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HISTÓRIA DO BRASIL
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Soldado de Deus - 2005

A primeira sensação é de estranheza. Soldado de Deus? Um documentário sobre o Integralismo? O braço brasileiro do Nazismo? Qual seria o interesse de se lançar um filme assim nos nossos cinemas? Passado o primeiro susto, vamos ao filme propriamente dito. A primeira imagem também me faz torcer o nariz: uma cena de alguma rua não especificada, provavelmente no Rio de Janeiro. Escura, granulada, que parece ter saído diretamente da mais amadora das câmeras de VHS. Seria algo de valor histórico, de difícil recuperação? Nada disso. Trata-se de um momento atual. Um travelling nos leva até um pequeno apartamento desta tal rua, onde ficamos sabendo se tratar da antiga moradia de Plínio Salgado, o fundador do Integralismo. Ali acontece uma reunião - alguns jovens - que ainda cultuam a doutrina. A partir daí, Soldado de Deus começa a ficar mais interessante. Particularmente, eu não tinha a mínima idéia que o Integralismo ainda tinha adeptos. E muito menos que faziam reuniões. Alguns dos presentes prestam seus depoimentos de simpatia ao movimento e logo em seguida entram os créditos de abertura.

Pena que, após estes letreiros, Soldado de Deus assuma uma postura cinematograficamente conservadora. Longos depoimentos - nem sempre esclarecedores - são mesclados a algumas imagens de arquivos de relativo interesse. Em determinado ponto do filme, ensaia-se uma locução em off das mais antiquadas, idéia felizmente abandonada no transcorrer do próprio filme. Há erros básicos (facilmente corrigíveis) como deixar alguns dos depoentes sem identificação, e grafar errado por duas vezes o nome do ex-presidente Médici, que no filme sai como "Médice". Uma das depoentes é identificada como "A mais importante do Integralismo". Mas importante o quê? Também há outros problemas mais difíceis de serem consertados, como a baixa qualidade da imagem e do som. Há cenas em que se ouve melhor a pista de áudio de um filme histórico de 70 anos atrás que a própria captação do som de depoimentos atuais. Ah, e a boa idéia de documentar o pensamento dos atuais seguidores do Integralismo, apresentada bem no início do filme, é simplesmente esquecida e descartada.

Há acertos também, como a imparcialidade com a qual o tema é tratado (felizmente não é uma apologia da Direita) e a contribuição histórica que o filme possa fornecer ao radiografar um tema considerado tabu.

Soldado de Deus marca a estréia no longa-metragem do cineasta Sérgio Sanz, antigo assistente de Ruy Guerra.

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Tancredo - A Travessia (2011)

21 de abril de 1985. Morria Tancredo Neves, primeiro presidente civil do Brasil em mais de duas décadas. O choro compulsivo da população não era propriamente pelo falecimento de seu governante, mas pelo fim de um sonho. Um sonho de democracia, que levou milhões às ruas nas principais capitais pedindo o simples direito de votar. Um sonho de esperança, materializado naquele homem que significava novos tempos na política brasileira, apesar de já ter 75 anos. Um sonho de mudança, para um país que sempre foi apenas do futuro, ignorando o presente. Um sonho destruído.

O grande mérito de Tancredo – A Travessia é conseguir transmitir ao espectador a dimensão do que significou a ascensão e morte de Tancredo Neves para o Brasil. Entre o sonho e a realidade, o que se vê é um país extremamente complexo onde não apenas a vontade bastava. Havia também o jogo político, com seus inevitáveis interesses, e ainda a liberdade comedida, com limites sobre até onde se poderia agir. Em depoimento, Miro Teixeira conta uma declaração esclarecedora de Theotônio Vilela: “Vocês não entenderam. Ou é este projeto ou não vai ter anistia”. Retrato da ditadura, onde a vontade era imposta sem que houvesse muito espaço para negociações. Retrato do Brasil daquela época.

Entretanto, a história de Tancredo começa bem antes da década de 80. De forma bastante didática é apresentada toda sua trajetória política, passando por períodos marcantes do país. O suicídio de Getúlio Vargas é apresentado através de uma encenação com atores, baseada na peça teatral “O Tiro que Mudou a História”, que chama mais a atenção pelos nomes conhecidos presentes do que propriamente por sua utilidade para o documentário. A crise após a renúncia de Jânio Quadros, com as negociações que fizeram com que Tancredo assumisse como primeiro-ministro de um Brasil parlamentarista, é também apresentada em detalhes. Assim como o golpe militar que deu início à ditadura, em 1964.

Através de vários depoimentos e muitas imagens de arquivo, que ajudam bastante a contar uma época ao mesmo tempo distante e que deixou tantas marcas nos dias atuais, Tancredo – A Travessia é uma aula de história sobre a política brasileira nos últimos 60 anos. Imprescindível para quem deseja entender a formação recente do país e o real significado da campanha Diretas Já, uma época onde “parecia que o Brasil estava voltando para casa”, como diz a atriz Maitê Proença. Uma travessia que conta com, pelo menos, uma cena emocionante: o hino nacional cantado em pleno Congresso Nacional, após a emenda das eleições diretas para presidente não ser aprovada. De arrepiar.

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Yndio do Brasil (1995)

"Yndio do Brasil" é uma espécie de autocrítica do cinema com relação à imagem do índio que ele ajudou a construir nos últimos 80 anos. É uma colagem de trechos de uma centena de filmes nacionais e estrangeiros sobre índios. São imagens de filmes de ficção -como "A Lenda de Ubirajara", "Casei-me com um Xavante", "Como Era Gostoso Meu Francês"-, documentários etnográficos, cinejornais etc.
Para o diretor do documentário, Sylvio Back, o cinema tem reforçado o olhar distorcido que a sociedade branca tem do índio. "Esse olhar tem várias vertentes: uma é a do cinema americano, em que os índios são maus, demonizados; outra é a da Igreja, que mostra de um lado o índio demonizado, e de outro o índio idealizado, ingênuo, idílico", diz o cineasta.
A trilha sonora é composta basicamente de MPB, além de poemas escritos pelo diretor e dramatizados pelo ator José Mayer.
"Durante a pesquisa para o filme, me dei conta de que a música popular usou muito o tema do índio e acabou reproduzindo o mesmo olhar preconceituoso, idílico, racista e discriminatório que o cinema passa", afirma Back.
Na raiz da visão que discrimina o índio, segundo o diretor, está a atuação da Igreja desde o período colonial. "A Igreja sempre quis enquadrar o índio desossificando-o de sua cosmogonia", diz Back, que em 1982 já havia abordado o tema no documentário "República Guarani".
Depois, já na República, o índio foi vítima da integração nacional preconizada pelo Exército. "De formação positivista, o Exército brasileiro tem tentado integrar o índio aos ideais de ordem, progresso, autoridade. Acontece que o índio é sinônimo de desordem. Ele não tem uma organização voltada para produzir e progredir."
Em sua crítica à política indigenista do Exército, Back não poupa o marechal Rondon, que aparece em algumas das imagens aproveitadas. Muito pelo contrário: "Rondon é um genocida branco. Embora tivesse o lema 'morrer se preciso, matar nunca', ao integrar o índio, ele o estava matando".
O diretor diz que fez um filme "desideologizado", se abstendo de dar ao espectador uma idéia pronta sobre o assunto. Daí, segundo ele, a ausência de narração.
"Desde 'A Revolução de 30' (1980) abdiquei do narrador em meus filmes. O cineasta que usa um narrador não acredita na sua imagem, e diminui assim o espectro do imaginário do espectador."
Back diz ter visto cerca de 700 filmes em sua pesquisa, realizada em arquivos e cinematecas do Brasil e dos EUA. O processo de seleção e montagem desse material levou cerca de três anos.
A colagem aparentemente desconexa de som e imagem obedece, segundo o diretor, a uma intenção: "Gosto de fazer o espectador ver dois filmes ao mesmo tempo: um filme de imagem e um filme de som, sem um acoplamento forçado entre as duas coisas".

 

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O Descobrimento do Brasil - 1937

Nos idos de 1937, o cineasta mineiro Humberto Mauro, (praticamente desconhecido pela massa) aventurou-se na seara do longa-metragem para falar sobre o descobrimento do Brasil pelos portugueses. Se hoje, com todos os incentivos existentes e meios facilitados de produção, está difícil estabelecer um cinema sólido no país, imagine o cenário há mais de 70 anos, quando o próprio meio ainda tateava suas possibilidades enquanto forma de expressão. Mas que fique bem claro: essa introdução não intenta prestar-se à complacência, pois O Descobrimento do Brasil possui méritos sem régua nas eventualidades de produção.

Por um pouco mais de uma hora, veremos uma espécie de resumo da empreitada dos lusos até a terra de Vera Cruz, história que todos aprendemos na escola, porém sem as nuances além do oficioso. Oscilando entre descrições didáticas e dramatizações elaboradas (estas servidoras de apoio àquelas), O Descobrimento do Brasil quase cai em terreno movediço, uma vez que não ficam claras as intenções do diretor entre o já mencionado didatismo e a construção de um olhar próprio. Curiosamente estruturado tal exemplar mudo, com movimentos de câmera e decupagem intrínsecas aos filmes silenciosos, O Descobrimento do Brasil é sonoro, de poucas falas, é verdade, mas bastante influenciado por sotaques estrangeiros e barulhos da mata. Sobressai-se também, naquilo que concerne ao ouvido, a bela partitura de Villa-Lobos (ele mesmo).

A chegada dos desbravadores marca o melhor de O Descobrimento do Brasil. Passada a fase de apresentação, mais descritiva que argumentativa, nota-se Humberto Mauro, em sua síntese particular, disposto a explorar com afinco o choque cultural existente entre o branco e o índio, por meio da catequização deste último. Após a sedução por meio dos objetos do homem civilizado, o índio tem comprometida sua raiz ancestral, que é maculada de maneira irreversível.

Humberto Mauro aproveita situações, sobretudo a construção de uma gigantesca cruz – e a belíssima cena dos índios a carregando, para situar o descobrimento como instante em que escoa a pureza do homem brasileiro. Dessa maneira, lança olhar amargo sobre esse momento histórico e definidor do paraíso onde abundava o pau-brasil, logo excepcional ao extrativismo e ao consequente esmagamento da cultura originária. Não à toa, o conquistador necessita da colônia prostrada ante seus símbolos de dominação. Mudou muita coisa em mais de 500 anos?

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República Guarani - 1981

Direção: Sylvio Back

Entre 1610 e 1767, ano da expulsão de jesuítas das Américas, desenvolveu-se - em uma vasta área dominada por índios guaranis e banhada pelos rios Paraná, Uruguai e Paraguai - um discutido projeto sócio-político, religioso e também arquitetônico, único na história de relacionamento conquistador-índio: uma sociedade criada por jesuítas com sucessivas gerações de guaranis que chegou a abranger 500 mil pessoas.

Dirigido e produzido por Sylvio Back em 1978, com 60 minutos e roteiros e pesquisa assinados por Deonísio da Silva, o documentário foi relançado com 100 minutos em 1982 e ganhou vários prêmios. O filme traz um registro da cultura e da história dos guaranis e do que fizeram com eles.

Sua montagem meticulosa resultou numa versão sutilmente agressiva e hostil aos jesuítas. Por exemplo, Back esclarece que a figura e a função do cacique entre os guaranis foram impostos pelos padres que afastaram a liderança dos pajés guias espirituais e curandeiros das tribos.

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Políticas de Saúde no Brasil: um século de luta pelo direito à saúde (2006)

Direção: RenatoTapajós

No período colonial o Brasil era tomado por epidemias de febre amarela, cólera, varíola, malária, que levaram os portos a entrarem em crise. O que era um problema, já que a economia do país se sustentava na exportação de café. Com a resistência de alguns países de importarem os produtos brasileiros, temendo às epidemias, houve uma queda na produção agrícola. Nesse período a saúde era privada para ricos, que eram os únicos com recursos financeiros para pagar os altos preços cobrados pelos médicos. Os pobres se contentavam com os serviços prestados pelas instituições filantrópicas e/ou benzedeiras.

O filme narra que, com o advento da República, Rodrigues Alves, então presidente, nomeou Oswaldo Cruz como Diretor do Departamento Nacional de Saúde Pública. Oswaldo Cruz criou o controle epidemiológico e liderou a Reforma Sanitária Brasileira, instituindo a vacina contra a varíola como medida obrigatória. Esta medida não é foi aceita pela população da cidade do Rio de Janeiro, que se manifestou, organizando a Revolta da Vacina.

Com o advento do capitalismo no Brasil, começaram os primeiros movimentos de industrialização do país, e cresce o número de imigrantes, que traziam consigo a experiência do modelo industrial que já era forte na Europa. A saúde ainda era precária no país, principalmente no que dizia respeito à parcela da população sem recursos financeiros. Os vários movimentos de greves dos operários, principalmente na cidade de São Paulo, em busca de melhores condições de trabalho e de acesso à saúde, resultaram na consolidação da Lei Eloy Chaves em 1923. Essa lei criava e regulamentava as Caixas de Aposentadorias e Pensões (CAP’s), que garantiam assistência medica para os trabalhadores.  Essa lei é o marco para a criação da Previdência Social no Brasil.

Em 1930 Getúlio Vargas assume a presidência da republica e provoca algumas mudanças no quadro sociopolítico brasileiro. Dentre elas acontece a descentralização da política café com leite, no eixo São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, além da criação do Ministério da Educação e Saúde Pública, e a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) em 1939, que estipulam carga horária fixa para os trabalhadores, salários mínimos e asseguram direitos à previdência. Em 1932 São Paulo resiste à constituição de 30, e a elite paulista perde dinheiro. Getúlio Vargas vendo a quantidade de dinheiro acumulado pelas CAPS’s e resolve centralizá-los, instaurando em 1933 os Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAP’s). A partir de agora, o estado iria gerir os recursos dos CAPS por meio dos IAPS, que estenderia os direitos dos trabalhadores e uniformiza as estruturas de saúde.

Em 1945, Vargas é deposto, e Dutra assume o poder. Acontecem avanços significativos na saúde. O modelo de saúde nacional sofre influência do modelo americano que ia contra o método médico assistencialista. A saúde no Brasil agora recebe investimentos diretos do governo e conta com hospitais grandes, modernos e bem equipados, além de diversas especialidades médicas. Em 1953 é criado o Ministério da Saúde.

Na década de 1960, Brasília é criada, e o governo brasileiro investe para trazer fábricas automobilísticas, cresce a industrialização. Acontece nesse período a expansão da medicina de lucro, onde empresas médicas prestam serviços médicos privados, com hospitais próprios. Em 1964 quando Janio Quadros assume a presidência da república, ele tenta a reforma da saúde, mas os militares tomam o poder, e com o golpe militar instaura-se a ditadura.

Em 1967 aconteceu a unificação de todos os IAP’s, e criação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). Ficava a cargo do INPS assegurar a Previdência Social a todos os trabalhadores (urbanos e rurais), assim como garantir acesso a saúde, no que diz respeito à prática da medicina curativa. As medidas de prevenção, assim como controle epidemiológico eram responsabilidade do Ministério da Saúde.  Durante o Regime Militar acontecem altos investimentos nos hospitais privados, uma vez que, como o INPS atendia a todos os trabalhadores do país. O serviço de saúde, sozinho, não seria capaz de atender a esse público. Criam-se o Instituto Nacional de Atenção Médica da Previdência Social (INAMPS).

Com a crise financeira mundial, o sistema capitalista entra em colapso, cresce o número de manifestações em prol do direito à liberdade de expressão e melhor qualidade de vida no Brasil, dentre eles, as Revolução Sanitarista em 1980, que reivindicava saúde para todos, não apenas para trabalhadores com carteira assinada, e o movimento: Diretas Já, em 1985, que culminou na eleição de Tancredo Neves, marcando o fim do Regime Militar. Surgem nesse período os conselhos populares querendo ter vez e voz nos serviços já conquistados e nas políticas de saúde.

Em 1986 aconteceu a 8ª Conferência Nacional de Saúde, que lutava pela criação de um sistema único de saúde, igualitário e com controle popular. Nessa conferência foi aprovada a constituinte o Sistema Único de Saúde (SUS).

Na constituição de 1988, o SUS nasce com os princípios de: universalidade, Integralidade e equidade, com participação popular. Em 1990 é implantada a Lei 8.080 que estabeleceu recursos destinados ao SUS. Em 1996 as Normas de Operação Básica (NOB) do SUS regulamenta e lançado o Programa Saúde da Família (PSF) e Programa de Agentes Comunitários (PACS). Em seguida, foi permitida a transferência da gestão de serviços públicos de saúde para Instituições Privadas e Sem Fins Lucrativos (OSS). Acontece a Reforma Previdenciária, mas o SUS não é afetado, pois não depende mais Previdência Social para se manter. Em 2006 o SUS disponível para todos, igualmente, como uma política social pública, popular e democrática.

A jornada histórica de nosso país para a conquista de um Sistema Único de Saúde perdurou por mais de um século. Vários foram os eventos que nos permitiram chegar aqui. O SUS ainda está longe de ser o que todos idealizam, mas sem dúvida alguma, dentre as políticas públicas que existem em nosso país, é uma das poucas que saíram do papel. Claro que a realidade mostra grandes filas em hospitais, desvios de dinheiros públicos, e morosidade nos serviços que dependem diretamente de funcionários públicos. Mas não podemos nos deixar entristecer. O que ainda falta de melhoria no SUS, depende diretamente de nós, cidadãos. Devemos lembrar que vivemos em um país livre, e democrático. Se nos lembrarmos de que o SUS, ao contrário dos IMANPS, é descentralizado, podemos sim cobrar desses candidatos propostas que visem melhorias do sistema. A mudança está em nós, enquanto administradores do SUS. O SUS nasceu de movimentos sociais sérios, que viram a necessidade de uma mudança. E se eles conseguiram, por que nós não podemos? É mais fácil depositar nos políticos a culpa pelas falhas no sistema, do que nos implicarmos ativamente no processo. 

A MISSÃO (1986) Dublado Minhateca

DIREÇÃO: Roland Joffé

Elenco:

Aidan Quinn Felipe Mendoza

Alberto Borja Padre

Alejandrino Moya Chief's Lieutenant

Álvaro Guerrero Jesuit

Antonio Segovia Nobleman

Asuncion Ontiveros Indian Chief

Bercelio Moya Indian Boy

Carlos Duplat Portuguese Commander

Cherie Lunghi Carlotta

Chuck Low Cabeza

Daniel Berrigan Sebastian

Enrique Lamas Nobleman

Harlan Venner Secretary

Jacques Des Grottes Padre

Jeremy Irons Father Gabriel

Joe Daly Nobleman

Liam Neeson Fielding

Luis Carlos Gonzalez Boy Singer

Maria Teresa Ripoll Carlotta's Maid

Monirak Sisowath Ibaye

Rafael Camerano Spanish Commander

Ray McAnally Altamirano

Robert De Niro Rodrigo Mendoza

Rolf Gray Young Jesuit

Ronald Pickup Hontar

Sigifredo Ismare Witch Doctor

Silvestre Chiripua Indian

Tony Lawn Father Provincial

A missão é dirigido pelo cineasta franco-britânico Roland Joffé, que teve bastante notoriedade nos anos 80 e 90. Seus trabalhos de maior sucesso são esta produção de 1986 e o filme Os gritos do silêncio de 1984, ambos indicados ao Oscar. A missão ainda conseguiu a proeza de levar a Palma de Ouro em Cannes. Com um elenco de grandes atores, entre eles, Robert de Niro, Jeremy Irons e Liam Neeson, a produção britânica é lembrada sobretudo pela fantástica trilha sonora do mestre Ennio Morricone.
O filme conta a história da construção de uma missão jesuítica na fronteira do Brasil, Paraguai e Argentina, território disputado por portugueses e espanhóis no século XVIII. No início da trama, acompanhamos o assassinato de um padre pelos índios guaranis. Padre Gabriel (Jeremy Irons) é enviado para substituir seu predecessor e consegue estabelecer uma relação mais próxima com os índios através da música. Um antigo capturador de índios espanhol, Rodrigo Mendoza (Robert de Niro), passa a fazer parte da missão após uma tragédia familiar. Por fim, a missão deve lutar para continuar existindo, uma vez que os colonizadores portugueses tem intenção de dizimar a população local.
A missão proporciona ao espectador momentos belíssimos. O filme poderia existir sem as falas dos personagens, uma vez que os elementos mais importantes da narrativa são a imagem e a música. A primazia desses dois elementos pode ser observada na belíssima cena em que o padre Gabriel faz o primeiro contato com os índios. Perdido em meio a floresta, ele começa a tocar seu oboé atraindo a comunidade indígena que estava preparada para atacá-lo. Através da música, como se ela tivesse um poder encantatório, ele é acolhido pela maioria dos índios. 
Mas, A missão nos brinda com outras cenas antológicas, como aquela em que Rodrigo, em uma penitência auto-imposta (e explicitamente inspirada no mito de Sísifo) deve carregar um rede contendo metais pesados pelos barrancos e cachoeiras da floresta. A cena do perdão, que se segue e que corresponde ao fim da penitência, é particularmente emocionante. Outro momento belíssimo é a cena de abertura que mostra a morte do primeiro padre. Pregado em uma cruz de madeira, ele desce rio abaixo, passando pelas corredeiras, até chegar a uma grande cachoeira. Esta cena simboliza a recusa dos índios pela catequização. No entanto, o momento mais forte do filme, é sem dúvida, a parte final, grandiosamente bela e trágica. 
A missão é um filme cuja história vai se construindo aos poucos. O ritmo por vezes arrastado evoca a vida na floresta e a contemplação da natureza. Ao final, percebemos que os dois terços iniciais do filme, que mostra a estruturação da missão jesuítica e o fortalecimento dos laços entre padres e índios, são absolutamente necessários para a criação do impacto que o último ato terá sobre o espectador. 
O filme não se exime de mostrar a responsabilidade de espanhóis e portugueses na escravização e massacre indígena. A crueldade e covardia tanto dos representantes da coroa portuguesa e espanhola, quanto da própria Igreja é mostrada de uma maneira contundente pelo filme. No entanto, ele não tem o mesmo olhar crítico com os jesuítas, que são mostrados sobretudo como salvadores dos índios. O filme se abstém de se aprofundar na questão da aculturação e da imposição do cristianismo aos índios. 
Apesar de não ser um filme de grandes performances individuais, o elenco de A missão tem um desempenho notável, com destaque para a sensibilidade das composições de Robert de Niro e Jeremy Irons. O trabalho de preparação dos índios também é fantástico, ainda mais se levarmos em conta o grande número de figurantes usados nas cenas do filme. 
A fotografia do filme ganhadora do Oscar, de Chris Menges, é deslumbrante. Optando sempre por opor o espaço fagocitante da floresta e a pequenez dos homens perto da grandiosidade da natureza, Joffé e Menges criam planos extraordinários. O filme, no entanto, não teria o mesmo impacto sem a linda e melancólica trilha sonora de Ennio Morricone. 
A missão é um espetáculo triste e deslumbrante. Vale a pena conferir!

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Junho - O Mês que Abalou o Brasil / Minhateca

Direção: João Wainer

O documentário mostra as manifestações que tomaram diversas cidades do Brasil em junho de 2013. A revolta de proporção nacional ganhou expressão em São Paulo, quando uma passeata contra o aumento das tarifas do transporte público foi duramente reprimida pelas forças policiais. As reivindicações aumentaram, havendo protestos contra a corrupção, falta de serviços públicos e gastos excessivos com a Copa do Mundo. O movimento evoluiu, ganhou o país e mais de um milhão de pessoas foram às ruas.

 

OLGA (2004) / Minhateca / MEGA

Decididamente o cinema brasileiro não é mais o mesmo. Apesar dos pesares, as produções recentes revelam uma nova perspectiva para os amantes da sétima arte. Mas engana-se aquele que pensa que Olga é uma obra-prima do cinema nacional. Mais para telinha do que para telona, essa produção milionária (fala-se em R$ 12 milhões) tem um ranço de televisão que incomoda os mais sensíveis. Closes em excesso, exploração demasiada dos olhos azuis da protagonista (mais um pouco era a novela "Terra Nostra") e diálogos muito pobres marcarão a produção para sempre.

É fato que a contribuição para o grande público pode até ser interessante, mas o aspecto histórico - de verdade - passa ao largo dos longos minutos de exibição e o que se vê é uma sofrida história de amor. Ok! O objetivo alarmado pela produção era esse mesmo. Que pena. Poderia ter sido muito mais do que isso. A contribuição para o brasileiro seria maior se os fatos fossem revelados com mais clareza e sem tantos floreios. Aí sim teríamos um "serviço" de verdade: cultura para o povo.

O longa é até coerente com alguns dos personagens, mas do jeito que ficou, assistimos um filme de bandido e mocinho nos moldes de tantos outros já exibidos nas sessões da tarde da vida. A sensação que se tem é que, agora, todas as produções nacionais irão bem de público porque basta estar com a chancela da Globo e com seus atores. Mas a verdade é que a campanha maciça na TV e também em outros meios são ações poucas vezes vistas em nossa história cinematográfica. Basta um longa estar entrando em cartaz e até diálogo em novela é inserido disfarcaçado de merchandising social. Qual nada! É propaganda da braba.

O único problema com este formato de fazer filmes é o risco do famigerado "padrão" tomar conta também da tela grande, o que será uma grande perda para o cinema nacional, que ficará sem identidade própria. Basta ver as produções de Renato Aragão, Xuxa e companhia. Sucesso absoluto sem ter um mínimo de mensagem relevante. Mas Olga não está totalmente inserido neste contexto. A produção tem conteúdo e alguns pontos positivos. A fotografia é bacana, os efeitos caíram bem (salvo os fogos no navio, que ficaram falsos demais) e o som estava bom. O troca-troca de idiomas nos diálogos acabaram confundindo mais do que qualquer outra coisa. Seria melhor ter optado por apenas um.

Outro ponto que chama a atenção são os créditos / legendas para situar o espectador. As letras são tão pequenas que quando estiver sendo exibido numa televisão pequena (14 polegadas) vai ficar difícil de ler. Por que essa timidez toda na hora de inserir informações escritas na tela? É a televisão fazendo escola no cinema, e de maneira errada, porque a emissora do Jardim Botânico continua achando que ninguém sabe ler. Felizmente, esse cenário já mudou. E para melhor.

Que venham mais Cidade de Deus e a tal exploração da miséria. Aquilo sim foi cinema de verdade, e do Brasil.

Diretor Jayme Monjardim

Elenco:

Camila Morgado .... Olga Benário Prestes
Renata Jesion .... Elise Ewert Sabo
Caco Ciocler .... Luís Carlos Prestes
Osmar Prado .... Getúlio Vargas
Floriano Peixoto ... Filinto Muller
Fernanda Montenegro .... Dona Leocádia Prestes
Luís Melo .... Léo Benário
Anderson Müller .... Paul Gruber
Murilo Rosa .... Estevan
Werner Schünemann .... Arthur Ewert
Guilherme Weber .... Otto Braun
Mariana Lima .... Lígia Prestes
Eliane Giardini .... Eugénie Benário
Jandira Martini .... Sarah
Milena Toscano .... Hannah
Klaus Couto .... Adolf Hitler
Odilon Wagner .... Capitão do navio
Eliana Guttman .... Enfermeira-Chefe
Ranieri Gonzalez .... Miranda
Raul Sr .... Rodolfo Ghioldi
Bruno Dayrrel .... Victor Barron
Gilles Gwizdek .... Leon Julles Valee
Hélio Ribeiro .... Padre Leopoldo
Edgard Amorim .... Agildo Barata
Zé Carlos Machado .... Ministro da Guerra
José Dumont .... Manuel
Pascoal da Conceição .... Dimitri Manuilski
Sabrina Greve .... Elvira Colônio
Maria Clara Fernandes .... Carmem
Leona Cavalli .... Maria
Eduardo Semerjian .... Galvão
Thelmo Fernandes .... Bangu
Tadeu di Pietro .... Juiz
Ricardo Rathsam .... Jovem Alemão
Isabela Coimbra .... Olga Benário Criança

 

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A Opinião Pública (1967) Senha: cinebra

Direção: Arnaldo Jabor

Por meio de depoimentos, a classe média carioca - poderia ser a brasileira - é retratada de maneira a salientar seus gestos, seus gostos, sua religiosidade, o seu alheamento frente à realidade e o seu engajamento e apoio (in)voluntário à revolução de 1964. 

 

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Araguaya - Conspiração do Silêncio - 2004

Filme sobre um episódio importante da história brasileira: a guerrilha Araguaia. Na década de 1970, quando o Brasil era governado por uma ditadura militar, alguns militantes de esquerda e os camponeses pegaram em armas contra o Exército, na Amazônia. Bem no meio do conflito, ali estava um padre francês que tinha vindo para a região na década de 1960, e se envolveu nos acontecimentos que levaram à rebelião.

Elenco:

  • Ernesto geisel (o libertador)
  • Northon Nascimento (Osvaldão)
  • Françoise Forton (Dora)
  • Danton Mello (Carlos)
  • Narciza Leão (Lúcia)
  • Stephane Brodt (Pe. Chico)
  • Fernanda Maiorano (Tininha)
  • Rosanne Mulholland (Alice)
  • Rômulo Augusto (Flávio)
  • William Ferreira (Juca)
  • Cacá Amaral (Mário)
  • Claudio Jaborandi (Cabo Abdon)
  • Humberto Pedrancini (General Mamede)
  • Fernando Alves Pinto (Tenente Álvaro)
  • Pablo Peixoto (Geraldo)
  • Adriano Barroso (Anselmo)
  • José Marcos de Lima Araujo Filho (papel secundário)
  • Felipe da Conceição Fonseca (papel secundário)
  • Diogo Alves (papel secundário)
  • Henry Harada (papel secundário)

Dirigido por Ronaldo Duque 

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Anita & Garibaldi - 2013

Um filme de Alberto Rondalli com Gabriel Braga Nunes, Ana Paula Arósio, Alexandre Rodrigues, Paulo Cesar Pereio.

Giuseppe Garibaldi (Gabriel Braga Nunes), 32 anos, comandante dos rebeldes republicanos que invadem Laguna, Santa Catarina, durante a Guerra dos Farrapos (1835 - 1845), encontra sua alma gêmea em Anita (Ana Paula Arósio), 18 anos, esposa do sapateiro local. Entre a paixão e as batalhas, eles definirão o rumo de suas vidas e influenciarão o curso da revolução.

 

 

 

1930 - Tempo de Revolução (1990) / Depositfiles

O filme faz parte de uma série, idealizada pelo produtor Cláudio Kahns e pelo cientista político André Singer, que pretende documentar as principais sublevações políticas vividas no país. Neste primeiro filme, o diretor Eduardo Escorel remete também a outros movimentos ocorridos antes da Revolução de 1930. Reunindo imagens de arquivo (algumas inéditas, encontradas em arquivos no exterior) e depoimentos de historiadores, o vídeo procura esclarecer esse momento crucial e ainda mal compreendido da história brasileira. 

 

BRAVA GENTE BRASILEIRA (2000) / DEPOSITFILES

Elenco:

Diogo Infante ... Diogo de Castro e Albuquerque
Floriano Peixoto ... Capitão Pedro
Luciana Rigueira ... Ánote
Leonardo Villar ... Comandante
Buza Ferraz ... Antônio
Murilo Grossi ... Alfonso
Sérgio Mamberti ... padre
Adeílson Silva ... Januya
Hilário Silva ... Chefe Kadiwéu
Vanessa Marcelino ... Anoã
Sandra Silva ... mãe de Anoã
William Soares ... pai de Anoã
Silvana da Silva ... Mulher chorando

Dirigido por Lúcia Murat

O filme retrata a relação conflituosa entre portugueses e índios no século XVIII. 

REPÚBLICA GUARANI (1981) / MEGA

Dirigido por Silvio Back

Entre 1610 e 1767, ano da expulsão de jesuítas das Américas, desenvolveu-se - em uma vasta área dominada por índios guaranis e banhada pelos rios Paraná, Uruguai e Paraguai - um discutido projeto sócio-político, religioso e também arquitetônico, único na história de relacionamento conquistador-índio: uma sociedade criada por jesuítas com sucessivas gerações de guaranis que chegou a abranger 500 mil pessoas. 

 

Batalha dos Guararapes (1978) / MINHATECA

O filme retrata episódio da conquista holandesa do Nordeste brasileiro.

Dirigido por Paulo Thiago

Elenco:

José Wilker .... João Fernandes
José Pimentel... André Vidal de Negreiros
Cristina Aché
Roberto Bonfim
Joel Barcelos
Renée de Vielmond
Jardel Filho
Jacqueline Laurence
Fausto Rocha
Tamara Taxman
Jofre Soares
Luiz Gomes

Muito Além do Cidadão Kane / MEGA

O documentário mostra como Roberto Marinho construiu o império das organizações globo, como pode corromper e manipular. 
Mostra também entrevistas de várias personalidades além de esclarecer vários fatos como ´Nec do Brasil´ ´ Grupo Time Life´. 
Após assistir esse filme você terá outra visão sobre a Rede Globo de Televisão.
E não se esqueça: Você está sendo manipulado.

Vlado, 30 Anos Depois / MEGA

O cineasta João Batista de Andrade afirma que o filme é uma dívida, "um filme que deveria ter sido feito há muito tempo".
Longe de ser panfletário, o cineasta faz um registro emocionado de um homem que representou muito não só para a imprensa brasileira - foi diretor de jornalismo de TV Cultura, editor de cultura da revista Visão, entre outros trabalhos -, como também para o fim da ditadura militar no Brasil.
 

Documentário que resgata a trajetória de Vladimir Herzog.

Cidadão Boilesen /  MEGA

Um capítulo sempre subterrâneo dos anos de chumbo no Brasil, o financiamento da repressão violenta à luta armada por grandes empresários, ganha contornos mais precisos neste perfil daquele que foi considerado o mais notório deles.
As ligações de Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do grupo Ultra, com a ditadura militar, sua participação na criação da temível Oban – Operação Bandeirantes – e acusações de que assistiria voluntariamente a sessões de tortura emergem de diversos depoimentos de personagens daquela época.

Brasil: Uma História Inconveniente [Brazil: An Inconvenient History] / MEGA

Portugal foi responsável pela maior emigração forçada da história da humanidade.
De Angola chegou ao Brasil um número 10 vezes superior de escravos comparado à America do Norte.

Este documentário, sobre o passado colonial do Brasil, foi realizado em 2000 por Phil Grabsky, para a BBC/History Channel. Ganhou um Gold Remi Award no Houston International Film Festival em 2001.
Uma verdade inconveniente da história de Portugal. 

 

Vermelho Brasil (2014) / MEGA

Um filme de Sylvain Archambault com Stellan Skarsgård, Juliette Lamboley, Sagamore Stévenin, Didier Flamand.

A história relata a passagem da expedição francesa de Nicolas Durand de Villegagnon na baía e nas terras em que hoje é a atual Baía de Guanabara e a cidade do Rio de Janeiro, por volta da década de 1550.

Com o patrocínio da Coroa Francesa, Villegagnon tenta criar uma colônia, a chamada França Antártica, mas este projeto é fracassado, pois a resistência portuguesa, com a ajuda dos índios, expulsam os invasores da região.

 

Imagem

Cristo de Lama (1966) / Minhateca

No século XVIII, em Vila Rica, vive o pintor e escultor Antônio Francisco Lisboa, que tem na madrinha Helena a sua protetora e inspiradora. Por Helena sente os primeiros ímpetos amorosos e, após uma aventura noturna, a madrinha, muito religiosa, comete suicídio. Isso marca profundamente a obra do artista. Seu único e leal amigo é Mesquita, mais tarde envolvido na conjuração política da Colônia, e preso na jornada libertadora de Tiradentes. Acometido pela doença incurável que lhe traz a alcunha de Aleijadinho, Lisboa se casa com Narcisa, e termina seus dias feliz por ter vencido a incompreensão da comunidade religiosa e ter deixado, nas igrejas de Vila Rica e Congonhas, obras de alto valor artístico.

Direção: Wilson Silva

ELENCO

Geraldo Del Rey - Antonio Francisco Lisboa
Maria Della Costa - Helena
Renato Consorte - Mesquita
Aizita Nascimento - Narcisa
Angelito Mello - Manoel Lisboa
Fábio Sabag - Padre Camelo
Esmeralda Barros - Madalena
Rodolfo Arena - João Gomes
Waldir Maia - Tiradentes
Raul Cortez

Que bom te ver viva (1989) / MEGA

O filme aborda a tortura durante o período de ditadura no Brasil, mostrando como suas vítimas sobreviveram e como encaram aqueles anos de violência duas décadas depois. "Que Bom Te Ver Viva" mistura os delírios e fantasias de uma personagem anônima, interpretada pela atriz Irene Ravache, alinhavado os depoimentos de oito ex-presas políticas brasileiras que viveram situações de tortura. Mais do que descrever e enumerar sevícias, o filme mostra o preço que essas mulheres pagaram, e ainda pagam, por terem sobrevivido lúcidas à experiência de tortura. Para diferenciar a ficção do documentário, Lúcia Murat optou por gravar os depoimentos das ex-presas políticas em vídeo, como o enquadramento semelhante ao de retrato 3x4; filmar seu cotidiano à luz natural, representando assim a vida aparente; e usar a luz teatral, para enfocar o que está atrás da fotografia - o discurso inconsciente do monólogo da personagem de Irene Ravache. 

Você Também Pode Dar Um Presunto Legal (1971) / MEGA

Reflexão sobre a atuação do Esquadrão da Morte e do famigerado Delegado Fleury, chefe do DOPS em São Paulo. Filmado clandestinamente, o documentário nunca foi exibido por representar risco de vida para seu elenco e equipe. Na época, seus negativos foram transferidos para Cuba. Desde de 2006, seu realizador exibe sem muito alarde esta versão em universidades e mostras sobre direitos humanos. Com uma narrativa ainda atual, o documentário utiliza-se de diversos materiais em sua construção – recortes de jornais e revistas, imagens captadas diretamente da televisão, transcrição de depoimentos de pessoas torturadas e fragmentos das obras de teatro “A Resistível Ascensão de Arturo Ui” (Bertold Brecht/Teatro de Arena) e “O Interrogatório” (Peter Weiss/Teatro São Pedro).