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FILMES ESTRANGEIROS
FILMES ESTRANGEIROS

  

 

 

The Girl Next Door (2007)

Inspirado em eventos reais, o filme se passa em 1958 e segue a história de duas adolescentes (Blythe Auffarth e Madeline Taylor) que, após perderem os pais em um acidente, são mandadas para viver com uma sua tia Ruth (Blanche Baker), uma psicopata sádica.

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BAISE-MOI - 2000 / Legenda

Manu e Nadine são duas jovens mulheres, que após passarem por situações traumáticas, são marginalizadas pela sociedade ao embarcarem em uma jornada destrutiva de sexo e violência. Quebrando normas e matando homens, elas provocam controversas cenas pela estrada da França.

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Miss Violence - 2013 / Minhateca Partes 01 / 02 Legenda

Aggeliki (Chloe Bolota) no seu aniversário de 11 anos se joga da varanda de casa com um sorriso no rosto. Sua família alega que não foi suicídio, mas sim um acidente e parece conformada com a morte da menina tentando, de todas as formas, continuar com suas vidas, perfeitamente organizadas. Em busca de respostas, promotores começam uma investigação para saber se foi, ou não suicídio e quais são os segredos obscuros que essa família, aparentemente perfeita guarda.

 

KLIP (2012) Legenda

Enquanto o pai definha por causa do câncer, a adolescente Jasna filma seu cotidiano na periferia de Belgrado, se enfia de cabeça numa vida sem sentido e degradante de selfies de sexo, festinhas, muita bebida e droga e se submete a ser tratada como lixo pelo namorado. Retrato apocalíptico do desamor nos dias de hoje. Cenas de sexo explícito.

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Ken Park (2002) Dublado

A rotina de quatro adolescentes da cidade de Visalia, Califórnia. Shawn (James Bullard) é um skatista que transa com a namorada e com a mãe de sua namorada. Tate (James Ransone) gosta de se masturbar várias vezes seguidas e tem um cachorro de três pernas. Ele é criado pelos avós, que não respeitam a sua privacidade, o deixando furioso. Claude (Stephen Jasso) é agredido seguidamente pelo seu violento pai, um alcoólatra que o acusa de homossexualismo, e é consolado pela sua apática mãe grávida. Peaches (Tiffany Limos) anseia por liberdade, mas tem de cuidar de seu religioso pai, um cristão fundamentalista, que a espanca após vê-la transando. Embora conversem o tempo todo, cada um dos personagens não sabe dos problemas enfrentados pelos outros. 

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Você não está sozinho (Legendado)

"Du er ikke alene", de Ernst Johansen e Lasse Nielsen (1978)
Drama obscuro realizado na Dinamarca em 1978, é considerado um cult por retratar de forma ousada o tema do amor entre 2 meninos pré-adolescentes. Bo, de 14 anos, e Kim, de 11 anos, estudam em um colégio interno para meninos, e aos poucos vão descobrindo que entre eles, surge uma atração que nem eles conseguem explicar o que é. Guiados pelos mais puros e ingênuo sentimento, eles se deixam flertar, tocar e se amar. Mas essa é uma das histórias apresentadas em "Você não esta sozinho". Assim como em "If..", obra-prima de Lindsay Anderson que discute a tirania das escolas, o filme apresenta professores polarizados entre liberais e os que são carrascos. Da mesma forma, entre os alunos, existem os que lutam por um ideal de um mundo melhor e mais cooperativo, e os que são individualistas. Em uma das cenas, um grupo de rapazes maltrata Bo, por considerá-lo um comunista. A ousadia maior do filme, além de colocar crianças discutindo política, é mostrar os meninos nus tomando banho e em cenas de insinuação sexual, como masturbação. Fosse lançado hoje em dia, certamente esse filme teria sido taxado de incitar a pedofilia. Mas naqueles "inocentes" anos 70, essa discussão nem era questionada. O filme é comparado a alguns críticos ao cinema de Truffaut, que era um Mestre reconhecido pelo seu trabalho com crianças não-atores. De fato, todas as crianças aqui no filme esbanjam espontaneidade, como se não soubesse que estavam sendo filmadas. Um filme curioso, que vale ser assistido por Cinéfilos de mente aberta

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Neve Negra - 2016 / Legenda

Salvador (Ricardo Darín) vive isolado do mundo nas colinas geladas da Patagônia. Sozinho há décadas, ele recebe a inesperada visita do irmão Marcos (Leonardo Sbaraglia) e de sua namorada, Laura (Laia Costa). O objetivo dos dois é que Salvador aceite vender as terras que os irmãos receberam em herança, algo que ele não está nem um pouco disposto em fazer.

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Terra Selvagem - 2017 / Legenda

Cory (Jeremy Renner), caçador de coiotes e predadores traumatizado pela morte da filha adolescente, encontra o corpo congelado de uma menina em meio ao nada e decide iniciar uma investigação sobre o crime. Ao lado dele está uma agente novata do FBI (Elizabeth Olsen) que desconhece a região.

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Um Contratempo (2016)

Após acordar ao lado de sua amante assassinada em um quarto de hotel, um empresário contrata uma advogada para descobrir como ele acabou sendo suspeito de um homicídio.

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A Cor Púrpura - 1985 Dublado

Georgia, 1909. Em uma pequena cidade Celie (Whoopi Goldberg), uma jovem com apenas 14 anos que foi violentada pelo pai, se torna mãe de duas crianças. Além de perder a capacidade de procriar, Celie imediatamente é separada dos filhos e da única pessoa no mundo que a ama, sua irmã, e é doada a "Mister" (Danny Glover), que a trata simultaneamente como escrava e companheira. Grande parte da brutalidade de Mister provêm por alimentar uma forte paixão por Shug Avery (Margaret Avery), uma sensual cantora de blues. Celie fica muito solitária e compartilha sua tristeza em cartas (a única forma de manter a sanidade em um mundo onde poucos a ouvem), primeiramente com Deus e depois com a irmã Nettie (Akosua Busia), missionária na África. Mas quando Shug, aliada à forte Sofia (Oprah Winfrey), esposa de Harpo (Willard E. Pugh), filho de Mister, entram na sua vida, Celie revela seu espírito brilhante, ganhando consciência do seu valor e das possibilidades que o mundo lhe oferece.

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Que Dios Nos Perdone - 2016 / Legenda

Velarde (Antonio de la Torre) e Alfaro (Roberto Álamo) formam uma dupla de detetives que trabalha no caso mais difícil de suas vidas - encontrar um perigoso serial killer -, enquanto um milhão e meio de peregrinos se acotovelam nas ruas de Madri ao lado dos ativistas pertencentes ao grupo 15-M, às vésperas da chegada do Papa à capital espanhola. Em um ambiente caótico e quase hostil, os dois policiais descobrirão verdades desagradáveis sobre o mundo e sobre si mesmos.

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ATROCIDADES (2007) Dublado

Atenção!!! Impressionante!!! Chocante!!!
Cenas reais de autópsia.
Cadáveres flagelos de guerra
Comendo animais e insetos
Decaptação e outras aberrações
Fatos reais revelando cenas impressionantes deste mundo cruel.
Você vai precisar de muita coragem para assistir a esse filme.
Uma equipe de jornalistas registra fatos reais que revelam cenas chocantes deste mundo cruel. Ao estilo de "Faces da Morte", o documentário apresenta cenas reais de autópsia, decapitação, pessoas comendo animais e insetos, cadáveres flagelos de guerra, vítimas de acidentes e outras aberrações. As cenas, extremamente fortes e horripilantes, muitas vezes se tornam repulsivas aos olhos do telespectador. Com certeza, ninguém consegue ficar indiferente diante das imagens apresentadas. Indicado apenas para pessoas que possuem estômago e nervos de aço!

 

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Gremlins 2: A Nova Geração (1990) Dublado 1080p

Gizmo escapa da loja e é salvo por Billy. Kate cria sem querer uma nova espécie de Gremlins depois que molha Gizmo. Um novo Gremlin é levado para casa por engano e algo mais grave acontecerá se essas criaturinhas se alimentarem após a meia-noite.

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Gremlins (1984) Dublado

Um vendedor de utensílios está à procura de um presente especial para seu filho e encontra um em uma loja em Chinatown. O lojista está relutante em vender-lhe o Mogwai, mas vende, sob a condição de que o objeto nunca pode ser exposto à luz, água ou alimentá-lo após a meia-noite. Tudo isso acontece e o resultado é um bando de gremlins que decidem destruir a cidade na véspera de Natal.

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No Limite da Realidade - 1983 Dublado

Refilmagem de quatro episódios clássicos do seriado de TV "Além da Imaginação" (The Twilight Zone), cada um dirigido por um renomado cineasta da época - Steven Spielberg, John Landis, Joe Dante e George Miller.

No primeiro episódio, um homem preconceituoso sente na própria pele os efeitos do racismo. No segundo, um asilo de velhos é modificado pela presença rejuvenescedora de um flautista. No terceiro, um garoto domina um grupo de adultos com seus poderes mentais. A quarta história volta-se para o sofrimento e as visões de um passageiro de avião durante uma tempestade.

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Poltergeist (2015) Dublado 1080p

Poltergeist, conta a história de uma família que se muda para uma nova casa. Logo após a mudança, Griffin (Kyle Catlett), o filho do meio, nota que alguma coisa está errada com a casa, mas os pais e os irmãos acham que isso é um problema psicológico, e deixam para lá. Em uma noite, Griffin acorda e encontra sua irmã Madison (Kennedi Clements) na frente da TV falando sozinha. Alguns dias depois, os pais Eric (Sam Rockwell) e Ammy (Rosemarie DeWitt) saem de casa e deixam no comando a filha mais velha, Kendra (Saxon Sharbino) cuidando de Griffin e de Madison. Nessa noite, Kendra, vai ao porão, e é puxada por uma gosma preta, Griffin é pego por uma árvore e Madison desaparece. Eles então decidem recorrer a uma especialista em fenômenos paranormais, Dra. Claire Powell (Jane Adams), mas esta recorre ao seu ex-marido e investigador, Carrigan Burke (Jared Harris), que traz Madison de volta. Depois desses acontecimentos, os Bowen se mudam.

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Poltergeist III (1988) Dublado

A família Freeling deixa Carol Anne temporariamente aos cuidados de seus tios em Chicago, onde pudesse ser atendida em uma escola para crianças com problemas emocionais. Porém, no decorrer da terapia, o Reverendo Kane acaba revivendo em sua memória, voltando para persegui-la novamente.

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Poltergeist II - O Outro Lado (1986) Dublado 720p

A família Freeling se muda na tentativa de recuperar-se do trauma causado pelo seqüestro de Carol Anne (Heather O'Rourke) pela Besta. No entanto, a família será seguida. Assim, a Besta reaparece como o Reverendo Kane (Julian Beck), um religioso que foi responsável pela morte de muitos dos seus seguidores. O objetivo da Besta é ter Carol Anne, mas para isto precisa ser mais forte que o amor da família dela, que se uniu a uma mediúnica que já os tinha ajudado no passado e a um sábio índio.

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Poltergeist - O Fenômeno (1982) Dublado 1080p

Steven e Diane Freeling, um jovem casal da Califórnia, juntamente com os filhos Dana, Robbie e a pequena Carol Anne, representam a típica família norte americana da década de oitenta. Tudo começa com a menina conversando com o aparelho de TV e móveis que se movem sozinhos, até que em uma noite, durante uma tempestade, Carol Anne, desaparece dentro do armário de seu quarto. Por acaso, em um canal de TV sem sinal, a família pode ouvir sua voz e se comunicar com a garota. Os Freeling, procuram uma equipe de parapsicólogos e uma poderosa médium para trazer Carol Anne, de volta, mesmo tendo que enfrentar um mundo desconhecido, espíritos furiosos e manifestações demoníacas dentro da própria casa, que esconde um segredo terrível.

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E.T. - O Extraterrestre - 1982 Dublado 1080p

 Um alienígena perdido na Terra faz amizade com um garoto chamado Elliott de dez anos, que o protege de todas as formas para evitar que ele seja capturado e transformado em cobaia pelo serviço secreto americano. O menino ajuda o ET a regressar ao seu planeta.

 

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Eu Sempre Vou Saber o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2006)

Um grupo de adolescentes de uma pequena cidade do Colorado está sendo perseguido por uma figura misteriosa. Um por um é morto, exatamente um ano depois de terem jurado não contar para ninguém sobre a morte acidental de um amigo.

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Eu Ainda Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado - 1998

Dois anos após o terrível acidente, Julie (Jennifer Love Hewitt) retorna para o colégio mas continua tendo terríveis pesadelos. Ela tenta encontrar apoio em Will (Matthew Settle), um novo amigo. Karla (Brandy), a melhor amiga de Julie, tenta fazer com que Julie e Will comecem a namorar, e quando Karla ganha uma viagem às Bahamas para quatro pessoas, ela acha o momento ideal para fazer com que eles fiquem juntos. Porém, Julie ainda pensa muito em Ray (Freddie Prinze Jr.), um antigo namorado, e assim Karla viaja com Tyrell (Mekhi Phifer), seu namorado, e Julie e Will vão apenas como amigos. Mas quando parece que tudo está calmo, Ray descobre que Ben Willis (Muse Watson), o assassino que usa capa de pescador, está vivo e já matou um amigo de seus amigos. Ray tenta avisar Julie, mas não consegue. Deste modo, ele tenta de qualquer jeito chegar na ilha onde Julie foi com seus amigos. Ela, por sua vez, tem certeza de que algo está acontecendo, mas como uma tempestade se formou ninguém pode deixar o lugar. No entanto, várias mortes acontecem, não restando mais dúvidas de que o pescador está na ilha e pretende matar Julie.

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Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado - 1997

Em uma pequena cidade costeira, quatro adolescentes atropelam e supostamente matam um desconhecido. Com medo das conseqüências deste acidente, decidem se livrar do corpo e o jogam no mar. A vida de cada um dos quatro toma rumos diversos e um ano depois, eles se reencontram na mesma cidade e uma das jovens recebe um bilhete dizendo: "Eu sei o que vocês fizeram no verão passado". Deste momento em diante mortes acontecem, todas causadas por um gancho de pescador. 

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Brincou com Fogo... Acabou Fisgado! - 1981

Repórter do Chigago Sunday Times, Ernie Souchak (John Belushi) é um especialista em cobrir escândalos políticos. Ele precisa se afastar de Chigago por ter feito certas denúncias e, assim, ruma para o Colorado. Ele vai ao refúgio ecológico de uma ornitologista, Nell Porter (Blair Brown), para entrevistá-la. Eles se apaixonam, mas Souchak retorna para Chigago e se convence de que uma das suas fontes foi assassinada.

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Carros Usados - 1980 - (Dublado) - 720p

Dois vendedores de carros atrapalhadíssimos estão buscando aumentar as vendas, inciando assim uma verdadeira guerra no mercado de carros usados onde até uma indicação para o senado americano é um argumento de venda!

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Os Irmãos Cara-de-pau 2000 - 1998

Após um longo período na cadeia, enfim Elwood Blues (Dan Aykroyd) deixa a prisão. Ele logo percebe que muita coisa mudou: seu irmão Jake morreu, sua banda se separou e o orfanato onde foi criado foi destruído. Ao encontrar a irmã Mary Stigmata (Kathleen Freeman), Elwood recebe a tarefa de arrecadar fundos para um hospital para crianças. Seu plano é reunir a velha banda de blues e vencer o New Orleans Battle of the Bands. Para tanto ele conta com a ajuda de Mighty Mac McTeer (John Goodman), um barman dono do Bluesmóvel, e o órfão Buster (J. Evan Bonifant), que passa a acompanhar a dupla.

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Os Irmãos Cara-de-Pau - 1980

Após deixar a cadeia Jake (John Belushi) reencontra seu irmão Elwood (Dan Aykroyd) e juntos vão para o orfanato onde foram criados. Lá eles descobrem que o local será fechado se uma dívida de US$ 5 mil com a prefeitura não for paga. Como a freira (Kathleen Freeman) que dirige o orfanato não aceita de forma alguma dinheiro ganho desonestamente, Jake e Elwood decidem por retomar a The Blues Brothers Band, na intenção de realizar um grande show e arrecadar a quantia necessária para pagar a dívida.

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1941- Uma Guerra Muito Doida (1979)

7 de dezembro de 1941. Em um ataque de surpresa o braço naval aéreo da frota imperial japonesa bombardeou a base naval de Pearl Harbor, nos Estados Unidos, e colocou o país na 2ª Guerra Mundial. Os americanos ficaram abalados, chocados e ultrajados com este ataque traiçoeiro. Na costa oeste a população entrou em paranóia. O pânico se espalhou e todos se convenceram de que a Califórnia era o próximo alvo. O general do estado-maior Joseph W. Stilwell (Robert Stack), comandante do 3º batalhão do exército, recebeu ordens de defender o sul da Califórnia. Unidades da marinha e do exército se mobilizaram para o local. Baterias de defesa anti-aérea foram colocadas de prontidão. Operações de defesa civil entraram em ação. Pela 1ª vez desde a Guerra Civil cidadãos americanos se preparavam para defender sua pátria contra um inimigo, que poderia atacar em qualquer lugar e a qualquer hora, com uma força desconhecida. Em 13 de dezembro de 1941, na costa da Califórnia, um submarino japonês quer atacar algo que desencoraje a população. O alvo escolhido é Hollywood, o que gera uma enorme confusão.

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Febre de Juventude (1978)

O ano é 1964. Os Beatles estão prestes a chegar nos Estados Unidos, e os jovens americanos estão completamente loucos. Esperançosos em fazer parte deste momento histórico estão seis adolescentes histéricos de Nova Jérsia que não desistirão de verem o quarteto em pessoa. Embarcando na primeira viagem de suas vidas, os amigos chegam a Nova Iorque, onde eles estão determinados a superarem suas chances e ver a banda em sua primeira aparição no The Ed Sullivan Show.

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Contatos Imediatos do Terceiro Grau - 1977

Em uma pequena cidade americana vive Roy Neary (Richard Dreyfuss), um chefe de família que, ao pressentir a chegada de alienígenas, tem o seu comportamento alterado. Ele fica obcecado pela ideia e começa a investigar a situação, buscando o local de contato dos ET's. Como ele, diversas outras pessoas sentem a presença extraterrestre e rumam para o local do pouso da nave.

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TUBARÃO 4 (1987)

Em Amity, o tubarão inicia a sua vingança começando pela morte de Sean, o filho mais novo de Ellen e Martin Brody. Mike é o único que sobrevive. Ellen, comovida com a morte do filho e sem o marido para a apoiar, vai para as Bahamas por convite de seu filho Michael e conhece um descontraído piloto de aviões. Porém, o terror das profundezas volta e Ellen precisa preparar-se para o confronto final.

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TUBARÃO 3 (1983)

A fera assassina dos mares está de volta, desta vez atacando funcionários e frequentadores de um parque aquático da Flórida.

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TUBARÃO 2 (1979)

Quatro anos após os eventos do filme original, misteriosos desaparecimentos e acidentes de barco começam a acontecer na cidade costeira de Amity. O chefe de polícia suspeita que outro tubarão seja a causa dos problemas.

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TUBARÃO (1975)

Um terrível ataque a banhistas é o sinal de que a praia da pequena cidade de Amity virou refeitório de um gigantesco tubarão branco, que começa a se alimentar dos turistas. Embora o prefeito queira esconder os fatos da mídia, o xerife local (Roy Scheider) pede ajuda a um ictiologista (Richard Dreyfuss) e a um pescador veterano (Robert Shaw) para caçar o animal. Mas a missão vai ser mais complicada do que eles imaginavam.

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Louca Escapada - 1974

Lou Jean Poplin (Goldie Hawn) é uma mulher que ajuda o marido a escapar da prisão, para que juntos possam ir até Sugarland na intenção de recuperar o filho, que foi adotado por um casal local. A fuga de ambos provoca uma caçada policial sem precedentes na história do Texas.

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Encurralado (1971)

Homem de negócios (Dennis Weaver) dirige sozinho em uma estrada secundária, quando de repente se vê perseguido por um motorista de caminhão (Lou Frizzell). Depois de algum tempo, ele chega a conclusão de que aquele homem pretende matá-lo.

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Triplo 9 - Polícia em Poder da Máfia (2016)

Em Los Angeles, um grupo de ladrões se une a um policial corrupto para organizar seu maior golpe até então. A fim de tirar a atenção das autoridades sobre o roubo que irá acontecer, eles planejam matar um jovem membro da polícia de LA, gerando um "Triple Nine" (código usado quando policiais estão em apuros). 

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Animais Unidos Jamais Serão Vencidos - 2010 Dublado

Um grupo de animais vive em paz em território africano. Até que, um dia, a água simplesmente desaparece. Eles investigam o que possa ter ocorrido e descobrem que os homens construíram uma imensa represa, que deixou o local onde vivem totalmente sem água. Para reverter esta situação, os animais resolvem se unir e partir para a guerra contra os humanos.

 

The Chronicles of Evil (Ak-ui yeon-dae-gi, 2015) / Legenda

Detetive Choi é promovido. Ele tem uma festa com seus colegas de trabalho para comemorar, mas, no caminho de casa, um crime ocorre e ele acidentalmente comete um assassinato. Por causa de sua promoção, ele decide encobrir o crime. Na manhã seguinte, a TV revela um corpo pendurado em um guindaste em um canteiro de obras. Choi fica chocado porque o corpo pendurado é a pessoa que ele matou na noite passada. Ele assume o comando da investigação de assassinato. Mais tarde, a delegacia recebe um telefonema misterioso.

 

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O Professor Aloprado - 1996

Você reconhece o título porque é o mesmo do maior sucesso de bilheteria e crítica de Jerry Lewis, uma inteligente versão feita em 1963 do clássico ''O Médico e o Monstro''. Eddie Murphy refilmou a idéia com os recursos da moderna tecnologia e o resultado é seu primeiro êxito em muitos anos, marcando seu retorno ao sucesso depois de uma meia dúzia de filmes ruins.

Desta vez, Eddie fez tudo para acertar. Por vezes mirou baixo de mais. Se você é dos que se ofendem com piadas de banheiro, por vezes grosseiras, nem passe perto. Mas a garotada e pelo jeito os americanos também adoram esse tipo de humor, já que a fita rendeu por volta de US$100 milhões. Além disso, o trabalho de maquiagem de Eddie ganhou o Oscar. Ele é simplesmente espetacular, de tal forma que por vezes é difícil reconhecer o ator.

Curiosamente, Eddie faz o papel de um professor universitário obeso, simpático e trapalhão, sem sorte com as mulheres. É o professor Klump, que está trabalhando numa experiência que pode deixar as pessoas magras imediatamente. Quando experimenta a fórmula nele mesmo, emagrece como num passe de mágica e acaba virando o próprio Eddie (ou seja, aquele tipo pretensioso, arrogante e chato, que se acha irresistível e um presente para as mulheres).

Naturalmente o efeito da fórmula dura pouco tempo, o que provoca situações muito divertidas. Como uma espécie de bônus, Eddie ainda interpreta seis outros papéis, inclusive seu pai, tio e, travestido, a própria mãe. Todos completamente convincentes (claro que com a ajuda da impressionante maquiagem).

O engraçado mesmo é ver como Eddie consegue criar um personagem humano com toda aquela maquiagem e depois virar tão desagradável como si próprio. Mas isso não atrapalha o filme, que apesar de grosseiro e mal dirigido, é um extraordinário feito do progresso da maquiagem no cinema. Que, depois desta fita, nunca mais será a mesma.

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O Professor Aloprado 2: A Família Klump (2000)

Sei que a pergunta soará patética, mas não posso evitar: qual é a graça em ver alguém peidando? É o som? É a reação das demais pessoas na tela? Ou é um riso de constrangimento? E mesmo que a situação seja engraçada na primeira vez em que acontece, por que deveríamos rir na segunda, terceira ou quarta vezes em que a mesma coisa ocorre em um filme? Particularmente, não acho a menor graça quando vejo um personagem lidando com seus flatos (ou com os de outros). No entanto, os roteiristas desta continuação de O Professor Aloprado devem se divertir a valer com os próprios gases, pois o filme é infestado de piadas do gênero. Na verdade, o subtítulo desta produção não deveria ser A Família Klump, mas sim A Família Pum.

Dirigido por Peter Segal (do miseravelmente ruim Mong & Lóide, com Chris Farley e David Spade), O Professor Aloprado II foi concebido a partir do sucesso alcançado pela curta aparição da família Klump no filme original: se eles provocaram tantas risadas em apenas duas cenas, o que não poderiam fazer se aparecessem na história inteira? Infelizmente, o que funciona durante alguns minutos nem sempre atinge o mesmo resultado ao ser expandido para quase duas horas.

Lembremo-nos do que havia de tão divertido nos jantares promovidos pelos Klumps: a discussão entre Papai e Vovó Klump, a expansividade de Mamãe Klump, as referências sexuais feitas por Vovó e (para quem gosta) a guerra de gases promovida por Papai Klump. Mas se em O Professor Aloprado tínhamos a impressão de estar vendo comédia `concentrada` (muitas risadas em pouco espaço de tempo), desta vez os risos foram diluídos pela trama. É claro que Vovó Klump arranca nossas gargalhadas quando fala sobre sua vida sexual; porém, a piada deixa de ser engraçada depois de ser repetida algumas vezes. O mesmo ocorre com as constantes brigas da família, que nos cansam depois de um tempo (apesar de, vez por outra, ainda arrancarem risadas graças a alguma boa tirada - como no momento em que Papai Klump diz para a sogra que a fórmula de Sherman `não cura feiúra`). Seja como for, a interação entre os personagens é impressionante - principalmente se considerarmos que todos são interpretados por Eddie Murphy.

O ator, aliás, prova mais uma vez seu imenso talento ao criar sete personagens completamente diferentes entre si - chega a ser difícil lembrar que nenhuma daquelas pessoas existe de fato, e que elas possuem látex no lugar de pele (o veterano maquiador Rick Baker é realmente fantástico!). É uma pena que tanto trabalho seja desperdiçado por um roteiro sem imaginação.

O fato é que O Professor Aloprado II é um filme sem `coração`: enquanto a versão original (se não considerarmos aquela protagonizada por Jerry Lewis em 63) levava o espectador a simpatizar com o inseguro Sherman, esta continuação só se preocupa com as piadas. Na verdade, A Família Klump ainda tenta recriar este sentimento ao introduzir um monólogo óbvio através do qual o cientista explica seu desconforto - o que não funciona, é claro. Em compensação, a euforia e o jeito bondoso de Mamãe Klump conquistam a platéia. Resultado: particularmente, eu não dava a mínima para o romance entre Sherman e Denise, mas ficava ansioso para ver Papai e Mamãe Klump acertando suas diferenças (o que não deixa de ser um grave equívoco, já que o título deste filme é O Professor Aloprado, não A Mamãe Aloprada).

Por outro lado, o roteiro acerta em cheio ao fazer com que Buddy Love seja `reconstruído` a partir do DNA de um cachorro (sim, a `ciência` do filme é sofrível, mas não atrapalha em nada). Com isso, o alter-ego de Sherman não consegue evitar certas condutas, como espalhar jornais no chão sempre que precisa urinar ou colocar a cabeça para fora de um carro em movimento. Só lamento que este ângulo não tenha sido mais aproveitado ao longo do filme, já que rende boas gargalhadas sempre que aparece. Ao invés disso, os quatro roteiristas preferem acrescentar nada menos do que três seqüências de sonhos (sim, três!) completamente dispensáveis e que, além de servirem apenas para a inclusão de novas piadas escatológicas, copiam descaradamente a seqüência em que Sherman se `transforma` em King Kong, no filme de 96.

A conclusão da história também deixa muito a desejar, chegando a incluir elementos de Flubber e Rapunzel (depois que você assistir ao filme entenderá o que estou dizendo). Aliás, até mesmo os erros de gravação exibidos após o `The End` deixam a desejar com relação ao original.

O Professor Aloprado II oferece algumas boas gargalhadas, sim. Mas estas são poucas se considerarmos que devem preencher mais de 100 minutos de projeção. A verdade é que (com o perdão do trocadilho) faltou um roteiro de peso.

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Deadpool (2016)

A espera por Deadpool foi recompensada. O filme do mercenário tagarela é fruto da luta do ator Ryan Reynolds para realizar a adaptação da maneira correta, de forma fiel aos quadrinhos, e ainda com toda a violência e sexo que fazem sentido numa história do personagem. Ao lado do estreante diretor Tim Miller, os dois ouviram os fãs e criaram um grande filme que é um dos mais divertidos do universo X-Men.

Deadpool é basicamente uma comédia. Sim, é sobre um super-herói, mas é, principalmente, uma comédia e não tem medo de atirar para todos os lados, zoando ou citando tanto concorrentes quanto os próprios filmes da Fox. O longa se passa no mesmo universo dos X-Men, logo, as piadas com a franquia de Wolverine e companhia são mais comuns, assim como as referências e aparição de personagens, como Colossus (voz de Stefan Kapicic)– um dos mutantes preferidos dos leitores, que finalmente é representado da maneira certa na telona.

O longa conta uma história de origem, mas não em ordem cronológica, o que já é um grande avanço para os filmes de super-herói. Tudo começa com uma batalha numa ponte e, entre um tiroteio e outro, conhecemos melhor os eventos da vida de Wade Wilson (Ryan Reynolds) que o levaram até ali.

Basicamente, ele é um ex-militar que vive como mercenário. Quando conhece a prostituta Vanessa Carlysle (Morena Baccarin), passam a viver juntos intensamente, mas logo ele descobre que vai morrer de câncer. Para tentar ficar ao lado da amada, aceita participar de um experimento secreto.

A origem não é exatamente a mesma dos quadrinhos, mas está perto o suficiente para não incomodar os fãs mais rígidos. Além disso, o que importa é a atitude do personagem e o clima da produção, essa sim, muito fiel às HQs. Mas essa fidelidade não é o que faz o filme funcionar, afinal, mesmo quem não faz ideia de quem seja o personagem, ou o conheceu apenas graças à genial campanha de marketing dos últimos meses, terá motivos de sobra para gostar da produção.

O roteiro é simples, mas bem amarrado, as cenas de ação são muito bem filmadas e o humor é constante. Mesmo nos momentos mais tensos, Wade consegue nos fazer sorrir. A violência, nudez e cenas de sexo podem deixar algumas pessoas desconfortáveis, ainda mais se forem ao cinema esperando um filme comum de super-heróis, mas são esses toques que o diferenciam dos outros do gênero e são elementos importantes para qualquer história de Deadpool. Fazer um filme com classificação 12 anos seria um erro enorme, exatamente como vimos acontecer em X-Men Origens: Wolverine.

Além disso, as atuações estão convincentes, Morena está bem no papel de Vanessa, sempre confortável na pele da bem humorada garota. Ryan Reynolds então, nem se fala. Ele queria tanto esse papel que parece ter colocado tudo que podia nesse trabalho. Ele é Deadpool, simples assim. O longa ainda tem algumas boas cenas com coadjuvantes. Brianna Hildebrand é uma adolescente mutante blasé como Negasonic Teenage Warhead e Gina Carano manda bem como vilã carrancuda. Mas quem rouba a cena é Leslie Uggams como Al Cega, idosa viciada em cocaína tão maluca quando Wade.

Deadpool procura sair do comum ao misturar gêneros, apesar de ser, fundamentalmente, um filme de super-heróis, mas o longa poderia ter evitado o confronto final épico que vemos em todos os longas do tipo, sem exceção. Seria legal se a produção mantivesse o ritmo até então, sem momentos grandiosos. Mas não podemos realmente culpar a equipe por criar belas lutas e explosões, por mais fora de contexto que pareçam.

Divertido e violento, Deadpool é uma grande adaptação que realmente colocou os fãs em primeiro lugar, sem deixar o público em geral alienado. O longa abusa sim dos clichês, mas faz isso por um bom motivo: garantir piadas. Além disso, Miller foi inteligente ao seguir o exemplo de Guardiões Da Galáxia e usar músicas pop para dar um toque de humor. A participação de Stan Lee também é ótima e a cena pós-créditos vai arrancar ainda mais risos.

Se você está na dúvida se compensa ou não ir ao cinema conhecer esse maluco personagem, pode ficar tranquilo, o ingresso estará muito bem pago e a diversão garantida.

 

PRESOS NO GELO / DVD-r

" Fritt Vilt/Cold Prey" , de Roar Uthaug (2006)

Terror proveniente da Noruega, que tem se especializado no cinema de gênero (vide o recente e ótimo Dead Snow)
Presos no gelo é um filme que remete aos assassinos em série, estilo " Sexta-feira 13". Um slasher (terror com violência) menos explícito que " Jogos mortais", mas mesmo assim, tenso. O diretor Roar pegou a cartilha do bom cinema de terror e usa e abusa dos clichês.
Um grupo de 5 amigos resolve praticar snowboard numa região gelada em Jotunheimer, local de veraneio para turistas. Chegando numa montanha , ao praticar o esporte, um dos amigos se desequilibra e quebra a perna. Claro, os celulares pra pedir ajuda , não funcionam. Claro, ao invés deles carregarem o amigo até o carro e irem embora, eles vão preferir passar a noite em algum local coberto. Claro, eles vão achar um hotel abandonado, e finalmente, nesse hotel, um assassino impiedoso começa a matar um por um dos amigos.
O prólogo já deixa evidente a identidade do assassino: nos anos 70, o filho do dono do hotel é acuado na neve e se acidenta. Ele desaparece, o hotel fecha a seguir.
" Snowman" (assim é chamado pelos produtores do filme) faz uso de uma picareta para matar suas vítimas, e se veste por completo, cobrindo todo o seu rosto. Jason fazendo escola.
De interessante no filme, a ótima fotografia, aproveitando ao máximo o branco da região. Os atores estão ok, principalmente a protagonista, Ingrid Berdal.
A edição, som, tudo funciona bem. E os clichês vão se amontoando ao longo do filme. Como é que os protagonistas andam de um lado pro outro no hotel, sem dar de cara com o assassino? eu, heim..hehee
Vale como curiosidade, e o belo clima de tensão que o filme gera.

 

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Cover boy- A última revolução

"Cover boy- L'ultima rivoluzione", de Carmine Amoroso (2006)
Filmado em 2006, esse filme italiano foi todo rodado com a câmera Sony HDV. Um produto de baixo orçamento, foi filmado na Romênia e na Itália. O filme narra a história de Ioan, um jovem romeno, que perdeu seu pai no confronto do fim da ditadura de Ceaucescu na Romênia. os anos se passaram, e o fim do comunismo no sue país provocou uma onda enorme de desemprego. Um amigo o chama para irem até a Itália para procurar trabalho. Chegando lá, ele se desencanta com a atual situação do país: o mesmo desemprego que encontrou no sue lugar de origem. Ele conhece Michelle, um quarentão faxineiro, que aluga um canto em seu apartamento. Assim, acompanhamos a dura luta de ambos, em busca de um lugar ao sul. "Cover boy" é um filme melancólico, que fala sobre a falência da Europa. Desemprego, crise social, falta de perspectiva, prostituição. Seus personagens são tipos honestos que tentam honestamente encontrar um emprego, mas sempre esbarram na burocracia e acabam na sarjeta. O filme me lembrou muito a estrutura de "Perdidos na noite". O personagem de Michelle é quase uma cópia de Ratzo de Dustin Hoffman. Até o desfecho é semelhante. O filme é um típico produto da Europa globalizada, que mostra personagens sofridos em um mundo cinzento. Dessa leva, já tivemos o excelente "Import export", "Segredo de Lorna" e outros. O filme também trata de outro tema: o homossexualismo, através da prostituição masculina e do personagem de Michelle, platonicamente apaixonado por Ioan.

"Coisa ruim", de Tiago Guedes e Frederico Serra (2006) / Legenda

Raro filme português do gênero suspense, foi o filme de abertura do Festival Fantasporto de 2006, dedicado a filmes do gênero. O filme segue o tema mais batido dos filmes de terror: uma família se muda de Lisboa e vai morar em uma casa recebida de herança pelo pai, no interior de Portugal. A casa fica do lado de uma floresta misteriosa e claustrofóbica. O pai, Xavier, é um biólogo, e se muda com esposa e 3 filhos, além de seu neto. Todos vão se acostumando com a vida do campo, menos o filho menor. A família descobre pelos moradores da região que o local está cercado de lendas, e uma delas diz respeito a uma família que morava na casa. A família foi toda assassinada e o pai promete vingança. Como se vê, o filme se apropria quase que 100% do mote de "Amytville". A única diferença aqui, é que os diretores trabalham com o filme de forma realista, sem efeitos. Assim, ficamos na dúvida se o que vemos é real ou não. É um filme com uma pegada artística: ritmo lento, mais puxado pro drama. Os atores atuam como em um drama e ignoram as convenções do gênero terror, sem histrionismos. Para quem tiver curiosidade de assistir a um filme de Portugal que procura brincar com o terror, vale assistir. Para quem quer novidades, o filme não vai acrescentar muita coisa.

 

Sniffer, de Bobbie Peers (2006)

Grande vencedor da Palma de Ouro de 2006 para curtas de ficção, "Sniffer" é uma delirante fantasia sobre um mundo distópico, repleto de humor negro. Nesse universo fantástico, a gravidade é zero. Por causa disso, as pessoas precisam calçar botas pesadas ( lembram da menina que calça boots pesados em "O lar das crianças peculiares", de Tim Burton? É igual). Um homem trabalha em uma fábrica de desodorantes, e sua missão é cheirar axilas suadas de homens que estão fazendo exercícios. Um dia, ele vê um pombo que morre ao tentar sair pela janela. Vislumbrado com o vôo do pássaro, o homem decide se livrar de suas botas. Criativo e inteligente, esse filme sem diálogos é um primor de realização. É simples, e com muita influência do cinema de Jean Pierre Jeunet ( com as grandes angulares e as personagens totalmente bizarras). Imperdível. 

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GRANDE COISA (Big Nothing) / Legenda

Uma ótima comédia de humor negro como há muito tempo não se via!
Charlie é um ex-professor, agora empregado num call-center de onde é despedido no primeiro dia. Transtornado por não poder sustentar a sua filha Emily e a mulher Penélope, é repentinamente contactado por Gus, um aspirante a artista que apresenta a Charlie um plano para fazer algum dinheiro: chantagear o Reverendo Smalls, que se tornou um visitante assíduo de sites pornográficos ilegais. Gus planeja extorquir o Reverendo com a intenção de expor publicamente seu segredo caso ele se recuse, destruindo com este escândalo a carreira do homem.
Uma direção nervosa e uma edição vertiginosa mas, antes de mais nada, um enredo extremamente inteligente, cheio de humor, diálogos afiadíssimos, elenco estupendo - destacando Simon Pegg- e uma trilha sonora matadora.
É um filme curto, algo em torno de 90 minutos, e altamente eletrizante. É trapalhada e confusão que não acaba mais. Humor negro do bom. E inteligente. Programa imperdível...

Poultrygeist: Noite das Galinhas Mortas / Legenda

A alusão a “Poltergeist” acontece quando um restaurante fast food (American Chicken Bunker – ACB) é construído sobre um cemitério indígena igual ao filme de Tobe Hooper, onde uma casa também é construída sobre um cemitério de índios.

 

Era uma vez uma lanchonete nada normal… 

O trash movie começa quando um casal de jovens está fazendo sexo em um cemitério indígena, na cidade de Tromaville.

São eles os jovens Arbie (Jason Yachanin) e Wendy (Kate Graham)

Arbie tem o propósito de cuidar de seus pais problemáticos e Wendy almeja ir para a faculdade, onde se apaixonará por uma outra bela menina Micki (Allyson Sereboff).

Arbie começa então a trabalhar em um caixa da recém inaugurada franquia de restaurantes fast-food (American Chicken Bunker- ACB) que vende lanches baratos à base de galinhas, para sustentar sua família.

Wendy e sua namorada Micki protestam contra a desenfreada matança de galinhas para a produção desses lanches, e são a favor da manutenção e preservação de patrimônios públicos culturais, como o cemitério indígena da cidade que foi destruído.

Crítica Social… 

“Poultrygeist” é uma produção que critica a dominação das grandes corporações em torno do mundo, como as próprias redes de fast food.

MC Donalds da vida para os leigos.

A ACB em “Poultrygeist” é o MC Donalds de Tromaville.

Maldição na ACB?

Será que espíritos indígenas podem interferir no funcionamento da lanchonete?

Pessoas, funcionários, e freqüentadores do restaurante, começam de repente a se comportar estranhamente em “Poultrygeist”, e se transformar em demônios, ops, isto é, em galinhas.

Galinhas Humanas? 

Isso mesmo, e galinhas que se alimentam de restos humanos…

Essas galinhas humanas andam que nem zumbis… o que nos liga diretamente ao filme “A noite dos mortos-vivos”.

E em certas cenas, parece que estamos assistindo zumbis vestidos de galinhas… Uma idéia genial da equipe de Lloyd Kaufman, que tem uma singela participação no filme.

O trashismo de “Poultrygeist”  está nas vestimentas e nas maquiagens das personagens, além de muito gore e gosmas verdes.

Vale a pena?

Claro que vale, pois além de estarmos assistindo a uma paródia e homenagem aos clássicos do cinema de horror, estamos assistindo também ao trash de primeira, de boa qualidade. Marca da produtora Troma.

Diversão e descontração na certa para o espectador, em uma produção sem muitas pretensões.

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Os Anjos Exterminadores / Legenda / DVD-r

Um cineasta (François) seleciona atrizes para um filme sobre o prazer feminino. Não devem ser experientes em filmes pornográficos: ele espera que tenham a sensação de transgressão, coisa que não existiria para atrizes habituadas a cenas pornôs.

As moças ficam fascinadas pela atitude passiva do diretor: ele não se aproveita da intimidade nos testes (somente ele e a candidata ao papel) embora chegue em casa muito excitado, procurando sua esposa com vigor sexual renovado. Ele poderia estar fazendo o papel de um psicanalista não-interferente, aberto às transferências eróticas das mulheres, sem partir para a prática sexual com elas. Elas se excitam imaginando-o excitado. Por outro lado, o que é estimulado é a relação sexual entre moças que não seriam lésbicas. As cenas são todas de soft pornô, entre elas algumas nem tão soft.

Paralelamente, dois anjos caídos (?) femininos acompanham e induzem algumas escolhas e intenções do cineasta. Isto, depois de uma aparição noturna da avó dele, já falecida, advertindo-o de que irá se arriscar muito, disparando “a máquina infernal”. Na trilha sonora, volta e meia escutamos advertências que talvez sejam como mensagens críticas de perigos em tempo de guerra (ou sabe-se lá o que estão falando certas vozes em off).

Esta salada com pretensões sérias de tentar perceber porque o sexo é frequentemente associado à hipocrisia e violência acaba por contradizer o que as atrizes selecionadas falam inicialmente sobre o personagem masculino e a forma pela qual ele se interessa pelo erotismo da mulher: uma tem ataques que ela atribui a possessão demoníaca (?) e fica uma fera quando é retirada do filme, assim como outra já havia se sentido usada por ter sido testada mas não incluída no projeto final. Por fim, todas se revelam perigosas para o macho, que já havia sido advertido pela avó-fantasma e pela esposa de carne e osso. Parece que o mistério sexual das mulheres acaba sendo mesmo algo perigoso para os homens.

Consta que o diretor deste filme (não o personagem François, mas o realizador Jean-Claude Brisseau) enfrentou contratempos em seu filme anterior por motivos semelhantes aos que colocou no seu novo roteiro. Com muito maior economia, David Mamet foi bem mais feliz ao caracterizar acusações de abuso sexual que não teria existido concretamente no antigo Oleanna. Como está, Anjos Exterminadores sugere mais uma vingança de Brisseau contra as atrizes que o processaram quando do filme precedente. “Vingança é um prato que se come frio”, reza um ditado. Brisseau parece pretender sua revanche temperada de pretensão e com uma elegância formal (fria) que contribuem ainda mais para tornar este filme em algo totalmente falso, do princípio ao fim.

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Guardiões do Dia

A antiga guerra entre as forças da Luz e da Escuridão está perto do fim. Cada lado ganhou um poderoso guardião, que se dirigem para um conflito decisivo. De um lado está o filho de Anton Gorodetsky (Konstantin Khabensky), Yegor (Dmitry Martynov), que se uniu às forças da Escuridão. Svetlana (Mariya Poroshina), o amor de Anton, é a esperança das forças da Luz. Paralelamente Anton precisa fugir, pois é acusado de assassinato.

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Uma Comédia Nada Romântica

A dupla de criadores desta balbúrdia cinematográfica é Jason Friedberg e Aaron Seltzer, dois dos roteiristas da não menos escatológica série Todo Mundo em Pânico. Ambos gostam de produzir um estilo de cinema que pode ser denominado pelo termo “risco de mercado”. Ou seja, apostam nas piadas mais gratuitas e grotescas para obter bons resultados e lucro.

Não há diferenças, então, entre Uma Comédia Nada Romântica e a franquia que satiriza filmes de terror. O resultado acaba dando no mesmo – raras sacadas inteligentes e muitas, muitas mesmo, completamente tenebrosas, dessas de beirar a vergonha alheia. A paródia, no caso, é transportada somente para o campo das comédias românticas.

No papel principal está a ruivinha Alyson Hannigan (de American Pie), entrando numa fria por ter aceitado o fardo de interpretar a romântica Julia Jones. Acima do peso e nada atraente, a personagem resolve procurar a ajuda de um conselheiro amoroso para dar luz a sua vida sentimental. Depois de uma recauchutagem completa, parte em busca do homem ideal, Grant (Adam Campbell), em um programa de TV.

Daí em diante não faltam sátiras a filmes como O Amor é Cego, Casamento Grego, Entrando Numa Fria, O Casamento dos Meus Sonhos, O Diário de Bridget Jones e Hitch – Conselheiro Amoroso, além de algumas outras referências que nada têm a ver com o objetivo proposto, como Sr. e Sra. Smith, Kill Bill e Com a Bola Toda, com todos os estereótipos de personagens e clichês imagináveis. Nem vale o argumento de assistir somente para brincar de descobrir as referências, pois chega um instante que você vê tantas junções de histórias ficarem sem nexo, que a produção beira ao patético.

Com a palavra aqui, os próprios realizadores: “Nós queríamos criar um romance que atraísse as mulheres e uma comédia hilariante para os homens na platéia”. Não conseguiram fazer nem uma coisa, nem outra. Não atrai, denigre. Ridiculariza e sobram piadas machistas. Também não se torna hilariante e ainda apela para piadas preconceituosas com mendigos, cenas de banheiro e outras situações desagradáveis.

Em outras palavras, Uma Comédia Nada Romântica não é romântica, não é cômica. É um desses programas de humor escandalosos e descerebrados que passam sábado à noite, porém feito para a geração MTV, com uma hora e meia de duração. Ficaria difícil imaginá-lo pior, nem mesmo nas mãos dos percussores do estilo, os irmãos Wayans.

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ROTA MORTAL

Sonhando seguir a carreira artística Nicole (Jaimie Alexander) abandona sua casa no Texas e segue para Los Angeles com o namorado Jess (Joey Mendicino). Os dois pegam a estrada, mas durante uma parada Jess desaparece misteriosamente. Nicole acaba nas mãos de um sádico e a tortura não terá fim.

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Perfume - A História de um Assassino

Com um orçamento estimado em € 50 milhões (algo em torno de US$ 65 milhões), Perfume - A História de um Assassino é a produção alemã mais cara da história, até o momento. Na verdade, trata-se de uma co-produção que envolveu não apenas Alemanha, como também França e Espanha, com belíssimas locações em Barcelona, Munique, Grasse e outras localidades de encher os olhos.

O filme era dos mais esperados, em primeiro lugar pelo sucesso do livro que o originou, traduzido para 45 idiomas, e que vendeu mais de 15 milhões de cópias em todo o mundo. E em segundo lugar, pela insistente resistência que o seu autor, o excêntrico e recluso alemão Patrick Süskind, ofereceu durante anos contra todos os cineastas que se dispuseram a comprar os direitos autorais do livro. Tanto que a obra foi publicada em 1985 e os direitos só foram comercializados em 2001.

Valeu esperar? Nem tanto. A direção do também alemão Tom Twyker (consagrado por Corra, Lola, Corra) optou por conferir ao filme uma estilização visual exagerada, criando uma estética excessivamente publicitária. Os maneirismos de montagem e efeitos chegam a ser cansativos, tamanha a quantidade de câmeras lentas, tomadas rápidas, travellings neuróticos, ângulos supostamente inusitados e outros penduricalhos visuais que mais atrapalham que ajudam a narrativa. Mesmo considerando que a direção de arte e a fotografia são belíssimas.

O roteiro também deixa a desejar, usando e abusando da narração oral (feita por John Hurt), impedindo que o filme rompa com a linguagem verbal do livro que o originou e ganhe personalidade cinematográfica própria.

E para quem não foi um dos compradores dos 45 milhões de exemplares do livro, vale dizer que a história, ambientada no século 18, fala de Jean-Baptiste Grenouille (o inglês Ben Whishaw), um rapaz pobre que nasceu com um olfato megadesenvolvido, capaz de diferenciar os mais diferentes tipos de odores a quilômetros de distância. Ao se apaixonar pelo cheiro de uma bela jovem e depois a matar inadvertidamente, Grenouille passa a desenvolver uma obsessão doentia pela criação de novos perfumes, transformando seu dom em paranóia assassina.

 

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DEU A LOUCA NA CINDERELA 

 Depois do sucesso de Deu a Louca na Chapeuzinho, a Europa Filmes lança nos cinemas brasileiros o desenho animado de longa-metragem Deu a Louca na Cinderela. Porém, atenção: as semelhanças entre os dois filmes ficam apenas nos seus títulos em português. Esta animação não é produzida pelas mesmas empresas, muito menos pelos mesmos profissionais do divertido Deu a Louca na Chapeuzinho. Trata-se apenas de uma tentativa de "enganchar" o sucesso anterior.

Deu a Louca na Cinderela é uma co-produção entre a produtora alemã Berlin Animation Film (BAF) e a norte-americana Vanguard Animation, uma das empresas responsáveis pelo desenho animado Valiant - Um Herói que Vale a Pena!, lançado no Brasil pela mesma dostribuidora. E fica claro no resultado final do filme que, infelizmente, nenhum dos roteiristas nem dos diretores deste filme esteve envolvido em Deu a Louca na Chapeuzinho, bem superior a esta estréia.

Agora, a trama imagina um mago que, do alto do seu castelo, comanda o destino de todos os contos de fadas tradicionais, mantendo o equilíbrio entre o bem e o mal, de maneira, é claro, que o bem sempre triunfe. Contudo, chega um dia em que o tal mágico decide tirar férias e deixa dois confusos ajudantes tomando conta desta verdadeira "central de histórias". Não poderia dar outra: os assistentes logo trocam os pés pelas mãos, bagunçam o equilíbrio e permitem que ninguém menos do que a madrasta malvada da Cinderela tenha acesso ao delicado mecanismo. É aí que começa a encrenca.

Tecnicamente, o filme não é ruim. Não é como nenhuma produção Pixar, mas dá conta do recado graças a uma satisfatoriamente bem resolvida animação em 3D. O problema - como quase sempre acontece - é a pouca criatividade do roteiro. Primeiro porque desde que Shrek, já há seis anos, teve como base de sua ação a subversão total dos clichês dos contos de fadas, ninguém mais conseguiu abordar o mesmo tema com tanta inventividade e bom humor. Nota-se até em Deu a Louca na Cinderela um mote muito parecido com o de Shrek Terceiro, que propõe uma conspiração de famosos vilões de contos infantis. Em segundo lugar, o filme não se sustenta nem como humor, nem como aventura. Até começa bem, com uma ou outra situação divertida, mas logo cai no lugar comum da falta de boas idéias.

Tentar iludir o público por meio da confusão dos títulos em português é no mínimo um ato de propaganda enganosa que só se justificaria se tivesse "dado a louca" na Europa Filmes. Um detalhe final: pelo menos na cópia exibida para a imprensa, não havia créditos para os (bons) dubladores em português.

Terror no Pântano 

Lançado em uma época em que a originalidade estava em falta, Terror no Pântano surpreendeu todos os amantes do gênero ao apresentar uma reformulação da velha fórmula de slashers na floresta (no caso, pântano). O filme se promoveu alegando que seguia as regras da velha escola do terror, o que era garantia de boas mortes usando apenas efeitos práticos. Junte todas essas promessas com alguns rostos conhecidos e veteranos do público - que, anos atrás, faziam sucesso em produções desse tipo -, e você terá uma produção que nasceu para se tornar um clássico moderno.

A história gira em torno da lenda de Victor Crowley, um menino deformado, que morre após uma brincadeira de mau gosto dar errada. Segundo a lenda, três meninos jogaram bombinhas dentro da casa para assustar o garoto, mas o resultado foi um incêndio, que acabou resultando em sua horrível morte. Acompanhamos então, um grupo de pessoas em um passeio "assombrado" de barco pelos pântanos da região. Não demora muito para o barco quebrar e os aventureiros perceberem que as águas são dominadas por crocodilos. Então não resta outra alternativa a não ser caminhar pela mata. Porém, eles não sabiam que algumas lendas são verdadeiras e que ninguém pisa no território de Crowley e consegue sair inteiro.

Já tive a oportunidade de assistir esse filme diversas vezes. Terror no Pântano é um dos meus grandes favoritos. Ele passa uma sensação de nostalgia incrível. É impressionante como o diretor,  Adam Green, consegue resgatar o clima dos velhos clássicos do terror. Todos os elementos estão presentes para alegrar os fãs de violência gratuita. Em tempos em que remakes são lançados aos montes, é bom ver que há algo aproveitável e original em desenvolvimento. São produções como essa que me tornam um apaixonado por esse gênero.

O primeiro detalhe que devo abordar são as mortes. Quem gosta de violência e sangue em abundância irá ficar de olhos brilhando. A mortes são extremamente violentas e exageradas e, o mais importante, sem nenhum efeito digital. Apesar de não ser contra o uso de efeitos em computação gráfica em algumas produções, confesso que é muito mais divertido ver uma produção preocupada em tornar toda a violência palpável. Fica bem mais convincente e o resultado final é sem igual. Dentre as mortes mais impressionantes, temos machadadas violentas (que acabam separando a pessoa em duas partes) e vários desmembramentos. O vilão tem uma força sobrenatural e consegue rasgar - literalmente - suas vítimas.

Outro ponto positivo do filme são os seus personagens. Obviamente, o maior destaque fica por conta do vilão, Victor Crowley. O vilão nasceu para se tornar um ícone. Desde sua caracterização até o seu trágico passado. Crowley certamente figura entre um dos vilões mais implacáveis do terror, não ficando nada atrás de Freddy ou Jason. Para reforçar ainda mais o elenco, as vítimas também se mostram bastante interessantes. A maioria deles é extremamente carismática. Há diversos personagens estereotipados que são repaginados no decorrer da trama. O roteiro usa o clichê ao seu favor e consegue inovar.

O mais legal é quando Victor Crowley faz sua primeira aparição na frente de todos. Logo no início. Diferente dos demais filmes do mesmo tipo, onde ocorrem algumas mortes e só depois de um tempo o pânico se instala, Terror no Pântano faz questão de deixar todos os seus personagens alertas da presença do vilão desde seu primeiro ataque, tornando o desenvolvimento ágil e com ritmo frenético. Por último, destaco os momentos hilários introduzidos pelo enredo. Apesar de ser um filme de terror, há espaço para diversas cenas e diálogos de humor negro. Certamente irá divertir a maioria. Se você ainda não assistiu, está esperando o quê? Não deve agradar a todos, mas é indicado especialmente para quem é fã de filmes antigos.

 

Cadáveres

Quatro estudantes do primeiro ano da faculdade de medicina têm seus limites testados enquanto trabalham em um laboratório dissecando cadáveres. Após algumas aulas de anatomia lideradas pelo professor Dr. Blackwell, Alison, uma das estudantes começa a apresentar um comportamento estranho e passa a ter visões assustadoras. Mas ela, determinada a tirar notas altas acredita em sua sanidade, e duvida do sobrenatural. Porém, o terror começa, quando um de seus colegas aparece morto de forma inexplicável no local. Enquanto autoridades afirmam que a morte do estudante foi por causa natural, Alison, que continua tendo as estranhas visões, começa a investigar o mistério e descobre que terá que enfrentar um espírito enfurecido para evitar outras mortes trágicas.

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AGENTE 117 - UM AGENTE NO CAIRO

Cairo, 1955. Conhecido por ser um ninho de espiões, a capital egípcia é locação para as aventuras do agente 117 (Jean Dujardin), um espião francês charmoso, bom de luta e mulherengo.

Lá, o agente 117 persegue bandidos, conquista mulheres e desmascara conspirações internacionais com charme, elegância e uma grande dose de patetice. Enquanto todos estão metidos em conspirações e desconfiam uns dos outros, o espião francês comete gafe atrás de gafe na tentativa de cumprir seu objetivo ao ser enviado ao país pelo presidente francês.

Agente 117 é uma paródia das aventuras de James Bond, principalmente as filmadas nos anos 50 e 60, no estilo e na narrativa. O senso de humor é infame, é preciso se desprender de qualquer tipo de julgamento ou senso crítico para embarcar de vez nas piadas do filme. Uma vez feito isso, até que ele funciona bem.

A comédia não permanece nos pensamentos do espectador; também não mudará a vida de ninguém. E nem pretende. Como puro entretenimento - vazio e descompromissado -, Agente 117 funciona muito melhor do que a maioria das comédias que vemos por aí. 

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Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja À América

É impressionante o sucesso de Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América num país como os EUA. Isso porque ele é politicamente incorreto do primeiro ao último fotograma. No formato "mocumentário" (um documentário falso, geralmente em tom de comédia), o longa-metragem trata com pesada ironia alguns temas delicados na sociedade moderna, como o racismo, o anti-semitismo e o nacionalismo exacerbado dos norte-americanos. O sucesso se reflete nas bilheterias - custando US$ 18 milhões, rendeu mais de RS$ 120 milhões nos cinemas do país - e também entre a crítica especializada, já que o protagonista Sacha Baron Cohen venceu o Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia. Será que o mercado norte-americano está mais liberal e aberto a piadas explicitamente infames?

O "mocumentário" é conduzido por Borat Sagdiyev (Cohen), o segundo melhor repórter do Cazaquistão. Nos primeiros momentos do filme, ele apresenta a vila onde mora. Extremamente pobre, não parece existir sinais da civilização moderna no local. Neste momento, o personagem já mostra ao público que não vê problemas com o incesto, falta de higiene ou mesmo ter uma vaca de estimação dentro de casa. Tudo é hilariamente miserável e o espectador percebe que deve se livrar de seus preconceitos, ou mesmo do que é certo ou errado na hora de se fazer uma piada, e se entregar.

Borat é recrutado pelo governo cazaque para produzir um documentário sobre os EUA com o objetivo de aprender melhor sobre a cultura da "nação mais gloriosa do mundo" e melhorar a situação do povo do Cazaquistão. Desembarcando nos EUA com toda a sua inocência, a cultura precária e cheio de preconceitos infundados, Borat espalha o terror entre os norte-americanos. Literalmente. Seja distribuindo beijos entre pessoas estranhas, chocando feministas dizendo que mulheres têm cérebro com tamanho similar ao de um esquilo ou fazendo piadas de cunho sexual sobre seu irmão deficiente mental a um homem que, supostamente, deveria lhe ensinar piadas, o personagem escancara os próprios preconceitos como uma forma de expô-los a uma sociedade hipócrita.

Por meio da inocência do personagem, Cohen encontra um canal para fazer um humor escancarado, muitas vezes constrangedor, que faz o público pensar em seus próprios preconceitos. É preciso admitir que algumas cenas são dispensáveis, funcionando somente para provocar o choque e o desconforto no espectador. Mesmo assim, Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja À América é uma comédia única e inteligente por usar o humor cínico para criticar não somente a sociedade norte-americana, mas, principalmente, as relações interraciais como um todo. Sacha Baron Cohen pode ser alvo de críticas de diversos setores, mas uma coisa deve ser admitida: ele teve coragem ao compor um personagem tão ignorante; mais ainda por escancarar seus preconceitos infundados.

O fato do filme partir de um formato documentário para "descobrir" a sociedade americana funciona. Mais do que fazer rir, Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja À América tenta mostrar o lado mais "caipira" da população dos EUA. Tanto que os momentos nos quais Borat brinca com o nacionalismo dos norte-americanos são os mais engraçados. Desta forma, é preciso se despir de qualquer julgamento para apreciar a comédia da forma que ela foi concebida. Algumas situações causadas pelo repórter são tão surreais que fica a dúvida sobre a honestidade da produção: será que os entrevistados não sabiam do que se tratava?

A melhor coisa em Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja À América é a atuação do comediante inglês. Ele compõe um sotaque hilário. Isso sem contar sua visão inocente, beirando a bizarrice, do mundo. Seus preconceitos são tão absurdos que não tem como levá-los a sério e é essa a idéia. Ria indiscriminadamente. 

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PECADOS ÍNTIMOS

Praticamente seis anos após o drama Entre Quatro Paredes, Todd Field retorna à direção no inquietante Pecados Íntimos, voltando novamente sua câmera giratória contra a hipocrisia da família supostamente média e equilibrada norte-americana. O ponto de partida é a liberação, em condicional, de Ronnie (vivido por Jackie Early Haley, um coadjuvante sem muitas chances no cinema, mas que rouba a cena neste papel), um molestador de crianças que passa a morar num bairro tranqüilo, rico e familiar. O desconforto de todos é geral diante da potencial ameaça. Porém, logo se percebe que Ronnie é apenas o lado visível e midiático da podridão daquela sociedade que se sustenta sobre os tradicionais pilares das aparências e da riqueza. Cada um a seu jeito, todos os personagens têm perversões, vazios e profundas tristezas a esconder.

O roteiro foi escrito pelo próprio diretor, em parceria com Tom Perrota, autor do livro que originou o filme. Ele acaba se centralizando em Sarah (Kate Winslet) e Brad (Patrick Wilson, de O Fantasma da Ópera). Ela, mestre em Literatura, tem visão crítica da mediocridade do mundo que a rodeia, mas não tem a atitude suficiente para mudar o próprio destino. Ele, recém-formado em Direito, há quase três anos tenta, sem sucesso, passar no exame da Ordem dos Advogados. Ambos, insatisfeitos em seus respectivos casamentos, se conhecem casualmente num playground. A atração é imediata. A traição parece inevitável.

Aos poucos, novos personagens são adicionados à trama. Cada qual deles contribuindo com um lado fascinantemente perturbador à história. A narrativa de Field é envolvente, convidativa, silenciosamente sedutora, como quem cochicha segredos inconfessáveis nos ouvidos atentos da platéia. Na tentativa de condensar as idéias do vasto livro de Perrota, muitas vezes o roteiro recorre ao pouco cinematográfico recurso da narração em off, o que não chega a incomodar, diante da profundidade das idéias e dos sentimentos de cada um dos (sempre bem construídos) personagens.

A tensão é constante. A tragédia parece se anunciar a cada cena, causando uma sensação de sufocamento que, contrariamente aos filmes comerciais convencionais, não será desatada no final da projeção. Em Pecados Íntimos, o público não exorciza seus medos. Ao contrário: carrega-os consigo para casa, após a sessão.

 

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VÔO 93 - O FILME

11 de setembro de 2001 é uma data de significa muito não somente para os norte-americanos, mas para o mundo todo. Quando terroristas conseguiram derrubar um dos símbolos da hegemonia norte-americana, muitos morreram, muitos lamentaram, outros comemoraram. E todos ainda se lembram. Cinco anos após os ataques terroristas que derrubaram o World Trade Center, em Nova York, o cinema começa a encarar de frente essa história, exatamente como faz o digno drama Vôo United 93.

Muito se falou sobre o que aconteceu em torno das "Torres Gêmeas", atingidas por dois aviões seqüestrados por terroristas naquela fatídica manhã. Este filme, no entanto, joga as luzes sobre o drama que aconteceu em volta, nas torres de controle que identificaram os quatro aviões seqüestrados, nas companhias aéreas e até mesmo entre os militares. E, principalmente, dentro do vôo 93 da United Airlines, que estava a caminho de São Francisco até ser seqüestrado por três terroristas, cujo plano era jogar o avião comercial na Casa Branca, lar do presidente norte-americano e símbolo máximo do seu governo. Dos quatro aviões controlados por terroristas naquela manhã, somente este não conseguiu atingir seus alvos. Isso porque, durante o processo, os passageiros do avião fizeram um motim e tentaram tomar o controle da aeronave. É notório que a manobra não deu muito certo e o avião caiu na Pensilvânia, em acidente sem sobreviventes. E é essa a história de Vôo United 93.

O filme tinha tudo para ser mais um filme bobo que exalta o heroísmo de norte-americanos, cheio de situações-limite e finais felizes. Mas este não é o caso e a direção do inglês Paul Greengrass (A Supremacia Bourne) é chave para que a produção seja tão bem-sucedida. Sua câmera acompanha de perto o que acontece, o que ajuda a criar a tensão necessária. Por mais que já saibamos o que acontece, o filme envolve o espectador, que se pega torcendo por um final feliz, por mais que não há espaço para isso em Vôo United 93, nem para heróis ou vilões. O espectador não se apega a nenhum personagem do elenco formado por atores desconhecidos. Inclusive, eles são tão mal-informados em relação aos objetivos das ações, os alvos e a identidade dos terroristas quanto éramos na época. Só se sabe que os criminosos que tomam o avião são de origem muçulmana e suas ações são calcadas na fé. Fugindo do dramalhão fácil e do maniqueísmo, Greengrass não pretende apontar culpados, vítimas nem soluções e esse é um dos grandes méritos de Vôo United 93. Extremamente realista, o filme ainda usou controladores de vôo profissionais em algumas cenas, tanto os que trabalham em vôos comerciais quanto os militares. Filmado com câmeras portáteis, a direção aproxima-se da documental, o que imprime mais realismo ainda ao filme. Além disso, os familiares dos 40 passageiros e tripulantes mortos no vôo 93 deram consultoria ao filme para que o diretor e roteirista pudesse traçar retratos precisos sobre eles.

O que interessa a Greengrass, que também assina o roteiro, não é criar empatia junto ao espectador. Trata-se de um drama humano, mas seus personagens não são movidos pelo heroísmo, mas pela sobrevivência. O filme também enfatiza a falta de preparação tanto vinda dos operadores de vôo quanto dos militares, que simplesmente não sabem o que fazer ao perceber que seu país está sob ataque. Resta a eles, como ao resto do mundo, observar a fumaça pela TV.

Em tempo: US$ 1,5 milhão da renda de Vôo United 93 em seu fim de semana de abertura nos EUA foram doados ao memorial construído na Pensilvânia em homenagem aos mortos no acidente.

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Seres Rastejantes (2006)

Nos anos 50, quando um novo invento chamado televisão invadiu os lares americanos, o público que costumava freqüentar o escurinho do cinema se dividiu: os mais maduros preferiram ficar em casa apreciando a novidade, o que ocasionou o fechamento de milhares de salas de exibição em todo o país. E os mais jovens pegaram seus carrões rabo-de-peixe e passaram a curtir os drive-ins, enormes projeções ao ar livre onde o filme era o que menos importava. Nos bancos dos carros, muito hambúrguer, amassos e refrigerantes. Nas telas, monstros, zumbis e bolhas assassinas.

Tudo isso para dizer que Seres Rastejantes nada mais é do que uma homenagem aos divertidos trash movies dos drive-ins daquela época. A idéia é do diretor estreante e roteirista de Madrugada dos Mortos James Gunn, e a história vem - propositalmente - recheada de todos os clichês do gênero. Veja: um meteoro vindo de outro planeta cai numa cidadezinha provinciana do interior dos Estados Unidos, espalhando pelo lugar os embriões de nojentas lesmas alienígenas que precisam do corpo humano para se reproduzir. E tem mais: os terráqueos contaminados passam a se comportar como zumbis sedentos de sangue. Não faltam a clássica cena do chuveiro, o interruptor de luz que não acende, o carro sem a chave no contato, o prefeito corrupto, a pausa no meio da ação para explicar o que está acontecendo, enfim, pense em qualquer clichê dos "filmes de drive-in" que ele estará em Seres Rastejantes. Num momento nostálgico, chega-se até a citar que os invasores poderiam ser os russos, numa referência escrachada à Guerra Fria que começou nos anos 50.

Existe, porém, um grande problema: o humor é pouco. O filme é impossível de ser levado a sério (e nem esta era a intenção do diretor). Por outro lado, falta bom humor para que ele seja, pelo menos, apreciado como uma sátira ao gênero. Talvez funcione melhor em DVD, temperado com muita pipoca e refrigerante, num sábado à tarde. Com chuva.

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O Grito 2 (2006)

Takashi Shimizu está novamente no comando de O Grito 2, mantendo a mesma característica do primeiro, não só no visual, mas também na forma como desenvolve o roteiro. Uma coisa é certa: a seqüência é melhor que o anterior. Mesmo assim, ainda não é o suficiente para ser considerado um ótimo filme de terror. Seguindo o mesmo caminho de O Chamado 2, esta produção possui revelações importantes para compreender as maléficas intenções da assombração Kayako Saeki (Takako Fuji).

Em O Grito 2, três histórias acontecem ao mesmo tempo. Aubrey Davis (Amber Tamblyn) viaja para Tóquio para encontrar sua irmã, a sobrevivente Karen (Sarah Michelle Gellar) que está internada em um hospital, acusada de ter provocado o incêndio que resultou na morte de seu namorado. Aubrey conhece o jornalista Eason (Edison Chen), que lhe ajudará a revelar os mistérios que envolvem a casa mal-assombrada pelos espíritos de Kayako e do pequeno Toshio (Ohga Tanaka).

Allison (Arielle Kebbel) mora há seis meses em Tóquio, mas ainda não fez nenhuma amizade. Para entrar na turma de Vanessa (Teresa Palmer) e Miyuki (Misako Uno), ela está disposta a fazer qualquer coisa, até mesmo enfrentar os mistérios da casa. Trish (Jennifer Beals) acaba de se mudar para o apartamento do namorado e pai do pequeno introvertido Jake (Matthew Knight) e da adolescente Lacey (Sarah Roemer). O caçula começa a perceber que coisas estranhas acontecem no vizinho e parecem estar se espalhando pelo prédio inteiro. Inicialmente, essas três histórias parecem não ter ligação, mas mostram que as paredes da casa não são mais suficientes para isolar a maldição.

Já são muitos os fãs do cineasta Shimizu, que acompanham todos os seus trabalhos como Almas Reencarnadas. Essas pessoas podem ficar tranqüilas, pois não irão se decepcionar. O diretor continua usando os sustos e aparições sobrenaturais para criar o clima de tensão tão comuns nos filmes do gênero. Mesmo quem não gostou de O Grito, poderá saciar algumas curiosidades sobre a história, que vai muito além do assassinato cometido pelo marido ciumento de Kayako. Quem não assistiu ao primeiro, aconselho que vá até a locadora, pois O Grito 2 é seqüência direta e não volta a mencionar pontos importantes abordados no anterior.

O cenário está mais sombrio, os espíritos mais presentes, o roteiro tem mais conteúdo, o clima está mais tenso. Porém, novamente o terror foi deixado de lado. Assustar-se com uma cena não é o mesmo do que sentir medo e, nesse caso, nem mesmo uma criança ficaria aterrorizada com este filme.

Agora, uma boa notícia para os amantes de filmes de terror japoneses: mais uma vez, O Grito 2 deixa espaço para uma possível continuação.

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O Dono da Festa 2 (2006)

O Dono da Festa 2 chegou às locadoras como uma daquelas seqüências absolutamente gratuitas, que ninguém pediu e ninguém queria. Foi um fracasso imenso nos cinemas norte-americanos e um desastre de crítica por lá. Tudo isso, claro, era previsível antes de qualquer um ter visto o filme. Ao contrário de seu antecessor, que era engraçadinho e razoavelmente divertido (e fez um pouco de sucesso, tanto que por isso ganhou esta seqüência), esse é totalmente desinteressante e não faz rir.

O filme não é muito mais do que um monte de piadas escatológicas absolutamente batidas. Elas não são necessariamente de mau gosto (não são piores, por exemplo, que as da série American Pie), são simplesmente ruins. O sexo, obviamente, é utilizado como ingrediente apelativo, o que é previsível, até porque essa característica foi vendida desde o trailer do filme. Para os machistas, é um prato cheio ver um monte de mulheres serem utilizadas como decoração pura.

Sem Ryan Reynolds no papel principal, a responsabilidade de “zoar” as moças ficou com Kal Penn, que era coadjuvante no filme original. Infelizmente, Penn tem carisma mínimo para esse tipo de papel (embora tampouco Reynolds conseguisse salvar o filme). O par amoroso do mocinho, apesar de ser uma garota muito bonita, também não demonstra nada além de sua beleza. Obviamente o roteiro não a ajuda, pois mesmo nos momentos mais “sentimentais” os textos são fracos e óbvios. Enfim, não é um tipo de filme bom para julgar capacidades artísticas de seus atores – no máximo, para julgar o quanto seus empresários são burros.

Como geralmente acontece no subgênero “comédia adolescente”, os coadjuvantes do filme são absolutamente genéricos, com destaque [negativo] para o vilão burguês que compensa a falta de cérebro com dinheiro. Outros coadjuvantes se resumem aos típicos nerds e às típicas garotas vagabundas acéfalas. Há uma festa na fraternidade e o vilão vai se dar mal no final... ZZZZZ!

A impressão que se tem é de que o filme foi lançado com pelo menos três anos de atraso - se tivesse saído na época do auge desse subgênero hoje totalmente desgastado, teria se dado melhor. Isso, é claro, não faria dele um bom filme, mas talvez um filme mais suportável. Mesmo julgando O Dono da Festa 2 pelo que ele deveria ser – a velha "diversão descompromissada"  (porque devemos ser tão coniventes com esse chavão?) – o resultado é desastroso, pois deve-se ter muita boa vontade para tirar algo proveitoso além de risadas forçadas. Não há nada além disso aqui.

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Miami Vice (2006)

Me pergunto como deve ter sido a reação que muitos tiveram com esse pequeno filme já cult de Michael Mann em sua época de lançamento, já que este aparentemente sofreu uma certa rejeição por parte de ambos crítica e público, que continua bem divisiva até hoje. Será que deve ter sido por terem o encarado como um mero thriller policial “mal filmado” com desenvolvimento de personagem vazio e melodramaticamente falando ‘exagerado ou cafona’?! Enquanto no meio dos fãs do diretor vejo uma reação totalmente inversa e completamente calorosa, com alguns até o chamando do melhor filme do diretor ou um dos melhores da década passada, ou até o melhor filme policial em anos. Eu presumo que talvez venha a ser o típico caso ame ou odeie?! Mas por que deve ser assim? Talvez o filme seja exatamente tudo aquilo que se propôs ser e não deve ter falhado em tal.

Não é de hoje que se é conhecida a fama que Michael Mann tem de ser um diretor completamente meticuloso e talvez um perfeccionista por natureza. O comando dele de sua câmera enxotada nos cantos claustrofóbicos, perseguindo os personagens a todo o tempo já denota o quanto ele está em controle em cima de seus fantásticos atores e da narrativa que ele aqui se propõe. Sim talvez seja mesmo o caso de uma história de justiça vs crime envolvido com o amor criminoso e a violência brutal das ruas que já se viu incontáveis vezes, ainda mais abordadas por Mann. Os fãs podem vir a me crucificar por dizer isso, mas Michael Mann basicamente quase faz os mesmos filmes e as mesmas histórias de novo e de novo, com muitas diferenças claro, mas constantes leves semelhanças e certas repetições, mas isso não é algo negativo por assim dizer.

Ainda mais tendo em conta o quanto ele mostra como consegue morfar tecnicamente e narrativamente de filme pra filme, sempre usando novos estilos, jogadas de câmera diferentes, a forma que ele monta e filma seus icônicos e enervantes tiroteios sempre de forma diferente e SEMPRE de forma absolutamente precisa, assim como dirige seus pequenos momentos contidos e contemplativos entre os personagens e a maneira com que constrói a narrativa e história deles mesmo lidando com temas similares. Assim sempre mostrando uma evolução e modernização e seu tão fantástico estilo, mas sempre soando familiar e mantendo sua marca de autor.

E talvez tenha sido com Miami Vice que ele chegou o mais próximo em anos de se fazer um novo tipo de filme policial moderno, e até mesmo uma nova forma de cinema contemporâneo diferente. Que não segue os caminhos narrativos previsíveis, e que se constrói e remodela de forma coesa mas sempre diversificada, mostrando ter uma linguagem técnica totalmente autoral na forma que lida com a construção de trama e o desenvolvimento dos personagens.

Estes que aqui estão longe de serem algo vazio ou dramaticamente cafonas. Mann quer puxar as emoções e construir suas personalidades e relacionamentos através dos pequenos gestos, nas singelas trocadas de olhar, na forma que interagem no mundo violento em que vivem e o trabalho tão perigoso e tão apaixonante para eles mesmos. Onde simples toques e pequenas conversas tão naturais condensam anos de trabalho, respeito e amizade que o filme nem sequer mostra, mas pede para o público se investir e sentir tudo que tem a dizer através do silencio do ambiente. Como o amor e a amizade podem se aflorar na mentira, e a parceria e verdadeira lealdade não é nunca questionada entre os mocinhos e sim demonstrada nas violentas ações em que comentem em nome da justiça por que tanto lutam. Enquanto os criminosos são figuras do puro mal da natureza humana em seus olhares: nazistas, traficantes, estupradores, invasores da pátria onde palavras de lealdade e respeito não existem ou são sentidas, e só merecem que a morte caia sobre eles.

O uso do digital desde seu excelente Colateral em sua filmagem está mais apurado aqui do que nunca, Mann dá uma vitalidade e voracidade que poucos diretores ousam mexer em digital, ainda mais como ele o usa aqui conseguindo captar uma verdadeira imersão do inicio ao fim dando um deleite visual diferente, caloroso, claustrofóbico, sujo, mas ao mesmo tempo belo e, acima de tudo, moderno!  Com a câmera de Mann se tornando tão íntima ao ponto de sentirmos cada toque de carinho, excitação e amor entre os amantes, o calor da amizade entre os parceiros e o choque de violência que se instala nos ferozes tiroteios, onde a violência explode sem pudores e o verdadeiro banho de sangue que é na realidade explode na tela sem poupar em nada. E Mann como sempre captura essas suas FANTÁSTICAS cenas de ação com uma ferocidade, energia, movimentação e controle que quase nenhum diretor consegue emular, se tornando verdadeiros terremotos de caos e morte no mundo dos personagens.

Estes que tomam vida e forma cheios de profundidade com tanta naturalidade graças ao elenco em total sintonia perfeita e seu diretor sabendo comandar cada um. Com os foques centrais sendo claro na dupla de Colin Farrel e Jamie Fox, ambos se tornando os protagonistas Michael Mannianos, os homens que amam o seu trabalho e são extremamente bons nele, com Fox completamente a vontade no papel e mostrando sua clara química com Mann na direção e total imerso na personalidade empática quando o vemos no seu cotidiano de policial gente fina, e intimidadora quando o vemos infiltrado e totalmente investido em seu trabalho com uma sede de violência prestes a explodir nos seus olhar. Enquanto Farrel faz talvez o mesmo tipo que Al Pacino foi em Fogo Contra Fogo, o policial que ama tanto seu trabalho que não conhece outra vida se não essa, mas o amor de suas amantes se tornam o peso da realidade nas vidas de ambos os parceiros, com destaque para uma curta, porém ótima Naomie Harris e uma SOBERBA Li Gong, a mulher que nasceu no mundo do crime dominado pelos homens e sobrevive nele por toda sua vida, e só o amor é capaz de baixar sua guarda e também ser engolida pela realidade violenta que rodeia a todos.

Então como podem ver, é apenas outro filme de Michael Mann sendo 100% Michael Mann, um filme policial que passa longe de ser apenas um bom entretenimento de ação, com excelentíssimas cenas do mesmo, mas também é um drama auto-contemplativo e que só oferece uma linguagem cinematográfica tão original e moderna, e dramaticamente forte ao mesmo tempo em que é feroz e brutal. Um dos filmes mais especiais de Michael Mann e que merece muito mais atenção e respeito do que recebe!

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ELES (2006) / Legenda

O home invasion já deu o que tinha que dar. Todo ano sai aos montes produções que abordam esse subgênero. Podemos citar, por exemplo, Você é o PróximoQuarto do Pânico, A InvasoraOs Estranhos (que reza a lenda, é um remake de Eles), Violência GratuitaUma Noite de CrimeMischief Night... No entanto, são poucos que conseguem inovar ou pelo menos usar os clichês ao seu favor. Eles é uma mistura dos dois.
Lançado em 2006, um ano antes de Os Estranhos, Eles é um filme francês que se diz baseado em fatos reais. Claro que eu procurei saber se isso era verdade e bom, não achei muito. Apenas algo sobre um casal de austríacos que foram assassinados na República Tcheca. O filme na verdade parece ser mais inspirado em fatos reais do que baseado em um. Sim, há diferença. Se vocês forem inteligentes, irão entender.
Bom, vamos começar a falar do filme. Ele começa com uma mãe e sua filha adolescente na estrada, quando do nada, um homem aparece no meio e faz com que elas batam o carro, tentando desviar dele. Sem nenhum ferimento, a mãe tenta consertar o problema no capô, enquanto a filha fica tentando dar a partida do carro. É quando a mãe desaparece. Achei tensa essa cena, principalmente quando a garota fala Mãe! e escutamos um sussurro atrás do mato: Mãe... Enfim, a menina volta para o carro assustada mas não percebe que há alguém dentro. Aí já sabem né?
Conhecemos então os protagonistas. A professora Clemèntine e seu marido escritor Lucas, ambos franceses, mas que moram na Romênia, em uma grande casa afastada. A vida deles é normal e tranquila. Até uma certa noite em que eles acordam com um barulho. Ao ir checarem, Clemèntine percebe que seu carro não está estacionado no mesmo lugar no qual ela deixou. O carro então é ligado por alguém que quase atropela Lucas e foge do local com o carro. Assustados, eles ligam para a polícia, que não podem fazer nada a uma hora daquelas. É então que a luz acaba na casa inteira e eles se veem cercados por pessoas do lado de fora; pessoas essas que não demoram muito para invadir a casa. Não vou contar mais nada por que a partir daí é spoiler.
Primeiramente, o filme é tenso. Mas é tenso pra caralho. E olha que não tem nem trilha sonora - ponto que vou discutir mais afrente. Ele lentamente cria aquela atmosfera de insegurança que só fica mais pesada. Tem algumas cenas que te deixam bem aflitos, como a cena em que Lucas sai para verificar se os invasores haviam ido embora ou a cena em que Clemèntine vai ao sótão. Essa última para mim é a melhor do filme, depois da abertura.

Os personagens principais não são bem desenvolvidos, portanto não ficamos próximos deles o bastante para simpatizar, etc. Claro que há cenas em que torcemos para que eles consigam, como o final, mas ainda assim. O filme é curto (1h19min), portanto poderiam ter colocado uns 10 minutos a mais, desenvolvendo os personagens. No entanto, dá a impressão de que esse distanciamento de nós com os personagens foi proposital. Falando no final, ele é o mais pessimista e realista o possível. Gostei dele pois foge do normal em filmes desse tema.

Os sustos são previsíveis mas ineficazes, pois não há trilha sonora. Tudo bem, muitas vezes reclamamos do excesso de sonoplastia em filmes de terror, pois dá para prever os sustos por ela. Mas nesse filme, eles tentaram dar um visual cru e tiraram a trilha sonora. Por exemplo, a cena do sótão, quando o encapuzado aparece atrás de Clemèntine: tudo bem, deu uma aflição. Mas quando há a luta dos dois e ele cai, fica aquela coisa sem graça, sem emoção.

O filme é bom. Apesar de algumas falhas, é uma ótima experiência para se marcar como "Já vi" no Filmow. Fui esperando muito dele e, apesar de algumas coisas não supridas, ele se destacou em maior parte.

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O Hospedeiro (2006)

O Hospedeiro tem praticamente duas horas de duração e confesso que passei toda a primeira hora absolutamente pasmo, sem saber se estava vendo um drama, uma comédia ou um filme de horror. Passado este primeiro momento, como se dizia antigamente, "a ficha caiu" (sim, porque os telefones hoje são de cartão). Ou seja, em que lei está escrito que os filmes precisam necessariamente ser rotulados, como se estivessem prontos para serem colocados numa prateleira de videolocadora?

Pois O Hospedeiro quebra todas estas convenções. Ele começa como uma singela história familiar passada na beira do rio Han, em Seul. É ali que conhecemos uma simpática família proprietária de uma barraquinha de comida: o pai, o filho e a neta. Pela televisão desta família, ficamos sabendo também que existe uma outra filha, que é arqueira do time olímpico coreano.

De repente, surge dependurado numa ponte à beira deste rio uma imensa criatura gosmenta que, do nada, sem motivo aparente, passa a devorar as pessoas que tranqüilamente faziam piquenique nas verdejantes margens do Han. A cena é tão grotesca quanto inesperada. Esqueçam toda aquela estética asséptica do cinema hollywoodiano, que fica enviando mensagens cinematográficas cifradas pela antigas "bíblias" dos filmes de terror. O monstro coreano simplesmente ataca. Tranqüilo e infalível, como Bruce Lee. Feroz, insaciável e inexplicável. A capital coreana passa viver um clima de morte comparável às cenas que a mídia veiculou na época do Tsunami. E, acreditem, há espaço para cenas cômicas que lembram Os Trapalhões. A mistura proposta pelo diretor Bong Joon-ho é corajosa.

Após o ataque do monstro, tem início a saga desta família pelo resgate de um de seus membros, supostamente devorado. Irônico. Quem tirava o sustento da comida sai agora em busca de um ente querido devorado. São várias as leituras. Que Coréia é esta? O que busca este país tão dividido? E mais: o povo coreano é obrigado a passar por esta tragédia em função de descaso e arbitrariedade ocidental de uma autoridade que fala inglês.

Perturbador, O Hospedeiro é impossível de ser assistido com indiferença. Seguidores da cartilha de Hollywood certamente vão estranhar e provavelmente regurgitar a proposta (como o próprio monstro, aliás, faz com suas presas). Os cinéfilos apreciadores de inovações devem gostar e os donos de videolocadoras vão ter muito trabalho em encontrar em qual prateleira ele deve ficar quando o filme sair em DVD.

O Hospedeiro vendeu mais de 13 milhões de ingressos na Coréia do Sul, o que corresponde a aproximadamente 20% da população. É como se um filme brasileiro vendesse 36 milhões de ingressos por aqui. Ele foi indicado aos Prêmios de Melhor Filme Internacional e Melhor Ator Revelação (Ah-sung Ko) de 2007 pela Academia de Filmes Ficção Científica, Fantasia e Horror dos EUA.

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Instinto Selvagem 2 (2006)

 A primeira cena de Instinto Selvagem 2 faz pensar que será um bom filme de ação, mas não se engane. Esta seqüência do filme de 1992 é parada, repleta de diálogos enfadonhos que tentam criar um ambiente inteligente, sem êxito. O diretor Michael Caton-Jones (O Último Suspeito) não conseguiu manter o dinamismo e o clima de mistério envolvente do primeiro filme, mesmo por que o roteiro não ajuda nem um pouco. Depois de passado o encantamento diante da forma escultural de Sharon Stone aos 48 anos, torna-se cansativo e o único desejo que permanece é de que o filme termine logo.

A escritora de suspenses policiais Catherine Tramell (Sharon Stone) agora está em Londres e, mais uma vez, sendo investigada pela polícia. A trama de Instinto Selvagem 2 começa com um acidente de carro que vitimou um de seus amantes. Ao que tudo indica, Catherine está sempre à procura de formas cada vez mais perigosas de diversão e isso a leva a ser analisada pelo psiquiatra londrino dr. Michael Glass (David Morrissey).

O enredo principal do filme original praticamente se repete aqui. Vários assassinatos acontecem e todos possuem uma ligação com a escritora, mas nenhuma prova concreta de sua autoria. O psiquiatra envolve-se com Catherine e sua carreira começa a desmoronar. O jogo de sedução cria conflitos em sua mente e o dr. Glass não consegue mais definir a verdade, nem em quem confiar.

Fazer uma seqüência depois de 14 anos parece mais uma maneira desesperada de promover a atriz Sharon Stone, em posições e cenas sensuais, mostrando que continua em ótima forma, apesar da idade. É difícil distinguir o que é pior: uma senhora querendo mostrar que ainda pode interpretar personagens jovialmente voluptuosas ou a tentativa de criar um filme lascivo, porém inteligente, com diálogos monótonos entre psicólogos arrogantes.

No meio de tanta confusão psicológica criada pelo enredo, nem tudo está perdido em Instinto Selvagem 2. Há eficientes interpretações, como a de David Morrissey (Fora de Rumo) na pele do psiquiatra e David Thewlis (Sete Anos no Tibete) como o detetive da Scotland Yard, Roy Washburn.

A curiosidade poderá levar muita gente às salas de cinema, mas aqueles que assistiram ao primeiro filme, com certeza, se decepcionarão. Definitivamente, Instinto Selvagem 2 foi um passo em falso na carreira de Sharon Stone. Como ela mesma disse, "um vexame".

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X-Men - O Confronto Final - 2006

Novamente está provado: não é necessário nivelar por baixo para fazer um grande filmão estilo comercial. X-Men: O Confronto Final é um dos grandes arrasa-quarteirões da temporada, vem cercado de muita expectativa e é puramente comercial. Nem por isso faz o seu público de tolo. Pelo contrário.
Temia-se que a saída do diretor Brian Singer do projeto (que havia comandado com sucesso os dois primeiros episódios) pudesse baixar a bola do filme, o que acabou não acontecendo. Bratt Ratner, o novo diretor, carregou para X-Men: O Confronto Final toda a experiência que acumulou com dois primeiros A Hora do Rush e o resultado agrada. Além disso, o roteiro deste terceiro capítulo também mantém o bom nível dos anteriores. Ele é de responsabilidade de Simon Kimberg (roteirista de Sr. e Sra. Smith e Triplo X) e Zak Penn, que havia colaborado no argumento de X-Men 2 e roteirizado Elektra.

X-Men: O Confronto Final mostra a extrema reação de mutantes e não-mutantes quando o governo dos EUA anuncia que encontrou a "cura" para o código genético "X". Ou seja, a partir de agora, os mutantes já podem ser "curados" de suas mutações. O simples anúncio da nova droga coloca todos em polvorosa: ser mutante, então, seria uma "doença"? Nunca foi segredo para ninguém que a condição de mutante, nos quadrinhos da Marvel, é uma simbologia para os "diferenciais" - positivos e negativos - que o adolescente enfrenta na entrada para o mundo adulto. Inclusive, as cenas iniciais deste terceiro episódio reforçam bem este conceito. Espinhas, mudanças de vozes, jeitão desengonçado (asas?), enfim os "terríveis fantasmas" pré-adolescentes. Por extensão, ser mutante é ser diferente da maioria. Ao anunciar uma "cura", o governo norte-americano incorre num grave erro de julgamento preconceituoso. O próximo passo então seria "curar" o homossexualismo, a hispanidade e a cor negra? Não seria de se estranhar, num país comandado por um presidente que manda construir um muro gigantesco na fronteira com o México. Não por acaso, a certa altura do filme Tempestade (Halle Berry) diz: "Vivemos épocas de trevas e de medo". Esta parte não é ficção.

Instala-se, então, uma poderosa guerra entre os Mutantes do "bem", comandados pelo Professor Xavier (Patrick Stewart), e os do "mal", capitaneados por Magneto (Ian McKellen). Não bastasse a gigantesca confusão, emerge das profundezas da morte a bela Dra. Jean (Famke Janssen, lindíssima), que havia "morrido" no filme anterior. O circo está armado. E Bratt Ratner comanda tudo com firmeza e talento. X-Men: O Confronto Final alia um roteiro vibrante - repleto de crítica social e ótimos diálogos (sim, o humor continua em alta) - a cenas de ação de prender nas poltronas tanto os fãs como os não-fãs da franquia. O que mais pode se esperar de um arrasa-quarteirão?

Um último detalhe: só não acredite no subtítulo "O Confronto Final". Tenha um pouco de paciência, veja os créditos até o finalzinho e saiba por quê.

 

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BABEL (2006)

Babel é o filme que encerra uma trilogia idealizada pelo cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu. Um acidente é ponto de congruência entre histórias paralelas: em Amores Brutos (2000), elas envolviam amores trágicos; em 21 Gramas (2003), o desejo de vingança; nesta produção, a incomunicabilidade. Por isso o nome do filme: a história da Torre de Babel descrita na Bíblia mostra como a incomunicabilidade entre os homens os impede de chegar aos reinos dos céus, como neste longa-metragem.

Além da incomunicabilidade, as histórias em Babel têm um ponto mais sutil de ligação, revelado aos poucos pelas tramas desenvolvidas paralelamente. O casal de norte-americanos Richard (Brad Pitt) e Susan (Cate Blanchett) está de férias no deserto do Marrocos, onde dois garotos, Yussef (Boubker Ait El Caid) e Ahmed (Said Tarchani), aprendem a atirar com uma arma recém-adquirida pelo pai. Richard e Suzan deixam seus filhos pequenos - Debbie (Elle Fanning, irmã mais nova de Dakota Fanning) e Mike (Nathan Gamble) - nos EUA sob os cuidados de Amelia (Adriana Barraza), que trabalha na família há bastante tempo. Imigrante mexicana, precisa atravessar a fronteira de volta ao seu país para o casamento do filho, mas não consegue ninguém para cuidar das crianças em sua viagem. Ela resolve, então, levá-las à festa ao lado de seu sobrinho Santiago (Gael García Bernal). No Japão, a bela adolescente Chieko (Rinko Kikuchi) tem deficiências auditivas e vive numa Tóquio repleta de estímulos sensoriais e, principalmente, sexuais. Ela tenta lidar com essas descobertas (e a vontade de passar por elas, principalmente) e também com os cuidados excessivos do pai (Kôji Yakusho, de Eureka), especialmente após a morte da mãe. Os destinos dessas quatro famílias se cruzam a partir de um trágico incidente.

Em Babel, Iñárritu mostra maturidade na direção, provando ainda ser capaz de tocar o espectador numa trama complexa e triste. Apesar de contar com atores do calibre de Brad Pitt (indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante), Cate Blanchett e Gael Garcia Bernal, quem mais se destaca são as menos conhecidas Rinko Kikuchi e Adriana Barraza (que volta a trabalhar com o diretor depois de Amores Brutos). Especialmente a jovem atriz japonesa Rinko, que tem o desafio de interpretar uma adolescente surda e muda que quer, a todo custo, viver como as pessoas de sua idade que não possuem essa deficiência. Nos momentos em que ela passeia por uma Tóquio caótica, cheia de luzes e sons, Iñarritu usa a trilha sonora e o próprio silêncio para passar a idéia da incomunicabilidade referente à personagem, em belos e inspirados momentos. Não à toa, ambas foram indicadas ao Globo de Ouro de Atriz Coadjuvante.

Marrocos, México, EUA e Japão são os cenários explorados pelo cineasta e em todas é capaz de captar o caos que surge a partir de pequenas decisões. Na relação entre pais e filhos, empregador e empregado, lei e cidadão e, porque não, entre países. E todas caminham para a tragédia graças à incapacidade de comunicação, seja política, a verbal ou mesmo a relacionada à deficiência. Iñárritu sabe como poucos tocar o espectador, que não deixa de ficar desesperado na maioria dos aflitivos 142 minutos de filme. Em Babel, o cineasta consegue tocá-lo de uma forma mais intensa ainda se compararmos com seus filmes anteriores. O resultado também seduziu os votantes do Globo de Ouro, um dos principais prêmios do cinema norte-americano: Babel foi escolhido o Melhor Filme (Drama) de 2006. O filme também fez sucesso do festival francês de Cannes, onde foi indicado à Palma de Ouro e recebeu o prêmio do júri ecumênico, o Grande Prêmio Técnico e Alejandro González Iñárritu foi o Melhor Diretor.

 

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A Profecia (2006)

Há exatos 30 anos, foi lançado nos cinemas um dos maiores clássicos do terror: A Profecia. Dirigido por Richard Donner, o filme marcou o gênero de horror também por render mais de US$ 60 milhões somente nos EUA (cifra bastante polpuda se pensarmos nos padrões monetários da época). Esta introdução pode parecer inútil se você já conhece o genial filme que deu origem a esta refilmagem. Mas existe toda uma geração que não o conhece e é especialmente para esse público que A Profecia é destinado.

A profecia do título está relacionada ao nascimento do anti-Cristo, conforme prevista na Bíblia. Sua ascensão deve acontecer em uma data bastante cabalística: 6 de junho de 2006. Ou 06/06/06. E, como Iron Maiden já disse, 666 é o número da Besta. A ação acontece cinco anos antes, em Roma, onde nasce o filho de Robert (Liev Schreiber) e Katherine Thorn (Julia Stiles). Norte-americanos, estão na cidade porque Robert é assistente do embaixador dos EUA. Só que o filho dos dois morre logo após o parto e o padre do hospital propõe que Robert adote um bebê que nascera na mesma hora cuja mãe morreu. Com medo da reação de Katherine ao saber que perdeu o filho e, possivelmente, a possibilidade de engravidar novamente, Robert concorda com a adoção, mas não conta à esposa. A bela criança cresce, mas, em sua festa de cinco anos, coisas estranhas começam a acontecer. A babá de Damien (o estreante e assustador Seamus Davey-Fitzpatrick) comete suicídio no meio da festinha, na frente de todos os convidados. Drama? É só o começo. Ao mesmo tempo em que situações bizarras acontecem cada vez mais, o padre Brennan (Pete Postlethwaite) passa a perseguir Robert a fim de alertá-lo em relação à profecia. É quando começa uma verdadeira saga pela Europa. Robert, convencido de que a história que o padre Brennan contou é verdade, após algumas confirmações, une-se ao fotógrafo Keith (David Thewlis) numa jornada em busca das adagas que podem acabar com o anti-Cristo, mesmo ele sendo apenas uma criança. Um fato que agrava a situação é a contratação de uma nova babá. A senhorita Baylock (Mia Farrow) é enviada pelo demônio para proteger o menino. Literalmente.

Nessa verdadeira moda de se produzir refilmagens, A Profecia cai como uma luva. A direção de John Moore é segura, cheia de classe e estilo. O roteiro, escrito por David Seltzer (que também assina o texto do primeiro filme) é muito parecido com o de 1976. Claro que há algumas adaptações para contextualizá-lo em nossa época - como os sinais do Apocalipse descritos na Bíblia e interpretados em acontecimentos atuais. Mas os fatos da história são os mesmos. Por isso, a produção pode não funcionar muito bem com quem já conhece o longa original. Os sustos são previsíveis para esse público. Mesmo assim, Moore é capaz de envolver o espectador de uma forma soberba. Apesar de usar de alguns clichês do gênero - como a chuva intermitente pontuando os momentos mais tensos -, o diretor chega a algumas conclusões na direção de arte que fazem com que esta refilmagem seja especial. Vale destacar, também, a escolha de Seamus Davey-Fitzpatrick para o papel de Damien. Apesar de entrar mudo e sair calado - seria generosidade dizer que o menino fala mais do que cinco frases durante o filme -, ele é capaz de ser assustador. Bastante assustador. Isso trabalhando somente o olhar ambíguo, ao mesmo tempo doce e diabólico. Para os fãs do cinema de terror dos anos 60 e 70, a presença de Mia Farrow causa um sorriso no rosto. Afinal, foi em O Bebê de Rosemary (1968), de Roman Polanski, que ela se tornou conhecida.

A Profecia não decepciona tanto os fãs do original quanto os de terror em geral. É um filme de terror elegante, como os feitos antigamente, na época em que o anterior foi lançado. Nada de centenas de litros de sangue (só algumas dezenas, na verdade), nem assassinos em série esquartejando pessoas. O assassino em série aqui é o Diabo. Tem algo mais assustador e cheio de classe do que isso?

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A CONQUISTA DA HONRA (2006)

Se há alguém em Hollywood que podemos considerar incansável - além, obviamente, de Meryl Streep, que conta com NOVE filmes em produção para 2008 - é Clint Eastwood. Ator, diretor, compositor, produtor: o homem simplesmente não pára! Depois da consagração de Menina de Ouro, que em 2005 ganhou 4 Oscars, inclusive os de Filme e Direção, ele voltou à tona em 2006 com dois novos trabalhos, visões distintas sobre a batalha de Iwo Jima, uma das mais sangrentas da Segunda Guerra Mundial. O primeiro filme, Flags of our Fathers, ou Bandeiras dos Nossos Pais, finalmente entrou em cartaz nos cinemas brasileiros com o equivocado título A Conquista de Honra. Esta é a versão norte-americana do episódio. O olhar dos inimigos, os japoneses, é exposto em Cartas de Iwo Jima, lançado quase simultaneamente nos Estados Unidos e muito melhor recebido pela crítica: falado todo em japonês, recebeu o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Estrangeira, além de somar quatro indicações ao Oscar: Filme, Direção, Edição de Som e Roteiro Original.

Não que A Conquista da Honra seja ruim. Não. Só não é grande coisa. Além de ser mais um filme de guerra, como tantos outros já vistos anteriormente, sem nenhum destaque. As cenas de batalha são absurdamente bem filmadas, mas nada diferentes do que já foi visto em O Resgate do Soldado Ryan, lá no distante 1998. E a trama, a princípio interessante, termina por se revelar numa sucessão de clichês sentimentais e não relevantes, ali colocados justamente para tentar arrancar alguma emoção barata de um espectador em busca de atos heróicos pouco significativos, porém visualmente belos - algo, aliás, discutido no próprio enredo.

A foto do cartaz do filme, bastante conhecida, é o ponto de partida de A Conquista da Honra. Lá num distante 1945, com o povo norteamericano já cansado da guerra e exausto financeiramente, ver aquela imagem de soldados esforçados em levantar a bandeira pátria numa nova conquista funcionou como um catalizador de esperanças e ânimos. Três dos envolvidos naquela imagem - os que ainda restavam vivos - são chamados de volta ao lar para servirem como 'heróis da ocasião', ou seja, para despertar a atenção do público no sentido de levantar fundos para a manutenção da guerra - que, ironicamente, iria ter seu fim poucos meses depois.

Como o batalhão militar chegou até aquele momento do hasteamento da bandeira, e toda a simplicidade por trás daquele ato até então banal, é narrado simultaneamente à jornada dos três colegas pelos Estados Unidos, já não mais soldados anônimos e sim ídolos nacionais. A posição incômoda que eles enfrentam naquela realidade inesperada e indesejada e como cada um reage é o mais pertinente de toda a trama.

Encabeçado por Ryan Phillippe (Crash), Jesse Bradford (Finais Felizes) e Adam Beach (Códigos de Guerra) dando vida aos personagens reais John Bradley, Rene Gagnon e Ira Hayes, os três em performances corretas e seguras, Flags apresenta ainda um bom elenco de apoio, que conta com nomes como Jaime Bell (Billy Elliot), Paul Walker (Velozes e Furiosos), Barry Pepper (Três Enterros), Robert Patrick (O Exterminador do Futuro 2) e Melanie Lynskey (Almas Gêmeas). O que se percebe, no entanto, é que este não é um filme de grandes atuações, e sim de um conjunto de interpretações à altura da história que pretendem contar.

Se há algum astro envolvido, este é Eastwood, responsável por conseguir fazer, praticamente ao mesmo tempo, dois filmes tão marcantes. Provavelmente Cartas para Iwo Jima seja mesmo superior, mas para isso teremos que esperar mais alguns dias. A Conquista da Honra já demonstra, porém, que a dedicação do realizador - ele não participa como ator - foi intensa, mesmo não proporcional ao resultado final. Inferior aos seus últimos trabalhos e desprovido de um olhar mais cruelmente crítico, o filme tenta uma reflexão até válida, mas vazia diante um contexto global, onde enfrentamentos são necessários, imagens são supervalorizadas e mentiras, de tão repetidas, se tornam verdades. Clint tentou fazer um alerta, e seu pecado foi ter sucumbido à própria mensagem de certa forma. Seu trabalho é lindo e impressionante, mas assim como a fotografia original, não consegue ir muito adiante de uma bela superfície, desprovida de conteúdo.

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Uma Garota Irresistível - 2006 / Legenda

Esta cinebiografia mostra o drama vivido pela modelo e atriz Edie Sedgwick (Sienna Miller), uma das preferidas da famosa Factory, de Andy Warhol (Guy Pearce). Após o rompimento do romance com Billy Quinn (Hayden Christensen), a modelo entrou em uma profunda depressão e morreu de overdose de heroína, em 1971.

 

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Os Infiltrados (2006)

Martin Scorsese é o tipo de cineasta que gosta de filmar histórias tipicamente norte-americanas. Os Infiltrados é uma delas, apesar de seu roteiro ser inspirado em Conflitos Internos (2002), de Hong Kong. Trata-se de um filme inteligente, complexo e repleto de reviravoltas. Aqui, nada é o que parecer ser e esse é o maior encanto da produção. A bandeira norte-americana está em todos os lugares avisando: isto é a América. Acostume-se.

Os "infiltrados" do filme são Colin (Matt Damon) e Bill (Leonardo Di Caprio). Apesar de terem crescido no subúrbio de Boston, num bairro dominado por descendente de irlandeses (como eles mesmos), os dois não se conhecem. Cada um está do seu "lado" da história: Colin é membro de uma gangue infiltrado na polícia local; Bill é o policial trabalhando secretamente entre os bandidos. A trama tem mocinhos e bandidos, mas não é maniqueísta. O mocinho parece bandido, o bandido parece um mocinho. As coisas não são tão simples quando aparentam ser e esse é o grande trunfo de Os Infiltrados: o espectador é desafiado a pensar o tempo inteiro e seduzido a acompanhar atentamente esta violenta e fascinante trama.

Seus personagens cheios de duplicidades, de construção complexa e boas interpretações. Jack Nicholson, como sempre, dá um espetáculo na atuação do personagem que exerce o importante papel de ser o mais forte elo de ligação entre os dois infiltrados. Nos primeiros momentos que ele aparece, a fotografia - de influência noir ao trabalhar luzes e sombras - o esconde, existe uma aura de mistério em seu personagem, aos poucos revelada.

Há muita complexidade nesta história que, em muitos momentos, lembra o "clássico dos clássicos" em se tratando de filmes de gângsteres: O Poderoso Chefão (1972). O filme também remete a um dos melhores momentos de Scorsese como cineasta, em Os Bons Companheiros (1990). São filmes complexos, com personagens repletos de profundidade envolvidos em tramas que sofrem reviravoltas e envolvem o espectador de forma fascinante. Por isso, se o filme de Coppola é um dos maiores clássicos de sua época, Os Infiltrados tem tudo parar marcar o cinema norte-americano atual.

Em tempo: a trilha sonora também merece destaque. Afinal, Martin Scorsese é um cineasta que dá atenção à música. Produziu a série The Blues e dirigiu o documentário No Direction Home, sobre Bob Dylan, só para citar alguns exemplos. Em Os Infiltrados, logo na primeira cena, Scorsese mostra Jack Nicholson caminhando vagarosamente ao som de Gimme Shelter, do Rolling Stones, numa cena primorosa também por causa da música. The Beach Boys, Allman Brothers e John Lennon também dão o ar da graça nesta trilha, que apresenta a pouco conhecida banda punk Dropkick Murphys. Formada em Boston - onde é situada a trama do longa -, mistura riffs pesados à gaita de fole (referência à origem irlandesa dos personagens).

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Terror em Silent Hill (2006)

  Os espectadores que se interessariam em assistir a Terror em Silent Hill podem ser divididos em dois grupos distintos: quem já jogou e quem não teve acesso ao jogo de videogame Silent Hill, que deu origem a este longa-metragem. Eu faço parte do segundo grupo. Sei que vários elementos deste filme, como personagens e ambientes, são fiéis em relação ao game, mas devo confessar que sou incapaz de me aprofundar nessa comparação porque não conheço a obra que originou o filme. No entanto, toda produção deve conseguir dialogar independentemente da qual é originária. E, quanto a isso, posso dizer que Terror em Silent Hill até que funciona bem como filme de terror, impressionando principalmente no sentido visual.

A história gira em torno de Rose Da Silva (Radha Mitchell). Casada com Christopher (Sean Bean), cria uma filha com ele, Sharon (Jodelle Ferland). No entanto, a menina tem problemas de sonambulismo e, em seus ataques, sempre fala que quer voltar para casa, em Silent Hill. O problema é que seus pais não conhecem essa cidade. É quando descobrimos que Sharon é adotada e, provavelmente, nasceu nessa cidade. Para desvendar o mistério, Rose e sua filha vão ao local. O problema é que ele está inabitado há um bom tempo por causa de uma série de incêndios subterrâneos, que seguem acontecendo por alguns anos. E, após um acidente, Sharon some. Sob uma chuva de cinzas, Rose explora Silent Hill em busca da filha, sendo vigiada pela policial Cybil (Laurie Holden), que a persegue ao perceber que algo está errado.

Na cidade fantasma, elas começam a perceber que há coisas mais sinistras do que incêndios subterrâneos. Criaturas rastejantes que se desfazem em cinzas, uma mendiga assustadora que só fala em sua filha perdida, enfermeiras sem rosto, um monstro que tem uma máscara de metal em forma de pirâmide e fanáticos religiosos são algumas das figuras que Rose e Cybil encaram para encontrar a menina e sair de lá.

A estrutura do roteiro é bem parecida com a de um videogame e esse é o problema de Terror em Silent Hill. Por mais que se trate da adaptação de um game, a narrativa fica presa demais a esse formato. É possível até identificar as "dicas" que as levam para mais perto de Sharon, enquanto a dupla passa por "fases" na cidade de Silent Hill. Rose, inclusive, é tão destemida como qualquer personagem virtual de um jogo. Às vezes, de forma um tanto quanto burra, o que irrita. Para não dizer que o roteiro é um equívoco, é justo dizer que o final é compensador e inteligente. Por não ser hermético, dá vazão para continuações - o próprio game, hoje, encontra-se em seu quarto episódio.

Também vale destacar a direção bastante segura do francês Christophe Gans (O Pacto dos Lobos). É evidente que ele sabe o que está fazendo. Sua câmera é fluída, passeia naturalmente pelos mesmos ambientes da protagonista e mostra ao espectador o terror de forma inusitada em soluções visuais bastante felizes. A direção de arte é incrivelmente assustadora e os efeitos visuais são excelentes. Por ter imagens tão aflitivas de uma forma que beira o belo, num contexto gótico, Terror em Silent Hill merece ser visto pelos que apreciam uma produção de terror. Não é genial, mas pode apostar que é melhor do que muita coisa que vemos.Resultado de imagem para não conte a ninguém critica

Não Conte a Ninguém (2006)

Normalmente pensamos em filme francês como aquele filme lento e que faz uma análise profunda sobre o homem e seus relacionamentos, porém o que temos em Não Conte à Ninguém, do diretor e ator Guillaume Canet, é um Thriller de ótima qualidade com grandes momentos, muita perseguição e uma trama bastante interessante, apesar do final um pouco novelesco demais.

O ótimo François Cluzet é um pacato médico que 8 anos após perder a esposa, em um assassinato brutal, recebe mensagens alegando que ela ainda está viva, tudo acontece ao mesmo tempo em que ele volta a ser suspeito do assassinato, já que algumas lacunas sempre ficaram em aberto em toda a investigação.

O filme segue a luta de François Cluzet de provar sua inocência e de tentar achar a sua esposa, ao mesmo tempo que tenta fugir de alguns assassinos e da polícia. O filme é muito bem dirigido e muito bem montado, a cena em que François Cluzet foge a pé da polícia é impressionante, principalmente a cena em que ele precisa atravessar uma estrada. É daquelas cenas de tirar o fôlego!

Aliás o filme é muito bem editado e montado mesmo, pois consegue combinar drama, suspense e ação na medida certa, podendo fazer o telespectador pular do sofá logo após deixar o filme em águas calmas, sem dizer que tudo isso é muito bem embalado com uma excelente e moderna trilha sonora.

O problema do filme, que vem atingindo a maioria dos suspenses faz um tempo, é o seu desfecho que é bem inferior ao resto do filme, uma vez que Não Conte à Ninguém é um filme intrigante, envolvente e que segura o espectador durante seus 131 minutos e que nos faz usar a cabeça para tentar desvendar o mistério, mesmo que o roteiro até dê algumas amostras do que seria o seu final, ele é bem abaixo das expectativas.

Não Conte à Ninguém é um ótimo filme, apesar do final é um dos bons suspenses que vi nos últimos tempos, sem dizer que foi um dos grandes destaques no César de 2007, levando para casa as estatuetas de Melhor Ator, Melhor Diretor, Melhor Edição e Melhor Canção Original.

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Cartas de Iwo Jima - 2006

Antes de mais nada, é importante falar um pouco sobre o projeto ao qual pertence Cartas de Iwo Jima. Idealizado por Clint Eastwood, que também assina a direção, tratam-se de dois filmes - este e A Conquista da Honra - que mostram lados opostos de um mesmo conflito. Em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, a ilha de Iwo Jima, no Japão, foi de extremo significado estratégico para ambos os países. O local era ponto de partida para a campanha norte-americana em território japonês. Portanto, último forte do território japonês antes da ilha principal ser invadida. Os dois filmes formam um panorama abrangente e extremamente humano desta passagem na história mundial, mostrando a visão de soldados de ambos os lados. Complementares, formam um painel completo, que passa longe do maniqueísmo comum na maioria dos filmes que relatam conflitos bélicos.

O roteiro é baseado no livro Pictures Letters From Commander In Chief, com cartas do general Tadamichi Kuribayashi, compiladas na publicação por Tsuyoko Yoshida. Juntas, revelam características pessoais de alguns dos envolvidos no conflito em Iwo Jima, especialmente o general, interpretado por Ken Watanabe (O Último Samurai). A história do filme, portanto, é contada principalmente pelo ponto de vista do militar, destacado para comandar os soldados que defenderiam a ilha japonesa da invasão norte-americana. Ele revela em sua correspondência suas ansiedades e um pouco dos acontecimentos durante o mês que esteve no local defendendo sua pátria.

A ilha de Iwo Jima, cujo terreno infértil fez com que ela fosse quase que desabitada por japoneses, foi bastante importante estrategicamente para definir os rumos do conflito. A história de Cartas de Iwo Jima começa alguns dias antes da chegada dos soldados norte-americanos na fétida terra. Lá, recebem a função de explorar as cavernas do local, trabalhando o terreno para a recepção do inimigo. Dentre os soldados japoneses, é destacada pelo roteiro a figura de Saigo (Kazunari Ninomiya), um jovem padeiro recrutado para a guerra que está prestes a ter o primeiro filho. Em suas cartas, revela seu maior desejo: sobreviver para voltar à família. O mesmo de tantos outros cidadãos que participam da campanha na ilha.

Os personagens de Cartas de Iwo Jima são compostos de forma extremamente humana. É exatamente este o lado do conflito que Clint Eastwood pretende mostrar: mais do que homens de capacete que carregam uma arma e têm como objetivo eliminar inimigos, são pessoas com desejos, traumas, enfim, uma história. Por isso, esta produção foge do convencional em se tratando de filmes de guerra. Além de ter belas imagens relacionadas ao embate entre os dois lados do conflito, é capaz de envolver o espectador por conta da força da história conduzida pelos personagens. Principalmente em se tratando do general e o soldado, dois lados tão extremos dentro da hierarquia da guerra e tão unidos por conceitos universais, como o medo, a honra e o amor pela família.

Afinal, independente da hierarquia, todos são os mesmos numa guerra. Se Saigo não sabe muito bem por que está ali no começo do filme, defendendo aquela terra fedida e infértil, ele aprende que tipo de interesses está em jogo. Mais do que uma ilha, Iwo Jima e sua defesa estão relacionadas ao futuro do império japonês. Culturalmente, a figura do imperador entre os cidadãos do Japão é idolatrada quase que cegamente, numa relação que beira a religiosa, o que Saigo aprende na medida em que o filme é concluído. O personagem de Kuribayashi apresenta uma evolução contrária à do padeiro: na medida em que a guerra caminha, ele é capaz de aceitar a vitória mais num âmbito pessoal do que como seu dever enquanto general do exército imperial.

A honra e a família começam a ganhar um papel maior em suas motivações, ao mesmo tempo em que o fato dele conhecer a cultura norte-americana por ter vivido nos EUA é essencial para guiar seus atos. Por isso, na medida em que o filme evolui, outra importante questão é fragilizada no duelo entre nações: a nacionalidade em si, já que os personagens humanizam-se durante o mês de conflito na ilha, questão vidente não somente em Cartas de Iwo Jima, mas também em A Conquista da Honra.

Por isso, as duas produções são complementares e essenciais para que haja o entendimento completo do tipo de narrativa que Eastwood desenvolve. O diretor demonstra ter a sensibilidade ideal para mostrar esses valores na tela. A fotografia apagada, que só ganha vida, ironicamente, no vermelho do sangue derramado e da bandeira japonesa, reforça a visão em relação ao conflito: são mínimos os momentos de vida numa guerra. Mas eles existem e é esse o foco principal do filme.

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Sentinela (2006)

Os bastidores da Casa Branca - lar dos presidentes norte-americanos - já renderam muitos filmes a Hollywood. Especialmente em se tratando do corpo de seguranças que protege uma das pessoas mais visadas do planeta. Assim como Perigo Real e Imediato (1992), entre tantos outros, Sentinela foca a luta dos seguranças pela proteção do presidente dos EUA.

A trama é focada no segurança Pete Garrison (Michael Douglas) que, depois de ter salvado a vida do presidente Richard Nixon nos anos 80, segue trabalhando na Casa Branca, agora sendo responsável pela proteção da primeira-dama (Kim Basinger). Por meio de um antigo informante, ele fica sabendo que pode existir alguém dentro de sua equipe que, junto a terroristas russos, planeja um atentado contra o presidente Ballentine (David Rasche). Mas, quando ele mesmo começa a ser envolvido no mistério, deve provar sua inocência antes que seja tarde demais. Especialmente junto ao agente David Breckinridge (Kiefer Sutherland), que, ao lado de sua nova assistente, a bela Jill Marin (Eva Longoria, do seriado Desperate Housewives), faz parte de um departamento que investiga possíveis ameaças à vida do presidente.

Sentinela é um filme que enfoca estritamente os bastidores da Casa Branca. Tanto que o presidente dos EUA tem menos destaque do que sua esposa, até. A câmera é tremida, observando algumas ações de longe, como se o próprio espectador tivesse o mesmo ponto de vista de um segurança. A forma como o diretor Clark Johnson (S.W.A.T.) conduz a ação é convincente, bem mais do que assistir a um Michael Douglas cheio de vigor físico após ter ultrapassado os 60 anos.

A trama, confusa e repleta de lugares-comuns, também não é das melhores, mas o filme acaba saindo melhor do que a encomenda por prender a atenção do espectador até o fim. A dinâmica entre os dois protagonistas, Michael Douglas e Kiefer Sutherland, é atraente e a presença de Sutherland deve atrair, também, os fãs do seriado 24 Horas. Como um suspense de ação sem pretensão alguma, Sentinela funciona, mas não oferece mais do que um pouco de diversão.

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Cashback (2006) / Legenda

Ben Willis é um estudante de arte no último da faculdade e acabou de terminar com sua namorada. Desde o fim do relacionamento ele não consegue pensar em outra coisa, e a preocupação é tanta que ele não consegue mais dormir. E esse quadro se mantém por dias e dias seguidos, até que ele percebe que, na verdade, sua vida foi aumentada em um terço – correspondente às 8 horas de sono.

Depois de ter entendido o que o término do namoro havia feito com sua vida, Ben tenta aproveitar esse tempo trocando suas horas de sono por leitura, pintura. Até que arranja um emprego no turno da madrugada num supermercado, onde conhece os demais personagens de Cashback, inclusive a atendente de caixa Sharon.

Apesar do aspecto adolescente que as piadinhas bobas passam no filme, o tema central é um pouco mais complexo. O diretor Sean Ellis se utiliza da insônia de Ben para discutir a influência do tempo na vida das pessoas. O tema central do filme é basicamente esse: como a vida moderna tornou todos escravos do tempo.

É quando deixa de lado a comédia adolescente para fazer critica social que Cashback deixa a desejar. Além de trazer um assunto desgastado, exaustivamente retratado no cinema, não consegue apresentar nem mesmo resquícios de originalidade em suas críticas à sociedade fast-food. Por diversas vezes são feitos pequenos comentários do tipo "use protetor solar", ou "pare, respire, preste atenção à pessoa do seu lado porque ela deve ser legal".

Porém, ainda é possível ignorar esses momentos de pretensão crítica do diretor e se divertir com a história que dá suporte ao filme. É um filme agradável, que não cansa em nenhum momento. As brincadeirinhas bestas dos amigos do supermercado e o humor tipicamente inglês deram um ar juvenil ao filme, e neutralizaram os conceitos batidos que o filme apresenta.

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Asterix e os Vikings (2006)

 Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos... Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor.

É assim que começam as histórias nas histórias em quadrinhos protagonizadas pelos divertidos gauleses Asterix e Obelix, os cultuados personagens que estrelam o desenho animado Asterix e os Vikings. Nesta divertida aventura eles não têm muitos problemas com os romanos, mas sim com os vikings.

Asterix (voz do Repórter Vesgo na versão brasileira) e seu inseparável amigo Obelix (voz de Ceará) vivem tranqüilos em sua vila entre brigas de peixes e carregamento de menires (aquelas pedras gigantes e pontudas que Obelix não tem problemas em carregar) quando recebem uma missão do chefe da aldeia, Abracourcix. Seu sobrinho adolescente Calhambix (dublado por Mendigo) está a caminho, vindo da cidade grande, para ser treinado pela dupla, que deve transformá-lo num grande guerreiro. Paralelamente, os vikings, liderados por Grossebaf, não agüentam mais invadir povoados inabitados. Por conta de um mal-entendido, eles acabam chegando à conclusão que o medo faz os homens voarem. Os destemidos lutadores, então, resolvem procurar a pessoa mais medrosa do mundo para ensiná-los como é essa sensação e, conseqüentemente, fazê-los voar a fim de conquistar mais territórios ainda. Está armada a confusão quando eles encontram nossos amigos gauleses.

O encontro desses personagens tão peculiares e diferentes entre si resulta numa animação divertida, especialmente por conta dos diálogos e das referências, que vão desde as geringonças modernas com as quais os jovens de hoje estão habituados (como as mensagens SMS, que, nas mãos de Calhambix durante o Império Romano, são em forma de um pombo correio) até outros filmes, como Rocky - O Lutador. Notar essas referências torna-se um passatempo divertido ao espectador mais crescido, enquanto que as cores e os personagens fazem com que os pequenos também apreciem esta animação francesa.

Só um ponto negativo: a versão dublada em português tem a turma do programa Pânico na TV. No entanto, a versão norte-americana de Asterix e os Vikings conta com vozes de atores do naipe de Paul Giamatti (A Dama na Água), Sean Astin (O Senhor dos Anéis) e Evan Rachel Wood (Aos Treze). No Brasil, estão sendo lançadas cópias dubladas e legendadas (com as vozes na versão norte-americana). Para os maiores, a segunda opção é, definitivamente, mais válida. A diversão despretensiosa é garantida para ambas as idades.

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A Casa Monstro (2006)

Os bem-sucedidos produtores Robert Zemeckis e Steven Spielberg, que de bobos não têm absolutamente nada, também estão de olho no lucrativo mercado de desenhos animados de longa-metragem. Eles levantaram um investimento de US$ 75 milhões e produziram A Casa Monstro, um filme de suspense protagonizado por crianças, teoricamente direcionado ao público infanto-juvenil, mas que também pode assustar muitos marmanjos.

A história mostra três crianças descobrindo um segredo que nenhum adulto acreditaria: a estranha casa de um vizinho rabugento não apenas é mal-assombrada, como também é um monstro com vida própria. Até aí, tudo bem para começar uma trama infantil. O problema é que o filme vai assumindo contornos cada vez mais densos, assustadores até, e culmina com uma triste história de amor e morte que talvez desagrade às crianças. Principalmente as mais jovens. Por vezes, tenta ser lúgubre e um pouco gótico, no melhor estilo "quero ser Tim Burton", mas não abre mão da aventura, marca registrada de Spielberg, e acaba emperrando num perigoso e indefinido meio termo. Talvez por isso não tenha recuperado seu investimento nas bilheterias dos EUA, onde rendeu menos que US$ 70 milhões.

Depois do O Expresso Polar, dirigido por Zemeckis, A Casa Monstro é o segundo longa produzido em "Real D", um sistema de captura de movimentos através de atores, e posterior reprodução em animação digital.

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Soltando os Cachorros (2006)

 Uma simples comédia com animais ainda pode render bons frutos? É o que a Walt Disney tenta provar em Soltando os Cachorros. E quase fracassa. Para assumir esta responsabilidade, foi escolhido Tim Allen – ator que dá vida ao boneco Buzz em Toy Story - como intérprete de Dave, um ranzinza aspirante a promotor publico envolvido no caso de ecologista acusado de incendiar um laboratório que promove experiências biológicas ilegalmente em animais.

Um desses animais é Shaggy, simpático coolie de 300 anos (sim, é isso mesmo) que, ao ser levado coincidentemente para a casa do advogado que odeia cães, acaba mordendo nosso protagonista e infectando-o com as mudanças genéticas provocadas pelo laboratório. Por ironia do destino, Dave gradativamente vai sentindo os efeitos caninos em seu organismo. Involuntariamente, ele passa a lamber, farejar, abanar o rabo, urinar com a perna levantada, e literalmente, transformar-se num cão. A situação passa a ficar mais constrangedora - para o advogado, claro – quando envolve perseguições a gatos, corridas para busca de galhos, rosnadas para as testemunhas do tribunal, etc.

A intenção em Soltando os Cachorros é apresentar uma comédia familiar pura e de bons valores, como se percebe nos momentos em que Dave, encarnado no collie, vê que sua família não está nada satisfeita com sua ausência e seu comportamento, principalmente a esposa, Rebecca (Kirstin Davis). Nessas cenas, o resultado do diretor Brian Robbins é ora visto com bons olhos, ora visto de maneira sofrível.

Não consegui encontrar graça nas bizarrices realizadas com os tais experimentos do laboratório, como uma cobra com cauda de cachorro, um macaco que late e um sapo com cabeça de boi. No entanto, Tim Allen consegue segurar a condição de protagonista de maneira divertida, além de ter dois atores consagrados, Danny Glover e Robert Downey Jr., como um excelente elenco de apoio.

Mas, se a intenção era lucrar com esta refilmagem – a terceira desde que surgiu a original, em 1959 -, os produtores de Soltando os Cachorros não conseguiram atingir um público-alvo. Isso porque, se analisado sob a visão do público infantil, torna-se maçante. Na visão do público adulto, é tão inofensivo quanto um sheep dog.

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Shortbus (2006) / Legenda

A primeira cena de Shortbus engana: você acha que o rapaz que está ali é um louco; você acha que vem pela frente um filme sobre sexo, somente sexo, com personagens rasos e bizarros. Mas dê chance ao segundo filme de John Cameron Mitchell, diretor do cultuado Hedwig - Rock, Amor e Traição (2001). Mitchell consegue superar a "síndrome do segundo filme" sem perder sua essência ou mesmo a espontaneidade presente em sua estréia como diretor.

Shortbus mostra uma série de personagens desajustados que se encontram num clube de fetiches em Nova York. Apesar de todos freqüentarem o local, onde o sexo explícito é praticado, eles se sentem solitários. São amados, mas incapazes de sentir alguma coisa, e é atrás disso que estão durante todo o filme. Mitchell, também roteirista do longa, cria personagens profundos, complexos e melancólicos, apesar da aura alegre que circunda toda a produção. Shortbus traz uma melancolia bonita e lúdica.

Apesar de ser engraçado, Shortbus é triste em sua essência ao trazer personagens que tentam, por meio da realização sexual, preencher o tipo de vazio que morar numa cidade como Nova York provoca. Apesar de ser um lugar onde preconceitos são deixados de lado, os personagens desenvolvem uma "película", digamos, que os protege de um mundo tão maluco. Não sentir pode ser bom, às vezes, mas é cruel na maioria do tempo. De qualquer forma, prepare-se para ver muitas cenas de sexo. Mitchell não tem pudores de mostrar os órgãos genitais de seus personagens, mas, acredite, nada é em vão.

Assim como em Hedwig - Rock, Amor e Traição, existe uma atenção toda especial para a trilha sonora, assinada pela banda indie norte-americana Yo La Tengo. Algumas músicas são cantadas pelo compositor nova-iorquino Scott Matthew que, com sua voz bela e melancólica, pontua alguns dos momentos mais tristes do filme.

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O Plano Perfeito - 2006

De uma vez só, duas boas notícias. Sim, ainda é possível se fazer um belo e intrigante roteiro para um filme de assalto. E, sim, Spike Lee está se tornando um cineasta cada vez melhor, a exemplo de Almodóvar e Woody Allen. Tudo isso pode ser confirmado no magnético O Plano Perfeito, que o experiente Lee dirigiu a partir do roteiro do estreante Russell Gewirtz. Esta é a primeira vez que o diretor é produzido por Brian Grazer, o mesmo produtor de Apollo 13, Plano de Vôo e vários outros. No filme, o entrosamento da trinca também é perfeito.

Logo nas primeiras cenas, Spike Lee oferece à platéia ótimas cenas de sua musa preferida: Nova York. São cortes rápidos e belos planos que ressaltam o centro financeiro da cidade. O próprio protagonista da história, o criminoso Dalton (Clive Owen, de Fora de Rumo), avisa o público que veremos um filme de assalto a banco. E não demora quase nada para que a ação propriamente dita seja iniciada. A primeira sensação é de estranheza: o que o sempre político Spike Lee estaria fazendo no comando de um simples filme de polícia e bandido? Logo vem a resposta: O Plano Perfeito está longe, muito longe de ser um simples filme de polícia e bandido. O assalto é apenas o pretexto que vai colocar frente a frente alguns personagens dos mais interessantes.

Metido no mais ridículo figurino de sua carreira, e ostentando um bigodinho a la amigo-da-onça, Denzel Washington vive Keith, o policial designado a fazer o complicado trabalho de negociação junto a Dalton, o cabeça do assalto. Dalton é um criminoso pensante, refinado e com senso de humor; acima da média. Christopher Plummer é Crane, o dono do banco, homem poderoso que, como todos os poderosos, tem um terrível segredo a esconder. Fechando o quadrilátero principal, Jodie Foster é a srta. White, influente lobista que pode usar toda esta situação de crise para ficar ainda mais rica. Junte-se a isso um punhado de algumas dezenas de reféns apavorados, aprisionados dentro de um banco multiétnico que é o próprio microcosmos de Nova York. Está armado o circo para um dos melhores filmes do ano, até aqui.

Mais até do que a própria situação de assalto/reféns, O Plano Perfeito delicia o público com seu sarcasmo. Não faltam situações de humor agridoce, montadas especialmente para satirizar o racismo. Claro, é um filme de Spike Lee. Um garoto negro distrai-se com um videogame ultraviolento, no qual marca mais pontos quem matar mais negros e traficar mais drogas. Um indiano se enfurece ao ser - mais uma vez - confundido com um árabe, mas se acalma ao ser lembrado de que, pelo menos, ele consegue tomar um táxi em Nova York com mais facilidade que os outros. Um policial fica surpreso ao saber que "armênio" e "albanês" não é a mesma coisa. É um filme sobre prejulgamentos. Assim como árabes, negros, "chicanos" e habitantes da Europa Oriental, reféns e assaltantes também são todos culpados, até que se prove o contrário.

Os diálogos são deliciosos, alguns deles intraduzíveis. Como na cena em que o policial Keith convida o criminoso Dalton para tomar uma cerveja no bar em frente ao banco e ele recusa, dizendo que está tentado ficar longe de "bars". A palavra é a mesma para "bares" e "barras" de uma prisão. Ou, num momento bem menos sutil, quando Keith diz à personagem de Jodie Foster "Kiss my black ass, miss White!".

São duas horas e dez minutos que passam voando. Com inteligência, ritmo, sátira, crítica, humor, tensão e ótimas interpretações. Para os fãs de Spike Lee, mais uma prova de amadurecimento do cineasta. Para quem prefere ver no filme apenas uma boa história de mocinhos e bandidos, também uma ótima opção.

 

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Viagem Maldita (2006)

A violência explícita representada na mídia contemporânea é tão escancarada que criticar os filmes por excesso de sangue é no mínimo irônico. Por falar na operação excesso + sangue, Viagem Maldita, refilmagem do cultuado Quadrilha de Sádicos, de 1977, que ganhou nova versão em 2006, é um ótimo material para exemplificação. Com a aprovação do produtor Wes Craven, diretor do “original”, o filme foi lançado e logo causou muita polêmica, haja vista o nivelamento da violência física e psicológica que exalava pelos poros narrativos.

Após o esgotamento das refilmagens de filmes orientais, Hollywood decidiu continuar com o processo de adaptação de clássicos do terror para as plateias mais jovens. Alguns funcionaram muito bem, outros nem tanto. A releitura dos sádicos habitantes das colinas, canibais sedentos de sangue, responsáveis por apresentar uma “América” maniqueísta, entre o sonho e o pesadelo, tornou-se um filme parricida: é um dos poucos casos em que a refilmagem está num nível superior do seu “original”. Ele desbanca o “texto pai” e se estabelece muito bem.

O filme é bastante representativo para o que conhecemos da cultura estadunidense. Ao seguir um caminho de dominação mundial, um caminho de violência física, patrimonial e simbólica se estabelece, com custos altos para a sociedade. Os monstros de Viagem Maldita são alegorias, haja vista que aparecem como seres indesejáveis, criações de um processo irreversível de biopoder com consequências no bojo da sociedade.

A narrativa é uma crônica sobre os sobreviventes de uma esboçada típica de estratégias de guerrilha. O horror se estabelece após um suposto acidente na estrada. Tendo em vista comemorar o aniversário de casamento, Bob (Ted Levine) decide levar toda a família para uma viagem através da Califórnia. No meio do caminho fazem um desvio e seguem uma trilha que possibilitará a economia de duas horas na direção.

Junto com ele está a sua esposa Ethel (Kathleen Quinhn), a sua prole Lynn (Vinessa Shaw), Bobby (Dan Byrd), Brenda (Emilie de Ravin), o seu genro Doug (Aaron Stanford), o seu neto recém-nascido e os cachorros, Bela e Fera. Ao parar o carro para os devidos ajustes são atacados por um clã sedento que ceifará sem piedade a vida de muitos envolvidos naquela viagem típica da família tradicional. Como aponta o cartaz, “quem tem sorte morre primeiro”. Com elementos de crueldade, eles causam transtornos para os viajantes, espalhando medo e terror numa das trilhas de sangue mais extensas do cinema.

No terreno da forma Viagem Maldita foi muito bem concebido. A trilha sonora do grupo Tomandandy, responsável pelos aspectos sonoros de filmes como O Suspeito da Rua Arlington, emprega um tom opressor. A maquiagem, assinada pelos sempre competentes Greg Nicotero e Howard Berger, cria monstros asquerosos e terrivelmente assustadores. A cenografia é bem eficiente, pois as filmagens em um deserto no Marrocos permitiu ampliar o perigo. Há poucos obstáculos, quase lugar nenhum para se esconder, em suma, o horror pode vir de qualquer lado e pegá-los de surpresa.

Por falar em forma, não podemos deixar de brindar a direção do francês Alexandre Aja. Na época o cineasta havia chamado às atenções da crítica e dos festivais europeus com o igualmente sangrento Alta Tensão. Não demorou muito para os executivos hollywoodianos o convidarem para assumir a direção do clássico explotation dos anos 1970. Aja também assinou o roteiro, juntamente com Gregory Levasseur, sob as sugestões do mestre Wes Craven.

A violência transborda e alcança um patamar insuportável, não apenas pelo banho de sangue, mas por causa dos efeitos catárticos do roteiro. Nos anos 1970 os aspectos visuais estavam de acordo com a linguagem underground, com muita sugestão. Produzido no esquema de mainstream da indústria, a refilmagem deixa a sugestão de lado e capricha na estética do horror, com sangue, perfurações, estupros, corpos carbonizados e muitos ferimentos e fraturas expostas. Isso não é ruim. Em um ponto da franquia Jogos Mortais esta questão foi um problema, mas o roteiro de Viagem Maldita não nos deixa se preocupar com a representação da violência, pois a necessidade dramática e a evolução dos personagens nos permite relevar os excessos.

O texto está bem polido e organiza bem a crônica sobre a família que sofre os diabos nas mãos de vingativas criaturas que também são vítimas, pois se tornaram o que são graças aos desmandos do imperialismo estadunidense e seus toques de belicismo em tudo que se envolvem no que diz respeito à outras nações.

Um dos pontos nevrálgicos está no desenvolvimento dos personagens. O patriarca da família é amante das forças armadas, prega a guerra e acredita no poder imperial do país, enquanto o seu contraponto dramático está no genro Doug, democrata pacifista que acredita na diplomacia para a resolução de conflitos. Ao passo que o roteiro avança, o ideal de família é devastado, tendo ainda críticas severas ao conservadorismo estadunidense como material gravitacional em torno dos demais conflitos que se apresentam.

Ainda sobre os personagens, cabe destacar os demais viajantes. Lynn é a filha mais velha. Por ser mãe do bebê preocupa-se o tempo inteiro com o marido e o filho. Com o primeiro por causa das implicâncias políticas do pai. No caso do bebê, ela ocupa o espaço de mãe ideal, temendo a saúde e a segurança do filho, principalmente depois do acidente. Bobby é o típico adolescente que copia os moldes do pai. Adora armas e não sai de perto dos cachorros, personagens também importantes para efeitos catárticos no decorrer da narrativa. Brenda, a adolescente típica, irritada, não gostou nada de ter deixado os seus amigos para seguir viagem com a família. Logo, precisarão deixar as diferenças de lado para tentar sobreviver.

Outro ponto interessante do filme é a sequência de créditos iniciais. Há fotos de mutações, mas não são de ordem atômica. Na verdade, são registros em imagens dos efeitos das armas químicas utilizadas no Vietnã (agente laranja). Com uma trilha indicando o oposto do que se espera, tamanha a tranquilidade, lembra a abertura do ótimo Madrugada dos Mortos.

No que diz respeito às comparações com Quadrilha de Sádicos, a versão de Alexandre Aja, como já dito, é explícita, tal como os nossos noticiários, com antagonistas que adotam uma tática descentralizada de ataque, diferente dos aspectos de guerrilha da sua versão dos anos 1970. Irônico aos extremos, ao longo dos 107 minutos, a bandeira dos Estados Unidos é usada e abusada, parodiada, encharcada de sangue, rasgada, utilizada como arma branca e apresentada como ícone para reflexão em uma numerosa sequência de cenas. Um filme sangrento, mas distante das trivialidades de algumas narrativas de horror. Aqui, o explícito sobrepõe o implícito para a elaboração de um tecido narrativo crítico escancarado, graças ao roteiro, aos personagens e as suas ações e ao trabalho de direção de fotografia de Maxime Alexandre.

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Um Natal Brilhante - 2006

Velhote barbudo de pança grande, enfeites cafonas, presentes com laço, árvores com neve de algodão, aflição das compras, generosidade sazonal... é Natal e todo ano é a mesma coisa. Aproveitando a onda das festas, o cinema também veste seu gorro vermelho.

Dezembro é o tradicional mês de filmes-família sobre as confusões geradas pela correria dessa época do ano e Um Natal brilhante (Deck the halls, 2006) é só mais uma na extensa lista de produções dispensáveis sobre o tema.

O longa do fraco John Whitesell (Mamãe Zona 2) não traz um sopro sequer de novidade. Segue o ABC do gênero com um sujeito disputando com o recém-chegado vizinho quem comemora o Natal de maneira mais marcante.

Matthew Broderick vive o primeiro, Steve Finch, oculista de uma pequena e pacata cidadezinha dos Estados Unidos. Conhecido como o "Sr. Natal" no lugar, ele tem tudo planejado. Blusas combinando para a foto do cartão da família, estoque de cinco anos de árvores perfeitas e fez suas compras meses atrás. Enfim, tudo em nome da tradição da festa. Ele não contava, porém, com a chegada de Buddy (Danny DeVito), homem insatisfeito que almeja algo mais da vida que os empregos comuns que consegue. O problema começa quando Buddy enfia em sua cabeça que seu objetivo de vida é fazer com que a pirotécnica iluminação de Natal de sua casa seja vista do espaço - e o título de "Sr. Natal" periga mudar de dono, afligindo o pacato oculista.

Há uma ou outra situação capaz de produzir risadas, mas a clicheria corre solta, para o desespero de quem espera algo mais dos competentes Broderick e DeVito. Só faltou um labrador no meio pra tornar tudo mais óbvio. O desfecho é igualmente batido, com a inevitável lição de moral sobre entendimento e tolerância.

Fica o destaque, no entanto, para a excelente direção de arte de Dan Hermansen. A casa de Buddy é sensacional quando decorada - completa com telão de alta definição no telhado, show de som e luzes e bonecos animatrônicos. Algo que dá uma nova dimensão à breguice das decorações que surgem anualmente.

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Três Ladrões e Um Bebê - 2006

 O compulsivo jogador Slipper vê o sequestro do neto de um magnata a salvação de suas dívidas. Quando, junto com seu senhorio e o oportunista Octopus, sequestra BB, sem saber, frustram os planos do crime organizado, que também está atrás da criança e Slipper resolve transformar o refém em seu protegido. Encurralados pelos policiais e perseguidos por gângsters perigosos, este trio embarca numa arrepiante, perigosa e delirantemente engraçada fuga para colocar BB de volta em seu berço são e salvo.

 

Ovelha Negra (2006) / Legenda

É algo que todo trash gostaria de ter: uma produção muito bem cuidada, com efeitos feitos pela Weta Digital do diretor da trilogia “Senhor dos Anéis” Peter Jackson (mas lógico, adequado ao baixo budget do filme); um elenco que tem lá seu carisma e, é claro, uma história tão absurda que a sinopse por si só já provoca risos involuntários: numa fazenda no interior da Nova Zelândia ovelhas são geneticamente modificadas e um acidente fazem com que o rebanho se torna assassino. E o único que pode detê-las é um cara que (justo ele) tem fobia de ovelhas. E quando elas mordem um ser humano eles viram Ovelhomens!!!

Agora imagine uma carnificina geral praticada pelas ovelhas com cenas, só pra exemplificar, em que uma delas pega a, digamos, lingüiça de certo personagem; ou soltam gases provocando uma explosão; ou ainda um ovelhomem antes da transformação completa falando e fazendo “Béééé”. Pronto é esse o nível de “Ovelha Negra“. Isto é, engraçadíssimo do início ao fim. E em nem por um momento ele tenta se levar a sério.

Claro que com o excesso de piadas, algumas ficam sem graça e até mais atrapalham que ajudam. Além disso, se a produção é bem cuidada, a direção nem tanto. Em alguns momentos fica claro alguns erros de continuidade (personagem que se sujam e ficam limpos na cena seguinte, etc) ou de fotografia (o plano seqüência totalmente diferente de uma tomada pra outra) ou ainda alguns furos de roteiro medíocres (as ovelhas não atacam quem foi transformado, mas em certo momento o roteiro esquece disso). Mas talvez tudo isso faça parte do gênero trash. Ou do maquiavélico plano das ovelhas de se apoderarem do filme. Para os fãs do gênero, uma palavra: imperdível.

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OLHAR ESTRANGEIRO (2006)

Festas, sexo à vontade, praias e selvas exóticas, muita pobreza, nada de trabalho... Eis uns poucos elementos que definem o Brasil na mentalidade de um público estrangeiro menos informado. Esses clichês, que comportam um amplo estereótipo cultural, foram em boa parte fomentados pelo cinema – e, é bom que se diga, não somente dos EUA e da Europa. A própria produção audiovisual brasileira tem um parcela dessa culpa. Uso aqui a palavra “culpa” justamente porque o documentário Olhar Estrangeiro, de Lúcia Murat, se propõe a ser menos uma análise que um tribunal para julgar as visões distorcidas do Brasil. Tanto que um dos entrevistados chega a perguntar se a diretora pretendia mostrar o filme a algum juiz.

O tema mereceu um exame vertical e horizontal no livro O Brasil dos Gringos, de Tunico Amancio, publicado em 2000. O estudo ampliou e enriqueceu uma discussão bastante corrente ao descortinar as raízes históricas desses lugares-comuns e mostrar, em detalhes, como foram construídos pela câmera e pela edição de imagens. Amancio agora assina com Lúcia Murat o roteiro de Olhar Estrangeiro, que pretende tratar o assunto pelo ângulo da indústria. Com esse objetivo, Lúcia aproveitou viagens a festivais internacionais para fazer suas entrevistas e pesquisas, na França, EUA e Suécia.

A cineasta ataca com gana as suas presas, mas não creio que tenha medido bem o teor dos ataques. Nos rápidos depoimentos (tipo “povo fala”) de anônimos nos três países, ela já estimulou respostas estereotipadas ao propor palavras como “sexo”, “liberdade”, “violência”, “paraíso” etc. Na coleta desse material, assim como ao entrevistar (ou melhor, tomar satisfação de) notórios picaretas como Zalman King (diretor de Orquídea Selvagem) e Greydon Clark (Lambada, a Dança Proibida), Lúcia parecia interessada em criar um antípoda igualmente complicado: o clichê do gringo ignorante.

A estratégia, diga-se, surte alguns efeitos interessantes. É o caso do ator Michael Caine, que devolve aos brasileiros a responsabilidade por tantas fantasias: “O problema é que vocês são muito bonitos. Se quiserem ser levados a sério, como nós, relaxem e sejam feios”, diz mais ou menos assim. De maneira geral, a abordagem desse tema suscita uma curiosa descontração nos “gringos”. Lúcia tem evidentes dificuldades em aprofundar uma conversa fadada a terminar em piadas. Na verdade, ninguém parece levar muito a sério o fato de estar colaborando para um documentário sobre os clichês do Brasil no cinema estrangeiro. Eis aí mais uma manifestação do mesmo sintoma.

Como enfrentar esse dilema? Fazendo um filme-tese, como o livro de Tunico Amancio? Descorticando os filmes e pondo a nu seus mecanismos de construção de fantasias? Aprofundando a análise histórica, num modelo mais clássico de documentário? Nenhuma dessas alternativas é contemplada a contento em Olhar Estrangeiro. O filme ilustra alguns aspectos, veicula alguns poucos raciocínios esclarecedores (“esses filmes não foram feitos para passar no Brasil, mas fora dele”, diz alguém), mas não avança muito em relação ao que já se discute costumeiramente sobre o “Brasil dos gringos”.

 

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O PEQUENINO (2006)

A família Wayans está presente – com sucesso – em diversos ramos do entretenimento. Keenan Ivory Wayans (uma espécie de mentor da família) foi um dos criadores do lendário programa televisivo “In Living Colour” (que revelou o talento de Jennifer Lopez, na época uma dançarina), que contava com seu irmão Damon Wayans no elenco – posteriormente, Damon ficaria conhecido com o seriado “My Wife and Kids”. Já Marlon e Shawn Wayans (os astros de cinema da família) foram responsáveis pelo retorno do gênero da paródia com os sucessos “Todo Mundo em Pânico” e “Todo Mundo em Pânico 2”. Para Marlon e Shawn, não existe limite na hora de fazer comédia. Depois de se vestirem como patricinhas em “As Branquelas”, Shawn agora empresta o rosto para um anão em “O Pequenino”, filme dirigido por Keenan Ivory Wayans.

O filme conta a história de Calvin “Bebezão” Sims (Shawn Wayans), um ladrão de postura firme e que coloca qualquer um no seu devido lugar. O fato de ele ser anão ajuda Calvin a desempenhar de melhor maneira o seu serviço, pois faz com que ele sempre passe despercebido. É assim que ele, depois de sair da prisão, consegue roubar um diamante valioso. Na fuga da joalheria, Calvin e seu parceiro Percy (Tracy Morgan, que fez parte do elenco do “Saturday Night Live”) quase são pegos pela polícia. Para despistar os guardas, Calvin acaba colocando o diamante na bolsa de Vanessa (Kerry Washington, de “Ray”). Quando o chefão do crime Sr. Walken (Chazz Palminteri) entra no encalço de Calvin e de Percy, o primeiro tem uma idéia brilhante: fingir ser um bebê abandonado – Vanessa e seu marido Darryl (Marlon Wayans) estão naquele ponto importante de um casamento: o de decidir se este é o momento certo para ter o primeiro filho – e recuperar o diamante que está escondido na bolsa de Vanessa.

É justamente quando Calvin se transforma num bebê de tamanho e desenvolvimento incomum e passa a viver o cotidiano do casal Darryl e Vanessa que “O Pequenino” entra num rumo já bem conhecido daqueles que tiveram a oportunidade de assistir a algum dos filmes dos irmãos Wayans. Entre uma e outra piada grosseira e de mau gosto, são inseridos momentos delicados que mostram que o bandidão Calvin tem coração.

Em comparação com “As Branquelas” – um filme bobo, porém divertidíssimo e com algumas cenas inesquecíveis -, “O Pequenino” é um retrocesso. O roteiro do filme (que foi escrito por Keenan Ivory, Marlon e Shawn Wayans) não convence, pois é cheio de furos (o roubo do diamante está sendo super noticiado na TV, mas nem Vanessa, nem Darryl, nem os amigos deles e nem mesmo os policiais que participam de uma das cenas do filme chegam a reconhecer Calvin). A impressão que se tem é a de que os irmãos Wayans querem ocupar o espaço deixado pelos irmãos Bobby e Peter Farrelly desde que eles decidiram fazer filmes mais “adultos”. Os Wayans querem ser agora os reis do politicamente incorreto, mas acabam indo sempre parar na vulgaridade.

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Jogos Mortais 3 (2006)

Definitivamente, a expectativa gerada em torno de Jogos Mortais 3 é maior do que o próprio filme. Não é uma produção ruim, muito menos pode ser taxado como "o pior filme de terror do ano", mas, se comparado aos outros filmes da trilogia, o espectador fica decepcionado. Visto como um longa-metragem único e isolado, sem comparações, agradaria muito mais. Mesmo assim, o terceiro longa da série já é o mais rentável: com custo de US$ 10 milhões, arrecadou US$ 34,3 milhões no fim de semana de sua estréia nos EUA - 8% a mais que o anterior.

Em Jogos Mortais 3, Jigsaw (Tobin Bell) está à beira da morte, mas quer acompanhar o seu último jogo. Sua assistente Amanda (Shawnee Smith) seqüestra a médica Lynn (Bahar Soomekh) para mantê-lo vivo até que Jeff (Angus Macfadyen) passe por três testes distintos. Jeff é um homem transtornado que foi escolhido por Jigsaw por ter se tornado vingativo e obcecado com a morte de seu filho, deixando de lado os cuidados com sua outra filha. Lynn foi eleita por ser uma médica desleixada e fria com seus pacientes, além de distante de sua família.

Darren Lynn Bousman está mais uma vez à frente da direção, repetindo a mesma linguagem visual utilizada em Jogos Mortais 2, com os invariáveis efeitos de edição que confundem a cabeça do espectador já atormentado com as cenas fortes. Esteticamente, Jogos Mortais 3 continua dando um show de efeitos especiais. Não se engane achando que as mortes estarão menos violentas. Pelo contrário: estão mais perversas e frias, tornando difícil manter os olhos abertos em alguns momentos. Parece que Bousman focou sua atenção em causar repulsa e calafrios no espectador. Com isso, a trama se torna fraca e desinteressante, ganhando força somente no final. Aliás, este continua incrível, podendo até mesmo ser considerado o melhor desfecho da trilogia.

Shawnee Smith (Horas de Desespero) é o grande destaque do elenco. Ela interpreta uma Amanda diferente, mais forte e passional em relação ao segundo filme. Imprevisível, se torna o único suspense na produção. Quanto aos demais, com exceção de Tobin Bell, que manteve a linha do seu personagem, Angus Macfadyen (Coração Valente) e Bahar Soomekh (Missão: Impossível M:i:III) não conseguem transmitir o desespero que qualquer pessoa sentiria se estivesse no lugar deles. São muito corajosos, fazendo com que o público também não sinta medo, nem receio do que está por vir.

Mais uma vez, existe um espaço para uma possível continuação, que já foi confirmada pela Lions Gate, produtora da série. Porém, o melhor a ser feito é parar enquanto o filme tem algum atrativo, a não ser que consigam surpreender de alguma forma muito criativa, sem se distanciar tanto da proposta inicial, como já está acontecendo.

Jogos Mortais 3 não tem o mesmo vigor e tensão que os anteriores possuem; não há um clima de suspense, somente uma violência explícita que desagrada aos fãs que se apaixonaram pelas armadilhas e reviravoltas mirabolantes da série. No entanto, encanta aos espectadores mais sanguinários, que se interessaram por filmes como O Albergue e Abismo do Medo.

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A Era do Gelo 2 (2006)

Qual a explicação para o sucesso da série A Era do Gelo? Os roteiros são pouco originais, a animação em particular – feita pelo estúdio Blue Sky, da Fox – não difere drasticamente de nenhum dos concorrentes, como a Pixar (Wall-E, 2008) e a Dreamworks (Kung Fu Panda, 2008) e seus realizadores, o norte-americano Chris Wedge (diretor do primeiro filme e produtor do segundo) e o brasileiro Carlos Saldanha (co-diretor do anterior e diretor desta seqüência), não possuem tradição em longas-metragens – ambos debutaram nestes trabalhos. Mesmo assim, os dois filmes arrecadaram milhões ao redor do mundo: o de 2002 faturou quase US$ 400 milhões em todo o mundo, e esta continuação, que estreou simultaneamente em diversos países, como Estados Unidos e Brasil no dia 31 de março de 2006, ultrapassou a marca dos US$ 650 milhões mundiais (contra um orçamento total de US$ 80 milhões). Isso sem falar do reconhecimento crítico: A Era do Gelo disputou o Oscar como Melhor Longa de Animação (perdeu para o japonês A Viagem de Chihiro, 2001), enquanto que o segundo filme chegou aos cinemas recebendo diversos elogios da crítica especializada.

E estes resultados se justificam qualitativamente? Sim, em parte. O grande charme de A Era do Gelo, tanto este quanto o outro, são seus personagens, simpáticos, irônicos, debochados, sarcásticos, bem-humorados e dotados de uma personalidade muito própria. Eles são muito maiores do que a história que carregam. Afinal, quantos lembram da trama do primeiro filme (era sobre devolver um bebê humano a sua família)? O mesmo acontece nesta segunda aventura. Como anuncia o subtítulo original, “O Degelo”, a ‘era do gelo’ está no fim, e com isso o descongelamento das gigantescas geleiras. O vale onde os animais habitam está prestes a ser inundado, e eles precisam, com urgência, achar outro lugar para viver. Neste caminho, a trupe de amigos formada pelo mamute Manfred, pelo tigre dentes-de-sabre Diego e pela preguiça Sid vai se deparar com outro grupo bem original: a também mamute Ellie (que vai desmistificar o boato de que esta espécie estaria em extinção) e dois gambás, Eddie e Crash, que a tratam como irmã – e o pior, ela também acredita nesta teoria. Fazê-la acreditar que é, na verdade, um animal de outra espécie, e que somente juntos poderão sobreviver, passa a ser a missão de todos.

Que Fernando Meirelles (Ensaio sobre a Cegueira, 2008) ou Walter Salles (Linha de Passe, 2008)! O grande cineasta brasileiro no exterior é, sem sombra de dúvidas, Carlos Saldanha. Carioca do Rio de Janeiro, ele mostra finalmente em A Era do Gelo 2 que é um realizador do primeiro time da animação mundial. A boa recepção recebida por este segundo episódio confirmou qualquer expectativa. Apesar da estrutura dramática ser por demais convencional – é uma espécie de Dinossauro (2000), da Disney, com pitadas de Procurando Nemo (2003) e Shrek 2 (2004) – sem apresentar nada de muito inédito, a habilidade do diretor em conduzir sua história e em desenvolver seus personagens se destaca com primor. Todos possuem seus momentos, e a alternância entre musicais, suspense, drama e romance serve para conquistar e entreter desde a criança até o adulto. E, claro, a decisão em abrir ainda mais espaço para o esquilo Scrat e sua busca por uma noz tão desejada não tinha como ser equivocada!

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007: Cassino Royale (2006)

Muito se falou, antes da estréia de 007: Cassino Royale, como Daniel Craig era um ator que nada tinha a ver com o personagem criado por Ian Fleming. Claro que o fato dele ser loiro, pouco conhecido e estar substituindo o bem sucedido Pierce Brosnan foram fatores que ajudaram a elevar a desconfiança dos fãs. Chegou a estreia, no entanto, e todas as dúvidas foram dissipadas. Craig é um excelente ator e deu uma nova atitude para o batido James Bond, um agente que sempre ficava com as mais belas mulheres, dirigia os mais luxuosos carros e bebia seu Martini batido, não mexido.

Na verdade, em 007: Cassino Royale, Bond continua ficando com as belíssimas Bond girls, ainda dirige carros velozes e tem tempo até de inventar bebidas que chamam a atenção pela meticulosidade, como o Vésper. Ainda assim, as mudanças são visíveis. O agente é mais brutal que no passado, tem sentimentos que não nutria com antigas parceiras (quando James Bond largaria uma conquista para correr atrás do bandido?) e não se importa se sua bebida é mexida, batida ou cuspida pelo bartender. Esse é o Bond do século XXI. E um bem-vindo sopro de novidade em uma série que teimava em se repetir.

No filme dirigido por Martin Campbell (o mesmo que dirigiu a estréia de Pierce Brosnan no papel em 007 contra Goldeneye, 1995), conhecemos James Bond antes de ter sua permissão para matar. Em uma cena elegante pela fotografia – e violenta na temática – sabemos como 007 ganhou seus dois zeros e, a partir daí, a ação teima em não parar. James Bond precisa vencer o temível Le Chiffre (Mads Mikkelsen) em uma partida de pôquer para, assim, conseguir do vilão o nome da pessoa por trás de um grupo terrorista. Mas antes disso, Bond se mete em uma perseguição a pé em Madagascar, por perigos bombásticos em um aeroporto e por outras tantas situações que poderão lhe custar a vida. Para sua missão, 007 conta com a ajuda da bela e inteligente Vesper Lynd (Eva Green), do agente da CIA Felix Leiter (Jeffrey Wright) e do dúbio Mathis (Giancarlo Giannini).

É necessário cumprimentar Martin Campbell pelo excelente trabalho em 007: Cassino Royale. Pura adrenalina, o cineasta conseguiu superar todos os seus longas anteriores fazendo um filme que carrega na ação, mas que não esquece nunca da necessidade de uma história envolvente. Quem fica à cargo dela é Paul Haggis, o premiado roteirista de Crash: No Limite (2004) e Menina de Ouro (2004), que supervisionou o trabalho final da dupla Neal Purvis e Robert Wade. A história consegue equilibrar momentos agitados com outros totalmente cerebrais. Ou alguém já viu um filme de ação que reserva mais de 30 minutos de sua duração para jogos de pôquer? E sem nunca perder o ritmo, é importante dizer.

A performance acima da média de todo o elenco, que conta com uma Judi Dench totalmente à vontade com seu papel de grande chefe, é outro ponto favorável para o filme do espião britânico. De forma inédita para a franquia do espião à serviço da rainha, 007: Quantum of Solace (2008), lançado dois anos depois, começa exatamente do ponto onde 007: Cassino Royale termina mas, infelizmente, não se apresenta como uma sequência à altura do trabalho de Martin Campbell. Ainda que tenha bons momentos, a continuação deixou a desejar. É esperar e ver se 007: Operação Skyfall consegue recuperar – ou talvez suplantar – o excelente novo capítulo da franquia agora estrelada por Daniel Craig.

 

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Selvagem (2006)

"Selvagem" é o segundo animado do estúdio a ser feito em computação gráfica (animação em 3D) e notamos que a Disney está provando que não precisaria da PIXAR, pois a qualidade da animação está excelente, e o realismo dos animais é de dar um brilho nos olhos de quem assiste.

O filme inicia com o Leão Sansão tentando começar uma história para seu filho Ryan, que sempre reclama que já ouviu a história. É aí que o Leão Sansão conta uma história que ele chama de "Selvagem". A partir das histórias, Sansão sempre é o leão forte e super corajoso e Ryan, como todo filho, quer ser igual ao seu pai. Porém, um pequeno problema acontece: ele não conseguiu achar seu rugido e fica totalmente chateado por isso, já que todas as crianças que vão ao zoológico riem dele por não conseguir rugir. Depois de sempre ouvir as histórias do pai, Ryan começa a achar que para ele ser selvagem como o pai, ele tem que ir para a Selva e lá conseguirá achar seu verdadeiro rugido. Após uma discussãoi, Ryan é levado em uma caixa para a selva e a partir dai uma grande aventura começa. O Leão Sansão e seus quatro amigos, o esquilo Benny, a girafa Bridget, a cobra Larry e o Koala Nigel juntos vão sair do zoológico e enfrentar a cidade para trazer Ryan de volta para junto de seu pai.

Quando foi anunciado para os cinemas, o animado recebeu diversas críticas falando da semelhança gritante que o filme tinha com o lançamento de “Madasgacar”, podendo até ter personagens e um roteiro semelhante. Porém, “Selvagem” se mostra superior e mais criativo. Com menos piadas sim, mas um filme não tem que ter só piadas. O longa-metragem de animação tem um roteiro médio, pois conta a tradicional história de um personagem sumir e seus amigos se arriscarem numa grande aventura para salvá-lo. Mesmo assim, o filme tem pontos altos, tanto que traz uma trilha sonora interessante, personagens carismáticos, um cenário maravilhoso e um bom vilão (não é um vilão dos tempos de ouro da Disney, mas há tempos não temos um bom vilão num animado, mas esse dá para o gasto).

Com uma história manjada, “Selvagem” de um certo modo consegue cativar as pessoas e seu ponto principal é o fato de, em nenhum momento, se tornar cansativo, já que ele te prende do começo ao fim. Ao fim, ainda é possível ficar com aquele gostinho de 'o que será que vai acontecer agora?' (sim o filme deixa uma brecha excelente para ter uma continuação, mas isso deverá depender dos frutos que o filme render e se o novo pessoal da Disney vai topar).

O filme apresenta uma boa trilha sonora, além do fato de voltar a trazer os personagens cantado no decorrer do filme, coisa que alguns animados dos estúdios Disney deixou de trazer. Mesmo assim, o animado não apresenta um grande número musical além das letras serem bem contagiantes e de ter uma letra que fica por algum tempo na sua cabeça após assistir ao animado. Vai dizer que ninguém nunca ficou cantarolando uma canção de um animado após terminar de ver?

O filme apresenta uma excelente animação, com os personagens bastante reais, causando espanto à primeira vista, mas em nenhum momento durante a animação você se incomoda pelo fato, ao contrário os personagens se mostram super carismáticos e agradam a adultos e principalmente as crianças. O destaque fica com a girafa Bridget, que, por ser doce e ser a única mulher do bando, tem chances de agradar a garotada. Já o esquilo Benny funciona como a principal chave das boas piadas do animado e também pelo fato de ficar soltando cantadas direto para a Bridget, um fato engraçado, já que mostra um amor impossível e não correspondido entre animais totalmente diferentes. Os cenários do filme são muito bons, principalmente nas cenas noturnas que ficam belas quando os animais passeiam pela cidade. O céu azul escuro com as estrelas ficam tão bonitas com as luzes dos cartazes luminosos da cidade.

O longa-metragem apresenta um vilão simples, mas pelo menos não foi o mocinho que virou vilão como acontece em “Madagascar”. Mesmo assim, o filme peca em dois momentos: o vilão não é mau o suficiente para que as pessoas peguem ódio por ele, além do final desagradável que o mesmo tem. O clímax acabou ficando infantil demais. Vale lembrar que a Disney na década de 90 marcou época com belos clímax que empolgavam as platéias com os trágicos e merecidos finais para seus vilões. Hoje em dia, os vilões da Disney não têm o seu fim merecido, sendo infantilizados.

No Brasil, a versão dublada do filme recebeu as vozes de dois bons atores da Rede Globo. Mesmo sendo marinheiros de primeira viagem, os dois acabaram se dando muito bem. O esquilo dublado por Luigi Baricelli conseguiu em diversos momentos do animado mudar sua voz dando vida a seu personagem. A atriz Flavia Alessandra também fez um bom trabalho.

Além da homenagem feita ao musical “O Rei Leão – O Musical da Broadway”, que em uma determinada cena tem seu pôster exibido no animado, não deixem de conferir o filme até o final dos créditos, já que o Koala acaba dando alguns avisos bem engraçados para as pessoas antes de sair da sala do cinema.

“Selvagem” é gostoso de se assistir e, além de divertir, consegue com seus personagens passar uma bela mensagem sobre a importância da família e da amizade.

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Premonição 3 (2006)

Premonição 3 faz parte de uma franquia contemporânea de filmes de terror. Iniciada em 2000, traz uma fórmula muito bem-definida: grupo de jovens escapa de um acidente após premonição de um deles, mas passa a ser perseguido pela Morte (com letra maiúscula mesmo, pois, apesar de não ganhar forma, é a grande vilã destes filmes). O que varia nessa franquia é a criatividade das mortes bizarras sofridas pelos personagens. E, nesse sentido, Premonição 3 deve agradar muito mais do que o fraco anterior.

Isso se deve, basicamente, à volta de James Wong na condução da "matança juvenil". O diretor do primeiro filme, afastado no segundo, volta trazendo efeitos visuais convincentes e encarnando o sadismo extremo da Morte. Neste filme, a pessoa que tem a premonição que dá início à perseguição é Wendy (Mary Elizabeth Winstead). Ela está com seus amigos numa excursão de formatura. Prestes a entrarem na faculdade, todos estão a fim de farra no parque de diversões, onde a principal atração é uma montanha-russa na qual, logo na entrada, os usuários são saudados por um demônio gigante e assustador. Wendy não está contente em entrar no brinquedo. Afinal, ela sente que algo não está certo. Mas, com a insistência do namorado, Jason (Jesse Moss), a estudante embarca na montanha-russa. Momentos antes dos carrinhos partirem, ela tem a premonição: um acidente horrendo matará todos que estão junto dela nessa "rodada" do brinquedo. Aí você já sabe: a menina faz um escândalo, alguns descem a contragosto e o acidente dizima jovens saudáveis que, coitados, só queriam um pouco de emoção.

O roteiro de Premonição 3 não tem novidade alguma em relação aos outros filmes. Com um elenco cheio de jovens rostos, quase que iniciantes no cinema, o terror preza pela qualidade na direção de arte. Seu objetivo não é prender o espectador pelo desenrolar do roteiro, mas sim pelo sadismo e criatividade das mortes, que são muito melhores que nos dois primeiros filmes. Por isso, já vale uma conferida. Mas só por isso. 

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Por Água Abaixo (2006)

Os estúdios Aardman conseguiram notoriedade na área cinematográfica por desenvolver produções em stop motion, técnica de animação que consiste na fotografia de modelos reais que, juntos quadro a quadro, formam um filme. Depois de ganharem um Oscar de Melhor Curta-Metragem em 1994, foram responsáveis pela produção de uma das animações mais divertidas de todos os tempos, Fuga das Galinhas, de 2000. Conhecidos exatamente por suas produções em stop motion, os estúdios se rendem à tecnologia digital em co-produção com a DreamWorks. O resultado é Por Água Abaixo, provando que essa mudança na técnica do estúdio inglês não afetou em nada a qualidade de suas produções.

Por Água Abaixo se passa num mundo submerso, mas está longe das cores do fundo do mar presente em animações recentes. Aqui, o cenário é o esgoto de Londres, onde vai parar Roddy (voz de Hugh Jackman na versão original), um rato de estimação que costumava viver sozinho numa mansão no chique bairro londrino de Kensington. Lá, ele conhece a simpática rata Rita (dublada por Kate Winslet). Independente, apesar de ter uma numerosa família, ela representa tudo que Roddy não é, sendo sua parceira ideal nesta divertida aventura. No esgoto, a dupla descobre que um maléfico sapo (voz de Ian McKellen) e seus capangas têm terríveis planos a serem executados durante a final da Copa do Mundo de 2002 e, juntos, tentam impedi-los ao mesmo tempo em que buscam por um caminho para levar Roddy de volta ao Alto, como é conhecida a superfície de Londres na visão dos habitantes dos esgotos.

Está formado o cenário ideal para que aconteça um desfile de personagens divertidos e carismáticos. O desenvolvimento do roteiro, bem como dos personagens, é feito de forma cuidadosa. O fato desta animação da Aardman ser feita em digital não fez com seus personagens perdessem o frescor encontrado nos de produções anteriores, muito pelo contrário. A construção dos cenários, grandiosa e muitas vezes sombria, faz com que a animação fuja da limpeza estética presente na maioria das animações infantis (sem trocadilhos com o fato do filme se passar no esgoto, no caso). O uso da trilha sonora funciona muito bem, especialmente nas figuras das simpáticas "lesmas cantoras".

Inteligente e divertido, o filme tem como trunfos o carisma dos personagens (o que costuma encantar aos menores) e o roteiro, que flui de forma dinâmica ao explorar a solidão confortável do personagem principal versus a simplicidade rodeada de familiares de sua parceira de aventuras. Não há muitas dúvidas: Por Água Abaixo é uma das melhores animações que entraram em circuito comercial este ano.

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Piratas do Caribe - O Baú da Morte (2006) 

 Saí da projeção de Piratas do Caribe 2 - O Baú da Morte meio tonto. A quantidade de informações que o filme bombardeia sobre nossos olhos, ouvidos e mentes chega a atordoar. São duas horas e meia de um visual arrebatador, direção de arte exuberante e efeitos especiais que fazem até os mais céticos acreditarem que piratas de verdade podem desembarcar a qualquer momento num cinema perto de você. Com alguma imaginação, quase se sente o cheiro dos marujos. Ah, claro, a música não pára quase nunca, como virou mania entre os arrasa-quarteirões.

Vale, antes de mais nada, uma recomendação: para curtir melhor esta continuação, tente ver (ou rever) o primeiro filme. O roteiro deste não se preocupa em explicar o episódio anterior e talvez a intenção seja esta mesma. Assim, todos nós alugamos e/ ou compramos mais DVDs do filme de 2003. A ação já começa como se estivéssemos entrado no cinema no meio da projeção. Desta vez, o capitão Jack Sparrow (Johnny Depp, impagável) descobre que tem uma dívida de morte com o legendário Davey Jones (Bill Nighy, irreconhecível debaixo de uma maquiagem virtual de polvo humano, ou coisa parecida), capitão do navio fantasma Flying Dutchman. O descolado Jack não vai medir esforços para encontrar uma forma de fugir de sua eterna maldição, nem que para isso seja necessário envolver até o pescoço os "amigos" Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley).

O roteiro, na verdade, não é o forte de Piratas do Caribe 2. Algumas idas e vindas desnecessárias acabam criando "barrigas" (momentos redundantes nos quais o filme parece "patinar") que quase prejudicam o resultado final. Quase. O fascínio visual da produção é tão sedutor que acaba superando as fragilidades da narrativa. Seu grande mérito é utilizar com competência o que há de mais moderno em termos de recursos visuais cinematográficos para recriar diante dos nossos olhos um dos mundos mais antigos que as câmeras já captaram: o dos piratas.

A franquia Piratas do Caribe é uma espécie de Indiana Jones deste início de século. Da mesma forma que Steven Spielberg e George Lucas ressuscitaram na tela grande do cinema, com toda a tecnologia disponível na época, as aventuras clássicas e juvenis que faziam a alegria das matinês dos nossos pais e avós, agora o diretor Gore Verbinski e o produtor Jerry Bruckheimer nos fazem mergulhar no fascinante universo de navios fantasmas, bucaneiros e tesouros escondidos. O encanto é inevitável. Junte-se a isso um elenco dos mais carismáticos e o resultado é um mega-sucesso que superou os US$ 130 milhões de bilheteria somente no seu primeiro final de semana nos EUA, batendo todos os recordes de estréia em todos os tempos (o anterior era do Homem-Aranha, com US$ 114,8 milhões).

Desnecessário dizer que o terceiro capítulo - filmado simultaneamente a este segundo - está previsto para 2007. Em time que está faturando não se mexe.

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Os Sem Floresta (2006)

Poucos sabem a origem dessa divertida história, Over the Hedge - título original do filme - são tirinhas de quadrinhos muito populares entre os norte-americanos, desde 1995, escritas por Mike Fry e ilustradas por T. Lewis, consultores criativos do longa-metragem.

Os Sem-Floresta conta a história de um grupo de animais liderado por Verne, uma tartaruga cuidadosa e metódica. Eles formam uma família estranha, composta por uma gambá pessimista, um casal de porcos-espinhos dedicado aos três filhos, uma sarigüê adolescente com vergonha do próprio pai e um esquilo hiperativo. Apesar das diferenças, eles são muitos felizes e vivem juntos em um tronco de árvore, até o fim do inverno. Quando acordam da hibernação, percebem algo muito diferente: um estranho muro formado por arbustos, limitando a floresta a um pequeno bosque. Do outro lado, um condomínio foi construído e eles se deparam com uma realidade totalmente desconhecida. Mas não para o manipulador RJ (Bruce Willis, na versão original), um guaxinim que se aproxima de uma inocente família para recuperar toda a comida que roubou do urso Vincent (Nick Nolte).

Aventuras e perigos envolvem esses pequenos animais, mas o importante, em Os Sem-Floresta, são as lições deixadas, não só para o público mirim, mas para o adulto também. A animação é ecologicamente correta, mostrando o dano da invasão humana no hábitat dos personagens, que não sabem onde conseguir alimento. Algo simples, que se aprende rindo e se divertindo, sem aquele discurso demagógico de proteção ao meio ambiente, que faz qualquer criança dormir. Além disso, a animação resgata o valor familiar, tão fragmentado nos dias de hoje.

Sempre por meio da visão dos bichinhos, eles mostram peculiaridades sobre os seres humanos, como o fato de viverem para comer e não comerem para viver. Com uma forte crítica ao consumo exagerado, eles provam que podem ser mais civilizados do que nós, tornando o filme mais inteligente do que possa parecer em um primeiro instante.

O humor deste filme se distância de outras animações da Dreamworks como Shrek, com suas tiradas irônicas que só os adultos entendem. Também diverge das cores e traços marcantes encontrados nos personagens caricatos de Madagascar. Os Sem-Floresta é um longa-metragem com personagens "fofinhos", hilários, que contagiam a família inteira, independentemente da faixa etária de seus integrantes.

A mensagem é simples, o humor é direto, a animação limpa (sem exagerar na informação visual) e o roteiro criativo e cheio de possibilidades, tanto que os diretores Tim Johnson (Formiguinhaz) e Karey Kirkpatrick (A Fuga das Galinhas) já estão empolgados com uma possível continuação. Se a intenção era unir os familiares de todas as idades, o objetivo foi alcançado. Parece que na briga entre estúdios de animação, a Dreamworks está encontrando seu espaço.

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O Último Rei da Escócia (2006)

Nos últimos anos, alguns filmes contundentes estão sendo produzidos sobre a situação de alguns países africanos que sofrem com violentos governos ditatoriais e não menos violentos grupos rebeldes, como Hotel Ruanda e Diamante de Sangue. Baseado em romance de Giles Foden, O Último Rei da Escócia é mais uma produção que elucida a violenta história recente de um país africano, a Uganda.

Trata-se de uma descrição romanceada da ascensão de um dos mais violentos ditadores da história mundial recente, o General Idi Amin (Forest Whitaker), que, ao tomar o poder no país, espalhou uma onda de assassinatos a qualquer pessoa que criticasse seu governo ou levantasse suspeitas em relação à sua fidelidade ao presidente. A história é contada sob o ponto de vista do jovem escocês Nicholas Garrigan (James McAvoy). Recém-formado em medicina, viaja à Uganda não necessariamente para salvar o mundo ou os pobres flagelados do país, mas para escapar do tédio que o domina em sua terra natal. Mulherengo inveterado, é convidado pelo presidente para ser seu médico pessoal. Logo, Garrigan vira seu braço direito e testemunha de perto as atrocidades cometidas pelo novo líder da nação. A euforia de um novo governo, vinda da população, é a mesma do médico. No começo, o novo mundo o seduz. No entanto, ele começa a ser englobado por tanta novidade e percebe que as partes obscuras dessa sua nova vida são densas demais.

Tudo em O Último Rei da Escócia gira em torno da ilusão e é isso que causa não somente a euforia de ambos os personagens, mas também a decadência. Garrigan e Amin são de formações completamente diferentes; a falta de maturidade os une e os destrói da mesma forma. Guardadas as proporções, são dois personagens desprezíveis, cada um em seu modo.

O fato de ser dirigido pelo documentarista Kevin Macdonald (Um Dia Em Setembro) faz com que O Último Rei da Escócia tenha um tom documental na direção. A câmera perde a firmeza e ganha mobilidade entre os conflitos da trama. Os enquadramentos e closes não-convencionais fazem com que o espectador tenha a impressão de estar observando algo que não deveria ver. Como uma denúncia documental. O desenvolvimento do roteiro, assinado por Peter Morgan (A Rainha), é gradativo: os personagens passam da euforia pela novidade ao temor de uma forma rápida e totalmente justificada. Na verdade, a história em si é totalmente apoiada nos personagens e na relação entre os dois protagonistas.

O maior destaque de O Último Rei da Escócia é a forma como Forest Whitaker rouba a cena na composição do General Amin. Dependente, bufão, farrista e sedutor quando toma o poder na Uganda, seu carisma é capaz de conquistar não somente a população, mas também os estrangeiros que estão em sua terra, especialmente Garrigan. Na medida em que os acontecimentos avançam, sua imaturidade e insegurança no cargo de presidente da Uganda fazem com que ele use a violência e a repressão para manter esse poder ilusório em suas mãos. Indicado ao Oscar e ganhador do Globo de Ouro de Melhor Ator, Whitaker dá a força necessária para sustentar a trama.

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O Diabo Veste Prada (2006)

Alguns filmes são capazes de deixar o público em polvorosa, ansioso por seu lançamento. O Diabo Veste Prada é um deles. Mas os espectadores que aguardam esta comédia são, em sua maioria, interessados em moda. Afinal, esta produção brinca com este mundo, frívolo quando visto pela ótica da maioria dos espectadores. E esta aí o maior trunfo de O Diabo Veste Prada: o filme trata a moda com seriedade, tornando-se melhor ainda do que o esperado. Até mesmo por pessoas como eu, fãs do livro homônimo de Lauren Weisberger, no qual o roteiro foi inspirado.

Dirigida por David Frankel (mais conhecido por seus trabalhos na direção de séries televisivas), a trama é centrada na figura de Andy Sachs (Anne Hathaway, de O Segredo de Brokeback Mountain). Recém-formada em jornalismo, ela se muda para Nova York a fim de conseguir um emprego como articulista em alguma revista da cidade. Mas ela acaba conseguindo trabalho somente na revista de moda Runway, desconhecida pela garota até o momento em que decide tentar uma vaga como assistente de Miranda Priestly (Meryl Streep), a poderosíssima chefe de redação da publicação.

Todos dizem que é emprego desejado por milhares de garotas, mas Andy não faz idéia do porquê. Ao conseguir a tão desejada vaga, têm início os tormentos na vida da jovem. Sua vida pessoal é anulada na medida em que os pedidos (sempre emergenciais) de Miranda tornam-se cada vez mais absurdos, a qualquer hora do dia (ou da noite). Na Runway, a jovem jornalista toma contato não somente com os problemas que surgem ao trabalhar para uma pessoa tão exigente quanto Miranda, mas também com o mundo da moda. Andy passa por uma mudança radical, tanto visualmente quanto em relação ao seu comportamento, mostrando-se muito mais preocupada com o visual do que na época na qual nunca havia pisado no alvo piso da redação da Runway.

O Diabo Veste Prada funciona muito bem como adaptação do livro homônimo. Muitos dramas presentes na publicação, bem como detalhes sobre a batalha pessoal de Andy para conseguir manter a sanidade na Runway, ficaram de fora do roteiro escrito por Aline Brosh McKenna (Leis da Atração), que preferiu priorizar a participação de Miranda na história - que, no livro, era apenas a pessoa que infernizava a vida da protagonista. Idéia excelente, já que Meryl Streep é capaz de humanizar o personagem de uma forma que o livro nunca conseguiria (nem pretendia). Meryl compôs uma chefe exigente, perfeccionista e durona, capaz de existir em qualquer tipo de empresa. De coadjuvante, passou a ser protagonista. Outro acerto do roteiro foi a criação de novas e surpreendentes situações, fazendo com que a produção agrade e surpreenda os que leram o livro. E, para os brasileiros, mais um atrativo: a tão falada presença de Gisele Bündchen como uma das funcionárias da revista. São poucas as falas, mas a modelo brasileira não decepciona nem deve virar piada, como aconteceu com sua incursão cinematográfica anterior (Táxi).

Claro que a atenção deveria ser redobrada em relação aos figurinos. Afinal, O Diabo Veste Prada é uma deliciosa comédia cuja ação acontece no mundo da moda. Miranda Priestly comanda a moda mundial e se veste de forma sóbria, porém cheia de estilo. Elegância, inclusive, é a palavra de ordem no figurino criado por Patricia Field, um guru atualmente entre os fashionistas (como são conhecidos os interessados por moda) por conta de seu trabalho no seriado Sex And The City (pelo qual também passou o diretor David Frankel), no qual apresentava atenção redobrada nos figurinos. A excelente reputação de Patrícia rendeu ao filme o empréstimo de peças não somente da grife que dá nome à produção, mas também Chanel (predominante no vestuário de Andy), Valentino, Donna Karan, Bill Blass, Calvin Klein, Marc Jacobs e Dolce & Gabbana. A própria figurinista revelou que as peças presentes no guarda-roupa usado em O Diabo Veste Prada devem valer mais ou menos US$ 1 milhão.

Apesar do roteiro, performances e figurinos serem acertados, existe um "porém" em O Diabo Veste Prada: a trilha sonora. Capaz de reunir boas canções - que vão de Madonna ao grupo escocês Belle & Sebastian -, a compilação perde o brilho por não conseguir dialogar com as cenas. Mesmo assim, O Diabo Veste Prada é uma comédia dramática acima da média. Ppesar de fazer piada com as frivolidades do mundo da moda, o filme é capaz de levar esse cenário a sério, passando longe do enfadonho. É a prova de que moda consegue ter conteúdo, assim como uma boa comédia.

 

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Diamante de Sangue (2006)

Serra Leoa, final da década de 90. O país está em plena guerra civil, com conflitos constantes entre o governo e a Força Unida Revolucionária (FUR). Quando uma tropa da FUR invade uma aldeia da etnia Mende, o pescador Solomon Vandy (Djimon Hounsou) é separado de sua família, que consegue fugir. Solomon é levado a um campo de mineração de diamantes, onde é obrigado a trabalhar. Lá ele encontra um diamante cor-de-rosa, que tem cerca de 100 quilates. Solomon consegue escondê-lo em um pedaço de pano e o enterra, mas é descoberto por um integrante da FUR. Neste exato momento ocorre um ataque do governo, que faz com que Solomon e vários dos presentes sejam presos. Ao chegar na cadeia lá está Danny Archer (Leonardo DiCaprio), um ex-mercenário nascido no Zimbábue que se dedica a contrabandear diamantes para a Libéria, de onde são vendidos a grandes corporações. Danny ouve um integrante da FUR acusar Solomon de ter escondido o diamante e se interessa pela história. Ao deixar a prisão Danny faz com que Solomon também saia, propondo-lhe um trato: que ele mostre onde o diamante está escondido, em troca de ajuda para que possa encontrar sua família. Solomon não acredita em Danny mas, sem saída, aceita o acordo.

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Apocalypto - 2006

Jaguar Paw (Rudy Youngblood) levava uma vida tranquila, que foi interrompida devido à uma invasão. Os governantes de um império maia em declínio acreditavam que a chave para a prosperidade seria construir mais templos e realizar mais sacrifícios humanos. Jaguar é capturado para ser um destes sacrifícios, mas consegue escapar por acaso. Agora, guiado apenas pelo amor que sente por sua esposa e pela filha, ele realiza uma corrida desesperada para chegar em casa e salvar sua família.

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Alpha Dog (2006)

O filme conta a história de Johnny Truelove (Emile Hirsch) que, na década de 1990, tornou-se a pessoa mais jovem a entrar na lista dos mais procurados pelo FBI. Traficante de drogas, seqüestra Zack (Anton Yelchin) para pressionar o irmão mais velho do garoto, o violento Jake (Ben Foster), a quitar uma dívida. No entanto, as coisas saem do controle.

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A Vida dos Outros (2006)

Georg Dreyman (Sebastian Koch) é o maior dramaturgo da Alemanha Oriental, sendo por muitos considerado o modelo perfeito de cidadão para o país, já que não contesta o governo nem seu regime político. Apesar disto o ministro Bruno Hempf (Thomas Thieme) acha por bem acompanhar seus passos, para descobrir se Dreyman tem algo a esconder. Ele passa esta tarefa para Anton Grubitz (Ulrich Tukur), que a princípio não vê nada de errado com Dreyman mas é alertado por Gerd Wiesler (Ulrich Mühe), seu subordinado, de que ele deveria ser vigiado. Grubitz passa a tarefa a Wiesler, que monta uma estrutura em que Dreyman e sua namorada, a atriz Christa-Maria Sieland (Martina Gedeck), são vigiados 24 horas. Simultaneamente o ministro Hempf se interessa por Christa-Maria, passando a chantageá-la em troca de favores sexuais.