Direção: Steve Barron
Arquiteto apaixona-se por uma violoncelista, sua vizinha do andar superior. Só que ele tem que enfrentar o ciúme de seu próprio computador, Edgar, que, apaixonado pela namorada de seu dono, começa a articular planos para separá-los.
Direção: Barry Levinson
Baltimore, 1959. Edward “Eddie” Simmons (Steve Guttemberg), Laurence “Shrevie” Schreiber (Daniel Stern), Robert “Boogie” Sheftell (Mickey Rourke), Timothy Fenwick Jr. (Kevin Bacon) e William “Billy” Howard (Timothy Dale), cinco amigos inseparáveis, tem de enfrentar que estão se tornando adultos. A responsabilidade deste novo momento em suas vidas é alternada com horas despreocupadas em uma lanchonete local. A trama se centra no retorno da faculdade de Billy, que será padrinho no casamento de Eddie. Billy é consumido por uma relação embaraçosa com uma amiga íntima, enquanto Eddie ainda vive em casa e prepara testes de futebol para sua noiva e jura cancelar o casamento se ela falhar. Há também Boogie, um sedutor com mania de jogar, e Shrevie, um viciado em música que tem problemas em seu casamento.
DIREÇÃO: Howard Hawks
Alvin C. York trata da terra pobre em que vive com a sua mãe. Alvin sonha comprar terras num sítio mais fértil, sendo que o seu pai tinha esse sonho e não o conseguiu concretizar, apesar de ter trabalhado muito para isto. Um dia, enquanto caçava raposas, ele conversa com a jovem Gracie Williams e fica a gostar dela. Porém, quando à noite ele vai visitar a casa de Gracie, ele encontra Zeb Andrews, o filho de um agricultor rico, que também gosta de Gracie. Tentando alterar esta situação embaraçosa , Alvin vai até Nate Tompkins e vende várias das suas propriedades por 50 dólares, quantia insuficiente para comprar a terra da planície. Mais tarde Alvin torna-se num religioso. Em 1917 os americanos entram na 1ª Guerra Mundial. Milhares vão alistar-se no exército mas Alvin nega-se, pois crê que toda aquela guerra é inútil e desumana. Ele não se apresenta no exército, declarando-se objector de consciência. O pastor Pile tenta convencer o exército que as convicções religiosas de Alvin deveriam impedi-lo de ir para a guerra, mas o exército não reconhece a igreja de Pile como entidade religiosa oficial. Então Alvin acaba por ir, sem imaginar que isto iria modificar sua vida para sempre.
Excelente suspense sul-coreano, com uma trama absolutamente diabólica. O roteiro, do próprio Hang-jun Zhang, possui pelo menos uns 10 Plot twists, daqueles de fazer virar na cadeira. Claro, muitas dessas viradas de roteiro sôam bastante forçadas, para fazer a história avançar, fora algumas coincidências da trama. Mas nada que tire o grande prazer de acompanhar tenso do início ao fim uma história que o espectador pode até tentar adivinhar logo de cara, mas que vai ser constantemente surpreendido com o típico "Achei que seria isso". No ano de 1997, uma família acaba de se mudar para uma casa nova: os pais e os irmãos, Jin-seok, o mais novo (excelente trabalho de Ha-Neul Kang) e Yoo-seok (o igualmente ótimo Mu-Yeol Kim). Jin Seok venera o seu irmãos mais velho, que sempre foi bastante estudioso e dedicado. Um ano atrás, a família sofreu um acidente de carro e Yoo Seok ficou com defeito na perna. Uma noite, ao retornarem de um passeio, o irmão mais velho é sequestrado, para o desespero de Jin Seok. 19 dias depois, o irmão retorna, mas Yoo Seok estranha a postura do irmão e acredita que ele é um impostor. Um filme obrigatório para quem curte suspense com trama rocambolesca e que propõe um monte de charada. Boas cenas de ação e trilha sonora que remete à trilha de Bernard Hermann, compositor de Hitchcock.
Diretores: Gordon Chan, Janet Chun
Emoção Zero deixou seus amigos para trás ao decidir que irá investigar a morte de Lorde Bu por conta própria. Ao mesmo tempo, problemas e ameaças começam a aparecer no palácio imperial. Agora, para evitar que o imperador Huizong seja assassinado, Sangue Frio, Emoção Zero, Mãos de Ferro e Usurpador de Almas devem se unir novamente para mais uma vez, sobre os ensinamentos do Mestre Zhuge, salvar o império de uma massiva conspiração.
Diretores: Gordon Chan, Janet Chun
Quatro detetives, Sangue Frio, Emoção Zero, Mãos de Ferro e Usurpador de Almas, possuem habilidades únicas e são enviados para investigar um assassinato fora da cidade. Durante a investigação, eles por coincidência acabam encontrando um caso de doze anos atrás que não foi resolvido, envolvendo Emoção Zero. De repente, a investigação se torna pessoal e a confiança entre eles é abalada, ao mesmo tempo em que colocas suas vidas a postos para resolver o crime.
Direção: Gordon Chan, Janet Chun
Na intenção de garantir a parada da circulação de moeda falsa na capital, um departamento do governo escolhe o seu melhor agente para se infiltrar na força especial rivial. Nesse processo, o detetive acaba descobrindo o real plano do falsificador, que é reinar sobre a capital. Tarefa com a qual ele conta com a a juda de um exército de mortos-vivos.
Diretor: Chris McKay
Quando surgiu na mídia que Nicolas Cage iria interpretar o icônico vampiro Drácula, rolou logo um buchicho entre os fãs. Seria mais uma performance digna de um dos atores mais celebrados pelo seu público e que renderia novos memes? A verdade é que eu não entrei na onda do filme e fiquei bem frustrado. Vejo que quase toda a crítica amou, o problema deve ter sido comigo, talvez não estivesse no clima para ver o filme. Confesso que senti falta de uma unidade, achei tudo uma zoeira despropositada, uma mistura mal acabada entre comédia, trash e terror gore. com cenas violentas, mesmo que debochadas. Mas um filme onde cabeças explodem, membros são decapitados, barrigas rasgadas, pessoas esmagadas e fuziladas certamente não poderão ser vistos, no cinema, por um público mais jovem, que seria a platéia perfeita se o filem tivesse apostado mais na brincadeira do que na violência extrema e baldes de sangue. O roteiro também atira para várias direções, e Nicolas Cage, que deveria ser o foco, acaba se tornando um coadjuvante de luxo para Nicholas Hault, no papel de Renfield, e Awkwafina, no papel da policial destemida, boca suja e vingativa Rebecca. Renfield é o assistente de Drácula, transformado em morto vivo há séculos para srevi-lo, trazendo sangue de inocentes. Mas quando Renfield frequenta um grupo de auto-ajuda, ele é instigado a se rebelar contra Drácula, e aí, o próprio decide se vingar de Renfield e de todos que ele gosta. Paralelo, a policial Rebecca quer se vingar do traficante Teddy e de sua mãe, que dominam o tráfico na cidade. O caminho de todos se cruza de forma violenta e trash. Nicolas Cage tem a caracterização roubada de Bela Lugosi, cujo filme "Drácula", de Tod Browing (1931) "Renfield" faz homenagem, recriando a famosa cena da apresentação do personagem em sua mansão. Cage está ótimo, para não se levar nada a sério, e. fiquei sentindo que o personagem deveria ter sido mais carismático. Hoult é ótimo ator, e Awkwafina já provou que é boa em comédia e ação. Mas faltou um borogodó aqui.
Realizado por Philippe Lacheau e Nicolas Benamou
ELENCO: Marcelo Moraes, Edson Gomes, Aílton Carmo
Namorada de Frank (Philippe Lacheau), Sonya (Alice David) deseja apresentá-lo ao seu pai, Jean-Pierre, diretor de um hotel ecológico no Brasil. Os dois e um grupo de amigos viajam ao local para tirar férias. Certa manhã, Frank e os amigos decidem fazer uma excursão na floresta amazônica e Jean-Pierre confia a eles sua mãe rabugenta, Yolande (Valériane de Villeneuve). No dia seguinte, todos estão desaparecidos. Sonya e Jean-Pierre encontram uma câmera, em que está registrada tudo o ue aconteceu com eles.
Realizado por Philippe Lacheau e Nicolas Benamou
Marc (Gérard Jugnot) está procurando uma babá para cuidar do seu filho durante a noite. Ele confia seu filho a Franck (Philippe Lacheau), um dos seus empregados. Contudo, Marc não sabia que seu filho era uma criança muito mimada e que Franck estava comemorando 30 anos naquele final de semana. Na manhã seguinte, Marc e sua esposa, Claire (Clotilde Courau), acordam com uma ligação da polícia, avisando que os dois estão desaparecidos. Na casa devastada, eles encontram uma câmera de vídeo, em que assistem o que foi grvado na noite anterior.
Dirigido por Walter Salles. Trata-se de um remake do filme japonês Honogurai Mizu no soko kara, de 2002, de Hideo Nakata.
Dahlia Williams (Jennifer Connelly) separou-se recentemente e está tentando começar uma vida nova, se mudando para um novo apartamento e começando a trabalhar em um novo emprego. Dahlia está decidida a pôr um ponto final no relacionamento com seu antigo marido para poder se dedicar a cuidar de Ceci (Ariel Gade), sua filha, mas a separação litigiosa se transforma em uma complicada batalha pela custódia da criança. Para piorar a situação, o apartamento para o qual elas se mudaram possui barulhos misteriosos, vazamentos constantes de uma água negra e alguns fatos estranhos, que dão margem à imaginação de Dahlia. Acreditando que está sendo vítima de um assustador jogo mental, ela tenta juntar as peças do enigma e descobrir o que está acontecendo.
Direção: Hideo Nakata
Yoshimi Matsubara (Hitomi Kuroki) é uma mulher que se divorciou recentemente. Juntamente com sua filha Ikuko (Rio Kanno), ela se muda para um apartamento que aparentemente é perfeito, apesar de estar localizado em um prédio antigo. Os problemas começam quando surge uma goteira insuportável, que invade o apartamento. Yoshimi procura o agente imobiliário e o síndico, mas nenhum deles consegue resolver o problema.
Considerado o “mais controverso e polêmico filme de todos os tempos”, Cannibal Holocaust virou uma página do cinema de terror quando do seu lançamento, no final dos anos 1970. Realizado pelo cineasta italiano Ruggero Dedodato, o filme é a síntese do cinema exploitation, produções classe B que exploram de maneira sensacionalista, temas de sexo e violência sem a mínima parcimônia. Este aqui mostra, com inteligentes recursos metalinguísticos, uma trama das mais interessantes: quatro jovens cineastas americanos se embrenham na floresta amazônica com a intenção de fazer um pseudo-documentário chocante sobre tribos de índios canibais. Como eles desaparecem na floresta, outra equipe sai para investigar e encontra vestígios da passagem deles, além de inúmeras latas de filmes intactas. Mesmo 30 anos depois de sua estréia. Cannibal Holocaust ainda é cultuado e repudiado por cinéfilos de todo o mundo.
MEGA 01-02-03-04 SENHA: cinecult / MEGA
DIREÇÃO: Mario Gariazzo
Catherine Miles, uma jovem de 18 anos, graduada em sua escola , faz uma viagem com seus pais para a Amazônia. Em um passeio de barco, seus pais são brutalmente assassinados por uma tribo canibal e ela é feita prisioneira. Para sobreviver, ela adota os costumes da tribo com a ajuda de um guerreiro que se apaixonou por ela. Enquanto permanece na tribo planeja a vingança dos responsáveis pela morte de seus pais. Mais tarde, ele a ajuda a escapar, e agora ela está livre para saber quem exatamente está por trás da morte de seus pais.
O que faz um Produtor de Cinema convidar uma cineasta como Kimberly Peirce, que dirigiu "Meninos não choram" e alguns episódios de "The L world (série sobre lésbicas) para dirigir um remake do clássico "Carrie, a estranha", de Brian de Palma? Terá sido o tema da pessoa marginalizada, que sofre bullying, hostilizada por todos, e amada apenas por uma pessoa? Todo mundo conhece a história de Carrie White. Uma adolescente tímida, que sofre bullying na escola, e criada pela mãe super protetora e cristã fervorosa. O principal problema desse remake é que todos já sabemos o que vai acontecer. Isso acaba definitivamente com qualquer possibilidade de se criar suspense no filme. Um ou outro personagem secundário tem o destino diferente, mas nada que vá fazer diferença. O maior absurdo porém, é mudar a profissão da Sra White. Ao invés de ser vendedora de bíblias (no filme anterior a Sra White ia com Carrie bater de porta em porta vendendo a palavra do Senhor, o que era mais contundente e mais coerente com a personagem), ela agora é dona de uma lavanderia. Heim????? Kimberley também mudou o início, Ela cria uma cena prólogo para poder justificar as atitudes da Sra White. Ficou bem cruel. De uma forma geral, além do problema de ser um remake, o filme tem problemas de roteiro (faltam sutilezas, todos são muito estereotipados ao extremo, mais que no original), de efeitos especiais, que são muito toscos, e de elenco de apoio. A atriz que faz a menina má, a vilã, nem de longe tem o carisma da atriz do filme de De Palma. E tinha também a Amy Irving e John Travolta, que davam mais charme ao filme. Aqui, o filme inteiro fica nas costas de Juliane Moore e Chloë Grace Moretz. As duas estão otimas e são a única razão de se assistir a esse filme. Moretz inclusive saiu ilesa dessa sua segunda refilmagem (o outro foi "Deixa ela entrar", tão bom quanto o original.
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Direção: Brian De Palma
Carrie White (Sissy Spacek) é uma jovem quieta e sensível que enfrenta os insultos de seus colegas de escola e os maus-tratos da mãe Margaret (Piper Laurie), uma fanática religiosa. Ao menstruar no banheiro do colégio, é humilhada por suas colegas. Com esse incidente, Carrie passa a agir de forma estranha: na direção, o diretor a chama de Cassie e Carrie o-corrige gritando e o cinzeiro dele cai no chão, um garoto a ofende na rua se desequilibra e cai quando Carrie olha para ele, dentro de casa ela quebra o espelho de seu quarto. A professora de educação física conversa com as alunas envolvidas no incidente e, que elas só poderão ir ao o baile se executarem as atividades da suspensão. Chris Hargensen (Nancy Allen) se recusa a ir e é suspensa do baile culpando Carrie. Sue Snell (Amy Irving), uma das alunas que zombavam dela pede para que seu namorado Tommy Ross (William Katt) leve Carrie ao baile como pedido de desculpas. Carrie descobre que possui poderes telecinéticos. Chris Hargensen ainda com raiva através da ajuda de seu namorado Billy Nolan (John Travolta), mata um porco. No baile, quando Tommy e Carrie são eleitos rei e rainha do baile, Chris derrama o sangue do animal morto em Carrie e todos dão risada dela. Isso faz com que todos eles sejam personagens de uma grande tragédia, provocada por Carrie, com o auxílio de sua mente poderosa.
O filme que revelou o diretor De Palma (embora já tivesse feito outros filmes e fosse confesso discípulo de Hitchcock só depois deste filme é que ficou famoso). Baseado em livro de Stephen King (que a partir de então continuou a carreira de maior autor do gênero), deu indicação aos Oscars para Sissy e Piper (que faz a mãe) se dando ao luxo ainda de transformar em astros Travolta (que faz papel pequeno e antipático), Amy Irving (que estrelaria a desnecessária continuação de 1999), Nancy Allen (na época, mulher do diretor).
Já começa com uma cena de impacto (Carrie descobrindo sua primeira menstruação no banho coletivo da escola) e por vezes o diretor até exagera (embora a loucura geral na festa seja antológica). Mas virou um clássico moderno do gênero.
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Dirigido por Katt Shea
23 anos depois, a jovem Carrie, que, após ter sofrido constantes humilhaçoes de seus colegas de escola, e acabou matando centenas deles em um baile do colégio através do uso de seus poderes telecinéticos. Rachel Lang, sua meia-irmã, que também é telecinética e menosprezada por seus colegas, está prestes a ir a uma festa sem que ninguém tenha ideia de seus poderes.
Entretanto, Sue Snell, que agora é conselheira da escola, desconfia que Rachel tem o mesmo dom de Carrie e teme que uma tragédia similar possa acontecer, tentando inutilmente advertir Rachel sobre isto. Paralelamente, alguns alunos do colégio planejam para a noite do baile algo que Rachel nunca vai esquecer, sem imaginar que eles vão morrer antes que esta mesma noite termine.
Dirigido por Meir Zarchi
Jennifer Hills (Camille Keaton) está trabalhando em um novo livro e precisa sair da cidade para concluí-lo. Para tanto ela aluga uma casa à beira do rio, perto de Nova York. Sua presença chama a atenção de alguns moradores locais, que resolvem atacá-la. Eles tiram sua roupa e a estupram, além de destruírem o livro que estava escrevendo. Apesar do forte trauma, Jennifer se recupera e passa a planejar em detalhes sua vingança.
Direção: Meir Zarchi
Após o estupro, Jennifer Hills (Camille Keaton) escreveu um best-seller de sua provação e do julgamento polêmico no qual ela foi acusada por fazer justiça com suas próprias mãos e assassinar brutalmente os seus agressores. Na pequena cidade, onde o estupro e vingança aconteceu, os familiares dos quatro estupradores que ela matou ficam furiosos quando o tribunal a declara inocente e resolvem se vingar de Jennifer e de sua filha, Christy (Jamie Bernadette).
Dirigido por R.D.Braunstein
Após anos teren se passado, Jennifer Hills (Sarah Butler) ainda é atormentada pelo brutal abuso sexual que sofreu. Ela mudou seu nome para Angela e se mudou de cidade, além de entrar em um grupo de apoio. Ela começa a construir uma nova vida, mas, quando o assassino do seu novo amigo é libertado e os contos de estupradores passam a assombrá-la, Jennifer decide caçar os responsáveis e fazer eles pagarem pelo seus atos.
Dirigido por Steven R. Monroe
"I spit on your grave" é um clássico do filme de horror de 1978. Batizado originalmente de "Woman's day", ele foi adotado pelas feministas como um exemplo de cinema onde o tema era: a vingança feminina! Uma jovem escritora se hospeda numa casa de campo, e lá ela sofre estupro e agressões por parte de um grupo de homens. Logo ela se vinga de todos eles. Em 2010, teve um remake, do mesmo diretor dessa continuação. O filme obviamente explorava a violência gráfica, nos moldes de "O albergue": muita mutilação e uma incrivel cena de castração. Não contente, ele agora cria uma história sobre uma outra mulher: uma jovem modelo, que luta pela profissão numa Nova York desumanizada. Ela acaba refém de um grupo de traficantes búlgaros de mulheres. Estranhamente, ela é transferida para a Bulgária (sabe-se lá como ela saiu do País estando amarrada e drogada). Chegando lá, ela é estuprada, violada, brutalizada até quase a morte. Mas ela se solta e sim, busca muita, muita vingança. O roteiro não procura novidades e busca inspiração até em "O albergue": como esses habitantes do leste europeu são maus!!! Não se pode confiar em ninguém! Pior: mesmo estando a Bulgária, seu País natal, os traficantes continuam falando em inglês entre eles. Porquê será heim, Hollywood? Mas o fracasso desse filme, que foi direto pro mercado de dvd lá fora, talvez ateste o fim dessa era da "torture porn", reinaugurada com filmes como "Jogos mortais" e "O Albergue" em meados dos anos 2000, e que, pelo visto, já não traz interesse pro espectador. Não bastam visceras: o povo quer um bom roteiro. O filme ainda se reserva ao luxo de ter quase 2 horas de duração, e ter sido filmado na Bulgária! Sinceramente... ah, e existe clichê pior do que alguém conseguir fugir do cativeiro, vai buscar ajuda na rua e se depara com alguém que diz que vai ajudá-la mas... a trás de volta pro cativeiro? Socorro!!!!
DIREÇÃO: Steven Monroe
Dirigido por P. J. Pesce
Elenco: Sônia Braga
No início do século XX, já no final da sua vida, Ambrose Bierce (Michael Parks), herói da Guerra de Secessão e escritor, foi ao México juntar-se às forças revolucionárias de Pancho Villa. Paralelamente Johnny Madrid (Marco Leonardi), um perigoso fora-da-lei, não é enforcado quando é salvo por uma atiradora misteriosa, Catherine Reece (Jordana Spiro), uma americana. Na fuga Madrid leva Esmeralda (Ara Celi), a bela filha do carrasco. Com o carrasco e uma companhia na sua pista, Johnny se encontra com sua quadrilha para roubar uma diligência, na qual viaja Bierce com John (Lennie Loftin) e Mary Newlie (Rebecca Gayheart), que se casaram recentemente. Madrid consegue assaltar a diligência, mas não encontra nada de valor. Ele não mata os passageiros, que são obrigados a andar. Quando a noite cai todos coincidentemente procuram abrigo em uma isolada hospedaria, que é também um bordel, comandado por vampiros e liderados por Quixtla (Sônia Braga), a grã-sacerdotisa que quer Esmeralda, pois a filha do carrasco é em parte meio-humana e em parte Santanico Pandemonium, uma princesa-vampiro que os vampiros querem como sua sucessora. Assim os humanos precisam juntar todas as suas forças se quiserem sobreviver a esta noite, na qual perigosos chupadores de sangue estão determinados em transformá-los em vampiros.
Direção: Scott Spiegel
Buck (Robert Patrick) é um ladrão de banco, que está sendo vigiado de perto pelo Xerife Lawson (Bo Hopkins). As suspeitas de Lawson tem fundamento, pois Buck é um dos cinco criminosos que pretendem fazer um grande assalto em um banco na fronteira com o México. Quem comanda o roubo é Luther (Duane Whitaker), que fugiu recentemente da prisão. Além dos dois há C.W. (Muse Watson), um astro de rodeio, Jesus (Raymond Cruz), um treinador de cachorros, e Ray Bob (Brett Harrelson), um guarda de segurança. Eles combinam se encontrar no El Coyote, um motel, mas no caminho Luther tem um "pequeno problema" quando um morcego, que na verdade era um vampiro, entra no motor do seu carro. Sem ter noção do que se trata, ele atira no morcego e vai andando até o Titty Twister Bar, um cabaré. Lá o barman se propõe a ajudá-lo lhe dando uma carona mas logo ele se revela um vampiro, que quer vingar o amigo. Luther tenta se defender atirando, mas acaba sendo ferido e também se torna um vampiro. Quando chega no motel contamina Jesus, que se torna também outro vampiro. Luther conversa com os outros cúmplices naturalmente, dizendo que o assalto será naquela noite e gradativamente vai infectando seus comparsas. Quando só resta contaminar Buck, este percebe o que aconteceu e agora vai ter de fazer o possível e o impossível para não se tornar um vampiro.
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Dirigido por Robert Rodriguez
Os irmãos Seth (George Clooney) e Richard Gecko (Quentin Tarantino) são procurados pela polícia por 16 mortes. Eles seqüestram um ex-pastor e seu casal de filhos, para poderem atravessar a fronteira com o México e lá se dirigem à uma casa noturna freqüentada por caminhoneiros e motoqueiros, que é uma mistura de cabaré e prostíbulo. Porém, ao chegar lá a dupla se depara com algo totalmente inacreditável.
Dirigido por Sylvester Stallone
ELENCO: Gisele Itié
Uma equipe de mercenários altamente treinados, vão em uma missão para Golfo de Aden na costa da Somália, deter os piratas locais de executar os reféns em um navio mercante. A equipe é liderada pelo ex-SAS Barney Ross (Sylvester Stallone), e composta pelos seus companheiros, Lee Christmas (Jason Statham), Yin Yang (Jet Li), Gunner Jensen (Dolph Lundgren), Hale Caesar (Terry Crews) e Toll Road (Randy Couture). Durante a missão Jensen demonstra instabilidade emocional, como resultado de seus problemas psicológicos e uso de drogas, por causa disso Ross relutantemente tira Jensen do grupo. A equipe em seguida, viaja para Nova Orleans.
Ross e seu rival mercenário Trench Mauser (Arnold Schwarzenegger) visitam uma igreja para encontrar um homem, que leva o nome de "Mr. Church" (Bruce Willis). Church oferece uma missão em Vilena, uma ilha no meio do Golfo do México e América do Sul, para derrubar um ditador brutal, General Garza (David Zayas). Ocupado com outras coisas, Trent dá o contrato para Ross.
Dirigido por Simon West
O grupo de mercenários liderado por Barney Ross (Sylvester Stallone) se une para uma nova empreitada. Após perderem um amigo assassinado pelo temido Vilain (Jean-Claude Van Damme), a turma embarca em uma jornada em busca de vingança. Ao mesmo tempo, recebem a missão de Church (Bruce Willis) de evitar que Vilain coloque as mãos em uma quantidade impressionante de plutônio enriquecido, que possibilitaria a produção de armas nucleares. Ross contará com a ajuda de Christmas (Jason Statham), Gunner (Dolph Lundgren), Hale (Terry Crews), Toll (Randy Couture) e Trench (Arnold Schwarzenegger), isso sem falar no misterioso Booker (Chuck Norris).
Dirigido por Patrick Hughes
Barney (Sylvester Stallone) e sua trupe de mercenários resgatam Doc (Wesley Snipes), um dos integrantes originais do grupo, que estava preso há oito anos. Logo em seguida eles partem para cumprir uma missão, onde têm uma grande surpresa: o reencontro com Conrad Stonebanks (Mel Gibson), que Barney acreditava ter matado. Antigos colegas que se tornaram inimigos, Barney e Conrad agora se enfrentam em um grande duelo onde os demais mercenários são também envolvidos.
Direção: Scott Waugh
No quarto filme da franquia Os Mercenários, a equipe enfrentará um traficante de armas que comanda um enorme exército privado. Munidos com todas as armas inimagináveis, os Mercenários são a última linha de defesa do mundo. Reunidos como a equipe de mercenários de elite, os veteranos comandados por Sylvester Stallone se juntam pela primeira vez a uma nova geração de estrelas. Os novos membros da equipe com novos estilos e táticas darão a "sangue novo" um significado totalmente novo. E quando a equipe é chamada para mais uma missão, é certo de que todas as outras opções seriam incapazes de cumprir o que só eles podem.
Dirigido por Morgan J. Freeman
Continuação feita especialmente para o mercado de vídeo do sucesso 'cult" de 2000, dirigido por Mary Harron e estrelado por Christian Bale.
Se o primeiro era uma sátira inteligente, esta continuação é apenas um filminho de suspense adolescente com uma mínima relação com o original, já que o fato da protagonista ter sido vítima do psicopata não parece ser o suficiente para nos convencer de sua loucura. Além disso o diretor Freeman não decidiu qual tom usar no filme, que às vezes parece ser uma farsa (em parte pela trilha sonora) mas acaba voltando a se levar a sério.
A bonitinha Mila Kunis (do seriado "That's 70 Show") se esforça mas não tem a mínima credibilidade como a perversa assassina, algo que acontece também com William Shatner, mas como este não se leva a sério já há muito tempo, acaba se tornando a melhor coisa da fita na pele do patético professor de Mila.
Dirigido por Mary Harron, baseado no romance do mesmo nome de 1991 de Bret Easton Ellis
Patrick Bateman (Christian Bale) jovem, branco, bonito e sem nada que o diferencie de seus colegas de Wall Street. Protegido pela conformidade, privilégio e riqueza, Bateman também um serial killer, que vaga livremente e sem receios em busca de uma nova vítima. Seus impulsos assassinos são abastecidos por um zeloso materialismo e uma inveja torturante quando ele encontra alguém que possui mais do que ele. Após um colega dar-lhe um cartão de visitas melhor que o seu em tinta e papel, a sede de sangue de Bateman surge e ele aumenta ainda mais suas atividades homicidas, tornando-se um perigoso e violento psicopata.
Direção: José Padilha. Remake do primeiro filme de 1987
Bom, muito já se falou sobre o filme, sobre o ufanismo de ter um Cineasta brasileiro arrebentando em Hollywood, etc. Que a crítica estrangeira se dividiu em relação ao filme, que o filme foi médio nas bilheterias. Que o Fotógrafo é o querido e competente Lula Carvalho, e o editor, Daniel Rezende. Mas tenho que confessar que, como fã de filmes de ação e aventura, e ainda mais, do filme original, eu saí mega-brochado do filme. Ok, os efeitos são satisfatórios, o elenco dá conta do recado (apesar de eu achar que Peter Weller nasceu pro papel, com aquela cara dura que ele tem), mas Gary Oldman é aquela pessoa que a gente ama ver em um filme. Acho um erro Michael Keaton para o papel do vilão, ele não provoca nenhum tipo de temor em ninguém. A direção e a fotografia são super competentes. Mas quando vem o roteiro, aí pega. A primeira parte do filme achei sem ritmo, arrastado para padrão de filme de ação. Tudo bem que tenha uma ou outra porradaria, mas fiquei assim, assim no cinema. Daí do meio pro fim, pipocam tiros pra tudo quanto é lado, e ficou uma barulheira só. Não me empolguei, não curti o vilão, que não assusta ninguém, e achei os robôs muito anos 80. Gente, será que só eu achei tudo isso? Acho que eu tava num péssimo dia, talvez. Algum dia revejo o filme e quem sabe repenso o que achei dele.
DIREÇÃO: Irvin Kershner
O filme estrangeiro de maior sucesso no Brasil em 1990 e que curiosamente não funcionou nos EUA. Desnecessariamente violento (como uma cena de operação no cérebro), tem roteiro de Frank Miller, que esquece da heroína (mal se vê Nancy) e concentra a ação nos malfeitores.
Quem melhora é Weller no papel-título, usando bem a roupa metálica e os gestos. Passa-se em Detroit, onde a Grande Corporação tenta dominar a cidade apesar da oposição do jovem prefeito negro. O supervilão é um garoto de 12 anos (Damon), que age com total frieza e trafica uma nova droga chamada Nuke.
Também tem um profeta louco que é transformado no segundo Robocop. O clímax é o confronto dos dois. Pena que o filme termine meia hora antes do final, com o fim de Cain. Dali em diante é apenas uma sucessão de lutas exageradas.
Só que o filme tem tanta ação, tanta tecnologia que o espectador não vai se sentir logrado. A série não rendeu tudo o que deveria porque a produtora Orion abriria falência (e fizeram uma série de TV prematura e mal sucedida).
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Primeiro de uma série de três (não houve mais porque a produtora Orion teve dificuldades financeiras e liberou para uma curta série de tevê), naturalmente o melhor deles.
Foi o primeiro filme do diretor holandês Verhoeven nos Estados Unidos ("Instinto Selvagem", "Showgirls"), fez enorme sucesso apesar da visão pessimista do futuro. Tem sempre senso de humor, bons efeitos especiais, ação de primeira. Virou um clássico moderno do gênero.
DIREÇÃO: Fred Dekker
Porque a produtora Orion estava falindo, a franquia do Robocop teve uma morte prematura, com este terceiro e último filme (Weller largou o papel e foi substituído por outro sem maior personalidade mas competente em sua expressão corporal) que mal passou nos EUA (a série era mais popular no exterior que lá dentro). Também logo virou uma série de TV de pouca duração.
Mesmo com esses problemas, o filme é profissional. A heroína leva vinte minutos para aparecer e o Robocop ainda mais um tempo porque a história se fixa na resistência de alguns moradores que viram guerrilheiros para enfrentar os policiais a mando da grande corporação que precisa expulsá-los de um bairro de Detroit, para construir uma obra grande no lugar e assim agradar os japoneses.
Sempre violento, com uma leitura política, menos bem humorado que os anteriores.
Dirigido por Bill Condon
Após dar a luz a Renesmee (Mackenzie Foy), Bella Swan (Kristen Stewart) desperta já vampira. Ela agora precisa aprender a lidar com seus novos poderes, assim como absorver a ideia de que Jake (Taylor Lautner), seu melhor amigo, teve um imprinting com a filha. Devido ao elo existente entre eles, Jake passa a acompanhar com bastante atenção o rápido desenvolvimento de Renesmee, o que faz com que se aproxime cada vez mais dos Cullen. Paralelamente, Aro (Michael Sheen) é informado por Irina (Maggie Grace) da existência de Renesmee e de seus raros poderes. Acreditando que ela seja uma ameaça em potencial para o futuro dos Volturi, ele passa a elaborar um plano para atacar os Cullen e eliminar a garota de uma vez por todas.
ELENCO: SEBASTIÃO LEMOS
Direção: David Slade
Bella Swan (Kristen Stewart) enfim está reunida a seu grande amor, Edward Cullen (Robert Pattinson). Eles planejam se casar assim que chegar a formatura, o que marcará também a transformação de Bella em vampira. Apesar da vontade dela, Edward ainda é reticente em relação à transformação. Paralelamente, Jacob Black (Taylor Lautner), apaixonado por Bella, decide lutar pelo seu amor. Só que a vida do trio está em perigo quando uma legião de vampiros recém criados começa a atacar em Seattle, cidade próxima ao local em que vivem.
Dirigido por Chris Weitz
Um incidente na festa de aniversário de Isabella "Bella" Swan (Kristen Stewart) faz com que Edward Cullen (Robert Pattinson) vá embora. Arrasada, Bella encontra consolo ao lado de Jacob Black (Taylor Lautner). Aos poucos ela é atraída para o mundo dos lobisomens, ancestrais inimigos dos vampiros, e passa a ter sua lealdade testada. Quando descobre que a vida de Edward está em perigo, Bella corre contra o tempo para ajudá-lo no combate aos Volturi, um dos mais poderosos clãs de vampiros existentes.
Dirigido por Catherine Hardwicke, adaptado do primeiro livro da série homônima de Stephenie Meyer
Isabella Swan (Kristen Stewart) e seu pai, Charlie (Billy Burke), mudaram-se recentemente. No novo colégio ela logo conhece Edward Cullen (Robert Pattinson), um jovem admirado por todas as garotas locais e que mantém uma aura de mistério em torno de si. Eles aos poucos se apaixonam, mas Edward sabe que isto põe a vida de Isabella em risco.
DIREÇÃO: Rod Lurie, baseado no romance The Siege of Trencher's Farm, de Gordon Williams
David Sumner (James Marsden) é um roteirista que se mudou com a esposa, Amy (Kate Bosworth), para a costa do golfo do Mississipi. Extremamente dedicado ao trabalho, David não percebe que Amy aos poucos começa a flertar com os homens da nova cidade. A situação faz com que ele aos poucos perca o respeito de todos, especialmente de Charlie (Alexander Skarsgard). Sendo pressionado por todos os lados, David é ainda obrigado a proteger um deficiente mental, acusado de matar uma jovem, que está sob ameaça de linchamento da população.
Direção: Sam Peckinpah. A história do filme é baseada no romance de Gordon Williams, The Siege of Trencher's Farm.
O matemático americano David Sumner (Dustin Hoffman) e sua esposa inglesa (Susan George) resolvem se mudar para uma pequena cidade do interior. Logo David se envolve com um grupo de valentões da região e começa a descobrir a violência e o medo. Quando sua mulher é atacada e a sua casa invadida, ele vai começar a lutar para sobreviver e se vingar dos bandidos.
Dirigido por Tim Story
ELENCO: Gisele Bündchen
Trata-se do remake de um filme francês de mesmo nome lançado em 1998. Washburn (Jimmy Fallon) é um atrapalhado policial, que por causa de sua má direção faz com que uma operação policial termine em acidente. Após ter sua carteira de motorista cassada, ele é designado para fazer patrulhas pela cidade. Um dia ele ouve, através do rádio da polícia, um alerta sobre um assalto a banco. Decidido a recuperar o prestígio perdido, Washburn resolve tentar prender os bandidos. Porém, para perseguir os assaltantes ele precisa da ajuda de Belle (Queen Latifah), uma taxista que tirou recentemente sua carteira de motorista. Belle sonha em ser piloto da Nascar, mas o mais próximo que chegou dele é dirigir pelas ruas de Nova York. Juntos eles perseguem um bando de assaltantes a banco brasileiras, lideradas por Vanessa (Gisele Bündchen).
Dirigido por Gérard Krawczyk
Depois de algum tempo de ausência, o comissionário de polícia Gilbert e seus parceiros Emilien e Daniel voltaram com a corda toda, agora numa aventura de tirar o fôlego. Um notório bandido belga consegue enganar os policiais de Marselha quando esta o tem sob custória antes de extraditá-lo para sua prisão na África. Mas as coisas se complicam quando a bela esposa de Emilien infiltra-se na perigosa gangue do criminoso. Num final digno dos melhores filmes de ação, o comissário Gilbert mostra toda sua habilidade em manejar uma arma e coragem para enfrentar bandidos.
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Dirigido por Gérard Krawczyk
Quando uma quadrilha chamada Papai Noel começa a espalhar terror e destruição, a polícia tenta sem sucesso deter os criminosos. Só Daniel e seu potente táxi podem ajudar!
Direção: Gérard Krawczyk
Ao saber que a namorada Petra (Emma Wiklund) e o embaixador japonês (Haruhiko Hirata) foram sequestrados por uma grupo criminoso, o policial Emilien (Frédéric Diefentha) junta-se ao taxista Daniel (Samy Naceri) para um resgate em alta velocidade.
Dirigido por Gérard Pirès
Marselha, França. Um entregador de pizza, Daniel Morales (Samy Naveri), deixa seu trabalho e começa a dirigir um táxi, que foi especialmente projetado para ter a potência de um F1, a qual ele demonstra para os passageiros. Quando Daniel exibe o desempenho do seu carro para Émilien Coutant-Kerbalec (Frédéric Diefenthal) não imagina que ele é um policial, considerado incompetente pelos companheiros. Émilien concorda em fazer vista grossa se Daniel ajudá-lo a capturar uma quadrilha notória de ladrões alemães de bancos, o que melhoraria sua imagem na corporação policial.
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Dirigido por Boaz Davidson
Três colegas, Rick, Gary e David, vivem nas partes mais quentes da califórnia, cujo lema "no amor de na guerra vale tudo" levam a sério, pois todo mundo age assim. Um ritmo de vida alegre, cheio de boa música e aventuras excitantes, provando por fim, não haver nada como a primeira vez...
DIREÇÃO: Tzvi Shissel
3 garotos em meados dos anos 50 causam diversas confusões em busca de sexo e diversão.
Dirigido por: Reinhard Schwabenitzky
Benji, Bobby e Hughie pretendem abrir um bar, e para isso precisam conquistar a tímida e desastrada Polly, filha do dono do imóvel.
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Dirigido por: Walter Bannert
Os amigos Benzi, Yudale e Bobby após destruírem um carro, precisam de dinheiro para consertar ele. Então eles arrumam um emprego em um hotel de praia, mas em vez de trabalhar, eles só querem saber de garotas, sexo e diversão.
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Dirigido por: Dan Wolman
Para ir atrás de uma garota chamada Dana, Benji convence seus amigos Yudale e Victor a aceitar junto com ele, um emprego para trabalhar em um navio.
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Dirigido por: Dan Wolman
Depois de servirem o exército, Benji, Bobby e Hughie estão de volta. Ginny, a irmã de Bobby se tornou uma linda adolescente, e vai causar muitos problemas para seu irmão.
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Diretor: Boaz Davidson
Benji, Bobby e Hughie se alistam no exército, mas é claro que eles estão muito mais interessados em ir atrás de garotas do que seguir ordens dos oficiais do exército.
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DIREÇÃO: Boaz Davidson
Eles continuam o tempo todo armando algum esquema para se darem bem, não importando o lugar. Tanto numa balada, quanto na casa de um amigo e no colégio aonde estudam também…
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DIREÇÃO: Boaz Davidson
Nessa sequência Benji (Bentzi), Bobby (Momo) e Huey (Yudale) estão um pouco mais velhos, mas continuam querendo saber apenas de uma coisa, Sexo. Depois da desilusão amorosa por causa de Nikki, Benji agora só tem olhos para a jovem Tammy.
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DIREÇÃO: Boaz Davidson
Benji, Bobby e Huey são três adolescentes que crescem em Israel nos anos 50, e é claro que eles estão obcecados com somente uma coisa, “sexo”. Eles vão se meter em muitas confusões por causa da bela Nikki.
Primeiro filme da franquia “Eskimo Limon”, franquia também conhecida como “Lemon Popsicle”.
"O Senhor dos Anéis" como todo mundo sabe é baseado na trilogia (e alguns livros mais) escritos por J. R. R. Tolkien a partir de 1954 (foi feito nos anos 70 uma versão em desenho animado e outra de uma história antecedente "The Hobbit"). Enfim, os livros são super sucesso porque criam um mundo mitológico que os jovens adoram. Quem dirigiu os três filmes foi o neozelandês Peter Jackson, que ficou famoso fazendo fitas de terror (como "Fome Animal", "Trash") outra de fantasmas em Hollywood com Michael J Fox ("Os Espíritos") e uma fita de arte ("Almas Gêmeas", com a garota do "Titanic", a Kate Winslet).
A produtora New Line resolveu arriscar uma fortuna (mais de 300 milhões) para rodar os três filmes ao mesmo tempo e ir lançando eles um por ano. A jogada deu certo e o filme foi indicado aos Oscars de Coadjuvante (Ian McKellen), Direção de Arte, Figurino, Direção, Montagem, Canção, Filme, Som, Roteiro Adaptado e ganhou os de Fotografia, Efeitos Visuais, Trilha Musical e Maquiagem. Rodado na Nova Zelândia com um elenco adequado para os personagens, não super astros. O ex-ator infantil Elijah Wood faz o protagonista Frodo, no que é certamente o papel de sua vida. Ele ficou pequenino (Frodo é um Hobbit, ou seja, quase um anão e Elijah não cresceu muito e o filme faz um uso extensivo e por vezes até excessivo de seus belos olhos azuis).
O seu fiel escudeiro Sam é Sean Astin (que para o papel engordou um pouco, filho da estrela Patty Duke e do ator John Astin). Os feiticeiros centrais são feitos por duas ilustres figuras, Sir Ian McKellen - Gandalf, o Cinzento - (Deuses e Monstros, um ator maravilhoso) e pelo lendário Christopher Lee -Saruman, o Branco - (como alguém pode não ter uma lembrança afetuosa da ilustre figura do antigo "Drácula"?).
Os cavaleiros amigos são Sean Bean (Boromir) - o ator irlandês tem o melhor momento de sua carreira, num personagem conflitado, que consegue transformar em humano e sincero na luta entre o bem e o mal, sentimentos provocados pelo Anel - e Viggo Mortensen (Aragorn). A ótima Cate Blanchett é a narradora da história, Galadriel, imortal Élfica e uma outra, Liv Tyler (Arwen) é um personagem que mal aparecia no primeiro livro e serve de interesse romântico (ela que é muito fraquinha até que se sai bem, aliás todos esses personagens retornarão depois). Ian Holm (Bilbo) aparece na parte inicial e está tão perfeito que merecia uma indicação ao Oscar.
Como o diretor era fã dos livros procurou ser fiel ao máximo à história. Os efeitos especiais não são particularmente novos mas sempre competentes (o filme tem figuras fortes demais para crianças pequenas, é indicado para maiores de doze anos), com um imaginário gótico. Felizmente a Direção alterna planos próximos (que dá maior chance aos atores) com outros mais indicados para os efeitos e cenas de ação. A única coisa que me incomodou um pouco, foi a substituição dos Hobbits por anõezinhos nos planos gerais para deixar bem claro que eles são menores que os outros personagens, inclusive os humanos. Isso já está perfeitamente visível e não era preciso ser enfatizado mais.
Ou seja, para quem gosta desse tipo de aventura-fantasia é um dos mais bem sucedidos e não concordo que a história tenha perdido seu impacto devido às imitações (o original já tem perto de 50 anos e "Star Wars" e filhotes são derivados dele, aliás de forma assumida).
O SENHOR DOS ANÉIS: AS DUAS TORRES (THE LORD OF THE RINGS: THE TWO TOWERS, 2002) DUBLADO
Continuo gostando da transposição do livro "O Senhor dos Anéis" para o cinema e chego mesmo a achar que seu segundo capítulo, o do meio, portanto, o mais difícil de realizar, porque não tem começo (sem explicações ou resumo) ou fim (a conclusão só saiu em dezembro de 2003). Mesmo o seu título é meio misterioso, dizem que propositadamente (que Torres são essas? Além de lembrar o World Trade Center. Segundo o resumo, seria a Torre Orthanc, em Isengard, onde o mago Saruman treinou seu exército, e Barad-dúr, a Fortaleza de Sauron. Mas o autor Tolkien sempre deixou isso meio nebuloso).
Continuo a não ter lido o livro e me baseio primeiro como espectador comum. Nesse caso, achei o filme mais intenso (há cenas mais fortes e não exatamente violentas), com melhor concepção e direção de arte (gostei particularmente do pântano com os mortos), efeitos especiais mais desenvolvidos e não é especialmente difícil de entender. Em parte, porque na edição fizeram uma recapitulação (há um momento, o único, onde aparece Cate Blanchett, desta vez é visível uma dica para os países onde é costume fazerem um intervalo durante a projeção), e porque o filme tem uma estrutura muito simples. É basicamente feito por três aventuras paralelas, três buscas (quests), portanto é possível segui-lo sem ter que necessariamente saber sua origem, e todas chegam mais ou menos a uma conclusão, ainda que parcial.
No caso, os hobitts Frodo (Elijah Wood) e Sam (Sean Astin) capturam o misterioso Gollum (feito por animação digital em cima dos movimentos do ator Andy Serkis) que os leva aos Portões Negros de Mordor. Mas ele é traiçoeiro e claramente esquizofrênico, balançando entre a traição e a lealdade. Frodo desta vez tem menos a fazer, a não ser ficar mais influenciado e zonzo pela influência do anel. Em compensação, a figura de Gollum é um êxito total, superior mesmo ao Yoda e ao Dobby de "Harry Potter", principalmente por ser dúbio e maléfico, ao mesmo tempo em que é triste, trágico e infeliz.
Muita gente reclama que o filme é interrompido antes do final do segundo livro e do ataque da Laracna, a aranha gigante, mas com certeza isso ficou para o próximo, em parte porque este já estava grande, em parte também porque já tivemos aranhas demais em "Harry Potter" e a "Câmara Secreta". Para mim, isso não faz a menor diferença. Mesmo porque não é preciso seguir o livro à risca. Cinema é outra coisa e por isso há acréscimos românticos que acho que ajudam a fita e também atraem o público feminino que em sua maior parte ficou arredio ao original.
Quem domina esta segunda parte é Aragorn (Viggo Mortensen, com seu tipo misterioso e adequado ao personagem) que irá se envolver com Éowyn (a australiana Miranda Otto, outra escolha adequada no elenco), sobrinha do Rei de Rohan, que está enfeitiçado pelo sinistro Gríma Língua de Cobra (feito pelo especialista em terror Brad Dourif). Mas, o romance só complica o triângulo amoroso com a elfa Arwen (Liv Tyler, que aparece mais em momentos românticos), já que esta é imortal (o que torna o romance se não impossível muito improvável). Junto com Aragorn estão ainda o arqueiro-elfo Legolas (Orlando Bloom, que desde a primeira fita está se tornando astro na Inglaterra) e o Anão Gimli (John-Rhys Davies, que está cada vez menos com jeito de anão).
O Reino de Rohan está sitiado e sofrerá um ataque na grande batalha final (que ainda achei impressionante e não longa demais). Quem ressurge, e não estou revelando nada de muito novo, é Ian McKellen que renasce como Gandalf, agora chamado de O Branco, depois de sua luta feroz contra o Balrog. Porém, sua participação nesta fita também é pequena.
A terceira aventura mostra os dois outros hobbitts aprisionados, Merry (Dominic Monaghan) e Pippin (Billy Boyd) que conseguem escapar e se embrenham na Floresta Fangorn, onde se unem a um aliado inesperado, os ents, antigas árvores (e o filme adquire assim uma mensagem ecológica) que estão sendo destruídas. A concepção dessas árvores relembra propositadamente as árvores de "O Mágico de Oz", com certo aspecto infantil. Como os livros de Tolkien tem adeptos fervorosos, desde então fui me informando de que "O Senhor dos Anéis" pode ter também várias interpretações alegóricas, tendo sido visto também como 1) Anti-industrialista - Tolkien era um defensor da vida rural; 2) Católica - Tolkien era católico desde o nascimento, e muitos vêem em Frodo semelhança com a figura de Cristo, e em Sauron, Satã; 3) O Triunfo do Homem Comum - Sam representa o homem comum e ele terá na história uma importância fundamental dado seu pragmatismo; 4) Anti-Nazista - O livro foi escrito durante a Segunda Guerra Mundial e Sauron seria também Hitler; 5) Puberdade - Toda a história pode ser vista como uma metáfora para o rito de passagem da criança para o adulto. A vida bucólica do Condado representa a infância e os hobbits são jogados no cruel mundo dos adultos. As mulheres são representadas como criaturas mágicas e distantes. Traição e desespero são constantes e todos tem uma função, sendo que o Anel seria também a necessidade que todos tem em crescer e amadurecer.
Por outro lado, há uma parte da crítica americana que levantou diversas questões contra o filme, que são basicamente as seguintes: 1) Por que Gollum é tão obviamente esquizofrênico? No livro era mais sutil. Simples de contestar, visualmente mostra-se isso de outra forma. No livro basta uma frase e tudo fica claro; 2) Acham que a apresentação do cavalo Scadufax não justifica seu ar de mistério (tem apenas aspecto de qualquer outro cavalo e acham clichê o contraluz que aparece atrás do animal); 3) As Árvores no livro tem função maior e mais eficiente, bastante modificado; 4) Não gostam da parte romântica em que Gandalf morre e ressuscita por amor. Claro que, coisa de homem reclamando; 5) Frodo versus o monstro voador Nazgul em Gondor que tiraria o elemento de surpresa; 6) Faramir virou mais vilão, o que iria prejudicar o resto de sua história; 7) não gostam dos solilóquios, ou seja, monólogos interiores, o que parece óbvio é para tornar a história mais clara, inclusive preparando para a conclusão do episódio. A crítica também é duvidosa, já que é preciso resumir fatos e sentimentos para a fita não ultrapassar a metragem exigida pelo estúdio "New Line"; 8) O excesso de efeitos em CGI. O que também acho besteira. Todos me pareceram eficientes e pertinentes, e melhores que o primeiro (que já havia ganhado o Oscar da categoria); 9) Gimli usado apenas como alívio cômico; 10) Restrições à maneira em que a batalha em Helm foi conduzida, a inclusão dos Elfos e coisas assim; 11) A preocupação de que o próximo filme, "O Retorno do Rei", fique com excesso de fatos e informações. Nenhuma dessas restrições invalida o filme, que não é uma decepção (como foi por exemplo o "Star Wars: Episódio II - Ataque dos Clones"). Pelo contrário, eu até gostei mais, fiquei mais envolvido, interessado, saí ainda querendo mais. Vai ver eu também estou ficando viciado na saga do "Senhor dos Anéis", sem ter virado ainda fanático, na certeza de que cinema é uma coisa, livro outra.
E o trabalho que o diretor Peter Jackson conseguiu fazer é no mínimo excepcional. O filme ganhou Oscars de "Edição de Som" e "Efeitos Visuais" (absurdamente não foi indicado para "Maquiagem") e concorreu como "Melhor Filme", "Direção de Arte", "Montagem", "Som".
Baseado nos livros da série O Senhor dos Anéis, escrito por J. R. R. Tolkien
Realmente nunca houve um caso semelhante. Não apenas um filme que foi feito simultaneamente em três partes (ou seja três filmes que no fundo são um único). E que ainda por cima tem todos eles uma versão mais longa (ou estendida como se usa agora dizer). Ou seja, uma obra tão monumental que é difícil mesmo classificá-la.
O fato é que essa honraria tornou mais fácil para a Academia votar neste terceiro "O Senhor dos Anéis" como Melhor Filme do Ano (um caso inédito, como filme do gênero Aventura-Fantasia. Antes "O Poderoso Chefão" foi também indicado em suas três partes como Melhor Filme e ganhou nas duas primeiras. Só que não era um único filme como aqui). O que deixou sem dúvida os fãs jovens felizes principalmente depois do debacle e decepção com os dois últimos "Matrix".
E quem poderia imaginar que esse filme tão bem-sucedido fosse feito por um neozelandês que começou fazendo fitas de terror sanguinolentas? Quem poderia apostar em Peter Jackson? (a pergunta cabe também para a produtora New Line que teve a coragem de investir mais de 300 milhões de dólares na empreitada. Se o primeiro fracassasse isso significaria a falência da produtora. Eles arriscaram realmente o pescoço). Será que "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei" é tão bom assim? Só esqueci de mencionar que o filme está cheio de frases pomposas, ditas de boca cheia, à beira do ridículo.
Era difícil vencer a maldição do fim de trilogia, que atingiu "Star Wars", "De Volta para o Futuro" e até "Matrix". Todos eles decepcionaram na conclusão. Mas isso não sucede com o terceiro e último "Senhor dos Anéis", talvez porque os três filmes tenham sido rodados ao mesmo tempo com uma visão única do diretor Peter Jackson. De qualquer forma, ele não derrapa no capítulo final. Consegue até mesmo fazer um filme mais longo (3h20) mesmo com cortes profundos (muita gente reclama da ausência de Christopher Lee que será visto apenas na versão estendida). E que continua a não cansar.
Só tem mesmo um defeito que todos estão apontando: o excesso de finais. Há pelo menos meia dúzia que vão se sucedendo, talvez porque haja muito a costurar. Mesmo assim incomoda um pouco, principalmente o último final (que é dispensável, já tinham dito tudo antes). Mas é o de menos diante da grandeza da empreitada.
O filme ganhou todos os 11 Oscars a qual foi indicado, batendo alguns recordes (é o que mais ganhou Oscars na história da Academia, empatando com "Titanic" e "Ben-Hür") - os prêmios são Melhor Filme, Direção, Roteiro Adaptado, Maquiagem, Figurino, Direção de Arte, Montagem, Trilha Musical, Canção, "Into the West", Som e Efeitos Visuais.
A grande figura do elenco é sem dúvida Gollum (que aqui usa seu nome verdadeiro, Smeagal, aliás o filme acerta abrindo com a cena em que ele feito pelo ator Andy Serkis, luta pelo anel e aos poucos vai se transformando no monstrengo). Mas se antes a figura criada digitalmente já era excelente desta vez consegue ficar ainda melhor. Muita gente se emociona com filme, até chorando (achei que Jackson forçou um pouco a mão, chegando a puxar um pouco demais pelo sentimental). Preferi admirar sua competência como realizador em seqüências que eram aguardadas, ou temidas, e não decepcionam.
É excepcional a seqüência da luta contra a aranha Laracna e impressionante a participação do Exército de Mortos que são convocados por Aragorn. Naturalmente as cenas de batalha são espetaculares. Portanto fica muito pouco a criticar fora as omissões (justificadas), as explicações (os flash-backs são necessários para relembrar detalhes que um ano depois já não estão tão presentes na cabeça do espectador) e os diversos finais. O fato de "O Senhor dos Anéis" ter dado certo em condições tão adversas (basta se ver a quantidade de erros e fracassos que Hollywood produz a cada ano), adaptando uma obra tão difícil e monumental é realmente um fato a ser louvado e celebrado. Tanto que certamente os fãs, antigos e novos ainda vão querer assistir as outras edições.
De qualquer forma, "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei" é uma perfeita conclusão para uma grande trilogia.
OK.RU / DRIVEGOOGLE (DUBLADO)
DIREÇÃO: Demián Rugna
Que terror foda! Co-produção Argentina/Estados Unidos, "O Mal Que Nos Habita" ganhou o prêmio de melhor filme em Sitges 2023. O filme é uma mistura brutal de "A corrente do mal' e "Extermínio". Em uma área rural da Argentina, dois irmãos, Pedro (Ezequiel Rodriguez) e Jimmy (Demian Salomon) ouvem tiros à noite na redondeza. Ao saírem para investigar, descobrem o corpo de um homem pela metade. Ao visitar o sítio da idosa Maria e seu neto, descobrem que ela mantém o filho Uriel no quarto. A questão é que Uriel está apodrecido e possuído por alguma entidade. A mãe diz que não podem matar Uriel, pois isso irá espalhar uma maldição. Quando os irmãos colocam Uriel na caçamba da caminhonete, o corpo dele desaparece. Mais tarde, descobrem que existe uma corrente onde uma pessoa mata a outra e aí espalha a morte entre os familiares, que se matam. O filme é espetacular, com cenas bastante violentas, envolvendo também crianças e animais domésticos. Em uma cena específica, um cachorro devora uma menina pequena com imagens explícitas. O filme é muito bem dirigido e vai para um caminho que sai do óbvio. Não é recomendado para pessoas sensíveis.
Dirigido por Paul Greengrass, baseado em um livro de não-ficção de 2006, Imperial Life in the Emerald City, do jornalista Rajiv Chandrasekaran. O livro documentou a vida dentro da Zona Verde em Bagdá durante a invasão do Iraque em 2003
Bagdá, 2003. Roy Miller (Matt Damon) lidera uma equipe, a serviço da inteligência do exército, em busca de armas de destruição em massa no Iraque. Depois de algumas tentativas frustradas, o militar se vê diante de um cenário caótico entre seus compatriotas, o que o deixa dividido entre aplacar o anseio do governo de encontrar algo que justificasse a invasão ou descobrir a verdade dos fatos.
O mitológico coreógrafo e diretor de musicais Busby Berkeley (1895-1976) encerrou sua excepcional carreira de realizador com esse musical quase clássico da Metro.
Baseado em uma idéia de Gene Kelly e Stanley Donen (que também encenaram em conjunto todos os números musicais). Era um veículo para Kelly e Frank Sinatra, que estava em baixa em sua carreira no cinema e investindo na parceria com o dançarino.
Eles fazem o mesmo tipo de dupla de amigos de "Marujos do Amor" ("Anchors Aweigh", 1945) e "Um Dia Em Nova York' ('On The Town', 1949). Kelly é o sedutor malandro que ensina os truques para o tímido e ingênuo Sinatra. Aqui o objeto da sedução é a estrela nadadora (cujo estilo o próprio Berkeley havia ajudado a definir) Esther Williams. Ela nada em apenas uma cena curta, mas está linda e encantadora, bem à vontade no papel.
O humor do roteiro é ajudado pelas canções de Adolph Green e Betty Comden, e parte das palhaçadas fica a cargo de Betty Garrett e Jules Munshin, que logo depois voltariam a formar um time com Kelly e Sinatra em "Um Dia Em Nova York", com resultado ainda superior. Diversão leve em Technicolor com a inconfundível marca da Metro.
Direção: Brian Percival, baseado no livro do mesmo nome de Markus Zusak
Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger (Sophie Nélisse) sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo (Geoffrey Rush), ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu (Ben Schnetzer) que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe (Emily Watson) e brinca com a amigo Rudy (Nico Liersch).
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O Cineasta mexicano Guillermo Del Toro é um dos grandes responsáveis por fazer toda uma geração se apaixonar por filmes de monstros e de fantasia, posto que por um bom tempo ficou reservado para Tim Burton. Consagrado em filmes anteriores como "A espinha do diabo" e "O labirinto do fauno", Del Toro apresenta para os espectadores um de seus filmes mais brilhantes e apaixonantes. Repleto de um tom de conto de fadas macabro, "A forma da água" traz de volta o tema da Guerra fria, por um bom tempo esquecido por Hollywood. Nos anos 60, uma faxineira muda, Elisa (Sally Hawkins), mora sozinha em um pequeno apartamento que fica em cima de uma sala de cinema decadente. Ela mantém a mesma rotina diária: se masturba na banheira, come ovos cozidos, cuida de seu vizinho também solitário e gay, Giles (Richard Jenkins), pega um ônibus e vai trabalhar em uma base militar fazendo faxinas. Zelda (Octavia Spencer) é sua melhor amiga no trabalho. Um dia, uma enorme cápsula chega na base , trazida por Strickland (Michael Shannon). Elisa descobre que nela se encontra um ser meio anfíbio meio humano. O ser é usado como experimento cientifico pelos americanos, que querem avaliar se ela pode trazer informações para usar contra os russos. Elisa se afeiçoa pelo ser e quer de qualquer jeito, tirá-lo de lá. Grande vencedor de Veneza 2017, levando 4 prêmios, entre eles, de melhor filme e melhor trilha sonora, o filme chama atenção por todos os seus quesitos técnicos: Fotografia magistral de Dan Laustsen (que também fotografou o filme anterior de Del Toro, "A colina escarlate"), trilha sonora do Mestre Alexander Desplat, Direção de arte e figurinos impecáveis, um roteiro criativo e emocionante de Del Toro e Vanessa Taylor e claro, um trabalho antológico de todo o elenco. Sally Hawkins bota pra quebrar no papel de uma surda, se comunicando apenas por sinais. Seus olhares são absolutamente geniais. Michael Shannon interpreta um maravilhoso vilão, daqueles que a gente fica com ódio. Richard Jenkins traz humanidade ao seu maravilhoso Giles; Michael Stuhlbarg (de "Um homem sério", dos irmãos Coen) também rouba cena como um cientista de dupla nacionalidade. e ara finalizar, Octavia Spencer, apaixonante como a doce e vibrante Zelda. A gente torce, se emociona, se encanta, ri, e quase chora nessa pequena obra-prima. que mistura gêneros como drama, comédia, fantasia, musical, aventura e ficção cientifica. Ah sim, e porque não, um romance erótico? O filme tem uma cena antológica de sexo debaixo da água, numa banheira. Muita poesia. Impossível não se apaixonar pelos protagonistas, e o final, de arrasar quarteirões.
Dirigido por Franklin J. Schaffner
Não é filme pornô gay como o título faz supor, mas um suspense Classe A baseado em best-seller de Ira Levin (de "O Bebê de Rosemary"), com uma premissa original e até engenhosa (mas que exige uma certa boa-vontade). Na época não era tão comum falar sobre clonagem, e o enredo inclui uma longa seqüência explicando em detalhes o processo (com o médico feito por Bruno Ganz, dos filmes de Wim Wenders).
Mas foi um erro colocar Gregory Peck (1916-2003) no papel do carrasco nazista Mengele: ele nunca havia feito vilões e sua atuação é exagerada e caricata, sem conseguir nem de longe transmitir a maldade inerente ao nazista. Além disso, ele era fraco para sotaques e isso prejudica ainda mais a interpretação (que, apesar de tudo, teve seus fãs e até lhe valeu uma indicação ao Globo de Ouro).
Laurence Olivier (1907-89) se deu melhor em seu retrato do caçador de nazistas, obviamente inspirado em Simon Wisenthal, pelo qual foi indicado ao Oscar de Ator. O filme foi um fracasso na época, mas sua má fama é injusta e na verdade trata-se de um thriller intrigante e absorvente, e que só exige um pouco de cumplicidade do público.
Teve indicações ao Oscar também para a Montagem e para a excelente Trilha Musical de Jerry Goldsmith. Parte do filme se passa no Paraguai e o Brasil só é citado de passagem em um diálogo (porque os garotos teriam sido transportados por uma companhia aérea brasileira).
De qualquer modo, para o público americano é tudo a mesma coisa. Mal sabiam eles que Mengele viveu realmente escondido e fugido no Brasil, na região de São Paulo e ninguém descobriu nada até anos depois de sua morte. Originalmente o título brasileiro era "Os Meninos do Brasil".
Direção: Papu Curotto
Drama lgbts vencedor de 2 prêmios em Gramado 2016 (Melhor filme juri popular e Prêmio do juri da Mostra latina), "Esteros" é uma co-produção Argentina/Brasil e tem um olhar cor de rosa sobre um drama de 2 amigos que são apaixonados desde a infância, mas nunca conseguiram expressar o amor um pelo outro. Matias e Jerônimo são melhores amigos e moram na cidade de Paso de Los Libres e faz fronteira entre Brasil e Argentina. Os dois são inseparáveis, e sentem uma atração sexual mútua, mas o medo que os familiares e amigos saibam os afasta. Matias acaba se mudando com sua família para o Brasil. 10 anos depois, Matias retorna com sua namorada brasileira para o Carnaval da cidade, e acaba reencontrando Jerônimo. Os dois precisam agora lidar com esse passado que teima em não ser apagado. Drama romântico, que tinha tudo para ser o filme de cabeceira dos adolescentes gays dessa geração, não fosse ele com um ritmo extremamente lento e com um roteiro que só decide tomar partido faltando pouco para acabar. Cada década tem o seu clássico, e o que me acompanhou por um bom tempo foi "Delicada atração", filme inglês dos anos 90. "Esteros" tem um roteiro simples e sem surpresas, e dois atores simpáticos. No elenco, 2 atores brasileiros fazem participação: Renata Calmon e Felipe Titto. A falta de maior ousadia do filme talvez tenha sido uma opção do diretor para não chocar a sua platéia e torná-lo mais digerível para um grande público.
Elenco: Milton Gonçalves ... Flavio, Antonio Mario Silva Da Silva ... Rambo, Bernardo Jablonski ... Roberto, Luiz Lobo ... Juan, Carlinhos de Jesus ... Conga Line Leader, Veluma ... Manuella, Anya Sartor ... Woman in Old Hotel, Joao Carlos Dos Santos ... Workman in Old Hotel, Antonio Agusto Do Carmo ... Construction Foreman, Simone Moreno ... Próprio, Mato Chi ... Sr. Chin, Yomiko Ribeiro ... Chinese Lady, Omi Raia ... Black Angel, Daniel Anibal Blasco ... Man in Airport, Antonio Onofre ... Conga Line, Marco Onofre ... Conga Line, Marcelo Mandonca Pereira ... Conga Line, Lucila Carvalho Medeiros ... Conga Line, Solange Dantas Dos Santos ... Conga Line, Geronimo ... Dance Hall Singer, Silvia Gómez Torres ... Slave Quarters Singer, Gilmar Sampaio ... Dancer, Marina Salomao ... Dancer, Linda Batista ... Beautiful woman
Este é um daqueles filmes ruins que são irresistíveis. Como perder Mickey Rourke de cara nova (ele fez operação plástica, colocando silicone nas bochechas, ficando com a cara de travesti. E ainda por cima depois disso virou boxeador e gay), numa paisagem que mistura Rio e Bahia sem cerimônia, num erotismo soft-core que imita descaradamente "Nove e meia Semanas de Amor" (o diretor Zalman King foi roteirista deste).
A trama é fraca, ainda que fotografada como comercial de televisão. A modelo Carré Otis era estreante e teve depois um longo e conturbado relacionamento com Rourke. Jacqueline Bisset é uma figura secundária como a chefe da heroína. Há muita nudez e uma única sequência mais forte de transa no final.
Embora ofensivo aos brasileiros, o filme é desfrutável e fez sucesso por aqui (chegou a ter continuação). O dançarino Carlinhos de Jesus faz uma ponta no filme.
Dirigido por: Joseph Warren
A Irmã Emanuelle é encarregada de cuidar de Monica, uma jovem rebelde recém-chegada a um convento. Mas logo descobre que a garota é uma ninfomaníaca que se relaciona com homens, mulheres e até com a própria madrasta, e coloca o convento inteiro em perigo ao dar abrigo a um perigoso bandido procurado pela polícia.
Dirigido por Bitto Albertini
Em sua primeira aventura na tela, a jornalista/fotógrafa Mae Jordan (conhecida por seus leitores como “Emanuelle”) viaja para a África em missão. Questões sobre sua própria identidade racial e sexual vêm à tona quando ela observa o casamento conturbado de seus anfitriões, Ann e Gianni Danieli. As coisas complicam-se ainda mais quando Emanuelle se vê envolvida em casos com os dois, após o que foge de África, apenas para ser perseguida por Gianni, que anteriormente a tinha rejeitado e ridicularizado os seus avanços.
Dirigido por Joe D'Amato
Emmanuelle é enviada a Bangkok em uma missão de jornalismo. Enquanto está lá, ela embarca em sua própria exploração dos segredos do prazer sensual. Enquanto aprende muito, ela também revela vários segredos próprios.
Foi o quarto filme de Joe D’Amato para a franquia Black Emanuelle, que trazia a belíssima Laura Gemser como uma jornalista e fotógrafa investigativa chamada Mae Jordan, conhecida pelos leitores como Emanuelle. Como era de costume nos filmes de canibais do período trazer cenas de nudez e carnificina, a conexão com o universo de Emanuelle foi até natural, apesar dos exageros eróticos. Assim, o longa tem basicamente uma cena de sexo a cada cinco minutos, desde masturbação feminina a sexo oral e corpos nus se entrelaçando em lugares diversos, independente se momentos antes os personagens tenham testemunhado um cadáver em deterioração ou visto um documentário de canibais com direito a castração.
Todo exagero também se nota nas cenas de violência canibal, com efeitos de sangue extremamente vermelho, passível de se notar as falhas até nas mutilações explícitas, e a contribuição de um elenco canastrão para tornar a experiência do espectador ainda mais divertida. O longa sobreviveu aos cortes da censura em 1977, conseguindo um lançamento na Itália no mesmo ano, para depois alcançar o VHS, sendo lançado com diversos títulos como Emanuelle’s Amazon Adventure e Trap Them and Kill Them, mas preservando o original Emanuelle e gli ultimi cannibali. Com boas e más criticas, até mesmo dos fãs da Black Emanuelle mas não tão íntimos do horror canibal, o longa foi definido acertadamente por Cavett Binion, do AllMovie, como “muito sangrento para os fãs do softcore e muito chato para quem curte gorehound.”
Após algumas tomadas aéreas de Nova York, destacando-se as tradicionais Torres Gêmeas como referência, o filme começa em um hospital psiquiátrico onde uma situação estranha acabara de acontecer: uma paciente encontrada no Mato Grosso mordeu um dos seios de uma enfermeira – apontada como lésbica por um outro psiquiatra, interpretado pelo próprio Joe D’Amato, – aparecendo nua gritando pelos corredores e atraindo a atenção de todos, incluindo Emanuelle, que havia se internado para realizar uma matéria no local com o uso de um ursinho-câmera. Sozinha com a paciente voraz, Emanuelle masturba a garota antes de fotografá-la com o órgão genital à mostra.
Assim que apresenta o conteúdo ao seu editor-chefe, ele sugere que a jovem procure o professor Mark Lester (Gabrielle Tinti), que trabalha como curador do Museu Americano de História Natural, para saber mais sobre a tribo Apiaca, localizada na Amazônia e considerada extinta há anos. Depois de ter relações com o namorado, a jornalista encontra o rapaz, com quem já flerta, e após um jantar e um passeio à casa dele, ela assiste a um documentário sobre a tribo, antes de rolar na cama com o dito, em uma longa cena que será vista durante a ida de táxi dos dois ao aeroporto. Emanuelle e Mark logo embarcam para a Amazônia – embora os letreiros finais indiquem as filmagens em Tapurucuara, Brasil, na verdade foram feitas em Roma, com tomadas da Amazônia oriundas do filme As Noites Pornôs no Mundo (1977).
Estabelecidos, a dupla transa mais uma vez, e vão em expedição a um local mais próximo do avistamento da tribo com a jovem Isabelle Wilkes (Monica Zanchi) e a freira Angela (Annamaria Clementi), que pretende procurar o padre Manolo, com quem perdeu o contato. Assim que atravessam o rio, Emanuelle é atacada por uma cobra e é salva pelo caçador Donald McKenzie (Donald O’Brien), unindo-se ao grupo com o apoio da esposa Maggie (Nieves Navarro) e seu guia Salvatore (Percy Hogan). Estes estão em busca de um avião que teria caído na região com diamantes, mas são apenas desculpas para que Maggie faça sexo com Salvatore, sendo testemunhada pelo marido, e depois tente tocar nas partes íntimas de Isabelle.
Ah sim, os tais canibais. Com a câmera subjetiva evidenciando o olhar de atores filipinos na mata (muitos “contratados” no aeroporto, brancos com os corpos pintados), alguns do grupo começam a desaparecer até realmente o filme mostrar a que veio com os ataques aos personagens principais. Seios mutilados, corpo varado por facas, cortado ao meio e estupro coletivo dão o tom violento da produção que, como era comum nos filmes da época, ainda traz uma cena de areia movediça e os famosos rituais canibais, sendo o da fertilidade mostrado em sua quase integridade. Logo os sobreviventes terão que encontrar uma forma de salvar uma mulher sequestrada em meio a um grupo enorme de canibais, com suas lanças afiadas e gritos constantes.
Além dos efeitos especiais não tão bons, o longa também peca pelo roteiro, a cargo de Romano Scandariato (depois faria Zombie Holocaust, 1980), a partir de um argumento do próprio D’Amato. Com um ritmo arrastado, com mais cenas de sexo do que canibalismo, ainda há momentos risíveis como as tomadas do andar de Emanuelle e Mark por Nova York com os cidadãos aparecendo na cena, olhando para a câmera, sem entender o que acontece, e uma sequência no último ato com dois personagens assistindo ao ritual dos canibais e a morte de duas pessoas antes de resolverem fazer algo para ajudar. Já que não pretendiam agir, por que simplesmente não foram embora, correndo o risco de serem também pegos pelos canibais?
Não é um filme ruim, mas tem pouco a oferecer. Quem já viu outros filmes de canibais da época não irá se surpreender com o envolvimento de Emanuelle e suas cenas de sexo, nem com a violência, com desmembramentos ou carnes vermelhas sendo devoradas pelos indígenas. Vale pela curiosidade e pela oportunidade de conhecer esse subgênero que contribuiu para a história do horror no cinema.
DIREÇÃO: Leos Carax
O altamente carregado filme de arte dirigido por Léos Carax atualizou o romance de Herman Melville de 1850, "Pierre, Ou, Les Ambiguites" (Pierre, ou: As Ambiguidades) para a França moderna. O filme foi considerado polêmico por suas cenas de sexo não simulado (embora algumas envolvessem dublês).
Este filme extremo falava sobre o privilegiado aspirante a escritor Pierre Valombreuse (Guillaume Depardieu), vivendo (incestuosamente ou edipicamente?) Com sua dominadora e amorosa mãe Marie (Catherine Deneuve) na propriedade da família na Normandia. Ele estava noivo da rica e refinada noiva loira Lucie (Delphine Chuillot). Juntos, os dois compartilharam um relacionamento incomum e ambissexual com seu primo temperamental Thibault (Laurent Lucas).
Depois de sonhos estranhos e encontros assombrados na cidade e na floresta com uma refugiada iugoslava esfarrapada, ele abandonou tudo para ela. O misterioso vagabundo alegou que ela era sua meia-irmã Isabelle (Katerina Golubeva), que havia sido abandonada por seu pai, um famoso diplomata, após seu caso. Pierre juntou-se a ela para se envolver em um caso obscuro, ilícito e apaixonado, e para experimentar uma vida de vagabundagem e ocupação em uma fábrica abandonada e congelada.
O relacionamento deles foi marcado por uma cena explícita e proibida para menores, filmada em uma sala sombria, incluindo masturbação mútua, cunilíngua, felação e relações sexuais - enquanto sua vida se desintegrava lentamente durante o relacionamento incestuoso.
Direção: Michael Chaves
Ótima continuação do sucesso comercial de 2013, baseado nos relatos reais do casal de parapsicólogos Ed (Patrick Wilson) e Lorraine (Vera Farmiga). O cineasta James Wan se supera na construção do suspense e atmosfera: dono da franquia "Premonição", aqui ele se apropria bastante dos truques de câmera para provocar medo. Zoom, travellings e muito silêncio garantem gritos da plateia (pelo menos na sessão que fui foram bastante). A história gira em torno do relato da família Hodgson: a casa onde mãe e 4 filhos moram em uma rua de classe média baixa está teoricamente possuída por um espírito. Cabe ao casal tentar provar que tudo é real e não uma farsa da menina Janet, que é possuída pelo espírito de um velho morador que morreu ali na casa. Direção perfeita, fotografia em tons pastéis dando o tom dos anos 70 e ótimos efeitos que lembram o clássico "Poltergeist". Um passatempo de primeira como há muito não se via em Cinemão de suspense. Levei um susto ao ver nos créditos finais que uma psicóloga foi interpretado pela alemã Franka Potente, que fez o cult "Corra Lola Corra". Ai, a idade...
Como explicar o apetite do público americano para os filmes de terror baratos, estilo "Atividade paranormal", "Possessão", "Insidious" e outros? Todos esses e outros mais bateram recordes de bilheteria, ultrapassando grandes blockbusters que custaram dezenas de vezes mais, e rendendo maior porcentual na bilheteria. Será que todo mundo gosta de sentir medo nas salas de cinema? É uma válvula de escape? Falando por mim, sim, é ótimo sentir medo e aflição dentro de uma sala de cinema e acompanhar o público dando saltos por conta de sustos bem planejados. infelizmente, a maioria desses filmes acha que basta colocar uma faixa de silêncio e de repente vir uma faixa estridente e pronto: está dado o susto. "Invocação do mal" não foge desse, desculpe a redundância, mal. Todos, mas todas as tentativas de se dar susto foi por conta de sons estridentes que surgem do nada, ou de objetos que caem provocando estrondo. James Wan é mestre nisso, desde que ele começou a saga "Jogos mortais" e o próprio "Insidious". Aliás, "Invocação do mal" poderia se chamar "O clichê do mal", tal a quantidade de cenas pra lá de batidas que foram utilizadas na produçào. Podemos citar todos os filmes envolvidos: além dos citados acima, temos "Poltergeist", "A casa amaldiçoada" (com a mesma Lily Tomlin praticamente repetindo seu papel), "Brinquedo assassino", "Apartamento 143", "Sinistro", "O exorcista" entre tantos outros. Quem já não viu quinhentas vezes a história de família que se muda para uma casa que depois descobrimos ser amaldiçoada? A diferença aqui é que, para dar credibilidade ao projeto, os produtores convidaram atores famosos (Patrick Wilson, Vera Farmiga, Lily Taylor e Ron Livingston) e afirmam ser baseado em fatos reais. Uma família se muda para uma casa e logo constatam que o local está possuído. Eles acionam uma dupla de paranormais, que tentam se livrar do mal. Ok, ok. Dá para se assistir ao filme, apesar de tanta obviedade, e só fico me perguntando porquê essa família não se mudou logo de cara, quando percebeu que tinha algo estranho lá. Mas o show tem que continuar. Para quem se assusta fácil, vai ser um deleite.
Malcolm (Marlon Wayans) está tentando reiniciar a vida ao lado de outra mulher, Megan (Jaime Pressly), juntamente com os dois filhos dela, Becky (Ashley Rickards) e Wyatt (Steele Stebbins). Juntos, eles se mudam para uma nova casa. Ele, para variar, permanece com a mania de filmar tudo o que acontece à sua volta, com diversas câmeras. Entretanto, não demora muito para que Malcolm volte a ser afetado por acontecimentos sobrenaturais, especialmente quando inicia um caso com uma estranha boneca.
Diretor: Michael Tiddes
Protagonizado por Marlon Wayans, esse pastiche de "Atividade paranormal" se utiliza de cenas famosas de vários filmes recentes de terror para sacanear a linguagem cinematográfica. Wayans ficou famoso por conta de seu papel dramático, o viciado de "requiem para um sonho", de Darren Aranofsky. Daí em diante, ele se especializou nas comédias satíricas, como "Todo mundo em pânico". O filme se utiliza da narrativa da câmera em terceira pessoa, mas acaba subvertendo até mesmo essa linguagem: várias vezes, a câmera não está nas mãos de ninguém, porém ela continua gravando. A história, como não poderia deixar de ser, narra a rotina de um casal que acaba de se mudar para uma casa do subúrbio. O fato dos atores principais serem negros confere uma graça especial ao filme, muito por conta do linguajar do gueto de hip hop, quanto da auto-crítica aos fetiches da raça. O filme tem um problema sério de ritmo, principalmente na primeira parte, onde os risos são muito poucos. Com a entrada em cena do paranormal gay interpretado por Nick Swardson, as coisas mudam de rumo. O filme ganha um humor muito escrachado, culminando com o padre exorcista negro de Cedric the entertainer, hilário. Algumas cenas são muito engraçadas (como a do paranormal gay que tenta dar em cima de Marlon o tempo todo, ou o estupro que Marlon sofre do espírito), e outras forçadas (obviamente, todas as que envolvem peidos). Sim, o filme diverte a partir do segundo ato, mas mesmo assim, fica devendo e muito aos filmes clássicos de Jim Abrahans dos anos 80, com Leslie Nielsen no comando.
Direção: Jason Friedberg, Aaron Seltzer
Sátira sobre a angústia e a vida amorosa dos adolescentes e, principalmente, dos filmes que abordam a temática vampírica. Becca, adolescente ansiosa que não é vampira, está indecisa entre dois garotos (Edward e Jacob), mas primeiro ela precisa dar um jeito no pai que só faz ela passar vergonha. Enquanto isso, os amigos dela também vivem dilemas amorosos e a festa de formatura da escola está chegando.
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O Sargento Wardaddy de Brad Pitt revisita o Capitão Miller de Tom Hanks em "O resgate do soldado Ryan". A semelhança dos 2 personagens é tanta, que me fez pensar que o Cineasta e roteirista David Ayer deva ter visto o filme de Spielberg umas 50 vezes para pegar todas aquelas cenas de patriotismo, heroísmo, emoção e sentimento de perda pela vida de cada companheiro que morre. Não que isso seja ruim, até porquê "Corações de ferro" tem o seu apelo. Mas de surpreendente mesmo, o filme pouco oferece, uma vez que vem tudo mastigado, a gente já sabe tudo o que vai acontecer. Menos o desfecho totalmente inverossímel, mas tudo bem, a história precisa chegar a um fim e o roteirista teve que ceder aos apelos do "Deus ex-machina", que acredita na bondade do ser humano mesmo em situações de selvageria que a guerra oferece. O filme narra o confronto entre soldados aliados já no final da 2ª guerra, ano 1945. Eles invadiram a Alemanha mas precisam derrotar as frentes alemães que ainda resistem nas cidades do interior. Entre os vários fronts, encontra-se o Sargento Wardaddy (Brad Pitt). Ele e seu grupo de soldados (Michael Pena, que já trabalhou com o diretor em "Marcados para morrer", Shia Labeouf e Jon Bernthal, o Shane de "The walking dead") lutam bravamente dentro do tanque que eles apelidaram "Fury". Um soldado novo e covarde, Norman (Logan Lerman) integra o grupo. Logo, Norman descobre que os horrores da guerra são mais violentos do que ele possa imaginar. Ótima direção para um filme longo, cheio de clichês mas com excelência técnica: fotografia, efeitos, trilha sonora. O elenco está todo excelente, Brad Pitt segurando com afinco o seu tipo heróico e mesmo assim, tem momentos que me lembrei dele em "Bastardos inglórios", de Tarantino. As cenas de tiros e de explosão lembram o confronto de "Soldado Ryan", com cabeças e corpos explodindo e sendo dilacerados. Para quem curte um filme de guerra com embalagem patriótica americana, esse é um bom pedido.
Jason Statham é o exército de um homem só, aquele perfil de filmes de ação que teve seu auge nos anos 80 com Stallone, Chuck Norris, Schwarzenegger, entre outros. Junto de Liam Neeson, Denzel Washington, Keanu Reeves, Statham é o herói que todos esperam para salvar o dia. Em "Beekeeper", ele é Adam Clay, um apicultor que mora em uma grande fazenda na zona rural de Massachussets. A dona da propriedade é Eloise Parker (Phylicia Rashad), uma gentil e inocente idosa. Ele arrenda uma parte da fazenda e a relação dele com Eloise é de respeito, cada um respeitando seu espaço. Um dia, ao mexer no computador, Eloise recebe uma mensagem, e ela acaba entrando em contato com piratas virtuais, que limpam a sua conta bancária e investimentos. Desesperada, Eloise acaba se matando. Ao descobrir o que aconteceu, Adam, que acaba se tornando suspeito pelo FBI, decide ir atrás da organização criminosa, comandada pela família de Derek (Josh Hutcherson). Com a participação luxuosa no elenco de Jeremy Irons, o filme cumpre o que promete. Traz ação, porradaria, vilões bem malvados e um herói que sobrevive a tudo, mas leva para casa a sua dignidade. Statham é da linha que faz cara de bad boy, mas que todo mundo adora.
Direção: Justine Triet
Terceira Palma de Ouro concedido a um filme dirigido por uma mulher, após "O piano", de Jane Campion, e "Titane", de Julia Ducornau. "Anatomia de uma queda" é uma excelente trama que mescla drama de relacionamento com uma trama diabólica de suspense de tribunal. Existe uma longa cena em flashback no 2º ato que mostra uma discussão entre o casal, que é impossível não pensar na cena de Adam Driver e Scarlett Johanson em "História de um casamento". É um show de interpretação de Sandra Hüller, uma das atrizes mais brilhantes do cinema atual, e Samuel Theis. Mas quem rouba o filme mesmo é o menino Milo Machado Graner: as suas cenas são de tirar o fôlego, com emoções alternando entre a frustração, a tristeza, o ódio, o medo, a dúvida. E ele ainda interpreta um menino com deficiência visual, o que faz explorar ainda mais o seu trabalho corporal. Nas montanhas geladas de Grenobe, nos Alpes franceses, mora o casal de escritores Sandra (Sandra Huller) e Samuel (Samuel Theis), além do filho Daniel, de 11 anos, cego por um acidente provocado pelo pai anos atrás. Sandra está para lançar um livro novo, enquanto Samuel acaba tendo que assumir as funções domésticas pela falta de tempo de Sandra. O casal vive em crise, testemunhado por Daniel. Um dia, ao sair para passear com seu cachorro Scoob, Daniel retorna para casa e encontra seu pai morto, supostamente tendo caído do telhado ao fazer uma obra. Sandra convoca um amigo advogado, Vicent, para ajudá-la em sua defesa, uma vez que na reconstituição do crime, não está claro se foi acidente, suicídio ou homicídio. O filme é longo, 150 minutos, e contrói lentamente o suspense, dando bastante ênfase as cenas de reconstituição do crime e do tribunal, além de flashbacks com cenas que mostram o relacionamento do casal. O filme tem uma atmosfera de tensão que vai envolvendo o espectador, ávido em descobrir a verdade. Além do roteiro, escrito pela própria cineasta em parceria com seu marido Arthur Arari, a força do filme certamente é o trabalho formidável de todo o elenco.
Uma das cenas mais emocionantes que assisti recentemente, pertence a esse filme incrível de J.A. Bayona, um dos maiores cineastas da atualidade: ao ouvirem na rádio que estão indo resgatá-los, os sobreviventes do acidente aéreo começam a se arrumar: se penteiam, escovam dentes, emitem sorrisos. É um momento avassalador de fazer chorar litros de lágrimas. Baseado na história real sobre o acidente aéreo que ocorreu em 1972 com a queda do vôo da força aérea uruguaia que continha 45 passageiros, entre eles, o time masculino de rugby uruguaio que estava indo de Montevidéo para Santiago do Chile. No acidente, sobreviveram 29 pessoas, mas ao longo de 72 dias, 9 morreram em uma avalanche. 16 sobreviventes foram resgatados. O fato macabro e que se tornou algo que fez do grupo marcado pelo ato tabu que cometeram, foi o de canibalismo. Para se manterem vivos, acabaram se alimentando da carne congelada dos falecidos. J. A. Bayona é o realizador dos mega sucessos "O orfanato", "O impossível", "Jurassic park" e Hollywood já o considera para grandes produções. Ele é um artista que entende como captar a atenção do espectador, com histórias que trazem personagens fortes e resilientes aliados ao melhor da tecnologia. Nota mil em todos os quesitos: maquiagem, atuação, direção de arte, fotografia, edição, trilha sonora. O filme concorreu em Veneza e em San Sebastian levou o prêmio do público, além de estar na short list final do Oscar internacional representando a Espanha.
A cena final de 'Saltburn" já faz valer o filme inteiro: em plano-sequência, o ator Barry Keoghan, totalmente nú, dança em plano-sequência a música "Murder on the Dancefloor" de Sophie Ellis-Bextor. É uma cena ousada, e Keoghan mostra total disponibilidade, uma cena que pouquíssimos atores certamente teriam coragem de fazer. É sexy, um presente para qualquer espectador voyeur e amante de cenas homoeróticas. O filme já havia criado um burburinho na internet por conta da divulgação de uma cena onde o personagem de Keoghan engolia o sêmen do personagem de Jacob Elordi em uma banheira. Mas além dessa cena, o filme reserva mais outras 3 cenas igualmente polêmicas e fetichistas. Mas "Saltburn" vai além do seu forte erotimo: ele tem uma trama que remete aos clássicos "Teorema", de Pasolini, e "O talentoso Mr Ripley". Com uma performance excelente, Keoghan, que foi indicado ao Oscar de coadjuvante em 2022 por "Os Banshees de Ineshirin" mostra ser dos atores mais versáteis e talentosos da nova safra. A diretora de "Bela vingança" e 'Killing eve", a cineasta e roteirista Emerald Fennell novamente volta com uma trama de humor ácido, assassinatos, obsessão e vingança. Produzido por Margot Robbie, o filme traz Keoghan no papel de Oliver, estudante bolsista de Oxford. Obcecado pela beleza de um dos alunos, o milionário Felix (Jacob Elordi), Oliver acaba ajudando Felix e ambos se tornam amigos. Ao narrar que é órfão de pai, Oliver ganha a simpatia de Felix, que o convida para passar um tempo em sua mansão, Saltburn, junto de sua família: a mãe de Felix, Elspeth (Rosamund Pike), sua irmã Venetia (Alison Oliver), o primo Farleigh (Archie Madekwe). Oliver acaba seduzindo a todos na mansão e adquire uma outra personalidade. Eu tava achando o filme bastante chato, mas a cena final de fato me conquistou e fiquei repensando o filme todo. Bom, mas promete mais do que realmente é.
Durante às 3:30 hrs de duração do filme, 2 momentos me chamaram a atenção: em determinado momento, o personagem de Leonardo DiCaprio pergunta ao policial da Bureau of Investigation quem mandou os agentes para o Estado de Oklahoma, no qual o agente responde: "J. Edgar Hoover". Para quem não sabe, o todo poderoso da Bureau foi interpretado pelo próprio di Caprio no filme de Clint Eastwood. Outro momento que me encantou foi a rádio novela com sonoplastia, retratando crimes reais. É uma aula de cinema e de efeitos sonoros. Adaptado do livro escrito pelo jornalista David Grann, "Assassinos da lua das flores" é ambientado na década de 1920, no Estado do Oklahoma. Membros da nação indígena Osange recebem do governo terras improdutivas, mas para surpresa de todos, é descoberto petróleo na região, tornando os indígenas milionários. Mas mortes misteriosas vão ocorrendo na comunidade indígena, porém nada é feito para esclarecer. A convivência entre brancos e indígenas vai se tornando tensa. Ernest Burkhart (Leonardo DiCaprio), recém-chegado do front da 1ª guerra, está desempregado e chega no local convidado pelo seu tio, o rico fazendeiro Bill Hale (Robert de Niro). Ernest torna-se taxista e uma de suas passageiras é Mollie (Lily Gladstone), uma Osange que acaba se casando com Ernest, por pressão de Bale, que quer que a família herde as concessões das terras indígenas. Com um elenco de apoio magistral, que vai de Jesse Plemons, John Lithgow, Brendan Fraser e o próprio Scorsese, fazendo uma ponta, o filme tem uma estrutura narrativa que remete a outros filmes de Scorsese, tendo um 3º ato um acerto de contas violento que fará a alegria dos fãs ávidos por construção tensa que Scorsese sabe fazer muito bem. Um filme luxuoso, grandiloquente, épico, e mesmo longo, uma aula de como construir narrativa.
Premiado terror irlandês que traz elementos de "A hora do pesadelo", "Awake", "Round 6" e alguns filmes de David Cronemberg e John Carpenter. O maior mérito do filme é unir um excelente time de jovens atores irlandeses e uma vilã que parece ter saído de um filme dos anos 80 ou 90. A Blackwood Pharmaceutics é uma empresa que está desenvolvendo um novo remédio e abre inscrições para voluntários que sejam cobaias. Um grupo de estudantes se inscreve, necessitados do dinheiro. Eles descobrem que será um teste isolado, onde ficarão confinados. Mas os efeitos colaterais surgem: eles não podem dormir, e caso isso aconteça, eles morrem com sangramento interno. Os sobreviventes procuram uma forma de fugir do local e de descobrir uma cura. Um filme bem interessante, acima da média, com excelente fotografia e uma ótima direção de Ian Hunt-Duffy, que soube explorar as atuações do elenco em prol de um filme de orçamento baixo e efeitos simples.
O ator Tony Curtis abraça o desagradável nesse clássico thriller psicológico de 1968 dirigido por Richard Fleischer. O ator vive o serial killer Albert DeSalvo, o infame Estrangulador de Boston, um homem com dupla personalidade que aterrorizou a cidade durante o início dos anos 1960 (foram atribuídos a ele os assassinatos de 13 mulheres). A obra ficou marcada pela atmosfera ríspida da investigação. As cenas de violência explícita provocam mais um clima de mal-estar do que de suspense. O diretor divide a tela, mostrando em um lado a vítima, e no outro o criminoso preparando o bote. No terceiro ato, a linguagem é mais ousada, com Fleischer tentando penetrar na psique de DeSalvo, mostrando-o assolado por um distúrbio mental. Curtis está sensacional na pele desse homem encarcerado dentro da própria mente.
Escrito e dirigido pelo cineasta Matt Ruskin, "O estrangulador de Boston" é adaptado de uma história real: nos anos 60, em Boston, 13 mulheres foram estranguladas por um supsoto serial killer. No filme de 1968, "O homem que odiava as mulheres", Tony Curtis interpretou Albert DeSalvo, acusado de ter sido o assassino. Em "O Estrangulador de Boston", o filme apresenta o personagem, mas Matt Ruskin vai além. Na vida real, só se foi comprovado através de DNA que deSalvo tivesse participação em um dos assassinatos, mas não nos outros 12. Daí, o roteiro parte do princípio que o início da independência das mulheres, que começaram a morar sozinhas, seriam o alvo ideal de assassinos sexistas e machistas. Não seria apenas um, mas vários assassinos. Keira Knightley interpreta a jornalista Loretta McLaughlin, que escreve para o Boston Record American. Assim como ela, as outras mulheres da redação somente escrevem matérias sobre fofocas, culinária e vida social. Loretta fica intrigada com o assassinato de 3 mulheres estranguladas e deseja escrever uma matéria relacionando os eventos, mas seu chefe, o redator Jack (Chris Cooper) a proíbe, dizendo qiue ela não tem preparação para matérias sobre crimes. É aí, que Loretta se une à outra jornalista, Jean Cole (Carrie Coon), que costuma escrever matérias investigativas. Ambas lutam contra as famílias conservadoras, seus colegas de profissão machistas e colocam suas vidas em risco ao irem atrás do assassino. O filme lembra muito a estrutura narrativa de "Ela disse", com Carrey Mullighan e Zoe Kazan, que são jornalistas que unem forças contra o predador sexual Harvey Weisten, e para isso, precisam lutar contra todos, inclusive as famílias. Keira Knightley e Carey Coon estão bem em seus papéis, e o filme é bastante caprichado na produção. Senti falta de mais suspense na trama, que focou mais nas repórteres do que no possível assassino.
Diretora: Eva Spreitzhofer
Lisa se junta ao seu ex-namorado para investigar o desaparecimento misterioso de duas jovens, uma delas sua própria irmã. A busca fica mais obscura quando o corpo de uma das garotas é encontrado.
Direção: Julius Avery
Ótimo filme de terror adaptado de história real, é um grande início para uma possível franquia no estilo "Invocação do mal", adaptadas de casos reais vividos pelo Padre Gabriele Amorth, falecido em 2016 aos 91 anos. Não tenho medo de afirmar que esse é dos melhores filmes baseados em exorcismo: tem bom roteiro, ótimas performances (Russel Crowe além de trazer dignidade ao projeto, traz humor ao personagem), efeitos especiais que não dão vergonha e uma maquiagem que homenageia "O exorcista", com Linda Blair, incluindo a cena da forma de aranha que ela toma, aqui homenageada. Baseado em “Um Exorcista Conta Sua História” e “Um Exorcista: Mais Histórias”, livros escritos pelo Padre Gabriele Amorth, que foi um renomado padre católico e exorcista-chefe nomeado pela Diocese de Roma. O filme se passa em 1987. O Padre Amorth é incumbido pelo Papa (Franco Nero, lenda do cinema italiano) a averiguar o caso de uma possessão de um menino de 12 anos na Espanha. O menino, Henry, é filho da viúva Julia, que chegou na Abadia em San Sebastian, em Castela, Espanha, para reformar e vender o castelo, herança do seu marido morto. A filha adolescente Amy também está junto. Por conta de uma obra, o demônio AmosDeus é liberto e possui o corpo de Henry. Ao chegar na Espanha, Amorth trabalha com o padre local Padre Esquibel (Daniel Zovatto) para tentar resolver a possessão. Amorth enfrenta o demônio para descobrir o plano dele e para isso, Amorth precisa resolver seus traumas do passado que o atormentam. Impossível não lembrar de "Invocação do mal", quando temos um casal de parapisocólogos, um descrente e outro crente, mesma fórmula de 'Arquivo X". Aqui é o mesmo, com a dupla de padres lutando contra o Mal. Um filme dinâmico, bem dirigido, com ótima direção de arte e fotografia.
Diretor: Michael Mann
John Dillinger (Johnny Depp) era um criminoso audacioso e violento, mas que atraía a opinião pública ao seu favor, principalmente, porque dizia retirar das instituições financeiras o dinheiro que elas roubavam do cidadão. Seus assaltos a bancos e fugas rápidas enlouqueciam a polícia que não tinha condições de enfrentá-lo. Assim, prender o assaltante tornou-se uma obsessão do então burocrata J. Edgar Hoover (Billy Crudup), que disposto a tudo para fortalecer o famoso F.B.I., coloca Dillinger como o inimigo público número um. Para ajudar em sua missão, Hoover contrata o policial Melvin Purvis (Christian Bale) e o deixa igualmente obcecado pela captura do bandido, que se apaixona por Billie Frechetti (Marion Cotillard) e acaba complicando a sua vida.
Lançado em 1989, "Matador de aluguel", com Patrick Swayze, se tornou um clássico dos filmes de ação da época. Agora, o cineasta Doug Liman, dos clássicos de ação "Sr e Sra Smith", "No limite do amanhã", "Jumper" e "A supremacia Bourne" , traz um remake do filme com o astro Jake Gyllenhaal, após o grande fracasso de "Mundo em caos", com Tom Holland, Dayse Ridley e Mads Mikelsen. Visualmente, o filme, mesmo que ambientado nos dias de hoje, traz uma estética dos anos 80, e claro, muita porradaria interminável. De curioso, o elenco, composto de participações como o cantor Post Malone, interpretando um lutador na primeira cena do filme, e da grande surpresa e revelação do filme, o lutador de MMA Conor McGregor, em sua estréia como ator. Conor mostra bastante desenvoltura e carisma como o vilão do filme, um lutador cruel contratado para eliminar Dalton (Jake Gyllenhaal). Dalton foi um grande lutador de MMA mas que abandonou tudo ao matar um amigo durante uma luta. Ele é contratado por uma mulher, Frankie, dona de um bar em Florida Keys, chamado "A taberna", para ser segurança do local. Mas ele descobre que bandidos querem que Frankie venda seu bar para ali, construírem uma estrada e modernizar o local. Diante da negativa dela, os bandidos enviam o assassino interpretado por um Conor totalmente psicopata. O roteiro traz tudo o que se espera de um filme como esse, com a estrutura mítica do homem solitário e introvertido que é contratado para salvar um local da presença de bandidos. Com humor ácido e muita pancadaria, o filme diverte pelos exageros. É um passatempo correto e competente, dirigido com muita destreza e muitas boas cenas de pandaria e ação.
Dirigido por Rowdy Herrington
James Dalton (Patrick Swayze) é formado em filosofia, mas não está em uma universidade ensinando Sócrates pois optou por se tornar o melhor segurança. Ele tem como marca acabar com brigas sem matar, ou mesmo ferir muito alguém, enquanto tenta apaziguar a situação, apesar dele mesmo ter sido ferido várias vezes. Em razão disto é contratado por Frank Tilghman (Kevin Tighe), o dono do Double Duce, uma casa noturna em Jasper, Missouri. Tilghman quer que o local se torne de novo um lugar agradável e não o palco de constantes brigas. Dalton é logo ferido e é tratado por Elizabeth Clay (Kelly Lynch), uma bela médica da cidade. Eles se envolvem, mas Dalton descobre que Brad Wesley (Ben Gazzara), o "dono" da cidade, está interessado nela. Wesley está habituado a fazer qualquer coisa para atingir seus objetivos e para isto conta com capangas, que o ajudam a extorquir a população. Logo fica claro que Jasper é uma cidade pequena demais para Dalton e Brad.
Dirigido por Gordon Chan
Em O Medalhão, está escrito que no 4º mês do Ano da Serpente uma criança será escolhida para unir as duas metades do medalhão sagrado em um só e, ao seu toque, o medalhão será dotado de extraordinários poderes sobrenaturais. Isto está prestes a acontecer em Hong Kong. O detetive da polícia Eddie Yang (Jackie Chan) fica sabendo que estrangeiros rumam para o Templo Kwun Yum, assim avisa Arthur Watson (Lee Evans), que comanda uma equipe da Interpol. Por sentir uma certa inveja de Yang, Watson não permite que ele atue na operação. O diabólico Snakehead (Julian Sands) invade o templo e quer pegar o medalhão para si, mas antes precisa esperar que Jai (Alex Bao), o escolhido, complete um ritual. A Interpol entra no templo desordenadamente, o que dá chance de Snakehead e seus capangas de fugirem. Jai só fica ileso pois Yang entrou no templo por contra própria. Watson e Yang não entenderam por qual razão o templo foi invadido por Snakehead, que irritado ordena que seqüestrem Jai e o levem para Dublin, na Irlanda. Yang nem pensa que em Dublin, juntamente com Watson e Nicole James (Claire Forlani), uma agente da Interpol com quem está envolvido, ele viverá a mais fantástica aventura da sua vida.
Definifitivamente, não vão aos cinemas querendo levar esse filme a sério. Ele é uma galhofa do inicio ao fim, beirando o trash, isso desde o prologo inciial, protagonizado por um irreconhecivel Richard Dreyffus, que confessou só ter aceito fazer essa ponta por dinheiro. uhauhauhaa
E o filme, sim senhores, reúne não uma, nem duas, mas sim, todos os cliches sobre filmes de animais atacando banhistas, quase uma cópia descarada de TUBARÃO.
Numa cidade prestes a lucrar com a vinda de turistas em sua alta temporada, piranhas pré-históricas são liberadas após um abalo sísmico. Uma policial descobre a presença dos bichos e faz de tudo para evitar que os banhistas mergulhem na água, mas você acha que os políticos locais vão querer deixar de lucrar?
Muita mulher pelada, muita putaria, bebedeira, todos os signos da juventude desvairada repousam aqui. A gente torce para que eles sejam devorados pelos bichinhos, porque merecem, né? hehehehee
Os atores tem uma performance amadora, e fiquei pasmo de ver atores como, além de Dreyfuss, fazerem parte dessa bomba atômica: Elisabeth Shue, Christopher Loyd... ah, o dinheiro... ahuauha
Os sustos são todos bobos, daqueles que necessitam de som esttridente para causar impacto... e a cena final é das mais ridículas que já vi recentemente. Deu para dar algumas boas risadas, mas confesso, fiquei com saudades de PIRANHAS 2, cult de James Cameron, sobre piranhas voadoras. Esse fim, divertidissimo. Esse aqui só vale a pena por ser em 3D, e ter boas cenas subaquáticas.
Ah, o diretor é o frances Alejandro Aja, mesmo de ALTA TENSÃO, e VIAGEM MALDITA, esses sim, 2 bons filmes de terror.
Direção: John Gulager
1 ano após a chacina em Lake Victoria, provocada pelo ataque de piranhas pré-históricas, o local fica completamente abandonado. Em uma cidade próxima, Maddy, uma estudante de biologia, retorna, e encontra o seu padrasto inaugurando um parque aquático para adultos, chamado "Big wet", onde strippers se apresentam e os adultos são liberados a fazer o que quizerem. Maddy se irrita com seu padrasto, uma vez que ela é co-proprietária. O parque será inaugurado em breve, e muitos turistas estarão a caminho. Um grupo de amigos de Maddy, entre eles alguns funcionários do parque, logo descobrem que as piranhas estão atacando o local, só que agora mais vorazes e pior, voadoras. Maddy tenta convencer o seu padrato de não inaugurar o parque, sem sucesso. Divertida sátira aos filmes de "Tubarão" e da série "Piranha", essa comédia de humor negro sacaneia tudo e a todos, e mais parece uma paródia do que filme de terror. Para se gostar desse filme, não se pode levar nada a sério. Desde o primeiro até o último minuto, o que temos, são gagas e piadas que ridicularizam a cultura pop. Um exemplo disse são os personagens de Christopher Loyd e de David Husselhof. O primeiro, claro, interpreta um cientista louco, uma marca de Loyd desde que ele interpretou a série "de volta para o futuro". David Husselhof interpreta o personagem na famosa s;erie "Baywatch", agora, um salva-vidas no ostracismo e desacreditado. Os outros personagens, claro, são jovens desmiolados que só pensam em sexo. E o filme tem muitas cenas de nudez frontal, muita baboseira, citações pop, tudo feito para a geração nerd que se diverte com referências. Vendo dessa forma, o filme pode ser sim, muio bacana. Agora, para quem quizer ver um filme sério, de terror: melhor esquecer, pois essa não é a proposta do filme.
DIREÇÃO: James Cameron
Anne Kimbrough (Tricia O'Neil) é uma instrutora de mergulho que, ao investigar a morte de um mergulhador, descobre que os responsáveis são peixes parecidos com piranhas e que possuem asas. Ela tenta então convencer Tyler Sherman (Steve Marachuk), o gerente de um resort local, a cancelar a celebração anual de peixe frito.
Direção: Joe Dante
Maggie McKeown (Heather Menzies) é uma investigadora contratada para descobrir o paradeiro de Barbara Randolph (Janie Squire), que desapareceu junto com David (Roger Richman). Ela viaja pelos locais em que os dois estiveram até chegar na casa de Paul Grogan (Bradford Dillman), que vive em um acampamento de verão junto com sua filha Suzie (Shannon Collins). Incentivado por Maggie, Paul passa a investigar um complexo militar existente ao lado do local. Lá eles descobrem um laboratório onde estão diversos animais bizarros, perto de uma lagoa artificial. Ao escoar a água do local eles encontram os esqueletos de Barbara e David. É quando conhecem o dr. Robert Hoak (Kevin McCarthy), que revela que o local abrigava piranhas mutantes, criadas para serem usadas como arma na Guerra do Vietnã. Agora soltas, elas começam a fazer seguidas vítimas.
Diretor: Carlos Bolado
Dolores (Alice Braga) é uma brasileira, estudante de arte, que vive em San Diego. Quando viaja a Tijuana com suas amigas, ela encontra Damián (Diego Luna), um jovem e místico jornalista mexicano. É um passaporte perdido que os aproxima. Na Cidade do México uma intensa paixão surge entre os dois, mas Damián guarda um segredo que pode separá-los para sempre. O destino conduz o casal ao Brasil, onde Dolores precisa compreender os eventos que a cercam e Damián tem que tomar uma difícil decisão.