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ERÓTICO
ERÓTICO

 

 

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A Noite do Desejo (1973)

Dois jovens operários, que vivem do salário mínimo, e que guardaram suas economias, resolvem experimentar uma completa noite de festança e de orgia. Eufóricos, preparam cuidadosamente sua noitada. Inicialmente procuram nas altas camadas o prazer procurado e se decepcionam, desolados. Depois descem até a classe média, na qual encontram ambiente mais alegre e mais sintonizado com suas personalidades, mas também sofrem o desencanto de não se sentirem perfeitamente integrados. Acabam por se realizar completamente num bordel de quinta categoria, ambiente que dominam por inteiro, e cujas mulheres não somente lhes proporcionam total prazer como ainda os compreendem e os aceitam como são.

Direção: Fauzi Mansur

ELENCO
Roberto Bolant
Carlos Bucka
Francisco Curcio
Ewerton de Castro
Selma EgreI
Gracinda Fernandes
Marlene França
Cacador Guerreiro
Ney Latorraca
Abdala Mansur
Walter Portela
José Júlio Spiewak
Pedro Stepanenko
Betina Vianny

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O Princípio do Prazer (1979) / 4SHARED Senha: cinebra

Década de 1930. Os irmãos Otávio, Mário, Norma e Ana vivem isolados em uma fazenda em Paraty. Os quatro se entregam a uma vida de ócio e prazer. Um mistério cerca a vida deles: a criação de um ser em cativeiro. Álvaro, um novo empregado, é cooptado para participar dos jogos sexuais, e perturba o equilíbrio da família.

ELENCO

Odete Lara (Norma)
Paulo Vilaça (Otávio)
Ana Maria Miranda (Ana)
Luiz Antônio Magalhães (Mário)
Carlos Alberto Riccelli (Álvaro)
Nildo Parente
Nuno Leal Maia
Lígia Diniz

Direção: Luiz Carlos Lacerda

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Violência na Carne (1981)

 Dirigido por Alfredo Sternheim

ELENCO

Helena Ramos, Neide Ribeiro, Nadia Destro e Norma Severo
• Hércules Barbosa
• Luiz Carlos Braga
• Claudio D'Oliani
• Zécarlos de Andrade
• André Luiz de Morais
• Nádia Destro
• Sonia Garcia
• José Lucas

 Três fugitivos de uma penitenciária roubam um carro e sequestram o motorista numa estrada deserta. Em seguida obrigam a vítima a dirigir até uma casa de praia. Chegando ao local os três bandidos rendem os moradores sem saber que um homem e duas mulheres estavam a caminho. Quando chegam também são rendidos , iniciando uma longa e torturante noite , temperada com sexo e violência. O líder dos fugitivos é um ex-ativista politico que pretende se exilar em outro país para repensar os erros e acertos da luta armada. Os outros dois são homens rudes e violentos que desejam apenas gastar o dinheiro do assalto com prostitutas e bebidas. A relação dos três com os reféns é tensa. A presença de quatro mulheres jovens e bonitas desperta o desejo sexual dos bandidos que farão de tudo para concretizar suas fantasias mais pervertidas. Aquela experiência marcará profundamente a vida e o destino de todas as pessoas naquela casa.

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Paixão Perdida (1998) /  Senha: cinebra

Após presenciar a morte de sua mãe Anna, Marcelinho vive como um vegetal, não fala, nem tem vontade própria. Para cuidar dele, é contratada a enfermeira Anna. Com os cuidados, ele apresenta sensível melhora. De volta de uma viagem, Marcelo pai se interessa por Anna e é correspondido, colocando em risco a recuperação do garoto.


Direção: Walter Hugo Khoury

ELENCO

Antônio Fagundes (Marcelo Rondi)
Fausto Carmona (Marcelinho)
Maitê Proença (Anna - Mãe)
Zezeh Barbosa (Matilde)
Paula Burlamaqui (Ruth)
Andréa Dietrich (Berenice)

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Mulheres Eróticas (Em Busca do Orgasmo, 1984) / Senha: cinebra / Minhateca

Três casais partem para um longo fim de semana para dar vazão às suas fantasias sexuais, mas esbarram com um apicultor, caseiro do local, no justo momento em que explode nele uma neurose feroz e ele, assumindo o papel de um deus os julga, prende e executa um por um, depois de tentar fazer com que um deles consiga fecundar uma das moças. Mas o destino do zangão se apresenta: a morte após a cópula.

Direção de Waldir Kopezky

ELENCO

Matilde Mastrangi, Andréa Camargo, Alvamar Taddei, Sílvia Gless, Felipe Levy, Fábio Vilalonga e José Lucas

Os antes citados e
Alfredo Scarlati Jr.
Francisco de Cássio
André Lopes
Suleiman Daoud

extremos-do-prazer

Extremos do Prazer (1984) / Senha: cinebra / Depositfiles

Deprimido com a morte da esposa Ruth, sempre presente em suas visões, e vítima de perseguição política, Luiz Antônio isolou-se em uma casa de campo. Em um final de semana ele recebe três casais: a recém divorciada Marcela e Ricardo, corretor da bolsa de valores e machão convicto; sua sobrinha Natércia e o marido Felipe, um empresário bem sucedido; e Ana e Sérgio, dois jovens atuantes em teatro, com ideias avançadas sobre relacionamentos. As diferenças e os conflitos entre eles exprimem-se na forma como vivem o sexo.

Direção:
Carlos Reichenbach

ELENCO
Luiz Carlos Braga - Luiz Antônio
Sandra Graffi - Ruth
Taya Fatoon - Marcela
Roberto Miranda - Ricardo
Vanessa Alves - Ana Marina
Eudes Carvalho - Sérgio Calvino
Rosa Maria Pestana - Natércia
Rubens Pignatari - Felipe

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Amor, Palavra Prostituta (1981) / Senha: cinebra

Direção: Carlos Reichenbach

Considerado pelos críticos o seu melhor trabalho, o filme foi escrito por Carlão (apelido de Carlos Reichenbach) e Inácio Araújo, que na época também foi assistente de direção (Inácio hoje em dia é colunista da Folha de São Paulo). Lançado em 1982, "Amor, palavra prostituta" foi mutilado pela censura, pelo seu forte teor erótico e por ter como temas principais a questão do aborto (um verdadeiro tabu na época), e uma referência às mortes na ditadura. Fernando é um professor desempregado. Sem chances de conseguir emprego, ele é sustentado pela mulher, Rita, que trabalha como operária de uma fábrica de tecidos. O casal passa o final de semana com o amigo Luiz Carlos e sua namorada Lilita. Durante o passeio, eles descobrem um cadáver. Voltando para casa, Luis Carlos descobre que Lilita está grávida e a obriga a fazer um aborto. Rita, por sua vez, está sendo assediada por seu patrão. Bastante controverso, o filme é repleto de cenas de sexo e de nudez, e por conta disso, foi lançado na época como sendo um filme pornográfico, o que é uma pena. Por conta desse marketing errôneo, o roteiro do filme, inteligente e bem construído, ficou em segundo plano. O filme se divide em segmentos, cada um acompanhando um personagem. Essa estrutura era inédita no Brasil (hoje em dia é um recurso comum dividir o filme em capítulos, vide os filmes de Lars Von Triers). É um filme melancólico, desesperançoso, que já mostrava um Brasil com um futuro distante, quase impossível na busca da felicidade. As reflexões acerca dos 4 personagens, na qual o espectador é convidado a entender a psicologia de cada um deles, o aproxima do existencialismo. Carlão era um cineasta cinéfilo, que venerava todo tipo de cinema: de A a Z. Assim, ele homenageia grandes clássicos durante o filme, como por ex, "Psicose", que está passando na tv. Provavelmente Antonioni também foi uma grande referência, principalmente na cena final, de Lilita e Fernando na cama. O filme tem sim defeitos: os atores são irregulares, tecnicamente é frágil (fotografia principalmente). Mas esse era o charme de Carlão: seus filmes tinham essa estética "suja", marginal. Para quem não conhece sua obra, vale também assistir a "Os anjos do arrabalde" , "Falsa loira" e "Dois córregos".

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Emmanuelle Tropical (1977)

Direção de J. Marreco

ELENCO

Monique Lafond (Emmanuelle)
Selma Egrei (Mary Claire)
Tânia Alves (Sra. Gerald)
Matilde Mastrangi (Lúcia)
Luiz Pareiras (Lívio)
Sérgio Oliveira (Franco)
Marcos Wainberg (Victor)
Benedicto Corsi (Sr. Gerald)

Casada com o arquiteto Franco e vivendo com todo o conforto, Emmanuelle tem um pacto com o marido. Ela trabalha fora e, assim como o marido, tem toda a liberdade de se relacionar com quem quiser. Ela consola Mary Claire, abandonada pela amante Lúcia, e cede às investidas de Lívio, amigo de Franco. A relação aberta, porém, acaba por destruir seu casamento, e ela se envolve com Victor, um jovem ator.

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ERÓTICA, A FÊMEA SENSUAL (1984)DEPOSITFILES

Direção: Ody Fraga

ELENCO:

Matilde Mastrangi - Flora
Aryadne de Lima - Suzana
Germano Vezani - Romeu
Denis Derkian - Marcelo
Selma Ribeiro
Carmen Angélica
Cláudio Portioli
John Doo

Julgando-se culpada de um acidente, no qual saira com uma cicatriz no rosto e o marido morrera, uma mulher decide relacionar-se apenas com um gigolô que, frio e impiedoso, a submete aos seus mesquinhos interesses. Ao ser convencida da necessidade de uma cirurgia plástica, envolve-se com um médico, mas o gigolô procura separá-los.

 Erótica a Fêmea Sensual (1984)(Ody Fraga)

Versão com cortes

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Amor Maldito - 1984

 "Amor Maldito" (1984), que outro dia o Canal Brasil nos fez o favor de exibir, se define pelo título: é uma investigação sobre o amor homossexual, quando o assunto no país ou constava das sonolentas enciclopédias em fascículos, ou era restrito ao gueto -- posto ao sabor da histeria e do recalque coletivo toda vez que debatido longe da esfera privada. Assim o filme deve ter sofrido tantas pressões que seu aspecto de anotação de costumes perde-se em oceano de considerações moralistas, tendenciosas, até irônicas; mas reveladoras de punitiva vigilância social.

Graças ao roteiro do escritor José Louzeiro, a diretora Adélia Sampaio emprestou à história um tom de crônica policial, narrando o caso entre a jovem executiva Fernanda Maia (Monique Lafond) e a ex-miss Suely Oliveira (Wilma Dias). Caso este que -- bem ao gosto da paranóia fatalista -- será coberto de traição e redundará, sem meio-termos, em rocambolesca tragédia.

Antes do fim, percebemos que as duas mulheres se conhecem naquele momento crucial da vida, aos vinte e poucos anos, na encruzilhada entre vencer ou sucumbir à rotina. Cortejada pela postura independente de Fernanda, Suely se entrega, e passa a viver com a namorada. Depois, o que teremos é um filme de tribunal: em cena absolutamente ridícula, Suely (quase gritando "Aiô, Silver!") pula pela janela e se suicida. Por conta da intempérie, Fernanda estará no banco dos réus, acusada de homicídio.

Acusada, porém, é um termo leve. Muito bem exposto pelo olhar teatral da diretora, a jovem mulher empreendedora é massacrada por um rococó moralista, com quase todo o elenco de apoio do cinema brasileiro dando um pulinho no tribunal e espezinhando a pobre moça. Para piorar, os dois advogados -- defesa e acusação -- também cumprem sua missão de paternalismo inquisidor, solapando a dignidade das partes em um julgamento que deve ter entrado na história da comarca.

No desfile daquelas sinistras "testemunhas" compartilhamos em flashback a vida do casal, que permeia sua relação de pequenas traições, sendo a mais notória com um jornalista (Mário Petraglia), pivô da tragédia. O que dá ao filme certo tom ainda mais absurdo é a diferença de caráter entre o imbecil personagem de Petraglia e a altivez da apaixonada Fernanda: difícil supôr que Suely -- por mais auto-destrutiva que fosse -- trocasse uma pelo outro. E, novamente, o que o ex-presidente Jânio Quadros chamaria de "forças ocultas" vêm à tona na peleja, para tentar comprovar a tese sensacionalista de que "mulher com mulher dá jacaré".

Dando ou não jacaré, o júri será conduzido em tom insano, com ares de Ratinho, até que Fernanda acabe absolvida. No subtexto a mensagem derradeira é o resultado do julgamento, com Fernanda escrevendo a lápis no túmulo de Suely um "só eu te amei" e os créditos encerrando.

Posta a idéia de o filme ser ruim, simplista, a favor de "Amor Maldito" muitas coisas merecem releitura, além da evidência de ter sido precariamente realizado em um Brasil ainda mais paroquial do que hoje, naquele início dos anos 1980. Salva-se, por exemplo, que a história foi baseada em fatos reais, acontecidos no bairro de Jacarépagua, no Rio; e que a película ganhou o título de pioneira por cercar o tema.

Curiosamente a atriz que faz a protagonista suicida, Wilma Dias, teria de fato morte trágica, sofrendo enfarte aos 37 anos. Mais conhecida pela participação na abertura do humorístico "Planeta dos Homens", destacam-se sua coragem e a de Monique Lafond, na pele de personagens tão frontalmente polêmicas e tão facilmente atacáveis pelos trouxas oportunistas.

Outro aspecto notável é que, nessas duas décadas, mudou a inserção de mulheres lésbicas e bissexuais na vida cotidiana, mas o cinema brasileiro não acompanha a evolução sobre o assunto. Por mais "modernos" que somos, a questão gay na nossa cinematografia é sempre vista de forma incidental ou transversa: uma personagem lésbica aqui, um beijo de meninos acolá. "Amor Maldito", ao seu modo, supera tudo isso.

Só não supera "Giselle", da Vidya Produções, ou o cinema da Boca -- que, anos antes, já abordava melhor a homossexualidade feminina em filmes como "Karina, Objeto do Prazer", "Ariella" e "Mulher Objeto". Nestes o moralismo que sufoca "Amor Maldito" é transviado por uma série de subversões divertidas, e o resultado permanece atual e inteligente.

Percebam que atingir uma universalidade ao falar daquilo que não é natural para alguns e soa tão natural para outros, implicará sempre em grande dose de visão progressista e libertária. Se queremos ser e não permitem que sejamos, precisamos vencer, a troco de desgaste. Mais angustiante que a experiência da angústia é nunca sentir angústia, colocou Heidegger. Enquanto a sociedade vigia, o indivíduo cria.

Nicole Puzzi in Ariella Nicole Puzzi in Ariella Nicole Puzzi in Ariella Nicole Puzzi in Ariella

Ariella (1980) / Depositfiles

John Herbert faleceu em 26 de janeiro de 2011 e poucos sabem que além da pinta de galã – docinho de coco, o genro ideal em “Alô Doçura” na TV Tupi –, foi diretor de cinema. Mais do que isto: dirigiu “Ariella” (1980), o noir exploitation em que Nicole Puzzi aparece com todas as suas plumas.

Baleado por uma pneumonia, Herbert perde a vaga na equipe de natação para as Olimpíadas de Londres, 1948. Repete a trajetória do Cinema Novo – David Neves, Arnaldo Jabor, Carlos Diegues – e frequenta a faculdade de Direito. As semelhanças terminam aí. Depois disto, ficam só os extremos.

Herbert encara o show business, vai parar na Vera Cruz (“Floradas na Serra”, 1954), na Atlântida (“Matar ou Correr”, 1954) e, noves fora, dribla o estigma da carcaça física em pelo menos uma atuação consagradora: “O Caso dos Irmãos Naves” (1967), de Luiz Sérgio Person.

Em 1980, nas vésperas da guinada para o pornô na Boca do Lixo, aceita o convite de Pedro Carlos Rovái, dono da Sincrocine. Adapta uma novela de Cassandra Rios. Sim, Cassandra Rios. A fancha, autora dos milhares de pulp fictions vendidos com paixão na alta ditadura. Publica os capítulos de “Eu Sou uma Lésbica” na revista “Status”, degenerada como convinha a toda cunilíngue, delinquente máxima.

Para quem ainda não viu “Ariella” – monumento da adolescência de muita gente –, é preciso que se se diga que Herbert tentou ser audacioso, no bem e no mal. Colocou um rápido nu masculino, homens puxando ferro, malhando, derrières roliços que só, um homoerotismo indisfarçado.

Fez vistas grossas à tática de usar cenas com dublês. É assim que Christiane Torloni (Mercedes) passa pelo constrangimento de acharem que são seus os dedos que tateiam, digamos, determinadas instâncias de Nicole Puzzi (Ariella).

Cassandra participa no roteiro. Vai mal das pernas, com transições forçadas. Basta o advogado inescrupuloso – sempre há um, podem reparar – conferir o setor calipígico de Ariella para que a menina desabroche.

Vira fêmea, passa batom, deixa de ser a tímida que caminhava por cemitérios e curtia umas tendências incestuosas com o irmão (Alfonso, Herson Capri), atordoada pela culpa.

Interessante o relacionamento competitivo de Ariella com a mãe (Helena, Laura Cardoso). Beleza, velhice, egoísmo. A vinheta costuma funcionar e poderia ter sido melhor explorada, não fosse a vontade – grande às pampas – de fazer de Ariella um anjo vingador, usando o sexo para destruir as maldições familiares.

Descobre que está sendo enganada. O pai (Rodrigo, Sérgio Hingst) não é pai de fato. E, consequentemente, nem a mãe, nem os irmãos – além de Diogo, Clécio (Denis Derkian). Estranho que a bomba de uma vida inteira tenha sido percebida no bate-papo de Diogo com Clécio. Até os empregados conheciam a história. Sórdido, sórdido mundo este em que Ariella se isolava.

E se isolava como Onan, o bárbaro. Tocando-se sozinha, escrevendo um diário, beijando o espelho, acariciando um indefeso boneco do Snoopy. Na fase liberta, soltinha, tem o convescote com Mercedes, namorada de Diogo. Namorada por namorada, Clécio arranja uma de prestígio: Lúcia Buxy, antigo nome artístico de Lúcia Veríssimo, a Jeitosa do filme de Nello Rossi (1984), em que Herbert participa como ator.

Mercedes e Ariella vivem momentos de propaganda sáfica de margarina: beijos, chuva, um campo repleto de flores amarelas. Poderia ser a folhinha de março de um calendário, desses que as mães gostavam de ter na parede da cozinha. Ao invés de um casal de pulôver e gola alta, duas moças em êxtase, saudáveis e catitas. Como Giselle (Alba Valéria) e a colega guerrilheira (Monique Lafond) na favela da Maré, em momento do cult “Giselle” (1980), de Carlo Mossy.

Aliás, Mercedes fala um dos mais bonitos “eu te amo, porra” do cinema brasileiro. Grande provérbio, dito de passagem, com a graciosidade de ser natural escondendo alguma afetação. As garotas convocam Diogo (Herbert) – o advogado estuprador –, que havia sofrido um golpe da família de Ariella. Nada pessoal, nada de proteger a menina contra o agressor, uma emboscada de negócios. Mordido, Diogo jura contra-atacar, aceita a proposta e firmam um pacto.

O resto de psicologismo aparece nos últimos lances. Mãe e filha se estranhando. Pai – paralítico – assediado e encurralado na fúria hormonal de Ariella. O vulto da garota queimando o diário, andando pela mansão como fantasma vitorioso enquanto sobem os créditos e ficamos sem saber do seu destino.

Escorado pelo sucesso do filme – em que o assistente de direção foi John Herbert Buckup Jr., seu filho –, Herbert volta a Cassandra Rios com “Tessa, a Gata” (1982). Novamente Puzzi, desta vez com Patrícia Scalvi. Fotografia de Carlos Reichenbach, que repetiria a dose em outro longa de John, “Primeiro de Abril” (1984).

No fumacê sombrio e algo luxuoso, “Ariella” transpira uma clima de telefone branco – vertente clássica do cinema, com escadarias, palacetes, vestidos vaporosos. Geralmente usado em comédias leves, é curioso como o molde retorna aqui pelo aspecto da cenografia ricaça. Provavelmente alguma superstição de quem realizou o filme, um amuleto com o passado, já que os telefones brancos eram praxe nos idos dos anos 40. Misture-se uma pitada de drama da Metro, pouca luz, escuridão, a ninfa em estado de graça e cá estamos nós no patropi, como sempre, miscigenando o cânone.

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Lúcia Veríssimo in Filhos e Amantes Lúcia Veríssimo in Filhos e Amantes Lúcia Veríssimo in Filhos e Amantes Lúcia Veríssimo in Filhos e Amantes Lúcia Veríssimo in Filhos e AmantesLúcia Veríssimo in Filhos e Amantes Lúcia Veríssimo in Filhos e Amantes Lúcia Veríssimo in Filhos e Amantes Lúcia Veríssimo in Filhos e Amantes Lúcia Veríssimo in Filhos e AmantesLúcia Veríssimo in Filhos e Amantes Lúcia Veríssimo in Filhos e Amantes Lúcia Veríssimo in Filhos e Amantes Lúcia Veríssimo in Filhos e Amantes Lúcia Veríssimo in Filhos e AmantesNicole Puzzi in Filhos e Amantes Nicole Puzzi in Filhos e Amantes Nicole Puzzi in Filhos e Amantes Nicole Puzzi in Filhos e AmantesNicole Puzzi in Filhos e Amantes Nicole Puzzi in Filhos e Amantes Nicole Puzzi in Filhos e Amantes Nicole Puzzi in Filhos e Amantes

Filhos e Amantes (1981)

Praticamente um quarto de século nos separam agora de “Filhos e Amantes” (1981), pequena pérola de sensibilidade e simplicidade que o cinema brasileiro produziu naquele distante ano. Falando sobre a geração nascida entre 1960-1965, o filme defende a tese de que aquela era uma geração sem rumos ou ideais – e perdida em um hedonismo “sexo, drogas e rock n' roll” superficial e sufocante.

Dirigido pelo hoje mega produtor Francisco Ramalho Jr., “Filhos e Amantes” é imitação tardia de um tipo de filme muito em moda nos Eua e na Europa no final dos anos 60, de classificação ainda não definida, mas que se caracterizava por mostrar jovens em férias “descobrindo a vida”. Bom exemplo deste tipo de narrativa é o (então) polêmico, por sua cena de estupro, “The Last Summer” (1969). Outro, também famoso, o acridoce “Summer of 42”, bastante conhecido no Brasil pela trilha-sonora de Michel Legrand.

Em “Filhos e Amantes”, título surrupiado de D. H. Lawrence, não há nenhum verão, mas um inverno rigoroso passado por jovens paulistanos em uma casa de campo em Itatiaia, região sul do estado do Rio. Lá, Silvia (Lúcia Veríssimo) e Roberto (André de Biasi) chegam para visitar Marta (Denise Dummont) e Bebel (Nicole Puzzi).

As duas haviam se mudado para a casa buscando uma forma de vida hippie-alternativa, que em 1981 talvez já soasse um tanto anacrônica. Bebel é a verdadeira misantropa, enquanto Marta parece apenas deslumbrada com a vida no campo. Desta tênue diferença de personalidade entre as duas, o filme ergue-se e desenrola-se.

Silvia e Roberto são amigos de Marta. Bebel não gosta da presença deles em seu refúgio. Gosta menos ainda quando chegam Dinho (Hugo DellaSanta), ex-namorado de Marta, e a histérica Carminha (Rosina Malbouisson), sua nova namorada. Os seis são jovens, lindos, mas não se entendem. Bebel tem um ciúme doentio de Marta e esta ainda parece interessada em Dinho; Roberto e Silvia brigam e Silvia quer Dinho; Marta acaba nos braços de Dinho. Ou seja, todos ficam com todos e nem por isso deixam de se azucrinar mutuamente.

Apesar deste aparente inferno existencial, as cenas de amor são belíssimas, igualmente as tomadas de Itatiaia, local paradisíaco no meio do caminho entre Rio e São Paulo. Francisco Ramalho filma com capricho artesanal, o que faz o filme ter uma atmosfera idílica, de sonho bom. Não há sexo, o erotismo é suave e existe muita coisa a se aprender na questão de “quão suave é possível o erotismo ser”, pois aqui ele é praticamente uma pluma diáfana.

André de Biasi e Hugo Dellasanta, os rapazes, são incrivelmente parecidos com os personagens de “The Last Summer”, o que fornece a conclusão óbvia de que o filme foi inspirado no similar ao norte do Equador. Mas não importa, porque em quase todas as vezes em que o cinema brasileiro criou este tipo de pastiche, ele fez melhor.

É o caso aqui. A construção das personalidades não segue o esquema maniqueísta dos filmes americanos: Dinho é um salafrário, mas temos simpatia por ele na medida em que se humaniza no relacionamento com as moças. Roberto é o herói e antagonista de Dinho, mas em certo momento é tão impossível gostar dele que simplesmente torcemos para que apareça menos. Isso é uma das coisas que fazia do cinema brasileiro genial: a não busca pela saída fácil, pela conclusão digerida que facilite a vida do espectador preguiçoso.

No fundo do poço, os seis jovens em ebulição encontram Cláudio (Walmor Chagas), escritor com câncer terminal, que vive com sua namorada Ruth (Reneé de Vielmond), esperando a morte na casa ao lado. Cria-se então o contraste entre “os jovens que não sabiam dar valor à vida que tinham” versus “o adulto que ama a vida mas está condenado a desaparecer”.

Dinho se droga, quase mata a namorada Carminha em uma overdose. Carminha, posteriormente, tenta o suicídio nas pedras de Itatiaia, a poucos metros da locação onde Walter Hugo Khouri criou em seus filmes a mística do “trono de pedra”, o local da infância de Marcelo. Silvia adquire então consciência plena dos fatos que a cercam e grita para Carminha, em cena magistral: “Tem um homem aqui perto que quer viver e não pode. Você pode viver e não quer”.

O fim simbólico, com o epílogo de Sílvia tendo um filho ao mesmo tempo em que Cláudio, o escritor, morre, é igualmente antológico. Dá vontade de não acordar nunca e morar eternamente com eles naquele lugar, nas suas idas e vindas. Mas nós, em pleno futuro, apenas os vemos como se conhecêssemos os segredos de uma civilização distante e delicada, que não mais nos pertence.


 

Viviane Castro - Sexy Clube

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BONITINHA, MAS ORDINÁRIA (2013) 

Filme de Moacyr Góes mostra história de rapaz que recebe proposta para se casar com uma mulher rica que fora estuprada

Na terceira adaptação para o cinema de "Bonitinha, Mas Ordinária", o texto e as situações chegam à tela praticamente intactos, bastante fiéis aos originais, embora a trama se situe no tempo presente.

Ainda assim, o filme não parece com nada daquilo que chamaríamos de uma obra rodrigueana. Isso tem muito a ver com uma espécie de higienização pela qual optou o diretor Moacyr Góes ("O Homem que Desafiou o Diabo"), tornando tudo tão asséptico e arrumadinho que nem as luzes do cabelo de Maria Cecília (Letícia Colin) saem do lugar enquanto é abusada por diversos homens. Nem uma gota de suor escorrendo, apesar de um visível rigor técnico na produção.

Não se procura um registro rodrigueano, visceral, como se vê nas duas versões cinematográficas anteriores, de 1963 e 1981, com Lia Rossi e Lucélia Santos, respectivamente, no papel-título. A personagem aqui cabe à estreante Letícia Colin, que, em alguns momentos, parece saída direto de um capítulo de "Malhação".

Por outro lado, os dois protagonistas masculinos, vividos por João Miguel e Leon Góes, entram exatamente naquele desespero à flor da pele típico dos personagens de Nelson Rodrigues.

João é Edgar, ex-office boy que subiu de cargo numa construtora, mas ainda "não é ninguém", e recebe uma proposta de Peixoto (Leon): casar-se com uma moça rica que "sofreu um acidente, como um acidente de carro", nas palavras do pai dela, dr. Wernek (Gracindo Júnior), o dono da empresa. A verdade é que Maria Cecília foi estuprada quando participava de um baile funk numa favela carioca.

A peça - cujo nome completo é "Otto Lara Resende ou Bonitinha, Mas Ordinária" - foi originalmente montada em 1952. No contexto da época, fazia mais sentido um pai desesperado por casar a filha que não é mais virgem.

Na atualização contemporânea da história, esse detalhe soa um tanto forçado. Mas o que realmente faz falta quando se passa a trama para os dias atuais é o momento político. No começo dos anos de 1960, o mundo vivia o auge da Guerra Fria, a Crise dos Mísseis de Cuba. Por isso, durante uma festa regada a bebida e sexo, o dr. Werneck diz: "Eu posso tudo, o mundo vai acabar mesmo". Mas a frase não tem, hoje, o mesmo sentido.

É essa atitude de descaso e egoísmo da burguesia que Nelson escancara em sua obra, mostrando a podridão - o termo não é exagero - da classe dominante. É interessante ver como um país materializa em sua produção artística a tensão geopolítica de um tempo. E agora, qual a tensão? Não se encontra um equivalente, ao menos, no filme.

Moacyr Góes é diretor de teatro que migrou para o cinema, transitando entre os mais diversos gêneros, desde o infantil, "Xuxinha e Guto contra os Monstros do Espaço", passando por filmes religiosos do padre Marcelo, até dramas, como "Dom", uma equivocada atualização de "Dom Casmurro", de Machado de Assis.

A verdade é que, finalmente, em "Bonitinha, Mas Ordinária", ele pareceria pisar num terreno mais seguro, do qual em tese tem mais domínio do que no cinema. Mesmo longe de ser um grande filme, nas circunstâncias, é o mais bem resolvido da obra cinematográfica de Góes.

João Miguel foi premiado no Cine-PE, no começo de maio, como melhor ator, mas o prêmio merecia ser dividido por Leon Góes, que faz de Peixoto um sujeito insuportável, sem escrúpulos, consumido pela podridão que começa a emergir na família de Maria Cecília, de quem é cunhado.

Já Leandra Leal é Ritinha, vizinha de Edgar, professora que se prostitui para pagar as contas de casa, onde moram três irmãs adolescentes e sua mãe (Ângela Leal), que perdeu a razão depois de ser acusada de roubo.

É quase irresistível não comparar essa adaptação com a versão de 1980, dirigida por Braz Chediak, que trazia, além de Lucélia, José Wilker e Vera Fischer, nos papéis centrais. Aquela era uma leitura num tom bem mais próximo do universo do dramaturgo, que classifica essa peça como "uma tragédia carioca".

Aqui, esse tom de tragédia carioca se faz presente em poucos momentos - na cena inicial no bar ou numa outra num cemitério. Quando isso acontece é que vemos a força de Nelson Rodrigues.

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Orquídea Selvagem - 1989

Para comprar um resort Claudia Dennis (Jacqueline Bisset) viaja para o Rio de Janeiro com Emily Reed (Carré Otis), uma jovem advogada recém-contratada que é vulnerável e inocente. Ao chegar Emily se envolve com um milionário, James Wheeler (Mickey Rourke), que tem um estilo de vida incomum.

Mulheres do Cais (1979) / MEGA

Terezinha (Wanda Stefânia), prostituta em pequena cidade do interior, muda-se para Santos com o intuito de tentar a vida no cais do porto. Lá chegando encontra Lídia (Esmeralda Barros), sua conterrânea, prostituta mais experiente, que a ela dá apoio. A jovialidade e a beleza de Terezinha encantam Pepe (Mário Benvenutti), figura conhecida no submundo do crime. O relacionamento entre os dois é permeado pela paixão e pela violência. Terezinha alimenta a ilusão de mudar de vida, e, para tanto conta com Pinote (Francisco di Franco), seu amante. Mas o mundo que a cerca talvez não permita a realização de seus sonhos.

Direção: José Miziara

ELENCO

Wanda Stefânia - Terezinha
Selma Egrei - Gina
Esmeralda Barros - Lídia
Mário Benvenutti - Mário
Roberto Maya - Caixeta
Maurício do Valle - Zé Durão
Benedito Corsi - Kalú
Yolanda Cardoso - Maria Brasil
Francisco Di Franco - Pinote
Valter Santos - Dante
Jack Militello - Cicatriz
Genésio de Carvalho - Capanga
Alvamar Taddei - Strip
Felipe Donavan - Barba
Felipe Levy - Dr. Wilson 


Paulo César Peréio, Eu Te Amo (Arnaldo Jabor, 1981)



Regina Casé

EU TE AMO (1981) / Minhateca

Direção: Arnaldo Jabor

Elenco: 

Paulo César Peréio – Paulo

Sônia Braga – Maria

Regina Casé

Maria Lúcia Dahl

Vera Fischer – Bárbara

Tarcísio Meira

Flávio São Thiago

Maria Sílvia

Joséphine Hélene

O filme relata a história um casal formado por um Industrial recém separado e falido durante o milagre dos anos 70 e uma mulher traumatizada por um relacionamento unilateral, que desejam desesperadamente se amar mas têm um medo brutal deste encontro.

É um filme repleto do sumo do bom gosto da arte brasileira. Começando pela música tema. O clássico do mesmo nome, de Chico Buarque de Holanda e Antonio Carlos Jobim.

Seu ponto forte são seus monólogos e diálogos, bastante surreais, complexos e reflexivos. E, em muitos momentos, retrata claramente a visão pessimista do próprio Jabor em relação ao Brasil.

Possui um trabalho cênico bem teatral com fotografias impressionantes e aborda paralelamente temas polêmicos como prostituição, machismo e homossexualidade.

O GOSTO DO PECADO (1980) / Minhateca

Achando que seu casamento caiu na rotina e querendo retomar sua liberdade, Júlio Garcia separa-se de Regina. Ele entrega-se aos bacanais promovidos por seu amigo, o advogado Enéas, e à sedução de jovens bonitas e ingênuas, como sua secretária Vânia que, fascinada pelo patrão, trai o noivo Celso.

Direção: Claudio Cunha

ELENCO
Fábio Vilalonga, Jardel Mello, John Herbert, Maria Lúcia Dahl, Simone Carvalho, Alba Valeria, Maiara de Castro, Ana Maria Kreisler, Marthus Mathias, Lia Farrel

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Rossana Ghessa in O Palácio dos Anjos Rossana Ghessa in O Palácio dos Anjos Rossana Ghessa in O Palácio dos Anjos Rossana Ghessa in O Palácio dos Anjos Rossana Ghessa in O Palácio dos Anjos

O PALÁCIO DOS ANJOS (1970) / UPTOBOX

Direção: Walter Hugo Khouri

ELENCO
Geneviève Grad
Norma Bengell
Rossana Ghessa
Adriana Prieto
Joana Fomm .
John Herbert
Sérgio Hingst
Zózimo Bulbul
Alberto Ruschel
Pedro Paulo Hatheyer
Luc Merenda
Elza de Castro
Elza Besti

Três companheiras de trabalho, Bárbara, Ana Lúcia e Mariazinha, se associam para explorar a “mais antiga profissão do mundo”. Bárbara, a mais decidida e ambiciosa, sugere às amigas que copiem o fichário sigiloso para atrair clientes ricos e esbanjadores. O plano é posto em prática quando Ricardo, o chefe da firma, não conseguindo fazer de Bárbara sua amante, a despede. As três moças pensam, então, enriquecer tão rapidamente, que, um ano depois possam trocar a prostituição em seu “palácio dos anjos” por uma vida segura e tranquila, em algum lugar onde ninguém as conheça. A “armadilha” preparada para enredar os impetuosos milionários acaba por envolvê-los emocionalmente. Mariazinha sofre uma depressão psíquica e abandona a vida que leva, voltando para a companhia (e a pobreza) de sua mãe. Bárbara e Ana Lúcia não conseguem fugir à sedução de seu “palácio” (o requintado apartamento em que exercem sua “profissão”). Ana Lúcia só o abandona para instalar outro, de sua exclusiva propriedade. E Bárbara se refugia, sozinha, num mundo de sonhos e frustrações.

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OUSADIA (1981) / DEPOSITFILES / MEGA  Parte01 / Parte02 / Parte03

Dois episódios:

A PEÇA

Direção: Luiz Castellini 

Verônica, esposa de um psiquiatra, Décio, não se satisfaz sexualmente com o marido. Ao assistir a uma peça de teatro, se interessa por um dos atores, Jacques, que teve uma ereção no palco. Tenta manter um encontro amoroso com o ator, não conseguindo pois, ora os hotéis e motéis estão cheios, ora são surpreendidos pelo vigia do teatro que resolve fazer chantagem. Cansada das desventuras, volta para casa onde encontra o marido.

O MÉTODO

Direção: Mário Vaz Filho

Domênica ama seu marido e não admite traí-lo. Entretanto, quando bebe, ela procura relações sexuais com quem estiver mais perto, já que o marido nunca a procura. Wilson, novo mordomo da casa, que tem como mestre personificado o autor do Guia Prático do Mordomo Moderno, percebe o deslize de Domênica e passa a ser o par mais constante da patroa que, quando readquire a lucidez, nunca se lembra do que aconteceu, tratando Wilson apenas como empregado. Retornando de uma de suas viagens, Leopoldo vê a mulher dormindo nua e lamenta não conseguir amá-la.

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A Virgem Camuflada (1979)

MEGA Parte01 / Parte02 / Parte03 / Parte04 / Parte05

Senha para Descompactar: CINECULT

Rio de Janeiro. Verão de 1978. Fernando é um jovem milionário que frequenta os lugares mais badalados do Rio, a caminho da faculdade, onde estuda, avista uma garota que o deixa alucinado, mas não demora a descobrir que Lúcia é muito conhecida por ser bela e cobiçada por todos. Raul e Pedro, amigos mais próximos da jovem, facilitam a aproximação de Fernando mediante uma troca que lhe é proposta: um Alfa Romeo importado. Ele aceita dar seu carro e fica sabendo como conquistar Lúcia. No entanto, os amigos o alertam de que a moça é virgem. Fernando, que não gosta do gênero, quer desistir, mas Lúcia deixa no rapaz, uma impressão muito forte: uma fixação que passa a perseguí-lo por toda a parte. Lúcia parece estar em todos os lugares, todas as mulheres se transformam em Lúcia. Fernando inicia um processo para se livrar da fixação. Tenta Namorilda, a empregada bela e de corpo escultural. Procura antigas namoradas, novas mulheres, festinhas extravagantes, bacanais. Nada, ainda. Não tendo outro remédio entrega o carro em troca do segredo de possuir Lúcia. Raul e Pedro que não passam de dois vigaristas que exploram o 'conto da virgindade' submetendo Lúcia a sucessivas intervenções do Dr. Kustura, percebem o estado do jovem e armam outro plano para lhe tirar muito dinheiro. E Lúcia se submete a um 'transplante', o primeiro do mundo. O transplante é bem sucedido e Lúcia, a eterna virgem, é novamente usada num plano da dupla de vigaristas.

ELENCO
Zélia Diniz
José Carlos Sanches
Toni Vasconcelos
Ivan de Almeida
Wilson Grey
Carvalhinho
Kátia Spencer
Zezé Macedo
Neusa Chantal
Fátima Celebrini
Michel Espírito Santo
Sofia Rossi
Kátia Regina
J. Diniz
Andrea Camargo
Rofran Fernandes
Coralina

Direção: Célio Gonçalves 

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Castelar e Nelson Dantas no País dos Generais (2007) / Minhateca

Em Minas, nos anos da Ditadura militar, cineastas atormentados pelas personagens de seus filmes lançam a pergunta fulminante: por que as mulheres são tão belas? Nenhum cometeu o erro de imaginar que a razão fosse o vestido. Mesmo quando as mulheres se encontram bem cobertas, a nudez sob as vestes pode ser possuída pelos olhos do bicho homem. Basta que ele saiba olhar com concentrada gana.

Diretor: Carlos Alberto Prates Correia

ELENCO
Tavinho Moura (Schubert)
Priscila Assum (Noeme)
Rafaela Amado (Lollô)
Andrea Dantas (1ª narradora)
Lina de Carlo (Prisioneira)
Regina Coelho (Cantora lírica)
Leilany Fernandes (Torturadora)
Joaquim Pedro de Andrade - Ele mesmo (imagem de arquivo)
Alberto Graça - Ele mesmo (imagem de arquivo)
Schubert Magalhães - Ele mesmo (imagem de arquivo)
Humberto Mauro - Ele mesmo (imagem de arquivo)
Carlos Alberto Prates Correia - Ele mesmo (imagem de arquivo)   

As Amantes de um Homem Proibido (1978)

MEGA    Parte01 / Parte02 / Parte03 / Parte04 / Parte05 / Parte06 / Parte07

Após um assalto em que foram mortos a sua companheira Ana (Dirvana Brandão) e o comparsa Ymai (John Doo), Leandro (Nuno Leal Maia) foge com o dinheiro para uma pequena cidade do interior, onde se envolve com três mulheres: a prostituta Zuleika (Regina Tonini), uma camponesa Marina (Liza Vieira), abusada pelo pai alcoólatra, e Flávia (Márcia Maria) esposa do dono da fazenda em que foi trabalhar. Os companheiros de bando, o fornecedor de armas Akira (Kaneko Kenichi) e o cafetão (José Miziara) vão ao encalço de Leandro, em busca do dinheiro do assalto.

Dirigido por José Miziara

ELENCO
Nuno Leal Maia
Márcia Maria
Liza Vieira
Regina Tonini
Dirvana Brandão
Kenichi Kaneko
José Miziara
Satã
John Doo
Walter Stuart
Walter Foster  

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FRUTO DO AMOR (1981) / MEGA

Experiências científicas e antropológicas são conduzidas numa ilha deserta pelos doutores Blum e Elza, que usam como cobaias um velho pescador, o empregado incumbido das tarefas domésticas e uma prostituta do interior. Mas o crescimento do afeto entre os três é capaz de comprometer toda a pesquisa.

Diretor: Milton Alencar Jr

Elenco: Margot Morel, Newton Couto, Tania Kukel, Otávio Augusto, Maria Lúcia Dahl, Ruth de Souza, Altair Lima, Paulo César Peréio, Marilisse Navarro

Helena Ramos in Palácio de Vênus Helena Ramos in Palácio de Vênus Helena Ramos in Palácio de Vênus Helena Ramos in Palácio de Vênus Helena Ramos in Palácio de VênusNeide Ribeiro in Palácio de VênusNeide Ribeiro in Palácio de VênusNeide Ribeiro in Palácio de VênusNeide Ribeiro in Palácio de VênusNeide Ribeiro in Palácio de VênusElizabeth Hartmann in Palácio de VênusElizabeth Hartmann in Palácio de VênusElizabeth Hartmann in Palácio de VênusElizabeth Hartmann in Palácio de VênusElizabeth Hartmann in Palácio de VênusMatilde Mastrangi in Palácio de VênusMatilde Mastrangi in Palácio de VênusMatilde Mastrangi in Palácio de VênusMatilde Mastrangi in Palácio de VênusMatilde Mastrangi in Palácio de VênusMatilde Mastrangi in Palácio de Vênus Matilde Mastrangi in Palácio de Vênus Matilde Mastrangi in Palácio de Vênus Matilde Mastrangi in Palácio de Vênus Matilde Mastrangi in Palácio de VênusZélia Diniz in Palácio de VênusZélia Diniz in Palácio de VênusZélia Diniz in Palácio de VênusZélia Diniz in Palácio de VênusZélia Diniz in Palácio de VênusJoyce Laine in Palácio de VênusJoyce Laine in Palácio de VênusJoyce Laine in Palácio de VênusJoyce Laine in Palácio de VênusJoyce Laine in Palácio de Vênus

PALÁCIO DE VÊNUS (1980) / Minhateca / DEPOSITFILES

Direção: Ody Fraga

ELENCO
Arlindo Barreto
Sérgio Boldrin
Wilson Bonifácio
Eudes Carvalho
Jaime Cortez
Zélia Diniz
Fátima Fonseca
Virgínia Gil
Elizabeth Hartmann
Joyce Laine
Sandra Lamar
Cinira Maia
Clóvis Marcos
Matilde Mastrangi
Helena Ramos
Neide Ribeiro
Marcos Ricciardi

Filha de prostituta foge de casa, no interior, para encontrar com a mãe que mora num bordel de luxo. A adolescente não sabe qual a profissão da mãe e o que ela faz na casa onde vive. Enquanto isso, as outras prostitutas decidem entrar em greve por uma divisão mais justa dos lucros. A cafetina, para acalmar os fregueses que começam a chegar, anuncia o sorteio de uma virgem para aquela noite. 


Neide Ribeiro in A Fêmea do MarNeide Ribeiro in A Fêmea do MarNeide Ribeiro in A Fêmea do MarNeide Ribeiro in A Fêmea do MarNeide Ribeiro in A Fêmea do MarNeide Ribeiro in A Fêmea do MarNeide Ribeiro in A Fêmea do MarNeide Ribeiro in A Fêmea do MarNeide Ribeiro in A Fêmea do MarNeide Ribeiro in A Fêmea do MarAldine Muller in A Fêmea do MarAldine Muller in A Fêmea do MarAldine Muller in A Fêmea do MarAldine Muller in A Fêmea do Mar

A Fêmea do Mar (1981) / MINHATECA

Abandonada pelo marido, Jerusa mora numa ilha deserta do litoral catarinense com seus filhos, Cassandra e Ulisses. O cotidiano solitário do trio é abalado pela chegada do misterioso marinheiro Roque, que leva os familiares a se libertarem sexualmente, mas também transforma por completo o ambiente.

Direção de Ody Fraga

Elenco:

Calu Caldine

Jason César

Adélcio da Costa

Jean Garrett

Aldine Müller

Neide Ribeiro

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A Praia do Pecado (1978)

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O advogado Gabriel (Oásis Minitti) aceita defender seu amigo Manoel (Sérgio Hingst), injustamente acusado de assassinar a prostituta Rosely (Andrea Camargo). Para provar a inocência do amigo, Gabriel acaba se envolvendo com o submundo do crime, representado por Jairo Korf (David Húngaro), milionário traficante de drogas e explorador do lenocínio, e seu braço direito Netinho (Toni Tornado), amante de Lídia (Sônia Vieira), filha do patrão, e cafetina em um dos bordéis do pai. Sentindo-se ameaçado, Korf envia Wilma (Zélia Martins) e Lúcia (Sônia Garcia) para convencer Gabriel a deixar as investigações. E o embate entre Gabriel e Korf caminha para o final.

 Direção: Roberto Mauro

ELENCO

Zélia Martins (Wilma)
Oasis Minniti (Gabriel)
Sônia Garcia (Lúcia)
Toni Tornado (Netinho)
Andréa Camargo (Rosely)
Sônia Vieira (Lídia Korfi)
Marta Maciel (Odete)
Waldir Siebert (Sérgio)
David Húngaro (Jairo Korfi)
Ator(es) Convidado(s):
Cláudio Cunha (Pé de Anjo)
Sérgio Hingst (Manoel) 

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O Último Êxtase (1973) / MINHATECA

Jovem vai acampar com alguns amigos, procurando um pouco de paz, mas acontecimentos estranhos e perturbadores acontecem.

Dirigido por Walter Hugo Khouri

Elenco:

  • Dorothée Marie Bouvyer
  • Ewerton de Castro ... Jorge
  • Wilfred Khouri ... Marcelo
  • Lilian Lemmertz
  • Luigi Picchi
  • Ângela Valério

Contos Eroticos

Contos Eróticos - 1977 / DEPOSITFILES / Minhateca

 Composto por quatro estórias originalmente publicadas na revista Status.

Arroz e Feijão

Baseado em conto de Sérgio Toni, foi dirigido por Roberto Santos. Narra a história de um rapaz do interior que vai para São Paulo e acaba tendo envolvimento com a mulher de um caminhoneiro que lhe fornece comida.

As Três Virgens

Direção de Roberto Palmari, sobre conto de Yara Ramos Ribeiro. Retrata a decadência da aristocracia paulistana, ambientando uma jovem moça que mora num casarão com três velhas tias.

O Arremate

Dirigido por Eduardo Escorel, com base na história de Aécio Flávio Consolin, retrata a sociedade patriarcal rural, onde o proprietário da terra age também como dono de sua filha.

Vereda Tropical

Conto de Pedro Maia Soares, é dirigido por Joaquim Pedro de Andrade. Narra a preferência sexual do protagonista por melancias.

Este episódio foi objeto de pedido de censura, em julho de 1977, sendo considerada uma "aberração". O pedido é acolhido, e o órgão federal encarregado do veto libera somente a cena final do episódio, em que aparece o cantor Carlos Galhardo, sem qualquer associação com o restante do filme.

Após várias instâncias e recursos, finalmente o Departamento de Censura libera o filme sem os cortes desse episódio, em outubro de 1979, para um público maior que dezesseis anos, sob argumento de que “Absurdo se nos afigura o corte do episódio Vereda tropical, uma comédia quase escrachada, não tendo, em nenhum momento, preocupação de induzir o espectador a ter relações amorosas com uma melancia”.

Elenco:

  • Cristina Aché - (segmento "Vereda tropical")
  • Xandó Batista
  • Cláudio Cavalcanti - (segmento "Vereda tropical")
  • Paulo A. Costa
  • Lima Duarte - (segmento "O Arremate")
  • Beatriz O. Fanza
  • Joana Fomm - Joana (segmento "Arroz com feijão")
  • Carlos Galhardo - ele mesmo - (segmento "Vereda Tropical")
  • Garradinha
  • Castro Gonzaga - (segmento "O arremate")
  • David José - (segmento "Arroz com Feijão")
  • Lourdes Leal
  • Cássio R. Martins - (segmento "Arroz com Feijão")
  • Mirtes Mesquita
  • Dirce Militello
  • Paula Ribeiro - (segmento "As Três Virgens")
  • Eva Rodrigues - (segmento "As Três Virgens")
  • Maria Anita Shut
  • Carmem Silva - Tia Cotinha - (segmento "As Três Virgens")
  • Liza Vieira

TARZAN, O FILHO DAS SELVAS (DUAL ÁUDIO / 720P) – 1981

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 Senha: NildoAlves

Oeste da África, 1910. Linda, Jane Parker, viaja com objetivo de encontrar seu pai, o grande aventureiro James Parker. Ela se perde e Tarzan a salva. James Parker estava sendo escravizado e Tarzan o procura. A paixão e o encantamento da jovem inglesa Jane por Tarzan, durante uma fracassada expedição na África à procura de seu pai. Tarzan a salva de perigosos nativos selvagens, cobras e de um leão.

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Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios - 2011

O novo trabalho dos diretores Beto Brant e Renato Ciasca transporta o espectador para uma cidade fictícia às margens dos rios Tapajós e Arapiuns, no Pará. A beleza da região, evidenciada no bom trabalho de fotografia do filme, é apenas o pano de fundo de uma história de amor. Nada açucarado ou com sabor de “felizes para sempre”. Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios é um filme de personagens densos, bem construídos e imersos numa trama conflituosa que transita pelos limites da paixão, traição, sexo e loucura, as palavras malditas que gravitam o amor.

Inspirado na obra do escritor Marçal Aquino e roteirizado pelo próprio, em parceria com Brant e Ciasca, o filme ainda aborda assuntos que estão presentes no cotidiano daquela terra, como a luta dos índios pelos direitos humanos, pela conquista da demarcação das terras, preservação dos rios e da extração de madeira. Era desnecessário, mas os diretores ao menos não deixaram a questão social ultrapassar os limites do discurso panfletário e, com isso, eclipsar a verdadeira trama do filme: o triângulo amoroso entre Lavínia, Cauby e Ernani.

Camila Pitanga, no melhor trabalho de sua carreira, é Lavínia, uma mulher que esconde um passado misterioso que o expectador conhece ao longo do filme. Ela é casada com o pastor Ernani (Zé Carlos Machado), que evangeliza uma comunidade na região e tem uma tórrida relação paralela com Cauby (Gustavo Machado), fotógrafo paulista de passagem pela região. Apresentados os personagens, o roteiro segue sem linearidade, pautado pelas inquietações estéticas e temáticas recorrentes na obra de Brant. No decorrer da trama, peças vão se encaixando aos olhos da audiência e conduzem a história para um final inesperado.

O trabalho dos atores em Eu Receberia... está impecável. Num filme sustentado por seus personagens, a opção dos diretores de rodá-lo todo com steadicam foi mais que acertada. Isto acaba criando para o filme não apenas uma linguagem, mas também galvaniza as interpretações, pois oferece a oportunidade ao ator de se entregar de uma maneira completa. Camila Pitanga e Gustavo Machado foram os maiores beneficiados por isso, transpondo para a tela a intensidade de seus personagens.

Interessante também na trama é Vicktor, interpretado pelo ator Gero Camilo. Amigo de Cauby, o personagem é imerso na sua paixão melancólica pela poesia e consumo de drogas e bebidas alcoólicas. Tem uma vida libertária para compensar as limitações de trabalhar como jornalista num local onde a imprensa está condicionada aos interesses dos poderosos da região. Sua trajetória, como a dos outros personagens, segue para uma situação limítrofe, que desenvolve no público uma expectativa pelo que estar por vir. E o que se descortina no horizonte, por vezes, contrasta com a beleza do local.

Ao longo do filme o espectador vai notar o uso constante do fade in / fade out para começar e terminar uma cena. Um artifício de edição meio em desuso no cinema atual, mas que em Eu receberia... é pertinente e ajuda compor a narrativa fragmentada, feita de flashs aleatórios da vida de seus personagens. É como se o filme se assumisse como tal, incapaz de abarcar a vida de alguém em sua totalidade. E assim temos uma sucessão de momentos a formar um quadro parcial destes personagens complexos e interessantes.

Eu Receberia as Piores Noticias dos seus Lindos Lábios tem suas falhas, como certa perda de ritmo no seu quarto final ou cenas que parecem sem razão de ser no contexto da trama. Ainda assim, trata-se de uma obra que cativa pela poesia de suas imagens e intensidade de seus personagens. Um bom drama centrado nas relações interpessoais que ganharia ainda mais se os diretores tivessem deixado de lado essa mania do cinema nacional de sempre querer levantar alguma bandeira.

 

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Brisas do Amor (Insaciável Desejo da Carne) (1982)

Direção: Alfredo Sternheim

ELENCO
Luiz Carlos Braga
Carlos Capeletti
Célia Coutinho
Osmar do Amaral
Eliana do Vale
Arnaldo Fernandes
João Francisco Garcia
Sandra Graffi
Arthur Leivas
José Lucas
Fernando Magalhães
Sonia Mamede
Tadeu Menezes
Railda Nonato
Maria Stella Splendore

 Num hotel de pequena cidade do interior estão hospedados uma atriz, um político fracassado e uma moça da capital. A atriz termina estuprada por um homem que já vinha lhe perseguindo. O político, apaixonado por uma criada do hotel, tem de enfrentar a esposa. A moça da capital, grávida, consegue fazer prevalecer seus direitos com o filho da proprietária do hotel.

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BELA DONNA (1998)

Na década de 1930, Donna e Frank, um casal de estrangeiros, vem para o Brasil, mais precisamente, para o Ceará. O homem vem para trabalhar num empreendimento petrolífero, e a sua esposa logo se integra aos hábitos da região e acaba conhecendo um atraente pescador, Nô. Os dois acabam apaixonando-se.

Elenco:

  • Eduardo Moscovis .... Nô
  • Natasha Henstridge .... Donna
  • Andrew McCarthy .... Frank
  • Odilon Wagner .... John
  • Florinda Bolkan .... Mãe Ana
  • Sophie Ward .... Lídia
  • Letícia Sabatella .... Benta
  • Guilherme Karan .... Silva
  • Rita Martins .... Rita
  • Ângelo Antônio .... Tonho
  • Domingos Alcântara .... Zé Divina
  • Jurandir de Oliveira .... Juca
  • Jackson Costa .... Afrânio
  • Charles Paraventi .... Dr. Farina
  • Arduíno Colassanti .... comandante

Dirigido por Fábio Barreto

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A Mulher Que Inventou o Amor (1979) / DEPOSITFILES

Doralice é uma jovem ingênua e romântica que acaba se transformando numa prostituta bem sucedida. Conhecida como a Rainha do Gemido, sua situação melhora depois de conhecer o Doutor Perdigão, velho milionário que a escolhe para sua amante exclusiva. Troca seu nome para Talulah e passa a perseguir César Augusto, um ator de tevê a quem sempre admirou, conseguindo seduzi-lo. Mas a jornada romântica de Talulah está apenas começando...

Atração Selvagem : Poster 

ATRAÇÃO SELVAGEM (1990) / MINHATECA

Cansada de ser traída pelo marido, Ana (Gisele Fraga) volta para o Rio de Janeiro e deixa Miles (Raul Gazolla) em Nova York. Ao chegar na cidade carioca, ela encontra com sua irmã Judita (Andréa Fetter), uma mulher muito bem resolvida sexualmente. Disposto a reconquistar sua esposa, Miles também volta para o Rio de Janeiro e uma possibilidade de triângulo amoroso entre eles parece surgir, uma vez que Judita já teria tido um histórico com Miles.

Dirigido por Michele Massimo Tarantini

Elenco:

Andreia Fetter

Giselle Fraga

Keith Souz

Luciana Fontenella

Raul Gazolla

Rocco Siffredi

Ao Sul do Meu Corpo (1982) / MINHATECA / MEGA SENHA: cinebra

Dirigido por Paulo Cesar Saraceni

Um jovem se envolve com a mulher de seu professor e orientador, ao visitá-los em Campos do Jordão.

Elenco:

  • Nuno Leal Maia.... Policarpo
  • Paulo César Peréio.... Alberto
  • Ana Maria Nascimento e Silva.... Helena
  • Othon Bastos.... Padre Paulo
  • Cissa Guimarães
  • Jalusa Barcelos
  • Maria Pompeu

Devassos e burgueses (1986) cover

DEVASSOS E BURGUESES (1986) / Depositfiles

Diretor: John Doo

Elenco: Zaira Bueno, Rubens Pignatari

Filho e pai viúvo formam dupla famosa na boemia, tratando mulheres como objetos e nunca recusando libações alcoólicas. Quando o segundo se casa novamente, sua mulher não aceita a infidelidade e a consequência disso gera um grande conflito entre ambos. Filme raríssimo, que não consta em vários catálogos oficiais, o que chegou a provocar dúvidas sobre se ele foi realmente realizado. 

 

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Doce delirio (1982) / Minhateca

Drama erótico tratando da crise existencial de duas mulheres – mãe e filha – com casamentos terminados e na busca da própria sexualidade. Após um aborto Eva, (Cláudia Alencar, em cenas de exuberante nudez), abandona seu marido e aprende que a sua liberdade depende exclusivamente dela mesma. Enquanto isso sua mãe, Júlia (Bárbara Fázio), abandonada pelo marido, descobre sua sensualidade e passa a viver um doce delírio.

Direção: Manoel Paiva

ELENCO
Claudia Alencar
Barbara Fazzio
Mauro Mendonca
Eduardo Tornaghi
Jonas Bloch, Paulo
Cesar Grande
Imara Rei
Enio Goncalves 

BUDAPESTE (2009) / MINHATECA

José Costa (Leonardo Medeiros) é um bem sucedido ghost writer. Ao retornar de um congresso em Istambul, uma ameaça de bomba faz com que seu voo seja desviado para Budapeste, na Hungria. Já de volta ao Rio, ele reencontra a esposa Vanda (Giovanna Antonelli) e o filho. Entretanto sua vida torna-se cada vez mais infeliz. Para salvar o casamento, ele começa a escrever autobiografias, numa tentativa de que a vida de outras pessoas o salve do tédio. Seu maior sucesso comercial é O Ginógrafo, que conta as aventuras amorosas de um turista alemão, Kaspar Krabbe (Antonie Kamerling), no Brasil. Só que Vanda se apaixona por Krabbe, imaginando que este seja o verdadeiro autor do livro, o que faz com que Costa sinta-se traído e ressentido com seu trabalho.

Dirigido por Walter Carvalho

Elenco:

Leonardo Medeiros.... José Costa

Gabriella Hámori.... Kriszta

Giovanna Antonelli.... Vanda

András Bálint

Davi Shiroma.... Filho de José Costa

Andrea Balogh .... estenógrafo

Nicolau Breyner.... escritor francês

Ivo Canelas.... Álvaro

Paola Oliveira.... Aquela

Débora Nascimento.... Teresa

Péter Kálloy Molnár

Antonie Kamerling.... Kaspar

Tamás Puskás

Ádám Rajhona

Sandor Istvan Nagy .... fã no aeroporto (não creditado)

Oliver Simor .... homem no bar (não creditado) 

Tensao e Desejo

TENSÃO E DESEJO (1983) / DEPOSITFILES

Dirigido por: Alfredo Sternheim

Uma jovem professora muda-se para uma cidadezinha do litoral paulista para esquecer um romance fracassado. Mas lá ela encontra o inesperado: o amor de um jornalista, a paixão de um homem casado e infeliz e as atenções excessivas da diretora da escola. É uma situação perigosa que termina em violência quando a professora é injustamente acusada de assassinato. Mas como provar sua inocência?

 Nicole Puzzi in  Eros  O Deus do Amor Nicole Puzzi in  Eros  O Deus do Amor Nicole Puzzi in  Eros  O Deus do Amor Nicole Puzzi in  Eros  O Deus do Amor Nicole Puzzi in  Eros  O Deus do Amor Nicole Puzzi in  Eros  O Deus do Amor Nicole Puzzi in  Eros  O Deus do Amor Nicole Puzzi in  Eros  O Deus do Amor

 EROS, O DEUS DO AMOR (1981) / MINHATECA / DEPOSITFILES

Marcelo está enfrentando uma série crise em seu relacionamento com as mulheres, já que está em conflito com a sua atual amante, com a ex-esposa e com a filha. A situação de angústia faz com que ele alimente saudades do passado.

Dirigido por Walter Hugo Khouri

Elenco:

Roberto Maya.... Marcelo

Norma Bengell

Maria Cláudia

Dina Sfat

Renée de Vielmond

Denise Dumont

Christiane Torloni

Lala Deheinzelin

Kate Lyra

Monique Lafond

Selma Egrei

Serafim Gonzalez

Kate Hansen

Lilian Lemmertz

Nicole Puzzi

Patrícia Scalvi

Alvamar Taddei

Fábio Vilalonga

Oswaldo Zanetti

Akemi Aoki

Sueli Aoki

Dorothée-Marie Bouvier

as amiguinhas

AS AMIGUINHAS (1979) / DEPOSITFILES

Aos 25 anos, Júlia é uma mulher só. Após a morte dos pais, foi criada pela empregada, com quem ainda vive. Marcada pela opressão e austeridade do pai, Júlia odeia os homens. Uma tarde, fazendo compras, conhece Cláudia, por quem se sente atraída. Com mais duas amigas, Júlia e Cláudia decidem passar um fim de semana na Ilha Grande. Reunidas, cada uma resolve contar suas experiências sexuais, menos Júlia, constrangida por ser virgem. À noite ouvem no rádio a notícia da fuga de um presidiário do cárcere da ilha. No dia seguinte, na ausência de Júlia, as amigas encontram o fugitivo. Cláudia, que está armada, domina-o, enquanto as outras o amarram. Iniciam então, uma alucinada disputa pelo homem até se matarem. Júlia encontra as amigas mortas e o fugitivo já desvencilhado das amarras. Foge, mas é alcançada e violentada, para logo depois matá-lo com dois tiros. De volta à sua casa, Júlia despede a empregada. Só, diante do espelho da penteadeira, procura o revólver. Ao sair, a empregada ouve um tiro.

 

 

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Porno! (1981) /  MINHATECA

Filme erótico em episódios com argumento e roteiro de Ody Fraga. Em "As Gazelas", Castillini mostra a intimidade de duas normalistas numa tarde dedicada ao estudo; David Cardoso, ator e diretor do segundo segmento, "O Prazer da Virtude", encarna um fetichista obcecado por hábitos religiosos; em "O Gafanhoto", John Doo dirige um drama sobrenatural sobre mulher cega e dominadora que pode ver através dos espelhos. 

ELENCO:

Patrícia Scalvi
Maristela Moreno
David Cardoso
Matilde Mastrangi
Arthur Roveder
Liana Duval
Zélia Diniz

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As Feras (1995) / MEGA

Desde criança Paulo Cintra tem uma paixão obsessiva por sua prima Sônia, quatro anos mais velha do que ele. Essa paixão, transformada através dos anos num frustrante sentimento de atração e rejeição, o acompanha sempre. Sônia, além de manter-se fora de seu alcance, tem uma atitude e uma conduta amorosa que parece excluir totalmente a presença masculina. Isso, porém, não impede que ela se aproxime da vida de Paulo e que acabe sendo a responsável pelos momentos mais dolorosos e terrivelmente humilhantes sofridos por ele em todas as ocasiões em que se defrontam. Nessas ocasiões sempre há a presença de outra mulher envolvida com Sônia, razão de conflito e sofrimento para Paulo e, da parte dela uma agressão involuntária.

Direção: Walter Hugo Khouri

ELENCO
Nuno Leal Maia
Cláudia Liz
Lúcia Veríssimo
Áurea Campos
Betty Prado

Sandra Bréa in Herança dos DevassosSandra Bréa in Herança dos DevassosSandra Bréa in Herança dos DevassosSandra Bréa in Herança dos Devassos

Herança dos Devassos (1979) / MINHATECA

Após a morte de um milionário, sua família começa a brigar por causa da herança.

Dirigido por Alfredo Sternheim

Elenco:

Sandra Bréa

Roberto Maya

Francisco Curcio

Ricardo Dias

Edward Freund

Elizabeth Hartmann

Claudete Joubert

 

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Força Estranha - Estranhos Prazeres De Uma Mulher Casada  (1983) Depositfiles

Dirigido por: Pedro Mawashe

Elenco:

Aldine Muller Meg

Emílio Di Biasi

Ênio Gonçalves Paulo

Selma Egrei Sílvia

Um casal de classe média alta. Ele é um executivo, ela jornalista, eles têm problemas no relacionamento. Surge uma viagem de trabalho para Meg, a esposa. Enquanto Meg viaja, Paulo, seu marido e Silvia, uma amiga do casal lhe armam uma trama. Ao voltar da viagem, Meg passa a ter estranhas alucinações, inexplicáveis e constrangedoras, pois chegam a interferir em sua via normal. Estas alucinações acontecem sempre num mesmo local, um casarão antigo. Meg reage, tentando buscar a origem destas alucinações. Vai a um analista, que lhe sugere procurar o local onde acontece as estranhas alucinações. Indo a este local, conhece uma preta velha que aí reside e descobre que tem encarnado em si o espírito de uma mulher através de rituais. Assim, Meg decide se livrar deste espírito e vai a uma sessão. Paulo e Silvia provando isto vão até a sessão, chegando lá vêem Meg na piscina comportando-se estranhamente, discutem com a preta velha, sugerindo arrependimento e são jogados na piscina e afogados por Meg.

 

Corpo e Alma de uma Mulher (1983)
Helena Ramos in Corpo e Alma de Uma MulherHelena Ramos in Corpo e Alma de Uma MulherHelena Ramos in Corpo e Alma de Uma MulherHelena Ramos in Corpo e Alma de Uma MulherHelena Ramos in Corpo e Alma de Uma MulherMatilde Mastrangi in Corpo e Alma de Uma MulherMatilde Mastrangi in Corpo e Alma de Uma MulherMatilde Mastrangi in Corpo e Alma de Uma MulherMatilde Mastrangi in Corpo e Alma de Uma MulherMatilde Mastrangi in Corpo e Alma de Uma Mulher

CORPO E ALMA DE MULHER (1983) / Depositfiles / Minhateca

Dirigido por: David Cardoso

Elenco:

David Cardoso - Rodrigo
Helena Ramos - Lane
Matilde Mastrangi - Sônia
Tássia Camargo - Aimée

Um jovem casal se ama profundamente, mas passa por uma situação delicada: Aimée está paraplégica e Fernando não consegue conter seu desejo por outras mulheres. Para auxiliar na recuperação da esposa, o advogado parte com ela e sua sensual enfermeira para uma fazenda.

 

 

  Tânia Alves in O Olho Mágico do AmorTânia Alves in O Olho Mágico do AmorTânia Alves in O Olho Mágico do AmorTânia Alves in O Olho Mágico do AmorTânia Alves in O Olho Mágico do AmorTânia Alves in O Olho Mágico do AmorTânia Alves in O Olho Mágico do AmorTânia Alves in O Olho Mágico do AmorTânia Alves in O Olho Mágico do AmorTânia Alves in O Olho Mágico do AmorCarla Camurati in O Olho Mágico do AmorCarla Camurati in O Olho Mágico do AmorCarla Camurati in O Olho Mágico do AmorCarla Camurati in O Olho Mágico do Amor

O olho mágico do amor (1981) / Fileboom Parte01 / Parte02

Direção: José Antonio Garcia/Icaro Martins

ELENCO
• Tânia Alves
• Tito Alencastro
• Arrigo Barnabé
• Carla Camurati
• Ênio Gonçalves
• Maria Helena
• Nelson Jacobina
• Leonor Lambertini
• Sérgio Mamberti

Carla Camurati é uma jovem em São Paulo em busca de emprego. Após várias tentativas, acaba conseguindo uma vaga como secretária em um escritório, no centro antigo da cidade. Seu patrão, Sérgio Mamberti lhe confia as chaves do recinto e todas as tarefas do dia. O serviçparece enfadonho, até ela descobrir que sua sala fica ao lado de um prostíbulo, onde trabalha a prostituta vivida por Tânia Alves. Através de um olho mágico improvisado, que dá título ao filme, ela observa os encontros amorosos e sexuais na casa vizinha o que lhe atiça as mais profundas fantasias.

Danielle Ferrite in O Vale dos Amantes Danielle Ferrite in O Vale dos Amantes Danielle Ferrite in O Vale dos Amantes Danielle Ferrite in O Vale dos Amantes

O Vale dos Amantes (1982) / Minhateca

O engenheiro agrônomo Carlos Alberto chega de São Paulo à fazenda do Coronel Gomes, que o contratou para fazer o levantamento topográfico da propriedade, onde deverá ser construído um açude. Sexualmente insatisfeita, a mulher de Gomes, Cristina, se envolve com o engenheiro. Berenice, filha do casamento anterior do coronel, trama com Romeu o assassinato de Joana, outra fazendeira, que quer impedir o relacionamento lésbico de sua própria filha, Estela, com Berenice. Joana sofre um acidente e Carlos Alberto, percebendo que Romeu sabe algo a respeito, acaba descobrindo o crime e denunciando os criminosos ao coronel. Este decide calar-se para proteger a filha, e Carlos Alberto, abandonando Cristina, retorna a São Paulo, certo de que o dinheiro comprará a liberdade dos assassinos. Mas estes terminam presos.

Direção: Tony Rabatoni

ELENCO
Acácia Andréa
Deni Cavalcanti
Liana Duval
Marthus Mathias
Rita Cadillac
Sérgio Hingst
Wilson Sampson
 

amulhersensualHelena Ramos in A Mulher Sensual Helena Ramos in A Mulher Sensual Helena Ramos in A Mulher Sensual Helena Ramos in A Mulher Sensual

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A Mulher Sensual (1981) / Minhateca / DEPOSITFILES

Marina, a maior estrela da televisão brasileira, grande símbolo sexual, vive angustiada, em conflito com os personagens que representa. É apaixonada por Ricardo, diretor geral da TV, que por sua vez oferece a Marina um amor apressado e pleno de insatisfações. Apesar disso ela é escrava desse relacionamento, pois o cultivo subconsciente da sua passividade a faz crer que é uma mulher fria. Com a contratação pela TV da nova atriz Selma, vinda do cinema, mulher glamourosa e envolvente, para quem o interesse machista de Ricardo se volta, Marina é obrigada a se redescobrir, usando métodos que desta feita se enquadram perfeitamente com os personagens que interpreta. Rico a procura várias vezes e ela resiste, apesar de ainda amá-lo, esperando o momento em que se sinta segura e ele esteja disposto a lhe dar mais atenção. Tem um romance com Miguel, cameraman da emissora, e consegue realizar-se plenamente no plano sexual. O suicídio de Hilda, colega de Marina na novela Senhora, atormentada com a idade e insatisfeita como atriz e como pessoa, provoca uma reaproximação entre Marina e Rico. Durante uma gravação, ao saber por Berta, atriz e apaixonada por Rico, que este pediu demissão do seu cargo, Marina abandona os estúdios e vai encontrá-lo num parque, onde, depois de discussões, se reconciliam.

Direção: Antônio Calmon

ELENCO
Alcione Mazzeo
André de Biase
Célia Azevedo
Helena Ramos (Marina)
Miguel Falabella
Monique Lafond
Otávio Augusto
Paulo Ramos Rico
Rodolfo Arena
Sérgio Mallandro

 

 


NOME PRÓPRIO (2007) / Minhateca

Diretor: Murilo Salles

Camila (Leandra Leal) tem a escrita como sua grande paixão. Intensa e corajosa, ela busca criar para si uma existência complexa o suficiente para que possa escrever sobre ela. Ela escreve compulsivamente em um blog, só que isto faz com que também fique isolada e que só consiga ver duas opções na vida: se matar ou encontrar o grande amor - o que vier primeiro. 

 

BONECACOBICADA

BONECA COBIÇADA (1980) / Depositfiles /Minhateca

Dirigido por: Raffaele Rossi

Elenco:

Aldine Muller Paula

David Húngaro

Fausto Rocha

Felipe Levy

Francisco Di Franco Doutor Sílvio

Marcelo Coutinho

Oasis Minniti

Pedro Kopchak

Pericles Campos

Silas Bueno

Durante seu cooper, Doutor Silvio, um analista, encontrando Paula desmaiada e ferida, a socorre, levando-a para seu consultório. Ela conta que veio do interior tentar a vida na cidade grande e acabara se perdendo, sendo presa por prostituição e maconha. Na cadeia conheceu Vitor a quem passou a sustentar depois de solta e de quem levara uma surra. Silvio se apaixona por ela e os dois acabam vivendo juntos. Mas Vitor reaparece e exige a volta da antiga amante. Um cliente de Silvio é então esfaqueado. Dias depois sua secretária é assassinada. Suspeito, Silvio é protegido por Souza, um dos policiais encarregados do caso, mas, assustado contrata um detetive particular, Silva, que lhe telefona marcando encontro num local deserto. Ao chegar lá, Sílvio o encontra morto. A polícia esclarece o crime: o assassino era Souza, cúmplice de Vitor. Enquanto isso Paula recebe um ultimato do ex-amante e vai até seu apartamento. Lá ela o mata e foge desesperada. Já no aeroporto aparece Silvio, mas é tarde.

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Longa Noite do Prazer (1983) / USERSCLOUD

Dois amigos, um branco, o outro negro, vivem de pequenos furtos, receptações, etc. E acabam encontrando duas mulheres, uma mulata e a outra branca, com as quais se envolvem num misto de sexo e ódio, exacerbação da sexualidade e reconhecimento mútuo, que irão modificar suas vidas.

Direção: Afrânio Vital

ELENCO

Jussara Calmon (Jussara)
Haroldo de Oliveira(Ivan)
Silvia Vartan (Marize)
Fernando Palitot (Ricardo)
Penedo, Claudioney (Policial)
Tião Macalé (Fritz)
Atriz Convidada:
Rosa Maria Murtinho (Célia)
Participação especial:
Procópio Mariano (Valter)
Dary Reis (Fernando) 

Bacanal (1981)

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BACANAL (1981) / DEPOSITFILES

Dulce chega com as amigas Marisa e Ângela na casa de praia de sua família, cujo caseiro, Belarmino, foi cabo na Revolução de 1932, fato de que muito se orgulha. Na praia, acampam os casais Zuleika e Pereira, Joice e Roberto e os primeiros propõem uma troca de parceiros. De início, Roberto e Joice resistem, mas acabam aceitando. Na mesma praia estão escondidos três bandidos, foragidos da polícia. Nadando, Ângela torce o pé e Pereira a auxilia, levando-a para seu trailer com as amigas que convidam os casais para uma festa-surpresa que planejaram, pois era aniversário de Ângela. À noite, na casa de Dulce, Pereira se encontra com Marisa num quarto. Zuleika e Ângela vão ao trailer buscar umas fitas e lá se relacionam. Ao voltarem, os três marginais, que tomaram a casa de assalto, os mantêm como reféns junto com os outros. Dois dos marginais abusam sexualmente das mulheres. O terceiro, um voyeur, obriga Roberto a ter relações com as mulheres, enquanto Pereira vai até o acampamento buscar o dinheiro exigido pelos assaltantes, acompanhado de um deles. Quando Pereira volta com o carro, Belarmino, que dormia no quarto do fundos, acorda e elimina os bandidos. Na manhã seguinte, Dulce, Marisa e Ângela vêem Belarmino aproximar-se delas na praia. Como forma de agradecimento pelo acontecido na noite anterior, despem-se, oferecendo-se a ele.

De Antônio Meliande. Com Aldine Müller, Alvamar Taddei, Patricia Scalvi, Misaki Tanaka, Nádia Destro.

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P.S. Post Scriptum (1980) / ULOZTO

Franco, dono de uma fábrica de preservativos, discute o lançamento de novo produto com o publicitário Zélio. Ambos pretendem terminar o dia ao lado de belas mulheres, mas Dulce, a esposa de Franco, exige acompanhá-los na incursão noturna. A noite de prazer e os conflitos acontecidos mudarão o rumo da vida de todos.

Diretor: Romain Lesage

ELENCO

Zaira Bueno
Yara Lins
Alberto Atilli
Ênio Gonçalves
Fátima Porto
Cristina Pereira
Imara Reis
Aryadne de Lima

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Eva Grimaldi in Per sempre Eva Grimaldi in Per sempre Eva Grimaldi in Per sempre Eva Grimaldi in Per sempreVera Fischer in Per sempreVera Fischer in Per sempreVera Fischer in Per sempreVera Fischer in Per sempreCorinne Cléry in Per sempreCorinne Cléry in Per sempreCorinne Cléry in Per sempreCorinne Cléry in Per sempre

Forever (1991) /  FILEBOOM 01 / 02 / MINHATECA

A vida de Berenice sempre foi marcada pela importante presença do pai. Quando o empresário morre repentinamente, a jovem volta ao apartamento em que o corpo foi encontrado em busca de vestígios. E então, suas descobertas põem à prova a natureza dos sentimentos que pai e filha nutriam entre si.

Diretor: Walter Hugo Khouri

ELENCO
Ben Gazzara
Eva Grimaldi
Gioia Scola
Janet Agren
Corinne Cléry
Vera Fischer
Cecil Thiré
John Herbert
Ana Paula Arósio

 






ELITE DEVASSA (1984) / DEPOSITFILES

Chofer da rica e dominadora Mariana, Theodoro a leva para uma viagem a Campos do Jordão (SP). Não tarda até que os dois iniciem um tórrido caso de amor. No entanto, o rapaz se encanta também com a irmã e a filha da patroa. Envolvido com as três, ele descobre que sua vida pode estar em risco.

Dirigido por: Luiz Castellini

ELENCO:

Aldine Muller

Analy Alvarez

Edson França

Ênio Gonçalves

Patrícia Scalvi Luisa

Selma Egrei Marina

Sérgio Hingst

Thales Pan Chacon Teodoro

AS BORBOLETAS TAMBEM AMAM

AS BORBOLETAS TAMBÉM AMAM (1979) / Depositfiles / Minhateca

Direção de J. B. Tanko

Elenco:

Angelina Muniz.... Mônica

Rossana Ghessa.... Virgínia

Paulo Porto.... Professor Raimundo

Neila Tavares.... Matilde (Esposa de Raimundo)

Arlindo Barreto.... Flávio

Nestor de Montemar.... Carlito (Empregado do bordel)

Nélia Paula.... Madame Lou

Francisco Di Franco.... Amante de Matilde

Wilson Grey.... Tarado

Abel Prazer.... Carlos

Carlos Kurt.... Tarado

Catalina Bonaky.... Senhora no ônibus

Lia Farrel.... Mãe de Mônica

José Carlos Sanches.... Amigo de Mônica

Mônica, uma garota de programas, vem sendo seguida por um senhor. Eles vão até um bar. Ele diz que não quer sexo com ela, quer apenas protegê-la. Ela narra sua história. Filha de uma família simples, de rígidos princípios morais, Mônica é compelida por sua amiga Virgínia a se prostituir. Ela é levada até um bordel de luxo para satisfazer um senhor que se diz industrial. Mônica namora Flávio, que a respeita muito. Para camuflar suas atividades, a moça começa a vender cosméticos a domicílio. Quando muda de escola, Mônica se depara com Raimundo, o falso industrial, que vem a ser o seu novo professor. Flávio começa a ficar intranqüilo com as atividades de sua noiva em Copacabana. Ele vai ter com Virgínia, que lhe dá o endereço do bordel. Ele vai até o estabelecimento e encontra Mônica à espera do professor. Por conta de um relógio que lhe foi presenteado, Flávio descobre que a noiva está transando com seu pai, o professor. Ele leva o relógio até sua casa e dá de presente a mãe. Pai e filho discutem. Flávio lhe chama de hipócrita e o professor Raimundo diz que ele não é seu filho. Surge a mãe e esclarece que ele é fruto de uma relação extraconjugal. Como Raimundo era estéril, ela engravidou de outro homem para dar-lhe um filho. Quando o marido descobriu, sua relação conjugal ficou péssima e ele passou a odiar Flávio. Depois do relato, a mãe se mata. Flávio culpa o pai. O rapaz obriga Raimundo a se casar com Mônica. Este, muito moralista, reluta. Ele é coagido pelo filho e aceita a empreitada. Na noite de núpcias o filho impede o pai de dormir com a noiva. Ele invade o quarto e quer possuí-la a força. Muito infeliz seu pai se suicida com um tiro. Nervosa Mônica abandona a casa e está prestes a ser estuprada por um bando de motoqueiros. Flávio pega o revólver e dá alguns tiros. Eles são perseguidos pela polícia. O casal vai até a casa de Virgínia. Quando a polícia chega, Flávio foge. No bar, ao final de sua narrativa, Mônica diz para o senhor nunca mais ter visto Flávio. Eis que ele irrompe no ambiente. O senhor nota e se afasta. Sorrisos de amores contidos se esboçam nos rostos do casal. 

 

Volupia Do Prazer 1981

Volúpia ao Prazer (1981) / Depositfiles

Velho comendador leva a jovem amante, Milena, filha de um empregado, para sua mansão na praia, deixando-a sob os cuidados da governanta, Letícia, que mantém relações sexuais com a moça. Em passeios pela ilha, Milena conhece um pescador, Dimas, que irá dar novo rumo a sua vida. No final de semana, o comendador chega com amigos e promove um bacanal; indecisa, Milena aceita carona na Mercedes vermelha de um dos convidados e volta para a cidade.

Diretor: Rubens Eleutério

ELENCO:
Djalma Castro - Dimas
Matilde Mastrangi -Letícia
Nicole Puzzi- Milena
Ruy Leal - Comendador
Zilda Mayo- Rosaura

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Giselle (1980) / Minhateca

Diretor: Victor di Mello

ELENCO
Alba Valeria Giselle
Carlo Mossy Angelo
Maria Lúcia Dahl Haydée
Monique Lafond Ana
Nildo Parente – Luccini
Ricardo Faria – Serginho
Zozimo Bulbul – Jorge

O filme mais polêmico de toda a história do cinema erótico brasileiro. Levou quatro meses para ser liberado pela Censura Federal. Giselle narra a saga urbana de uma família, cuja decadência moral e física, torna-se incontrolável. Giselle, uma "menina-mulher-cabeça" (Alba Valéria), de apenas 15 anos, filha do "fazendeiro" (Nildo Parente), ao voltar de uma temporada na Europa, reacende o desembaraço sexual de sua tia (Maria Lúcia Dahl), pela sobrinha.
Expõe a indisfarçável entrega de seu jovem primo (Ricardo Faria) às fantasias do prazer e detona a fúria voluptuosa do capataz da fazenda, (Carlo Mossy) de tal forma que, nada, absolutamente nada, poderá frear os desejos desses insólitos e "pecaminosos" personagens, tamanha sua lubricidade. Giselle, uma garota que enlouquece homens e mulheres.

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Onda Nova (1983) / MINHATECA

Onze lindas mulheres resolvem provar que nem o futebol está livre do movimento feminista e fundam o Gaivotas Futebol Clube.

Direção: José Antonio Garcia/Ícaro Martins

Elenco
Carla Camurati
Tânia Alves
Vera Zimmerman
Regina Casé
Cristina Mutarelli
Patricio Bisso
Sérgio Hingst
José D'Artagnan Jr
Cida Moreira
Casagrande
Osmar Santos
Caetano Veloso
José Paulo Gomes Alves
Wladimir 

 

Amadas e Violentadas (1975) / MEGA / MINHATECA

Amadas e Violentadas, retrata o drama de Leandro, escritor de romances policiais bem sucedido, que na infância viu o pai assassinar a mãe e o amante, e depois suicidou-se. Tais cenas jamais se apagaram da mente do rapaz, que não consegue libertar-se de um sério complexo que o afasta sexualmente das mulheres e acaba por torná-lo um psicopata. Várias mulheres, que de uma forma ou de outra, conheceram Leandro foram assassinadas misteriosamente, o que acaba servindo-lhe de inspiração para seus romances policiais, enquanto a polícia, desorientada, procura o assassino. A trama ganha outros contornos quando entra em cena uma jovem garota que está fugindo de uma seita satânica, que pretende sacrificá-la num ritual diabólico. O escritor psicopata a salva e consegue a guarda da garota. Ele admira a pureza da menina, que por ter crescido num orfanato, se comporta como uma criança. A relação com a garota, a investigação da polícia e de uma jornalista curiosa e outras reviravoltas da trama não preparam o espectador para o belo final.

Direção: Jean Garret

ELENCO
David Cardoso
Fernanda de Jesus
Márcia Real
Américo Taricano
Zélia Diniz
Luiz Carlos Braga
Arlete Moreira
Sônia Garcia
Aldine Muller
Silvana Lopes

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Helena Ramos in O Convite ao PrazerHelena Ramos in O Convite ao PrazerHelena Ramos in O Convite ao PrazerHelena Ramos in O Convite ao PrazerHelena Ramos in O Convite ao PrazerNicole Puzzi in O Convite ao PrazerNicole Puzzi in O Convite ao PrazerNicole Puzzi in O Convite ao PrazerNicole Puzzi in O Convite ao PrazerNicole Puzzi in O Convite ao PrazerNicole Puzzi in O Convite ao Prazer

O Convite ao Prazer (1980) / MEGA / Minhateca / Depositfiles

Senha: www.pornochanchadabrasileira.com.br

Marcelo (Roberto Maya) é um empresário milionário e casado, que dedica grande parte do seu tempo a fazer sexo com várias mulheres. Quando reencontra um amigo dentista (também casado), Luciano (Serafim Gonzalez), que não via há 4 anos, o convida a participar das incessantes sessões de sexo em um apartamento luxuoso, que mantêm exclusivamente para esta finalidade. Ao mesmo tempo os casamentos de ambos ficam cada dia numa situação mais crítica. Ana (Sandra Bréa), esposa de Marcelo, sabe desta situação e a aceita, enquanto que Anita (Helena Ramos), a esposa de Luciano, não se conforma com tais acontecimentos.

Diretor: Walter Hugo Khouri

ELENCO
Sandra Bréa
Rita de Cássia
Mariana Dornic
Christiana Fehrman
Linda Gay
Rossana Ghessa
Anita's friend
José Gonzales
Serafim Gonzalez
Mara Husemann
Sergio Kato

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Duas Estranhas Mulheres (1981) / MINHATECA / Depositfiles

Composto por dois episódios levemente intercalados (por uma breve cena que faz com que um dado personagem transite entre ambos os contextos), este filme tem como personagens principais as duas mulheres estranhas do título, ambas inspiradas em figuras mitológicas: a primeira delas, Diana (Patrícia Scalvi), é atormentada pela frieza do marido Raul (Hélio Porto), que a oprime com seu ciúme e desdém persecutórios. Um dia, passando por acaso num bar, ela o encontra bebendo, mas, quando vai conversar com ele, percebe que se trata de outra pessoa, um tal de Otávio, na verdade, outra personalidade do mesmo homem. Ela se apaixona e se entrega sexualmente a ele, mas Raul começa a surgir em momentos cada vez mais inconvenientes, tendo ciúme de si mesmo, a ponto de envenenar o uísque que seu próprio alter-ego tomará. Diana é acusada de assassinato e, durante o interrogatório que entremeia a sua narração, descobrimos os detalhes do assassinato de Raul/Otávio. O detalhe: a nudez de Hélio Porto é farta e ereta, inusitada para a época.

A segunda das mulheres, Eva (Fátima Celebrini) recebe a notícia de que seu marido morrera carbonizado num acidente de automóvel. Afastada dele há algum tempo, ela parte para o Rio Grande do Sul, a fim de identificá-lo e, no caminho, por causa de um defeito mecânico em seu carro, pede carona a um vendedor apelidado de China (John Doo, ótimo como diretor, mas difícil de ser levado a sério como ator erótico), que, na verdade, é a instância narrativa do episódio, visto que nos deixamos confundir por suas alucinações, em que ele se confunde com o recém-falecido esposo de Eva, a ponto de acreditar em vidas passadas. O episódio começa mal, mas termina genial em sua emulação de seriados antigos de apelo fantástico.

Diretor: Jair Correia

ELENCO
Joel Angrisani
Fátima Celebrini
Zélia Diniz
John Doo
Odilon Escobar
Paulo Minervino
Sérgio Paula
Hélio Porto
Mii Saki
Patrícia Scalvi
Vandi Zachias

 

Espelho de carne (1984) /  MINHATECA

Casal arremata num leilão um antigo espelho que decorava o quarto principal do último bordel de luxo da antiga República, no Rio de Janeiro.

A esposa, Helena, decide colocar o espelho em seu próprio quarto. O que ela não esperava é que o objeto iria provocar diferentes sensações e desejos em todos que chegassem perto dele. Helena transa loucamente não só com o marido, mas com amigos e vizinhos que querem conhecer o famoso espelho.

Dirigido por Antonio Carlos da Fontoura

ELENCO
Daniel Filho
Denis Carvalho
Hileana Menezes
Joana Fomm
Luca De Castro
Maria Zilda Bethlem
Moacyr Deriquém
Odenir Fraga
Roberto Bataglin

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Perdoa-me Por Me Traíres (1980) / MEGA

Direção: Braz Chediak

ELENCO

Vera Fischer
Lídia Brondi
Zaira Zambelli
Nuno Leal Maia
Henriette Morineau
Anselmo Vasconcelos
Rubens Corrêa
Sadi Cabral
Monah Delacy
Jorge Dória
Ângela Leal

Gilberto vive corroído pela certeza de que Judite, sua mulher, linda e sensual, tem um amante. A filha Ana, cuja mãe se matou, vive com o tio, mas sente-se sufocada pelo ambiente da casa e sente-se tentada pela prostituição de luxo, a que é levada por uma colega de escola, muito mais experiente que ela. Passa, então, a frequentar o bordel e se prostitui, envolvendo-se com um velho deputado, fato descoberto, mas acobertado pelo tio, o irmão mais velho de Gilberto, que, embora puritano, nutre uma paixão secreta pela cunhada, de quem se torna protetor, vigia e algoz.

A FORCA DOS SENTIDOS (1979) - De Jean Garrett

A Força dos Sentidos (1979)

MINHATECA / Userscloud Parte01 / Parte02 Senha: cinebra

O escritor Flávio (Paulo Ramos) aluga uma casa em uma ilha isolada, para buscar a solução de algo que o intriga. Pérola (Aldine Müller), uma jovem surda-muda moradora do local, exerce sobre ele um fascínio inexplicável. À noite coisas estranhas acontecem: um homem nu aparece boiando na praia e Flávio transa com as moradoras, sempre sob o olhar de Pérola. Na manhã seguinte, ninguém se lembra dos acontecimentos. Até que ele descobre o porquê de sua angústia.

Direção: Cláudio Cunha

ELENCO

Aldine Müller, Elizabeth Hartmann, Misaki Tanaka, Ana Maria Kreisler, Francinete Costa e Lia Farrell
Benjamim Cattan
Emil Grigoletto
Edio Smanio 

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Estranho Desejo (1983) / Minhateca

Direção de Jean Garrett

ELENCO

Márcia Porto
Paulo Ramos
Rubens Pignatári
Serafim Gonzales
Germano Vezani

Clarisse (Márcia Porto) estaciona seu carro à noite, em uma rua em um bairro afastado. Aparentemente volta para casa, ou vai visitar alguém. Não longe dali, dois indivíduos bem fortes a observam. Desprotegida, ela desce do carro e caminha pela rua. Os dois homens começa a persegui-la, e a alcançam em frente a uma construção abandonada, para onde a levam à força. Clarisse é estuprada de forma violenta.

No dia seguinte, um dos estupradores aparece na casa de André (Renato Kramer), um homossexual que é ator e autor teatral, para receber um cheque como pagamento pelo ato praticado.

Clarisse segue vida normal, cuidando dos filhos, praticando esportes, encontrando amigos. Até que num outro dia, em plena Marginal, fura o pneu do seu carro. Aparecem dois homens que a seqüestram e levam á força para um barco. Clarisse é estuprada novamente.

Ela volta para um outro apartamento, troca de roupa, troca de carro e vai embora para a sua casa. Neste mesmo dia seu marido (Paulo Ramos), numa rara atitude, procura-a para uma relação sexual. Ela aceita sem a menor contestação e sem saber que estava com uma doença venérea, contraída num dos estupros.

Clarisse aparece no apartamento de André e ficamos sabendo que os dois são amigos. E o que é mais surpreendente: é a seu pedido que André contrata e envia homens para estuprá-la. Ela paga para que André produza estas encenações que, na prática, são o fruto de suas fantasias sexuais.

Michel- o marido de Clarisse- descobre que está com gonorréia. Mas, como ele costuma ter relações extraconjugais, nem de longe suspeita que foi a própria mulher que lhe passou a doença venérea. A partir deste momento evita relacionar-se sexualmente com ela.

Por seu lado, Clarisse, tendo também descoberto estar com gonorréia finge uma viagem e vai para o apartamento emprestado de uma amiga, para se tratar da doença.

Nestes dias em que fica sozinha, Clarisse é seguida por um desconhecido. Armado de um revolver, o estranho invade o seu quarto e a estupra violentamente.

Furiosa, Clarisse vai procurar André, dizendo que não havia combinado este encontro e acaba descobrindo que foi estuprada pra valer, desta vez o ato não foi encenado.

Apesar de já estar curada, o trauma causado pelo estupro verdadeiro faz Clarisse pensar que foi contaminada novamente. Ele prolonga a sua estada no apartamento para realizar novos exames médicos. Só depois, ao saber que está tudo bem, volta para casa sem enfrentar outros problemas.

Mas um dia, Michel, alertado por uma mancha no pescoço de Clarisse, deixada indevidamente por um dos homens com que ela transou, resolve contratar um detetive particular para segui-la.

Informado do resultado da investigação, Michel não consegue entender como sua mulher está tendo um caso com um homossexual, mas acaba convencendo-se do fato e vai procurá-la para tomar satisfações.

André tenta explicar o mal-entendido e Michel reage com violência, obrigando o homossexual a contar todos os detalhes da história.

Abalado com a verdade, Michel diz para André que gostaria de estuprar sua mulher. Sem saber de nada, Clarisse liga para André e pede que lhe “prepare” uma transa qualquer. André prepara tudo e avisa Michel. No dia e hora marcados, Michel comparece ao encontro, venda os olhos de Clarisse e a estupra.

Quando percebe que é seu marido que está ali, Clarisse desmaia. Quando acorda, depara com Michel sentado ao lado de André- que ali acorrera uma tragédia- e sente-se humilhada e indignada com aquela invasão de sua privacidade.

Michel, por sua vez, está calmo e contente por descobrir uma nova faceta de sua mulher. Num diálogo final, os dois concordam que estas fantasias sexuais não seriam necessárias se houvesse um relacionamento mais ativo e um diálogo constante entre o casal.

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Sábado Alucinante (1979) / Minhateca / Mega

Direção: Cláudio Cunha

ELENCO

Sandra Bréa - Laura
Djenane Machado - Baby
Sílvia Salgado - Diana
Rogério Fróes - Wernek
Marcelo Picchi - Bebeto
Fernando Reski - Cafifo
Simone Carvalho - Gina
Heloísa Raso - Joana
Canarinho - Porteiro
Convidados
Rodolfo Arena - Lesma
Maurício do Valle - Ivan
Lia Farrel - Lenita
Moacy Deriquém - Sílvio


Participações Especiais
Sonia de Paula
Neuza Borges

Da noite de sexta-feira até a madrugada de domingo, as portas de um novo mundo se abrem no interior de uma discoteca na Zona Sul do Rio de Janeiro. São emoções e conflitos vividos por uma série de personagens, que encontram na pista de dança o palco ideal para representarem a tragédia de suas vidas. 


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Mulher, Mulher (1979) / MEGA Parte01 / Parte02

Viúva recente, Alice chega a sua casa de campo para descansar. Querendo recompor parte de sua personalidade reprimida pelo marido, dedica um afeto especial a Jumbo, um cavalo de estimação, e entrega-se a uma jovem universitária, bem como ao caseiro.

ELENCO
Helena Ramos
Carlos Casan
Denis Derkian
Zélia Toledo

Direção: Jean Garrett

 

"Na carne e na alma", de Alberto Salvá (2011) / Minhateca

Último longa do cineasta Salvá, que o filmou em 2008, mas somente encontrou circuito exibidor em Festivais em 2012, posteriormente sendo exibido no Canal Brasil. Salvá faleceu em 2011. Adaptação do livro de Andre Abi Ramia, chamado "Deusa cadela", é um retorno do cinema nacional ao gênero erótico malicioso e cheio de picardia, típico de produções dos anos 80, como "Rio Babilônia"e "Os bons tempos voltaram... vamos gozar outra vez". Despudorados, cheios de sacanagem e sem censura. Salvá quis fazer um filme onde não houvesse caretice, e o resultado é um divertido e delicioso registro de uma história de amor carioca. Rodrigo é um jovem estudante de engenharia. Mora em Niterói, mas estuda na Zona Sul carioca. Ele é o típico pegador, até que um dia ele conhece Mariana. Aos poucos ele descobre que ela é tão ou mais louca e sem limites do que ele. Rodrigo vai ficando cada vez mais dominado pela presença dela, e não consegue mais se separar dessa relação masoquista. Ele pede que ela mije, cague, faça sexo anal, todos os fetiches são permitidos. Mas Mariana não quer ser dominada por ele. Tecnicamente o filme é péssimo, mas dentro da proposta suja e feia do filme, vale até como linguagem. O som é horrível, a fotografia também. Os atores não são nenhum padrão de beleza, mas encaram com muita entrega e verdade os personagens tão toscos e cheios de putaria saindo de suas bocas. Tudo tem cara de improvisado, desde locações até a mise en scene. Eis o seu charme. Fosse um filme todo certinho, com certeza seria chato. Mas Salvá se permitiu a fazer um filme imoral e amoral. Fez. Talvez, o seu melhor filme. Menção honrosa aos atores Karan Machado e Raquel Maia. 

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Possuídas pelo Pecado (1976) / 4Shared / Minhateca

O filme já começa com um ótimo plano-sequência, mostrando uma festa regada a muito álcool, mulher pelada e libertinagem. Trata-se de mais uma das festas patrocinadas pelo velho empresário alcoólatra, rico e amargurado Dr. Leme (Benjamin Cattan). Ele costuma fazer essas festas para esquecer o fato de nunca ter tido um filho e, divorciado da esposa (Meiry Vieira), vive acompanhado das secretárias Jussara (Zilda Mayo) e Anita (Helena Ramos), e do chofer (David Cardoso). Na casa, há ainda a empregada Isaura e sua filha adolescente Dorinha (Nicole Puzzi). A trama principal, inicialmente, guarda semelhança com o estereótipo do film noir americano: a ex-esposa de Leme quer que o seu amante (Cardoso) arranje um jeito de matar o velho afogado na piscina, num dia em que ele estiver bêbado. Assim, ela ficaria rica e os dois se casariam.

Acontece que o chofer e amante hesita e ainda aparece pelo caminho Dorinha, a jovem apaixonada pelo rapaz e que não descansa até levá-lo para a cama. Entre os coadjuvantes, há Agnaldo Rayol no papel de um desenhista que eles conhecem num inferninho. Helena Ramos aparece como alcóolatra, sempre pedindo por uísque; e o velho Leme sempre a deixando em situação de humilhação. Foi ele que a viciou. Chega a ser até desagradável ver Helena Ramos em papel tão degradante, depois de vê-la tão bela em MULHER OBJETO, de Silvio de Abreu. Mas são ossos do ofício e a atriz desempenha até que bem o seu papel nesse show de horrores dirigido por Garrett, com a ajuda de seu bom companheiro de roteiro Ody Fraga.

O filme só peca em não trazer a dimensão trágica dos outros dois filmes citados de Garrett. O personagem de Cattan também não me agradou por ser histriônico demais. Isso pode até ser proposital, mas não deixa de ser um pouco irritante. No que se refere a sexo, o filme também não chega a ser excitante ou nada do tipo. A nudez e o sexo são mais mostrados como uma degradação moral. Exceto nas poucas e rápidas cenas envolvendo Cardoso e Puzzi.

Direção: Jean Garrett

ELENCO
Agnaldo Rayol (Marcelo)
Benjamin Cattan (Leme)
David Cardoso (André)
Helena Ramos (Anita)
Luiz Carlos Braga (Médico)
Meyre Vieira (Raquel)
Nicole Woodward (Dora)
Ruthinéa de Moraes (Isaura)
Zilda Sedenho (Jussara)

Liliam, a Suja (1981) / 4SHARED / MINHATECA

Para manter o emprego, uma secretária submete-se às humilhações de seu chefe.
Os maus tratos culminam em abusos sexuais. Revoltada devido a um trauma, ela
se transforma em uma mulher fatal e, a cada noite de amor, mata violentamente
o homem que a levou para a cama.

Direção: Antonio Meliande

ELENCO

Luiz Carlos Braga
José Amaral
Lia Furlin
Jonia Freund
Leonor Lambertini
Felipe Levy

KarinaAngelina Muniz in  Karina  Objeto do Prazer Angelina Muniz in  Karina  Objeto do Prazer  Angelina Muniz in  Karina  Objeto do Prazer

Karina, Objeto de Prazer (1982) / Minhateca / Depositfiles

Karina faz strip-tease numa boate, a mando do marido, que a explora. Ela é casada com Rufino, contrabandista e dono de um cassino clandestino. Lucas, fazendeiro, amigo do esposo, é apaixonado pela moça e a quer para si. Karina o rejeita. Os negócios de Rufino vão muito mal. Lucas o convida para um jogo de pôquer. Com o desenrolar da jogatina, o contrabandista já não dispõe de dinheiro para continuar. Ele tem um "full" nas mãos. Decide apostar a esposa. Para alegria de Lucas, Rufino perde. Karina fica profundamente enojada com a atitude do marido, mas também não quer se entregar ao ganhador. Dívida de jogo é sagrada. Lucas a persegue. Karina se refugia em um banheiro. Rufino intervém, e esbofeteia a mulher. Esta consegue escapulir. O marido a persegue ferozmente. Ela saca um revólver e o mata. Na cadeia ela recebe a visita de Sheila, a defensora pública que cuidará de seu caso. Ela narra trechos de sua vida conjugal. Filha de pescadores pobres, com muitos filhos, foi vendida pelo pai a Rufino. Este lhe fez estudar, deu-lhe roupas finas e casaram. Karina sempre foi explorada e obrigada a fazer as vontades do marido. Precisou, até mesmo, ir para cama com uma ricaça lésbica, para que ele conseguisse um empréstimo. Certa vez um homem convenceu Karina a fugir. Rufino descobriu e a ameaçou de morte, caso voltasse a tentar de novo. Lucas sempre a desejou. Chegou a ir algumas vezes a prisão para tentar prestar seus favores interesseiros, sempre recusados. A advogada consegue um alvará de soltura. Karina não tem para onde ir. Terá sempre dificuldades para arrumar trabalho, pois sempre viveu do corpo. A advogada, que vive solitária, a convida para ir morar com ela. Nasce uma profunda amizade entre as duas. Florescem sentimentos profundos. Desejos da carne. Uma noite Lucas invade a casa e tenta raptar Karina, arrastando-a pelo gramado, em direção a seu carro. Sheila pega uma arma e o mata. No alto de um morro, as duas homicidas permanecem de mão dadas, enamoradas.

Elenco: Angelina Muniz, Luigi Picchi, Cláudio Cunha, Kaká de Souza Jr

Direção: Jean Garret 

O FOTÓGRAFO (1980) / Depositfiles / MINHATECA / Userscloud Senha: cinebra

Denis, fotógrafo de nus, vive espionando Leninha, estudante de sociologia da USP, sempre a proclamar sua revolta contra o status-quo. Sua produtora, Patrícia é apaixonada por ele, mas Denis a ignora. A estudante concede uma noite de amor, mas nem tudo vai bem. Denis volta-se para Patrícia, e, depois de um ensaio fotográfico erótico, os dois transam. O egocentrismo dele aborrece a produtora, que o abandona. Denis volta a espionar Patríca, agora acompanhada de seu namorado.

Dirigido por Jean Garrett

Elenco:
Patrícia Scalvi .... Patrícia
Alvamar Taddei
Aldine Müller .... Leninha (atriz convidada)
Meiry Vieira .... Leila
Roberto Miranda .... Dênis
Andreia Camargo .... Diana
Claudete Joubert .... Laura
Loire William Martyniak
Maristela Moreno
Misaki Tanaka .... Adelaide
Carlos Casan
Castor Guerra .... Marcos

AMOR ESTRANHO AMOR (1982) / Depositfiles / Minhateca

Hugo, um homem de meia idade, guarda na memória a infância realmente singular. Em 1937, ainda um garoto, sai de Santa Catarina com a avó e desembarca em São Paulo, onde é deixado em frente a um palacete, na verdade um bordel de luxo. Ali mora e trabalha Anna, sua mãe, uma prostituta e amante do Dr. Osmar Passos, um poderoso político paulista. O garoto irá conviver daí em diante nesse ambiente com outras garotas de programa como Tamara - uma ninfeta atrevida. Depois de ter leiloada a sua falsa virgindade entre os frequentadores mais ricos, ela seduz Hugo - e inicia o adolescente nos prazeres do sexo. Como pano de fundo no filme, o momento político do país às vésperas do golpe que instituiu a ditadura do Estado Novo.

Dirigido por Walter Hugo Khouri

ELENCO:

Vera Fischer .... Anna
Tarcísio Meira .... Dr. Osmar
Xuxa Meneghel ....Tamara
Marcelo Ribeiro....Hugo (criança)
Íris Bruzzi .... Laura
Walter Forster .... Hugo (adulto)
Mauro Mendonça .... Dr. Benício
Jairo Arco e Flexa
Otávio Augusto .... Dr. Itamar
Rubens Ewald Filho
Matilde Mastrangi ....Olga
Rosemery

Vanessa Alves in Volúpia de MulherVanessa Alves in Volúpia de MulherVanessa Alves in Volúpia de MulherVanessa Alves in Volúpia de Mulher

VOLÚPIA DE MULHER (1984) / Minhateca

Dirigido por John Doo

Elenco:

Helena Ramos .... Doutora Laura

Vanessa Alves .... Cristina

Romeu de Freitas .... Lili Marlene/Osvaldo

André Loureiro .... Marcos

Germano Vezzani .... Milton

Alvamar Taddei .... Carla

Marcos D'Alves

Eduardo Abbas

Edina del Corso

Paula Sanches

Kátia Marie

Ruy Leal

Katia Keller

Cláudia Wonder

Cristina é uma jovem do interior que foi expulsa de casa por perder a virgindade e não querer se casar e vai parar na capital, onde descobre estar grávida. Recebe a ajuda do travesti Lili Marlene e da médica Laura que cuida do bebê dela, que nasceu com problemas de saúde.

DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS (1976) / Minhateca

Dirigido por Bruno Barreto

ELENCO:

  • Sônia Braga ... Dona Flor (Florípides) Guimarães
  • José Wilker ... Valdomiro 'Vadinho' Santos Guimarães
  • Mauro Mendonça ... Dr. Teodoro Madureira
  • Dinorah Brillanti ... Rozilda
  • Nelson Xavier ... Mirandão, amigo de Vadinho
  • Arthur Costa Filho ... Carlinhos, o guitarrista
  • Rui Resende ... Cazuza, o bêbado
  • Mário Gusmão ... Arigof
  • Nelson Dantas ... Clodoaldo, o poeta
  • Haydil Linhares ... Norminha, amiga de Flor
  • Nilda Spencer ... Dinorah, amiga de Flor
  • Sílvia Cadaval ... Jacy
  • Ivanilda Ribeiro ... Sofia, a empregada
  • Sue Ribeiro ... Magnólia
  • Francisco Santos ... Venâncio, o padre
  • Francisco Dantas ... Dr. Argemiro
  • João Gama ... Moreira, marido de Dona Norma
  • Alvaro Freire ... Silvério
  • Hélio Ary ... Venceslau Diniz
  • Wilson Mello ... Vivaldo
  • Lourdes Coimbra ... Dionísia, a prostituta
  • Miguelão ... Paranaguá Ventura
  • Manfredo Colassanti ... Pelanchi
  • Antonio Ganzarolli ... Dedinho
  • Jurandyr Ferreira ... Emílio Veiga
  • Mara Rúbia ... Claudete
  • Lícia Magna ... Filó
  • Joaquim Menezes ... Comendador
  • Orlanita Ribeiro ... Mulher
  • Antônio Victor ... Antiógenes
  • José Ribeiro ... Gerônimo
  • Cláudio Mamberti ... Homem
  • Dita Corte Real ... Inácia
  • Marta Anderson ... Mirabel
  • Eliane Rogério ... Tavinha
  • Betty Lago ... Zizi
  • Marta Moyano ... Amália
  • Gigi ... Garota
  • Zé Anão ... Homem
  • Heleno Lopes ... Homem
  • Betty Faria ... Leniza Mayer, a famosa cantora
  • Fernanda de Jesus
  • Mercedes Ruehl ... Garota americana no cassino

No início da década de 1940, Dona Flor, sedutora professora de culinária em Salvador, é casada com o malandro Vadinho, que só quer saber de farras e jogatina nas boates da cidade. A vida de abusos e noites em claro acaba por acarretar sua morte precoce num domingo de Carnaval de 1943, deixando Dona Flor viúva. Logo ela se casa de novo, com o recatado e pacífico farmacêutico da cidade. Com saudades do antigo marido que apesar dos defeitos era um ótimo amante, acaba causando o retorno dele em espírito, que só ela vê. Isso deixa a mulher em dúvida sobre o que fazer com os dois maridos que passam a dividir o seu leito.  

SEXO, SUA UNICA ARMA (1981) / Depositfiles

Diretor: Geraldo Vietri

ELENCO:

Selma Egrey, (Marta)
Ewerton de Castro, (Tiago)
Georgia Gomide, (Judite)
Leonor Lambertini, (Angelina)
Serafim Gonzales, (Humberto)
Arlete Montenegro, (Anita)
Chico Martins, (Dr. Guilherme)
Douglas Mazola, (Bruno)

O pai de Marta, quando ela ainda era criança, matou-se por ter sido prejudicado em seus negócios por seu sócio Humberto, produtor de uvas e vinho. Vinte anos depois, fingindo ser cega, Marta faz amizade com Humberto, que a convida para passar uns dias com sua família. Conhece todos os membros do clã e põe em prática o plano de vingança que arquitetara desde a morte do pai e a pobreza a que ela e a mãe foram relegadas.

 

A Dama Do Lotação (1978) / Mega  / Minhateca

Senha:
www.pornochanchadabrasileira.com.br

Solange e Carlos se conhecem desde a infância e se casam. Na noite de núpcias, Solange resiste ao seu marido, que, impaciente, acaba estuprando-a. Solange fica traumatizada e, apesar de desejar Carlos, não quer mais nada com ele. Para se satisfazer, ela começa a fazer sexo com homens que não conhece, que encontra andando de lotação (espécie de micro-ônibus que faz transporte público).

Elenco:

Sônia Braga .... Solange

Nuno Leal Maia .... Carlos

Jorge Dória .... Pai de Carlos

Paulo César Pereio .... Assunção

Cláudio Marzo .... psicanalista

Márcia Rodrigues ....

Paulo Villaça .... vadio

Roberto Bonfim .... Bacalhau

Rodolfo Arena ....

Ney Santanna ....

Ivan Setta .... Mosquito

Washington Fernandes ....

Yara Amaral .... amiga da mãe de Carlos

Dirigido por Neville de Almeida



Tania Boscoli

Gabriela (1983) / Minhateca

O cenário principal é a Bahia. Em 1925, uma retirante chamada Gabriela (Sônia Braga) chega a Ilhéus, fugindo de uma das maiores secas da história do Nordeste. Com sua beleza e sensualidade, ela conquista a todos, especialmente Nacib, o proprietário do bar mais popular da cidade. Gabriela vai trabalhar para Nacib e os dois iniciam um relacionamento que fica tão intenso que eles acabam por se casar. Porém, tudo muda quando Gabriela o trai com o maior conquistador da cidade.

Paralelamente, um "coronel" vai ser julgado por ter matado sua mulher com o amante. Os outros "coronéis" acham que ele tem de ser inocentado, pois houve um forte motivo para o crime, mas os tempos mudaram e determinados conceitos do passado acabam por cair.

Elenco:

Sônia Braga .... Gabriela da Silva

Marcello Mastroianni .... Nacib al Saad

Antônio Cantafora .... Tonico Bastos

Paulo Goulart .... João Fulgêncio

Ricardo Petraglia .... Josué

Lutero Luís .... Manuel das Onças

Tânia Boscoli .... Glória

Nicole Puzzi .... Malvina

Flávio Galvão .... Mundinho Falcão

Jofre Soares .... Ramiro Bastos

Maurício do Valle .... Amâncio Leal

Nildo Parente .... Maurício Caires

Ivan Mesquita .... Melk Tavares

Luís Linhares .... Jesuíno Mendonça

Emile Edde .... poeta Argileu

Antônio Pedro .... doutor

Nélson Xavier .... capitão

Nuno Leal Maia .... Rômulo

Cláudia Jimenez .... dona Olga

Chico Diaz .... Chico Moleza

Miriam Pires .... mãe de Malvina

Dirigido por Bruno Barreto

 Matilde Mastrangi in As Intimidades de Analu e Fernanda Matilde Mastrangi in As Intimidades de Analu e Fernanda Matilde Mastrangi in As Intimidades de Analu e FernandaHelena Ramos in As Intimidades de Analu e Fernanda Helena Ramos in As Intimidades de Analu e Fernanda Helena Ramos in As Intimidades de Analu e Fernanda Helena Ramos in As Intimidades de Analu e FernandaHelena Ramos in As Intimidades de Analu e Fernanda Helena Ramos in As Intimidades de Analu e Fernanda Helena Ramos in As Intimidades de Analu e Fernanda Helena Ramos in As Intimidades de Analu e FernandaHelena Ramos in As Intimidades de Analu e Fernanda Helena Ramos in As Intimidades de Analu e Fernanda Helena Ramos in As Intimidades de Analu e Fernanda Helena Ramos in As Intimidades de Analu e FernandaMaristela Moreno in As Intimidades de Analu e FernandaMaristela Moreno in As Intimidades de Analu e FernandaMaristela Moreno in As Intimidades de Analu e FernandaMaristela Moreno in As Intimidades de Analu e FernandaMaristela Moreno in As Intimidades de Analu e FernandaMaristela Moreno in As Intimidades de Analu e Fernanda

As intimidades de Analu e Fernanda (1980) / Depositfiles / Minhateca

Sentindo-se abandonada e usada por Gilberto, seu marido, Analú devolve-lhe a aliança, rompendo a relação. Resolve, então, ir de carro refugiar-se em Ubatuba. Num bar da estrada, conhece Fernanda que lhe oferece sua casa, já que não há vagas nos hotéis da cidade. Daí nasce uma relação amorosa entre as duas.

ELENCO
Ênio Gonçalves
Edson Rabello
Felipe Donavan
Helena Ramos
Matilde Mastrangi
Maurício do Valle
Márcia Maria
Tide Rivera

Direção: José Miziara


Os sete gatinhos (1980) / Minhateca

A velha tentativa de se desmerecer o legado autoral de Nelson Rodrigues como mero subproduto de pornografia sensacionalista, tem o mesmo resultado da insistente citação do nome de Ingmar Bergman a cada vez em que se fala do cinema de Walter Hugo Khouri. Nada acrescenta, ou melhor, torna a compreensão do que já é difícil, ainda mais nebulosa.

Óbvio que nos dois casos a maldade dialética é evidente: com o rótulo de “imitador” de Bergman, abre-se espaço para difamar a obra de um ourives como Khouri. No papel de simples pornógrafo, Nelson também pode ser chutado para escanteio, possibilitando à burritzia fazer com ele tudo aquilo que se deseja fazer com assuntos que metem medo: ignorar, esconder, tornar invisível.

Khouri pode ter influências de Bergman, assim como Nelson utilizava o escândalo sexual como recurso dramático importante. No entanto, substituir o todo pelo detalhe é ignorância, tolice, fraude – estrutura de pensamento que no Brasil, infelizmente, mesmo aqueles que se dizem “esclarecidos” adoram abraçar ou simplesmente repetir por medo da formulação de uma alternativa original de questionamento.

Faço toda esta introdução para chegar em “Os Sete Gatinhos” (1980), filme de Neville de Almeida baseado na peça escrita por Nelson em 1958. Em “Os Sete Gatinhos” o já calejado Nelson, embriagado pelo fuzilamento que recebia dos seus pares, usa os recursos mais simples que conhecia para produzir um texto entremeado de simbolismos. O resultado deixa transparecer a grande questão da genialidade rodrigueana: a fronteira onde começa a arte e termina o simples desfile de existências torpes.

O filme de Neville é interessante por captar e animar exatamente o que Nelson pensa de seu próprio paradigma. O roteiro co-escrito por Nelson ajuda, mas o elenco fascinante e a direção segura amplificam o esforço. Toda a atmosfera do filme parece remeter exatamente àquilo o que a peça diz. O quadro da família Noronha, mesquinha e socada no massacrante e onírico subúrbio carioca, não poderia ser diferente do que foi composto e filmado.

Noronha (Lima Duarte), é um contínuo de repartição, pai de cinco filhas: Silene (Cristina Aché), Aurora (Ana Maria Magalhães), Arlete (Regina Casé), Hilda (Sura Berditchevsky) e Débora (Sônia Dias). Quatro delas se prostituem – ou melhor, não chegam a ser profissionais gabaritadas, mas prestam favores sexuais esporádicos a homens em troca de dinheiro. Tudo o que ganham entregam à mãe, que sonha com um casamento virginal para a filha caçula, Silene, estudante em um colégio interno.

Este equilíbrio patológico vai sendo quebrado aos poucos, dentro da estrutura comum aos textos de Nelson. Inicialmente apresentando um recorte social que parece perfeito, desenvolve a narrativa retratando sua dissolução. A mãe, apelidada de “Gorda” pelo marido – em alguns lugares do Brasil o tratamento é carinhoso; no Rio, ofensivo e humilhante –, tem um impulso sexual fora do comum. Como o marido não a procura, masturba-se e pinta desenhos obscenos no banheiro.

Paralela à questão da Gorda, surge o personagem do cafetão Bibelô (Antônio Fagundes), que engravida Silene e tem um caso com Aurora. Bibelô usa a desculpa canalha tão familiar a mitologia rodrigueana, mentindo sobre uma esposa à beira da morte, repleta de chagas pelo corpo, banhada pelo marido que, em tamanho sacrifício, esquece-se do monte de pele e ossos em que a coitada se transformou. O resultado desta balela provoca um encantamento ainda maior na tonta Aurora, que aguarda a viuvez do cafa para ser a nova esposa.

Cada parte da trama vai se encaixando até o assassinato de Noronha pelas filhas – sideradas como bacantes, entulhando o cadáver sobre a mesa de jantar. Assim, basta dizer que antes do caso com Bibelô, Silene fora violada pelo pai. Um dia matara a pauladas, no pátio do colégio, uma gata que depois de morta deu à luz sete gatinhos. O entojo com o bichinho, ela explica, talvez tenha surgido do fato de estar grávida, não desejar um aborto e idolatrar o peito cabeludo e suarento de Bibelô.

Dias antes, Noronha teve um presságio. Sonhou com o “homem que chorava por um olho só”, responsável pela dissolução do seu lar. Esquecera-se, no entanto, de gritar em voz alta que o vilão era ele mesmo. Rufião de todas as garotas, oferece-as a Saul (Sady Fraga) e Dr. Bordalo (Cláudio Correa e Castro) – este, suicida-se ao concretizar com Silene o desejo incestuoso de amar a própria filha.

Abre-se aqui um parênteses, pois apesar de ser quase um anti-freudiano, em “Os Sete Gatinhos” Nelson trabalha o tempo todo com temáticas psicanalíticas. O assassinato da gata, em resposta ao trauma invejoso de Silene – se a ela não é permitido ter filhos, ao animal também não deve ser – parece uma vinheta clínica retirada de um texto de Melanie Klein. O próprio movimento “atrair-possuir-destruir”, tão estudado em relações interpessoais de inveja, ocorre ipsi literis entre Silene e a gata.

Há outra grande questão psicanalítica a ser percebida, dessa vez refletida em todo o universo autoral de Nelson: a exagerada perversidade masculina, no fundo, é o mais legítimo recalque, concluindo-se que no jogo rodrigueano, o homem é quase sempre um náufrago invejoso do feminino e seus desdobramentos.

Voltando a detalhes mais amenos, em “A Dama do Lotação” – também dirigido por Neville D’Almeida – a lendária banda “A Cor do Som” pontuava a narrativa com uma música incidental, criada a partir da trilha sonora de Caetano Veloso. “Os Sete Gatinhos” tem a felicidade de trazer o conjunto novamente, desta vez recriando as composições de Erasmo Carlos.

Num volume agudíssimo, as guitarras distorcidas produzem um estranhamento que se assemelha a miados de gatos, tocadas quando a fúria na família de Silene aumenta. Além disso, prestem atenção a outro trecho. O arranjo para a canção “Pecado Original” – retirada de “A Dama do Lotação” – é ouvido enquanto Silene conta a Aurora sobre o namorado.

Por tudo e contra tudo, “Os Sete Gatinhos” afirma-se como um filme prazeroso, daqueles que se fazem com a observação atenta do enredo que se quer descortinar. Sady Cabral, veterano ator e compositor, chegava ao estúdio e adquiria um porre de vida que medicamento algum ainda conseguiu inocular. Thelma Reston, Regina Casé e Maurício do Valle garantem o ritmo da chanchada libertina, mas num plano maior temos Lima Duarte.Desfigurado, anormal, Noronha comanda as atividades como um pêndulo que tende sempre ao erro, à flagelação. Não espanta que sua morte leve a um recomeço, a um orgasmo final que alivia sadicamente aos espectadores, antes dos letreiros subirem. No clima da festa macabra, vamos nos despedindo de um por um, sabendo que a algazarra não esconde, mas adoça a tortura emocional.

Direção: Neville de Almeida

ELENCO
Antônio Fagundes - Bibelô
Ana Maria Magalhães - Aurora
Lima Duarte - Noronha
Telma Reston - Gorda
Ary Fontoura - Dr. Portela
Cláudio Corrêa e Castro - Dr. Bordalo
Sura Berditchevsky - Hilda
Sonia Dias - Débora
Sadi Cabral - Saul
Regina Casé - Arlete
Cristina Aché - Silene


UM COPO DE CÓLERA (1999) / Minhateca 

LIVRO

Em "Um Copo de Cólera", filme de Aluizio Abranches, Julia Lemmertz e Alexandre Borges protagonizam a mais quente sequência de sexo do cinema brasileiro recente.
Diante dos rumores de que os dois atores, que eram casados na vida real, teriam "vivido de fato" o ato sexual diante das câmeras, eles esclarecem: é tudo mentira.
Antes da filmagem, houve um intenso trabalho de preparação corporal, conduzido pela coreógrafa Angel Vianna, e as cenas foram ensaiadas exaustivamente.
"Havia uma equação a ser cumprida. Não se tratava de Julia e Alexandre, mas dos personagens do filme", disse Julia Lemmertz, afastando qualquer semelhança entre seu trabalho e as cenas de "sexo real" de um filme como "O Império dos Sentidos".
"Um Copo de Cólera", estréia de Abranches no longa-metragem, é uma adaptação da novela homônima de Raduan Nassar, de 1978, que narra 24 horas de amor e ódio na vida de um casal de amantes.
Julia e Alexandre entregaram-se de tal maneira ao filme que se tornaram seus produtores associados, chegando a colocar algum dinheiro na sua realização.
"O produto final do filme somos nós dois", disse Julia. "Foi o Aluizio Abranches que dirigiu, o Flávio Tambelini que produziu, mas somos nós que estamos ali para sempre, impressos na película. O fato de sermos produtores associados é mais uma assinatura."
Para Alexandre Borges, o maior desafio da transposição do romance de Raduan Nassar para o cinema foi traduzir de modo físico "a emoção desenfreada que está no texto". "É difícil adequar um estado físico de ebulição à riqueza e à precisão das palavras do livro."
Os dois atores também procuram diminuir a importância, para seu trabalho, do fato de terem sido casados. "Nossa cumplicidade maior é como atores que se respeitam e se estimulam, o que independe do fato de sermos casados", define Borges.
O curioso é que, apesar do tom moralmente ousado de "Um Copo de Cólera", as relações familiares predominaram no set.
Além do casal protagonista, atuaram em papéis menores o pai de Julia Lemmertz, Linneu Dias (como o caseiro Antonio), e a filha da atriz, Luiza (uma das crianças que aparecem no flashback evocado pelo protagonista).
O pai de Alexandre Borges, o diretor teatral Tanah Correa, além de aparecer numa ponta (também no flashback), fez a preparação de voz dos atores. E um sobrinho de Borges, Lucas Piacentini, encarna seu personagem quando menino.

Sobre o fato de sua personagem apresentar, em "Um Copo de Cólera", uma dicção mais naturalista do que a de seu parceiro, Julia Lemmertz explica: "Ao contrário dele, ela não se isolou. Ela está na roda, dialogando com o mundo. No próprio livro ela tem uma forma mais sarcástica e corriqueira de falar. Do lado dele tem uma coisa mais épica, em bloco".

Dirigido por Aluizio Abranches

ELENCO:

Júlia Lemmertz

Alexandre Borges

Ruth de Souza

Linneu Dias

Marieta Severo

Carla Camurati in Estrela Nua Carla Camurati in Estrela Nua Carla Camurati in Estrela Nua Carla Camurati in Estrela Nua

ESTRELA NUA (1984) / Minhateca

A morte era obsessão para Nelson Rodrigues. Suburbano universal, criado no então longínqüo bairro de Aldeia Campista, no Rio, Nelson aproximava-se da morte com a curiosidade dos tempos de menino, quando assistia de calças curtas a velórios “sicilianos”, em que as viúvas agarravam-se aos caixões.

Nelson partiu aos 68 anos, em 21 de dezembro de 1980. Enquanto celebravam-se ainda os vinte e cinco anos de seu desaparecimento, no dia 22 do mesmo mês de 2005, há exatamente uma semana atrás, falecia prematuramente o diretor José Antônio Garcia, aos 50 anos de idade.

Além de “O Corpo” (1991), filme que sempre surge à tona quando se toca na produção cinematográfica de José Antônio, a trilogia formada por “O Olho Mágico do Amor” (1981), “Onda Nova” (1983) e “Estrela Nua” (1984) é particularmente saborosa. São obras da mais plena juventude e todas elas co-dirigidas em parceria com o amigo Ícaro Martins.

O roteiro de Garcia “Estrela Nua” traz também uma ponte interessante para o imaginário de Nelson Rodrigues – aspecto nem sempre diagnosticado por parte da crítica –, em um elo de ligação que reflete o entendimento artístico entre os dois.

Glória, dubladora escolhida para substituir Ângela (Cristina Aché) – estrela de cinema, vítima de um acidente de carro –, incorpora fantasmagoricamente a personagem vivida pela atriz. Incestuosa, a personagem de Ângela era adepta de um romance doentio com o pai, levado às últimas consequências com todas as fantasias do gênero.

“O Casamento” – livro célebre de Nelson, espécie de “Ritual dos Sádicos” da literatura nacional, em função dos problemas com a censura – tinha uma mesma personagem central chamada Glória, filha do Dr. Sabino, que sublimava o amor carnal pelo pai através de gestos e atenções. José Antonio e Ícaro colocam o pé no acelerador e em diálogos explícitos ou subentendidos, usam da mitologia rodrigueana combinada com a tendência de subversão da linguagem fílmica.

Mas este é apenas um dos fragmentos que encantam o espectador de “Estrela Nua”. São muitas as informações jogadas pela dupla e que vão se acumulando. Clarice Lispector – lida por Glória e recuperada na narrativa –; cigarros Hollywood – nem tanto pelo merchandising, mas pela lembrança do cinemão americano –; o poster de “Quelé do Pajeú” – filme maldito de Anselmo Duarte –; as músicas dos Mutantes – quando pairava sobre o grupo um certo ostracismo, nos anos oitenta –; Jean-Luc Godard de “Uma Mulher é Uma Mulher” – no apelo bastante feminino do filme.

Assim, a manipulação das regras do cinema – traço marcante em outro colega de “geração” da dupla, Guilherme de Almeida Prado – é um mote utilizado diversas vezes. Quando acaba a projeção, percebemos que na verdade assistimos a três filmes embalados em um único: o “Estrela Nua” de Garcia e Martins; o outro, dublado por Glória; e o terceiro, sonhado por Glória e Ângela, quando então percebemos que são amantes.

Outra característica da trilogia Garcia-Martins está nos personagens homossexuais – lésbicas e gays –, com anon-chalance de quem não via neles qualquer tabu que desmerecesse sua apresentação ao público brasileiro. Moralistas e conservadores devem ficar até hoje com os pêlos em pé ao acompanharem as andanças de Glória e Ângela, do casal Tamara (Vera Zimmerman) e Renée (Selma Egrei), além de Serginho (Patricio Bisso, na voz de Sérgio Mamberti), freqüentador de sauna gay.

Há também uma trupe de profissionais repetida nos filmes, o que os torna afetivamente próximos dos projetos que os diretores criavam. Camurati e Moreyra aparecem nos três, Bisso e Zimmerman em “Estrela Nua” e “Onda Nova”, Arrigo Barnabé – músico e ator em “O Olhar” e “Estrela Nua”. José Antônio e Ícaro surgem em aparições-relâmpago.

A capacidade de superação da dupla sofreria com a política czarista dos anos Collor. Separados, cada qual tocaria suas atividades, ampliando mesmo a atuação, dividida entre o cinema e o teatro. José Antônio dirigiu em 2005 a peça “A Pecadora Querimada e os Anjos Harmoniosos”, baseada uma vez mais nos escritos de Clarice Lispector – como havia sido “O Corpo” e as citações de “Estrela Nua”.

Para relembrá-lo, vale assistir seus divertidíssimos filmes, repletos de um humor sacana e gaiato que não existe mais. E acima de tudo, pensar na arte como o gigante que engole o mundo, e que despreza a barreira misteriosa da morte, eternizando a vida.

Direção: José Antônio Garcia e Ícaro Martins

ELENCO
Carla Camurati (Glória)
Cristina Aché (Angela)
Ricardo Petraglia (Ismael)
Jardel Mello (Jardel)
Cida Moreyra (Cida)
Selma Egrei (Renée)
Patrício Bisso
Vera Zimmermann (Tamara)
Alfredo Damiano
Ariel Mosche
Marcelo Tass
Mathias Pólen
Pedro Limaverde
Rubens Pignatari
Alexandre Oliveira

engraçadinha-filme

ENGRAÇADINHA (1983) / Minhateca / Depositfiles

Dirigido por Haroldo Marinho Barbosa

Elenco:

Lucélia Santos
Nina de Pádua
Luís Fernando Guimarães
José Lewgoy
Wilson Grey
Daniel Dantas
Carlos Gregório
Cláudio Corrêa e Castro
Nelson Dantas

Um homem conceituado comete suicídio. Após o velório, Arnaldo (José Lewgoy), é questionado sobre o motivo da tragédia. Suspeitava-se que o morto era amante da filha, Engraçadinha (Lucélia Santos), mas um padre descobre que ela tinha se apaixonado por Sílvio (Luís Fernando Guimarães), seu meio-irmão, pensando que era primo — um segredo de família que é desvendado com o toque trágico de Nélson Rodrigues.

Mii Saki in O Império do Desejo Mii Saki in O Império do DesejoTeca Klauss in O Império do DesejoTeca Klauss in O Império do DesejoTeca Klauss in O Império do DesejoTeca Klauss in O Império do DesejoTeca Klauss in O Império do Desejo  

O IMPÉRIO DO DESEJO (1981) / Minhateca

Dirigido por: Carlos Reichenbach

Elenco: Roberto Miranda, Benjamin Cattan, Márcia Fraga, Meiry Vieira, Orlando Parolini, Jose Luiz França, Nádia Destro, Misaki Tanaka, Dino Arino, Genésio Carvalho, Maria de Fátima, Felipe Donavan

Sandra (Meiry Vieira), viúva de um milionário devasso, viaja ao litoral para recuperar sua casa de praia tomada por grileiros. No caminho, ela conhece um casal de hippies contemporâneos (Roberto Miranda e Márcia Fraga) e chama-os para serem caseiros da propriedade que, com auxílio de Dr. Carvalho (Benjamin Cattan), acabara de retomar. O lugar é tomado por libertinagens envolvendo o casal, a viúva, e um leque de passantes insólitos, incluindo duas turistas, o namorado de Sandra, e o Dr. Carvalho, que se apaixona perdidamente pelo casal do amor livre.  Como contraponto, Di Branco, excêntrico anjo vingador interpretado pelo poeta Orlando Parolini, devora e liquida tudo que encontra pela frente.

 

EU (1987) / MEGA SENHA: cinebra

Walter Hugo Khouri em meados dos anos 80, em Dolby Stereo, sem uma peça-chave da equipe dos 70 (sai Rogério Duprat da direção musical, entra Júlio Medaglia) e a continuação da temática de Marcelo (Tarcísio Meira), desta vez focada no relacionamento pai/filha.

“Introduzindo Monique Evans” e um marketing agressivo na figura de Tarcísio – sucesso na época, galã da novela “Roda de Fogo” –, “Eu” (1986) deixa a desejar no sentido da densidade do personagem-chave (Marcelo), visto aqui como um maratonista sexual sem o mesmo esmero ou os subterfúgios de um “Eros, O Deus do Amor” (1981) ou de um “O Último Êxtase” (1973), para citarmos dois exemplos clássicos.

Aliás, ainda sobre “O Último Êxtase” vale a pena citá-lo até para se corrigir o erro comum de se classificar “Eu” como primeiro e único filme de Khouri rodado quase todo em externas. Ocorre que as externas são apenas mais “alegres”, ou menos pessimistas, do que as de “O Último Êxtase” – 13 anos mais velho –, que possui a mesma integração crucial com o cenário.

Em “Eu”, Marcelo deixa a garçonnière em São Paulo, herdada do pai – e que pode ser a mesma de “Eros”, já que em ambos os filmes o personagem regula a mesma idade – para passar o réveillon na casa de praia, acompanhado das gazelas Renata (Monique Lafond) e Liana (Nicole Puzzi). Duas scorts que circulam pelas rodas de senhores mais velhos, como o próprio Marcelo e Jeremias (Walter Forster, que também apareceu ao lado de Tarcísio em “Amor Estranho Amor”).

Para o azar de Marcelo, quando menos se espera aparecem a filha, Berenice (Bia Seidl), e a amiga da filha (Cristiane Torloni), separando-se os dois núcleos femininos que passam a competir entre si: Renata e Liana, vistas como forasteiras, alvo de vergonha particular; Berenice e Beatriz, encarnações da família respeitável, que inclui ainda a criadagem da mansão, que o acompanha há séculos.

As posturas opostas desses dois núcleos vão articulando a tensão que desagüará no final. Berenice fingindo naturalidade com as conquistas do pai; Renata defendendo seu métier e dominando Liana; Beatriz virando caça aos olhos de um Marcelo que avança sobre o território da filha – já que Beatriz e Berenice parecem ter uma amizade pra lá de carinhosa.

Cinqüentão, procurando engolir o feminino – closes das nucas das personagens são simbólicos neste sentido –, o empresário trafega naquela fase da vida que vai do crepúsculo da maturidade ao medo da morte. Tentando cobrir esse gap com hiper-atividade sexual, “Eu” revela sobretudo o desejo carnal por Berenice, encarada como uma promessa de amor duradouro, feliz.

Correndo por fora, como uma fuga para a impossibilidade desse desejo, está Liana, que procura um substituto para o pai morto. Lembrando uma das melhores fixações de Khouri, em alto estilo, o diretor-roteirista coloca-a falando sobre os preparativos do enterro – “eu que tive que lavar e limpar meu pai” – enquanto Marcelo tenta atinar o sentido da confissão – “por que ela está me contando isso?” –, antes de sonhar que a penetra como um simulacro da filha.

Por outro lado, também existe em “Eu” – a começar pelo título – outra frente de batalha do roteiro: a busca pelo individualismo profundo, que passa longe da superficialidade de pensar em Marcelo como um “egoísta” bobo, “que só pensa em si mesmo”.

O fato é que o estado de entranhamento do personagem vem do conflito central de precisar escolher entre ser um pai bom ou o conquistador que agarra todas que vê pela frente. “O que que eu vim fazer aqui?” se pergunta, abraçado a Renata e Liana.

E num desespero que não vai embora, que se aproxima da velhice e do ceticismo diante de tudo, surge o individualismo como escolha consciente, criteriosa: “Eu só acredito em pessoas, em gente que faz as coisas. Indivíduos. O mundo se tornou um horror [...].” Completando a seguir, com o sorriso canastra: “mas não é culpa minha”, como se quisesse dizer “ as coisas são assim, mas carpe diem!”, investindo novamente sobre a interlocutora (Beatriz), num ciclo interminável.

A chegada felliniana de Diana (Monique Evans) – em um helicóptero – degringola a situação após um faniquito da garota, que leva consigo Renata e Liana. Beatriz – que há pouco encarnava uma espécie de Geneviève Graad, olhando pensativa para um navio semelhante ao de “Palácio dos Anjos” (1970) – sai no mesmo dia, para rever o ex-namorado. Sozinhos os dois, Berenice e Marcelo concretizam o improvável. Mais adiante, deixa-se implícita a separação – a voracidade vence qualquer promessa de estabilidade.

Antonio Meliande assina a direção de fotografia, “Rupert” Khouri na câmera e Aníbal Massaini na produção executiva deste 22º. filme do diretor. Um pouco aquém do esperado, um pouco além das expectativas do público à cata de mulheres e delírios maliciosos. “Eu” pode não atingir a ascese propriamente dita, mas destaca-se como o capítulo de algo muito maior, conseguido antes e depois, em mais de uma dezena de filmes.

Direção: Valter Hugo Khoury

ELENCO
• Tarcísio Meira .... Marcelo
• Christiane Torloni .... Beatriz
• Bia Seidl .... Berenice
• Nicole Puzzi .... Lila
• Monique Lafond .... Renata
• Monique Evans .... Diana
• Sônia Clara .... Ada
• Walter Forster .... Jeremias
• Luciana Clark .... Ana
• Moacyr Deriquém .... Giovanni
• Analy Alvarez .... Clara

 

Excitação

EXCITAÇÃO (1977) / Minhateca

Dirigido por: Jean Garrett

ELENCO:

Betty Saady

Flávio Galvão Renato

João Paulo Ramalho

Kate Hansen Helena

Liana Duval

Zilda Mayo

Sabe-se que Jean Garrett tinha por hábito começar a polir os filmes desde os primeiros insights do argumento. Com base nessa linha-mestra, nesse esqueleto do que pretendia ver na tela, combinava então alguém para escrever o roteiro propriamente dito. A estratégia fusionou Garrett a tal ponto com sua obra que é preciso cuidado para não se colocar todos os trunfos – ou todos os erros – a favor do roteirista esquecendo-se do diretor, e vice-versa.

Assim foi o caso deste “Excitação” (1976), argumento e roteiro de Jean e Ody Fraga. Quarto filme do menino prodígio, logo em seguida de “Possuídas pelo Pecado” (1976) e imediatamente anterior ao factóide “Noite em Chamas” (1976). “Excitação” parte do pressuposto de se fazer cinema de “suspense”, permeado por cenas picantes que bancassem a bilheteria, além de aproveitar a fíbia tese de racionalismo versus “o grande além”.

O mundo dos espíritos se materializaria de sobra na cultura pop dos futuros anos 80, aproveitando, por sinal, o mesmo achado de “Excitação”: o poltergeist. Ectoplasmas que aterrorizam, olhos revirados, gritos, sustos e, no caso do exemplar nacional, eletrodomésticos que avançam na direção da mocinha ex-interna de sanatório, Helena (Kate Hansen).

Casada com o frio-calculista-cerebral-empresário responsável por triplicar a fortuna deixada pelo falecido pai, Helena tem em Renato (Flávio Galvão) o mal intencionado clássico. O tipo de homem com quem se divide os paninhos, sem saber que por trás existe um mundo de intrigas que a leva até ali.

Ao invés de um cemitério indígena – lenda urbana que costuma explicar tragédias das grossas –, a mansão para a qual se mudam foi palco de um suicídio que amaldiçoou o lugar. Paulo, ex-marido de Arlete (Betty Saddy), atual vizinha, se enforcou em um dos cômodos – impactante cena inicial, em que se nota a dobradinha entre Garrett e o fotógrafo, Carlos Reichenbach.

O set lembra o de “Karina, Objeto do Prazer” (1981) ou de “Mulher, Mulher” (1979). À beira-mar, o oceano grunhindo do lado de fora, a solidão para ser de um extremo que ajudasse a deteriorar cada vez mais a condição de Helena. Como a casa de “O Anjo da Noite” (1974), obra-prima de Walter Hugo Khouri – marco no cinema de horror brasileiro.

Em “Excitação”, porém, o choque entre sentidos exacerbados – excitados, dementes, de Helena – e cientificidade – rigor lógico, hipocondria, busca de controle, por parte de Renato – não alcança resultados de peso, deixando na superfície as patologias que em outros filmes de Garrett teriam caráter bem mais substancial. “A Mulher Que Inventou o Amor” (1979) é o exemplo fulminante, neste sentido.

Com os olhos fixos nos computadores pré-históricos da marca Burroughs – sim, da mesma família do escritor Sir William Burroughs –, Renato toma pílulas entre goles d´água, e à noite, ao chegar triunfante para a esposa, solta pérolas sobre construir uma das maiores “organizações de computadores [sic] da América Latina”.

O fetiche da modernidade também se instala em meio à decoração high-tech, mas se dilui de modo interessante na estratégia de chamar benzedeiros – da “Tenda Espírita Mãe das Águas” – para limpar os caminhos do local. Na casa ao lado, a prima de Arlete, Lu (Zilda Mayo) dança um roquenrou, em outro contraponto óbvio ao clima de misticismo.

A montagem por vezes incomoda, didática, esquemática; sonoplastia, idem. O clima de bossa nova, por exemplo, entre Renato e Lu – porque a praia e o instante pediam algo supostamente solar – quebra a fluidez em uma película na qual a tensão deveria ser o nó central.

Kate Hansen parece ter entendido a senha para sua personagem ensandecida, levada à loucura pelo marido e pela vizinha – que mantinham um caso desde antes da morte de Paulo. A atriz tenta o pulo do gato de uma grande performance, algo que chega a arranhar por nanossegundos na sua reaparição ocre, transfigurada, ao final.

“Excitação” não concretiza o apuro que poderia ter tido; somente abre uma passagem para o melhor na obra do diretor. Imerso no ceticismo e na voragem feminina, Jean Garrett alcançaria o lirismo em outros marcos – além do citado “A Mulher...”, confira-se “Tchau, Amor” (1982). Estes são os pontos que se interligam e deixam o testemunho de algo autoral, ainda que não compreendido plenamente por todas as hordas da intelligentsia.