Direção: Michael Schultz
Car Wash nos traz uma versão supostamente irreverente mas sensível de um dia típico numa estação de lavagem automática de Los Angeles numa obra de conjunto que interliga a vida de empregados, clientes e transeuntes. Num desfile de talentosos actores, ainda que maioritariamente desconhecidos dos cinéfilos, CAR WASH destaca uma panóplia de estrelas em cenas hilariantes, incluindo George Carlin, o “Professor” Irwin Corey, as Pointer Sisters e Richard Pryor no papel de Dady Rich, um exuberante Reverendo que prega sobre os benefícios do dólar. Com a imparável banda sonora de Norman Whitfield nos tops de vendas americanos, CAR WASH pode bem tornar-se o primeiro “disco movie” do mundo!
Dirigido por David Yates
Dirigido por David Yates
Valeu a pena esperar? Impossível dizer assim, de início. "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1" é, como o próprio título sugere, apenas um aperitivo diante do que promete ser o grande final da saga iniciada em 1997 pela inglesa J.K. Rowling. As expectativas são altas - especialmente as que partem de um público que cresceu acompanhando a série, seja nos livros ou nas telonas. O diretor David Yates, presente desde "A Ordem da Fênix" (quinto filme da saga), parece saber disso.
"Relíquias" não perde tempo e parte do ponto em que "O Enigma do Príncipe" (2009) parou, colocando Harry, Rony e Hermione à solta em busca das horcruxes, os únicos elementos capazes de destruir a alma de Lorde Voldemort de uma vez por todas. Pode até parecer apenas mais um capítulo da luta entre o bem e o mau, mas não se engane: lembra daquela história de que o filme seria o mais sombrio de todos? Em alguns aspectos, não seria um equívoco encaixá-lo no gênero do terror. Aos mais novos, fica o alerta.
Essa atmosfera sombria se deve, em partes, ao corte de elementos que, até então, caracterizavam e davam segurança à saga, como é o caso da escola de Hogwarts. Privando os personagens - e, automaticamente, o espectador - destes elementos familiares, Yates conseguiu montar um longa ainda mais obscuro que "O Prisioneiro de Azkaban", filmado por Alfonso Cuarón e considerado até hoje como o momento em que a franquia pulou do tom infantil para um argumento mais sério.
Para a indústria cinematográfica, "Relíquias" mostra os prós e contras da divisão do filme em duas partes, algo que não havia acontecido até então com a série. De "A Pedra Filosofal" (2001) a "O Enigma do Príncipe", cada livro foi representado nas telonas com apenas uma adaptação. Isso acontecia independentemente de aspectos como número de páginas (o sétimo volume é menor que o quinto, por exemplo) ou complexidade do arco principal da história.
O resultado é um filme que deixa pouca coisa de fora, mas que acaba se perdendo em algumas sequências. Se a primeira metade do filme é recheada de caos e ação - com destaque para a fuga da Rua dos Alfeneiros, que em questão de segundos se transforma em uma perseguição a bordo da motocicleta voadora de Hagrid -, a quebra de ritmo se torna evidente a partir do momento em que Harry e a dupla de amigos passa a percorrer paisagens bucólicas da Inglaterra em busca das horcruxes, quando o filme parece então se arrastar na tela.
A recompensa vem depois, sobretudo com a incrível animação responsável por narrar o conto dos Três Irmãos, presente no livro-dentro-do-livro "Os Contos de Beedle, o Bardo". Outra sequência traz Harry, Ron e Hermione em uma operação para invadir o Ministério da Magia, o que garante bons minutos na ponta do sofá.
Enquanto o começo de um fim, "Parte 1" prepara sem muitos erros o cenário para a conclusão da saga criada por Rowling.
Dirigido por David Yates
Lorde Voldemort (Ralph Fiennes) é uma ameaça real, tanto para o mundo dos bruxos quanto o dos trouxas. Harry Potter (Daniel Radcliffe) suspeita que o perigo esteja dentro da Escola de Artes e Bruxaria de Hogwarts, mas Alvo Dumbledore (Michael Gambon) está mais preocupado em prepará-lo para o confronto final com o Lorde das Trevas. Dumbledore convida seu colega Horácio Slughorn (Jim Broadbent) para ser o novo professor de Poções, já que Severo Snape (Alan Rickman) enfim alcançou o sonho de ministrar as aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas. Paralelamente Harry começa a ter um interesse cada vez maior por Gina Weasley (Bonnie Wright), irmã de seu melhor amigo Rony (Rupert Grint), que também é alvo de interesse de Dino Thomas (Alfie Enoch).
Tem uma coisa que eu não entendo. Quando você vê uma série de TV ou uma minissérie, a primeira coisa a aparecer é um resumo do que aconteceu no episódio anterior, para refrescar a memória. E, em geral, passou-se apenas uma semana ou mesmo dias. No entanto, quando se faz um filme como este, a quinta aventura da série (lançada quase dois anos depois da anterior), esperam que a gente se lembre de tudo, reconheça situações e personagens. E se dão ao luxo de começar em plena ação. Sem explicar muito. Resultado: eu fiquei meio perdido nos primeiros minutos do filme tentando relembrar exatamente porque estão tratando o herói tão mal, inclusive expulsando-o da escola, quando até onde lembrava ele tinha vencido um primeiro duelo com Lord Voldemort. Esse é o problema deste novo filme: é meio de série, começa abruptamente e termina deixando todas as situações ainda para serem resolvidas nos dois filmes posteriores.
Por outro lado, parece que é o mais curto e o primeiro dirigido por um quase desconhecido vindo de telefilmes, David Yates (que faz também a próxima aventura, "O Enigma do Príncipe"). Há duas boas razões para chamá-lo: 1) deve ser mais barato do que outros mais conhecidos, e o orçamento deve estar muito alto com tantos atores ingleses famosos fazendo papéis pequenos; 2) eles já sabem que não podem fazer absolutamente nada contra a vontade da autora J.K. Rowling, que tem controle absoluto do resultado.
De qualquer forma, o filme tem uma mensagem positiva. Como diz o herói para Voldermort: "Você é mau porque não tem com quem contar. Eu não, eu tenho os meus amigos e por isso que eu busco o bem!" Ou seja, a série Potter nunca vai ser uma grande obra cinematográfica, mas uma síntese tipo "Seleções do Reader's Digest" do que a autora escreveu no livro, quase como um longo comercial para ler o livro.
Muito se falou do fato de o menino que faz Harry, Daniel Radcliffe, ter aparecido pelado na montagem inglesa de "Equus", enquanto aqui se promove o primeiro beijo do personagem. Mas o fato é que ele não é nenhum Apolo e tudo parece jogada para esconder o fato de que todo o trio central cresceu de maneira desajeitada (e os amigos têm cada vez menos a fazer nos filmes). A garota Emma passa o filme todo com cara de contrariada. O ruivo Rupert literalmente virou figurante e também está constrangido. Daniel tem mais cenas de emoção e medo (mas seu personagem é ingrato, porque é fraco e indeciso, sempre na dúvida, e nem é capaz de ajudar a garota que beijou, sabendo obviamente que ela foi manipulada). Já o ator não tem maiores fôlegos, a não ser para se tornar um novo Mickey Rooney.
A melhor coisa deste novo "Harry Potter" é certamente o seu esplêndido elenco, formado pelo que há de melhor no teatro inglês, todos os coadjuvantes (e alguns astros) às vezes aparecendo muito pouco (como a recém-chegada Helena Bonham-Carter, que exagera um pouco na sua bruxa). Quem dá realmente um show e merecia uma indicação ao Oscar é Imelda Staunton ("Vera Drake"). Com um eterno sorriso nos lábios, com a certeza absoluta de que faz a coisa certa, ela criou com Dolores Umbridge a mais memorável vilã de toda a série.
Com esse elenco, é fácil perdoar as irrelevâncias deste novo filme, que vai preparando o caminho para o inevitável desenlace (e criando um falso suspense, dando dicas de que Harry Potter poderá morrer ao final!). Ou seja, antes de ver este, é melhor dar uma olhada ou revisitada no anterior em DVD. Vai tornar a experiência mais fácil. Mas você pode achar este o mais fraco da série até agora.
Dirigido por Mike Newell
Todos os filmes de Harry Potter são extremamente parecidos entre si porque são realizados sob o estrito controle da autora J.K. Rowling, que não permite muitas mudanças em sua história. Não há espaço para grandes vôos autorais do diretor e por vezes o mérito maior é o do roteirista, que tem enorme dificuldade de sintetizar os livros sempre muito grandes ("O Cálice de Fogo" tem mais de 600 páginas).
"Harry Potter e o Cálice de Fogo", o quarto da série e sucesso de bilheteria, é dos melhores do bruxinho, apesar do final meio em baixa, sem grandes lances. Mike Newell ("Quatro Casamentos e um Funeral"), o primeiro inglês a dirigir um filme da série, não deixa a peteca cair.
Se é verdade que os efeitos digitais estão se tornando banais e até excessivos, essa aventura não perde tempo com apresentações e entra direto no assunto (deixa de mostrar os familiares de Harry), embora o importante seja o fato de que os heróis estão adolescentes.
Então, o filme tem as crises de insegurança e ciúmes típicas da idade, principalmente por parte dos amigos Hermione e Ron. E todos têm suas paqueras: Harry com uma oriental e Hermione com um cossaco, tudo em nome da compreensão universal entre os bruxos.
Na maior parte da filme é mostrado o torneio realizado na escola com grupos de fora e com risco de vida para os amigos e para o herói. Assim, Harry tem de enfrentar um dragão, depois mergulhar entre as sereias, encontrar seu caminho num labirinto mortal, com o clímax com o tão aguardado encontro com Lord Voldermont (a maquiagem de Ralph Fiennes, praticamente irreconhecível, é bem interessante e assustadora principalmente para crianças).
O filme não dá muita chance a coadjuvantes (Miranda Richardson é uma novidade como uma repórter metida, mas não impressiona muito), mas sabe contar sua trama central, alternando momentos de romance juvenil com aventura e ocasionais momentos de terror.
Difícil dizer se "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban", o terceiro capítulo da série, é melhor do que os anteriores, como afirmou a maior parte da critica estrangeira. A impressão é de que a história é mais fraca, há um tempo enorme gasto na exposição de novos personagens e situações. O ritmo parece lento, arrastado. E até os efeitos especiais são discutíveis (em particular na figura do lobisomem).
Neste terceiro "Harry Potter", ficou de fora o diretor Chris Columbus (que fez os anteriores, mas detém o crédito de co-produtor), substituído pelo mexicano Alfonso Cuarón, que fez sucesso com "E sua Mãe Também".
Mas e os produtores devem ter pensado que uma franquia como esta, já tão popular e estabelecida, não poderia ser modificada ou estragada - para o próximo chamaram o inglês Mike Newell, do fraco "O Sorriso de Mona Lisa". Ou seja, quem gosta, conhece, já leu o livro (ou livros) não vai deixar de ver o filme, não importa o diretor.
A franquia "Harry Potter" tem o charme de envelhecer com seu público. Aqueles que conheceram Harry Potter como molecote agora já o encontram como pré-adolescente (há rápidas insinuações de pegar na mão entre Ron e Hermione), o que justifica também o tom mais soturno, mais dark do filme (os anteriores eram até solares, mais coloridos).
Para o espectador casual, porém, fica difícil notar as diferenças na narrativa, fora o fato de virar filme de terror na parte final, ainda que com algumas soluções bem engenhosas na passagem de tempo. Há mais planos próximos, mais movimentos de câmera, mais sutileza em detalhes, menos habilidade no humor (a primeira seqüência em que a tia de Harry sai voando deixa um sabor meio amargo, como se o tom certo de piada não tivesse sido encontrado).
Há também maior número de atores novos na história, como Emma Thompson, que faz uma professora de adivinhações, Julie Christie, quase uma ponta, David Thewlis, no papel mais importante, o professor Lupin que tem participação ativa na história, e ainda o ótimo Gary Oldman. É ele quem faz o vilão central, Sirius Black, que foge de uma prisão e ameaça atacar Harry. Black é padrinho de batismo do bruxinho e foi grande amigo dos pais dele. Além desses atores há Richard Gambon, que substitui o falecido Richard Harris e faz tudo num tom mais leve.
A maior parte do filme vai criando clima, conta casos pitorescos e mostra figuras estranhas (como os Dementadores, espécie de almas penadas que sugam o espírito e que circundam a escola) ou divertidas (como Bicuço, meio cavalo, meio águia, um hipogrifo), além de um mapa (do Maroto), a cidade Mágica de Hogsmeade e a Casa dos Gritos. Tudo leva a pensar que logo o filme vai virar brinquedo de parque de diversões.
O clímax, porém, custa a chegar (e, repito, o lobisomem não é convincente) e não é especialmente emocionante. Não creio que a legião de fãs vá ficar decepcionada, mas também não vai criar novos admiradores.
Dirigido por Chris Columbus
De férias na casa de seus tios Dursley, Harry Potter (Daniel Radcliffe) recebe a inesperada visita de Dobby, um elfo doméstico, que veio avisá-lo para não retornar à Escola de Magia de Hogwarts, pois lá correrá um grande perigo. Harry não lhe dá ouvidos e decide retornar aos estudos, enfrentando um 2º ano recheado de novidades. Uma delas é a contratação do novo Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, Gilderoy Lockhart (Kenneth Branagh), que é considerado um grande galã e não perde uma oportunidade de fazer marketing pessoal. Porém, o aviso de Dobby se confirma e logo toda Hogwarts está envolvida em um mistério que resulta no aparecimento de alunos petrificados.
Dirigido por Chris Columbus, baseado no livro homônimo de J. K. Rowling
Do filme vocês já sabem: o livro era melhor, justamente porque tiveram que ser tão fiéis ao original (até porque haverá continuações, a próxima já chega em 2002).
Dirigido mediocremente por Chris Columbus, acertou no mais difícil, que era a escolha do elenco. Principalmente o menino que faz o protagonista, o inglês Daniel Radcliffe, que é cercado dos mais ilustres atores do Teatro e Cinema britânico, portanto inatacáveis (John Cleese, Robbie Coltrane, Richard Harris, Ian Hart, John Hurt, Fiona Shaw, Julie Walters, Maggie Smith, Zoe Wanamaker, Alan Rickman). Assim como seus dois parceiros, Rony e Hermione.
Mas não há na fita um momento de criatividade, nenhum achado, nenhuma novidade especialmente interessante. Não desagrada nenhum fã do livro, mas tampouco é uma grande obra de cinema. Conta a história direitinho, sintetizando muita coisa (por exemplo, reduzindo a apenas um o jogo de quadribol), mas contando todo o essencial (com a ajuda de efeitos especiais corretos, mas nenhum deles é novo ou especialmente original).
Mas tudo é muito esquemático, um pouco frio (a fita não tem grande emoção), sem surpresas. Fica-se com a impressão de que tudo foi submetido e questionado pela autora J K Rowling, já que tem o direito de aprovar tudo que se refere aos personagens, nada sai sem sua autorização. Obviamente é impossível transpor tudo que está num livro para um filme, mesmo ele sendo longo (com duas horas e meia, a fita acaba sendo interminável para muita gente. Mas certamente os menores terão problemas para manter a atenção durante tanto tempo).
O fato é que Harry Potter já estava destinado a ser um mega sucesso e os recordes de bilheteria em todo o mundo eram mais do que esperados. Entendam bem, o filme não é ruim. Ao contrário, é uma diversão agradável, perfeitamente adequada, raramente mais do que isso.
Patrick Wilson é protagonista de 2 franquias bem sucedidas de terror: "Invocação do mal" e "Sobrenatural", ambas iniciadas por James Wan. Wan dirigiu as 2 primeiras partes da franquia, iniciada em 2010 e seguida por "O capítulo 2", em 2013. "A porta vermelha" se passa 9 anos depois da parte 2, começando com um flashback da sessão de hipnose em Dalton e Josh, filho e pai, aterrorizados pelas assombrações do demônio vermelho que cisma em perseguir Dalton. Possuído, Josh quase mata a família na parte 2. Com a hipnose, ambos esquecem do passado e seguem a vida adiante. Agora, Josh (Patrick Wilson) está separado de Renai (Rose Byrne). Ela envia o filho do casal, Dalton (Ty Simpkins, desde 2010 na franquia como criança e agora adolescente). Ao iniciar uma aula de arte na faculdade, Dalton passa a ser atormentado pelas visões dos filmes anteriores. Ao mesmo tempo, Josh também passa a ter visões. Josh acaba indo procurar sua ex-esposa Renai e ela lhe conta sobre a hipnose. "Sobrenatural" não chega a ser uma franquia assustadora, com terror e violência. é mais um filme sobre possessão, mas sem gore, apenas jump scares. Essa parte aparentemente final sela o destino da família, mas fiquei com desejo de ter ficado mais assustado. É um "terror" baixos teores, que só vale para quem de fato curte a série. Wilson agora acumula a função de diretor, fazendo bem o novo ofício.
Dirigido por Adam Robitel
Quarto filme da franquia criada pelos australianos James Wan e Leigh Whannell, criadores também da franquia "Jogos mortais". O filme coloca como protagonista a personagem Elise (Lin Shaye, ótima), vista nos outros filmes em papel de coadjuvante, como a parapsicóloga que resolve casos de paranormalidade, junto de seus fiéis assistentes atrapalhados e nerds Specs (o roteirista Leigh Whannell) e Tucker. O filme começa com o flashback de Elise quando criança nos anos 50. Ela constantemente sofre bullying e violência doméstica de seu pai, pois ele não acredita que ela tenha um dom. Sua mãe acaba sendo morta por um espirito. Nos dias de hoje, Elise é chamada para um caso exatamente na casa aonde ele morou quando criança, e esse retorno trará de volta o espírito demoníaco que a persegue desde então. Com ótimos efeitos e boa coleção de sustos, bebendo na fonte de quase todos os filmes de casa mal assombrada, o filme diverte e cria uma atmosfera de suspense bem eficiente, com personagens bastante carismáticos. Patrick Wilson, que nos primeiros filmes da franquia interpretava um pai de família que chamava Elise, curiosamente inverteu o papel na franquia "Invocação do mal", também de James Wan, fazendo papel de um paranormal chamado para resolver casos.
Escrito e dirigido por Leigh Whannell
Em eventos anteriores aos apresentados em Sobrenatural, Sean Brenner (Dermot Mulroney) e a filha, Quinn (Stefanie Scott), são aterrorizados por entidades misteriosas. A especialista em fenômenos paranormais Elise Rainier (Lin Shaye) se envolve no caso e busca uma forma de livrar a família do demônio.
Dirigido por James Wan
A família Lambert, formada por Josh (Patrick Wilson), Renai (Rose Byrne) e Dalton (Ty Simpkins), volta a lidar com uma série de problemas sobrenaturais e precisa enfrentar as consequências dos eventos do primeiro filme. Enquanto a polícia investiga a residência do trio, eles são abrigados por Lorraine Lambert (Barbara Hershey), mas até no novo lar Josh apresenta um comportamento irreconhecível e Renai é assombrada por uma estranha figura feminina.
Baseado no livro escrito por Salomon Northup (Chiwetel Ejiofor), uma biografia sobre os 12 anos que ele passou como escravo em fazendas, após ter sido sequestrado em 1840. Historicamente, após a abolição da escravatura no Norte do País, muitos negros foram sequestrados e vendidos no Sul do País. Salomon, casado e pai de 2 filhos, violinista, foi vendido para vários fazendeiros escravocratas, até parar nas mãos, de Edwin Epps (Michael Fassbender), o mais cruel de todos. O filme obviamente lembra bastante "Django livre", mas a semelhança fica apenas na temática da escravatura e na crueldade contra os escravos. A vingança de Salomon nunca acontece, pois sua história é de perseverança, luta e esperança. A direção de Steve Macqueen é espetacular, evitando o melodrama e apostando toda a força do filme no super-elenco e na fotografia, esplendorosa. As imagens do filme são muito cinematográficas: planos de paisagens planos longos na cara dos atores. Duas cenas para mim se destacaram: o plano-sequência da sessão de chicotadas em Patsey (a fenomenal Lupita Nyong'o), e a cena final, que me remeteu de imediato a "A cor púrpura". O ator Chiwetel Ejiofor é um acontecimento: a sua atuação como Salomon é assombrosa, e o seu sofrimento é visível em casa poro de seu rosto. Michael Fassbender, Brad Pitt, Paul Giamatti, Paul Dano e até mesmo Quvenzhané Wallis (a pequena atriz de "Indomável sonhadora") compõe tipos entre os maus e os bons, dando ao espectador material suficiente pra gente odiá-los ou amá-los. O roteiro é bárbaro, apesar do filme ser longo (134 minutos), e me deu uma certa canseira. Mas vale muito a pena assistir pelas performances e fotografia.
Escrito, produzido e dirigido por Rian Johnson, "Entre facas e segredos" já ganhou dezenas de prêmios em diversos Festivais, tendo boa parte dos prêmios consagrado o trabalho de todo o elenco, o que os americanos chamam de "Best ensamble cast". Rian Johnson dirigiu o VIII episódio de "Star Wars/O último Jedi", e também a ficção científica cult "Looper". Todo mundo já sabe que o filme é uma homenagem ao jogo "Detetive", aos filmes de Agatha Christie e também à comédia de humor negro clássica dos anos 80, "Assassinato por morte". O protagonista do filme é Benoit Blanc, uma brincadeira com Hercule Poirot, interpretado por Daniel Craig. Ele é contratado por um desconhecido para resolver um assassinato em uma família tradicional, cujo patriarca, o famoso autor de livros policiais, Harlan Trombley (Christopher Plummer) foi morto. Todos os filhos, netos, noras e funcionários da mansão são suspeitos. O enredo parece ser mega batido, mas a forma como Rian Johnston brinca com o espectador, subvertendo expectativas é muito divertida e auspiciosa. Todo mundo pode ser suspeito, tanto que no final a gente ainda levanta questões. Toni Colette, Jamie Lee Curtis, Don Johnson, Michael Shannon, Ana de Armas, Chris Evans, LaKeith Stanfield (de "Corra!"), Jaeden Martell (de "It"), Frank Oz e outros estão super à vontade em seus papéis. Assim como no jogo, procure prestar bastante atenção em tudo o que você vê e ouve, pois no final você vai dizer: mas como não percebi isso antes????
Três anos do seu grande sucesso "Knives out - Entre facas e segredos", o roteirista e cineasta Rian Johnson traz a segunda parte da franquia, "Glass onion". Como sempre, o elenco é o seu grande chamariz, e toda a parte técnica de fotografia, figurino, direção de arte, montagem, efeitos e trilha sonora. Mas aonde o primeiro foi muito bem, no roteiro, que surpreendeu, aqui fiquei chocado com a obviedade do desfecho do whodonit. E mais: o roteiro traz muitos Deus ex-machina e eventos que facilitam que os protagonistas testemunhem todas as ações: ou seja, estão sempre presentes. O desfecho me chocou mais ainda pela falta de cuidados, fosse no Brasil os críticos iriam apedrejar: em um momento onde milhares de estilhaços de vidro são jogados ao chão, as mulheres estão todas de sandálias abertas e nem sequer se machucam ou os estilhaços entram entre os dedos. A niopse: um excêntrico bilionário, Miles (Edward Norton) convida um grupo de notáveis amigos (e também o detetive Blanc, Daniel Craig) para um fim de semana em sua ilha particular na Grécia para participar de um pequeno jogo — uma investigação sobre o seu próprio assassinato. Só que outros convidados são assassinados antes. Janelle Moneé está muito bem como Helen/Andi, Kate Hudson é um ótimo retorno, estava sumida; Dave Bautista naquela sua persona brucutu; a excelente Kathryn Hahn, entre outros. Vale e muito pelo elenco e pela técnica. O roteiro vai divertir, mas faltou o espectador participar mais do jogo de gato e rato.
Diretor: Mike Newell, baseado no livro de mesmo nome do escritor colombiano Gabriel García Márquez
ELENCO: Giovanna Mezzogiorno, Javier Bardem, Benjamin Bratt, Laura Harring, John Leguizamo, Rubria Negrao, Liev Schreiber, Catalina Sandino Moreno, Unax Ugalde, Gina Bernard Forbes, Héctor Elizondo, Marcela Mar, Ana Claudia Talancón, Fernanda Montenegro (Tránsito Ariza)
Florentino Ariza (Javier Bardem) ainda jovem se apaixonou perdidamente por Fermina Daza (Giovanna Mezzogiorno). Entretanto, como Florentino apenas trabalha numa agência dos Correios, ele não é visto como um bom partido por Lorenzo Daza (John Leguizamo), pai de Fermina. Florentino pede Fermina em casamento, e ela aceita. Ao saber disto Lorenzo a envia para a fazenda de sua prima Hildebranda Sanchez (Catalina Sandino Moreno), onde fica alguns anos. Florentino aguarda o retorno de sua amada mas, quando a reencontra, ela diz que nada quer com ele. Fermina passa a ser cortejada por Juvenal Urbino (Benjamin Bratt), um médico que luta para evitar a disseminação da cólera. De início ela não se interessa, mas posteriormente eles se casam e constituem família. Simultaneamente Florentino aguarda que Juvenal morra, para que possa enfim se casar com seu grande amor.
OK.RU / MEGA / TERABOX SENHA: MEMORIADATV
Dirigido e roteirizado por Robert Klane
Depois da aventura de fim de semana na casa do chefe corrupto, Bernie Lomax (Terry Kiser), e testemunharem seu assassinato, os contadores Larry Wilson (Andrew McCarthy) e Richard Parker (Jonathan Silverman) retornam a Nova York apenas para ver a seguradora para a qual todos trabalhavam culpá-los pelo roubo de dois milhões de doláres da conta de Bernie. Para provar a inocência e limpar seus nomes, a dupla descobre que a fortuna estava escondida nas Ilhas Virgens e viaja para lá em sua perseguição. Paralelamente, o cadáver de Bernie é parcialmente revivido em uma cerimônia vodu por gangsters que também procuram o dinheiro. Em uma corrida contra o tempo, a pergunta que fica é: quem conseguirá pegar o dinheiro primeiro?
OK.RU / MEGA / TERABOX SENHA: MEMORIADATV
Dirigido por Ted Kotcheff
Larry Wilson (Andrew McCarthy) e Richard Parker (Jonathan Silverman) são dois amigos que trabalham em uma companhia de seguros e descobrem uma grande fraude que envolve múltiplos pagamentos de seguro antes que o segurado tivesse morrido. Depois de levarem sua descoberta ao conhecimento de seu patrão Bernie Lomax (Terry Kiser), este os convida para um fim-de-semana em sua casa de praia em Hamptons, Nova York, sem saber que ele próprio está por trás da fraude e fez o convite na intenção de matá-los pela descoberta. Um dia depois, Lomax é assassinado e seu corpo é encontrado pelos amigos. Em pânico, eles acreditam que não serão atacados pelo assassino se Lomax continuar por perto - e então decidem convencer a todos de que Bernie ainda está vivo. A confusão aumenta quando Richard descobre que Gwen Saunders (Catherine Mary Stewart), a mulher por quem ele está apaixonado está na ilha também e quer conversar com Bernie. A clássica fala da personagem de Jonathan Silverman é: "Larry, o Lomax está morto."
Dirigido por Harvey Glazer
Van Wilder (Jonathan Bennett) chega à Universidade de Coolidge sonhando com muitas festas e muita pegação. O que ele encontra, no entanto, são garotas cumprindo votos de castidade e o rígido reitor Reardon (Kurt Fuller), inimigo da família Wilder, controlando tudo. Revoltado, Van fará de tudo para trazer a alegria de volta ao campus e conquistar Kaitlin (Kristin Cavallari).
Diretor: Mort Nathan
Taj Mahal Badalandabad (Kal Penn) foi assistente do lendário Van Wilder, mas isto agora é passado. Taj partiu para a Inglaterra, onde pretende garantir seu diploma e a entrada na irmandade que sempre sonhou. Porém ao chegar tudo dá errado, o que faz com que monte sua própria irmandade. Mas os únicos integrantes que consegue atrair são justamente os rejeitados pelas demais irmandades.
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Dirigido por Walt Becker
Van Wilder (Ryan Reynolds) é um jovem que está cursando o 7º ano da Coolidge College e deseja fazer dele o mais divertido ano desde que chegou ao local. Porém, Van Wilder tem alguns problemas. Seu pai resolveu cortar sua mesada, o que o obriga a arranjar um novo meio de obter a quantia necessária para organizar grandes festas, e o ciumento namorado da repórter Gwen Pearson (Tara Reid) está disposto a sabotar suas comemorações de qualquer maneira. Em busca de soluções, talvez Van Wilder seja obrigado a tomar uma medida drástica: se formar na universidade.
Há uma imagem inesquecível e que se tornou um ícone do gênero: a porta do elevador que se abre e deixa jorrar um mar de sangue. Para toda uma geração, este foi o filme mais assustador que já visto. O único que parece não ter gostado foi o autor da história original, Stephen King (que até patrocinou em 97 uma refilmagem para a TV mais fiel, que por isso mesmo é altamente medíocre). Esta é a definitiva história de Mansão (Hotel) Mal Assombrada, com Jack Nicholson alucinado e tomado pelos espíritos do mal, correndo atrás da família com um machado assassino.
Jack Nicholson faz todas as caretas e exageros típicos dele como o herói (frase famosa: "Here's Johnny"), mas quem decepciona é Shelley (que admite não ter se dado bem com Kubrick). Um clima misterioso, a fotografia inovadora, a direção de arte impecável e os sustos resistem muito bem ao tempo.
Dirigido por: Patrick Mille
Quatro amigas de infância se reencontram em um casamento no Rio de Janeiro. Acidentalmente, o grupo mata um jovem durante uma festa e então se veem fugindo pelo interior do Brasil.
Dirigido por Greg Berlanti, baseado no romance Simon vs. the Homo Sapiens Agenda, de Becky Albertalli
Adaptação de um livro de título curiosíssimo, "Simon and the homo sapiens agenda", é um filme antenado com os novos tempos, a nova geração de jovens gays que saem do armário sem sofrerem o bullying que era comum há até pouco tempo, muito por conta das antigas gerações que abriram as portas para o novo "outing". E com certeza, o Cinema, a música pop e a literatura foram fundamentais para que isso acontecesse: O filme "Cabaret", Beyoncé, David Bowie e tantos outros ícones pop que pululam nas telas desse delicioso e divertido filme. Simon (O carismático Nick Robinson, de "Tudo e todas as coisas"), tem 18 anos e conta os dias para a sua formatura no colégio. Ele tem uma família exemplar: pais liberais (Jennifer Garner e Josh Duhamel) e uma irmã caçula de mente aberta. Seus amigos na escola o adoram. Mas Simon tem um segredo: ele é gay, e tem medo de se assumir. Até que um dia, um anônimo posta no blog do colégio sobre suas ânsias de ser gay e não poder se assumir. Simon se espelha nele e troca correspondência anônima com ele. Com um roteiro repleto de clichês do gênero adolescente em conflito (Referências a "Glee", "500 dias com ela", etc), o filme cativa pelo olhar totalmente otimista sobre um tema que sempre foi tabu na rotina das pessoas. Aqui, quase todos são abertos ao outing, e por isso mesmo, o filme sofreu muito preconceito por conta de grupos de gays que acharam que o filme é muito "Disney" demais, sem discutir de forma realista a descoberta da homossexualidade. Uma bobagem, e no cinema, repleto de adolescentes, todos amaram o filme e a discussão que ele propõe. Katherine Langford, que protagonizou a série "13 reasons why", faz a melhor amiga de Simon, Leah. E curioso, o filme tem uma proposta semelhante a esse famoso seriado da Netflix: Afinal, quem é o anônimo "Blue"? Até o último minuto ficamos sem saber, e é isso que o filme faz bem, em manter nossa curiosidade.
Pasmo que essa obra-prima de Bong Joon Ho não tenha ganho a Palma de Ouro de roteiro em Cannes 2019. De lá, ele saiu com o prêmio máximo, a Palma de melhor filme. Mas é o caso de roteiro, escrito pelo próprio diretor, com tantas reviravoltas surpreendentes que fica impossível não mencionar o primor da escrita. O Sul coreano Bong Joon Ho já é conhecido por cinéfilos do mundo inteiro, tendo realizado filmes extraordinários como “Mother”, “O Hospedeiro” e “Memória de um assassino”, além do ótimo “Okja” e do curioso “O expresso do amanhã”. Aqui, as lentes poderosas de Joon Ho apontam para uma cruel e violenta fábula sobre os ricos e os pobres, e a tentativa de ascenção dos menos abastados. A família Kim Ki-taek (Song ang Ho, protagonista de quase todos os trabalhos do cineasta) mora com sua família (esposa e casal de filhos) no porão decadente de um prédio na periferia de Seul. Todos desempregados, eles vivem de pequenos golpes. Quando um amigo rico do filho o procura, oferecendo para ele ser professor de inglês de uma adolescente milionária, a família encontra a chance que tanto esperava para saírem do buraco. Um a um, eles vão se empregando na casa, e para isso, armando golpes para desempregarem os empregados da casa e assumirem os seus lugares. Variando em tons, que vão da comédia ao suspense, drama e até elementos de terror, o filme se aproxima mais da metáfora de “O hospedeiro”, que mesmo sendo um filme sobre um monstro que ataca a cidade, não deixa de ser um simbolismo para falar da família e da importância da união e do laço entre os membros. Como quase todo filme sul coreano, os personagens são retratados com uma caricatura que estimula o olhar do espectador para as diferenças, aqui no caso, de classes sociais e de comportamento. De anti-heróis, a família de Kim vai se tornando heróica, deixando claro que mesmo entre os golpistas, existe amor e compaixão. O filme tem muitas referências ao cinema dos irmãos Coen, especialistas em reviravoltas na trama e tornando tudo menos óbvio. Muitos pontos altos no filme: o elenco absolutamente espetacular, a direção de Joon Ho, repleta de maneirismos criativos, a fotografia que emoldura com cores os ambientes deixando bem distintas as castas econômicas e a trilha sonora, variando com o gênero. Uma cena exemplar e antológica: a da inundação no bairro de Kim. Genial!
Dirigido por Guy Ferland
Katey Miller, jovem americana rica, muda com a família para Cuba um ano antes da Revolução de Fidel Castro. Contrariando o desejo dos pais, que querem vê-la casada com um jovem do seu círculo de amizades, ela se apaixona pelo garçom do hotel, o cubano Javier, jovem dançarino nas horas vagas. A paixão, incentivada pelo professor de dança interpretada por Patrick Swayze, cresce durante os ensaios para o concurso de dança e o comportamento de Katey se torna um desafio ao pai. Como pano de fundo, muito mais do que a libertação de um país, o que está em jogo é a libertação de uma menina que, com a ajuda desse amor, se transforma em uma mulher.
Dirigido por Emile Ardolino
Em 1963, Frances Houseman (Jennifer Grey), ou "Baby", como é chamada pela família, uma jovem de 17 anos, viajou com seus pais, Marjorie (Kelly Bishop) e Jake Houseman (Jerry Orbach) e sua irmã Lisa (Jane Brucker) para um resort em Catskills. Ao contrário de Lisa, que pensa em roupas, Frances é idealista e quer estar no próximo verão no Corpo da Paz estudando a economia dos países do Terceiro Mundo. Assim, ela espera que este seja o último verão como uma adolescente despreocupada, mas Baby não se dá muito bem com sua irmã mais velha e está entediada em tentar distrair os hospedes mais velhos (foi envolvida nesta situação por seu pai). Até que numa noite Baby ouve algo que parece ser um som de festa no alojamento dos funcionários (que os hospedes não podem ter acesso). Ela consegue entrar na festa graças a um empregado e descobre que ali o pessoal realmente se diverte com danças, que Max Kellerman (Jack Weston), o dono do hotel, não permite. Baby chega a dançar com Johnny Castle (Patrick Swayze), um professor de dança, e logo fica apaixonada por ele. Quando Penny Johnson (Cynthia Rhodes), a parceira de dança de Johnny, fica grávida por ter se envolvido com Robbie Gould (Max Cantor), um dos garçons, Baby se oferece para aprender a dançar e substituir Penny, mas o pai de Baby, quando descobre, não gosta disto, pois considera que Johnny é de outra classe social e Baby é jovem demais para entender seus sentimentos.
Dirigido, e com trilha sonora de Alejandro Amenábar
Durante a 2ª Guerra Mundial, Grace (Nicole Kidman) decide por se mudar, juntamente com seus dois filhos, para uma mansão isolada na ilha de Jersey, a fim de esperar que seu marido retorne da guerra. Como seus filhos possuem uma estranha doença que os impedem de receber diretamente a luz do sol, a casa onde vivem está sempre em total escuridão. Eles vivem sozinhos seguindo religiosamente certas regras, como nunca abrir uma porta sem fechar a anterior, mas quando eles contratam empregados para a casa eles terminam quebrando estas regras, fazendo com que imprevisíveis consequências ocorram.
Direção: Dan Mazer
Em Esqueceram de Mim no Lar, Doce Lar, Max Mercer é um menino travesso e cheio de recursos que foi deixado para trás enquanto sua família estava no Japão nas férias. Então, quando um casal tentando recuperar uma relíquia de família de valor inestimável coloca seus olhos na casa da família Mercer, cabe a Max protegê-la dos invasores, e ele fará o que for preciso para mantê-los fora.
Direção: Peter Hewitt
Finn Baxter e sua família acabaram de se mudar da Califórnia para a nova casa deles no Maine. Aterrozado e acreditando que a casa é mal assombrada, Finn decide espalhar armadilhas por toda a casa na tentativa de capturar o "fantasma". Quando os pais ficam presos no trânsito da cidade, Finn fica sozinho em casa com a irmã enquanto a casa deles é invadida por três ladrões.
Dirigido por Rod Daniel
Feito para a tevê, saiu direto em DVD. Inventaram um novo Kevin (o menino Mike Weinberg, revelado em "Tempo de Recomeçar". Mas ele é apenas mediano). Supostamente ainda é a mesma família rica de Chicago (o elenco mudou todo) e novamente o mesmo esquema do garoto impedindo, através de truques (aqui há menos armadilhas), que o local seja roubado.
Infelizmente, tudo é mais fraco, o elenco (French Stewart, que faz o ladrão, é um ator caricato e exagerado, pavoroso), a trama (naturalmente Kevin deseja que os pais se reconciliem) e mesmo as cenas são pouco engraçadas ou criativas. O mais estranho é fazer referências aos filmes anteriores, o que fica sem nexo. Teria sido melhor criar novos personagens.
Mas a fórmula parece gasta e sem interesse.
Direção: Raja Gosnell
Um grupo de contrabandistas internacionais esconde um valioso chip de computador em um carrinho de brinquedo, que vai parar nas mãos do endiabrado menino Alex Pruitt (Alex D. Linz). Na tentativa de reaver o chip, eles precisarão antes enfrentar as armadilhas criadas pelo garoto para defender seu brinquedo.
DRIVEGOOGLE / MEGA SENHA: MEMORIADATV
Dirigido por Chris Columbus
Garoto (Macaulay Culkin) se vê novamente sozinho, quando em virtude de uma confusão no aeroporto que fez com que ele ao invés de embarcar com a família para a Flórida partisse sozinho para Nova York. Mas como tinha o cartão de crédito do pai (John Heard), ele se hospeda no melhor hotel da cidade, mas também encontra os dois ladrões que tinha enfrentado no passado e que agora planejam se vingar dele.
DRIVEGOOGLE / MEGA SENHA: MEMORIADATV
Dirigido por Chris Columbus
Uma família de Chicago planeja passar o Natal em Paris. Porém, em meio às confusões da viagem, um dos filhos, Kevin (Macaulay Culkin), acaba esquecido em casa. O garoto de apenas oito anos é obrigado a se virar sozinho e defender a casa de dois insistentes ladrões.
Diretor: Matt Reeves
Rob Hawkins (Michael Stahl-David) mora em Nova York e está prestes a se mudar para o Japão. Ele reúne os amigos em uma festa de despedida, na qual pretende revelar sentimentos mal-resolvidos. Entretanto um forte solavanco assusta os convidados. Todos buscam notícias sobre o ocorrido na TV, que diz que a cidade sofreu um terremoto. Ao chegar ao terraço para ver os estragos o grupo nota uma bola de fogo gigante, seguida pela queda de luz na cidade. O pânico toma conta de todos, o que aumenta ainda mais quando eles enfim conseguem chegar à rua.
Direção: Dan Trachtenberg
Sucessor do mega sucesso "Cloverfield monstro", "Rua Cloverfield 10" não tem relação com o famoso filme de J J Abrams. Aqui, ele apenas produz, mas mantém aquela aura de mistério e de surpresa do qual ele tanto gosta. Ao invés da super-produção, investiu-se no oposto: um filme claustrofóbico, onde 90 % acontece em um bunker apertado no sub-solo de uma fazenda. São apenas 3 atores no elenco: Michelle (Mary Elisabeth Winsted), Howard (John Goodman) e Emmet (John Gallagher Jr.). O filme parte da premissa de "The walking dead": os zumbis são apenas pano de fundo, o mal existe no homem. Michelle é uma jovem que deseja estudar estilismo, mas discute com seu namorado e resolve pegar o carro e ir embora. Na estrada, ela bate em um carro e sofre um acidente. Ao acordar, se vê presa em um bunker: Howard é o dono da fazenda, e ele diz a ela que o mundo lá fora acabou e está dominado por um ataque nuclear. Michelle não acredita e tenta fugir, mas é inútil. Junto aos 2, também tem Emmet, um jovem que veio pedir auxílio a Howard. Um pouco de "Louca obsessão" e "O iluminado" mesclado a surpresas que irão surgir ao longo do roteiro, o grande barato do filme é subverter o que se espera dele: um filme de ação. É um drama psicológico, um filme de atores, e o melhor é que nunca sabemos o que pode acontecer. Os atores são excelentes, a trama ótima... até os 5 minutos finais, que me deixaram meio cabreiro. Mas tudo bem, até então a gente curtiu tanto o filme, que meio que tentei relevar o desfecho. Se bem que até agora, está na minha cabeça.
Dirigido por Julius Onah
Terceira parte da franquia de sucesso criada pelo Mago J.J. Abrams, o filme ficará eternamente reconhecido como o projeto que a Paramount desistiu de lançar nos cinemas e acabou vendendo seus direitos de exibição para a Netflix pelo valor de 50 milhões de dólares (o dobro de seu orçamento, de 26 milhões). E isso porque os analistas da Paramount entenderam que se fosse lançado comercialmente, o filme seria um fracasso, devido às suas qualidades duvidosas. De fato, o filme é bastante ruim. Um arremedo de "Alien" e "Gravidade", o filme abusa do clichê de uma tripulação que é tomada de assalto por seres alienígenas e precisam lutar pelas suas vidas. No ano de 2028, o projeto Cloverfield lança ao espaço uma nave com tripulantes de várias nacionalidades, para que busquem uma solução para a falta de energia que assola o planeta terra. Porém, ao darem início ao projeto, eles acabam parando em outra dimensão e soltando monstros em universos paralelos. O elenco é formado por grandes atores estrangeiros, entre eles, Daniel Bruhl e a chinesa Zhang Yiyi, estrela de vários filmes de Zhang Yumou. É muito estranho ver atores do quilate deles fazerem parte de um filme tão B, tão sem qualidades. Os efeitos são razoáveis, o roteiro tosco e as atuações, infelizmente estão bem além da capacidade de todos. O filme procura linkar os 2 filmes anteriores, mas de verdade, é um filme desnecessário. deixar em aberto as questões dos filmes anteriores, teria sido muito mais inteligente do que tentar explicar tim tim por tim tim.
Direção: Ol Parker
No dia de seu casamento com Heck (Matthew Goode), Rachel (Piper Perabo) começa uma amizade com a florista Luce (Lena Headey). A noiva planeja apresentá-la a Cooper (Darren Boyd), amigo do marido, mas Luce revela ser lésbica. As duas passam cada vez mais tempo juntas e Rachel logo começa a questionar seus sentimentos e seu estado civil.
Diretor: Dulyasit Niyomgul
Mai é uma estudante de medicina que tem uma experiência assustadora enquanto trabalha com um cadáver experimental enquanto faz sua pesquisa de anatomia. Depois disso, ela é assombrada pelo fantasma de uma mulher que continua seguindo-a em todos os lugares. Enquanto Mai está aterrorizada com o temível fantasma, seu professor, Dr. Prakit, é a única pessoa que está disposta a tentar ajudá-la. Mas, quando ela descobre profundamente a verdade por trás deste cadáver desconhecido, isso a leva a encontrar uma história horrível de uma garota chamada Dawan que está de alguma forma ligada ao cadáver.
OK.RU / MEDIAFIRE / DRIVEGOOGLE
Direção: Oxide Chun Pang, Danny Pang
O romance de estréia de Ting-Yin (Angelica Lee Sinje), que usa o codinome Chu Xun, torna-se um best-seller no sudeste asiático. Lawrence (Lawrence Chou), seu agente, anuncia em uma noite de autógrafos o próximo livro da escritora, que terá como tema as forças sobrenaturais. Entretanto Ting-Yin enfrenta dificuldades para escrever o novo livro. Após escrever o rascunho de um capítulo ela o deleta de seu computador, deixando-o na lixeira. A partir de então Ting-Yin passa a ter visões, que fazem com que ela acredite que o que escreve acontece no mundo real.
MEGA SENHA: MEMORIADATV / DRIVEGOOGLE
Diretor: Danny DeVito
Matilda Wormwood (Mara Wilson) é uma criança brilhante de apenas seis anos, que cresceu em meio a pais grosseiros e ignorantes. Seu pai Harry (Danny DeVito) trabalha como vendedor de carros, enquanto que sua mãe Zinnia (Rhea Perlman) é dona de casa. Ambos ignoram a filha, a ponto de esquecerem de matriculá-la na escola. Desta forma Matilda fica sempre em casa ou na livraria, onde costuma estimular sua imaginação. Após uma série de estranhos eventos ocorridos em casa, quando Matilda descobre que possui poderes mágicos, Harry resolve enviá-la à escola. O local é controlado com mão de ferro pela diretora Agatha Trunchbull (Pam Ferris), o que faz com que Matilda apenas se sinta bem ao lado da professora Honey (Embeth Davidtz), que tenta ajudá-la o máximo possível.
Direção: Thea Sharrock
Baseado no best seller romântico de Jojo Moyes, "Como eu era antes de você" tem tudo para agradar ao espectador que está a fim de assistir a um Sessão da tarde sem grandes surpresas mas eficiente. Tudo é bastante previsível, os personagens são construídos de forma a não termos dúvidas de suas intenções. O tempo todo me lembrei de "Os intocáveis": uma pessoa improvável cuidando de um Tetraplégico irritado com a sua situação e como a convivência fazem os dois se transformarem. Emilia Clarke é uma maravilhosa novidade como heroína romântica. No início foi impossível não associá-la ao seu personagem mais famoso, Daenyris de "Game of thrones", mas logo a gente esquece e se encanta com o seu charme. E me impressionei como ela é pequenininha!! Ela interpreta Louise Clark, uma jovem cheia de sonhos mas desempregada que precisa urgente de um emprego. E acaba indo trabalhar como cuidadora de um jovem milionário que após um acidente ficou tetraplégico, Will (Sam Clafin). A partir daí a história segue para o que já sabemos, talvez a cena final surpreenda a todos, portanto vale levar um Kleenex. A direção é correta, o filme segue gostoso mas o que realmente vai me fazer lembrar sempre dele é o figurino incrivelmente tosco de Louise.
Dirigido por Kristian Levring
Na América de 1870, um pacífico colono americano mata o culpado por assassinar sua família, o que desperta a fúria do líder de uma famosa gangue local. Os covardes moradores da cidade traem sua confiança e delatam sua localização e plano para o bandido. Sozinho, ele é forçado a caçar a gangue com as próprias mãos.
Dirigido por Lloyd Kaufman
Escrito como uma sátira da indústria americana de fast food, Poultrygeist segue um grupo de pessoas presas dentro de um restaurante de fast food de frangos fritos de Nova Jersey - o “American Chicken Bunker” - que está sendo atacado por frangos indígenas possuídos por demônios zumbis após a construção de um estabelecimento no topo de um sagrado cemitério indígena.
DRIVEGOOGLE / OK.RU (DUBLADO)
Direção: Tom Six
Duas jovens americanas, que estão em viagem pela Europa, encontram-se com o carro quebrado à noite numa floresta deserta da Alemanha. Elas andam pelo local em busca de ajuda quando encontram uma cidadezinha isolada. No dia seguinte, elas acordam trancafiadas num hospital abandonado junto com um homem japonês - logo antes de um senhor alemão entrar no quarto e identificar-se como um cirurgião aposentado. Ele pretende juntá-los num só corpo e realizar o antigo desejo doentio de criar uma centopéia humana.
Direção: Tom Six
Martin (Laurence R. Harvey) é um homem solitário com problemas mentais, que vive com a mãe. Ele trabalha no turno da noite como segurança em um complexo de estacionamento sombrio e sinistro. A fim de esquecer sua lamentosa existência, Martin começa a reproduzir as meticulosas habilidades cirúrgicas do Dr. Heiter (Dieter Laser).
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A CENTOPÉIA HUMANA 3 (THE HUMAN CENTIPEDE 3: FINAL SEQUENCE) LEGENDADO
Por incrível que possa parecer, o Cineasta e roteirista Tom Six, que cometeu os inacreditáveis "Centopéias humanas 1 e 2", retorna com o que ele chama de fechamento de uma trilogia. Essa terceira parte consegue reunir todo de ruim e tosco dos outros 2 filmes e elevar à décima potência o adjetivo "Grotesco". Nesse terceiro filme, ele deixa a entender que os filmes 1 e 2 são filmes com atores, e aqui, de uma vez por todas, ele resolve levar seriamente a idéia dos supostos filmes. O protagonista é um Diretor de presídio psicopata (vivido pelo cientista vilão do 1º filme), e que, auxiliado por um assistente (o vilão do 2º filme), resolvem punir os prisioneiros do presídio de segurança máxima aonde trabalham. Eles convocam o médico do presídio e o Cineasta Tom Six (sim, ele mesmo, o verdadeiro cineasta fazendo uma metalinguagem) para darem aval a uma experiência mais radical ainda: costurar bocas e ânus de 500 presos, de forma a baixar o orçamento de 50 milhões gastos com os prisioneiros. Enumero abaixo algumas situações do filme e tentar explicar porquê ninguém deve tentar vê-lo (eu sei, eu vi, mas eu sou um cineasta psicopata, vejo tudo) - O diretor corta os testículos de um prisioneiro e os come - A secretária é obrigada a pagar boquete no Diretor do presídio e engulir seu esperma, sob o risco de apanhar - A mesma secretária, em coma na CTI, é estuprada pelo Diretor do presídio - Um prisioneiro faz um furo de faca em uma pessoa e o estupra por esse buraco - O Diretor do presídio fala milhares de palavrões ao longo do filme - O Ator Eric Roberts, irmão de Julia Roberts, dá a sua cartada final, rumo à derrocada na carreira de ator, em uma participação canastrona e fundo do poço. Será que Julia irá ver o filme? - A figura feminina é aviltada o filme inteiro, tratada como objeto sexual e sem direito à voz. Se após todos esses alertas você ainda quiser ver o filme... você tem um problema mental sério, que nem eu. A pergunta que não quer calar: Quem financia esse filme?
Baseado no romance The Lovely Bones, de Alice Sebold, publicado em 2002
A carreira de Peter Jackson é um tanto estranha. Fazer "Almas Gêmeas" (1994 - filme que revelou Kate Winslet) após o sanguinolento e vagabundo "Fome Animal" (1992) é um caminho perfeitamente cabível. O mesmo pensamento é aplicável para "Os Espíritos" (1996), que misturava comédia e horror. Mas partir daí para a trilogia "O Senhor dos Anéis" é um movimento que só se justifica pela personalidade ímpar do diretor, chegado numa fantasia, mas também seduzido pela possibilidade de risco em nível zero das adaptações de Tolkien. Nenhum pecado nisso, por sinal.
Após o sucesso da trilogia, estava livre para fazer o que desse na telha, da maneira que quisesse. Dirigiu "King Kong" (2005), fracasso de momentos brilhantes. O caminho se torna um pouco mais intrincado com "Um Olhar do Paraíso" e dá para estranhar o tom no início.
As primeiras imagens são de drama familiar passado nos anos 70, algo próximo de "Tempestade de Gelo" (1997), de Ang Lee. Aos poucos, com uma narração afiliada de "Crepúsculo dos Deuses" (1950), de Billy Wilder, percebemos que o caminho enveredado é outro, o da fantasia novamente, mas com tintas de um espiritismo que beira o de almanaque, e se assemelha ao que Vincent Ward explorou em "Amor Além da Vida" (1998). Ward, que como Jackson é neozelandês, foi mais longe, principalmente porque não abusou de uma montagem paralela duvidosa, que raramente dá frutos saudáveis. Ward ainda foi bem mais feliz na concepção visual, sem dúvida o ponto forte de seu filme.
Jackson, por outro lado, não cometeu só esse pecado. Perdeu-se, ainda, em imagens bregas para dar conta do mundo paralelo para onde foi a adolescente assassinada que narra a história. Perdeu-se, também, em algumas inconsequências cometidas por seus personagens, sobretudo o do pai, interpretado por um perdido Mark Wahlberg. Não é só o ator de "Fim dos Tempos" que se complica no filme. Também Susan Sarandon revela sua pior faceta como a caricata avó perua. Ela cresce no final, mas aí já é tarde.
Rachel Weisz está OK como a mãe, e Stanley Tucci faz o vilão, um assassino de crianças, papel que lhe caiu do céu, mas não o transforma num personagem digno de antologia. O destaque, no campo das atuações, vai então para as duas garotas, Saoirse Ronan (Susie, a protagonista / narradora) e Rose McIver (Lindsay, irmã de Susie). Elas parecem dar tudo de si para que o filme avance, e Jackson acerta sempre que coloca o foco em uma das duas. Em um momento dos mais inspirados do filme, a irmã assassinada assiste, do limbo, ao primeiro beijo da irmã. Pena que esse momento sirva de gancho para uma resolução brega mais adiante.
Mas o ponto mais baixo do filme é mesmo a montagem paralela. É preciso muita habilidade para alternar planos distintos sem que o espectador se desinteresse pelos desenvolvimentos das ações. Jackson, com o auxílio de seu montador Jabez Olssen (assistente nos filmes anteriores do diretor, foi promovido em "Crossing the Line", curta feito em 2008 e co-dirigido por Neill Blomkamp, de "Distrito 9"), não conseguiu imprimir uma dinâmica atraente, perdendo-se em cortes afobados e planos mal amarrados.
Ainda assim, como "King Kong", é um fracasso que tem seus achados.
Baseado no romance homônimo de Matthew Quick
Indicado pros principais prêmios no Oscar 2013 (filme, diretor, ator, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, roteiro adaptado), essa comédia dramática romântica é dirigida pelo mesmo cineasta de "O vencedor", excelente filme com Christian Bale. Aqui, David O. Russell repete alguns planos e situações do filme: a câmera que sai disparada na rua, os momentos de treinamento, etc. Ele se mostra também um ótimo diretor de atores:, aqui, o elenco inteiro, sem exceção, dá um show. Só o fato de fazer Robert de Niro entrar em cena e não fazer aquelas caretas que ele se habituou a fazer em seus últimos filmes, já um mérito. Mesma coisa o comediante Chris Tucker, sob medida, sem caricaturas. Jackie Weaver, a atriz de "reino Animal", mostra-se bem à vontade fazendo humor refinado, Bradley Cooper está com sua melhor performance jamais vista e Jennifer Lawrence mostra-se uma ótima heróina romântica, a la "Diário de Bridget Jones". O filme conta a história de Pat (Cooper), um diagnosticado com transtorno bipolar, que sai da clínica pisquiárica após 8 meses de internação. Ele quer recuperar o amor de sua esposa, que o quer distante dela. Um dia, ele conhece Tiffany (Lawrence), outra paciente depressiva, e juntos, tentam arquitetar um plano de resgate da ex-esposa. Porém, óbvio, Tiffany se apaixona por Pat. Um filme muito bem dirigido, mas sem o brilho dos grandes filmes que merecem ganhar o Oscar. Os atores, mesmo que ótimos, não estão memoráveis a ponto também de ganhar a estatueta careca. Em certos aspectos, ele lembra aquele clima do filme "Os descendentes", que também foi o filme sensação do ano passado. Filme Ok, atores Ok, mas somente isso. O desfecho é muito bacana, no clima de um romance desses que os espectadores ficam torcendo para que tudo acabe bem. A trilha sonora é muito boa, e tem um clip de dança no meio do filme, com as aulas de dança dos personagens, que é genial. Fora isso, é com certeza um belo filme para se passar uma tarde gostosa, sem culpa, só curtindo. Ah, tem umas partes chatíssimas, quando os personagens falam de apostas e jogos. Ah, o termo "Silver linings", eu pesquisei. Quer dizer "pensar em coisas positivas, mesmo que tudo pareca estar uma merda". Vem da frase "Every cloud has its silver linings". Chamam de silver linings o contorno que o sol faz numa nuvem escura.
Dirigido por John McTiernan. É baseado em um romance de 1979 do escritor Roderick Thorp intitulado Nothing Lasts Forever
Durante as festividades de Natal, o policial nova-iorquino John McClane vai visitar a esposa Holly Gennero em Los Angeles. Lá chegando, dirige-se à festa de Natal da empresa onde ela trabalha, a Nakatomi Trading, no edifício da multinacional, o Nakatomi Plaza. É apresentado a diversas pessoas, entre elas o CEO da companhia, Joe Takagi. Entretanto, durante as festividades, um grupo de terroristas alemães, liderados por Hans Gruber, invadem o prédio e seqüestram todos os convidados, com a intenção de roubar US$ 640 milhões em ações. McClane escapa de ser aprisionado pelo grupo de Gruber e é o único que pode combater os terroristas.
Dirigido por Renny Harlin
Terroristas assumem o controle do aeroporto de Washington, visando libertar um preso político (Franco Nero) que está sendo extraditado, e ameaçam destruir várias aeronaves se as exigências deles não forem cumpridas. Mas a esposa (Bonnie Bedelia) de John McClane (Bruce Willis), um detetive de Nova York, se encontra em um dos aviões, assim o marido resolve enfrentar a quadrilha.
Dirigido por John McTiernan
O policial John McClane (Bruce Willis) está separado há um ano de sua mulher, anda bebendo demais e também está afastado da polícia. Além desses problemas, o irmão (Jeremy Irons) de um antigo inimigo começa a colocar bombas em lugares movimentados de Nova York e dá ao policial uma série de enigmas, que podem evitar as explosões. Na tentativa de resolvê-los, ele começa acidentalmente a ser ajudado por Zeus Carver (Samuel L. Jackson), um homem do Harlem, que o ajuda a desvendar toda a trama.
O quarto capítulo surge quase vinte anos depois do primeiro "Duro de Matar" (1988) e 12 após do antecessor ("Duro de Matar, a Vingança", 1995).
A série foi pioneira no uso da fórmula de sucesso que é a história de um homem solitário, muito sofrido, que luta sozinho, entre vários perigos, contra um ataque terrorista. O ingrediente conquistou o cinema por que: 1) foi por demais imitada, com infinita variações, mudando apenas a localização; 2) se tornou premonitória quando sucederam os ataques de 11 de setembro, que infelizmente se tornaram uma dura realidade.
Mesmo assim, não foi má idéia trazer de volta o herói John McClane, já que Bruce Willis envelheceu bem e pouco (está até relativamente contido aqui) e a direção coube ao competente Len Wiseman (que acertou em duas aventuras dos vampiros "Underworld").
Na verdade, é um exuberante thriller de ação quase contínua, com cenas espetaculares (que só perdem mesmo para "Transformers"). Desde que você esteja disposto a aceitar aquilo tudo como cinema, parte da fantasia, fica divertido, já que não tem a menor lógica ou credibilidade.
Nesse caso, embarque com McClane - agora divorciado, ele tem que cuidar da filha adolescente e rebelde, vivida pela interessante Mary Elizabeth Winstead - que é agente da Policia de Nova York.
Na versão americana, o pôster do filme utiliza um grito de guerra do herói: "yippee Ki Yay Mo" (John 6:27), que francamente não havia me marcado. E o título original é uma referencia à frase lapidar do estado de New Hampshire.
Enfim, era preciso assumir a realidade de alguma forma e isso sucede na figura do vilão (o jovem Olymphant, de "Pegue ou Largue" e da série "Deadwood") que havia trabalhado na segurança dos Serviços de Internet e Computação do Governo, alertando do perigo que sofriam, necessitando de modernização e cuidados. Quando desprezado, revoltou-se e resolveu virar bandido e, como os anteriores, passou a buscar apenas lucro, ainda que para isso provocasse mortes e prejuízos. O personagem teria sido inspirado num expert em antiterrorismo Richard A. Clarke e até em Bill Gates.
McLane vai se envolvendo no caso e acaba se unindo a um jovem hacker (o simpático Justin Long) que será seu parceiro numa sucessão de aventuras, cada vez mais loucas e improváveis - uma delas com um caminhão que tenta escapar dos ataques de um avião de caça fugindo por um viaduto que vai desmoronando e outra quando eles entram na contra-mão num túnel onde não há luzes! O fiel parceiro ajuda muito também entrando em sistemas e convocando a ajuda de um super hacker (feito de maneira bem humorada pelo diretor Kevin Smith). Outra presença marcante é da oriental Maggie Q, (atriz que já havia sido notável no último "Missão Impossível") que faz a companheira do bandido.
Não há duvida que os efeitos especiais conseguiram tornar mais eloqüentes as trombadas e desastres. Muito bem realizado, delirante, divertido, bem humorado, "Duro de Matar 4.0" funciona bem e não faz feio. Este quarto episódio da série fez uma carreira decente nos EUA, rendendo 134 milhões de dólares.
Direção: John Moore
Nova York, Estados Unidos. O policial John McClane (Bruce Willis) está em busca de informações sobre o filho, Jack (Jai Courtney), com quem não fala há alguns anos. Com a ajuda de um amigo, ele descobre que Jack está preso na Rússia, acusado de ter cometido um assassinato. John logo parte para o país na intenção de rever o filho e, pouco após chegar, acaba encontrando-o em plena fuga do tribunal onde seria julgado. Jack está com Yuri Komorov (Sebastian Koch), um terrorista que diz ter em mãos um dossiê que pode incriminar um potencial candidato à presidência russa, Chagarin (Sergey Kolesnikov). Ele não gosta nem um pouco de reencontrar o pai, mas a insistência de John em ajudá-lo acaba, aos poucos, quebrando o gelo entre pai e filho.
Diretor: Enda McCallion
O pesadelo da estudante Mary Murdock (Laura Breckenridge) começa uma noite após uma festa quando ela acerta algo numa estrada escura e, quando chega em casa, descobre que há um homem pendurado em seu para-choque. Em pânico, ela o enterra na mata e volta para casa para cobrir os vestígios. Mas quando fica claro que o louco vingativo escapou de sua cova e está seguindo cada um de seus movimentos, Mary descobrirá que alguns acidentes são mortais mesmo depois que a estrada já foi liberada.
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Direção: Steven Quale
Sam (Nicholas D'Agosto) tem um estranho pressentimento que as pessoas com quem trabalha e viaja com ele irão morrer num grave acidente. O pesadelo acaba acontecendo, mas graças a ele algumas conseguem se salvar do episódio, inclusive a sua namorada (Emma Bell). O que eles não contavam era que o destino de todos já estava traçado e a morte irá "caçar" um por um até que estejam definitivamente liquidados.
DRIVEGOOGLE (TODOS) / PHOTOSGOOGLE
Direção: David R. Ellis
Os amigos Nick O'Bannon (Bobby Campo), Hunt Wynorski (Nick Zano), Janet Cunningham (Haley Webb) e Lori Milligan (Shantel VanSanten) vão ao McKinley Speedway, uma corrida de carros. Um acidente faz com que um dos carros, que estava a 300 km/h, derrape na pista. Isto faz com que exploda na platéia, causando a morte de dezenas de pessoas. Entretanto antes que isto ocorresse Nick teve uma premonição, que fez com que ele e seus amigos deixassem o local. De início eles acreditam que escaparam da morte, mas logo ela parte em seu encalço.
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Direção: James Wong
Wendy (Mary Elizabeth Winstead) decide comemorar sua formatura com os amigos, em um parque de diversões. Quando eles estão prestes a embarcar numa montanha-russa Wendy tem uma súbita visão, de que um acidente no brinquedo a mataria e também a seus amigos. Wendy entra em pânico e consegue deixar o carro da montanha-russa, recebendo a ajuda de Kevin (Ryan Merriman). Uma confusão no local faz com que outras pessoas desembarquem, sendo que logo depois a previsão de Wendy se confirma. Pouco depois Wendy encontra pistas de que os sobreviventes do acidente estão com os dias contados, através de fotos que tirou no dia em que tudo aconteceu. Ela e Kevin passam então a tentar desvendar as pistas o mais rapidamente possível, já que suas vidas e as de seus amigos correm risco.
Dirigido por David R. Ellis
O primeiro "Premonição" foi dos melhores e mais originais filmes de terror dos últimos tempos. Por isso fica-se desconfiado diante de uma continuação sem o diretor original mas com muito mais violência (há algumas cenas realmente fortes, de assustar até, das mais chocantes que temos visto recentemente). Mas não sucedeu o pior. Mesmo sem ser especial, o filme consegue impressionar e assustar bastante.
Ainda que as mortes pareçam por demais elaboradas, seguindo sempre a mesma fórmula que existe desde os tempos de "Sexta-Feira 13". Ou seja, os que estão destinados a morrer serão executados (pela Morte, nunca visível, para criar clima de suspense).
Em vez de avião como no primeiro filme, agora é um grande engavetamento numa rodovia, uma seqüência espetacular que depois de mostrada fica-se sabendo que é uma premonição, ou seja, poderia ser evitada. A heroína que está com suas colegas numa van a caminho de uma farra consegue escapar, salvando também a vida de outros. Só que não se pode enganar a morte por muito tempo. E aos poucos os sobreviventes começam a morrer de formas horripilantes (a do garoto e o vidro é muito forte). O curioso é que a heroína, pede a ajuda da única sobrevivente do filme anterior, que havia se fechado num sanatório na tentativa de escapar à maldição. E acaba auxiliando no plano de tentar burlar a morte.
Não é preciso dizer ou explicar muito mais. Ajudado por efeitos digitais, o filme é bastante eficiente e assustador (o fato de ser previsível até que acaba ajudando porque você sabe onde tudo vai acabar e já fica esperando o susto). Nada profundo ou original, mas os fãs não vão se decepcionar. Primeiro saiu em edição para locação, com trailers de outras produções e clipes musicais. Depois veio a edição definitiva.
Os que gostam do gênero têm uma boa alternativa com "Premonição" (um título nacional sem imaginação, mesmo porque já houve outras fitas com esse mesmo nome), que tem uma história surpreendente, muito bem dirigida por um certo James Wong, que veio da série "Arquivo X", e estrelada por um elenco jovem e pouco conhecido (mas eficiente).
Desde "Sexto Sentido" não havia uma trama tão envolvente, cheia de reviravoltas e surpresas (até mesmo no finalzinho, fugindo mesmo do clichê). A idéia ou ponto de partida é muito boa e com certeza este é um filme que nunca vai passar em avião. A sacada da história é que você não pode fugir da morte, mas pode trapaceá-la, enganá-la. O rapaz percebe que todos estão marcados para morrer e a morte (que não toma forma, apenas é denunciada pelo vento) irá provocar acidentes inexplicáveis.
Nesse clima transcorre o filme, muito bem narrado (a única falha seria a pouca lógica do comportamento dos sobreviventes). Leva-se alguns sustos sim (não chegam a ser gratuitos) e francamente vai se ficar com medo de andar de avião. É um tema fascinante e antigo, esse da morte vir buscar alguém, sempre perturbador.
Dirigido por Leigh Janiak
Direção: Leigh Janiak
Direção: Leigh Janiak
Dirigido por Mark Waters, com roteiro adaptado da série de livros homônima de Holly Black e Tony DiTerlizzi.
Quando a família Grace se muda de Nova York para o velho casarão de um tio-avô, Arthur Spiderwick (David Strathairn), fatos estranhos começam a acontecer. Misteriosos desaparecimentos e acidentes ocorrem diariamente, o que intrigam os irmãos Jared (Freddie Highmore), Simon (Freddie Highmore) e Mallory (Sarah Bolger). Eles decidem investigar a casa e encontram um livro mágico, que os leva a um mundo repleto de criaturas mágicas e, às vezes, perigosas.
Dirigido por Anne Fletcher
Faz 29 anos que a vela da chama negra foi acesa e ressuscitou as irmãs do século 17, e elas querem vingança. Agora, três adolescentes devem impedir que as bruxas vorazes causem mais estrago em Salem antes do amanhecer de Halloween.
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Dirigido por Kenny Ortega
Winnie (Bette Midler), Sarah (Sarah Jessica Parker) e Mary (Kathy Najimy) são três bruxas do século XVII, que chegam ao século XX após seus espíritos serem evocados no Dia das Bruxas. Banidas há 300 anos devido à prática de feitiçaria, elas estão dispostas a tudo para garantir sua juventude e imortalidade. Porém precisarão enfrentar três crianças e um gato falante, que podem atrapalhar seus planos.
Direção: Jorge Olguín
Isabel (Giselle Itié) é uma biológa que trabalha com espécies marinhas nos Estados Unidos. Quando descobre sofrer de uma doença rara, ela decide voltar à ilha de Chiloé, no sul do Chile, de onde vieram seus pais. O local é marcado pelo desaparecimento de diversos pescadores, fato que os habitantes atribuem à lenda de Caleuche, um barco fantasma que transita naquelas águas em busca de novas almas. Quando chega à ilha misteriosa, Isabel começa a presenciar acontecimentos sobrenaturais ao seu redor.
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SENHA PARA DESCOMPACTAR: TELADECINEMA&RUBESCHGO
Dirigido por Roman Polanski
Richard Walker (Harrison Ford) é um médico que vai com Sondra (Betty Buckley), sua mulher, a Paris para uma conferência. Porém, logo no primeiro dia de viagem ela é seqüestrada. Querendo entender a razão do acontecido, ele acaba indo parar no submundo parisiense em uma procura desesperada, sem pistas e sem ninguém para auxiliá-lo. Até que surge a linda Michelle (Emmanuelle Seigner), que resolve lhe ajudá-lo para tentar encontrar Sondra até que ambos se vêem envoltos em uma trama internacional.
Dirigido por Elle Márjá Eira, baseado no livro de Ann-Helén Laestadius
Egressa de uma comunidade indígena na Suécia, uma jovem busca se vingar de um assassino.
Baseado no romance de Chuck Hogan, Prince of Thieves.
Bom policial dramático dirigido por Ben Afleck, que também co-escreveu o roteiro e protagoniza essa história sobre assaltantes de bancos em Boston. Em um dos assaltos, o grupo leva a gerente como refém, logo depois liberada. O personagem de Afleck começa a perseguir depois a gerente, pois ela mora próximo deles. A partir daí, rola uma atração entre os dois, sem que ela saiba a identidade dele. Paralelo, o FBI procura pistas para identificar o grupo.
O filme alterna bons momentos de ação e drama, evitando o romance barato.
O elenco está excelente: Rebeca Hall, Jeremy Renner, Chris Cooper, Peter Potleswathe.
O filme não inova nada, mas é bem conduzido, apesar de ser um pouco longo.
A primeira coisa que vou falar do filme é sobre Jennifer Connely e a impressionante jovialidade dessa talentosa atriz que simplesmente mantém a mesma fisionomia de uma década atrás. Tom Cruise idem, apesar de ser perceptível algum retoque de pós produção em seu rosto. Mas isso tudo são filigramas em relação à qualidade do filme, tanto na parte técnica, impecável, quanto no ótimo roteiro, que recauchutou o original e mesmo tendo muitas semelhanças em relação aos conflitos do herói, consegue trazer tintas novas e emocionantes.
DIREÇÃO: Tony Scott
Foi um imenso sucesso de bilheteria (e daqueles filmes que nunca pararam de vender em Vídeo) esta Produção de Jerry Bruckheimer e Don Simpson, inspirada num artigo de revista e que no fundo serviu como material para recrutar novos pilotos para a Marinha.
Chegou a ser indicado aos Oscars de montagem, som, edição de som, e ganhou o de canção (Take my Breath Away).
O espírito porém é igual aos filmes da Segunda Guerra Mundial, apresentando as virtudes do Serviço Militar, os prazeres da vida numa farda e as delícias de morrer por seu país.
Os verdadeiros astros são os aviões, suas acrobacias e feitos incríveis. Um pouco confusas, mas espetaculares. Foi grande momento do estrelato do jovem Cruise, que está ajudado por vários futuros astros em papéis pequenos (Meg Ryan, Val Kilmer, Tim Robbins, Anthony Edwards de "ER"). Militarista e superficial, mas bonito e envolvente. As cenas de amor do casal principal foram filmadas depois a pedido dos exibidores que viram em "previews".
Curiosidades: John Carpenter e David Cronenberg recusaram dirigir a fita. Nunca foi feita uma continuação porque Cruise exigiu dinheiro demais (porque não queria fazer) e a Força Área queria segredo de suas novas naves. Não se deve esquecer a versão que Tarantino dá a fita, como uma atração/flerte homossexual entre Maverick e Iceman com a mulher como mero disfarce (o fato de Kelly ser bissexual na vida particular dá subsidio a isso). Revendo o filme parece que ele tem razão.
DIREÇÃO: John Derek
James Parker lidera uma expedição à selva africana para capturar Tarzan e levá-lo vivo ou morto para a Inglaterra. Porém Tarzan rapta sua filha Jane e os dois se apaixonam, levando o Homem Macaco a intervir quando nativos fanáticos sequestram Jane para sacrificá-la a seu deus.
Dirigido por Louis Leterrier
No décimo filme da série Velozes & Furiosos e último da nova trilogia (Velozes 8, 9 e 10), ao longo de muitas missões e contra probabilidades que pareciam impossíveis, Dom Toretto (Vin Diesel) e sua família foram mais espertos e superaram todos os inimigos em seu caminho. Agora, eles devem desafiar o adversário mais letal que já enfrentaram. Alimentada pela vingança, uma ameaça terrível emerge das sombras do passado na forma de Dante (Jason Momoa), para destruir o mundo de Toretto e destruir tudo - e todos - que ele ama. Ele então, comandando novamente a equipe de corredores mais conhecida do mundo, encara mais uma difícil missão sobre quatro rodas. O fim da estrada começa e Velozes & Furiosos 10 lança os capítulos finais de uma das franquias globais mais famosas e populares do cinema, agora em sua terceira década e ainda forte com o mesmo elenco e personagens centrais de quando começou.
Direção: Justin Lin
Em Velozes & Furiosos 9, dois anos após o confronto com a ciber-terrorista Cipher - no filme Velozes e Furiosos 8 - Dominic Toretto (Vin Diesel) - agora aposentado - e Letty (Michelle Rodriguez) vivem uma vida pacata ao lado de seu filho Brian. Mas a vida dos dois é logo interrompida quando Roman Pearce, Tej Parker e Ramsey chegam com notícias de que, pouco depois de prender Cipher (Charlize Theron), o avião de Mr. Nobody foi atacado por agentes e sequestraram Cipher, precisando da ajuda dele para investigar mais afundo. Acompanhando eles em uma missão, o grupo logo acha nos escombros parte de um dispositivo chamado Projeto Aries. A calmaria é dissipada quando o irmão desaparecido de Dom retorna e rouba o dispositivo deles com um grupo altamente treinado. Jakob (John Cena), um assassino habilidoso e excelente motorista, está trabalhando ao lado de Cipher. Para enfrentá-los, Toretto vai precisar reunir sua equipe novamente, inclusive Han (Sung Kang), que todos acreditavam estar morto.
Direção: David Leitch
Como o título do filme sugere, este capítulo é estrelado por Luke Hobbs (Dwayne Johnson) e Deckard Shaw (Jason Statham). Embora o longa seja protagonizado por dois dos maiores astros da atualidade, a aceitação do público e dos críticos não foi muito além, deixando-o entre os piores da franquia.
O enredo traz o agente Hobbs atrás de um terrorista que foi geneticamente modificado. Para deter o poderoso vilão, será necessário deixar as desavenças de lado e juntar forças com o criminoso Deckard Shaw.
Direção: F. Gary Gray
Considerado por muitos um dos filmes mais ousados em relação ao enredo, no oitavo filme da franquia, a gangue de Dom precisa se unir para deter um vilão mais do que conhecido: o próprio Dominic Toretto. Tudo graças a uma vilã misteriosa que o obriga a atuar novamente no mundo do crime.
Embora audacioso, o enredo não foi muito bem aceito pelos fãs. Alguns acharam um pouco forçado, já que uma das características do personagem era sempre prezar "pela família". Entretanto, as cenas de ação são um show à parte, principalmente durante as perseguições sobre o gelo.
Direção: James Wan
O destaque do longa é a participação do vilão Deckard Shaw, que é interpretado pelo astro Jason Statham. Shaw rouba a cena em sequências de ação de tirar o fôlego, principalmente em lutas contra Dom e Hobbs.
Já o enredo parte depois dos acontecimentos do sexto filme, em Londres. A tranquilidade do grupo é interrompida pela sede de vingança de Deckard Shaw, um assassino cujo irmão foi parar em coma justamente depois de uma ação de Dom e companhia.
Direção: Justin Lin
O sexto filme da franquia, foi um dos mais esperados justamente por uma cena pós-créditos do quinto filme da saga. Nela, a equipe de Hobbs recebe a foto de Letty, que até então era dada como morta, e agora é uma suspeita de fazer parte um grupo de mercenários.
A história gira justamente em torno da aparição de Letty. Hobbs pede ao grupo de Dom para que ajudem a capturar uma equipe de assaltantes e assassinos, cujo um dos integrantes é justamente a ex-namorada de Toretto.
Diretor: Justin Lin
Dirigido por Justin Lin
O quarto filme da série traz o retorno dos protagonistas originais: Dom e Brian. Na época, o longa foi um dos mais esperados do ano, tendo em vista que traria o retorno da dupla, depois da franquia apostar em Desafio em Tóquio, um filme com um enredo paralelo ao dos primeiros capítulos.
A história traz Dom em busca de vingança depois que sua namorada Letty é assassinada. E durante essa busca por justiça, seu caminho acaba coincidindo com o do agente Brian O'Conner, que está em uma missão atrás de um traficante, justamente o assassino de Letty.
Direção: Justin Lin
O enredo deste filme da franquia foge totalmente da história original e traz novos personagens. O longa conta a história de Sean Boswell, um piloto de rua que é obrigado a morar com o pai no Japão para evitar a prisão nos EUA. Entretanto, ao chegar lá, Sean compra briga com uma gangue local, arrumando ainda mais problemas.
Embora o filme tenha sido muito criticado pela fuga da história principal, ele ainda é muito reverenciado pelos fãs da franquia. Um dos motivos é a introdução da modalidade Drift à série, e a cena final que marca o retorno de Vin Diesel aos filmes da saga.
Dirigido por John Singleton
Após deixar a polícia, Brian O’Conner (Paul Walker) é forçado a participar de uma nova missão: se infiltrar no crime organizado de Miami de forma a investigar sobre o transporte de dinheiro sujo para Carter Verone (Cole Hauser), o chefe do tráfico local. Para tanto ele recebe a ajuda de seu ex-colega Roman Pearce (Tyrese) e da agente secreta Monica Fuentes (Eva Mendes).
MEDIAFIRE 01 - 02 - 03 - 04 SENHA: bygrc / OK.RU
Dirigido por Rob Cohen
Dominic Toretto (Vin Diesel) é o líder de uma gangue de corridas de ruas em Los Angeles que está sendo investigado pela polícia por roubo de equipamentos eletrônicos. Para investigá-lo é enviado Brian O'Conner (Paul Walker), que se infiltra na gangue na intenção de descobrir se Toretto é realmente o autor dos crimes ou se há alguém mais por trás deles.
MEGA SENHA: RMZbyJulian / OK.RU
Dirigido por: Alexandre Bustillo Julien Maury
Sarah, uma jovem fotógrafa, está sozinha na noite de Natal. Ela está assim desde que seu marido morreu num acidente de carro. Só e grávida, recebe apenas as visitas de sua mãe dominadora e de seu chefe egocêntrico. A noite de Natal é o último dia antes de ir para o hospital ter seu bebê. Mas o silêncio de sua casa é quebrado quando uma misteriosa mulher bate à sua porta. Sarah desconfia e não atende. Todavia, a mulher se recusa a ir embora. Quando as coisas começam a se complicar, Sarah fica temerosa e chama a polícia, enquanto a mulher a observa pela janela.
MEGA SENHA: MEMORIADATV / OK.RU
Em seu "Scarface" de 1983, Brian De Palma tem a delicadeza de seguir com grande fidelidade as linhas gerais do original. Tony Montana é um cubano exilado que sobe meteoricamente no universo criminal de Miami. É a única delicadeza do filme: como no original, aqui ninguém hesita na hora de puxar o gatilho.
Se Camonte explora as bebidas, Montana se dedicará ao tráfico de drogas. Ambos cortejarão a mulher do chefe e ambos o liquidarão. Montana e Camonte só compreendem a linguagem da força. A diferença mais sensível não entre eles, mas entre os filmes, na primeira parte, é que Hawks não tem preocupação descritiva em relação a Chicago, enquanto De Palma dedica-se um pouco demais a Miami.
As diferenças se tornam mais evidentes no terço final, em que a superioridade do original em relação ao "remake" será muito clara. Do momento em que Montana começa a se colocar questões existenciais, o filme se enfraquece tremendamente.
Daí resultará, de certa forma, que sua desgraça vai se dever não à ação policial (como no primeiro filme), mas a suas próprias fraquezas. E seu apego à instituição familiar, sua ética, não está desenhada com suficiente evidência por De Palma ao longo do filme para justificar, no caso, nada menos do que o início de sua derrocada.
Quando leva essa derrocada para o confronto entre gangues, todo o moralismo característico dos filmes dos anos 30 é devidamente desbastado.
Embora o "Scarface" de 1983 seja inferior ao de 1932, tem a marca de um grande cineasta.
TERABOX / MEDIAFIRE / MEGA SENHA: MEMORIADATV / OK.RU
Tem gente que considera inesquecível Al Pacino, com todos os seus excessos, fazendo o papel de Scarface, na refilmagem de 1983, de Brian De Palma, com roteiro de Oliver Stone. Ele faz o líder de uma quadrilha de traficantes em Miami que comete o erro de também se viciar em droga.
Michelle Pfeiffer no papel que a revelou no cinema, magra e deslumbrante. E o filme tinha algumas das seqüências de ação e violência mais fortes já realizadas pelo cinema.
Poucos se lembram de que o filme é a refilmagem de outro "Scarface", o clássico de Howard Hawks e que, com justiça, é considerado um dos filmes mais famosos e polêmicos do gênero. E também um dos primeiros a ter problemas graves com a censura, que por sinal lhe impôs um subtítulo moralista, "A Vergonha de uma Nação".
Este "Scarface", de 1932, é uma produção do excêntrico milionário Howard Hughes, também famoso como pioneiro da aviação (e que foi biografado em 2004 em "O Aviador", de Martin Scorsese). Ele vinha se dedicando ao cinema desde 1926, logo depois de herdar uma fortuna. Tinha feito vários filmes e no final das contas perdido muito dinheiro.
Por isso achou que fazer uma fita de gangster era o que lhe dava mais chance de sucesso, e chamou para realizar o projeto aquele que considerava o melhor e mais capaz diretor de Hollywood, Howard Hawks. Foi ele quem chamou para escrever o roteiro um dos maiores escritores do teatro, Ben Hecht. E lhe deu a idéia básica: fazer uma espécie de adaptação da vida da família dos Bórgia, só que vivendo em Chicago nos anos 30. Ou seja, César Bórgia seria o gangster Al Capone e teria mesmo uma atração incestuosa por sua irmã, que seria uma espécie de Lucrécia Bórgia.
Esse seria o ponto de partida para um projeto muito complicado, porque na época havia uma grande rejeição contra os filmes de Hollywood que pareciam endeusar os gangsters, como "Alma no Lodo" ("Little Caesar", 1931), com Edward G. Robinson, e "O Inimigo Público Número Um" ("The Public Enemy", 1931), com James Cagney.
Mas é fato que a história é inspirada na vida de Capone, que realmente tinha uma cicatriz como o Scarface do filme, embora fosse no pescoço e não no rosto. Hawks sempre declarou que chegou a consultar os gângsteres sobre o projeto e que o próprio Capone teria gostado tanto do filme que tinha uma cópia pessoal dele. Pode ser exagero (e Hawks era famoso por seus exageros e mentiras), mas o fato é que muitos incidentes da história são inspirados em fatos reais e que a quadrilha de Capone ficou até lisonjeada em ser mostrada em um filme.
O filme também é famoso por causa de seu elenco que revelou alguns astros então desconhecidos. Queriam colocar Clark Gable, mas é Paul Muni quem faz o papel-título. Ele foi descoberto no teatro ídiche de Nova York e relutou muito antes de fazer o personagem. Eventualmente Muni até ganharia um Oscar de Melhor Ator por "A História de Louis Pasteur" ("The Story of Louis Pasteur", 1935), embora para muita gente seu estilo de representar seja um pouco exagerado e teatral.
Também da Broadway veio um ator famoso por lá e amigo de Ben Hecht, chamado Osgood Perkins, que interpreta o egoísta chefe da gangue, Johnny Lovo. Osgood morreu em 1937 e hoje é mais lembrado como o pai do ator Anthony Perkins. Boris Karloff, famoso como Frankenstein, conseguiu o papel do gangster rival porque era antigo amigo de Hawks. "Scarface" foi também o filme que revelou e transformou em astro George Raft, que na vida real havia sido dançarino, gigolô e até o fim da vida foi amigo e protegido dos gangsters de verdade. Hawks achou que ele tinha um tipo todo especial, com uma maravilhosa qualidade impassível.
Curiosamente ele e Muni se tornaram amigos também na vida real e foi Raft quem trouxe para o filme sua amiga Ann Dvorak, uma jovem de 18 anos que lembra bastante Joan Crawford e que às escondidas se tornaria por uns tempos amante do diretor. A cena em que ela dança com Raft foi, inclusive, inspirada num episódio real que Hawks viu envolvendo o casal numa festa. Ann teve uma boa carreira a partir deste personagem, da irmã pelo qual o gângster tem uma fixação incestuosa.
O personagem de Raft foi inspirado no guarda-costas de Capone, Frank Rio, mas o detalhe que marcou o personagem e a carreira do ator foi uma idéia do diretor, usar uma moedinha com a qual ele fica brincando o tempo todo. Raft mais tarde até satirizaria isso em "Quanto mais Quente Melhor" ("Some Like It Hot", 1959), de Billy Wilder. Segundo Hawks, ele tirou a idéia de um gângster verdadeiro que deixou um níquel no corpo de um inimigo morto, como sinal de respeito.
O filme foi rodado em 1931 em um estúdio que ficava no Boulevard Santa Monica, com uma orquestra no set para dar o clima adequado para os atores representarem. Na seqüência inicial, Hawks fez uma espécie de homenagem ao cinema mudo, inspirada na morte de um gângster, um certo Big Jim Colosimo, morto pela quadrilha de Capone: durante três minutos a câmera passeia pelo que foi obviamente uma grande festa de bandidos.
O resto do filme está cheio de momentos memoráveis, mas o problema foi que a censura implicou com o projeto. Naquela época ainda não existia o código de auto-censura dos estúdios e muitos estados até proibiram o filme. Chegaram a rodar finais alternativos, mais moralistas, eliminar seqüências inteiras e referências raciais, atenuaram momentos mais fortes, inclusive deixando vago o tema do incesto.
O produtor Hughes brigou muito, tentou conseguir o apoio da imprensa, mas mesmo assim teve que admitir vários cortes e concessões. Mas nada disso tirou o poder e a influência do filme, até mesmo pela esplêndida fotografia de Lee Garmes. Inclusive porque durante anos o filme ficou inacessível e se tornou lendário.
Excelente thriller de suspense e ação, "Limbo" é um drama policial dirigido pelo chinês Soi Cheang e ambientado nas favelas de Hong Kong. Fotografado em belíssimo preto e branco por Siu-Keung Cheng, o filme traz uma atmosfera noir com muita chuva e uma narrativa crescente de suspense, repleto de violência. O filme concorreu no Festival de Berlin e ganhou diversos prêmios em importantes festivais internacionals.
A dupla de policiais - o veterano Cham e o jovem Will (Mason Lee, filho do cineasta Ang Lee) estão atrás de pistas para capturar um serial killer que mata mulheres, todas elas viciadas em drogas. Os corpos são encontrados no lixão de uma enorme favela da periferia da cidade. Durante uma ação, Cham reencontra Wong To (Yase Liu), uma ladra de carros que acidentalmente matou a esposa grávida de Cham. Cham espanca Wong, e ela decide se tornar uma isca para o assassino.
O que impressiona no filme é a sua estética bastante precisa na imagem, com enquadramentos, fotografia e efeitos de alto nível, além de premiada coreografia nas lutas. Outro ponto forte é o ótimo trabalho do elenco principal, em especial Yase Liu, em difícil papel onde sua personagem é espancada brutalmente, estuprada e humilhada. Não é um filme fácil de ser assistido devido a sua alta carga de misoginia, mas para quem gosta de filmes de suspense, o filme é uma ótima pedida.
Elenco: Samantha Morton, Michael Shannon, Peter Fonda, Charlie Tahan, Natasha Calis, Meadow Williams, Amina Robinson
Kathy Bastes encontrou uma rival à altura de seu personagem apavorante em "Louca obsessão". Samantha Morton e a sua personagem Katherine dividem espaço entre as mais desequilibradas e bipolares das vilãs do cinema moderno. Morton interpreta um papel dificílimo, que se fosse realizado por outra atriz facilmente cairia no vulgar e no overacting. Certamente, uma atuação que vale ouro, merecedora de prêmios. O cineasta John McNaughton realizou em 86 o cult "Henry: retrato de um serial killer", que chocou o mundo e foi proibido em vários países. Em "A plantação", ele trabalha no mesmo gênero suspense, em uma versão mais light e psicológica. Macnaughton se cercou de 4 excelente performances, irretocáveis: Samantha Morton, Michael Shannon (de "O abrigo"), Natasha Calis, como a menina Maryann e Charlie Tahan (a voz em "Frankenweenie" e "Blue Jasmine"), no papel de Andy. Maryann é uma menina que acabou de perder os seus pais. Ela se muda com os avós de Nova York para o subúrbio. Entediada e triste, ela vagueia pela região, até dar de cara com uma casa. Lá, ela descobre Andy, um garoto paraplégico, que vive deitado na cama. Ela descobre que os pais de Andy são uma médica e um enfermeiro. Os dois fazem amizade, mas a mãe de Andy, Katherine, quer que ela se afaste dele. Maryann, em uma de suas investidas para visitar Andy, descobre um terrível segredo que se esconde na casa. O filme tem um delicioso revival de filme de suspense que remete bastante a "Louca obsessão", "Conta comigo" e "Os Gonnies". É delicioso de se assistir, com tensão e suspense na medida certa, sem aqueles habituais gatos que surgem do nada e uma violência suportável por qualquer integrante da família que queira assistir ao filme. Bem dirigido, bem escrito e com uma narrativa lenta que chega até um clímax que, mesmo que duvidoso (gente, não existe polícia a ser acionada nessa cidade?), satisfaz bastante os espectadores. Grandes atores que dão vida a uma espécie de fábula macabra e sinistra, mas muito bem urdida.
Direção: Stuart Hazeldine
Oito candidatos atingem a fase final de seleção para entrar numa poderosa e misteriosa empresa. O instrutor então dá a eles 80 minutos para responder a uma pergunta simples, mas aponta três regras que devem ser obedecidas, sob pena de desclassificação: não falar com ele ou com o guarda armado na porta; não estragar seus papéis; não sair da sala.
Direção: Jonathan English
1216. Um ano após a batalha do castelo de Rochester, Hubert (Tom Rhys Harries), um sobrevivente da sangrenta batalha, luta para proteger seu clã dos celtas. Os invasores querem vingança pela morte do filho de um seus líderes e não vão descansar até não restar nenhuma alma viva naquele lugar.
Dirigido por Jonathan English
Inglaterra, 1215. Os barões forçam o Rei John a aprovar a Magna Carta, um documento que controla os poderes da monarquia. Entretanto, o Rei não cumpre sua palavra e resolve forçar seu súditos à submissão. Buscando fazer justiça, um grupo de cavaleiros da Ordem dos Templários decide começar uma batalha em defesa do castelo de Rochester.
Reboot da franquia milionária dos anos 2000 protagonizada por Lucy Liu, Cameron Diaz e Drew Barrymore, aqui substituídas por Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska. Essa nova versão não deixa dúvidas sobre o seu propósito: uma aventura pós #Metoo, onde absolutamente nenhum homem branco vale um centavo. As mulheres são todas valentonas, e a sororidade grita alto. A cena final, com um mar de homens derrotados e dezenas de mulheres empoderadas cantando vitória é sintomática: o mundo é das mulheres. Elisabeth Banks acumula 3 funções: Diretora (pela 1ª vez uma mulher dirige um filme de "As Panteras"), roteirista e atriz, interpretando Bosley, o alter ego de Charlie.
Dirigido por McG
Foi um erro batizarem no Brasil de "As Panteras" o seriado de TV que obrigatoriamente teria que se chamar "Os Anjos de Charlie", já que tudo se baseia no fato de que um milionário chamado Charlie (que nunca é visto, nem no seriado, e apenas de relance e irreconhecível aqui) mantém uma organização secreta onde trabalham três belas agentes que combatem o crime. Elas nunca vêem o chefe, apenas ouvem sua voz (sempre feita pelo veterano John Forsythe). E recebem as ordens através de seu preposto Bosley.
O fato é que o seriado, enquanto durou (1976-81), foi um enorme sucesso, principalmente por causa de seu primeiro time, a loira e cabeluda Farrah Fawcett, Jaclyn Smith, Kate Jackson, depois substituídas por Cheryl Ladd, Shelley Hack e Tanya Roberts (nenhuma delas aparece aqui).
O filme não é tão ruim quanto a maioria dos que são inspirados em séries (no prólogo da fita, à la James Bond, eles fazem uma brincadeira com esse tipo de filme, mostrando "T.J. Hooker- O Filme", referência a uma série fraca com William Shatner, e satirizando "Missão Impossível"). Mas nem tão bom quanto você espera. Apenas não compromete.
Produzido por Drew Barrymore (que proibiu o uso de armas de fogo pelas heroínas, todas elas se defendem apenas com braços e pernas, dando golpes à la "Matrix"), segue as linhas gerais do seriado, mas rindo de si próprio, com a certeza de que aquilo tudo é uma grande brincadeira.
Bill Murray é quem está mais mal aproveitado e sem graça, já que Cameron e Drew comandam o espetáculo. A trama é mero pretexto para correrias, muitas explosões, ação no ritmo das fitas de Hong Kong, uma profusão de efeitos especiais digitais.
Até nas cenas erradas que aparecem nos letreiros finais todas parecem se divertir muito, em particular Cameron. O roteiro de Rowe ("Tapeheads"), Solomon ("Men in Black") e John August ("Go") é apenas apropriado, mas a fita tem um bom astral.
Direção: McG
Elenco: Rodrigo Santoro
Dirigido por Fred Walton
A jovem babá Jill Johnson é contratada pelo casal Mandrakis para cuidar de seus dois filhos pequenos. Mas o horror começa quando alguém telefona para a casa dos Mandrakis e diz, com voz tétrica: "Você já foi olhar as crianças?". Inicialmente, a baby-sitter pensar tratar-se do sr. Mandrakis, mas logo percebe que a coisa é mais grave quando o misterioso interlocutor passa a ligar diversas vezes seguidas, sempre pronunciando a misteriosa frase: "Você já foi olhar as crianças?".
Dirigido por: Fred Walton
Jovem babá recebe visita de estranho que alega que seu carro quebrou e pede para usar o telefone. Amedrontada, ela não abre a porta, mas se oferece para fazer a ligação. Mas o estranho volta... e desta vez quer entrar!
Diretor: Simon West. É um remake do filme homônimo lançado em 1979
Jill Johnson (Camilla Belle) é uma estudante que ficou de castigo por ter usado demais o celular. Para pagar a conta, os pais dela a mandam ficar de babá por uma noite em uma casa muito afastada em um território desértico. Jill teria uma noite tranquila, se não começasse a receber ligações anônimas de um estranho. Com medo, Jill começa a procurar respostas. Em meio a vários mistérios inexplicados, Jill descobre que a porta da garagem estava estranhamente aberta. As ligações continuam, e Jill liga desesperadamente para a polícia. O policial de plantão diz que ela deve sair imediatamente de lá, pois o estranho está ligando de dentro da casa. E assim começa a luta de Jill pela sua sobrevivência.