avançando , minha cabeça ia pirando! É daqueles filmes que a gente precisa ficar atento a cada detalhe, a cada olhar do personagem. Tudo será apresentado depois, sem exceções. Talvez o fato do filme ser bem complexo seja o motivo do filme não ter feito muito sucesso de bilheteria. Mas sério, a reviravolta final lembra um pouco "O sexto sentido", no sentido de deixar o espectador de queixo caído. O filme narra a história de um funcionário de uma casa de leilão, que rouba um quadro famoso e que sofre um acidente, o que o faz esquecer aonde ele o escondeu. Seus comparsas o levam até uma terapeuta que usa a hipnose para fazer ele regredir no tempo para se lembrar. James Macvoy e Vincent Cassel estão ótimos (Cassel será um eterno vilão, não tem jeito. Quem manda ter aquela cara?). A direção e a atmosfera do filme lembram bastante os primeiros filmes de Danny Boyle, principalmente "Cova rasa" e "Trainspotting". É um filme ousado em sua narrativa, mas que exige muita atenção. Não dá pra ficar de papo, se não você se perde mesmo. No início o filme demora um pouco a engrenar, mas depois fica bem tenso.
Direção: Paul Haggis
O filme conta três histórias de amor diferentes: Michael (Liam Neeson) é um escritor veterano, que acaba de romper com a esposa (Kim Basinger) e viaja a Paris, buscando novas histórias. Ele encontra na aspirante a escritora Anna (Olivia Wilde) uma amante e uma inspiração, devido ao passado sombrio da garota. O empresário Scott (Adrien Brody) está passeando por Roma, quando conhece a misteriosa cigana Monica (Moran Atias) e simpatiza com sua perigosa busca para reencontrar a filha pequena. Julia (Mila Kunis) é uma jovem mãe, traumatizada após perder a guarda do filho para o ex-marido famoso (James Franco), e conta com a ajuda da advogada Theresa (Maria Bello) nesta batalha judicial.
Nossa, eu não dava nada por esse filme, e fiquei mega-surpreso. Que filmaco! O roteiro é uma bobagem, meio "Scarface" misturado a "Kids". Mas o roteirista de " Kids" , Harmony Corine, se utiliza do mesmo visual sujo do filme e faz aqui um filme arrebatador em termo de narrativa e visual. Aliás, Corine é um dos cineastas independentes americanos mais interessantes, e esse filme merece ser visto por quem busca linguagem diferenciada. Usando a linguagem do vídeo-clip, aliado a uma mistura de vídeos e fotografia de cartão-postal, Corine narra a história de 4 garotas, amigas desde a infância, que resolvem assaltar uma lanchonete para financiar uma viagem até a Flórida. Chegando lá, elas se envolvem com um traficante local, Alien. O filme é um ode as meninas de classe média que se apaixonam pelo crime e pela bandidagem. Nada diferente daqui do Rio de Janeiro. O filme tem cenas fortes de uso de drogas, de nudez, de muita violência e sacanagem. Impressiona que atrizes como Vanessa Hudgens e Selena Gomez, ídolos de adolescentes, se submetam a cenas impróprias, de muito erotismo. Elas estão ótimas, assim como as outras garotas. James Franco esta antológico no papel do bandidão meio rapper meio Scarface. A fotografia é um caso a parte. É um filme muito bonito, e com abuso de câmeras lentas. Para quem curte um filme autoral, independente, com visual sujo. Atenção: não é filme para adolescentes. Tem uma cena antológica ao som de "Everytime", de Britney Spears.
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Direção: James Ponsoldt
Sutter Keely (Miles Teller) leva uma vida despreocupada. Ele nunca terminou os estudos, adora festas e álcool, e troca frequentemente de namorada. Quando é rejeitado por uma de suas pretendentes, ele se embebeda e acorda em um gramado ao lado de Aimee Finicky (Shailene Woodley). Nasce uma relação improvável entre esta garota solitária, fã de ficção científica, e o homem que vive apenas no tempo presente.
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DRIVEGOOGLE / MEGA / DRIVEGOOGLE
DIREÇÃO: Chan-wook Park
1988. Oh Dae-su (Choi Min-sik) é um homem comum, bem casado e pai de uma garota de 3 anos, que é levado a uma delegacia por estar alcoolizado. Ao sair ele liga para casa de uma cabine telefônica e logo em seguida desaparece, dexando como pista apenas o presente de aniversário que havia comprado para a filha. Pouco depois ele percebe estar em uma estranha prisão, que na verdade é um quarto de hotel onde há apenas uma TV ligada, no qual recebe pouca comida na porta e respira um gás que o faz dormir diariamente. Através do noticiário da TV ele descobre que é o principal suspeito do assassinato brutal de sua esposa, o que faz com que tente o suicídio. Sem obter sucesso, ele passa a se adaptar à escuridão de seu quarto e a preparar seu corpo e sua mente para sobreviver à pena que está sendo obrigado a cumprir sem saber o porquê.
Remake do original de 2003 de Park Chan Wook, esse filme foi execrado pela crítica internacional, e foi um dos maiores fracassos comerciais de 2013. Custou 30 milhões de dólares e rendeu menos de 5 milhões. Fica a minha pergunta: Porquê fazer um remake de um filme, quando a grande surpresa era o desfecho da história? Uma vez visto o original, perde-se totalmente a graça de assistir a uma nova versão. Spike Lee não quiz nem saber. Além de copiar quase que literalmente a história, criou alguns sub-plots e recheou com cenas adicionais plenas de hiper-violência. O filme de Lee é muito mais violento que o original. Mas tanta violência acabou ficando cômica. É humor negro, mas não no nível do filme de Chan Wook. Para se ter idéia da diferença: no original, existe a famosa cena do herói comendo um polvo vivo. Aqui, ele come dumplings. No original temos o plano-sequência do herói dando martelada em quase uma centena de bandidos. Aqui, esse plano-sequência é redimensionado ao triplo, o que torna o feito praticamente impossivel para uma pessoa só. Resultado: Ficou mais engraçada do que tensa. Spike Lee deixou o roteiro todo explicadinho: desde o prólogo, até o desfecho. Para o espectador que perdeu o bonde, nem se preocupe: ele explica tudinho, duas vezes, lá no final. Obviamente, que aqui não existe o mínimo charme do filme de Chan Wook. Mas devo dizer que até que me diverti com tanta bizarrice. Tem peruca e barba mal-feita de Josh Brolin no início, tem cenas hilárias de Sharlto Copley (o herói de "Distrito 9", de novo fazendo um vilão) com sua assistente oriental, formando uma dupla improvável e cheia de charme. Josh Brolin está canastrão em muitos momentos, e nem dá para entender como que em 20 anos ele continua com a mesma cara. Quem se salva nesse elenco todo é Elisabeth Olsen, e Samuel L Jackson, que tem uma cena de tortura mega-aflitiva envolvendo um canivete. Spike Lee quis buscar um público afeito a cenas violentas, mas acabou provocando mais ira por ter ousado fazer um remake de um filme perfeito. Quem quizer se divertir, como eu, e ver esse filme meio que abstraindo o original, pode até e divertir, por conta dos exageros estilísticos (algumas de mau-gosto, como o link do guarda-chuva amarelo) e de roteiro.
Ex-assistente de direção, o Cineasta Douglas Aarniokoski realizou alguns filmes de péssima qualidade, entre eles, "Highlander, a batalha final". Agora, ele veio para homenagear o cinema de Tarantino, mais especialmente o personagem de Elle Driver (Daryl Hannah) em "Kill Bill". O filme conta a história de Abby Russel, uma jovem traumatizada quando criança, e que resolve se vingar de todos os homens que traem suas mulheres. Uma espécie de justiceira, ela bota seu plano em dia, até que Katrina, outra enfermeira, passa a desconfiar dela. A homenagem e referência a Tarantino não fica apenas na história: O diretor Aarniokoski ressuscitou aqui 3 talentos dos anos 80 e 90: Kathleen Turner, Judd Nelson e Martin Donovan, muso do cineasta Hal Hartley. A homenagem porém, fica aquém de qualquer expectativa. É um filme trash, com efeitos toscos e de história bizonha. O que diverte é a referência pop e a atuação canastrona de Paz de La Huerta, atriz cult que fez inclusive "Enter the void", o filme de Gaspar Noé que pouca gente viu. Diverte sim, mas menos por suas qualidades e mais pela sua tosquice.
Comédia de humor negro que foi lançado meio qualquer nota aqui no Brasil e que ninguém viu. Destroçado pelos críticos, o filme provavelmente seria esquecido em alguma prateleira de locadoras, não fosse o festival de celebridades existentes no filme, e que trazem certa curiosidade: Halle Berry, Hugh Jackman, Kate Winslet, Naomi Watts, Liev Schreiber, Chloë Grace Moretz, Emma Stone, Uma Thurman, Richard Gere, Josh Duhammel e Elisabeth Banks, entre outros. Daí a gente se pergunta, depois de assistir ao filme, que o produtor e diretor Peter Farrelly deve ter um poder de fogo fudido entre as estrelas de Hollywood, por fazer todos acreditarem em seu projeto. O filme em si, é uma grande bagunça: são vários curtas, entremeados por uma história bizarra de um projeto secreto, chamado "Movie 43", que é um filme proibido e que pode deslanchar o apocalipse. Os curtas tem como tema central o sexo, o fetiche, a ambição, a violência. 4 episódios são bem interessantes: O de Chloë Grace Moretz, onde ela faz um pastiche de sua versão de "Carrie, a estranha", zombando de si própria, no papel de uma adolescente que tem sua 1ª menstruação. O episódio de Hale Berry é antológico e de longe, o mais divertido e insano. O do diretor Brad Retner, que fala sobre 2 amigos que sequestram um duende, também é muito criativo, com um Gerard Butler irreconhecivel como duende. O 4º episodio é um que mistura atores e animação, com Josh Duhammel e Elisabeth Banks, sobre um gato apaixonado pelo seu dono e que quer se livrar da namorada dele. Os outros episódios são razoáveis, alguns péssimos. Deveriam ter lançado como média-metragem e deletado a história dos nerds que vai costurando os filmes. Vale como curiosidade.
Minha expectativa em relação a esse filme, desde que foi anunciado, foi de frustração. Mesma sensação quando vi o documentário "Inside deep throat", de 2005, dos igualmente documentaristas Fenton Bailey e Randy Barbato. Em "Inside deep throat", a idéia era mostrar os bastidores do filme e contar um pouco da vida atribulada de Lovelace. E me irritei com a forma pudica como tudo foi mostrado no filme. Como é que querem falar sobre um dos filmes mais celebrados do mundo pornográfico, sem mostrar pelo menos a famosa cena do boquete de Lovelace? Nada no filme foi mostrado, tudo era casto demais. Quando vi que os diretores seriam Epstein e Friedman, pensei: bom, pelo menos eles fizeram um puta documentário, "Celulóide proibido", sobre os filmes gays malditos de Hollywood. Pode sair coisa boa daí. Aí foram anunciando o elenco do filme: Amanda Seyfried no papel principal, James Franco, Wes Bentley, Sharon Stone, Eric Roberts, Chole Sevigny, Peter Sasgaard... caralho, vai ser outro filme casto!!!!! E não deu outra. Um filme que fala sobre pornografia, sexo explícito, transgressão, violência doméstica, drogas, prostituição... e que mostra no máximo os seios de Amanda Seyfried. Tudo bem, não precisa ter sexo explícito. Mas podia ter um "punch", algo realmente vibrante. Eu sempre imaginei um filme de estética suja, câmera na mão, atores desconhecidos, produção independente. Algo na linha de um "Nome próprio", do Murilo Salles, onde vemos Leandra Leal botando pra quebrar numa bela entrega de atriz para o personagem. Faltou essa verdade: tudo no filme é muito certinho, glamouroso, estético, figurinos bacanas, direçào de arte bacana, maquiagem, até mesmo Seyfried, que é linda e jovial demais pra verdadeira Lovelace, que não tinha beleza, era uma mulher mais madura, mais bruta. O filme narra a história de Linda, que tem uma vida controlada pelos seus pais. Até que ela conhece Chuck, um malandro que a tira de casa e a leva pro mundo da pornografia. Daí em diante vemos ela apanhando do marido, sofrendo com as consequências de ter feito o filme... uma descida ao inferno. Mas o espectador não sente nada. Nem tesão, nem comoção, nada. É um filme de ritmo lento, linear, convencional. Praticamente um telefilme. O que acaba valendo a pena é sair do filme se achando mais "inteligente": a gente sabe que ela fez o filme aos 23 anos em 1972, que foi o filme mais lucrativo do pornô (Linda ganhou 1250 dólares, o filme arrecadou 600 milhões de dólares), que ela escreveu um livro narrando sua vida de violência física e moral e que ela morreu aos 53 anos num acidente de carro aos 53 anos. Depois de "Boogie nights", falta surgir realmente um filme que fale da indústria do sexo sem o pé no acelerador. O filme é das coisas mais caretas que vi recentemente, com direito a música triste e tudo. Ok, os atores, dentro do possível, estão bem. Faltou apenas uma provocação para que eles fossem além.
Direção: Michael Winterbottom
Paul Raymond, mais conhecido como o "Rei do Soho", foi um empresário e editor britânico, conhecido pela criação das revistas eróticas Men Only, Escort, Club International e Mayfair. Durante os anos 1970, sua fortuna cresceu de tal maneira que ele se tornou o homem mais rico do país. Conhecido pelas extravagâncias e pela vida de luxo, Raymond mantinha uma esposa, dezenas de amantes e tinha uma relação obsessiva com a própria filha, Debbie, que vinha sendo preparada para sucedê-lo nos negócios. No entanto, quando a garota morre de overdose de heroína, seu pai começa a abandonar as empresas e torna-se um homem recluso.
Qualquer filme novo de Spike Jonze é um acontecimento para os Cinéfilos. Goste-se ou não de seus filmes, é impossível não dar crédito aos roteiros originais e à ambientação magnifica de todos os seus filmes. "Ela" é uma fábula futurista, ambientada em uma época indistinta, onde a tecnologia assume o lugar de seres humanos. Theodore (Joaquin Phoenix) é um escritor de cartas românticas. Recém-divorciado, ele sofre bastante com a separação. Passa seus momentos isolado, jogando games, escrevendo cartas, pensando na vida, se afastando de pessoas. Um dia, ele instala um novo Sistema operacional em seu computador e fica encantado com a voz e personalidade de Samantha (Voz de Scarlett Johansson), que dá voz ao Sistema Operacional. Samantha tem vida própria, raciocina, tem sentimentos, porém, é apenas uma voz. Theodore e Samantha precisam encontrar formas de manter acesa a chama da paixão entre eles. Joaquin Phoenix não precisa provar a mais ninguém a magnificência de suas performances. Aqui, mais uma vez, ele está brilhante, trabalhando postura corporal e voz. Seus olhares, tempo cinematográfico, são perfeitos. Scarlett Johansson tem um impressionante registro vocal: sedutor, firme, melancólico. Que beleza ouvir sua voz durante o filme. Ela foi premiada no Festival de Roma como melhor atriz e abriu uma grande polêmica, afinal, ela nem aparece em cena. O elenco é arrazador: Amy Adams, Olivia Wilde, Rooney Mara e tantos outros, emprestando talento a personagens instigantes. A fotografia, a cargo do sueco Hoyte Van Hoytema (de "Deixa ela entrar") é um deslumbre, realçando a tristeza da história. A trilha sonora de Owen Pallett é muito bonita, colorindo cada cena com uma música perfeita. A direção de Jonze é como sempre marcante e criativa. Dessa vez, ele cria momentos de altíssima beleza, que provocam tristeza e ao mesmo tempo, realçando o romantismo da trama. Acho o filme longo, cortaria uns 20 minutos pelo menos, para poder ser perfeito. Senti uma barriga lá pela terça parte. Mas no cômputo geral, uma pequena jóia que deve ser vista.
Diretores: Thomas Lennon, Robert Ben Garant
Um casal que espera um bebê se muda para a casa mais assombrada de Nova Orleans, e liga para os serviços da elite do Vaticano para salvá-los do bebê demoníaco.
Comédia dramática escrita e dirigida por John Turturro e co-estrelada por Woody Allen, Sharon Stone, Vanessa Paradis, Sophia Vergara e Liev Schreiber. Parece bom né? Imperdível para cinéfilos! Mas infelizmente o filme promete mais do que oferece. Inexplicavelmente, a fotografia é um pavor. Suja, escura. Os enquadramentos são feios, a edição é frouxa, com planos sobrando e tempo esticado demais. Falta timing. John Turturro pode ser um ótimo comediante nos filmes dos irmãos Coen, mas aqui faltou humor genuíno, daquele que faça a gente rir com gosto. Todas as piadas que saem da boca de Woody Allen soam requentadas. Claro, foi John Turturro quem as escreveu, para homenagear o grande Mestre. Não poderia dar certo. Acreditar que Sharon Stone e Sophia Vergara pagam 1000 dólares cada para ter um homem qualquer em suas camas, só com muita imaginação. Ainda mais John Turturro! Misturar tantos temas num único filme também não funcionou. Tradição judaica, fechamento de livrarias tradicionais, desemprego, carência afetiva... às vezes o filme parece uma comédia maluca, outra hora o filme remete a um drama israelense , tipo "Preenchendo o vazio", falando de como as obrigações com a cultura judaica podem destruir a vida de uma pessoa. A história gira em torno de Fioravante (Turturro), um florista que resolve aceitar o pedido de ajuda de Murray (Allen), seu amigo judeu, que necessita de dinheiro. Murray foi sondado por sua médica (Sharon Stone) para descolar um homem que topa um menage a trois, e ele indica Fioravante. Logo, o amante faz um enorme sucesso com as mulheres carentes, até que uma viúva judia (Vanessa Paradis) irá mexer com seu coração e tudo desanda. Uma pena que o filme não funcione a contento. Woody Allen realmente não tem tido sorte de trabalhar como ator em outras produções. Fiquei mais preocupado em perceber como seu tom de voz mudou de um tempo pra cá, e menos preocupado com o destino de seu personagem.
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Comédia românrica dirigida pelo ator Joseph Gordon-Levitt, mais conhecido por ser o Robin de "Batman, o cavalheiro das trevas" e pela comédia "500 dias com ela". Aliás, foi desse último que Gordon com certeza chupou várias referências. Uma leitura pop e moderninha de um Don Juan dos novos tempos, Jon (o próprio Gordon Levitt). Ele é um garanhão incansável, que sai nas baladas com seus 2 melhores amigos em busca de caça. Mas ele não se satisfaz com a mulherada e se masturba vendo videos pornôs, segundo ele, diferente da trepada real por ser fantasioso e onde tudo acaba bem. Um dia, porém, ele dá de cara com Barbara (Scarlet Johanson), uma patricinha toda certinha que faz mudar o seu ponto de vista sobre relacionamentos. O filme é bem conduzido por Levitt, e tem ótima atuação do mesmo, de Scarlett e especialmente de Glenne Headley, no papel da mãe de Jon. Headley está hilária e antológica. O filme começa bem, tem boas sacadas, mas logo cansa. O filme se estica, a idéia se gasta e rola uma barriga no meio do filme. Pior que isso, é ter Julianne Moore num papel bobo e sem graça. Amo Juliane, mas não acho que tenha sido um papel para ela. Deve ter feito por amizade. Foi exibido com sucesso em Sundance 2013.
Diretora: Joey Soloway
Direção: Tom Tykwer
Louis Sallinger (Clive Owen) é um agente da Interpol que, juntamente com Eleanor Whitman (Naomi Watts), a promotora de justiça de Manhattan, busca levar à justiça um dos bancos mais poderosos do mundo. Para tanto eles investigam diversas atividades ilegais, tendo que rastrear quantias espalhadas ao redor do planeta.
Direção: Wes Ball
Planeta dos Macacos: O Reinado dá continuidade à saga dos primatas inteligentes, situando-se em um futuro distante após os eventos de Guerra pelo Planeta dos Macacos de 2017. Com muitas sociedades de macacos surgindo desde a liderança de Caesar (Kevin Durand), a divisão entre eles é evidente: alguns desconhecem completamente os feitos do líder, enquanto outros distorcem seus ensinamentos para construir impérios poderosos. Neste novo mundo, um líder macaco busca escravizar outros grupos para adquirir tecnologia humana, desencadeando uma luta pelo poder e sobrevivência. Enquanto isso, um jovem macaco testemunha da captura de seu clã e inicia uma jornada em busca da liberdade. No entanto, é uma jovem humana que se torna a chave para os destinos entrelaçados dessas diferentes facções. Planeta dos Macacos: O Reinado fala em questões de poder, liberdade e coexistência, enquanto os primatas evoluídos e os humanos lutam para encontrar seu lugar em um mundo pós-apocalíptico onde os segredos do passado podem determinar o futuro de todos.
Diretor: Paul Feig
Direção: Ernesto Contreras
Em Primaveras Escuras, Pina (Irene Azuela) é uma graçonete e Igor (José María Yazpik) é um encanador. Durante todo o inverno, ambos sentem um desejo muito forte um pelo outro, mas suas situações o impedem de estarem juntos, eles não são livres. Tentando achar um jeito de ir atrás do seu amor, Pina tem a brilhante ideia de fazer uma festa a fantasia com a temática de leão para seu filho pequeno. Já, Igor, decide comprar uma máquina de fotocópias para sua esposa. No entanto, ao chegar a primavera, finalmente virá com ela a consumação do amor, enchendo suas vidas de esperança e paixão, eles serão mais livres e suas vidas serão tomadas por entusiasmo e amor.
Comédia apimentada protagonizada por Cameroz Diaz e Jason Segel (protagonista do seriado "How I met your mother'). Parece uma boa receita, mas infelizmente, só ri uma vez durante o filme todo. O filme em si tem um ritmo entediante e um roteiro sem carisma. A idéia nem era de toda ruim: um casal que na juventude vivia transando, quando se casam e têm filhos vivem uma rotina de tédio que apaga a chama do tesão entre eles. A mulher, Annie (Cameron Diaz) é dona de um blog que fala sobre o dia a dia de ser uma mãe (eles são pais de 2 crianças). O marido, Jay (Segel) é um radialista. Jay dá de presente vários Ipads para pessoas que ele considera. Annie, animada com a qualidade do Ipad, dá a ideia do casal gravar um vídeio pornô para incrementar o sexo entre os dois. Após a transa inesquecível, ela pede pro marido deletar o vídeo, porém ele se esquece e o vídeo vai parar na nuvem. No dia seguinte, Jay recebe um sms de um anônimo dizendo possuir o vídeo e chantageia Jay, que junto de Annie, precisam resgatar cada Ipad com medo de que um dos donos possa ser o chantagista. No geral, me pareceu que o filme foi realizado apenas para divulgar as maravilhas de um Ipad: a gente fica sabendo que ele não quebra, que a câmera é potente, que ele se comunica via nuvem com todos os aparelhos da Apple e a bateria parece não acabar nunca. A piada que eu ri tem a ver com uma cena onde a personagem Annie precisa cheirar cocaína para poder dar tempo pro marido vasculhar uma casa que pertence ao personagem maluco de Rob Lowe. Na verdade, acho que eu ri pelo politicamente incorreto da situação, onde no final, a personagem disse que adorou a experiência de ter cheirado pó. Jason Segel, ótimo ator, não é a escolha certa para o personagem, que merecia alguém mais carismático para o papel. Segel tem aquela persona meio Will Ferrel, trabalhando mais com o tempo morto do que com o seu físico e timing. As cenas onde supostamente seriam para rir ficam muito no meio do caminho, e na verdade. acho que o grande problema do filme é que ele quer ser malicioso e sacana tendo no entanto um conteúdo família, que é a sua mensagem final. O desfecho tenta repetir a gag de "Se beber, não case", onde finalmente vemos o repertório do tal filme. E na boa? Não tem nada de engraçado, muito menos, sensual. Ponto positivo: Cameron Diaz parece ter tomado a poção da juventude, sempre jovial e com um corpo escultural. Será Photoshop?
Diretor: Jack Plotnick
Nesta ficção científica, o futuro se passa nos anos 1970. Desolado, após uma decepção amorosa, o comandante de uma estação espacial, que é um homossexual enrustido, passa a ter uma nova assistente. Os tripulantes atrapalhados precisam lidar uns com os outros e com os asteroides no caminho.
Baseado no livro de Laura Kasischke, o filme, dirigido pelo cineasta independente mais pop dos Estados Unidos, Gregg Araki, teve seu debut no Festival de Sundance 2014. O filme narra o drama de Kat Connors (Shailene Woodley, atriz de "Divergente" e "A culpa é das estrelas"), uma jovem de 17 anos que, no ano de 1988, ao voltar para casa, descobre que sua mãe, Eve (Eva Green), desapareceu, supostamente fugindo de casa. Eve sempre foi bipolar, surtando do nada. O pai de Kat, Brock, fica triste com o sumiço da esposa, mas vai seguindo a vida, após 3 anos de tentativas para descobrir o paradeiro da esposa. Kat acredita que seu namoro com o seu colega de colégio, o sexy Phil, tenha algo a ver com isso, já que sua mãe dava investidas nele, para poder provar que ainda era jovem. Gregg Araki faz aqui um filme bem ao seu gosto: colorido, recheado de jovens bonitos, trilha sonora cult cheia de hits dos anos 80 (The cure, Tears for fears, Depeche mode, Pet Shop Boys, etc) e visual glamuroso. Porém, diferente de seus outros filmes, aqui tudo parece ser mais narrativo, mais careta, com exceção de algumas cenas do sonho de Kat. Quando Gregg consegue enfiar alguma cena gay no filme essa cena parece forçada. O que interessa na história, na verdade (o filme tem vários sub-plots e temas), é o despertar sexual da personagem de Kat, e a bipolaridade de Eve. O filme atira para tantos lados que acaba ficando sem foco. Chama a atenção a nudez de Shailene, que fez esse filme quando ainda não tinha estourado na carreira (o longa foi filmado em 2012). Ela ainda era uma atriz de filmes independentes. Resta saber se ela defende o filme ou se prefere apagá-lo da filmografia, visto que muitas estrelas de Hollywood preferem esquecer cenas ousadas que fizeram no passado. O elenco está bem, apesar de Eva Green não convencer, por conta de sua idade, como mãe de Shailene. De baixo orçamento, o longa foi realizado em 19 dias de filmagem. Eu particularmente ainda considero "Mistérios da carne", de 2004, o seu melhor filme.
Adaptação cinematográfica da biografia de Cheryl Strayed, uma jovem que em 1995 resolveu passar 3 meses fazendo uma peregrinação que começava no Deserto de Mojave até a fronteira do Canadá. Essa viagem de auto descoberta aconteceu como uma limpeza espiritual: Cheryl perdeu sua mãe de 45 anos, morta de câncer, e ela se remoía de remorso por não ter dado atenção a ela. Após a morte da mãe, Cheryl entrou em profunda depressão, se afundando em heroína, sexo livre e todo tipo de doideiras, até que resolveu parar com tudo e repensar sua vida. O filme lembra bastante "Na natureza selvagem", outra adaptação de livro de memórias, dirigido por Sean Penn. Acho muito interessante a trajetória de Reese Witherspoon como atriz e produtora. Ela comprou os direitos de "Gone girl", mas David Fincher a aconselhou a não fazer o papel e ela ficou apenas como produtora. Mas aqui em "Wild", ela fez questão de protagonizar e convidou o diretor de "Dallas buyers club" para dirigi-la. Muitos atores querem sair de sua zona de conforto, e Reese apostou nisso: Fica nua, transa, toma heroína, grita, chora, esperneia, sofre. Claro que tudo isso bem dosado e pensado, pois ela é ainda uma atriz Hollywoodiana e não pode romper de forma tão radical como Jared Leto ou Leandra Leal. Mas já é um passo. Ela está ótima, apesar do rosto dela tão angelical ainda nos traga lembranças de outros filmes que ela fez. O filme tem uma belíssima fotografia, e até mesmo em sua estrutura ele lembra "Into the wild": os constantes flashbacks costurados com a narrativa. A trilha sonora é recheada de clássicos pop. Laura Dern, no papel da mãe, está ótima. Um filme delicado, longo e até um pouco cansativo. Mas não deixa de ser algo interessante dentro do marasmo comercial do cinema americano padrão. Vale ser visto pela sua beleza.
Dirigido por: Jordan Rubin
Um grupo de jovens universitários que ficam em uma cabana ribeirinha são ameaçados por uma colônia de castores zumbis mortais. Um fim de semana de sexo e farra logo se torna horrível quando os castores atacam os jovens. Variando entre assustador, sexy e divertido, os jovens logo se veem lutando por suas vidas em uma tentativa desesperada de afastar o bando de castores que atacam ao redor de sua cabana.
"Desisto de ser atriz. Hoje em dia só tem lutadores e youtubers protagonizando os filmes". Essa fala é da personagem de Awkwafina (Katie) para o guarda costas Noel (John Cena). Claro, é uma paródia, uma sacanagem com eles mesmos, ela que surgiu como Youtuber e Cena, como lutador. O filme é uma comédia maluca e bizarra e a crítica sentou o pau. De fato não é bom, mas diverte para quem só quer passar o tempo, literalmente. O filme faz referência a "Noite do crime (The purge)" e "Round 6". No ano de 2026, por conta da grave depressão econômica, o governo da Califórnia decide criar o "California great lottery", uma forma do governo e da população poder arrecadar dinheiro. O governo lança uma loteria com um valor astronômico, e a pessoa que possui o cartão premiado precisa sobreviver até o amanhecer. Quem o matar, ficará com o cartão. Assim, toda a população vai atrás do premiado, usando todos os tipos de armas. No ano de 2030, Katie (Awkwafina) resolve retornar a Los Angeles para tentar novamente a carreira como atriz, que ela abandonou para poder cuidar de sua mãe. Ao alugar um quarto fajuto de uma vigarista, ela acaba usando o casaco dela. Ao fazer o teste, o governo anuncia a vencedora da loteria, com o prêmio de 3 bilhões, e Katie ganha com o cartão da mulher que alugou para ela o quarto. A partir daí, ela precisa fugir para poder sobreviver. Ela conta com a ajuda de Noel, um guarda costas que presta serviço para premiados poderem sobreviver aos ataques. Um outro guarda costas, Louis (Simu Liu), vai atrás dos dois para ficar com o cartão. O filme tem ação ininterrupta e muita loucura que envolve todos os personagens. Não há lógica alguma nas lutas e nas perseguições. A dupla de personagens interpretadas por Awkwafina e John Cena botam em prática o clichê da dupla que precisa lidar com as diferenças para podere sobreviver. Eles estão ótimos, com o carisma de sempre.
O Cineasta canadense é famoso no mundo inteiro por mostrar em seus filmes o lado bizarro, aterrorizante, violento e monstruoso dos seres humanos. Aqui em "Mapa para as Estrelas", Cronenberg larga mão dos efeitos especiais e vai direto ao assunto: a sua matéria prima é o próprio Cinema e a sua Indústria do entretenimento. Os seres monstruosos aqui são muito piores. A ira e a inveja dominando corações e mentes de quem faz parte desse jogo: Atores, produtores, cineastas, motoristas de limunises, astros mirins, produtores de elenco, assistentes pessoais. Ninguém presta e são todos 100% doentes ou paranóicos. Cronenberg assume sua porção Robert Altman ao mostrar um olhar devastador sobre Hollywood. Mesclando drama, humor negro e violência, ele inaugura a comédia em sua filmografia de forma muito peculiar. A primeira parte do filme vai divertida e faz uma radiografia dos fetiches e loucuras de quem habita Los Angeles. A segunda parte, aí entra Cronenberg que conhecemos: Incesto, assassinatos, suicídios, neuróticos. O curioso é ver o ator Robert Pattinson, que havia trabalhado com Cronenberg em "Cosmopolis" no personagem de um rico empresário que não saia de sua limusine, agora fazendo o papel de um chofer de limusine em Hollywood. O filme narra a história de Agatha (Mia Wasikowska), uma jovem que desembarca em Los Angeles. Ela vai trabalhar como assistente pessoal da atriz decadente Havana Segrand (Juliane Moore), uma neurótica que faz terapia com o charlatão Dr Stefford (John Cusack). Ela é pai de Benjie, um astro mirim problemático. Agatha na verdade é filha de Stefford, que a internou em uma clínica psiquiatrica após ela ter tentado matar seu irmão, depois da recusa dele em querer casar com ela. Outros personagens estranhos habitam esse universo caótico construído por Cronenberg, que se baseou no livro de Bruce Wagner. O Elenco todo está formidável. Juliane Moore ganhou o prêmio de melhor atriz em Cannes 2014. Sua atuação é impecável como a louca atriz neurótica. Evan Bird também está antológico como o astro mirim Benjie. Um filme com diálogos ferinos, direção segura e de teor explosivo. Para os detratores de Hollywood , é um filme imperdível.
Diretores: Seth Rogen, Evan Goldberg. ELENCO: Seth Rogen, James Franco, Randall Park, Diana Bang, Lizzy Caplan, Emma Stone, Rob Lowe, Nicki Minaj, Song Kang-ho
Assim como Ben Stiller, é impressionante o apuro técnico de Seth Rogen ao conduzir um filme. Depois da comédia apocalíptica "É o fim", Rogen investe em uma história mais absurda ainda: uma trama para assassinar o Ditador norte coreano Kim Jong-un. Apenas em um País livre e com direito de expressão como os Estados Unidos é possível escrever um roteiro aonde você use um personagem real e deturpe a sua trajetória. Foi assim com Tarantino em "Bastardos inglórios" e a sua reinvenção sobre Hitler. Porém, mais sério e mais caótico, por não dizer mais polêmico, Rogen fala sobre uma personalidade que está viva e em pleno exercício do Poder. "A entrevista" foi em 2014 o filme mais discutido em toda a mídia. E isso não pelas suas qualidades, e sim, pela ameaça que sofreu de Hackers que disseram que iriam provocar atos terroristas caso o filme fosse exibido em circuito. A Sony resolveu não lançar e até o presidente Obama rechaçou a Sony por ter se deixado levar pelas ameaças. Buchichos à parte, o que interessa saber é: o filme vale a pena? Sim, o filme é muito engraçado. Tem várias cenas antológicas, tem muita escatologia (juntar James Franco e Seth Rogen no mesmo filme só pode dar nisso) e muita, muita bizarrice. Com piadas politicamente incorretas, os roteiristas literalmente ligaram o foda-se. E aí fica a pergunta: até onde isso é nocivo? Até onde as pessoas aceitarão as loucuras impostas ao Ditador norte coreano e à população de lá? Afinal, tudo e todos são ridicularizados: o exército, a mídia, a cultura, o governo, a educação, o povo. Quando Sacha Baron Cohen resolveu fazer o seu "O Ditador", ele ficcionalizou tudo, mesmo que o espectador tivesse referência de algum país do Oriente médio. Sendo real, tudo fica muito estranho, ainda mais que sabemos que obviamente não houve consentimento de uma das partes. Como comédia, o filme diverte e muito. Em alguns momentos perde o ritmo, (sou um defensor de que comédia não pode ter mais que 90 minutos), mas o carisma de Franco e Rogen, para quem gosta e curte, é inegável. Aliás, James Franco é um cara que admiro muito: ele é excelente com drama, excelente na comédia, e investe tempo e dinheiro em projetos autorais, em filmes super independentes e ousados. O elenco que interpreta a parte norte coreana é impagável. Randall Park, como o Ditador, e Diana Bang, como sua fiel braço direito, estão hilários. A cena da entrevista que toca "Fireworks" da Kate Perry é sensacional. O filme, assim como "Trovão tropical", de Ben Stiller, alterna momentos de humor escrachado com cenas de alta violência, puro humor negro. Outra cena impegável é a de Seth Rogen tentando esconder uma cápsula gigante antes que a guarda norte coreana o flagre na floresta. "A entrevista" não é filme para qualquer espectador. Se você não tiver uma mente aberta, se você não curtir histórias tão loucas que soam como surreais, fuja, mas fuja muito.
Caramba como filma bem esse Paolo Sorrentino. As câmeras, quase flutuantes (que ele já havia realizado em "A grande beleza"), sobrevoando sobre os personagens, buscando-os, é sempre uma maravilha de assistir. É uma sofisticação, uma forma de filmar que valoriza o todo: O ator, as locações, a direção de arte, sempre emoldurados por uma trilha sonora arrebatadora. E que fotografia de Lucas Bigazi, cacete! O filme foi exibido em Cannes 2015 e saiu de lá sem nada, mas tem ganho vários prêmios internacionais. Merecidamente. Michael Caine, Harvey Keitel, Rachel Weitz, Paulo Dano e Jane Fonda estão soberbos. Somente a cena de Harvey Keitel e Jane Fonda já vale o filme. Ele interpreta um cineasta, ela a Atriz fetiche de todos os seus filmes. É uma aula de atuação, um primor! Fred (Michael Caine) e Mick (Keitel) são dois amigos idosos que estão passando uma temporada em um hotel resort nos Alpes suiços. Fred é um Maestro aposentado, e Mick é um cineasta em atividade, e está lá com uma equipe de jovens roteiristas escrevendo o seu último projeto. Paul Dano é um Ator que está lá querendo se inspirar em sua carreira, uma vez que seu papel mais famoso é o de um robô e todos o elogiam por esse papel, o que lhe traz frustraçao. Um emissário da Rainha Elisabeth vai até Fred e o convida para tocar em um evento que comemora o aniversário do Príncipe real. Fred recusa. A partir desse evento, o filme discute dicotomias como novo/velho, moderno/conservadorismo, motivacão/fracasso, amor/falta de comunicação, beleza/feiura. Todo o visual e a parte sonora do filme são deslumbrantes, e assistir ao filme é um grande deleite. O filme tem um ritmo lento, e não é tão ácido como "A grande beleza", mas procura manter um tom de ironia o filme todo. Sorrentino adora cenas de musicais e o filme é recheado de cantoras se apresentando. Mas de novo, lembrando, a cena de Jane Fonda é absurdamente boa. A discussão gira em torno sobre a importância que a tv está tomando, em relação ao mercado, em comparação ao Cinema. Que atriz, pena que não tem feito mais filmes. O único porém vai para uma cena peralta de Sorrentino, que ilustra o poster do filme. Enquanto tomam banho numa sauna, Fred e Mick vêem uma mulher totalmente nua entrando na banheira e se banhando em frente deles. Fosse aqui no Brasil, o filme teria sido taxado de machista.