Segundo longa dirigido pela Atriz americana Shira Piven, é uma comédia dramática protagonizado por Kristen Wiig, que tem se tornado uma das atrizes mais requisitadas no Cinema independente americano. Revelada como roteirista e atriz na comédia blockbuster "Missão madrinhas de casamento", Wiig está seguindo um caminho diferente do desejado por todos os artistas em Hollywood. Flertando com o cinema independente, ela realizou recentemente vários filmes que agradaram a público e crítica, como "Walter Mitty", de Ben Stiller, e "Os irmãos esqueleto". Wiig interpreta Alice Klieg, uma mulher diagnosticada como portadora do transtorno de personalidade (Borderline). Ela faz tratamento com o psiquiatra (Tim Robbins), mas ao ganhar 86 milhões na loteria, resolve abandonar os remédios e usar o dinheiro para comprar espaço televisivo em um canal independente, dirigido por Rich (James Marsden) e tendo como garoto propaganda dos produtos anunciados Gabe (Wes Bentley). O canal está falindo e ambos os irmãos vêm uma chance de faturar algum dinheiro. No entanto, o desejo de Alice é ter um canal somente seu, e tendo como tema a sua vida. Diante de tal programa inusitado, onde ela relata fatos de sua vida, aliado a aulas de culinária e muitas bizarrices, o público reage bem e o programa é um sucesso. Mas o transtorno bipolar de Alice vai se intensificando e o programa vai se tornando bastante realista e cruel, recebendo vários processos judiciais. Com um tema tão bom, que tem um visual deliciosamente cafona, o filme não empolga. Frio, de ritmo arrastado, a grande razão de se assistir é acompanhar a performance brilhante de Kristen Wiig, em um papel dificílimo de uma mulher que age como uma montanha russa de emoções. Outro ponto alto é o elenco mega estelar: Além dos citados acima, ainda temos Joan Cusack e Jennifer Jason Leigh. Particularmente eu gostaria de ter me rendido ao filme emocionalmente, mas isso não aconteceu.
Direção: Kim Farrant
O casal Catherine (Nicole Kidman) e Matt (Joseph Fiennes) acaba de se mudar para o deserto australiano de Nathgari. A família é reservada e mantém pouco contato com as pessoas ao redor, até o dia em que uma grande tempestade de areia atinge a região e os filhos do casal desaparecem. A polícia passa a investigar o caso e, ao mesmo tempo em que rumores começam a correr na vizinhança afirmando que a culpa seria de Catherine e Matt, o passado rebelde da filha mais velha, Lily (Maddison Brown), ganha importância no mistério.
Dirigido por: Jean-François Richet
Pierre e Jacques, amigos que viajam para o litoral da França depois que o primeiro se divorcia. O problema é que cada um leva sua filha adolescente e Antoine acaba tendo um caso com a filha do companheiro. Enquanto ela quer contar a Laurent sobre o relacionamento, o amigo insiste o contrário e a jovem acaba não mencionando o seu nome, levando o pai a buscar quem é o homem que está com sua filha.
Esse é sem dúvida o filme mais comportado do cineasta e ator Eli Roth. Depois da franquia de violência explicita "O Albergue", Eli Roth nos apresenta um filme sádico... comedido. Talvez por isso, a participação de Keanu Reeves na produção e no elenco tenha sido fundamental para segurar a onda do gore de Roth. Impossível assistir ao filme e não se lembrar de "Funny games", de Michael Haneke. Claro, em outras proporções, mas a idéia é muito semelhante. Recentemente, Keanu Reeves fez um filme chamado "John Wick", também de premissa semelhante: no filme, ele era um assassino de aluguel que tinha sua casa invadida. Aqui, a energia é outra: apaixonado pela esposa e filhos, Evan (Reeves) resolve passar o fim de semana em casa trabalhando, enquanto a família vai para a praia passear. Na noite chuvosa, duas garotas surgem e pedem ajuda a ele. Logo ele descobre que as duas são psicopatas e prestes a destruir sua vida. Como roteiro, é bem simples. Um fiapo de história dessas merece um ótimo tratamento de direção, montagem, fotografia e trilha sonora que mantenham tensão e clima o tempo todo. Infelizmente, o filme não tem essa tensão. As duas atrizes até que são ótimas. Mas faltou ao roteiro um toque de cinismo e sadismo presentes no filme de Haneke, que aqui ficou óbvio. Keanu Reeves com certeza vai ser indicado ao Framboesa, pois sua atuação está por assim dizer, risível. Ele não consegue passar o terror de um homem à mercê de duas malucas, prestes a morrer. O final, parece um discurso moralista sobre o uso de redes sociais, e pode ser que o filme seja somente para passar essa mensagem. O filme vai ficar conhecido como , até onde eu saiba, o primeiro a fazer uso de merchandising do UBER em um filme. Com direito a detalhe de tela de celular e tudo. E o carro chega na hora estabelecida! Para uma boa diversão, tá valendo.
Drama baseado no livro de Amy Koppelman, traz a comediante Sarah Silverman em um papel dramático que lhe valeu o prêmio de Melhor atriz no Festival de Onemburg, além da várias outras indicações, incluindo o prestigiado SAG. Sarah sai do registro de comédia e entra no fundo do poço da personagem Laney. Casada e com 2 filhos, e vivendo uma vida confortável, Laney, inexplicavelmente, se entregou à depressão, drogas pesadas e sexo compulsivo com estranhos. Seu marido a leva para clínicas de reabilitação, sem resultado. Laney vai então se destruindo cada vez mais, sem se dar conta da destruição que ela provoca ao seu redor. Sarah Silverman definitivamente, explora o seu lado dramático e visceral que provavelmente chocou todos os seus fãs. Aparecendo nua, fazendo sexo pesado e consumindo drogas, Sarah sai totalmente de sua zona de conforto para provar que é capaz de fazEr drama. A atitude é mais do que louvável. Pena que o filme foi pouquíssimo visto, e consequentemente, pouca gente viu a sua bela e corajosa performance. Pode ser que a barra pesada da história tenha afastado a platéia. De fato, o diretor Adam Salky não faz concessões. O ritmo é muito lento e também contribui para o pouco interesse pelo projeto. O roteiro procura não explorar demais a trajetória de Laney, se atendo a cenas soltas e à sua condição de mulher depressiva. O filme foi exibido em Sundance e Toronto no ano de 2015.
Direção: Steve Pink
Adam (John Cusack) foi abandonado por sua namorada. Lou (Rob Corddry) adora uma festa, mas não consegue encontrá-la. Nicky (Craig Robinson) tem sua vida controlada pela esposa. Jacob (Clark Duke) é fanático por videogame e, por causa disto, raramente sai de casa. Eles são amigos e, após uma noite de muita bebedeira, acabam na banheira de hidromassagem de um resort de esqui. Sem saber como, eles acordam em pleno 1986. É a chance que têm para apagar erros do passado e criar um novo futuro.
Direção: Steve Pink
Nick (Craig Robinson), Lou (Rob Corddry) e Jacob (Clark Duke) voltam a se envolver numa misteriosa viagem no tempo através de uma banheira. Porém, acabam indo parar no futuro. Agora, eles tem a missão de mudarem suas atuais condições, a fim de salvar o passado que, na verdade, é o presente.
Filme de estréia do romancista e roteirista de cinema Alex Garland. Ele escreveu o livro "A praia", que deu origem ao filme de Danny Boyle com Leonardo di Caprio. Com o mesmo Danny Boyle, ele escreveu vários roteiros para filmes do cineasta inglês, entre eles, "Extermínio" e 'Sunshine". "Ex Machina" é uma ficção científica dramática. Mal comparando, era como se Terrence Malick resolvesse fazer um filme fantástico. O mesmo cuidado com enquadramento, a discussão filosófica sobre vida e morte, a atmosfera etérea e sublime em cima de uma narrativa lenta e instigante. Caleb (Domhnall Gleeson, do romance "Questão de tempo") é um jovem programador da Empresa de tecnologia e informática Blue Code. Caleb ganha um concurso interno e como prêmio, vai passar uma semana na mansão isolada nas montanhas de Nathan (Oscar Isaac, de "Inside Lewis David"), o Dono da empresa onde Caleb trabalha. Chegando lá, Caleb descobre que ele participará de uma bateria de sessões testes com uma andróide, batizada de Ava (Alicia Vikander, atual namorada do ator Michael Fassbender). Nathan está testando a inteligência artificial e para isso, precisa que Caleb seja a cobaia certa para poder concluir se a programação da Inteligência artificial chegou ao seu nivel máximo de perfeição. A partir daí, os 3 personagens disputam um intrigante jogo de poder e de sedução. Desde "A.I., inteligência artificial", de Spielberg, eu não via um filme tão curioso sobre andróides. Isso sem contar na obra-prima de Ridley Scott "Blade Runner". Todos esses filmes dialogam com a questão: E se as máquinas pensassem e agissem como homens, tomando atitudes próprias? O mais curioso, é que todos esses filmes usam a filosofia e a elocubração sobre a mortalidade para discutir a sua relação com o ser humano, o seu Criador. Impressiona que esse filme seja a primeira experiência do cineasta Alex Garland. Tudo é bem estudado e preciso no filme: a direção segura, o roteiro cheio de reviravoltas, o elenco formidável, os efeitos muito bons para um filme de baixo orçamento e a trilha sonora e fotografia contribuindo para contar essa fábula da forma mais brilhante possível. Faltou pouco para esse filme ser um clássico. Talvez 15 minutos e menos, talvez um final mais arrebatador. No entanto, já está bem acima da média de muitas ficções científicas que surgiram ultimamente. esse definitivamente, merece ser visto e apreciado. O ritmo é lento, porém contemplativo.
O cineasta Rick Famuyiwa, filho de imigrantes nigerianos, tem um currículo de longas independentes com protagonistas negros. Agora, com "Dope", vem a consagração em vários Festivais, entre eles o de Sundance, de onde saiu com um prêmio técnico de edição. Impossível não ver o filme e não associá-lo o tempo todo ao Cinema de Spike Lee, principalmente os seus filmes dos anos 80 e 90, como "Faça a coisa certa" e "She's gotta have it". Em uma mistura de drama social, comédia e até policial, Rick Famuyiwa cria um delicioso painel pop da cultura rapper dos anos 90 até os dias de hoje, muito bem fotografado e com ótimos atores. Os seus 3 protagonistas, os amigos Malcom, Jib e Diggy estudam em uma escola secundária e são apaixonados pela cultura rapper dos anos 90, se vestindo como tal. O sonho de Malcom é entrar em Harvard, mas é desaconselhado pelo seu conselheiro. Um dia, Malcom conhece um traficante que pede para que Malcom convide uma jovem para uma festa. Ela aceita o convite, contanto que Malcom também vá. Assim, os 3 amigos frequentam a festa, porém na alta madrugada, traficantes rivais a invadem e provocam corre corre. O traficante, Dom, na correria, coloca drogas e uma arma na mochila de Malcom, que depois fica sem saber o que fazer. Muito bem dirigido, super pop e moderno na concepção técnica e artística, o filme ainda tem uma trilha sonora espertíssima. Talvez a duração tenha uns 20 minutos a mais, dando a impressão do filme não acabar nunca. Mas no final, fica um gosto de ter visto algo divertido, mesmo que sem originalidade.
Direção: Marielle Heller
Em O Diário de uma Adolescente, Minnie Goetze (Bel Powley) é uma garota de 15 anos aspirante a artista de histórias em quadrinho, amadurecendo em plena década de 1970 em São Francisco. Insaciavelmente curiosa pelo mundo ao redor dela, Minnie é uma típica jovem adolescente. Exceto pelo fato de dormir com o namorado da mãe dela.
Adaptação do livro de David Ebershoff, que narra a história real da primeira Transsexual operada notificada na história. Lili Elber acabou morrendo de complicações decorrentes da cirurgia, ainda inovadora para os anos 20, mas foi categórica que queria ser uma mulher por completo, ficando obcecada por essa questão. Lili Elber na verdade era o alter ego feminino de Einar Wegener (Eddie Redmayne), um pintor de paisagens casado com a pintora Gerda Wegener (Alicia Vikander), que por sua vez pintava figuras humanas. Quando uma de suas modelos falta ao serviço, Gerda solicita ao seu marido para que vista um figurino feminino para servir de modelo. A partir daí, deflagra em Einar um processo psicológico que já hibernava dentro dele desde criança: a necessidade de dar vida a sua porção feminina. No início Gerda se diverte e ajuda seu marido a se travestir e criar a persona de Lili, mas quando entende que a necessidade de ser uma mulher é real, Gerda teme perder o marido. Ao mesmo tempo, "Lili" vai aflorando o seu lado feminino e sente-se atraída por homens, mas para tal, precisa se livrar de sua genitália, o grande empecilho para a sua total realização. Tom Hooper já provou ser um grande cineasta com "O discurso do Rei" e "Os miseráveis", mas aqui ele pesa na mão do drama e o filme tende a um grande novelão. Dois grandes atores, Matthias Schoenaerts e Ben Wishaw, estão sem vibração e parecem estar no piloto automático. Alicia Vikander é ótima atriz (ela parece muito com a brasileira Nanda Costa) mas a personagem carece de um carisma maior. Cabe a Eddie Redmayne colocar o filme no patamar merecido de um bom filme, mas eu mesmo confesso ter esperado um pouco mais de sua performance. ele passa quase toda a sua porção feminina distribuindo sorrisos e olhares, e o grande conflito da personagem me pareceu vazio. O filme acabou ficando belo na forma e conteúdo, com lindas locações em Copenhague e Paris, bela fotografia, maquiagem, figurino e direção de arte. Mas a alma, essa realmente ficou devendo. O filme concorreu em Veneza 2015.
Pense na melhor novela que você já assistiu na vida: aquela com uma trama cheia de paixões proibidas, intrigas, traições. Ambientado em locações maravilhosas, fotografia esplendorosa, trilha sonora emocionante. E claro, interpretado por 2 das atrizes mais extraordinárias que existem na face da terra. Pense naquela Direção sofisticada, inteligente, respeitosa, que sabe dosar como ninguém o melodrama sem ficar meloso. Poderíamos estar falando de Douglas Sirk, o Rei do melodrama americano dos anos 50, de quem Todd Haynes é grande admirador. Poderíamos estar falando de "Longe do paraíso", um filme de Todd Haynes com Juliane Moore que pode ser visto como uma parte de uma trilogia sobre o amor proibido ambientado em uma época regida a convenções sociais e muito escândalo moral (Longe do paraíso, Mildred Pierce e Carol). "Carol" é daqueles filmes onde o espectador torce muito pelos personagens, como toda boa novela. é filme de primeiríssima qualidade, premiado mundo afora, e entre os prêmios, Melhor Atriz em Cannes para Rooney Mara (não entendo como esse prêmio não foi dividido com Cate Blanchett, esplêndida). Pode-se comparar esse filme com "Brokeback mountain": uma versão feminina sobre uma jovem que descobre o amor por alguém do mesmo sexo e entra em um conflito interno terrível até que resolve assumir o romance. Mas a sociedade é cruel e irá punir essa relação. O filme é baseado em romance de Patricia Highsmith, uma das autoras preferidas de Alfred Hitchcock. de quem ele adaptou "Pacto sinistro". Carol (Cate Blanchett) é uma mulher prestes a se divorciar. Ela tem uma filha pequena e o marido quer a custódia dela. Durante uma compra em uma loja de departamentos, ela conhece Theresa (Rooney Mara), uma vendedora apaixonada por fotografia. Rola uma quimica no olhar. Carol esquece suas luvas e Theresa envia por correio. Para agradecer, Carol a convida para vir para sua casa. A partir daí, cresce a amizade entre as duas mulheres, que vão culminar em um amor poderoso, mas proibido. Todd Haynes sabe filmar com tanta elegância que fico estupefato com as marcações de cena, com os enquadramentos, e o uso da fotografia para emanar sentimentos. Curioso seria comparar também esse filme com "Azul é a cor mais quente"; enquanto ali o tesão e a paixão evolui de forma quente e explosiva, aqui tudo é muito interiorizado, minimalista. Dois filmes brilhantes, dois olhares distintos sobre o mesmo tema. Um clássico.
Dirigido por: Jared Cohn
A filha de um rico corretor imobiliário se apaixona por um homem mais jovem, que a apresenta ao B&D e S&M. Usando sua recém-despertada proeza sexual, ela finalmente assume o controle de sua própria vida.
Vencedor do Prêmio Fipresci em Cannes 2016, além de outros importantes prêmios em Festivais mundo afora, "Toni Erdmann" é um raro filme de gênero alemão. Todo mundo sabe que quando anunciam uma comédia alemã, as pessoas mal esboçam um sorriso. Mas aqui é diferente: durante as suas quase 3 horas de duração, a platéia ri em muitas cenas, descaradamente. E mais: se emociona com cenas de grande voltagem sentimental. Winfrid (o fantástico Peter Simonischek), professor de música aposentado, após a morte de seu cachorro, resolve visitar sua filha Ines (a também fabulosa Sandra Hüller), uma business woman totalmente voltada para o trabalho. Ele chega em Bucareste e para surpresa de Ines, ele surge de repente. Sentindo-se culpada, ela o hospeda em seu quarto de Hotel, mas logo se arrepende: seu pai é um intrometido e tenta sempre fazer piadas para animar a filha, uma mulher séria. Ele cria o personagem Toni Erdmman, que usa peruca e dentadura, e aos poucos, vai transformando a filha em uma outra pessoa. O tema do filme lembra bastante a recente comédia dramática "A intrometida", com Susan Sarandon e Rose Byrne, no papel de mãe e filha que também mantêm rusgas pelo excesso de zelo da mãe. Com um excelente trabalho de direção, e uma meia dúzia de cenas antológicas (a cena de Ines cantando "The greatest love of all", de Whitney Houston, e a cena de aniversário nudista são impagáveis), "Toni Erdmann" agrada pelo extremo carisma do personagem que dá nome ao filme. Mas na verdade, a protagonista do filme é Ines. É através dela que vemos quem é esse pai, e de que forma o mundo machista a maltrata. Para mim, o flime teria sido uma obra-prima caso tivesse cortado meia hora de filme.
A grande polêmica em Cannes 2016 foi esse filme ter ganho a Palma de Diretor, dividido com Christian Mugiu, quando haviam outros fortes concorrentes no páreo. Daí você assiste ao filme e também contesta essa Palma de Diretor. Afinal, o que foi que o juri viu no filme? Maurenn (Kristen Stewart, cada vez mais abraçando o cinema autoral), é uma personal shopper de uma celebridade francesa. O seu irmão gêmeo, que é médium como ela, faleceu de ataque de coração. Maureen sente que Lewis, seu irmão, quer manter contato com ela. Do nada, ela começa a receber mensagens de whatsapp em seu celular, acreditando ser o espírito de Lewis. Curioso, mas nunca arrebatador, "Personal shopper" instiga pelo fato de você não saber para onde ele irá caminhar: drama, suspense, filme espírita? Afinal, o que Olivier Assayas quiz falar no filme? Sobre a falta de religiosidade no mundo? O aumento do ceticismo? As locações em Paris e outros países, como Inglaterra e Marrocos foram belamente fotografadas, e a trilha sonora ajuda a compôr a ambientação sofisticada e misteriosa da história. Mas de verdade, passei metade do filme me lembrando de Winona Ryder em "Stranger things" e a tentativa de se comunicar com o seu filho. Kristen Stewart ousa surgindo semi-nua no filme, revelando que o caminho dela de atriz está se solidificando agora.
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Drama francês co-escrito e dirigido por Arnaud des Pallières, apresenta 4 estágios na vida de uma mulher: criança, adolescente e aos 20 e 30 anos. O filme é narrado de trás pra frente. Somos apresentados a Reneé (Adèle Haenel), uma professora para crianças, que é presa pela polícia. Grávida, seu namorado quer saber o motivo da prisão. O filme retrocede no tempo. Sandra (o verdadeiro nome de Reneé, interpretada agora por Adèle Exarchopoulos) conhece um apostador de Jockey mais velho e se torna sua amante. Ela conhece Tara (Gemma Arterton) e com ela bola um plano para roubar apostadores no Jockey. O filme retrocede e agora vemos Sandra adolescente. Ela foge de casa, por conta dos maus tratos de seus pais, e vai pulando de casa em casa, trocando de homens. Voltamos ao tempo e agora vemos Sandra criança, morando com seu pai, e testemunha de uma tragédia envolvendo 2 amiguinhos dela. Os roteiristas parece que escreveram odiando a personagem de Reneé/Sandra: ela passa por tantas tragédias e situações humilhantes, que me incomodou bastante. Quanto sofrimento. As atrizes estão bem, mas o acúmulo de tragédias na vida dela me deixou atordoado. E toda a trama policial no Jockey, não gostei. Preferia que o filme tivesse ficado em torno dos dramas de Sandra e os homens, mas sem esse sub-plot do roubo.
Existem poucos Cineastas narcisistas e vaidosos no mercado, mas creio que nenhum se compara a Nicholas Winding Refn, que assina nos créditos apenas como "NWR". Diretor dos cults "Drive" e "Somente Deus Perdoa", Refn realizou um dos filmes mais bizarros e polêmicos do ano. Vaiado à exaustão em Cannes, onde esteve em competição, o filme elabora uma metáfora sobre a vaidosa e a inveja no Universo das super modelos. Cenas de necrofilia (que atriz Foda é Jena Malone, corajosa e totalmente fora da casinha), canibalismo e nem procurem encontrar respostas concretas para tudo o que acontece na meia hora final. Para mim, é delírio visual e provavelmente muitas drogas consumidas por Refn e os outros roteiristas do filme. Sempre fui a favor da liberdade criativa dos autores, e aqui, não existem concessões. Jesse (Ellen Fanning, linda em sua beleza glacial) é uma aspirante a modelo que tenta a sorte em Los Angeles. Ela conhece uma maquiadora de modelos e que trabalha nas horas vagas maquiando cadáveres. Ruby (Jena Malone), que se apaixona de imediato por Jesse. Quando Jesse vende uma seleção, ela ganha a antipatia de uma dupla de modelos. Com um elenco cult, que vai de Karl Glusman (do filme "Love", de Gaspar Noé) e Keanu Reeves, fazendo um tipo bronco, o filme provavelmente suscitará muita ira dos espectadores desavisados. Tem um ritmo lento, mas as imagens escandalosamente belas e estilizadas e a fotografia publicitária, a cargo de uma mulher, Natasha Braier, conferem interesse. A trilha sonora remete aos sintetizadores dos anos 80, marca registrada de Refn. Para quem quer assistir a algo inusitado e diferente, essa é uma grande pedida. Mesmo que por curiosidade.
Direção: Jake Szymanski
Os irmãos Mike (Adam Devine) e Dave (Zac Efron) tem fama de arruinarem as festas da família. Sabendo disso, sua irmã, que está de casamento marcado, decide que eles só irão ao casório se encontrarem parceiras que os controlem. Depois de colocarem um anúncio online, duas meninas dos sonhos (Anna Kendrick, Aubrey Plaza) aparecem. O que eles nem desconfiam é que as duas são suas versões femininas - fazendo de tudo para manter a classe e ganhar uma viagem de graça para o Havaí.
Direção e roteiro: Jonathan Jakubowicz
Biografia do pugilista panamenho Roberto Duran, que praticou o boxe entre 1968 e 2002. Junto de seu treinador Ray Arcel, ele conquistou um grande feito quando derrotou Sugar Ray Leonard, em 1980. No entanto, na partida seguinte, Duran surpreendeu a todos ao abandonar a luta.
![]() Primeiros Beijos |
![]() Masturbação |
![]() Sexo Oral |
![]() Mais Sexo Oral |
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Direção: Park Chan-wook
Festejado em Cannes 2016, de onde saiu com o Prêmio de contribuição artística, "A criada" é desde já um filme que nasceu clássico, e com certeza dos melhores do ano. Um filme essencialmente adulto, perverso, erótico e muito fetichista, o diretor de "Oldboy" conseguiu se superar, realizando aqui o seu trabalho mais apurado tecnicamente, em todos os sentidos. A fotografia escandalosa, de seu parceiro Chung-hoon Chung, aliado ao trabalho de câmera e enquadramentos, fazem cada fotograma se tornar uma pintura. Fora isso, a trilha sonora, a direção de arte e o figurino esbanjam primor. "A criada" é uma fábula mais sexualmente explícita do que "Azul é a cor mais quente", com as cenas mais quentes de sexo entre duas mulheres que você já viu em um filme de arte. Ambientado nos anos 30, com a Coréia dominada pelo Japão, acompanhamos um triângulo amoroso: Um conde arma um plano com uma jovem camponesa, Sook-Hee, para que essa trabalhe para uma nobre japonesa, Lady Hideko, que está adoentada desde que sua tia se suicidou. Sook Hee passa a cuidar de Hideko, acompanhada de perto pelo vigarista Conde Fujiwara, que planeja se casar com Hideko e se apropriar de sua fortuna. No entanto, a trama toma um rumo inesperado. O filme, poderoso por si só, deve muito de seu sucesso e vigor ao trabalho do trio principal, essencialmente as duas atrizes, Kim Tae-ri e Kim Mi Hee, Sook Hee e Hideko respectivamente. As duas se entregam de corpo e alma, e não economizam nas cenas eróticas. O filme é repleto de cenas antológicas, como a leitura para os aristocratas ou a segunda cena do enforcamento. Espere um filme complexo, adulto, proibido. Longo, com quase 2:40 horas, é para ser absorvido aos poucos, em uma trama que muitos críticos compararam a Hitchcock e sua "Rebecca". O filme está mais para 'Rashomon", de Kurosawa, ao surpreender na sua trama e mostrar o ponto de vista de uma mesma ação em diferentes olhares dos personagens. Obrigatório.
Diretor: Matthew Ross
Quando o talentoso chef Frank (Michael Shannon) conhece a aspirante a designer de moda Lola (Imogen Poots), ele se apaixona instantânea e violentamente. Até que os segredos do passado negro de Lola são revelados, e os amantes acabam sendo atraídos para uma teia de sexo, ciúme e vingança. Duas pessoas presas na paixão e obsessão.
Direção: David Leveaux, baseado no livro de 2003 de Alan Judd, The Kaiser Last Kiss
Um agente da resistência holandesa na Segunda Guerra Mundial, trabalha disfarçado para Wiston Churchill para infiltrar um agente na casa do Kaiser. Um perigoso romance inflama entre um oficial alemão e uma jovem holandesa judaica, enquanto ocorre a corrida nazista para identificar e eliminar o agente por trás da deserção potencialmente desastrosa de seu ex-imperador para a Inglaterra.
Direção: Dan Mazer
Um dia após o funeral de sua avó, Jason Kelly (Zac Efron) é encarregado de levar seu avô, Dick Kelly (Robert De Niro), até Boca Ratón, na Flórida. A viagem não o agrada nem um pouco, já que em poucos dias ele irá se casar com a controladora Meredith (Julianne Hough) e, diante da proximidade do evento, tem várias pendências a resolver. Apesar disto, Dick insiste que o jovem viaje com ele. Logo o avô se revela bastante assanhado, já que não vê a hora de voltar a transar com uma jovem, algo que não faz há 15 anos.
Direção: Eli Roth
Um grupo de cinco amigos sai de férias para uma cabana isolada na floresta. Um deles contrai um vírus comedor de carne após encontrarem um homem contaminado pedindo ajuda na estrada. A doença se espalha entre eles e seus verdadeiro sentimentos surgem, fazendo eles lutar para sobreviver ao vírus e uns aos outros.
Direção: Ti West
Dias após um vírus comedor de carne consumir seus amigos, Paul (Rider Strong) emerge de uma vala devastado pela doença, mas com a missão de avisar os outros sobre o perigo. Porém, ele precisa agir rápido já que a água contaminada foi engarrafada e será distribuída em uma escola secundária que está organizando um baile de formatura que pode se tornar um macabro encontro.
Dirigido por Kaare Andrews
Um vírus se espalha por uma ilha, onde alguns jovens promovem a despedida de solteiro de um amigo. O filme mostra a origem do vírus dos 2 filmes anteriores.
Dirigido por Travis Zariwny
Remake do filme Cabana do Inferno (2002), um grupo de cinco amigos se isola em uma cabana na floresta e são aterrorizados por um vírus comedor de carne.
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Direção: April Mullen
É em um fim de semana inesperado e desinibido que um caso de amor apaixonado se inicia entre duas mulheres. Dallas, carpinteira, e Jasmine, uma editora de moda, compartilham uma conexão poderosa e imediata que inevitavelmente vai mudar a vida das duas para sempre.
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Direção: Bryan Buckley
Em 2004, Hope Ann Greggory (Melissa Rauch) se tornou heroína americana após conquistar a medalha de bronze para a equipe de ginástica feminina. Hoje ela ainda vive em sua pequena cidade natal e encontra-se liquidada e amargurada. Presa no passado, Hope deve reavaliar sua vida quando uma promissora atleta se aproxima pedindo ajuda - e ameaçando seu status de única celebridade local.
Direção: Scott Moore, Jon Lucas
Sobrecarregadas pelas exigências natalinas, Amy (Mila Kunis), Kiki (Kristen Bell) e Carla (Kathryn Hahn) são surpreendidas por inesperadas visitas de suas respectivas mães dias antes do 25 de dezembro. Cada qual à sua maneira, Ruth (Christine Baranski), Sandy (Cheryl Hines) e Isis (Susan Sarandon) abalam emocionalmente as herdeiras e deixam a naturalmente estressante época ainda mais difícil, induzindo novos atos de rebeldia por parte das imperfeitas mamães.
Dirigido e escrito por Jon Lucas e Scott Moore
Uma mulher (Mila Kunis), com vida aparentemente perfeita - bom casamento, filhos exemplares, ótimo emprego, etc - acaba ficando estressada além do ponto com as obrigações domésticas. Cansada da situação, ela se une a duas outras mulheres (Kathryn Hahn e Kristen Bell) que passam pelos mesmos problemas e juntas iniciam uma intensa jornada de libertação.
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Direção: Walter Hill
Um assassino é traído por gangsters e cai nas mãos de uma desonesta cirurgiã que o transforma em uma mulher. Em busca de vingança, o assassino, agora assassina, contará com a ajuda de Johnnie (Caitlin Gerard), uma enfermeira que também tem segredos obscuros.
Diretora: Lynne Ramsay
Dirigido e escrito por Ruben Östlund
Num futuro próximo e imaginário, a monarquia é abolida na Suécia, e o Palácio Real de Estocolmo transformado num museu de arte contemporânea. Christian, curador de artes da instituição, prepara uma instalação com o título de "The Square" (O quadrado), na qual é encorajada a confiança e a solidariedade entre os visitantes.
Difícil de acreditar que o mesmo Diretor dos ótimos "50%", com Seth Rogen e Joseph Gordon Levitt e de "meu namorado é um zumbi", tenha realizado esse "Viagem das loucas". O que ele tinha nesses outros filmes, delicadeza, sensibilidade e poesia, aqui se perdeu totalmente. Talvez tenha sido influência de Amy Schumer, uma comediante popular pelos seus improvisos e boca suja (algo Tata Werneck), mas a verdade é que esse filme tem um roteiro muito fraco, repleto de estereótipos sobre a América Latina. Incrível também que o roteiro tenha sido escrito por uma mulher, uma vez que o filme está repleto de piadas machistas, e fazendo dos personagens femininos caricaturas dos homens broncos e maus. O que salva o filme é a presença de Goldie Hawn, uma grande comediante, que mesmo com material tão frágil, consegue tirar água de pedra. Amy Schumer tem um tipo de humor que ou você gosta, ou não gosta, pois fica sempre com a mesma expressão o tempo todo. Confesso que consegui rir de umas 3 a 4 piadas sujas, daquelas bem escatológicas (a do banheiro, dela limpando a vagina, é muito engraçada). Mas esse tipo de humor parece estar com os dias contados, por conta do politicamente correto. Realizadores como os irmãos Farrelly, de "Eu, eu mesmo e Irene" e "Quem quer ficar com Mary" talvez não tenham mais espaço hoje em dia. Amy interpreta Emily, uma loser que no mesmo dia perde o emprego e é abandonada pelo namorado. Ela resolve viajar para o Equador, e como ninguém quer ir com ela, ela decide levar sua mãe, Linda (Goldie Hawn), com quem ela não se comunicava há tempos. As duas acabam sendo sequestradas por traficantes, pedem ajuda no consulado americano (claro que não dá certo) e acabam se metendo em mil confusões. Até mesmo, matando traficantes! Muitas piadas não funcionam, e o ritmo é bem arrastado. Mesmo assim, o filme fez um certo sucesso nas bilheterias americanas. Gosto muito da Goldie Hawn, e espero que ela volte em uma comédia que valorize seu humor maravilhoso. A excelente Joan Cusack faz um papel aqui bobo, totalmente desperdiçada.
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Direção: Noël Wells
Na casa dos 20 anos, Emily Martin se muda de Austin para Los Angeles com a intenção de perseguir sua carreira de comediante. Quando um parente da família morre, ela retorna para a cidade e se defronta com a estranha situação de ficar na casa do ex-namorado, que possui uma nova namorada, até o funeral.
Direção: Malcolm D. Lee
uatro amigas de longa data partem em uma longa jornada em busca de diversão por Nova Orleães, para participar dos grandes festejos anuais da cidade, o Essence Festival. Lá, a as intimidades são reavidadas e todos voltam a se aproximar com a animação. Ao mesmo tempo, o lado selvagem de algumas se mostra, e a experiência pode mudar a vida de todas para sempre.
Em Gauguin - Viagem ao Taiti, no ano de 1891, o artista Paul Gauguin decide, por conta própria, se exilar no Taiti. Lá, ele espera reencontrar sua pintura livre, selvagem, longe dos códigos morais, políticos e estéticos da Europa civilizada. Mas, no local, acaba se afundando na selva, enfrentando a solidão, pobreza e a doença. E deve se reunir com Tehura, que se tornou sua esposa e o tema de suas maiores pinturas.
O que mais me chamou a atenção nesse filme de ação e aventura protagonizado por Charlize Theron, foi a participação de Barbara Sukowa no filme. Pouca gente deve lembrar, e ela aqui ainda faz uma pequena participação, muito aquém de seu gigantesco potencial. Mas como o dinheiro é quem manda, ela interpreta uma médica da perícia em Berlim. Para quem não sabe, Barbara Sukowa foi uma das grandes musas de Fassbinder, estrela de "Lola" e "Berlin Alexanderplatz", alem de ter trabalhado com Lars Von Triers em "Europa", depois fez também o premiado "Hannah Arendt". "Atômica" se passa logo antes da derrubada do muro de Berlim, novembro de 1989. Charlize interpreta Lorraine, uma agente do MI6 inglês, que vai até Berlim descobrir quem matou um agente do grupo, e aonde está uma poderosa lista com nomes de espiões. O mundo estava sob o efeito da Guerra fria, e não se pode confiar em ninguém. Para ajudá-la, estão os agentes David Percival (James McAvoy) e a francesa Delphine (Sophia Boutella, de "Kingsman"). Com um super elenco, que inclui ainda John Goodman, Eddie Marsan e Toby Jones, "Atômica" é um filme totalmente estilizado, bem ao gosto de Nicholas Windfren Refn, de "Drive", repleto de cores fortes e ácidas e com uma maravilhosa trilha sonora repleto de hits dos anos 80. Não tem também como não mencionar o brilhante plano-sequência de mais de 10 minutos, com Charlize distribuindo porrada para tudo quanto é lado. "Atômica" a resposta para os filmes de brucutus dos anos 80 e 90, e depois de "Mulher Maravilha" e as princesas modernas da Disney, parece que elas vieram pro ataque mesmo. O Cineasta David Leitch foi stunt por quase toda a sua carreira, e seu próximo projeto será a Direção de "Deadpool 2".
Dirigido por Sonny Laguna e Tommy Wiklund
Quando Edgar decide vender um boneco de aparência nefasta em uma convenção, o inferno começa quando os bonecos ganham vida e partem para uma matança.
Direção: Florian Henckel von Donnersmarck
Kurt Barnert (Tom Schilling) é um artista alemão que conseguiu escapar da Alemanha Oriental. Agora, ele vive seus dias na Alemanha Ocidental, mas ainda assim é atormentado pelos traumas da sua infância sob o regime dos nazistas e da República Democrata Alemã (RDA).
Adaptado para o cinema e para a tv, e também como série de tv com Cristina Ricci, "Lizzie", adaptação do famoso caso envolvendo Lizzie Borden, ganha nova versão, dessa vez produzido e protagonizado por Chloe Sevigny e co-estrelado por Kirsten Stewart. Em 1892, em Fall River, Massachussetes, o pai e a madrasta de Lizzie foram encontrados mortos a machadadas, cada um com mais de 40 golpes. A suspeita recaiu sobre Lizzie, mas após julgamento, ela foi absolvida, pois nada foi provado contra ela. Essa nova versão, adaptada para os tempos de diversidade sexual e feminismo, apresenta uma versão polêmica: Lizzie tem uma relação conflituosa com seu pai e madrasta. Ela acreditava que seu pai estava querendo tirar ela do testamento. Fora isso, ele a maltratava fisicamente. Quando a empregada Bridget (Stewart) começou a trabalhar na casa dos Borden, Lizzie presenciou seu pai estuprando a serviçal. Lizzie nutria um flerte sexual por Bridget, o que aparentemente era correspondido. O desfecho do filme apresenta uma versão muito pessoal na hora do assassinato, mas segundo constam os arquivos reais, nada foi comprovado. O cineasta Craig William Macneill conduz o filme com bastante frieza narrativa, refletida em seu ritmo bastante lento. É um filme ousado, violento e bastante angustiante. Vale assistir pelo trabalho das duas ótimas atrizes (e como Stewart tem crescido como atriz!!). Em atuações viscerais, ambas ficam nuas em cena. Não é um filme fácil de ser absorvido, dada a natureza de sua história cruel. Para quem não consegue assistir cenas de maus tratos com animais, há uma cena cruel contra pombos. O filme concorreu em Sundance 2018, mas saiu d elá sem prêmios.
Curioso como a direção do filme coube a Sam Taylor Johnson, que é uma cineasta inglesa tem em seu currículo o filme "O garoto de Liverpool", de onde conheceu seu marido, o ator Aaron Taylor Johnson. Vários DiIretores haviam sido convidados, entre eles Joe Wright e Steven Soderbergh, mas declinaram. Baseado no best seller de E. L. James, a trilogia "Cinquenta tons de Cinza " (na verdade, o Grey, traduzido para cinza, é o nome do protagonista, Christian Grey. O título se refere a um contrato entre Grey e Anastasia, uma jovem estudante de literatura por quem ele se apaixona. O Contrato, redigido por Grey, prevê uma relação entre Dominador e Submissa, expressa em vários itens e cláusulas. Descobrimos que Grey, um bilionário solteiro, curte ser Dominador e possui um quarto de Jogos eróticos em seu apartamento. Ele vê em Anastasia a pessoa perfeita para manter uma nova relação: Jovem, bonita, ingênua, curiosa, apaixonada e... virgem! E como a mensagem do filme quer pregar, dinheiro compra tudo, menos a felicidade. Jamie Dornan e Dakota Johnson (Filha dos atores Don Johnson e Melanie Grifiths) fazem o que podem, mas o que se ouviu ao longo do filme na sessão que assisti eram risadas que para mim, soavam mais como constrangedoras, tal o absurdo da história e da relação entre o casal. Tecnicamente, o filme é muito bonito: fotografia, direção de arte, figurino, trilha sonora, tudo requintadíssimo, dando vida a esse Universo do bilionário sedutor. Mas como levar a sério um filme, cujos livros venderam mais de cem milhões de cópias, onde o tema principal é sexo sadomasoquista, e o que vemos nas cenas são simples palmadinhas que qualquer criança já levou pior de seus pais? Acho que faltou ao critério dos produtores americanos uma visão mais explicitamente erotizada desse universo do machista sedutor, melhor presente em clássicos como "9 semanas e meia de amor" e "Louca paixão", de Paul Verhoeven, realizada em 1973! A conclusão que tiro é que nesses nossos novos tempos, o mundo ficou careta. Quando Lars Von Triers filma "Ninfomaníaca" e mostra uma cena masoquista entre Charlotte Gainsbourg e Jamie Bell é uma grita danada, e o filme acaba sendo banido em vários países. Nenhum produtor sensato quer isso para seu filme, se ele almeja lucro. E assim, faz-se uma versão asséptica e fria sobre uma relação carnal, somente sexo, sem amor. O filme, devo dizer, é um grande tédio, e o desfecho, abrupto, pegou os espectadores de surpresa. Parece tudo uma pegadinha. Aguardemos os próximos dois filmes da trilogia.
O cineasta americano James Foley tem em seu currículo 2 grandes filmes independentes: "Caminhos violentos" e "O sucesso a qualquer preço". Fora isso, dirigiu clipes da Madonna e o seu filme cult "Quem é essa garota?", além de episódios de "Twin Peaks" e "Hannibal". Com esse currículo, era de se esperar que Foley trouxesse sangue novo ao segundo filme da trilogia do personagem Christian Gray. Mas não há Cristão que salve um roteiro meia boca. O mais divertido é ler críticas brasileiras e ver escrito pelo crítico que a finada sessão Cine Privê da Bandeirantes era mais sensual e excitante do que o filme da saga do bilionário. A bem da verdade, existem umas duas cenas aqui até apimentadas na ideia, mas infelizmente na execução ficaram totalmente frias como um freezer. É a tal pornografia chique de butique, onde muito se alardeia mas nada se apresenta. Ou alguém acha que o espectador que vai ver esse filme não tá a fim de ver uma sacanagem? Fico imaginando também o que as feministas não diriam desse filme, mas provavelmente elas nem o verão. Uma fábula erótica sobre uma jovem ingênua seduzida pelas ordens de seu amado e que aos poucos vai aprendendo as delícias de apanhar não parece ser o filme Ideal para as mulheres. Mas na sessão que eu fui, totalmente dominada pelo público feminino, elas defendiam aos gritos cada pedido de Christian Gray. São suas fãs incontestáveis. Nessa segunda parte, Christian consegue conquistar de novo o amor de Anastácia e entre um ou outro conflito sobre a questão do Poder e do machismo através de personagens paralelos, ele lhe propõe casamento. O que interessa a esse filme é a sua alta qualidade técnica, quase um grande comercial publicitário. Não faltam merchandisings escancarados, trilha sonora repleta de Adele, fotografia estilizada e muita gente bonita. Luxo e glamour combinam com sedução, e inclusive o filme tem uma sequência inteira que lembra "De olhos bem fechados", de Kubrick, que é o baile de máscaras. A dupla principal do filme, Dakota Johnson e Jamie Dornan ficam protegidos pela lente e câmera, revelando muito pouco daquilo que o público gostaria de ver. Kim Basinger faz uma bela participação, comprovando estar plena em sua beleza aos 62 anos de idade, tal qual a brasileira Bruna Lombardi.
O Cineasta James Foley já dirigiu alguns filmes cults: "Caminhos violentos" e "O sucesso a qualquer preço". Também dirigiu alguns episódios de "House of cards". Mas para o grande público, talvez o seu nome seja associado a franquia milionária de "50 tons de cinza". ele dirigiu o segundo capítulo, e agora, o episódio final, intitulado "Cinquenta tons de liberdade". O filme começa com o casamento de Anastacia (Dakota Johnson, insossa) e Christian Grey (Jamie Dorman, que vale pela sua aparência hercúlea). Logo depois, eles saem de lua de mel. A seguir, descobrem uma trama para sequestrar Anastacia. E claro, entre uma coisa e outra, muitas cenas de sexo, ciúmes e sacanagem. Mas para quem viu os filmes anteriores, a sacanagem é toda estilizada, publicitária. Tesão zero. Confesso que ri bastante, pela tosquice do roteiro e dos diálogos, desse que é com certeza o pior filme da franquia. Mas me diverti. Anastacia nunca pegou um carro esporte, e de repente, ela pilota como um campeão de fórmula um. Nunca deu tiro, e quando dá, acerta de primeira. E por aí vai. Vale pelo requinte das locações, pelo luxo e glamour. A sacanagem mesmo, vai ficar devendo e muito.
Dirigido por Sebastian Gutierrez
Elizabeth (Abbey Lee) é uma mulher recém-casada com um cientista brilhante, Henry (Ciaran Hinds). Ao chegar na casa do marido ela percebe que os funcionários a tratam diferente e não consegue deixar de pensar que algo não está certo. Henry explica que agora tudo ali pertence a ela, exceto um quarto que está sempre trancado. Quando ele viaja a negócios, Elizabeth decide investigar o misterioso quarto, e descobre que seu marido pode não ser quem ela pensa que é.
Direção: Kay Cannon
Com o baile de formatura quase chegando, três jovens fazem o pacto de perderem a virgindade na noite da festa. Os pais das três garotas descobrem o plano delas e saem para tentar impedir que elas façam sexo, antes que seja tarde demais.
O Cineasta e roteirista neo-zelandes Andrew Niccol é responsável por 2 grandes clássicos cults dos anos 90: Ele dirigiu "Gattaca", uma ficção cientifica noir que lançou Jude Law para o mundo, e escreveu a obra-prima "o Show de Truman", com Jim Carrey reinventando sua carreira. Depois de alguns filmes mal sucedidos, como "A hospedeira", Niccol volta ao que mais gosta; O noir no gênero ficção científica. Para isso, ele se apropria de um mote que infelizmente, já foi realizado pelo seriado "Black mirror" com melhor resultado. A idéia de que, numa sociedade futura, todo mundo tem acesso à memória dos outros através de arquivos, já está batida. Mas esse é o tema de "Anon": todos tem acesso à memória dos outros, principalmente a polícia, que com isso, zerou a taxa de criminalidade. Mas um hacker anônimo conseguiu invadir a mente das pessoas e apagar as memórias, o que desafia o detetive Sal (Clive Owen, naquele seu estilo cool de sempre) tenta resolver os assassinatos que tem ocorrido na cidade, e seu caminho cruza com o de Amanda Seyfried, que interpreta uma personagem sem nome. O filme tem bons efeitos, mas o elenco de apoio, principalmente os assassinados, são maus atores, não sei o porque. Isso prejudica bastante o rendimento do filme, que também tem um ritmo bem lento, e um desfecho meia boca. Vale como curiosidade para fãs de "Black mirror". Se o filme tivesse a duração de um episódio da série, seria bem melhor.
Ao acender das luzes, ao final da projeção, tive um deja vu, como se estivesse vendo 'Hereditário", o filme anterior do mesmo diretor, exibido há 1 ano atrás: as pessoas se olhando, muitos rindo e dizendo em alto e bom som: "Que filme merda!"" E eu pensei: "Gente, será que só eu gostei do filme?"" "Midsommar", assim como os outros trabalhos de Aster, demandam paciência e um olhar menos comercial sobre o significado do termo "entretenimento de terror". Não existem jump scares, trilha estridente, gatos que pulam do nada, facas que surgem do além: existe sim, um cineasta autoral, com total domínio de sua narrativa, seduzindo o espectador aos poucos, como em uma hipnose, sem pressa para entregar os golpes baixos. E eles são vários: cenas hiper violentas, daquelas de revirar o estômago. São rápidas, mas brutais. Ao contrário dos movimentos de travellings que percorriam os estreitos corredores da casa de "Hereditário", aqui temos steadicams que acompanham os personagens em longos trajetos pelo exterior da comunidade que se encontra no interior da Suécia. Impossível não se lembrar do clássico "O Homem de palha": de lá, Ari Aster retirou várias referências: o incêndio, o amor livre, a dança com as fitas, a brancura da população e aquele eterno ar de que uma grande merda irá acontecer. O filme todo é pelo ponto de vista de Dani (Florence Pugh, de "Lady Macbeth"). Após a morte trágica de seus pais e sua irmã, Dani entra em depressão. Para tentar ajudá-la, (Jack Reynor), seu namorado, a convida para vir com ele e seus três amigos da faculdade para uma comunidade na Suécia, onde a cada 90 anos, acontece uma Festividade que celebra a Vida. Estudantes de antropologia, os amigos querem estudar as atividades pagãs de seus moradores. Ao chegarem na comunidade, os amigos são muito bem recebidos, mas logo percebem que existe algo de estranho ali e que não existe a possibilidade de ir embora. Ari Aster tem um profundo domínio sobre a sua cena: conduzindo o filme lentamente, quase como um estudo de antropologia de seus personagens, vamos aos poucos entendendo quem é cada personagem e um pouco do vilarejo. Florence Pugh está soberba no difícil papel de Dani, repleta de camadas. Jack Reynor também tem um papel complexo e no final protagoniza uma cena que dificilmente um ator aceitaria fazer. Violento, bizarro, doentio, provocador... tudo já foi dito pela crítica. Parte do público odiou. Mas é inegável a extrema beleza das imagens, captadas pelas lentes do fotógrafo Pawel Pogorzelski, o mesmo de "Hereditário".
Dirigido por Barbara Białowąs e Tomasz Mandes. Baseado no primeiro livro de uma trilogia escrita por Blanka Lipińska.
Laura foi sequestrada por um mafioso. Agora, ela tem 365 dias para se apaixonar por ele.
Diretora: Danielle Arbid
Um homem e uma mulher se unem por acaso, por vários meses. Ele é mais jovem do que ela, casado, russo, oficialmente diplomata em Paris. Ela é uma linda professora e pesquisadora, com os pés firmemente no chão. O filme acompanha a evolução desse amor, do começo ao fim.
Direção: Mike Elliott
American Pie Apresenta: Meninas ao Ataque acompanha um grupo de amigas que tem como missão ressuscitar sua vida amorosa no último ano do ensino médi,o utilizando o poder e charme feminino para tal.
Dirigido por Irvin Yeaworth
Certa noite, Steve está com sua namorada Jane em seu carro conversível estacionado ao ar livre, quando ambos notam a queda de um meteorito numa colina próxima. Ao se dirigirem ao local aproximado, nada encontram, mas ao retornarem quase atropelam um velho que cruza a estrada gritando. Ao ir atrás dele, Steve nota que o velho tem alguma coisa gosmenta na mão e que lhe causa muita dor. Steve então o coloca no carro e o leva à cidade (Phoenixville), ao consultório médico do Doutor Hallen.
Mais tarde, Steve retorna ao local e vê o que parece uma massa disforme e monstruosa absorver por inteiro uma pessoa. Apavorado, ele tenta contar à polícia, mas duvidam dele, pois seus amigos adolescentes costumam pregar peças nos policiais. Steve então pede ajuda a esses mesmos amigos para alertar a cidade do perigo que estão correndo. Mas somente quando a criatura agora gigantesca ataca um cinema lotado, é que as pessoas descobrem a real ameça que paira sobre todos.
Dirigido por Andre DeToth. É um remake do filme Mystery of the Wax Museum de 1933
Henry Jarrod, um artista que produz esculturas históricas em cera, tem sua obra queimada por um ganancioso sócio e quase morre no incêndio. Tempos depois, ele retorna em cadeira de rodas e com sede de vingança para restaurar suas criações em cera.
Drama histórico LGBTQIAP+ dirigido pelo mestre Paul Verhoeven, um dos realizadores mais ecléticos do cinema, e que concorreu na competição oficial do Festival de Cannes 2021. O filme é baseado na história real da freira Benedetta Carlini (Virginie Efira), nascida em Pescia, Itália. Desde criança ela foi entregue ao convento das freiras sob o comando da rigorosa madre Felicita (Charlotte Rampling). Um dia, uma jovem, fugida de seu pai surge no convento e pede asilo: Bartolomea (Daphne Patakia). Bartolomea não tem vocação para freira, e acaba seduzindo Benedetta, se tornando amantes, naquele que é considerado o primeiro romance lésbico do Século XVII da igreja. Mas Benedetta acredita ter visões de Cristo, e acredita que a sua missão é se tornar Santa e fazer milagres.
Direção: Cristian Nyby & Howard Hawks
Clássico de 1951 que inspirou o Cineasta John Carpenter na sua obra-prima do terror "O Enigma de outro mundo", de 1982. Baseado no conto "Who goes there?", de John W. Campbell Jr., esse filme de 1951 envelheceu bastante, tendo praticamente nenhuma tensão, ao contrário do filme de John Carpenter, que é assustador do início ao fim. "O Monstro do Ártico" faz parte de uma leva de filmes da década de 50 que usavam o Macarthismo como base filmes com subtexto político, contrários à invasão comunista na vida social, política e cultural dos Estados Unidos. Geralmente, os filmes eram de ficção científica, e representavam os comunistas como alienígenas do mal ou monstros assassinos. Em uma estação polar no Ártico, um grupo de cientistas e jornalistas encontram uma nave espacial enterrada no gelo. Dentro, encontram uma enorme cápsula com um corpo congelado. Ao trazerem a cápsula para a base, esse degela, trazendo de volta à vida um enorme homem que quer matar a todos. O tal do Monstro aqui é muito semelhante à figura de Frankenstein, ao passo que no filme de Carpenter ele é um monstro disforme, que consegue adquirir a forma de qualquer um, tornando o filme mais paranóico e claustrofóbico, pois qualquer um pode ser o monstro. O filme é muito verborrágico e tem personagens demais. Mesmo assim, vale como um registro de época, um importante momento histórico que testemunha o aterrorizante código Machartista, onde a censura imperava e técnicos de cinema de todas as áreas eram denunciados por prátIcas comunistas, na famosa lista negra.
DIREÇÃO: John Carpenter
Antártica, inverno de 1982. Na remota Estação 4 do Instituto Nacional de Ciências dos Estados Unidos estão 12 homens (cientistas e operários), que observam com espanto um norueguês tentar de todas as maneiras matar um cão, tanto que invade a estação e atira até nos americanos, mas é morto. O helicóptero, que trouxe o intruso, explode, matando os outros tripulantes e a razão daquilo fica sem explicação. Após isto o cachorro fica na base e os americanos começam a querer saber o que realmente aconteceu. O piloto de helicóptero J.R MacReady (Kurt Russell) se oferece para viajar até a base norueguesa e tentar achar alguma explicação. Chegando lá descobrem que o local foi destruído e descobrem um corpo mutilado, que parece de uma pessoa. Eles o levam para a base americana para ser estudado e só então surgem pistas do acontecido, pois o cachorro se transforma em uma terrível criatura que ataca os pesquisadores. Gradativamente concluem que estão diante de um alienígena, que pode se transformar em uma cópia exata das suas vítimas. Isto significa que membros da equipe podem ser mortos e a cópia assumir o lugar deles.
Direção: Hal Ashby
ELENCO: Edward Freund (líder de pelotão)
Em 1968, Bob Hyde (Bruce Dern), um oficial do exército americano, embarca para o Vietnã. Sally (Jane Fonda), sua mulher, vai trabalhar em um hospital de veteranos e lá se apaixona por Luke Martin (Jon Voight), um soldado que ficou paraplégico na guerra do Vietnã. A trama se desenvolve até que, quando a verdade revelada, as conseqüências se tornam dramáticas para todos os envolvidos.
Direção: Tommy Wirkola. ELENCO: Vegar Hoel, Orjan Gamst, Martin Starr, Stig Frode Henriksen, Jocelyn DeBoer, Ingrid Haas, Amrita Acharia
Após se tornar o único sobrevivente de um ataque de zumbis nazistas, Martin acorda e descobre que o braço que perdeu foi substituído pelo braço de um dos monstros e que eles não estão totalmente mortos.
ELENCO: Vegar Hoel, Stig Frode Henriksen, Orjan Gamst, Charlotte Frogner, Lasse Valdal, Jenny Skavlan, Evy Kasseth Røsten
Divertido filme de terror norueguês, com toques de comédia e trash. Interessante como o gênero terror atrai novas cinematografias de todo o mundo: Filipinas, Tailândia, Coréia do Sul, até mesmo a Suécia, com a obra-prima "Deixa ela entrar" . Esse "Dead Snow" fez enorme sucesso em 2009 no Festival de Sundance. A Noruega, de repente, virou um grande pólo produtor de filmes de terror, fato curioso.
DIREÇÃO: Jan de Bont. ELENCO: Sandra Bullock, Jason Patric, Willem Dafoe, Christine Firkins, Alexander de Bont, Temuera Morrison, Glenn Plummer, Bo Svenson, Colleen Camp, Lois Chiles, Tim Conway, UB40
Agarre-se ao seu salva-vidas quando a super sequência de Velocidade Máxima 2 atingir o alto-mar. Sandra Bullock revive o papel que a transformou emestrela como Annie Porter, uma jovem mulher esperando divertir-se em férias no Caribe ao lado do seu namorado (Jason Patric) a bordo do transatlântico mais luxuoso do mundo. Mas sua viagem ao paraíso torna-se mortal quando um lunático gênio de computadores (Willem Dafoe) assume o controle do navio e o coloca numa rota de destruição. Uma viagem explosiva conduzida pelo audacioso diretor Jean De Bont (Velocidade Máxima), Velocidade Máxima 2 navega nas ondas selvagens em velocidade alucinante.
DIREÇÃO: Jan de Bont. ELENCO: Sandra Bullock, Keanu Reeves, Dennis Hopper, Jeff Daniels, Glenn Plummer, Alan Ruck, Joe Morton, Billy Idol
Em Los Angeles, o psicopata Howard Payne (Dennis Hopper) colocou uma bomba em um ônibus, que explodirá caso a velocidade do veículo seja inferior a 80 km/h. Assim Jack Traven (Keanu Reeves), um policial, entra no veículo com ele em movimento e explica a situação aos passageiros, mas um deles, que tinha cometido algum tipo de crime, sente-se perseguido e acaba provocando um tiro acidental, que fere o motorista. Isto força o policial a pedir que Annie Porter (Sandra Bullock), uma passageira, dirija sem deixar cair a velocidade ou todos morrerão, enquanto a polícia tenta encontrar um meio de desarmar a bomba.
DIREÇÃO: Roger Michell
Manhattan, Nova York. Uma sexta-feira santa se mostra um dia bem negro para Gavin Banek (Ben Affleck) e Doyle Gibson (Samuel L. Jackson), quando os carros deles sofrem uma colisão. Banek, um advogado, precisa ir ao tribunal para levar uma procuração que dá a empresa do sogro, Stephen Delano (Sydney Pollack), o direito de administrar uma fundação com capital de US$ 107 milhões. Como estava com muita pressa, deixou um cheque em branco para Gibson consertar seu carro e foi embora, pois o carro de Gavin podia rodar enquanto o de Gibson estava bem avariado. Devido a este acidente Gibson chegou atrasado ao tribunal, onde lutava pela posse dos dois filhos. Quando entrou na corte tudo estava acabado, com sua ex-mulher e seus filhos iriam morar no Oregon. A situação também não estava nada boa para Gavin, pois na hora de apresentar a procuração não a achou e rapidamente concluiu que a deixou no lugar do acidente. Deste momento em diante, cada um destes homens se sente cada vez mais prejudicados e farão todo o possível para prejudicar um ao outro em uma luta insana e fora de controle.
DIREÇÃO: Florian Henckel von Donnersmarck. ELENCO: Angelina Jolie, Johnny Depp, Paul Bettany, Nino Frassica, Rufus Sewell, Claudia Mancinelli, Steven Berkoff, Haley Webb, Timothy Dalton
É baseado no filme de ação francês de 2005 Anthony Zimmer.
Durante uma viagem improvisada à Europa para curar um coração partido, o professor de matemática Frank Tupelo (Johnny Depp) se vê em uma situação extraordinária quando uma estranha sedutora, Elise (Angelina Jolie), cruza seu caminho. A paquera aparentemente inocente se transforma em um perigoso jogo de gato e rato.
Dirigido por Nathan H. Juran. Ator Figuração: Sebastião Rosa "Embaixador"
Em Simbad e a Princesa, o aventureiro Simbad (Kerwin Mathews) precisa embarcar em uma incrível e perigosa jornada quando sua amada princesa Parisa (Kathryn Grant) sofre um feitiço do perigoso bruxo Sokurah (Torin Thatcher). Para salvá-la, ele terá que combater um gigante, um feroz ciclope, um dragão e um temível exército de esqueletos. A sua única arma, uma lâmpada mágica.
Diretor: Gordon Parks Jr. Ator Figuração: Sebastião Rosa "Embaixador"
O detetive negro John Shaft é contratado por um senhor do crime para localizar e recuperar sua filha sequestrada. Seus meios e seu caráter tendem a espalhar terror pelo Harlem durante o trabalho.
Diretor: Gordon Parks Jr. Ator Figuração: Sebastião Rosa "Embaixador" (Mafioso)
O extravagante traficante Priest (Ron O'Neal) repensa sua trajetória e percebe que se continuar nessa profissão não terá futuro. Disposto a mudar de vida ele decide fazer dinheiro com uma grande venda e fugir para sempre. O difícil sera colocar este ambicioso plano em prática e escapar com vida.
DIREÇÃO: Jack Starrett. Ator Figuração: Sebastião Rosa "Embaixador"
Uma sensual agente dos Estados Unidos, Cleópatra Jones (Tamara Dobson), opera no serviço de combate as drogas. Após supervisionar, na Turquia, a destruição de uma enorme plantação de papoulas, que seriam usadas para a fabricação de drogas que nas ruas valeriam US$ 30 milhões, Cleópatra enraivece “Mamãe” (Shelley Winters), uma conhecida traficante de drogas lésbica. Para se vingar de Cleópatra, Mamãe precisa que ela deixe a Turquia e volte para os Estados Unidos. Assim ela faz com que a polícia invada um centro de recuperação para viciados, administrado por Reuben Masters (Bernie Casey), que está envolvido com Cleópatra. Durante a batida a polícia acha droga com Jimmy Beekers (Jay Montgomery), um ex-viciado que afirma que a droga foi “plantada”, mas é preso. Este fato provoca o retorno de Cleópatra, como Mamãe já havia previsto, mas uma coisa é ela voltar aos Estados Unidos e outra bem diferente é Cleópatra ser morta pelos capangas de Mamãe.
Dirigido por Jack Hill. Ator Figuração: Sebastião Rosa "Embaixador"
Foxy Brown é uma sensual mulher negra, que busca vingança pelo assassinato do namorado, o agente policial Dalton Ford. Infiltrado em uma quadrilha de traficantes e proxenetas, Ford fez cirurgia plástica depois que foi descoberto mas mesmo assim acabou denunciado e morto pelos bandidos. O informante foi o irmão de Foxy, o endividado e viciado Link Brown.
Foxy resolve se infiltrar na quadrilha, fazendo-se passar por uma garota de programa. Depois de arruinar alguns negócios dos bandidos, eles a perseguem. Mas Foxy se mostra bastante esperta, determinada e violenta e não cessará sua vingança enquanto não destruir todos os inimigos.
Direção e roteiro: Manoel de Oliveira. Produção: Leon Cakoff
ELENCO: Ricardo Trêpa, como Isaac, Pilar López de Ayala, como Angélica, Leonor Silveira, como a Mãe de Angélica, Luís Miguel Cintra, como o Engenheiro, Isabel Ruth, como a Criada da Família de Angélica, ̇̇Sara Carinhas, como Freira Maria, Susana Sá, como D. Rosa, Ana Maria Magalhães, como Clementina, Filipe Vargas, como o Marido de Angélica, Ricardo Aibéo, como o Mendigo, Carmen Santos, como a Mulher do Fotógrafo, Adelaide Teixeira, como Justina, Paulo Matos, como o Homem da Gabardine, José Manuel Mendes, como Dr. Matias, Sofia de Portugal, como a Enfermeira, António Reis, como Tio de Angélica
Em Portugal, na década de 50, Isaac, um jovem fotógrafo sefardita, é inquilino na modesta pensão de Dona Rosa, em Peso da Régua. Numa noite de tempestade, acorda subitamente quando é chamado com urgência por uma família abastada para uma missão inusitada: tirar o último retrato da filha, Angélica, uma jovem que morreu logo após o seu próprio casamento. Deslocando-se a uma Quinta, Isaac encontra a família enlutada da jovem. Numa sala, o fotógrafo «descobre» Angélica, ficando deslumbrado com a sua beleza. Para seu assombro, no momento em que a olha através da objetiva tentando focar a imagem, Angélica parece ganhar vida só para ele. Por breves segundos, ela pisca os olhos e sorri-lhe.
No dia seguinte, o fotógrafo regressa à atividade que o trouxe à região do Douro e sai para documentar os antigos métodos de trabalho nas vinhas, com especial atenção aos chamados "cavadores da terra". Mas Isaac não consegue esquecer a imagem de Angélica e sente-se magicamente assombrado pela jovem. Vive perseguido pelo poder encantador das sucessivas aparições do fantasma de Angélica, que o deixam profundamente apaixonado. Gradualmente, o fotógrafo exausta-se e distancia-se cada vez mais do meio que o rodeia e da vida e rotina social, até que acaba por sucumbir sem aparente explicação.
Diretora: Lucía Vasallo
ELENCO: Blanca Nieves Villalba (Blanca), Sofía Gala Castiglione (Clara), Nico García, Rafael Spregelburd (Lucas), Lorena Vega, Analía Couceyro (Enfermera), Nieves Villalba, Lola Banfi, Alejandro Marticorena
Clara encontra sua namorada, Blanca, desmaiada em uma banheira. Enquanto Blanca permanece hospitalizada, Clara descobre uma mensagem de um misterioso homem em seu celular que a faz embarcar em uma jornada de transgressão e transformação.
Diretor: Javier Ruiz Caldera. ELENCO: Cláudia Mello (Chica brackets)
Modesto é um professor que às vezes vê pessoas mortas. Isto não só lhe custou uma fortuna com psiquiatras, mas também o fez ser demitido de todas as escolas onde trabalhava. Sua sorte muda quando ele consegue um lugar em Monforte e deve ensinar cinco estudantes que transformaram uma universidade de prestígio em uma casa de horrores. Modesto precisa conseguir que os cinco estudantes passem de ano e saiam de lá de uma vez por todas. Mas não vai ser fácil: todos os cinco estão mortos há vinte anos.
Dirigido por: Lech Majewski
ELENCO: Breno Mello - Silencio, Breno Moroni - Gil, Chris Hieatt - John, Desmond Llewelyn - Commissioner Ingram, Elke Maravilha - Frank, Florinda Bolkan - Stella, José Wilker - Salo, Paul Freeman - Ronald Biggs, Paulo Villaça - Dr. Falcao, Peter Firth - Clive Ingram, Ronald Biggs - Mickey, Steven Berkoff - Jack McFarland, Wilza Carla - Woman in red, Zezé Motta - Rita, Amauri Guarilha (Policeman in Slum)
Na década de 60, Ronald Biggs foi um dos protagonistas do mais célebre assalto ao trem pagador na Inglaterra. 25 anos mais tarde, um detetive chega ao Rio, cidade onde Biggs vive desde o crime, para tentar levá-lo de volta à Inglaterra.
Diretor: Eric Rochat, baseado no romance Le Cinquieme Singe de Jacques Zibi. ASSISTENTES DE DIREÇÃO: Vicente Amorim, Ricardo Favilla
ELENCO: Ben Kingsley (Cunda), Silvia De Carvalho (Maria), Mika Lins (Octavia), Vera Fischer (Sra. Watts), Antonio Ameijeiras (First Man), Ariel Coelho (Pastor), Catalina Bonakie (Old Lady at Dinner), Chico Expedito (Miner), Enrique Diaz (Miner), Henrique Cuckerman (Store Owner), Katia Bronstein (Mrs. Tramp), Lourival Felix (Man 1 (Warehouse), Procópio Mariano (Butler), Romeu Evaristo (Man 4), Tania Boscoli (Widow), Paulo Vinícius (Mário), Carlos Kroeber (Mr. Garcia), Sandro Solviatti (Prisoner), Júlio Levy (Lawyer), Milton Gonçalves (Judge), Tonico Pereira (Second Man), Antonio Pitanga (Drunk at the Party), Paulo Gorgulho (Commanch), André Barros (Man 3), Breno Moroni (Bartender), Paulo Villaça (Mr. Watts), Brook Williams (Dr. Howard), Alexandre Zacchia (Loader at the port), Juliana Teixeira (First Nurse), Ruy Polanah (Marcos), Thiago Justino (Chauffeur), Gilson Moura (Guard at the jail), Nadinho da Ilha (Singer), Paulo Ribeiro (Mario)
No Brasil, caçador de cobras que tenta juntar dinheiro suficiente para se casar com sua amada encontra cinco misteriosos chimpanzés. Ele entra numa corrida para conseguir vender os animais, ganhando muito dinheiro com isso, mas no meio do caminho acaba criando uma relação de amizade e descobrimento pelos macacos.
DIREÇÃO: Nick Cassavetes
John Q. Archibald (Denzel Washington) é um homem comum, que trabalha em uma fábrica e vive feliz com sua esposa Denise (Kimberly Elise) e seu filho Michael (Daniel E. Smith). Até que Michael fica gravemente doente, necessitando com urgência de um transplante de coração para sobreviver. Sem ter condições de pagar pela operação e com o plano de saúde de sua família não cobrindo tais gastos, John Q. se vê então numa luta contra o tempo pela sobrevivência de seu filho. Em uma atitude desesperada, ele então decide tomar como refém todo o setor de emergência de um hospital, passando a discutir uma solução para o caso com um negociador da polícia (Robert Duvall) e com um impaciente chefe de polícia (Ray Liotta), que deseja encerrar o caso o mais rapidamente possível.
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DIREÇÃO: Akira Kurosawa
No século XVI, durante a era Sengoku, quando os poderosos samurais de outrora estavam com os dias contados pois eram agora desprezados pelos seus aristocráticos senhores (samurais sem mestre eram chamados de “ronin”). Kambei (Takashi Shimura), um guerreiro veterano sem dinheiro, chega em uma aldeia indefesa que foi saqueada repetidamente por ladrões assassinos. Os moradores do vilarejo pedem sua ajuda, fazendo com que Kambei recrute seis outros ronins, que concordam em ensinar os habitantes como devem se defender em troca de comida. Os aldeões dão boas-vindas aos guerreiros e algumas relações começam. Katsushiro (Ko Kimura) se apaixona por uma das mulheres locais, embora os outros ronins mantenham distância dos camponeses. O último dos guerreiros que chega é Kikuchio (Toshiro Mifune), que finge estar qualificado mas na realidade é o filho de um camponês que almeja aceitação.
Dirigido por John Sturges. O filme é uma refilmagem no Velho Oeste de Os Sete Samurais (1954) de Akira Kurosawa.
O filme conta a história de um grupo de mexicanos, residentes em um pequeno vilarejo, e que vivem aterrorizados pelo bandido Calvera e sua gangue, que invade o local com frequência para roubar mantimentos.
Os mexicanos não têm armas, dinheiro e nem tampouco temperamento violento. Visando obter ajuda, três deles deslocam-se até a fronteira, onde encontram Chris e Vin, dois pistoleiros norte-americanos desempregados e que arregimentam mais cinco companheiros, para juntos defenderem o vilarejo.
Dirigido por Burt Kennedy
Em português foi chamado de "A Volta dos Sete Magníficos". Rodado na Espanha, em Alicante, e nos estúdios de Samuel Bronston, foi escrito pelo também diretor Larry Cohen e reutiliza o tema musical clássico de Elmer Bernstein. Fora isso, o único sobrevivente do filme original é Yul Brynner, com a mesma roupa negra, mas com seis parceiros muito inferiores.
Apesar de tudo, o diretor Kennedy é experiente no gênero e faz um trabalho decente. Pelo menos, melhor que as duas continuações posteriores e as refilmagens para a TV. O personagem de Chico, feito originalmente pelo alemão Horst Buchholz, ficou para o espanhol Mateos. O filme também introduz o novato Jordan Christopher cuja carreira não foi adiante além de se casar com a ex-mulher de Richard Burton.
Os sete homens ressurgem, quando a aldeia mexicana é novamente ameaçada por outro bando de bandidos.
Dirigido por Paul Wendkos
Terceiro filme da série, o primeiro sem a participação de Yul Brynner ou qualquer ator do elenco original. Rodado na Espanha, traz o premiado com o Oscar George Kennedy assumindo o mesmo personagem de Brynner (Chris Adams), numa história para libertar um líder revolucionário mexicano, de uma prisão de segurança máxima.
Como diz o crítico americano Leonard Maltin: nada de novo, mas bem feitinho e com muita ação. Mesmo assim, deixa um gosto de decepção. Foi seguido por "The Magnificent Seven Ride!" (que saiu em DVD erroneamente como "Sete Homens e um Destino 3").
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Dirigido por George McCowan
Quarto filme da série, exibido nos cinemas como "A Fúria dos Sete Homens". Portanto, o título nacional está ainda mais errado (antes dele, veio "A Revolta dos Sete Homens", em 1969), justamente o terceiro, e que ainda viraria série de tevê com Michael Biehn e Dale Midkiff ("The Magnificent Seven", 1998/2000).
Rodado nos Estados Unidos e trazendo no elenco a futura estrela da série "Casal 20", é sobre um pistoleiro recém-casado que decide ajudar seu amigo a enfrentar bandidos que seqüestraram a mulher dele. O veterano coadjuvante de westerns Lee Van Cleef, que se tornara astro na Europa, assume aqui o papel de protagonista como o delegado Chris Adams.
Direção: Antoine Fuqua
Os habitantes de um pequeno vilarejo sofrem com os constantes ataques de um bando de pistoleiros. Revoltada com os saques, Emma Cullen (Haley Bennett) deseja justiça e pede auxílio ao pistoleiro Sam Chisolm (Denzel Washington), que reúne um grupo especialistas para contra-atacar os bandidos.
Dirigido por: Elie Chouraqui
Creasy é um ex-agente da CIA realocado para trabalhar como guarda-costas para uma rica família de europeus. Sua missão é proteger Samantha, a filha de 12 anos do casal. Aos poucos, Creasy começa a se afeiçoar à menina. Quando uma perigosa quadrilha consegue raptá-la, o guarda-costas sai na caça dos criminosos, mesmo ferido gravemente, numa cega busca de vingança.
Refilmado em 2004 como "Chamas da Vingança", com Denzel Washington no papel principal.
Pensei que este tipo de filme já estava fora de moda, desde os tempos em que Charles Bronson parou de fazer a série "Desejo de Matar". Mas eis que surge esta fita violenta e que faz até certo sucesso no exterior, grosseira, de moral duvidosa e sem qualquer escrúpulo em manipular o espectador para o efeito fácil e a conclusão precipitada.
Advoga a justiça pelas próprias mãos, a proposta do chamado vigilante que sai por aí vingando injustiças com requintes de crueldade. Uma fita moralmente desprezível, ainda que feita com o acabamento formal sempre competente do diretor Tony Scott, o irmão mais novo e menos talentoso de Ridley Scott.
Na verdade, ela é refilmagem de uma fitinha B do mercado de home video chamada também "Man on Fire" ("Um Homem em Fogo", 1987, do franco italiano Elie Chouraqui com Scott Glenn, Brooke Adams e Danny Aiello) que tem o mesmo ponto de partida: guarda costas americano é contratado por família rica (no caso europeus, aqui mexicano casado com americana) para proteger a filha do casal. Mas quando terroristas levam a menina, ele sai atrás. Ou seja, o resumo é o mesmo.
O filme, se bem me lembro, era razoável mas não tinha maior pretensão e não se falava tão mal de uma cidade quanto aqui, onde a Cidade do México parece pior do que Bogotá, São Paulo e Rio juntos (no final dizem que é uma cidade especial, entre aspas).
Parece ser o paraíso dos seqüestradores e policiais corruptos, para não ir muito longe. A trama central quer dizer quem está por trás de tudo e não é muito difícil de descobrir, até pela escolha do elenco que torna tudo mais óbvio. Mas enfim, Denzel faz o papel com toda intensidade, sofre muito, tem traumas e sonhos horríveis, considerando que ele era um ex-matador da CIA ou coisa que o valha e não apenas guarda-costas.
Esse é um bico, já que está com problemas de alcoolismo (no meio do filme se esquecem um pouco disso, que nunca é usado dramaticamente, como também preparam uma fuga com a menina nadando o tempo todo e isso não sucede).
Bom, o filme é tão pesado, tão grosseiro, tão modernoso (muitos closes, muito pulo de imagem), que só me irritou. Até pela insistência em mostrar a amizade do Denzel, conquistado pela simpatia da garota, que não é outra se não Dakota Fanning, que faz tudo que é filme. Ao menos é uma atriz suficiente, ou seja, faz tudo direitinho como adulta.
Leva-se quase cinqüenta minutos para finalmente a história deslanchar e a garota ser seqüestrada e o drama finalmente suceder. Dali em diante, você vai adivinhar quase tudo, vai levar um susto quando descobrir o brasileiro Gero Camilo ("Carandiru") fazendo o papel do irmão do chefe da quadrilha (fala pouco e fica todo ensangüentado, na parte final) mas é tanta crueldade, tanta frieza na condução das mortes (que aliás podem servir de inspiração também para o nosso crime organizado) que não deu para desculpar. Curiosidade no elenco: quem faz o pai da criança é o cantor latino Marc Anthony, na época marido de Jennifer Lopez. Pouco homem para muita mulher.
DIREÇÃO: Gregory Hoblit
Após a execução do serial killer Edgar Reese (Elias Koteas) na câmara de gás, o policial e detetive John Hobbes (Denzel Washington) acredita que parte dos seus problemas terminaram, mas logo repara que pessoas na rua cantam a mesma melodia que o criminoso cantou na sua execução. A partir desse ponto, o policial conclui que todos estavam possuídos por Azazel, um anjo amaldiçoado que não tem forma mas que com um simples toque consegue penetrar em quase todas os seres vivos. Quando Hobbes é forçado a matar um professor, que estava possuído pelo espírito, fica claro que ele precisa proteger as pessoas desta entidade demoníaca.
DIREÇÃO: Jay Roach
O drama “O escândalo” vem sendo aclamado pelos críticos pela performance arrebatadora do trio feminino principal: Charlize Theron, Nicole Kidman e Margot Robbie. Também está sendo comentado fortemente pelo trabalho irrepreensível da equipe de maquiagem, que transformou Charlize Theron e John Lithgow em pessoas com fisionomias totalmente diferentes dos atores. Mais: muita gente anda detonando o filme por ele querer defender as mulheres e o abuso do assédio sexual no trabalho, e no entanto, o filme ter sido dirigido e escrito por homens, e acusando do filme ser narrado pelo ponto de vista de autores masculinos. Ou seja, “O escândalo” do filme permeia também os bastidores do projeto, que mesmo com tantas críticas favoráveis ou contra, desperta atenção do espectador justamente pelo trabalho do elenco, mesmo os coadjuvantes de luxo, como Allison Janney e Malcom Macdowell, interpretando Robert Murdoch, o Presidente da News Corporation, que engloba a Fox News, The Times e Wall street jornal. O filme narra os bastidores que levaram à demissão do todo Poderoso CEO da Fox News, Roger Ailes (John Lithgow), por um time de funcionárias da empresa que o acusaram de assédio. Entre elas, as âncoras Megyn Kelly (Theron) e Gretchen Carlson (Kidman). A personagem de Robbie, Kayla Pospisil, é a única fictícia, criada justamente para ser um amálgama de todas as mulheres que sofreram assédio e tiveram que ficar caladas por um bom tempo por conta do ambiente masculinizado e tóxico da empresa. O cineasta Jay Roach é famoso por ter dirigido a franquia “Austin Powers” e o roteirista Charles Randolph é o responsável por “A grande virada”, filme de Adam McKay que criou aquela linguagem que une documentário, sátira política e muito deboche e humor negro. Muito dessa narrativa está presente aqui no filme, que tem uma edição bem próxima ao filme de Mackay. O filme é excelente para se entender os bastidores de uma rede de noticias, com todas as suas malandragens e perfídia. E isso tudo durante a campanha de Trump à Presidência, em 2016. Bem dirigido e com ótimo elenco, o filme cansa às vezes, mas no final fica-se a sensação de ter assistido a um filme que importa e muito.
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DIREÇÃO: Alfred Hitchcock
Scottie (James Stewart), um ex-detetive de polícia de São Francisco, se aposenta após um acidente derivado de sua vertigem, durante uma perseguição. Depois de anos afastado, Scott é contratado por Gavin Elster (Tom Helmore) para vigiar sua mulher Madeleine (Kim Novak), que possui tendências suicidas e estranhos episódios de esquecimento. Só que tudo se complica quando a situação se mostra infinitamente mais complexa do que parecia ser à primeira vista.
Essa continuação do grande sucesso “A morte te dá parabéns” consegue a grande proeza de ser melhor do que o original. Dirigido e escrito por Christopher Landon, do filme anterior, essa Parte 2 investe mais em outros gêneros, ao contrário do primeiro, que era mais terrir. Aqui tem Comédia, ficção científica, drama e mais romance. Aliás, a parte dramática comove bastante, principalmente na cena onde a protagonista Tree (Jessica Rothe, excelente) precisa de despedir de uma pessoa amada. O filme subverte todo o filme anterior, e daí que reside a sua grande sacada. Não dá para contar muito para não dar spoilers. A história começa com Ryan, o amigo do namorado de Tree, Carter. Ele acorda, vai para a faculdade, observa a máquina científica que ele está construindo junto de outros amigos nerds e acaba sendo morto pelo assassino da máscara de bebê. Ele acorda e entende que está no mesmo loop que Tree no filme anterior. Tree e seus amigos querem ajudar Ryan, mas ele descobre que a máquina é a responsável pelo Loop. Quando ele vai ligar, Tree descobre que é ela quem voltou no mesmo dia de seu aniversário e consequentemente, de sua morte. Curioso como a trama desse filme lembra um pouco o da animação do “Homem Aranha no Aranha verso”. Partindo da premissa dos universos paralelos e também do efeito borboleta. A direção de Christopher Landon é criativa e repleta de gags, e o seu roteiro cria altas expectativas, afinal, ninguém é mais quem parecia ser. A identidade do novo assassino nem chega a ser surpresa, mas esse nem é o foco do filme. O foco é fazer Tree voltar ao seu Universo, exatamente como em “De volta para o futuro 2”, filme referência e que inclusive é mencionado pelos personagens, e o mais engraçado, Tree nunca ouviu falar. Outra grande sacada do filme é a escalação do elenco jovem. São todos excelentes e extremamente carismáticos, e adição de 2 novos amigos nerds, uma garota e um indiano, dá um sabor especial de Galera adolescente de “Stranger things”. Imperdível, essa continuação merece ser vista e se der, veja com amigos, porque a diversão é mega garantida. Bom demais e uma enorme surpresa.
No ano de 2017, 3 filmes utilizaram o mote do clássico "Feitiço do tempo" e fizeram um reboot com gêneros diferentes: o suspense "Antes que eu vá", o thriller romantico "2:22- encontro marcado" e agora o terrir "A morte te dá parabéns". O Diretor Christopher Landon já havia experimentado em seu filme anterior, "Como sobreviver a um ataque zumbi", a mistura divertida de terror e comédia, com êxito. Com " A morte te dá parabéns", além da referencia ao cult de Bill Murray, ele se apropria também do mote de "Premonição", onde o protagonista tenta enganar a morte e assim, poder sobreviver. Tree (Jessica Rothe, uma das amigas de Emma Stone em "La la land" e a cara de Blake Lively). acorda em um dormitório masculino. Após um dia de rotina, ela termina assassinada por um serial killer com uma máscara infantil ao seguir para uma festa surpresa de seu aniversário. No entanto, Tree acorda no dia seguinte, e para sua surpresa, tudo se repete. E de novo, e de novo. Tree entende que para quebrar o encanto, ela precisará descobrir a identidade do assassino. Esse tipo de estrutura narrativa, onde o personagem tem a possibilidade de reviver sua história, tem como grande mensagem a transformação e a busca de ser uma pessoa melhor. Mas aqui, o roteiro hábil, dinâmico e engraçado, brinca com todos os clichês dos filmes universitários e de slasher. Claro que a série "Pânico" acaba sendo uma grande referencia. O filme é repleto de reviravoltas, e o grande carisma de Jessica Rothe é um dos grandes responsáveis pelo sucesso do filme.
Dirigido por Steno
ELENCO: Walter Chiari : Ugo, Mylène Demongeot : Zina von Raunacher, Franco Fabrizi, Sylva Koscina : Inês, Luiz Bonfá : ele mesmo, João Gilberto : ele mesmo, Antônio Carlos Jobim : ele mesmo, Tonia Carrero : Sra. Lopez, Dóris Monteiro : Maria, Geórgia Quental, Cyll Farney, John Herbert
Três malandros cariocas armam um esquema para roubar as joias do cofre do famoso hotel Copacabana Palace. Enquanto isso, três aeromoças no mesmo hotel planejam aproveitar o Carnaval para conhecer os ídolos brasileiros na bossa nova. Ainda no Copacabana Palace, um príncipe pretende flagrar a infidelidade da esposa que vai passar o Carnaval do Rio. Essas três histórias tão diferentes acabam se cruzando no hotel que é um marco histórico e turístico da Cidade Maravilhosa.
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Dirigido por Andrzej Bartkowiak
Orin Boyd (Steven Seagal) é um detetive que, ao realizar seu trabalho, ultrapassou o limite da lei para servir a população. Transferido para o pior distrito policial do centro da cidade, ele logo se envolve na luta contra o tráfico de drogas local, recebendo a ajuda de Latrell Walker (DMX), um dos chefes do crime local que também pretende desbaratar a quadrilha dos traficantes.
DIREÇÃO: Rob Reiner
Após um soldado morrer acidentalmente em uma base militar, depois de ter sido atacado por dois colegas da corporação, surge a forte suspeita de ter existido um “alerta vermelho”, uma espécie de punição extra-oficial na qual um oficial ordena a subordinados seus que castiguem um soldado que não tenha se comportado corretamente. Quando o caso chega aos tribunais, um jovem advogado (Tom Cruise) resolve não fazer nenhum tipo de acordo e tentar descobrir a verdade.
DIREÇÃO: George P. Cosmatos
Cobra é um tira que sabe tudo sobre o submundo da cidade grande, e, também, é um especialista nas tarefas impossíveis que ninguém mais quer ou ousa fazer? Seu nome faz estremecer de medo a sociedade marginal. Seu propósito fixo e seus métodos pouco ortodoxos criam uma paranoia extrema, mesmo entre seus colegas policiais. Agora, um terror igualmente mortal acelerou o pulso da cidade, e Cobra foi escolhido: ele tem total liberdade de ação para encontrar o assassino que vem matando a esmo, de forma impiedosa e selvagem, como uma besta que escapou do inferno. Mas este monstro não age sozinho… e tão logo terá o seu fim.
MEGA / TERABOX Senha: MEMORIADATV
DIREÇÃO: Ted Kotcheff
John Rambo, é um veterano de guerra do Vietnã, preso injustamente pelo xerife Will Teasle. Após muita tortura, consegue fugir e começa uma violenta vingança contra aqueles que o atormentaram.
MEGA / TERABOX Senha: MEMORIADATV
DIREÇÃO: George P. Cosmatos
John Rambo (Sylvester Stallone) está cumprindo pena em uma penitenciária federal quando recebe uma proposta: se participar de uma missão suicida (que consiste em localizar prisioneiros americanos) no sudeste asiático será perdoado e reintegrado ao exército. Ele concorda mas não imaginava que seria traído pelos compatriotas, que não querem de fato nenhuma prova de prisioneiros, pois isto acarretaria gastos de 2 bilhões de dólares para libertá-los. Com isso, Rambo acaba sendo abandonado pelos americanos em território inimigo.
MEGA / TERABOX Senha: MEMORIADATV
DIREÇÃO: Peter MacDonald
John Rambo (Sylvester Stallone), agora vivendo num mosteiro budista, é convocado para mais uma missão: libertar seu ex-comandante, Coronel Trautman (Richard Crenna), que foi sequestrado e levado para o Afeganistão. No início, cansado de brigar, ele recusa. Mas assim que passa pela fronteira, Rambo volta a ser o combatente de sempre. Sozinho, ele arrasa com os inimigos e abre caminho para libertar seu amigo.
Direção: Sylvester Stallone. ELENCO: Sylvester Stallone, Julie Benz, Matthew Marsden, Graham McTavish, Paul Schulze, Tim Kang, Maung Maung Khin, Richard Crenna, Sam Elliott, Avi Lerner, George Cheung, Jack Starrett, Brian Dennehy, Bill McKinney
Uma guerra civil acontece há quase 60 anos na fronteira com a Birmânia, envolvendo os birmaneses e a tribo karen. John Rambo (Sylvester Stallone) vive no norte da Tailândia, onde pilota um barco no rio Salween. Cansado de lutar, Rambo leva uma vida simples e solitária, apenas acompanhando o fluxo de rebeldes e refugiados. Até que surgem Sarah Miller (Julie Benz) e Michael Burnett (Paul Schulze), dois missionários que desejam levar alimentos e remédios às pessoas afetadas pela guerra. Inicialmente relutante, Rambo aceita a proposta de levá-los pelo rio. Mas 10 dias depois o pastor Artur Marsh (Ken Howard) o procura, dizendo que os missionários foram capturados e que havia recolhido dinheiro para contratar mercenários para resgatá-los. O pastor agora quer que Rambo leve os mercenários até o local onde ele deixou os missionários, mas ele decide também participar da operação de resgate.
Direção: Adrian Grunberg
Rambo: Até o Fim se passa décadas depois de John Rambo (Sylvester Stallone) ter lutado contra seus inimigos. Agora, ele encontrou a paz em um rancho na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Lá ele ajuda Maria Beltran (Adriana Barraza) a criar a neta Gabrielle (Yvette Monreal), que o trata com imenso carinho. Decidida a encontrar o pai, que a abandonou ainda criança, ela conta com a ajuda de uma amiga que agora vive no México para localizá-lo. Mesmo contra a vontade da avó e de Rambo, Gabrielle parte escondida para o país vizinho e, após ser dispensada pelo próprio pai, acaba vendida para uma gangue que gerencia prostitutas. Alertado sobre o que aconteceu, Rambo decide ir até o Mèxico para salvá-la.