DIREÇÃO: Mike Marvin
Russel Proco é um estudante que foi expulso de várias escolas devido ao seu comportamento, e por isso ele corre o risco de não ter mais a ajuda dos pais para concluir seus estudos. E ele vê na Universidade Busterburguer sua última chance.
Direção: Terry Gilliam, Terry Jones
O Rei Arthur está em busca de homens que possam acompanhá-lo na inglória jornada para encontrar o Santo Graal. Sir Lancelot, o Bravo; Sir Robin, o Não-tão-bravo-quanto-Sir Lancelot; Sir Galahad, o Puro e outros cavaleiros aceitam a missão arriscada e hilária.
DIREÇÃO: Jennifer Chambers Lynch
Um cirurgião fica obcecado pela mulher sedutora com quem teve um caso uma vez. Recusando-se a aceitar que ela seguiu em frente, ele amputa seus membros e a mantém cativa em sua mansão.
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Dirigido por Robert Benton, baseado no romance homônimo de Philip Roth
Coleman Silk (Anthony Hopkins) é um pacato professor que vive em uma cidade do interior do estado americano de New England e tem um assombroso segredo que está prestes a vir à tona. Quando seu relacionamento extra-conjugal com uma bela (porém desajustada) empregada chamada Faunia Farley (Nicole Kidman), o segredo que Silk escondeu por mais de 50 anos de sua esposa, filhos e amigos surge e deflagra uma situação devastadora.
DIREÇÃO: Bigas Luna
Lulu (Francesca Neri) é uma garota normal que tem sua vida mudada quando perde a virgindade com Pablo (Óscar Ladoire). Ela se apaixona por ele, os dois se casam depois de algum tempo, mas continuam experimentando fantasias sexuais, que incluem, até mesmo, caçar travestis pelas ruas. Eles ficam amigos, inclusive, de uma travesti. Nos primeiros anos, o casamento significava para eles uma maior liberdade para usar e abusar de suas fantasias e de seus desejos eróticos.
Direção: Andrés Wood
DIREÇÃO: Rupert Wainwright
Belo Quinto, uma fictícia cidade no sudeste do Brasil, recebe a visita do padre Andrew Kiernan (Gabriel Byrne), que foi mandado pelo Vaticano para investigar uma igreja que tem a estátua de uma santa que verte lágrimas de sangue. Lágrimas estas que começaram no dia em que o padre Paulo Almeida, o responsável pela igreja, morreu. Enquanto Kiernan fotografava a estátua, que sangrava, um garoto furta um rosário que estava junto do corpo do falecido e vende o terço para uma turista, que por sua vez manda de presente para Frankie Paige (Patricia Arquette), sua filha, que cabeleireira em Nova York. Em pouco tempo, ela passa a ser vítima de "estigmas", chagas idênticas às de Cristo, e Andrew Kiernan o encarregado de investigar o fenômeno. Inicialmente Kiernan descarta a possibilidade dos "estigmas", pois todos os "estigmatas" são pessoas bastante religiosas e Paige não acredita em Deus. Mas Kiernan vê o suficiente para quebrar os padrões estabelecidos pelo Vaticano, e acredita que se ele não fizer nada, Frankie pode morrer. Gradativamente, ele pass a suspeitar que seu superior, o cardeal Daniel Houseman (Jonathan Pryce), não quer que toda a verdade venha tona.
DIREÇÃO: Jon Hurwitz, Hayden Schlossberg
Harold e Kumar, a dupla de chapados mais bixarra de Hollywood, voltou no pique total! Eles continuam preguiçosos, fugindo do trabalho e passando seus dias só “viajando”. Mas a viagem dos caras foi longe demais, porque eles agora querem chegar na cidade Amsterdã, na Holanda, o paraíso dos chapadões de todo o planeta! O problema é que a confusão já começa dentro do avião, quando as autoridades suspeitam que eles possam ser perigosos terroristas internacionais. Harold e Kumar são presos e mandados para Guantanamo.
DIREÇÃO: Danny Leiner
Harold (John Cho) é um descendente de coreanos que trabalha com investimentos bancários e odeia seu emprego. Kumar (Kal Penn) é o filho de um famoso médico indiano que deseja vê-lo estudando em uma faculdade de medicina. Harold e Kumar dividem um apartamento e gostam de se divertir juntos, sem se preocupar muito com o futuro. Ao assistirem TV a dupla descobre a existência de um suculento hamburguer que eles ainda não provaram. É quando eles, famintos, decidem sair pela noite à procura de uma lanchonete da rede White Castle, para poder experimentar a novidade.
PIXELDRAIN / DEPOSITFILES SENHA: teladecinema.net
DIREÇÃO: Jeff Schaffer, Alec Berg, David Mandel
Após se formar no 2º grau, Scott Thomas (Scott Mechlowicz) pensa em passar o verão com Fiona (Kristin Kreuk), sua namorada. Porém ela lhe dá um tremendo fora. Para piorar Scott segue os conselhos de Cooper Harris (Jacob Pitts), seu melhor amigo, e manda um e-mail desaforado para um amigo, Mieke (Jessica Boehrs), que mora em Berlim, pois Cooper acha que Mieke é gay. Só então descobre que Mieke é uma bela jovem, mas Scott não pode nem tentar se retratar, pois seu e-mail foi bloqueado por ela. Assim ele decide ir até Berlim achar Mieke, juntamente com Cooper. Viajando de um jeito econômico, eles vão primeiramente para Londres, que seria a primeira etapa de muitas confusões na tentativa de achar Mieke. Filme anárquico até nos créditos finais. Versão Sem Cortes.
DIREÇÃO: John Waters
Sylvia Stickles (Tracey Ullman) é uma mulher de meia-idade sexualmente reprimida, que está sempre mal-humorada. Vaughn (Chris Isaak), seu marido, ainda tenta seduzi-la, mas ela sempre o rejeita. Sylvia está mais preocupada em cuidar de sua loja e de sua filha, Caprice (Selma Blair), que possui seios enormes e trabalha como dançarina de boate. Devido a uma série de episódios de atentado ao pudor, Caprice está proibida de sair de casa. O mundo de Sylvia muda completamente após levar uma pancada na cabeça em um acidente. Socorrida por Ray Ray Perkins (Johnny Knoxville), um sexy motorista de guincho, ela passa a dividir com ele seus problemas e sua sexualidade reprimida.
DIREÇÃO: Scott Ziehl
Cassidy Merteuil (Kristina Anapau), uma prima distante de Kathryn Merteuil, chega em Santa Barbara, na Califórnia, para freqüentar a Universidade Prestridge. Lá ela encontra Jason Argyle (Kerr Smith), um amigo da escola secundária que também estuda em Prestridge. Jason tem como colega de quarto Patrick Bales (Nathan Wetherington), sendo que os dois formam uma dupla cujo objetivo é seduzir e transar com as mais belas mulheres do campus. Quando as recentes conquistas de ambos os deixam entediados, Jason aposta com Patrick se eles podem seduzir uma particular novata, que está sob a proteção de Cassidy. Mas nada é o que parece quando o triângulo formado por Cassidy, Jason e Patrick surge, pois cada um dos três quer enganar os outros.
DIREÇÃO: Roger Kumble
Devido à ida de sua mãe para uma clínica de recuperação de drogados, o jovem Sebastian Valmont (Robin Dunne) passa a morar com seu pai (David McIlwraith), sua madastra (Mimi Rogers) e a filha dela, Kathryn Merteuil (Amy Adams). Kathryn deseja fazer o gênero de boa moça e para tanto busca agradar seus pais, enquanto que Sebastian pouco se importa com a riqueza deles. Os dois logo entram em conflito, principalmente após Sebastian se apaixonar pela jovem e inocente Danielle (Sarah Thompson), filha do diretor da escola onde agora estuda. Esta história ocorre alguns anos antes do primeiro filme (Segundas Intenções 1999) quando Kathryn conhece pela primeira vez Sebastian.
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Direção de Roger Kumble
Em Manhattan, Kathryn Merteuil (Sarah Michelle Gellar) e Sebastian Valmont (Ryan Phillippe), pertencem a uma rica família e vivem como irmãos, desde o casamento do seus pais. Ele tem a fama de ser um incrível sedutor e gosta de manter tal reputação, enquanto que Kathryn, apesar de ser ainda mais amoral que ele, prefere fazer o gênero da jovem boa e comportada. Quando seu namorado a troca pela inocente Cecile Caldwell (Selma Blair), Kathryn decide se vingar e desafia Sebastian a um jogo, em que ele teria que seduzir e acabar com a reputação de Cecile. Sebastian por sua vez propõe mais um desafio: deflorar a bela e virgem filha do diretor, Annette Hargrove (Reese Whisterpoon). Kathryn termina lhe propondo um novo jogo: se ele não conseguir levar Annette para a cama até o final do verão, seu carro, um magnífico Jaguar 56, será dela. Mas, se vencer, poderá fazer o que quiser na cama com a única mulher que não pode possuir: ela mesma.
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DIREÇÃO: Jay Chandrasekhar
Club Dread é um resort do litoral da Costa Rica onde há troca de casais e muita diversão. Mas a festa tem de ser interrompida quando começam a surgir corpos de pessoas mortas. Todos são suspeitos, até que se prove o contrário. Será que os habitantes da ilha do prazer conseguirão se unir, solucionar o mistério e trazer a alegria de volta?
Se houvesse um Oscar para melhor trabalho em equipe, certamente o elenco de "Closer" seria o vencedor. Sob as ordens do veterano e admirado diretor Mike Nichols (veterano da Broadway e premiado cineasta de "A Primeira Noite de um Homem"), o que era uma apenas curiosa peça inglesa se transformou num interessante e ousado exercício de relações humanas e amorosas, com um texto forte e cheio de palavrões como raramente visto antes no cinema, ao menos num contexto romântico.
O texto original conta o relacionamento entre dois casais na Inglaterra _as mulheres dessa versão são americanas. Jude Law é um jornalista (redator de obituários) que encontra por acaso uma jovem stripper (Natalie Portman em seu primeiro papel de adulta e que por ele ganhou o Globo de Ouro) que acabara de ser atropelada. Tornam-se amantes, e tempos depois Jude lança um livro e tem que fazer uma sessão de fotos, com Julia Roberts, a fotógrafa, e acaba se interessando por ela.
Depois, Jude conhece um médico (Clive Owen) num site de encontros, se passa por uma mulher e marca um encontro com ele. O médico vai e conhece Julia, que funcionando como um cupido involuntário.
Depois disso, há várias reviravoltas e troca de casais, alguns conflitos, algumas verdades jogadas na cara do outro, mas sem aquele humor típico dos americanos.
É uma fita para e sobre adultos, que amam e sofrem, deixam de amar e sofrem mais ainda. Ou seja, gente como todos nós. O filme não teria dado certo não fosse a mão segura de Mike Nichols, que conduz todos com total precisão, sem exceções. Até Clive Owen ("Rei Arthur") que é bonitão, mas tinha carisma zero, funciona aqui, com ferocidade e compaixão (ele também ganhou o Globo de Ouro de ator coadjuvante; ele e Natalie foram indicados ao Oscar nessa categoria).
Certamente a melhor figura do filme é Natalie Portman, que está sedutora, atraente, ambígua, bem diferente de "Star Wars", em que está completamente apática.
Vale a pena conhecer "Closer - Perto Demais", mas não espere um filme à la Meg Ryan e Tom Hanks.
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Direção: Jonathan Glazer
Dez anos após a morte de seu marido, Anna (Nicole Kidman) finalmente conseguiu reconstruir sua vida, estando prestes a se casar novamente. Repentinamente surge em sua vida um garoto de 10 anos, que se apaixona por Anna e diz ser a reencarnação de seu marido. Anna inicialmente considera a história totalmente absurda, mas alguns detalhes de situações ocorridas entre ela e seu falecido marido, contados pelo garoto, fazem com que ela fique intrigada. Aos poucos Anna começa a relembrar fatos de seu passado e começa a questionar as escolhas que fez na vida, o que faz com seu noivo, a família dele e sua melhor amiga fiquem preocupados.
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DIREÇÃO:PEDRO ALMODÓVAR
Madri, 1980. Enrique Goded (Fele Martínez) é um cineasta que passa por um bloqueio criativo e está tendo problemas em elaborar um novo projeto. É quando se aproxima dele um ator que procura trabalho, se identificando como Ignacio Rodriguez (Gael García Bernal), que foi o amigo mais íntimo de Enrique e também o primeiro amor da sua vida, quando ainda eram garotos e estudavam no mesmo colégio. Goded recebe do antigo amigo um roteiro entitulado “A Visita”, que parcialmente foi elaborado com experiências de vida que ambos tiveram. Goded lê o roteiro com profundo interesse. Este relata as fortes tendências de pedofilia que tinha um professor de literatura deles, o padre Manolo (Daniel Giménez Cacho), que vendo Ignacio e Enrique em atitude suspeita diz que vai expulsar Enrique. Ignacio, sabendo que Manolo era apaixonado por ele, diz que fará qualquer coisa se ele não expulsar Enrique. Então Manolo promete e molesta Ignacio, mas não cumpre a promessa e expulsa Enrique. Goded decide usar a história como base do seu próximo filme e, por causa de um isqueiro, vai até a casa de Ignacio e constata uma verdade surpreendente.
Dirigido por Lewis Gilbert
Cockney-Boy Caine tira seu sustento através de bicos e a sua procura por mulheres é bem sucedida. Mas depois surgem-lhe dúvidas sobre a sua vida sem moral, sobretudo quando a primeira namorada engravida. Ao contemplar tudo o que destruiu no decorrer do tempo, torna-se adulto.
DIREÇÃO: Ken Hughes
Alfie é um mulherengo incorrigível que usa seu emprego de motorista de caminhão de entregas para trocar de encontros amorosos de cidade em cidade por onde passa por todo o país. Ele conhece Abby Summers, uma editora de revista. Os dois têm muito em comum: ela é insensível e prefere encontros de uma noite só tanto quanto ele. Um improvável relacionamento se estabelece entre os dois. Mas será que eles se tornarão inseparáveis? E que outros perigos os esperam nas sombras?
A obsessão de Hollywood por filmes de terror com freiras faz com que se crie esse sub-gênero que os fãs de terror adoram. Afinal, o que pode ser mais instigante do que ver pobres e indefesas freiras e noviças tendo que lutar contra entidades malígnas e conspiração de religiosos para trazerem o Capiroto para a terra? Depois do grande sucesso da franquia "A freira" e de Jena Malone em "O convento", chegou a vez da estrela Sidney Sweeney, no papel da irmã Cecily, provar que dentro da Igreja não se pode confiar em ninguém. O curioso é vê-la no papel de uma freira virgem e imaculada, após protagonizar a divertida comédia picante "Todos menos você". Cecily chega na Itália para um convento onde é recebida pela Madre Superiora (Dora Romano), o Cardeal Franco (Giorgio Colangeli), o Padre Tedeschi (Alvaro Morte) e fica amiga da freira Gwen (Benedeta Porcaroli). Logo Cecily descobre que após se perder numa noite em um corredor obscuro, ela tem visões com freiras assustadoras. Para surpresa de todos, após desmaiar, descobre-se que ela está grávida, e virgem! Todos celebram como se um novo Mesias estivesse vindo à Terra, mas Cecily descobre que há algo a mais por trás disso. Com ótimas cenas de suspense, mesmo sendo óbvio e com personagens bastante estereotipados, o filme traz violência que alegrará os fãs do gênero, e revela Sidney Sweeney como uma atriz bastante versátil. Ela está ótima no papel, e o elenco italiano faz a diferença na credibilidade, na opção de não se escalar atores americanos para os papéis.
Dirigido por Duncan Tucker
Transamérica é a história de uma mulher transexual chamada Bree que, uma semana antes de fazer a cirurgia de readequação sexual, descobre ter um filho de 17 anos que precisa de ajuda. Sua psicóloga proíbe que ela se submeta à cirurgia sem resolver esse assunto, por isso Bree viaja para Nova Iorque para encontrar o garoto. Num autêntico road movie, Bree e o filho iniciam a viagem de volta para Los Angeles e, no caminho, muita coisa acontece.
Dirigido por: Devon Downs, Kenny Gage
Um nômade misterioso conhecido simplesmente como "O Artista", que pratica uma forma de arte obscura transmitida através das gerações. Ele cria muito mais do que tatuagens para os turistas que visitam o seu estúdio de tatuagem. O Artista (Robert LaSardo) e sua assistente Uta (Sara Fabel) atraem um grupo de festeiros americanos para sua loja. Lá começa a brincar jogos sádicos com os jovens.
Direção: Amat Escalante
Um meteorito cai em uma parte isolada das montanhas do México. Enquanto isso, nas planícies, um jovem casal em crise luta para se encontrarem, mas não conseguem fazer isso sem destruírem um ao outro. Algo externo a esse mundo está prestes a alterar a vida de ambos, trazendo as respostas que tanto buscam, sejam elas boas ou ruins.
Prequel do aclamado "X - A marca da morte", grande sucesso de público e de crítica nos Estados Unidos, traz novamente Mia Goth, agora mostrando a juventude de Pearl, a personagem que aparecia idosa em "X". O filme apresenta a origem do mal de Pearl e como tudo começou, na sua relação doentia com a sua fazenda e com o seu marido Howard.
O diretor e roteirista Ti West, junto da atriz Mia Goth, que também co-escreveu o roteiro de "Pearl", trazem o inusitado para o filme: homenageiam "O mágico de Oz" e "O Que terá acontecido a Baby Jane", além do inevitável "O massacre da serra elétrica", e fazem um filme absolutamente diferente em conteúdo e forma, algo que encantou e apavorou Martin Scorsese na ocasião da exibição do filme no Festival de Veneza 2022. Mia Goth representa maravilhosamente bem uma mescla insana e apoteótica de Joan Crawford, Bette David e Judy Garland + as bruxas de Oz, encantadora e assustadora. O filme traz elementos gráficos e cores technicolor de "O mágico de Oz", uma ousadia que funciona muito com fÃs cinéfilos de terror, mas para o público jovem, podem não entender as muitas referências a clássicos. Para o espectador que quiser assistir ao filme apenas querendo assistir slasher e muitas mortes, terá bastante, incluindo o enorme jacaré de estimação de Pearl, já visto em "X". O filme se ambienta em 1918 ("X" em 1979) e estamos na mesma fazenda pertencente a Pearl e Howard, só que agora, Pearl é jovem e mora com seus pais. Howard está lutando na 1ª guerra. Pearl vive com sua mãe repressora e seu pai cadeirante. Ela tortura o pai, ao passo que sua mãe a tortura. Pearl deseja ser atriz, mas sua mãe não deixa. Ao frequentar um cinema, Pearl se envolve com o projecionista. A cunhada de Pearl a visita e diz que uma audição para atrizes está rolando na igreja. Pearl fará de tudo para sair da fazenda e correr o mundo.
Fiquei muito encantado com o filme, que subverte totalmente "O mágico de Oz", reproduzindo cenas, como a da velha na bicicleta pelos campos. Os atores estão todos entregues à proposta louca do projeto, muitas vezes caminhando para um perigoso tom de humor ácido e pastiche, mas funciona bem junto ao terror slasher. Não faça comparações com "X", pois são muito diferentes.
Desde que foi lançado em 1974, "O massacre da serra elétrica" tem sido copiado em termos de estética e de narrativa centenas de vezes, por filmes bons e ruins. "X", escrito e dirigido por Ti West, é um feito raro: ele está num alto nível de qualidade, é excelente, tem ótimos atores, ótima direção, uma história assustadora e principalmente, dá calafrios. Com cenas de gore dignos do melhor slasher, "X" ainda faz homenagem aos filmes pornográficos independentes filmados em 16 mm antes do advento dos VHS.
O filme acontece no Texas: uma equipe de filmagem de pornô aluga uma casa em uma fazenda afastada, gerenciada pelo casal idoso Pearl e Howard. Na equipe tem o produtor e diretor Wayne, tem as estrelas pornôs Maxine (Mia Goth, que também interpreta a idosa Pearl), Bobby, o ator pornô Jackson, a microfonista Lorraine e o técnico de som RJ. Mas o que a equipe não poderia imaginar, é que o doce casal na verdade são assassinos que têm um bom motivo para matar um a um.
Direção: Andrew Cymek
Depois de presenciarem um assalto assutador, Rachel e Peter decidem se mudar para o subúrbio, onde planejam criar seu bebê. Em um estado avançado de gestação, a mulher passa muito tempo em casa, e começa a desenvolver o hábito de observar seus vizinhos. Rachel logo percebe que há algo de estranho no comportamento de todos nos arredores. A simpatia efusiva das pessoas esconde fatos bizarros, como assassinatos e violentas brigas domésticas.
Dirigido por Ridley Scott
Nos dias finais do reinado de Marcus Aurelius (Richard Harris), o imperador desperta a ira de seu filho Commodus (Joaquin Phoenix) ao tornar pública sua predileção em deixar o trono para Maximus (Russell Crowe), o comandante do exército romano. Sedento pelo poder, Commodus mata seu pai, assume a coroa e ordena a morte de Maximus, que consegue fugir antes de ser pego e passa a se esconder sob a identidade de um escravo e gladiador do Império Romano.
Direção: Richard Colton
Em Programada Para Matar, acompanhamos, em 2040, a história de Ria (Jess Impiazzi), uma mulher androide que tem seu sistema invadido pelo marido David (Luke Goss) para sequestrar o filho do vice-presidente dos Estados Unidos e executá-lo na televisão ao vivo. Será que ela vai contrariar a sua programação?
Dirigido por Brian Robbins
Norbit (Eddie Murphy) foi criado pelo sr. Wong (Eddie Murphy), que o encontrou ainda bebê no Restaurante e Orfanato Wonton Dourado. Foi neste local que ele conheceu sua alma gêmea, Kate (Thandie Newton). Eles se tornam amigos inseparáveis, até ela ser adotada e deixar o local. Aos 9 anos, Norbit é ameaçado por três garotos da escola mas é salvo por Rasputia (Eddie Murphy), uma robusta garota de 10 anos. Os dois crescem, namoram e se casam. Juntamente com seus irmãos Jack Grandão (Terry Lewis), Azulão (Mighty Rasta) e Earl (Clifton Powell), Rasputia administra a Construtora Latimore. Norbit é empregado da empresa, sendo sempre ridicularizado pelos cunhados. A vida de Norbit não anda nada bem, mas ela muda após reencontrar Kate, que decide comprar o antigo orfanato do sr. Wong. Porém o que Kate não sabe é que seu noivo, Deion (Cuba Gooding Jr.), planeja transformar o local em um bar de strip-tease, contando com a ajuda dos irmãos de Rasputia. Reanimado por ter reencontrado Kate, Norbit ganha confiança e, aos poucos, passa a enfrentar a esposa e sua família.
Diretor de comédias hilárias como “Missão madrinha de casamento”, Paul Feig adaptou o livro de Darcey Bell e realizou um filme que me surpreendeu pelo inesperado. Afinal, o filme é comédia, suspense, romance, humor negro? Ou uma mistura de tudo isso? Mas será que funciona? Sai do filme na dúvida se eu tinha gostado de uma mistura tão bizarra de gêneros, que funciona para os Irmãos Coen justamente porque eles investem pesado na violência, é o humor vem para amenizar o impacto. Mas aqui, a violência vem amparada por um humor quase ferino de Anna Hendricks, numa composição até divertida, mas estranha para o roteiro. Anna interpreta Stephanie, viúva e que cuida de seu filho pequeno. Careta até o último fio de cabelo e mãe zelosa, ela acaba ficando amiga de Emily (Blake Lively, deslumbrante), mãe de um menino que estuda na mesma turma do seu filho. Emily é o oposto de Stephanie: extrovertida, fashion, abusada é louca o suficiente para propor coisas indecentes. Emily é casada com Sean (Henry Golding, de “Podres de ricos”), um escritor fracassado. Elas se tornam melhores amigas, até que um dia, Emily desaparece. O primeiro ato do filme é totalmente comédia, e Anna lembra até o humor brasileiro de comediantes famosas em sua persona. Mas aí o filme vira de tom, mas sem deixar de lado o humor. O que realmente impressiona no filme, é a primorosa trilha sonora, recheada de clássicos pop franceses de várias décadas. O filé tem um toque sofisticado, chique, justamente por causa das músicas.
Direção: Victor Salva
No último dia de alimentação de vinte e três dias do Creeper, monstro que come partes do corpo humano, as equipes policiais do Sargento Tubbs reúnem uma força-tarefa, na missão de destruir o Creeper para sempre. O Creeper resiste, travando uma batalha sangrenta enquanto seus inimigos se aproximam de descobrir o segredo de suas origens sombrias.
Escrito e dirigido por Victor Salva
Um ônibus escolar, repleto de jogadores de basquete, cheeleaders e técnicos, fica parado no meio de uma estrada deserta. Lá eles precisam confrontar um perigoso monstro, que ressurge a cada 23 anos. Ao mesmo tempo um fazendeiro e seu filho partem em busca do monstro, na intenção de destruí-lo de uma vez por todas.
Dirigido e roteirizado por Victor Salva
Um filme de pequeno orçamento produzido pela American Zoetrope (de Francis Ford Coppola) e distribuído nos EUA pela MGM, que acabou se tornando um dos poucos sucessos do estúdio em 2001, ao lado de "Legalmente Loira".
Na época de lançamento, foi elogiado por vários críticos e escritores, entre eles Clive Barker (de "Hellraiser - Renascido do Inferno"). Criou-se um culto em torno desse terror que muita gente considera uma pequena jóia em meio a tantos filmes descartáveis do gênero horror produzidos no final dos anos 90. O início do filme resgata o suspense de "Encurralado" (de Spielberg) e lá pelo meio, quando somos apresentados ao monstro (chamado informalmente de "Creeper"), o filme muda de tom, já descambando para o terror propriamente dito (a figura do Monstro, tipo Morcego, é porém difícil de levar a sério).
Alguns irão detestar o filme pelo tipo de final, que é realmente um pouco brusco (dizem que também foi por causa da pouca verba), mas os defensores o consideram inteligente e sem concessões. Outros irão passar longe ao descobrir que o diretor Victor Salva é ex-detento por ter sido considerado culpado de molestar um menor de idade e gravar tudo em videotape. Foi gravado pelo sistema Digital e teve continuação.
Na época do seu lançamento (1987), "Os Intocáveis", versão para o cinema da série homônima de TV (1959-62), estrelada originalmente por Robert Stack, teve grande sucesso. Mas piorou um pouco com o passar do tempo, talvez pela antipatia provocada por Kevin Costner, que no papel central está apenas apático. E o filme contribuiu para ele atingir status de superstar, ao menos por uns tempos.
A famosa seqüência do tiroteio na estação de trem (que procura fazer uma homenagem à cena das escadarias de Odessa de "Encouraçado Potemkin") conserva seu impacto. Para muita gente este foi o melhor filme de Brian De Palma, que ganhou apenas um e merecido Oscar, o de ator coadjuvante para Sean Connery, naturalmente eficiente e simpático como o velho policial irlandês -com sotaque escocês- que se une a Ness.
O filme tem o toque do diretor, um mestre em provocar emoções, em conduzir o espectador para onde ele quiser. Mas De Palma confessa que não gostava da série de TV e que aceitou fazer o filme porque precisava de um êxito de bilheteria porque sua carreira andava mal.
O que se pode dizer de um filme que começa com uma menina pegando uma mala que contém uma bomba? Depois de explodir uma criança, tudo é possível. Com uma câmera móvel e inquieta, De Palma fez outras cenas famosas: o bandido que entra na casa de Connery para atacá-lo, o tiroteio no elevador, Ness enfrentando o criminoso no final.
Há também grandes efeitos técnicos para a época (Capone e o cantor em foco em primeiro plano, lembrando "Cidadão Kane"), uma excelente trilha musical de Ennio Morricone, o roteiro do grande dramaturgo David Mamet, figurinos de Giorgio Armani e muito suspense.
De Niro faz Capone careca depois que Bob Hoskins foi demitido quando já era contratado para o papel.
Direção: Gary Winick
Em De Repente 30, Jenna Rink (Christa B. Allen) é uma garota que está descontente com sua própria idade, já que seus colegas mais populares da escola não lhe dão atenção, seus pais ficam sempre no seu pé e o garoto por quem está apaixonada nem sabe que ela existe. A única amizade que Jenna possui é Matt Flamhaff (Sean Marquette), seu vizinho. Para tentar reverter a situação Jenna decide por ter uma grande festa para o seu 13º aniversário, convidando todos os adolescentes que conhece. Porém o que deveria ser sua consagração se transforma num grande desastre, após Jenna ser trancada em um armário devido a uma brincadeira e ser completamente esquecida pelos demais presentes na festa. Triste, Jenna faz um pedido: virar adulta de repente, para ter a vida com que sempre sonhou. O pedido milagrosamente se torna realidade e, no dia seguinte, Jenna (Jennifer Garner) desperta em 2004 e com 30 anos de idade. De início Jenna fica assustada com as novidades de sua vida, mas aos poucos fica cada vez mais encantada por ter se tornado tudo aquilo que sempre sonhou ser. Porém, quando tenta reencontrar Matt (Mark Ruffalo), Jenna descobre que perdeu contato com ele há vários anos e que agora ele está prestes a se casar.
Dirigido por Jon Favreau, baseado no livro ilustrado de Chris Van Allsburg
Dois meninos, Walter e Danny , ficam em casa sob os cuidados de sua irmã adolescente, Lisa, quando o pai tem que ir trabalhar. eles, que achavam que o dia seria chato, ficam chocados ao começarem a jogar Zathura, um jogo de tabuleiro de temática espacial. Eles descobrem que o jogo tem poderes místicos quando sua casa é baleada no espaço. Com a ajuda de um astronauta, os meninos tentam voltar para casa.
Direção: Dani de la Torre
Seguindo sua rotina, Carlos (Luis Tosar), um executivo bancário, se prepara para levar os filhos na escola. Ao ligar o carro, ele recebe uma ligação anônima informando que há uma bomba embaixo do seu assento. Para o carro não explordir, Carlos precisa em algumas horas juntar uma grande quantia de dinheiro.
Diretor: Christian Alvart
Ao receber uma ligação de um desconhecido, Karl (Wotan Wilke Möhring) descobre que o carro que está dirigindo, com seus filhos no banco de trás, tem uma bomba. Sendo direcionado pela voz no telefone, ele é avisado que se sair do carro, sua vida e a do seus filho vai acabar.
Dirigido por Changju Kim
Seong-gyoo, o chefe do banco central, levou as crianças para seu carro em seu caminho normal para o trabalho. Ele recebe uma chamada de um número de telefone restrito. Ouve-se uma voz misteriosa ao telefone, informando-o de que há uma bomba no carro. Ele foi avisado de que, se não se levantar, uma bomba explodirá. Seong-gyoo, que declarou o misterioso telefonema como phishing de voz, logo testemunhou o carro de seu colega explodindo da mesma forma na frente de seus olhos e se tornou um suspeito de terrorismo no centro de Busan e foi perseguido pela polícia.No momento de desespero quando a bomba explode se ele cair, a polícia está em uma perseguição, e eles estão em uma situação em que não conseguem nem desligar o telefone com o interlocutor misterioso.
Direção: Nimród Antal
Remake do original espanhol de 2015, "El desconocido", que já havia gerado uma refilmagem sul coreana em 2018, "A chamada" é um filme com Liam Neeson. Isso já diz muito sobre o filme. O espectador sabe que ele terá uma situação que o tira de sua rotina, e que ele terá que enfrentar com unhas e dentes seus algozes para salvar a sua família. Co-produzido por Espanha, Alemanha, Estados Unidos e França, o filme foi rodado em Berlim e traz Neeson como Matt, um investidor de ações que faz corretagem para clientes milionários, através de uma empresa bancária que é sócio com Anders (Matthew Modine) e outros sócios. Em um casamento em crise com Heather e pais de dois filhos, Zach, um adolescente rebelde, e Emily, uma menina esperta, Matt, a contragosto, leva os filhos para a escola. O que ele não esperava, é que debaixo de seu banco foi instalado uma bomba, que será detonada caso ele queira sair. Matt precisa fazer tudo o que um desconhecido pede para ele fazer ao celular, e enquanto isso, ele testemunha de seu carro, seus sócios sendo mortos um a um. Muitos críticos detonaram o filme e falando de sua falta de coerência. Esse é um filme para deixar a lógica em casa e embarcar na aventura e ação e tentar descobrir quem está por trás dos crimes. Divertido e com muita correria nas ruas, o filme cumpre bem seu papel de entreter, e só.
O Cineasta e produtor francês Luc Besson já fez história: é dele alguns dos filmes mais cults do Cinema dos anos 80, 90 e 2000: "Subway", "Imensidão azul", "O quinto elemento". Besson também ficou famoso por realizar filmes onde as protagonistas são assassinas profissionais: "O profissional" (filme que lançou Nathalie Portman), "Nikita", "Lucy" e agora, "Anna". São várias as mulheres de Besson, e todas parecem ter saído da mesma linhagem: duronas, frias, poderosas, lindas, atraentes e muito, muito violentas e duras na queda. Besson lançou Natalie Portman, Milla Jojovich e agora lança a modelo russa Sasha Luss, no papel principal. A história, todo mundo já viu mil vezes: ambientada nos anos 80, em um mundo dividido pela Cortina de ferro, uma mulher, Anna, luta para sobreviver. ela acaba sendo admitida no serviço militar russo, a Kgb, e treinada para ser uma super agente russa. O que ninguém esperava, é que ela também fosse recrutada pela Cia, e a partir daí, trabalhando como agente dupla, e pior, se apaixonando por um agente russo, Alex (Luke Evans), e por um americano, Lenny (Cillian Murphy). Para completar esse time de super astros, Helen Mirren interpreta Olga, uma super espiã russa, chefona da Kgb. Mas o que o filme tem de melhor, é a sua estrutura narrativa: a mesma cena chave é vista de novo, agora sob outro ângulo e outro ponto de vista. Isso acontece toda hora, provocando plot twists e deixando o espectador curioso. Esse recurso acaba provocando certa confusão, portanto é bom o espectador ficar bem atento a detalhes para não se perder. As cenas de ação são muito bem orquestradas, e uma cena muito foda é a de um restaurante em Moscou; Anna, sem armamentos, mata dezenas de seguranças usando pratos de porcelana. O que eu não gostei, e prejudicou o senso de realismo do filme, é que todos os agentes russos falam em inglês no filme, e mais, são atores ingleses escalados. Daí, quando o agente russo Alex pergunta se Anna fala inglês, e eles falam em inglês, ficou algo muito sem noção. Teria sido melhor o elenco russo falar na língua nativa, ainda mais que o filme quer marcar esse mundo dividido em dois pólos. Sacha Luss tem carisma, e torço para que ela consiga ganhar o seu espaço nesse mundo do entretenimento. Apesar dela ser protagonista, ainda escrevem roteiros aonde a mulher precisa usar do seu charme e sensualidade para conseguir seus intentos. E isso talvez prejudique o filme, assim como o semelhante "Red Sparrow", com Jennifer Lawrence.
Dirigido por Paul Mazursky
Elenco: Sônia Braga, Milton Gonçalves, José Lewgoy, Nélson Xavier, Regina Casé, Flávio R. Tambellini, Giovanna Gold, Carlos Augusto Strazzer, Rui Resende, Neville de Almeida, Lindemberg Silva
A morte do presidente/ditador de um país latino-americano faz com o chefe de seu gabinete, Roberto Strausmann, convença o ator Jack Noah, que é um sósia do morto, a assumir seu lugar. Desta forma, Strausmann pode governar, usando Noah como fantoche. Porém, a namorada do falecido, Madonna Mendez, ao contrário da população do país, não se deixa iludir com a farsa.
Inspirado no livro de Arthur Schnitzler "La ronde", o filme apresenta várias histórias, que se passam em países distintos, e que tem como liga o tema sobre o amor. Na 1ª história, ambientada em Viena, uma prostituta eslovena tira fotos para um site pornográfico, Sua irmã a acompanha sempre em todos os atendimentos, aguardando do lado de fora, geralmente na rua. O sonho da prostituta é ficar rica, e de sua irmã, de dar um rumo para sua vida. Na 2ª história, acompanhamos um empresário, Michael (Jude Law), inglês, que está em crise no casamento com Rose (Rachel Weiz), dona de uma galeria de arte. Nessa 3ª história, acompanhamos Rose e seu namoro com o seu amante brasileiro, Rui (Juliano Cazarré), um fotógrafo, que por sua vez, é casado com Laura (Maria Flor). Laura descobre a traição de seu marido e o abandona. No aeroporto, Laura conhece um senhor, (Anthony Hopkins), que segue para Denver para tentar identificar o corpo de sua filha, desaparecida. Chegando em Denver, Laura conhece Tyler (Ben Foster), um ex-detento que cumpre pena por assédio sexual, e que acaba de ser liberado. Fernando Meirelles propõe um imenso painel humano que se passa em vários países, entre eles, Áustria, EUA, Inglaterra, França. A fotografia de Adriano Goldman e a montagem de Daniel Rezende são formidáveis, apesar de maneiristas, sempre a favor de uma linguagem narrativa que costure as histórias de forma homogênea. Os atores estão bem, tendo destaque absoluto para Ben Foster, magnífico em seu papel de adicto sexual. Porém, infelizmente, o filme escorrega no que deveria ser o seu melhor: o roteiro. Em sua maioria, são totalmente desprovidas de interesse. Apenas acompanhamos uma breve apresentacão de personagens, que dão um start em suas trajetórias, e depois, simplesmente, as histórias se pulverizam. Inclusive, o desfecho da história da prostituta eslovena toma um rumo que foge do tema do amor, enveredando para um policial no estilo Irmãos Cohen. Ficou estranho e não combina com a proposta do filme, que é falar sobre amores desprovidos de verdade e de afeto. Resta o estilo, e faltou o conteúdo. Segundo alguns críticos e espectadores, vazio e frio. Uma pena.
Dean Moriarty (Garret Hudlund) e Sal Paradise (Sam Riley) são dois amigos que se encontram em Nova York dos anos 40 e resolvem seguir estrada para poder se inspirar e escreverem os seus livros. Após a morte do pai de Sal, esse impulso de seguir rumo ao desconhecido toma rumo. Sem dinheiro e sem planejamento, eles vão de cidade em cidade, em busca de inspiracão. Junto deles, segue Maryllou (Kristen Stewart), uma amalucada de Denver que namora Dean, e por quem Sal tem uma paixão platônica. Dean busca por seu pai, que o abandonou, e Maryllou deseja ter algo sério com Dean. Porém, Dean engravida e se relaciona com Camiile (Kirsten Durnst), provocando ciúmes em Maryllou. Mas Sal e Dean não nasceram para ficar fixos em um lugar, e pelo caminho, conhecem muitos outros tipos estranhos, amigos literários e solitários, que buscam através do sexo e das drogas, um alento para as suas vidas sem perspectiva. Belíssimo filme de Walter Salles, co-produzido por Coppola nos EUA, e na França, por Martin Karmitz, um dos poderosos da cinematografia local. O filme, como em outras obras de Salles, tem uma fotografia estraordinária, a cargo de Eric Gaultier, que também fotografou "Na natureza selvagem", de Sean Penn, e "Diários da motocicleta", do proprio Walter Salles. As locações, difíceis de se encontrar, foram meticulosamente descobertas através de uma pesquisa árdua, pois Salles queria mostrar locais virgens. A trilha sonora composta por Gustavo Santaolalla é permeada por tons jazzísticos, que evocam o clima dos Estados Unidos dos anos 40 e 50. O mega-elenco, além do trio principal, é composto por Viggo Mortensen, que interpreta o alter ego de Willian Burroughs, além de Amy Adams, Alice Braga, Steve Buscemi (em participação hilária) e em excelente elenco de apoio. Tudo isso parecia ser a receita de um bolo formidável. Porém, o filme resulta longo (140 minutos), o que compromete bastante o ritmo. Nessa interminável odisséia, a narrativa flui muitas vezes fria, e as cenas de sexo e uso de drogas, que pela evocação do livro e da geração beat, deveriam ser mais realistas e cruas, na tela ficam assépticas, sem tesaão. O que é uma pena, porque o filme merece ser visto, mesmo com tantas observações. A qualidade do produto final é de se encher os olhos, pois a direção de arte, os figurinos, tudo impressiona pela qualidade. Salles fez um filme tecnicamente brilhante, mas infelizmente sem ser 100% emotivo, que provoque um sintoma de "que doideira", a grande motivação da geração dos poetas beats. Vale também pelo ótimo trabalho do trio formado por Sam Riley, Garret Hedlund e Kristen Stewart, formidáveis em suas performances.
Direção: Alfred E. Green
Elenco: Carmen Miranda
O Agente de artistas mal-sucedido, Lionel Q. Deveraux (Groucho Marx) e sua noiva e artista Carmen Novarro (Carmen Miranda), tentam arrumar um emprego no show da boate nova-iorquina Copacabana, porém, o gerente de lá, Steve Hunt (Steven Cochran), deseja que o agente apresente mais uma artista além da brasileira. Se achando esperto, Lionel inventa uma cantora francesa, Madame Lilly que é a própria Carmen. Para piorar, a cantora francesa recebe convites de outras apresentações e o gerente se apaixona por ela...
Estrelado por Bo Derek, escrito e dirigido por seu marido John Derek
Ayre "Mac" MacGillvary (Bo Derek), uma jovem virginal quer se formar a partir de um internato britânico exclusivo, está determinada a encontrar o homem certo para o seu primeiro encontro sexual. Rica o suficiente para não se aventurar sozinha, traz consigo sua amiga Catalina (Ana Obregon) e Cotton, o motorista da família (George Kennedy). Ayre primeiro viaja para um país árabe onde encontra um amante ideal, um sheik que se oferece para deflorá-la, mas cai no sono quase que imediatamente. Desistindo do sheik, Ayre vai para a Espanha, onde conhece o toureiro Angel (Andrea Occhipinti) que consegue ficar acordado. Infelizmente, depois de ser bem sucedida em sua busca, Angel é chifrado enquanto toureava.
A lesão deixa Angel impotente, e Ayre torna a sua missão para ver a sua recuperação. Ao longo da jornada, aprende a lutar contra um touro como uma maneira de obter motivação para o seu amante. Eventualmente é bem sucedida em ajudar Angel. O filme termina com o casamento.
Diretor: Gregory Nava
Elenco: Sônia Braga
Baseado numa história verídica, o filme narra a história de Lauren (Jennifer Lopez), uma jornalista norte-americana que vai ao México determinada em descobrir a verdade sobre as centenas de mortes de mulheres em Ciudad Juárez, na fronteira com os Estados Unidos. Em Juárez, ela conhece Diaz (Antonio Banderas), com quem ela tinha trabalhado seis anos antes, editor do jornal local El Sol de Juárez. A sua investigação vai levá-la a descobrir factos chocantes e colocar a sua própria vida em risco.
O cineasta português Miguel Gomes, do belo "aquele querido mês de agosto", realiza aqui uma verdadeira obra de arte. Com uma belíssima fotografia em preto e branco, o filme é dividido em 2 partes. Na 1ª, chamada "Paraíso perdido", uma mulher de 80 anos, Aurora, mora com sua empregada negra. Pilar, sua vizinha, é a única pessoa com quem ela conversa. É um filme sobre solidão e velhice. Em seu leito de morte, Aurora manda chamar um senhor misterioso. Logo depois, o filme recua no tempo, nos anos 50, e mostramos a história de Aurora. Fazendeira, ela monta sua fazenda em Tabu, aos pés da montanha Tabu, na África, ainda sob colonização portuguesa. Dividida entre o amor de seu marido e o de seu amante, a história caminha para um desfecho trágico. A 1ª parte, que se passa na Lisboa contemporânea, apresenta uma narrativa composta de planos esteticamente formais e rígidos. Longos planos fixos ou em travellings, belos e contemplativos. A 2ª parte é totalmente distinta: o filme se torna um filme mudo, todo narrado em off, e a história vira um melodrama com direito a mortes e juras de amor. Tudo centrado na região de Tabu, na África. Li que Miguel quiz homenagear o filme de Murnau, de mesmo nome. É um filme de autor, hermético para cinéfilos, que se deixam levar pela beleza plástica e narrativa dessa poesia cinematográfica, que mesmo longo e lento, enche os olhos de encantamento, na sua mistura de ficção e documental.
Depois do sucesso com o filme "Dois coelhos", o cineasta Afonso Poyart foi convidado a dirigir um longa americano. Ele teve em suas mãos 70 roteiros disponíveis para escolher um. E é curioso que tenha escolhido um trhiller psicológico (depois dessa informação sobre a quantidade de roteiros propostos para um Diretor, fico imaginando a qualidade dos mesmos). "Solace", no original, foi concebido para ser uma sequência de "Seven", de David Fincher. Porém Fincher não autorizou e o roteiro seguiu outro caminho. Anthony Hopkins assumiu além do protagonista, o papel de produtor executivo. O mais bizarro é que ele agora faz um personagem que é o oposto de Hannibal Lecter, seu vilão mais famoso de "O silêncio dos inocentes". Agora, o personagem dele, John, é um médico que possui o dom de ler pensamentos e prever futuro e até mesmo, ao encontrar em alguém vivo ou morto, saber o que se passou com ela. John por um bom tempo trabalhou para o FBI, ajudando seu colega Joe (Jeffrey Dean Morgan). Após o falecimento de sua filha por conta de leucemia, John resolve abandonar tudo. Porém, por conta de recentes assassinatos creditados a um serial Killer (Colin Farrel), Joe vai atrás de John para que ele o ajude a descobrir o paradeiro do assassino. A agente Katherine (Abbie Cornish), é descrente dos poderes de John, e acha que o Agente Joe deveria seguir o procedimento normal de investigação. Porém, para a surpresa do próprio John, ele descobre que o assassino também tem o dom de ler mentes e prever o futuro e sabe da existência um do outro. O gênero suspense parece atrair cineastas brasileiros para o mercado americano: vide Walter Salles com "Água negra" e Heitor Dhalia com "12 horas". Se ambas as produções não tiveram sucesso, a produção de Afonso Poyart ainda é uma incógnita: segue inédito no mercado de vários países, mesmo tendo sido filmado em 2013. O roteiro me soou muito déja vú, ainda mais que eu assisti ao seriado "Hannibal" e a premissa é a mesma: Will Graham é um agente do FBI que ajuda o Agente Jack através de seus poderes psíquicos. Ele vai ao local do crime e ao encostar na vítima, ele descobre como a pessoa foi assassinada, fazendo um flashback do ocorrido antes do crime. Em "Presságios de um crime" acontece igual: vemos muitas cenas de flashbacks, estilizados, e claro, em câmera lenta. Poyart realiza aqui um filme com a mesma cartilha de "Dois coelhos"; muita estilização e estética publicitária. Como parceiro, ele convocou o fotógrafo Brendan Galvin, que trabalhou em quase todos s filmes do Cineasta indiano Tarsem Singh, famoso pelo visual dos seus filmes, que aliás, se aproxima bastante do cinema de Poyart. A linguagem do flashback em jump cuts me remeteu também ao filme dos anos 80 de Ken Russel, "Viagens alucinantes". Agora, o que realmente me intriga, é que o filme se passa em Atlanta e não sei porquê, houve uma Segunda unidade filmando em São Paulo e na edição enxertaram stock shots da capital paulista como se fizesse parte de Atlanta.
Dirigido por Richard Benjamin. Remake de “Lar...Meu Tormento”, de 1948, estrelada por Cary Grant e Myrna Loy.
Walter(Tom Hanks) e Anna(Shelley Long) foram despejados de seu apartamento em Manhattan e estão desesperadamente procurando uma casa nova para comprar. Eles encontram a casa dos seus sonhos, dentro do orçamento que podem assumir. Aí começa o pesadelo. A casa está caindo aos pedaços e necessita urgentemente de uma reforma. Mas, a obra transforma-se também em uma catástrofe.
Direção: Neil Blomkamp
Elenco: Wagner Moura, Alice Braga
Durante toda a projeção de "Elisium", era impossível não me lembrar o tempo todo de "Distrito 9", filme anterior de Blomkamp e que o projetou internacionalmente: as locações super-povoadas e tudo com cara de barracos de favela, as naves espaciais que mais parecem lixo reciclado, os robôs a serviço do Governo e mais, personagens contraditórios, que ora passeiam pelo bom mocismo, ora pelo vilanismo. No ano de 2054, O mundo está super-povoado e não há mais espaço em terra para abrigar tanta gente desassistida. Os mais ricos seguiram para uma Estação espacial chamada "Elysium", comandado pelo Presidente e por uma chefe Governamental (Jodie Foster). Ela planeja um golpe de estado para poder dominar essa Estação. O que ela não esperava, é que um cidadão comum, Max (Matt Damon), siga clandestinamente até essa Estação, em busca de uma cura para a sua radiação acidental, que o levará `a morte em 5 dias. O filme tem como maior mérito fazer um mix de atores em seu casting gigantesco. Atores americanos, sul africanos e latinos (mexicanos e brasileiro) se revezam em papéis de igual importância. Sim, Wagner Moura e Alice Braga têm papéis importantíssimos na trama, acompanhando o filme do início ao fim. Uma excelente entrada de Wagner Moura nos filmes americanos. Seu personagem é muito bem desenvolvido, o mais divertido com certeza e debochado. Impossivel para a plateia brasileira não achar graça de seus cacoetes. Alice Braga repete o seu papel no filme "Eu sou a lenda": a mãe super-mega protetora, que protege seu filho como uma leoa protegeria seu filhote. Sharlto Copley, que foi o protagonista de "Distrito 9", agora faz um mega-vilão, e na cena final lembra uma batalha do "Robocop" contra um outro robô. Diego Luna, excelente ator mexicano, está aqui em um papel importante e confere dignidade ao personagem. Tecnicamente o filme é otimo, com excelente efeitos especiais. Blomkamp tem uma carreira muito imteressante: os seus filmes trabalham com o tema do humanismo. Os seus protagonistas são pessoas comuns, que resolvem lutar contra o Sistema em prol do bem da humanidade. A mensagem, mesmo que ingênua, emociona. Max é quase que um Messias, que carrega uma Missão na terra. E asism prossegue o personagem de Matt Damon, nessa evolução quase predestinada. Mas o roteiro carrega vários exageros: a maca médica, que cura qualquer doença; os vôos projetados pelo personagem de Wagner Moura até a Estação de Elysium (como assim, Elysium não consegue rastrear de onde veêm essas naves clandestinas?). Muito mais questões que nem comentarei para não dizerem que sou cri-cri. Mas algo que realmente me incomodou foi o excesso de melodrama e excesso de vilões. Nossa, dá até pena do Max: quanta função, ele ter que ajudar tanta gente!
Dirigido por Tinto Brass
Kitty dirige um bordel na Alemanha nazista que os soldados frequentam para “relaxar”. Dispositivos de gravação foram instalados em cada quarto por um oficial do exército faminto de poder que planeja usar as informações para chantagear Hitler e conquistar o poder.
Diretor: Just Jaeckin
O é uma mulher livre e independente, que é levada por seu amante René a um castelo situado em Roissy, perto de Paris, onde ela se torna escrava de René e outros homens. Após esse período em Roissy, é entregue ao Sr. Stephen, que compartilha com René os direitos de tê-la como escrava. Aos poucos René se afasta, e ela vai sendo apenas do Sr. Stephen, que agora a submeterá aos cuidados de Marie em sua casa. O é marcada a ferro quente com as iniciais de seu novo mestre.
Dirigido por Francis Leroi e Iris Letans, é o quarto filme oficial da franquia Emmanuelle. Sylvia Kristel retorna nesta estranha mistura de sci-fi e romance erótico, atuando como ela mesma, e entregando o papel de Emmanuelle para Mia Nygren .
Sylvia (Sylvia Kristel) sofre uma grande desilusão amorosa e para fugir do namorado, se submete a cirurgia plástica para mudar sua fisionomia completamente. Loira e rejuvenescida ela se transforma na bela Emmanuelle (Mia Nygren). Junto de sua psiquiatra, Emmanuelle viaja para o Brasil em busca de novas sensações e se entrega a ardentes aventuras amorosas. Ao se sentir incompleta, ela decide lutar por sua antiga paixão, Marc (Patrick Bauchau), utilizando os seus novos dotes.
Diretor: François Leterrier
Adeus Emmanuelle foi concebido como o último de uma trilogia que inclui Emmanuelle (1974) e Emmanuelle l'antivierge (1975).
Na derradeira aparição de Sylvia Kristel no papel principal, Emmanuelle leva uma vida liberal e alegre nas ilhas Seychelles com o seu marido, até a chegada de um jovem cineasta, cheio de idéias para o seu novo filme. É quando o ciúme se interpõe na relação. Emmanuelle agora procura emoções ainda mais fortes.
Diretor: Francis Giacobetti. Baseado no romance Emmanuelle: The Joys of a Woman de Emmanuelle Arsan
Deixando a Tailândia, Emmanuelle (Sylvia Kristel) navega para Hong Kong para ir ao encontro de seu marido, Jean (Umberto Orsini), com quem mantêm um casamento aberto. Ao chegar descobre que ele convidara Christopher (Frédéric Lagache) para ficar hospedado na casa deles. Ela tenta seduzir o hóspede mas não obtém sucesso, pois ele prefere a companhia de asiáticas, o que o faz estar sempre no Jardim de Jade, um prostíbulo. Emmanuelle conhece Laura (Florence L. Afuma), com quem Jean teve um caso. Paralelamente ela tem suas aventuras amorosas, mas o futuro lhes reserva a mesma pessoa.
Dirigido por Just Jaeckin, baseado no romance homônimo de Emmanuelle Arsan
A modelo Emmanuelle (Sylvia Kristel) vai de Paris até Bangcoc, na Tailândia, para se encontrar com o marido, Jean (Daniel Sarky), que atua no corpo diplomático. Lá ela tem aventuras amorosas com homens e mulheres do novo círculo de amizades, apesar de amar Jean. Ele também tem casos extraconjugais e ambos aceitam este tipo de comportamento, que Emmanuelle se recusa a rotular como traição, pois não há mentiras entre eles.
Dirigido por Gaspar Noé
O filme narra, de trás para frente, a história de uma vingança. A primeira seqüência mostra dois amigos desesperados, Marcus (Vincent Cassel) e Pierre (Albert Dupontel), saindo pelo submundo de Paris à procura do homem que teria estuprado e espancado Alex (Monica Bellucci), a atual namorada de Marcus e ex-namorada de Pierre. Em seguida, a narrativa volta passo a passo no tempo para mostrar como Marcus e Pierre descobriram o nome do autor do crime, recuando até o próprio estupro e os eventos que o antecederam.
É mais do que certo que o filme jamais teria sido rodado nos dias de hoje. As leis envolvendo menores de idade no audiovisual não permitiriam que crianças e adolescentes se envolvessem em um filme com uma narrativa documental onde os menores participam de cenas de sexo, estupro, fumando maconha e outras drogas ilícitas, bebidas alcóolicas e violência, além de racismo, homofonia e misoginia explícitas. O filme é a estréia nas telas de Chloe Sevigny e Rosario Dawson. O roteiro de "Kids" foi escrito por Harmony Corine quando ele tinha 19 anos. Gus Van Sant foi o produtor executivo. Larry Clark é um famoso fotógrafo famoso pelas imagens que envolvem glamourização do sexo e uso de drogas com menores. O filme recebeu prêmios em importantes festivais, além de ter sido ovacionado em Cannes. Muitos críticos anunciaram o filme como obra-prima, enquanto outros alegavam ser um lixo exploratório que expõem menores em cenas degradantes de sexo.
O filme acontece em um dia de Nova York: um grupo de adolescentes, liderados por Tally, perambula por festinhas de galera, pistas de skate, paqueras, violência e consumo de drogas e bebidas. Tally tem o prazer de desvirginar meninas pré-adolescentes. Jennie (Chloe Sevigny), uma jovem que Tally desvirginou, o procura após descobrir estar com HIV. Ela quer evitar que ele contamine mais pessoas. Jennie perambula por Nova York buscando o paradeiro de Tally, que está prestes a fazer sexo com Debbie, 13 anos.
Impressionante como 27 anos depois, o filme continua chocando com imagens fortes, e fica difícil para quem o assiste agora dimensionar o verdadeiro escândalo que foi ao assisti-lo no lançamento em 1995. O mundo ainda estava sob o signo forte da Aids no mundo, e o roteiro claramente foi desenvolvido para fazer um alerta contra a forma desenfreada com que os jovens estavam fazendo sexo totalmente sem precauções. Um retrato triste, por mais que sôe exagerado e aterrorizante por parte do roteirista e do diretor, mas que não deixa de acender um alerta contra jovens sem rumo e sem apoio de familiares e amigos, em um mundo antes da internet e redes sociais.
Dirigido por William Brent Bell
Elenco: Fernanda Andrade
Em 1989, Maria Rossi, uma dona de casa, durante uma sessão de exorcismo, matou as 3 pessoas envolvidas na terapia. Em seguida, ela é levada até um Hospital católico especializado em casos de esquizofrenia e possessões, localizado em Roma.
20 anos depois, sua filha Isabella, agora com 25 anos, resolve ir em seu encalço. Junto, ela leva Michael, um cinegrafista que grava imagens para um futuro documentário sobre o caso da mãe de Isabella. Michael entrevista isabella, Padres e outras pessoas, colhendo o máximo de informações possíveis. Ao visitar sua mãe, Isabella fica assustada, por ela saber de detalhes de sua vida. Isabella resolve procurar pela ajuda de 2 Padres, David e Ben. Certos de que o caso de Maria é de possessão múltipla, e não um caso de esquizofrenia, Ben, David, Isabella e Michael resolvem, ás escondidas, praticar uma sessão de exorcismo.
Mais um arremedo de "A bruxa de Blair", a indefectível temática das fitas que são encontradas posteriormente e avaliadas pela polícia. A diferença é que aqui, nessa trama, o uso da cãmera subjetiva é total forçação. O lance de se produzir um documentário a respeito é muito sarapa. O roteirista resolve então dar uma identidade e psicologia ao cinegrafista, que se intromete em várias situações.
O elenco até que não compromete tanto como se esperaria de um filme B como esse. A brasileira Fernanda Andrade, que defende o papel de Isabella, é uma bela presença, e talvez venha a ter algum futuro nos filmes Hollywoodianos, uma vez que esse aqui estourou na bilheteria em sua 1ª semana de exibição.
A registrar o final abrupto, que com certeza deve ter irritado muitos espectadores. Quando o filme atinge um clímax, ele simplesmente termina. E o pior, fiquei aguardando até o último letreiro, para ver se aparece alguma cena surpresa, e a única coisa que aparece é uma legenda dizendo "O caso Rossi continua sem solução até hoje. Acessem o site www.therossifiles.com para maiores informações". Marketing é isso aí.
Jill (Amanda Seyfried) mora com sua irmã Molly em Portland. Ela trabalha em um restaurante de noite, e sua imrã está passando um tempo em sua casa, se recuperando do alccolismo. Jill passa seus dias na Floresta, em busca da caverna aonde ela, a dois anos atrás, foi sequestrada por um serial killer. Jill conseguiu fugir do seu algoz, mas a polícia não acredita em sua história, achando que tudo é fruto de sua imaginação. Jill tem um histórico de tratamento psiquiátrico e internação em clínica, o que favorece a desconfianã por parte dos policiais. Uma noite, ao voltar do seu trabalho, Jill não encontra a sua irmã, e desconfia que o serial killer veio para pegá-la, mas como ela não estava em casa, acabou sequestrando sua irmã. Jill vai até a polícia, mas novamente, ninguém acredita em sua história, achando que Molly deve estar com o namorado em algum lugar. Jill resolve então ela mesma descobrir o paradeiro da irma, seguindo todos os passos do possível serial killer.
A estréia do cineasta Heitor Dhalia repete a trajetória de walter salles: ambos enveredaram por um filme de suspense, e com forte relação com o produtor, ou seja, pouco poderam fazer para mexer no filme. O grande problema do filme é o roteiro, ruim demais. É implausível, fica o tempo todo jogando pistas falsas, afzendo o espectador acreditar que tudo seria uma alucinação de Jill. Em determinado momento, ela mostra umas pílulas que estaria tomando,mas isso não leva a nada. Suspeitos surgem o tempo todo, também sem muita ênfase. Botar no elenco Wes Bentley interpretando um policial meio suspeito é de uma ingenuidade atroz, uma vez que ele tem essa imagem do bad boy.
O desfecho até tem um certo suspense, mas tudo culmina numa imensa bobagem, sem qualquer tipo de credibilidade. Afinal, qual a motivação do serial killer, porquê a polícia age de forma tão severa com Jill, porquê Jill é essa mulher tão corajosa e desbravada. As cenas que ela treina luta e empunha a arma soam muito falsas.
Enfim, uma pena que o filme não tenha tido um esforço maior para dar mais plausibilidade para a história. E mesmo Amanda Seyfried não parece estar muito a vontade.
Direção: Bertrand Bonello
O bordel L’Apollonide está vivendo seus últimos dias de funcionamento no início do século 20. Mas é neste mundo reservado que muitos homens se apaixonam e se entregam, tornando-se muitas vezes dependentes das "companheiras", com quem dividem seus segredos, medos, dores e, claro, o prazer.
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DIREÇÃO: Steve Macqueen
Brandon (Michael Fassbender) é um executivo em uma empresa em Manhattan. Ele é bem-sucedido, e tem um apartamento próprio. O que ninguém sabe, é que Brandon é viciado em sexo. Ele se masturba várias vezes ao dia, em casa, no trabalho: acessa sites pornográficos o tempo todo; flerta com mulheres na rua, nos bares, transando com todas elas: contrata prostitutas. Brandon não tem limites. Um dia, sua irmã, Sissy (Carey Mullighan), uma cantora, se hospeda em sua casa. Sissy é carente e promíscua. Brandon e Sissy não se dão bem, e a presença dela o incomoda, ela ocupa o seu espaço e impede que ele manuseie seus apetrechos pornográficos. Brandon se interessa sexualmente por uma colega de trabalho, mas ela o recusa, pois deseja relacionamentos sérios. Sissy e essa colega o desestruturam psicologicamente, e ele sai então para uma longa noite de loucuras. Nesse meio tempo, Sissy, depressiva, tenta o suicídio.
Bom drama, participou da Competição em Veneza em 2011, levando o prêmio de melhor ator para Michael Fassbender. Tanto Fassbender quanto Carey Mullighan se despojaram de sua condição de estrelas do cinema e participam de fortes cenas de nudez e sexo. O filme é um alento ao moralismo e caretice que se apossou do cinema nas últimas décadas. Um filme erótico, belamente emoldurado por embalagem de filme cult. A fotografia é um deslumbre, ressaltando a solidão e melancolia das noites Nova Iorkinas. A edição é curiosa, alternando momentos desconexos com outros de longos planos-sequência. O ritmo é lento, às vezes sem muito foco. O roteiro não traz novidades, apelando inclusive para clichês do tema homem-solitário em Nova York em busca de aventuras. O que realmente interessa aqui são as performances dos 2 atores. É uma bela entrega de ambos para os personagens, destrutivos.
DIREÇÃO: Louis Malle (estréia)
A filha de uma prostituta é criada em um bordel, onde cuida do seu irmão e se prepara para seguir os passos da mãe. Com doze anos tem sua virgindade leiloada e logo depois se casa com um fotógrafo bem mais velho do que ela.
DIREÇÃO: Alan Myerson
Nicole Mallow (Sylvia Kristel) é uma mulher de uns 30 e poucos anos de idade, imigrante francesa que chega aos Estados Unidos e arruma emprego como empregada doméstica de uma rica família. Sua tarefa também será cuidar do filho do patrão, Phillip (Eric Brown), o adolescente de 15 anos. Não demora muito e Nicole fica amiga do motorista da família, um homem inescrupuloso que força a emprega a seduzir o garoto, iniciando-o sexualmente. O plano é forjar a morte da empregada e colocar a culpa no garoto, para depois chantagear a família. O problema é que a moça se apaixona pelo menino.
21 anos depois de protagonizar "Plata queimada", drama LGBTQIAP+ argentino que o tornou famoso no mundo inteiro, o astro argentino Leonardo Sbaraglia retorna a outro personagem gay, só que dessa vez de uma forma mais crua e visceral.
Escrita, dirigida e narrada por Woody Allen
ELENCO: Denise Dumont
No início da Segunda Guerra Mundial em Nova York, uma simples família judia tem seus sonhos inspirados nos programas de rádio da época. Em virtude de ainda não existir televisão, as famílias se reuniam ao redor do rádio e cada membro da família tinha seu programa preferido.
DIREÇÃO: Glenn Ficarra, John Requa. Adaptação do livro de 2003, Love You Phillip Morris: A True Story of Life, Love, and Prison Breaks, Steve McVicker
ELENCO: RODRIGO SANTORO
A história começa com Russel (Jim Carrey) em seu leito de morte, relembrando os eventos de sua vida que o levaram até aí. Ele começa com sua esposa na Praia de Virgínia como um oficial de polícia bem sucedido que toca órgão na igreja, faz sexo toda a noite com sua esposa Debbie (Leslie Mann) e gasta suas horas vagas procurando por sua mãe biológica, que o abandonou quando ele era uma criança.
Após um violento acidente de carro, Russel deixa sua vida e sua família para trás para sair ao mundo, e ser o seu "eu" verdadeiro, que é um homossexual. Ele se muda para Miami, encontra um namorado (Rodrigo Santoro) e começa a viver um luxuoso estilo de vida gay. Ele, no entanto, percebe rapidamente que uma vida de luxo é cara, tornando um engenhoso policial reformado, em um vigarista. Mas quando seu trabalho de golpista finalmente o pega, Russel é mandado para a prisão onde ele conhece, e quase instantaneamente se apaixona por Phillip Morris (Ewan McGregor). Daí começa uma história de amante desamparado que não pode suportar estar separado de sua alma gêmea. Ele ultrapassará qualquer limite para ficar com Phillip, incluindo, mas não limitando a sair da cadeia fingindo ser um doutor, após roubar um distintivo e pintar sua roupa, ordenando sua liberdade fingindo ser um juiz, impersonando o advogado de Morris e fradulentamente se tornando o Vice-presidente de uma corporação maior. Ele também simula sofrer de AIDS e forja registros para indicar que ele morreu disso.
Dirigido por Martin Scorsese, baseado nas memórias de Jordan Belfort, The Wolf of Wall Street.
Baseado na história real de Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio), corretor de ações de empresas pequenas nos anos 80 e Dono de uma Gigantesca Empresa de corretores e ações nos anos 90, Viciado em drogas, mulheres e festas, Jordan viveu uma vida de excessos, o que causou sua prisão por fraudes e corrupção. Essa 5ª parceria de Scorsese e DiCaprio sofre de um mal: ele quer ser maior do que a própria história se propõe. Um épico dos novos tempos. Só que a historia de Jordan nem é tão incrível assim. Já vimos histórias de ganâncias, loucuras e orgias mais interessantes. Só lembrar de "Scarface", de Brian de Palma. DiCaprio lembra bastante o seu personagem em "Prenda-me se for capaz", de Spielberg. Mulheres, luxo, viagens, corrupção, mentiras, investigações, FBI. Só que no filme de Spielberg, a história era bem mais interessante, e o filme não tinha 3 horas de duração. E ainda tinha Tom Hanks dando contraponto, dividindo a história. Ao permitir que seu filme tivesse 3 horas, Scorsese derruba qualquer tipo de envolvimento emocional com o projeto. Sim, existem umas 6 cenas antológicas muito bem dirigidas, interpretadas e construídas no filme (Os efeitos da droga em Di Caprio e Jonah Hill, a cena da tempestade, a cena de bacanal na empresa). Mas o restante do filme, nossa, quase um desespero. DiCaprio está ótimo, mas eu não gostei da opção narrativa dele falar para o espectador às vezes. Inclusive esse recurso some de repente lá pelo meio do filme. Mas é clara a sua entrega ao personagem. Jonah Hill também está ótimo. A sua prótese dentária ficou ótima. Mas Jonah Hill também fez outro filme chatíssimo, "O homem que mudou o jogo", com Brad Pitt. Eu tenho dificuldade com filmes que tem esporte, economia como temas. Corretores de seguro e jogadores de beiseball não são meu forte. Por isso acho injusto que "Rush", de Ron Howard, não tenha recebido o merecimento apropriado. Fazer um filme sobre Fórmula 1 sem ser chato e interessante é um desafio que foi vencido. O filme é sensacional. Tem uma cena no filme que me lembrou bastante "A febre do rato", de Cláudio Assis. Durante uma orgia, o personagem de Dicaprio se levanta e segue até uma varanda. No filme de Assis, existe esse plano com grua que do alto, vai acompanhando o personagem pelos ambientes. Muito legal. Um filme desse porte, grandioso, tem na sua parte técnica a menina dos olhos. Fotografia, direção de arte, montagem, som. As locações também são foda. O filme é um brinquedinho bem caro de Scorsese e DiCaprio. Não curti tanto. Fiquei no meio do caminho, desejando que o filme acabasse logo. Mas reconheço a maestria de várias cenas.
DIREÇÃO: Jannicke Systad Jacobsen
Na cidade de Skoddeheimen, Noruega, vive Alma, uma jovem de 15 anos. Alma mora com sua mãe, e tem duas amigas que estudam no mesmo colégio. As amigas odeiam a cidade onde vivem, por ser pacata demais e nada acontece. O sonho de Alma é morar na capital Oslo. Alma nutre um desejo ardente por Artur, um garoto da escola. Os hormônios da menina estão a mil, e tudo para ela remete a sexo. Durante uma festa, Artur se aproxima de Alma e a cutuca com o seu pênis. Alma comenta com as amigas e ninguém acredita. O próprio Artur desmente o fato. A partir daí, a popularidade de Alma vai a zero, se tornando impopular por onde anda. Divertido drama com tintas cômicas, sobre a descoberta da sexualidade. O fato de ser um filme Norueguês dá um sabor diferente. Apesar dos temas serem semelhantes a qualquer comédia americana, que fala sobre descoberta do sexo, amizade, relação familiar, sonhos, aqui difere por ser mais realista e não temer a exposição, sem ser um conto de fadas. Inclusive, na cena de Artur, ele realmente bota o pau pra fora. Os jovens atores são bonitos, porém sem muito talento. Mas como o filme fala sobre imaturidade, o fato das atuações não serem especiais em nada atrapalha. A fotografia é muito bonita, idem a trilha sonora. Vale uma conferida, mesmo que por curiosidade.
Dirigido por Gavin O'Connor
ELENCO: RODRIGO SANTORO
Jane Hammond (Natalie Portman) é a esposa de Bill (Noah Emmerich), um dos maiores bandidos da região. Um dia ele volta casa depois de levar oito tiros dos integrantes de sua própria gangue, que se voltaram contra ele. Com o marido à beira da morte, Jane decide se vingar. Com isso, a solução foi pedir ajuda a Dan Frost (Joel Edgerton), um ex-namorado que ainda a ama e detesta Bill.
Dirigido por Paul Verhoeven
Uma jovem mulher, decidida a fugir de seu tumultuado passado, vai para Las Vegas com o objetivo de tornar-se dançarina, mas logo tem toda a sua bagagem roubada. No entanto, ela faz amizade com uma costureira, que trabalha no showbiz, e as duas passam a dividir um modesto local. Para sobreviver, começa a trabalhar como stripper em uma casa noturna de reputação duvidosa e, em virtude do seu belo rosto e de um corpo escultural, também atrai clientes, que desejam fazer com ela a "dança do colo", na qual ela pode fazer tudo com um homem mas ele não pode tocá-la. Com o tempo, ela passa a ser corista no show de um grande cassino, mas surge uma rivalidade indisfarçável entre ela e a estrela do show. Até que, quando ela começa a se envolver com o responsável pelos espetáculos, fica claro que o cassino é pequeno demais para ela e sua rival.
DIREÇÃO: Hall Bartlett
Inspirado no romance de Jorge Amado, o filme retrata a vida de um grupo de menores abandonados, que crescem nas ruas da cidade de Salvador, Bahia, vivendo em um trapiche, roubando para sobreviver, chamados de “Capitães da Areia”.
O cineasta espanhol/mexicano Amat Escalante é pouco conhecido no Brasil, mas no entanto, ele ja ganhou vários prêmios internacionais e é um dos queridinhos do Festival de Cannes. Até 2005 ele era Assistente de direção do mexicano Carlos Reygadas, e daí resolveu dirigir seus filmes. Reygadas o ajudou nessa empreitada, e seus 2 primeiros filmes, "Sangre" e "Bastardos" foram exibidos na Quinzena dos realizadores. Seu último filme "Heli", ganhou a Palma de Ouro de melhor direção em Cannes 2013. Infelizmente, "Heli" foi lançado aqui no circuito e quase ninguém o viu. Escalante tem uma linguagem muito próxima ao cinema de Michael Haneke e de seu conterrâneo Michel Franco (de "Depois de Lucia"). É um Cinema visceral, hiper-violento, de planos longos e angústia massacrante. Ninguém sai incólume dos filmes desses diretores. Em "Bastardos", a história gira em torno de imigrantes mexicanos que moram ilegalmente em Los Angeles. Todos os dias, eles esperam em frente a um prédio para que americanos os recrutem para fazerem serviços braçais pagando uma mixaria. Entre eles, estão Jesus e Fausto. Jesus precisa mandar dinheiro para sua família, e diante do desespero, ele resolve invadir uma casa junto com Fausto naquela noite. Uma direção bem marcada e corajosa. Os planos são muito longos e durante um bom tempo do filme, quase nada acontece. O 1º plano do filme dura mais de 4 minutos e é um plano fixo dos 2 amigos vindo numa estrada desde lá do fundo, como formiguinhas, até chegarem em frente da câmera. Nada acontece nesse plano, a não ser a caminhada dos dois. E pois aí vai, nesse registro meio documental, focando e forma fria e sem emoção a rotina desses mexicanos sem futuro e sem esperança, ainda massacrados pelo preconceito dos moradores. Não é um filme para qualquer cinéfilo. É lento, e os 15 minutos finais viram uma loucura desenfreada. Um filme para fortes. Excelente atuação dos atores, naturalistas como manda o figurino.
DIREÇÃO: Lucke Makce
Diretor: Jee-Woon Kim
Elenco: Rodrigo Santoro
Ray Owens (Arnold Schwarzenegger) cai em uma desgraça em Los Angeles devido a uma operação que acabou em desastre. Logo após o fracasso, Ray parte para um município na fronteira dos Estados Unidos com o México, e se torna xerife da pequena cidade. O que ele não esperava era que um poderoso chefão das drogas, que escapou recentemente da prisão, quisesse cruzar a fronteira exatamente na cidade onde ele trabalha. Agora, Ray precisa reunir todo o pessoal que tem a disposição para parar esse perigoso bandido e seu bando.
Direção: Enrique Fernandez / César Charlone
1988. O papa João Paulo II está para chegar à cidadezinha uruguaia de Melo, na fronteira com o Brasil. Todos querem faturar com o acontecimento pois a vida por ali anda muito difícil. Beto tem uma bicicleta e vai todos os dias ao país vizinho buscar muamba para os donos de mercado de Melo. Tem que desviar dos policiais da alfândega. Quase sem dinheiro para comer, com mulher e filha, decide fazer um banheiro para atender aos milhares de brasileiros esperados na visita do sumo sacerdote. Premiado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Dirigido por Patricia Riggen, baseado nos eventos reais do acidente na mina San José em 2010, no qual um grupo de 33 mineiros ficou soterrado numa mina.
Elenco: Rodrigo Santoro
Um desmoronamento veda o único acesso a uma mina em Capiapó, no Chile, enclausurando 33 mineradores por mais de dois meses a 700 metros de profundidade. Um dos operários organiza o racionamento de água e alimentos até a chegada do socorro, enquanto o representante do governo chileno precisa lutar contra o tempo para salvar aquelas vidas.
Direção: Nacho Cerda
Direção: Miguel Angel Vivas
Direção: Marcel Sarmiento e Gadi Harel
Adaptado, produzido e dirigido por Stanley Kubrick, baseado no romance de 1962 do mesmo nome por Anthony Burgess
Alex (Malcolm McDowell), o personagem principal, é um carismático sociopata cujos interesses incluem música clássica (especialmente Beethoven), cometer estupro, e o que é chamado de "ultraviolência". Ele lidera uma pequena gangue de arruaceiros, Pete (Michael Tarn), Georgie (James Marcus), e Dim (Warren Clarke), a quem ele chama de seus drugues (da palavra russa друг, "amigo", "camarada"). O filme narra a horrível série de crimes de sua gangue, sua captura, e a tentativa de reabilitação através da experimental técnica de condicionamento psicológico (a "Técnica Ludovico") promovida pelo Ministro do Interior (Anthony Sharp). Alex narra a maioria do filme em Nadsat, uma fraturada gíria adolescente composta de gírias rimadas eslavas (especialmente russo), inglês, e cockney.
Diretor: Cheol- Soo Jang
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Direção: Mikael Hafstrom
Suspense baseado em história real.
Diretor: Jee-Woon Kim
Diretor: Michael Winterbottom
Baseado na obra do pulp autor Jim Thompson, o filme é ambientado nos anos 50, no Texas. Um assistente do xerife local é adorado pelos moradores pelo seu bom comportamento, e sempre amável com as pessoas. Mas no fundo, o que todos desconhecem, é sua tendência a matar as pessoas, sem explicação alguma. Ele comete atos impensados e violentos sem motivação alguma, apenas age. Ele se envolve com uma prostituta, e sua noiva fica na expectativa do casamento. Entre os fantasmas de sua insanidade moral, qualquer um pode ser a próxima vítima.
Exibido em Berlim em 2009, o filme foi vaiado e detestado por boa parte da crítica, que execrou a violência extrema do filme. Chegou a ser comparado a "Irreversível", e atacado por misoginia.
De fato, as cenas que o personagem de Casey Affleck agride as personagens femininas são barra-pesadíssimas, e deve assustar muita gente, ao contrário das mortes com os personagens masculinos, geralmente os liquida de vez.
Os atores estão ótimos: Casey Affleck, Jessica Alba (em seu melhor papel, sua atuação é comovente), Kate Hudson, Sam Sheppard, Bill Pullman...
O desfecho do filme é confuso, não posso falar mais, senão caracteriza spoiler. Ele possibilita várias leituras, uma realista outra fantasiosa.
Curioso o caminho de Winterbotton: faz vários filmes tão distintos em gênero, mas sempre interessantes (Nove canções, Caminho de Guantanamo, etc)
Direção: Robert Liberman
Produzido pelos mesmos produtores de "Jogos Mortais", esse thriller narra a história de uma família destruída pelo assassinato de seu filho pequeno. Condenado a 25 anos de prisão, o acusado é levado até a penitenciária. Os pais resolvem que a prisão é pouco para ele, e resolvem sequestrá-lo. O levam até uma casa abandonada em um bosque e passam a torturar o homem, para que ele possa sofrer mais do que o filho deles sofreu.
Um suspense interessante, com cenas de gore e drama, contando com atores em atuações satisfatórias e uma ótima reviravolta no final, apesar de um tanto inverossímel. Mas está acima da média por manter um bom ritmo. Esse filme deve fazer a alegria de todos aqueles que pensam que a justiça deve ser feita pelas próprias mãos.
Lola, na língua filipina, quer dizer Avó.
Essa pungente história acompanha o destino cruzado de duas avós. Uma, avó de um jovem assassinado por causa de um aparelho de celular. A outra, é avó do assassino. Acompanhamos em paralelo a vida dessas duas senhoras, em suas vidas tristes e pobres, numa Manilla devastada pela enchente e chuvas ocasionadas pela chegada de um furacão.
A pobreza reinante a região, e a luta dessas duas senhoras, que jamais deixam esmorecer seus intentos: uma quer enterrar seu neto, com um funeral digno, mas não tem dinheiro. A outra, tenta arranjar dinheiro para fazer acordo. Acompanhamos também, como nos filmes de Mendoza (Kinatay, Serbis) a vida urbana, caótica, onde sobreviver parece ser quase impossível.
O som tem ruídos externos o tempo todo: trânsito, gritarias, caos.
Sempre com a câmera na mão, em planos longos, que acompanham os personagens.
As duas atrizes maravilhosas, cheias de rugas e marcas do tempo, trazem dignidade e força ao filme: Anita Linda e Rustica Carpio. Triste, melancólico, violento.
Drama barra-pesadíssima, dirigido por Brillante Mendoza, mesmo autor de O MASSAGISTA e SERBIS.
Vencedor do prêmio de melhor direção em Cannes 2009, esse filme narra a história de um jovem aspirante a policial, prestes a se casar. Necessitado de dinheiro, ele aceita fazer parte de uma operação obscura. De noite, o grupo sequestra uma prostituta, acuada por dívidas. Ela é levada até um local ermo, estuprada e sentenciada à morte. O jovem observa a tudo pasmo, sem poder fazer nada.
O filme começa como um documental sobre um dia em Manilla, mostrando o caos urbano, com barulhos vindos de todos os lados, confusão. De noite, o filme é so silêncio,e daí reside o brilhantismo do filme. O contraste de um dia na vida de uma pessoa, que perde sua inocência da forma mais trágica posssível. O filme é tratado de uma forma muito crua, quase em tempo real. Raras vezes se viu tanta frieza, na cena do espancamento e morte da mulher. Ela é destroçada, mutilada. Um filme que não recomendo, pelo seu conteúdo, mas que confesso, muito bem dirigido e interpretado pelo ator fetiche de Mendoza, Coco Martin. Um filme de horror, que diferente de filmes tipo Jogos morrtais e etc, retrata a realidade da sociedade podre. Terrível!
Diretor: Andrew Bergman
Erin (Demi Moore) perde o emprego de secretária no FBI por causa do marido, um pequeno golpista. Por não ter emprego, perde a custódia da filha. Começa a trabalhar como stripper e se vê às voltas com o ex-marido trapalhão, um congressista tarado e um detetive que quer ajudá-la.
Diretores: Glenn Ficarra, John Requa
Nicky Spurgeon (Will Smith), um trapaceiro profissional, começa a treinar uma novata na profissão, Jess Barrett (Margot Robbie), até os dois se apaixonarem. Ao mesmo tempo, o sujeito tem que lidar com um importante adversário, um jovem bilionário dono de uma empresa de carros (Rodrigo Santoro).
Dirigido por Fernando Meirelles, baseado no romance homônimo de John le Carré, publicado em 2001
O reservado diplomata britânico Justin Quayle se muda para o Quênia com sua adorável jovem esposa Tessa, uma ativista pela justiça social. Quando Tessa é encontrada morta no deserto, as circunstâncias apontam para seu amigo, Dr. Arnold Bluhm, mas é logo esclarecido que ele não é o assassino. De luto e zangado, Justin se prepara para descobrir a verdade por trás do assassinato e, no processo, ele desenterra algumas revelações perturbadoras.
Dirigido por Hector Babenco, baseado em romance At Play in the Fields of the Lord, de Peter Matthiessen
Elenco: Stênio Garcia, Nelson Xavier, José Dumont
Foi o terceiro e último filme "americano" de Hector Babenco. Teve menor repercussão do que os anteriores, "O Beijo da Mulher Aranha" e "Ironweed". Visto hoje, parece o melhor trabalho do diretor.
Baseada em romance do americano Peter Mathiesson, a história se passa na Amazônia brasileira e fala de choque de culturas. Os personagens transitam entre a cidade de Mãe de Deus e a aldeia dos índios niarunas (ambas fictícias). Em Mãe de Deus, um casal americano de missionários protestantes (John Lithgow e Daryl Hannah) recebe o reforço evangelizador de um outro casal (Aidan Quinn e Kathy Bates) com um filho pequeno.
Paralelamente, dois mercenários americanos (Tom Waits e Tom Berenger) fazem um pouso forçado na cidade. Ameaçados de terem o avião confiscado por um funcionário do governo (José Dumont), eles aceitam a proposta de bombardear a aldeia dos niarunas para forçá-los a abandonar suas terras, que são alvo de interesses extrativistas.
Mas um dos mercenários, Lewis Moon (Berenger), que é filho de índios americanos, na hora "H" impede o bombardeio. Logo em seguida, depois de tomar ayuasca e ouvir uma espécie de chamado selvagem, ele decide se integrar aos niarunas.
Entre os dois polos da história, cumprindo a função de intermediários, estão os integrantes de um grupo de índios aculturados. Os missionários contam com eles para não terem o mesmo fim de um padre católico morto quando tentava catequizar os niarunas. Na cidade, o padre Xantes (Nelson Xavier), que desde então passou a encarar de outro modo a própria missão em Mãe de Deus, é alvo do desprezo ideológico dos americanos.
Esses são só os fundamentos da complexa arquitetura moral que vai sendo erguida durante as três horas de duração do filme. Algumas das sequências ? como aquela em que Lewis Moon ameaça jogar o avião contra uma imensa cachoeira na selva ? são mostras exemplares da densidade dramática alcançada por Hector Babenco.
É interessante comparar o filme com o atual "Avatar". Ambos partem de um conflito semelhante, mas vão em direções opostas. Enquanto "Avatar" adota um tom poético e alegórico, "Brincando nos Campos do Senhor" retém as características múltiplas de um romance.
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Direção: Terry Gilliam
Sam Lowry (Jonathan Pryce) vive num Estado totalitário, controlado pelos computadores e pela burocracia. Neste Estado futurista, todos são governados por fichas e cartões de crédito e ainda precisam pagar por tudo, até mesmo pela permanência na prisão. Em meio à opressão, Sam acaba se apaixonando por Jill Layton (Kim Greist), uma terrorista.
Direção: Werner Herzog, baseado no romance de Bruce Chatwin, The Viceroy of Ouidah (1980)
Elenco: José Lewgoy
O bandido errante conhecido como Cobra Verde é contratado para trabalhar numa plantação de café no sudeste brasileiro. Quando ele engravida três filhas do dono da fazenda, e este descobre quem de fato empregou, é mandado numa missão suicida na costa africana, onde sucede e comanda uma rebelião de escravos locais.
Direção: Mel Gibson
As últimas 12 horas da vida de Jesus de Nazaré (James Caviezel). No meio da noite, Jesus é traído por Judas (Luca Lionello) e é preso por soldados no Monte das Oliveiras, sob o comando de religiosos hebreus, que eram liderados por Caifás (Matti Sbraglia). Após ser severamente espancado pelos seus captores, Jesus é entregue para o governador romano na Judéia, Poncio Pilatos (Hristo Shopov), pois só ele poderia ordenar a pena de morte para Jesus. Pilatos não entende o que aquele homem possa ter feito de tão horrível para pedirem a pena máxima e eram os hebreus que pediam isto. Pilatos tenta passar a decisão para Herodes (Luca de Domenicis), governador da Galiléia, pois Jesus era de lá. Herodes também não encontra nada que incrimine Jesus e o assunto volta para Pilatos, que vai perdendo o controle da situação enquanto boa parte da população pede que Jesus seja crucificado. Tentando acalmar o povo e a província, que detesta, Pilatos vai cedendo sob os olhares incriminadores de Claudia (Claudia Gerini), sua mulher, que considera Jesus um santo.