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Filmes brasileiros da década de 60
Filmes brasileiros da década de 60

 

 

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ESTA NOITE ENCARNAREI NO TEU CADÁVER (1967)

MINHATECA

Direção: José Mojica Marins / Elenco: José Mojica Marins, Tina Wholers, Nadia Freitas, Antonio Fracari, José Lobo

Depois de se recuperar dos acontecimentos do filme anterior e ser inocentado pela Justiça, Josefel Zanatas ou "Zé do Caixão" tenta encontrar, num povoado onde é agente funerário, a donzela que lhe dará o filho perfeito, convencido de que a única forma de imortalidade é a do sangue e não a do espírito. Com a ajuda do fiel criado Bruno, rapta seis moças do lugarejo, e, enquanto a políciaas procura e o clero tenta apaziguar o povo enfurecido, ele faz o teste do medo: só uma donzela. Márcia, não se aterroriza ante o ataque de tarântulas no meio da noite. Será esta a escolhida? As outras serão entregues à volúpia do criado hediondo de Zé, ou colocadas num poço cheio de cascavéis. Uma das vítimas, Jandira, jura antes de morrer que reencarnará no cadáver do sádico. Este põe sua favorita em liberdade e sai em busca de outra donzela. Atrai a seu antro de horrores Laura, filha do Coronel, recém-chegada, e a mantém sob domínio místico. Com ela terá o seu filho. Durante a noite, Zé tem um pesadelo (cenas coloridas): a Morte leva-o a um cemitério, onde cadáveres saem das tumbas e o puxam para o Inferno. Corredores de gelo, onde homens e mulheres ensanguentados são permanentemente torturados por carrascos do rei das trevas, de quem Zé do Caixão identifica sua própria fisionomia. As suas vítimas aparecem, ameaçadoramente, e Zé acorda. Sua mulher não suportará o parto e sucumbe. Sua esperança de perpetuar seu ser se desvanece, e Zé do Caixão profere blasfêmias contra os homens e suas divindades, no momento em que o povo, revoltado, sai em seu encalço. Depois de escapar de um atentado, Zé penetra num pântano e morre diante dos perseguidores e das autoridades, quando os esqueletos de suas vítimas boiam à superfície. Estava cumprido o juramento da donzela que ele sacrificara. 

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À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964) / Minhateca / Depositfiles

Direção: José Mojica Marins

ELENCO
José Mojica Marins ... Zé do Caixão
Magda Mei ... Terezinha
Nivaldo Lima ... Antônio
Valéria Vasquez ... Lenita 
Ilídio Martins Simões ... Dr. Rodolfo 
Arildo Iruam 
Genésio de Carvalho 
Vânia Rangel 
Graveto

O sádico e cruel coveiro Zé do Caixão (José Mojica Marins) pretende gerar um filho perfeito para dar continuidade ao seu sangue. Mas sua mulher não consegue engravidar e ele acaba violentando a mulher do seu melhor amigo. A moça violentada pelo coveiro quer se suicidar, para regressar do mundo dos mortos e levar a alma de Zé do Caixão.

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Bonitinha, Mas Ordinária (1963) / MINHATECA

Direção: J. P. Carvalho

ELENCO
Jece Valadão;
Odete Lara;
Lia Rossi;
Marlene Blanco;
André Villon;
Ambrósio Fregolente;
Monah Delacy;
Roberto Bataglin;
Ida Gomes;
Milton Carneiro
Ângela Bonati;
Maria Gladys.

O filme conta a história de Maria Cecília, uma moça rica que fica obcecada ao ler um jornal a notícia de um curra sofrida por uma empregadinha. Pede ao seu cunhado que a faça ser vítima de idêntico ato. Quando a família da moça toma conhecimento dos fatos, procura, desesperadamente, arranjar-lhe um casamento. O pai oferece dinheiro a Edgar, um de seus empregados, jovem e humilde, para que ele case com a sua filha. E o que fará Edgar, apaixonado por Ritinha, mas seduzido pela proposta financeira recebida?

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El Justicero (1967) / Minhateca

As aventuras de um playboy de Copacabana, conhecido como "El Justicero", por defender fracos e oprimidos, o jovem é também um boa vida e conquistador, filho de general, que usa e abusa do dinheiro e prestígio do pai. Acaba apaixonando-se por uma garota bem mais avançada, enquanto sua biografia está sendo filmada por um amigo jornalista.

Diretor: Nelson Pereira dos Santos

ELENCO
Arduíno Colassanti,
Adriana Prieto,
Márcia Rodrigues,
Emmanuel Cavalcanti,
Álvaro Aguiar.

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SELVA TRÁGICA (1964) / Minhateca

A história focaliza a exploração da erva-mate na selva brasileira no início do século. Dona da única concessão, a companhia responsável pela exploração, escraviza os trabalhadores que têm a dura tarefa de transportar nas costas cem, e às vezes duzentos quilos da erva. Revoltados com a situação muitos trabalhadores tentam a fuga, mas os que são capturados sofrem impiedosos castigos.
Realizado a partir da obra de Hernâni Donato.

Dirigido por Roberto Farias

ELENCO:

Aurélio Teixeira

Dinorah Brillanti

Eva Rodrigues

Eva Rodrigues

Jofre Soares Nitan

Mário Petráglia

Maurício do Valle Isaac

Reginaldo Faria Pablito

Rejane Medeiros Flora

Ruy Polanah 

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RIO, VERÃO & AMOR (1966) / MINHATECA

No verão carioca, os irmãos Paulo e Pedro vivem diversas aventuras envolvendo garotas e canções. Paulo é motorista do milionário empresário Guimarães e gosta de ir à praia com o conversível do patrão, se passando ele próprio por milionário. Ele é autor de sambas e disputa a bonita Gabriela com o músico Maurício, o "Rei Mau-Mau" do Iê-Iê-Iê. Maurício e Gabriela são filhos dos ricos Josué e Peixoto, que disputam a presidência da empresa, cargo que Guimarães quer deixar, abatido por uma viuvez. Enquanto isso Pedro, que é salva-vidas, quer ficar noivo de Magarida, uma moça que mora na pensão da Dona Augusta. Mas é atrapalhado por Monique, uma francesa suicida.

Direção: Watson Macedo  

ELENCO
Milton Rodríguez...Paulo
Elizabeth Gasper...Monique
Augusto Cesar Vanucci...Maurício
Anabela...Margarida
Walter Forster...Guimarães
Humberto Catalano...Josué
Kleber Drable...Peixoto
Suzy Arruda...Augusta
Celi Ribeiro...L0lita
Babete Castilho...Gabriela
Tony de Padua...Pedro
Pituca...Juca, o farmacêutico
Lilian Knapp
Uracy D'Oliveira
Maninha Castro

 

 

Setenta Vezes Sete - 1962

Uma prostituta relembra seu passado trágico na Patagônia argentina, onde foi disputada por dois homens.

Dirigido por: Leopoldo Torre Nilsson

Elenco:

  • Francisco Rabal Pascual / O ladrão de cavalos
  • Isabel Sarli Cora / Laura
  • Jardel Filho Pedro / O pastor
  • Alberto Barcel
  • Blanca Lagrotta A mãe
  • Hilda Suárez
  • Ignacio Finder O pai
  • Nelly Prono A dona
  • Sergio Mulet
  • Walter Santa Ana

 

A Madona de Cedro (1968) / Minhateca

Instigado por seu amigo Adriano, e pela necessitando de dinheiro para se casar com Marta, Delfino Montiel, um pacato e religioso morador de Congonhas do Campo, rouba uma imagem barroca da igreja local, para o colecionador Dr. Vilanova. Este descobre que a imagem é falsa, e vai ao encalço de Delfino, que, atormentado pela crise de consciência, aconselha-se com Marta e com o Padre Estevão.

Direção: Carlos Coimbra

ELENCO

Entre parênteses, estão citadas as atrizes
e os atores que viveram os personagens
na minissérie produzida pela Rede Globo:

Leila Diniz (Andréa Beltrão) - Marta 
Leonardo Vilar (Eduardo Moscovis) - Delfino
Anselmo Duarte (Humberto Martins) - Adriano Mourão
Ziembinski (Carlos Vereza) - Dr. Vilanova
Jofre Soares (Stênio Garcia) - Padre Estevão
Cleyde Yáconis (Andréa Richa) - Lola Boba
Sérgio Cardoso (Paulo José) - Sacristão Pedro
Leonor Navarro (Yara Cortes) - Dona Emerenciana
Américo Taricano (Roberto Bomtempo) - Alfredo

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A Navalha na Carne (1969) / Minhateca

O cafetão Vado entra de madrugada no quarto da prostituta Neusa Suely em busca de dinheiro. Para livrar-se das acusações e dos maus tratos de Vado, ela alega que um viciado em drogas, o homossexual Veludo, seu vizinho, a furtara. Os três passam a viver uma pequena tragédia ambientada no submundo.

Direção: Braz Chediak

ELENCO

Glauce Rocha
Jece Valadão
Emiliano Queiroz
Carlos Kroeber 

 

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ANUSKA, MANEQUIM E MULHER (1968)

A aspirante a modelo, Anuska, encontra no empresário Sábato uma forma de concretizar suas ambições. Mas, em pouco tempo, um jornalista entra em cena e conquista o coração da jovem. Na tentativa de subir na carreira, ela compromete seu romance com o homem que a apóia, além de levá-lo ao fracasso.

Dirigido por Francisco Ramalho Jr

ELENCO:

Francisco Cuoco.... Bernardo

Marília Branco... Anuska

Ivan Mesquita.... Sabato

Luís Sérgio Person.... Calfatti

Ruthinéa de Moraes.... prostituta

Jairo Arco e Flexa.... Eduardo

Bibi Vogel.... modelo

Ana Maria Nabuco.... atriz

Jean-Claude Bernardet.... jornalista

Armando Bógus.... amigo de Sabato

Antônio Carlos

José de Abreu.... homem no bote

Leilah Assumpção.... modelo

 

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O Quarto (1968)

Dirigido por: Rubem Biáfora

Elenco:

  • Amíris Veronese Laura
  • Gláucia Rothier Alice
  • Lélia Abramo
  • Pedro Paulo Hatheyer Bertoldo
  • Sérgio Hingst Martinho

Um homem comum, ex-funcionário público, solitário e solteirão, vive sem o controle das circunstâncias e sem consciência das pressões que o empurram para o desconhecido. Só sai do seu quarto de celibatário para encontros furtivos com prostitutas, frequência a cabarés íntimos ou uma eventual visita a sua irmã casada, que mora no subúrbio, e cuja vida burguesa o incomoda. Casualmente tem uma aventura com uma bela mulher do "café society" - aventura que toma equivocadamente como amor. Seu comportamento primário diante dela e de seus amigos apressam o final da aventura. E, deixando o emprego - atitude voluntária e impensada que tomou, ao se julgar seguro na vida - retorna o anti-herói erótico para a solidão terrível do seu quarto desconfortável.

 

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Juventude e Ternura (1968)

Diversão leve, uma saborosa viagem aos tempos quase ingênuos da Jovem Guarda. Veículo para Wanderléa interpretar grandes sucessos como Finalmente Encontrei Você, Foi Assim, Ternura, Te Amo e Prova de Fogo. Participação de Bobby de Carlo, outro astro jovem da época. Anselmo Duarte tem uma atuação beirando a canastrice, no melhor estilo “vilão-padrão”. Ênio Gonçalves vai bem como o par romântico da musa. Em rápida aparição, Amilton Fernandes, o Dr. Albertinho Limonta, da novela O Direito de Nascer, estrondoso sucesso da TV Tupi, de São Paulo. Em participação especial, Murilo Néri e Lilian Fernandes, como apresentadores do programa Rio Hit Parade, sucesso da TV Rio, do Rio de Janeiro. Com muita minissaia, dos bons tempos em que as pernas eram torneadas ao natural; cabelos alisados sem chapinhas e progressivas, e muito laquê!!! Vale à pena relembrar!

Direção: Aurélio Teixeira

ELENCO

Os acima citados e 
Jorge Dória (Jaime)
Carlos Koppa (Contrabandista)
Roberto Maia (Sandoval)
Paulo Padilha (Delegado)
Luiz Carlos Braga
Os Wandecos
Cyll Farney 

 o-despertar-da-besta

Ritual de Sádicos / O Despertar da Besta (1969)

Minhateca

Direção – José Mojica Marins

Elenco:

Os voluntários:

Mário Lima

Ozualdo Candeias

Andréa Bryan

Lurdes Vanucchi Ribas

Programa de televisão

Sérgio Hingst - Dr. Sérgio

José Mojica Marins (como a si mesmo)

Carlos Reichenbach

Jairo Ferreira

João Callegaro

Maurice Capovilla

Walter C. Portella

Programa "A Hora da Verdade" (trechos de video-tape)

Consuelo Leandro...ela mesma (dublada, não creditada)

Adoniram Barbosa...ele mesmo (não creditado)

Outros

Annik Malvil

Graveto - (adúltero)

Ítala Nandi

José Mojica Marins (como Zé do Caixão)

Roney Wanderney

Um psicanalista (o cineasta Maurice Capovila) discute com um grupo de intelectuais (vividos por outros cineastas como Ozualdo Candeias e Carlos Reichenbach)  a influência das drogas nas atitudes das pessoas, o que incitaria a perversão, ao sadismo, a violência e outras falhas de caráter no usuário. 

Para esta análise, o psicanalista injetou LSD em seis voluntários e usou a imagem de Zé do Caixão como estimulante para descobrir a influência da sugestão no comportamento dos voluntários. 

Boa parte do filme mostra cenas aleatórias de comportamento fora do normal, apresentando diversos tipos de perversão, porém o melhor do filme é a discussão entre os intelectuais e a parte final quando as cobaias humanas interagem com o personagem Zé do Caixão. 

 

Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1968) / Minhateca

Roberto Carlos é perseguido por quadrilha internacional, enquanto faz um filme.

Dirigido por Roberto Farias

Elenco:

  • Roberto Carlos
  • José Lewgoy
  • Reginaldo Farias
  • Rose Passini
  • David Cardoso
  • Jorge de Oliveira
  • Márcia Gonçalves
  • Jacques Jover
  • Ana Levy
  • Marisa Levy
  • Sérgio Malta
  • Federico Mendes
  • Jannik C. Pagh
  • Elizabeth Pereira
  • Grace L. Silva
  • Leopoldo Volks
  • Guiomar Yukawa 

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A Compadecida (1969)

Narra as aventuras de dois amigos inseparáveis: João Grilo e Chicó, empregados na casa do padeiro, que, por sua vez, é a representação da burguesia rica. Os dois amigos tentam convencer o sacristão, o padre e o bispo a aceitarem enterrar um cachorro no cemitério local, mas isso se mostra uma tarefa nada fácil. A astúcia dos dois acaba criando várias aventuras, confusões e situações engraçadas.

Dirigido por George Jonas

Elenco:

  • Regina Duarte .... Compadecida
  • Armando Bógus .... João Grilo
  • Antônio Fagundes .... Chicó
  • Felipe Carone .... Padre
  • Aguinaldo Batista .... Sacristão
  • Paulo Ribeiro .... Palhaço
  • Zéluiz Pinho .... Severino
  • Ary Toledo .... Cabra
  • Neide Monteiro .... Mulher do Padeiro
  • Jorge Cherques .... Bispo
  • Zózimo Bulbul .... Frade/Manuel (Jesus Cristo)
  • José Carlos Cavalcanti Borges .... Padeiro
  • Rubens Teixeira .... Major/Encourado (Diabo)
  • Paulo Barbosa

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Lá no Meu Sertão (1962)

Inspirado na biografia da dupla, o filme conta a história da vida de Tonico e Tinoco - popular dupla sertaneja do Brasil.

Direção: Eduardo Llorente

Elenco: Nhá Barbina, Enoque Batista, Yuri Caster, Chiquinho, Alberto de Castro, Iracema Drandrelo, Linda Fernandes, Maximira Figueiredo, Pedro Filizola, Rogério Jorge, Líria Marçal, Humberto Militello, Tito Neto, Zé Paloça, Wanderley Pires, Pirolito, José Rosa, Ingrid Thomas, Ingrid Thomas, Tinoco, Tonico, Nhô Zé

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Bom Mesmo É Carnaval (1962)

Dirigido por: J.B. Tanko

Elenco:

  • Adélia Iório filomena
  • Alberto Pérez dr. alberto
  • Almira Castilho
  • Anilza Leoni ivete
  • Antonio Galloti
  • Armando Rosas
  • Billy Davis
  • Darcy de Souza ofelia
  • Delfim Gomes
  • Duarte de Moraes
  • Elsa Martins nair
  • Estelita Bell exdoxia
  • Francisco Buscasio
  • Francisco Carlos
  • Francisco Siciliano
  • Francisco Veiga
  • Ivete Garrido julieta
  • Jackson do Pandeiro
  • Jaime Costa ambrosio
  • Joao Ribas
  • Joel de Almeida
  • Jose Messias
  • Nelly Martins ana maria
  • Olindo Camargo
  • Otoniel Serra
  • Paulo Copacabana
  • Paulo Rodrigues
  • Raul de Barros
  • Renato Restier salim
  • Tina Gonçalves
  • Tony Junior
  • Tutuca juca
  • Virgínia Lane
  • Zé Trindade coronel polidoro
  • Zezinho

Uma importante figura de uma pequena cidade do interior apadrinha a eleição de um 'amigo do peito' para a Prefeitura. Às vésperas da eleição, vítima de uma série de manobras de seus inimigos políticos e de sua própria índole carnavalesca, é obrigado a relegar seus princípios rígidos e pactuar com a evolução política da pequena cidade.

 

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Os Dois Ladrões (1960)

O filme conta as aventuras de Mão Leve, um ladrão sofisticado, e seu parceiro, o simplório Jonjoca. 
Tiram de quem tem para dar a quem não tem. Principalmente, quando o marido interessado é Roberto, 
irmão de Mão Leve, que quer estudar no exterior, mas não tem dinheiro para isso. 
Mão Leve fará de tudo para ajudá-lo. Mas, à sua maneira, sem que o irmão saiba. A saída, então é 
o grande golpe. Jonjoca tenta se passar pela milionária Made Gaby.

Direção: Carlos Manga

ELENCO

Oscarito
Cill Farney
Eva Todor
Ema Dávila
Irma Álvarez
Átila Iório 

 

 

Tempo de Violência - 1969

Antônio, um bancário em boa situação financeira, presencia um assassinato, a partir daí, ele e a mulher, Marta, passam a ser implacavelmente perseguidos. O homem morto era um jornalista que denunciava as atividades de uma grande quadrilha de contrabandistas de minérios.

Dirigido por Hugo Kusnet 

Elenco:

  • João Bennio
  • Tônia Carrero
  • Raul Cortez
  • Hugo Carvana
  • Antero de Oliveira
  • Glauce Rocha
  • Fernando José
  • Carlos Koppa
  • Mário Lago
  • Isabel Ribeiro
  • Rubens de Falco
  • Paulo Padilha
  • Maurício Barroso
  • Nildo Parente
  • Álvaro Aguiar
  • Carlos Imperial

 

São Paulo, Sociedade Anônima (1965) / Minhateca

A história acontece no momento da euforia desenvolvimentista provocada pela instalação de indústrias automobilísticas estrangeiras no Brasil, no final dos anos 50. Conta a história de Carlos, um jovem da classe média paulistana, que ingressa numa grande empresa. Logo depois, ele aceita um cargo numa fábrica de auto-peças, da qual torna-se gerente, e cujo patrão é sonegador de impostos e tem várias amantes. A certa altura, ele é um chefe de família que trabalha muito, ganha bem, mas vive insatisfeito. Sem um projeto de vida ou perspectivas para mudar a condição que rejeita, só lhe resta fugir.

Dirigido por Luís Sérgio Person

Elenco principal:

Walmor Chagas .... Carlos

Eva Wilma .... Luciana

Darlene Glória .... Ana

Ana Esmeralda .... Hilda

Otello Zeloni .... Arturo

Etty Fraser .... vizinha de Hilda

Sérgio Hingst 

 

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Sócio de alcova - 1961

Um engenheiro norte-americano empregado na construção de Brasília se depara com o misterioso desaparecimento de sua esposa ao retornar. O cadáver da mulher aparece no porta-malas de seu carro e ele acaba se tornando o principal suspeito do crime.

Um filme de George M. Cahan com Jean-Pierre Aumont, Tonia Carrero, Jardel Filho, Laura Suarez

 

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Vereda da Salvação - 1965

O filme acompanha produtores rurais pobres no Nordeste brasileiro que entram em um grupo messiânico, liderado por Joaquim (Raul Cortez), que acredita ser a reencarnação de Jesus Cristo. Joaquim promete a seus seguidores que lhes mostrará o caminho para o paraíso, a "vereda da salvação" do título do filme.

Com poder sobre os camponeses, o personagem de Raul Cortez começa a perseguir aqueles que não lhe prestam obediência, em especial Artuliana (Esther Mellinger). Joaquim ordena que seus seguidores tirem o filho de Artuliana, que está grávida, acusando-a de estar possuída pelo demônio.

Elenco:

  • Raul Cortez — Joaquim
  • José Parisi
  • Lélia Abramo
  • Esther Mellinger — Artuliana
  • Maria Isabel de Lizandra
  • José Pereira
  • Áurea Campos

Dirigido por Anselmo Duarte

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O Bandido da Luz Vermelha (1968) / Minhateca / 1fichier

Dirigido por Rogério Sganzerla

Elenco:

Paulo Villaça.... Jorge, o bandido da luz vermelha

Helena Ignez.... Janete Jane

Sérgio Hingst.... milionário

Luiz Linhares.... delegado Cabeção

Sônia Braga.... vítima

Ítala Nandi

Hélio Aguiar.... narrador

Mara Duval.... narradora

Pagano Sobrinho.... J.B. da Silva

Roberto Luna.... Lucho Gatica

Sérgio Mamberti.... passageiro do táxi

Carlos Reichenbach.... homem que sai do cinema com a camera fotografica na mão

Renato Consorte.... apresentador de televisão

Maurice Capovilla.... gângster

Neville de Almeida

Miriam Mehler.... vítima

Lola Brah

Jorge, um assaltante de residências de São Paulo, apelidado pela imprensa de "Bandido da Luz Vermelha", desconcerta a polícia ao utilizar técnicas peculiares de ação. Sempre auxiliado por uma lanterna vermelha, ele possui as vítimas, tem longos diálogos com elas e protagoniza fugas ousadas para depois gastar o fruto do roubo de maneira extravagante.

Se relaciona com Janete Jane, conhece outros assaltantes, um político corrupto e acaba sendo traído. Perseguido e encurralado, encontra somente uma saída para sua carreira de crimes: o suicídio. 

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O Anjo Nasceu (1969) / 1fichier

Dois bandidos saem pela cidade cometendo atos de violência. Santamaria, místico, acredita que assim está se aproximando de um anjo que lhe limpará a alma. Urtiga, um marginal ingênuo, segue os passos do amigo, acreditando também no anjo da salvação. 

Dirigido por Júlio Bressane

Elenco:

  • Hugo Carvana
  • Milton Gonçalves...Urtiga
  • Norma Bengell
  • Carlos Guima
  • Maria Gladys
  • Neville d'Almeida

 

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MATOU A FAMÍLIA E FOI AO CINEMA (1969) / MINHATECA / 1Fichier

O filme tem vários episódios correlatos em que os personagens procuram a morte como o ápice para as suas paixões.

Dirigido por Júlio Bressane

ELENCO:

Márcia Rodrigues .... Regina

Renata Sorrah .... Márcia

Antero de Oliveira .... o assassino

Vanda Lacerda .... mãe de Regina

Paulo Padilha .... chefe de polícia

Rodolfo Arena .... pai

Carlos Eduardo Dolabella .... ele mesmo

Guará Rodrigues .... ele mesmo

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Como Vai, Vai Bem? - 1969

Como Vai, vai Bem? é um conjunto de 8 curtas-metragem realizados por seis diretores q que se passam na cidade do Rio de Janeiro.

Uma Vez Flamengo,Sempre Flamengo, por Valquíria Salvá
Dois torcedores do flamengo ficam bêbados após a derrota do time e decidem dar uma surra em suas esposas. Porém, nenhum dos dois é casado.

Mulher à Vista, por Alberto Salvá
Um voyeur tenta ver a vizinha nua com seus binóculos. Ele conta ao amigo que um acidente de carro o ajudaria a trazer ela nua até a janela. No dia seguinte, um acidente acontece, ele tem êxito em ver a vizinha nua, mas, ao olhar para a rua, tem uma surpresa.

Dez Anos de Casado, por Carlos Alberto Canuyrano
Um operário casado do subúrbio prefere uma galinha do que a própria esposa. Certo dia, ela prepara uma refeição especial com a galinha para o marido neurótico, desencadeando uma reação de vingança.

A Santinha do Encantado, por Daniel Chutorianscy
No bairro carioca Encantado, uma garota atrai multidões ao dizer ver Nossa Senhora, fazendo seu pai ganancioso arrancar dinheiro dos crentes. Contudo, ela é apenas uma garota atrevida.

O Apartamento, por Alberto Salvá
Um casal de namorados não é aceito nos hotéis. Para dormir juntos, eles ficam em uma apartamento emprestado por um amigo. Porém, as coisas complicam quando descobrem que o lugar é um ponto de encontro com vários clientes. tudo piora quando a tia do amigo chega ao local.

Os Meninos do Padre Bentinho, por Paulo Veríssimo
Usando seu coral e o telhado da igreja, um padre pede contrinuições aos fiéis. Bem sucedido, ele leva seu grupo de cantores para tocar em um grande teatro.

Hei de Vencer, por Alberto Salvá
Um travesti se apresenta em um teste para uma boate. Porém, ele é um homem desempregado que precisa de dinheiro para sustentar a esposa e o filho.

O Grande Dia, por Carlos Alberto Abreu
seu Zé, um homem pobre da favela, torna-se o ídolo do local ao se preparar para apresentar no show do Chacrinha. Porém, na hora da apresentação ele fica muito nervoso.

Brasil Ano 2000 -1968

Direção: Walter Lima Júnior

Elenco:

  • Afonso Stuart Prefeito
  • Aizita Nascimento Mulher
  • Alberto Prado Juíz
  • Anecy Rocha Filha
  • Arduíno Colassanti Motorista
  • Ênio Gonçalves Jornalista
  • Hélio Fernando Filho
  • Iracema de Alencar Mãe
  • Jackson De Souza Político
  • Manfredo Colassanti Indigenista
  • Raul Cortez Homem que protesta
  • Rodolfo Arena Padre
  • Zbigniew Ziembinski General

No ano 2000, com o país parcialmente devastado pela Terceira Guerra Mundial, uma família de imigrantes chega a uma pequena cidade a que dão o nome de “Me Esqueci”. O trio é recrutado por um indigenista para fingir-se de índios durante a visita de um general. No dilema entre integrar-se ao sistema ou preservar a liberdade individual, colaborar com a farsa ou denunciá-la, a família caminha para a desagregação enquanto a cidade se prepara para o lançamento de um foguete espacial. 

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Cristo de Lama - 1968

O filme retrata a vida do escultor mineiro Aleijadinho (Antônio Francisco Lisboa 1738-1814).

Dirigido por Wilson Silva

Elenco:

Geraldo Del Rey, Maria Della Costa, Renato Consorte, Aizita Nascimento, Angelito Mello, Milton Vilar, Fábio Sabag, Esmeralda Barros, Waldir Maia, Rodolfo Arena, Ibanez Filho, Raul Cortez, Flávio Neves, João de Ângelo

 

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EDU CORAÇÃO DE OURO (1967)

As desventuras de Edu, jovem carioca da classe média que num dia ensolarado passeia pela praia, encontra os amigos, se reconcilia com sua noiva e planeja uma festa.

Direção: Domingos de Oliveira

ELENCO: Leila Diniz, Paulo José, Amilton Fernandes, Luis B. Neto, Joana Fomm, Maria Gladys, Norma Bengell, Zbigniew Ziembinski, Hugo Bidet, Victor Zaremba, Dina Sfat, Olga Savary, Nazareth Ohana

Deu a Louca no Cangaço - 1969

Dirigido por: Fauzi Mansur

Elenco:

  • Ankito
  • Castrinho
  • Dedé Santana
  • Dino Santana
  • Ronnie Von
Após serem expulsos de uma cidadezinha por venderem gato por lebre, a dupla Maloca (Dedé Santana) e Bonitão (Dino Santana) rouba roupas de alguns cangaceiros, e ao chegarem em outra cidadezinha, acabam confundidos com os temidos fora-da-lei nordestinos, principalmente, porque Maloca, é a cara cagada e cuspida do cangaceiro fodão Zé Maria (Dedé Santana) líder de um dos bandos. E o momento que os caras inventaram de aparecer por lá não é dos melhores, já que, além do bando está em conflito com um bando rival, a volante planeja acaba com a festa dos dois grupos desordeiros. 

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A Espiã que Entrou em Fria (1967)

Dirigido por: Sanin Cherques

Elenco:

  • Afonso Stuart Professor Placido
  • Agildo Ribeiro Armando
  • Carmem Verônica Jane Bond
  • Dedé Santana Ecumenico
  • Esmeralda Barros
  • Jorge Loredo Yuri

O professor Plácido, inventor da fórmula Sigma-Alfa, cobiçada por agentes de todo o mundo, é raptado por cinco espiãs, auxiliares do ambicioso Schultz, e em seguida torturado. Outros agentes ambicionam a fórmula, como Divino e Ecumênico, Yuri e Jane Bond. Esta última derrota Schultz e furta a fórmula, sendo perseguida pelo industrial e "playboy" Armando. Jane descobre que a fórmula roubada é apenas a de algumas pílulas inúteis, enquanto Yuri rapta o professor. A secretária deste, Léa, vai em seu socorro, juntamente com Armando. Desbaratam a quadrilha e salvam o Sigma-Alfa.

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Noite Vazia (1964)

Direção: Walter Hugo Khouri

Elenco:

  • Norma Bengell.... Mara
  • Odete Lara.... Cristina
  • Mário Benvenutti.... Luisinho
  • Gabriele Tinti.... Nelson
  • Lisa Negri.... amante de Nelson
  • Marisa Woodward
  • Anita Kennedy
  • Ricardo Rivas
  • Célia Watanabe
  • Wilfred Khouri
  • Júlia Kovach
  • David Cardoso (creditado como Darcy Cardoso)
  • Laura Maria

Em São Paulo, dois amigos (um deles casado e de família rica) tomam duas prostitutas para uma noite de busca de prazeres diferentes. Mas a experiência acaba por ser frustrante para todos os envolvidos, pela amargura em suas conversas e atitudes que revelam angústias e sentimentos mais profundos, além do vazio de suas vidas. 

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Mandacaru Vermelho - 1960

Direção: Nelson Pereira dos Santos

Elenco:

  • Enéas Muniz
  • Ivan De Souza
  • João Duarte
  • Jose Teles
  • Jurema Penna
  • Luiz Paulino Dos Santos
  • Miguel Torres
  • Mozart Cintra
  • Nelson Pereira dos Santos
  • Sonia Pereira

Nos sertões do nordeste, o pobre vaqueiro camponês Pedro se apaixona por Clara, nascida em uma família abastada e criada por sua cruel tia, dona Dusinha. O amor dos dois, obviamente, está condenado e o casal foge para se casar em uma cidade próxima. No entanto, a cruel tia não medirá esforços para impedir a união dos dois e coloca todos os parentes para perseguir os dois apaixonados, com ordem de matar o casal.

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A MORTE COMANDA O CANGAÇO (1961)

DEPOSITFILES Partes 01 / 02 / 03

Direção: Carlos Coimbra, Walter Guimarães Motta

Elenco:

  • Alberto Ruschel Raimundo Vieira
  • Apolo Monteiro
  • Aurora Duarte Florinda
  • Edson França
  • Gilberto Marques Coronel Nesinho
  • Jean Lafront
  • José Mercaldi
  • Leo de Avelar
  • Lyris Castellani
  • Maria Augusta Costa Leite Dona Cidinha
  • Milton Ribeiro Capitão Silvero
  • Ruth de Souza

1929 - O Nordeste Brasileiro, vive um clima de agitação e violência. O cangaceiro Silvério é o apadrinhado do Coronel Nesinho, o todo poderoso da região. A fama sinistra de Silvério e seu bando domina e assombra os humildes habitantes de Serra Azul, nos sertões cearenses. Raimundo Vieira, pacato fazendeiro, vive com sua mãe num grande rancho, onde vive da criação de gado. Negando-se a dar dinheiro aos bandidos, vê suas terras invadidas por Silvério e seu bando. Sua mãe é assassinada covardemente, tendo a cabeça decepada e fincada no alto de um toco. Raimundo, ferido, é dado como morto. Após o massacre e ao ver a tétrica cena, jura vingança. Passa a organizar então um grupo para lutar contra os bandidos. Travam o primeiro combate e liquidam o Coronel Nesinho. Partem, em seguida, em busca de Silvério e seu bando, atravessando a caatinga com a ajuda de um rastejador. Encontram o esconderijo do inimigo e tem início um violento ataque surpresa, que se prolonga por toda a noite, deixando no local um rastro de morte e destruição.

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Morte Para um Covarde - 1965

Um filme de Diego Santillán com Reginaldo Faria, Alfredo Murphy, Sadi Cabral, Virginia Lago

Assim que seu chefe descobre a traição, Luciano precisa fugir e abandonar toda sua vida na máfia e no crime para trás. Suas opções são escassas e quanto mais o tempo corre, maiores são as chances de ser capturado. No entanto, quando Luciano encontra uma prostituta com uma grave doença, consegue abrigo na casa da mulher e começa a armar um plano para salvar a própria vida.

 

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O Rei da Pilantragem (1968)

Dirigido por: Jacy Campos

Elenco:

  • Carlos Imperial
  • Cyll Farney
  • Edson Silva
  • Lúcio Mauro
  • Maria Pompeu
  • Paulo Silvino Bebeto
  • Wilza Carla
  • Yara Cortes

Bebeto, pilantra e paquerador, sempre leva a pior em suas investidas galantes. Tendo em vista uma mulher que se diz casada, ele se utiliza de vários expedientes para conquistá-la.

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Porto das Caixas (1962) 

Dirigido por Paulo Cesar Saraceni

Elenco:

  • Irma Alvarez
  • Reginaldo Faria
  • Paulo Padilha
  • Margarida Rey
  • Henrique Bello
  • Joseph Guerreiro
  • Sergio Sanz

Uma mulher muito pobre, maltratada por um marido ferroviário ignorante e bruto, resolve assassiná-lo, e para conseguir quem faça isso, utiliza seus encantos femininos.

 

NA ONDA DO IÊ IÊ IÊ (1966) / Minhateca

 

DIREÇÃO: Aurélio Teixeira

Elenco:
Renato Aragão … Didi
Dedé Santana … Maloca
Silvio César … César Silva
José Augusto Branco … Milton Carlos
Mário Lago
Ângelo Antônio
Márcio Antonucci
Ronald Antonucci
Fred Bueno
Wanderley Cardoso
Afonso Carlos
Chacrinha
Nestor de Montemar
Catulo De Paula
Wilton Franco
Valentina Godoy
Ed Lincoln
Leila Lopes
Ricardo Luna
Lígia Mara
Carla Miranda
Antônio Motta
Clara Nunes
Mário Petráglia
Lourdes Ribeiro
Rosemary
Frederico Schlee
Paulo Sérgio
Mozael Silveira
Wilson Simonal

Os amigos Didi (Renato Aragão) e Maloca (Dedé Santana) ajudam o cantor César Silva (Silvio César) a vencer no mundo artístico. Ele se apresenta no programa de calouros do Chacrinha, concorre no Festival da Canção Popular Brasileira e se apaixona pela filha do dono de uma gravadora. Mas precisa enfrentar as armadilhas de um outro cantor, interessado em casar com a moça pelo dinheiro.
Nos números musicais, além de várias canções compostas e interpretadas por Silvio César, há ainda a apresentação de diversos artistas de sucesso da época: Paulo Sérgio (interpretando como calouro a canção Sentimental demais, de Altemar Dutra), Wilson Simonal (com seu grande sucesso Mamãe passou açúcar em mim, de Carlos Imperial), Wanderley Cardoso, Rosemary, Clara Nunes, The Fevers, Os Vips e do baterista Miltinho, hoje membro do sexteto do programa de Jô Soares, em uma cena curta do filme. Muitos desses artistas brasileiros tiveram a chance de iniciar as suas carreiras identificando-se com o estilo musical dos anos 60 chamado de “Iê-iê-iê” que na verdade era o Rock ‘n’ Roll, mas no Brasil ganhou esse apelido, mas eram músicas agitadas e pesadas, com acompanhamento de guitarras elétricas, bateria, baixo, saxofone todos tocados bem alto.

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A Ilha (1962) / MINHATECA

Um milionário convida um grupo de amigos para um fim de semana numa ilha onde, dizia uma lenda, havia um tesouro. Mas uma tempestade leva o barco embora, e aquelas pessoas ficam isoladas do mundo. Logo elas começam a revelar sua verdadeira natureza.

Direção: Walter Hugo Khouri

ELENCO
Elizabeth Hartmann
Ely Azevedo
Eva Wilma
Francisco Negrão
Gustavo Dahl
Hariet Anderson
Jordano Martinelli
José Galán
José Júlio Spiewak
José Mauro de Vasconcelos
Laura Verney
Luigi Picchi
Lyris Castellani
Mário Benvenutti
Maurício Nabuco
Ruy Affonso

 

Pedro Diabo Ama Rosa Meia Noite - 1969

Dirigido por Miguel Faria Jr.

Elenco:

  • Paulo César Peréio...Pedro Diabo
  • Suzana de Moraes...Rosa Meia-Noite
  • Hugo Carvana...detetive Athiê
  • Mário Lago...Gonçalo, pai de Pedro
  • Ana Ariel
  • Armando Costa
  • Isabella (participação especial)
  • Gracinda Freire
  • Joseph Guerreiro
  • Érico Vidal
  • Kleber Santos
  • Roberto Bataglin
  • José Freitas
  • Milton Gonçalves...presidiário
  • Roberto Bonfim
  • Waldir Onofre
  • Wilson Grey...vítima da loja de roupas
  • Klauss Vianna
  • Manula

Pedro Diabo é um inconformado. Quer sempre mais. Descobre que o almejado só será obtido pela violência. Em pouco tempo transforma-se em bandido temido, caçado pela polícia e presença constante em manchetes de jornais. Tem uma amante, Rosa, prostituta e corista que tem o capricho de desfilar nos bailes do Municipal. Uma noite, de volta do trabalho, Rosa é violentada e morta por um doente mental. Pedro se desespera, mas perdoa o criminoso. Quando o pai morre, Pedro mata o delegado que procurava compreendê-lo. É caçado pela polícia e morto à saída de um esgoto, pedindo clemência.

PANCA DE VALENTE (1968) / MINHATECA

Dirigido por Luís Sérgio Person

Elenco:

Chico Martins
Átila Iório
Marlene França
Tony Vieira
Joffre Soares
Roberto Ferreira
Líbero Ripoli Filho
Bibi Vogel
Reginaldo Vieira
Lenoir Bittencourt
Cacilda Lanuza

Um grupo de bandidos mata o delegado da cidade de Espalha Brasa. Apresentam-se ao prefeito da cidade como inocentes e exigem que Jerônimo, um atrapalhado e inofensivo habitante da cidade assuma o posto. Terezinha, a namorada de Jerônimo, queixa-se com seu pai, o coronel Euclides, sobre a nomeação de seu namorado. Jerônimo conta com a ajuda do garoto Pitu e de seu amigo Faz Tudo para aprender a montar a cavalo e atirar, mas enfrenta muita dificuldade para adaptar-se à nova função.

O Caso dos Irmãos Naves (1967) MINHATECA

Dirigido por Luís Sérgio Person

A reconstituição de um caso real, ocorrido no Estado Novo em 1937, na cidade de Araguari (MG). Tudo começa quando um homem foge, levando o dinheiro de uma safra de arroz. Os irmãos Joaquim (Raul Cortez) e Sebastião Naves (Juca de Oliveira), sócios do fugitivo, denunciam o caso à polícia. De acusadores eles passam a réus, por obra e graça do tenente de polícia (Anselmo Duarte) que dirige a investigação. Presos e torturados, os Naves são obrigados a confessarem o crime que não cometeram. 

GOLIAS CONTRA O HOMEM DAS BOLINHAS (1969) / MINHATECA

Pacífico é um esperto garoto de rua, amigo da prostituta Arlete, a quem ele considera uma moça "distinta". Arlete seduz Augusto, um pobre escriturário que vive infeliz numa casa com a mulher megera Laura, o cunhado vagabundo Nico e o casal de sogros. Quando Augusto vai ao encontro de Arlete no apartamento dela, ele descobre que a moça foi assassinada. Augusto fica nervoso e foge do local mas várias pessoas que o viram, inclusíve Pacífico, pensam que ele é o assassino e se lembram da feia gravata azul de bolinhas brancas que usava. Augusto é chamado pela imprensa de "Assassino das Bolinhas" e passa a ser perseguido por Pacífico, que quer se "vingar" do criminoso.

Dirigido por Victor Lima

Elenco:

Ronald Golias... Pacífico
Íris Bruzzi... Arlete
Otelo Zeloni... Augusto
Zilda Cardoso... Laura
Darlene Glória... Irene
Benjamin Cattan
Alan Castro
Germano Filho... Comissário
Antonio Pitanga... porteiro
Geny Prado
Fernando Torres
Veronicka Kriman
Carlos Koppa
Roberto Dias
Victoria Salas
Costinha... dentista (participação especial)
Carlos Alberto de Nóbrega... Geraldo (participação especial)
Caetano Gherardi
Gibé
Wanderley Grilo

 

Coração de Luto (1967) / MINHATECA

Dirigido por Eduardo Llorente

Teixeirinha, Mary Terezinha, Miro Soares, Claudio Lazzarotto

Um velho fazendeiro rico decide casar-se novamente, tendo um filho. Mas os três filhos mais velhos de seu primeiro casamento são ambiciosos e cruéis, e quando o pai morre, expulsam o caçula e sua mãe. Quando mais uma tragédia recai sobre a família, o pequeno Vitor se vê sozinho no mundo. Inspirado no clássico musical de Teixeirinha.

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Vidas Secas (1963)

Em 1941, pressionados pela seca, uma família de retirantes composta por Fabiano, Sinhá Vitória, o menino mais velho, o menino mais novo e a cachorra Baleia, atravessa o sertão em busca de meios para sobreviver. Seguindo um rio seco, eles chegam a um casebre abandonado nas terras do fazendeiro Miguel, quando em seguida há uma chuva. Com a recuperação dos pastos, o proprietário retorna com o gado, e a princípio os repele, mas Fabiano diz que é vaqueiro e que a família pode ajudar em vários serviços, então são aceitos. A família tem esperança de prosperar, Sinha Vitória sonha com uma cama com colchão de couro e Fabiano em ter seu próprio gado. Mas, ao final do primeiro ano de muito trabalho e dificuldades, perceberão que apesar de tudo, a miséria da família persiste e nova seca está para assolar novamente o sertão.

Dirigido por Nelson Pereira dos Santos

Elenco:

  • Átila Iório .... Fabiano
  • Genivaldo Lima
  • Gilvan Lima
  • Orlando Macedo .... soldado amarelo
  • Maria Ribeiro .... Sinha Vitória
  • Jofre Soares .... fazendeiro
  • Pedro Santos
  • Maria Rosa
  • José Leite
  • Antônio Soares
  • Clóvis Ramos
  • Gilvan Leite
  • Inácio Costa
  • Oscar Souza
  • Vanutério Maia
  • Arnaldo Chagas
  • Gileno Sampaio
  • Manoel Ordônio
  • Moacir Costa
  • Walter Mointeiro

 

Agnaldo, Perigo à Vista - 1969 / MINHATECA

Elenco:

  • Agnaldo Rayol… Agnaldo Reis / Paulo Sales
  • David Cardoso… "Baby Face" Braga
  • Milton Ribeiro… Chico Jovino
  • Antônio Borba
  • Marcos Lázaro
  • Ronald Golias… motorista de táxi (participação)
  • Wanderléia… Wanda (participação)

Dirigido por Reynaldo Paes de Barros

Durante uma apresentação no teatro da TV Record em São Paulo, o cantor Agnaldo Reis é abordado por um bando de guerrilheiros anticapitalistas liderados pelo sinistro Baby Face (um vilão com uma cicatriz no rosto) que tenta extorqui-lo. Quando os homens saem, Agnaldo novamente é pressionado, dessa vez por uma família nordestina, cujo pai acusa o cantor de ter "feito mal" a sua filha Madalena durante uma excursão ao Nordeste do Brasil e agora quer realizar o casamento dos dois. Agnaldo foge dos nordestinos e os guerrilheiros, que o vigiavam, se unem aos perseguidores e todos vão atrás do cantor. A perseguição sai de São Paulo e transfere-se para várias cidades (Santos, Joinville,Gramado), indo até o desfecho que se passará na Argentina. Durante uma corrida de Fórmula Super Vê em Joinville, Agnaldo consegue escapar momentaneamente de seus perseguidores ao ser confundido com um sósia, o piloto gaúcho Paulo Sales.

 

007 e meio no Carnaval - 1966 / MINHATECA

Diretor: Victor Lima
Elenco: Larry Carr | Chacrinha | Costinha | Annik Malvil | Marivalda | Rossana Ghessa | Átila Iório | José Santa Cruz | Lúcio Mauro | Ângelo Antônio | Ely Barry | Dircinha Batista | Fábio Bloch | Emilinha Borba | Wanderley Cardoso

O agente secreto britânico 007 e meio é enviado ao Rio de Janeiro para recuperar os planos roubados de uma nova liga metálica superleve. Seu contato no Rio, um taxista, foi assassinado pelos agentes inimigos, assim como o cientista que ele deveria encontrar. Por engano, o agente enviado ao Brasil confunde Zé Cotia, um chofer de praça, com seu contato, e acaba envolvendo o pacato homem em toda a confusão.

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Mineirinho Vivo ou Morto (1967)

Elenco:

  • Jece Valadão...José "Zezé" Rosa do Nascimento / Mineirinho
  • Leila Diniz...Maria das Graças
  • Gracinda Freire...Isabela
  • Fábio Sabag...Neném
  • Oswaldo Loureiro...Dr. Geraldo, comissário de polícia
  • Wilson Grey...Traficante Cobrinha
  • Milton Gonçalves...Caveira
  • Edson Silva...repórter
  • Castro Gonzaga...Júlio
  • Milton Moraes...Arruda ou Arubinha

Dirigido por Aurélio Teixeira

Zezé é um trabalhador comum que ama sua namorada Maria das Graças. Sua vida sofre uma reviravolta quando uma mulher desconhecida entra no bar onde estava e lhe pede ajuda contra três homens que a perseguiam. Zezé tenta impedir que os bandidos agridam a mulher e é violentamente espancado. Achando que vai morrer, Zezé mata o líder dos bandidos com uma garrafada na cabeça. Nesse momento é ouvida a sirene da polícia e todos fogem, inclusive Zezé que é levado pela mulher que se chama Isabela para um barraco no Morro da Mangueira, onde ela vai cuidar de seus ferimentos.

A vítima de Zezé era uma bandido temido e a imprensa sensacionalista abre grandes manchetes sobre o caso, apelidando Zezé de Mineirinho. A polícia continua a investigar e sobe o Morro, mas no caminho acontece um tiroteio com o traficante Cobrinha e seu bando, que também estavam atrás de Isabela. Os três policiais que estavam na ação são mortos e a imprensa atribui os crimes a "Mineirinho", que assim se torna o "Inimigo Público Número Um". O Comissário Geraldo e seus homens entram no caso, cercam o morro e começam a vigiar a namorada de Zezé. Mas Zezé consegue escapar do cerco com a ajuda de Isabela e de bandidos (Neném, Caveira, Cabo, Onofre) e moradores da favela. Revoltado com a situação, Zezé reage com violência e começa a liderar os bandidos em várias ações criminosas e também se torna um "benfeitor" da favela, agindo como um "Robin Hood" do morro, o que acirra ainda mais a perseguição a ele por parte das autoridades e da polícia.

 

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O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro - 1969

Antônio das Mortes é contratado para matar um novo líder cangaceiro que surge no interior do Brasil. Ele realiza sua missão, mas ao fazê-lo reflete sobre todas as suas ações passadas e, numa crise de consciência, entra em confronto com jagunços e um velho coronel que domina a região.

Elenco:

  • Maurício do Valle.... Antônio das Mortes
  • Odete Lara.... Laura
  • Othon Bastos.... Professor
  • Hugo Carvana.... Mattos
  • Jofre Soares.... Coronel Horácio
  • Lorival Pariz.... Coirana
  • Rosa Maria Penna.... Santa Bárbara
  • Emmanuel Cavalcanti.... Padre
  • Vinícius Salvatori.... Mata Vaca
  • Santi Scaldaferri....Batista
  • Mário Gusmão....Antão
  • Conceição Senna....Garçonete

Direção: Glauber Rocha

Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) / Minhateca

Dirigido por Glauber Rocha

Elenco:

Geraldo Del Rey .... Manoel

Yoná Magalhães .... Rosa

Maurício do Valle .... Antônio das Mortes

Othon Bastos .... Corisco

Lidio Silva .... Sebastião

Sonia dos Humildes .... Dadá

João Gama .... padre

Antonio Pinto .... coronel

Milton Rosa ....Moraes

Roque Santos

O Sertanejo Manoel e sua mulher Rosa levam uma vida sofrida no interior do país, uma terra desolada e marcada pela seca. No entanto, Manoel tem um plano: usar o lucro obtido na partilha do gado com o coronel para comprar um pedaço de terra. Quando leva o gado para a cidade, alguns animais morrem no percurso. Chegado o momento da partilha, o coronel diz que não vai dar nada ao sertanejo, porque o gado que morreu era dele, ao passo que o que chegou vivo era seu. Manoel se irrita, mata o coronel e foge para casa. Ele e sua esposa resolvem ir embora, deixando tudo para trás.

Manoel decide juntar-se a um grupo religioso liderado por um santo (Sebastião) que lutava contra os grandes latifundiários e em busca do paraíso após a morte. Os latifundiários decidem contratar Antônio das Mortes para perseguir e matar o grupo.

 

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O PAGADOR DE PROMESSAS (1962) / MINHATECA

Dirigido por Anselmo Duarte

Elenco:

  • Leonardo Villar .... Zé do Burro
  • Glória Menezes .... Rosa
  • Dionísio Azevedo .... padre Olavo
  • Geraldo Del Rey .... Bonitão
  • Roberto Ferreira .... Dedé
  • Norma Bengell .... Marli
  • Othon Bastos.... repórter
  • Antônio Pitanga .... mestre Coca
  • Gilberto Marques .... Galego
  • Milton Gaúcho
  • Carlos Torres
  • Enoch Torres
  • João Desordi .... detetive
  • Velvedo Diniz
  • Maria Conceição .... tia
  • Irenio Simões
  • Walter da Silveira
  • Jurema Penna
  • Napoleão L. Filho
  • Alair Liguori
  • Cecilia Rabelo
  • Canjiquinha e seus Capoeiristas
  • Américo Coimbra

Década de 60. Zé do Burro é um homem humilde que enfrenta a intransigência da Igreja ao tentar cumprir a promessa feita em um terreiro de candomblé de carregar uma pesada cruz de madeira por um longo percurso.

Zé do Burro é o dono de um pequeno pedaço de terra no interior da Bahia. Seu melhor amigo é um burro chamado Nicolau. Quando este adoece e não se consegue fazer nada para que o animal melhore, ele faz uma promessa a uma mãe de santo do candomblé: se seu burro se recuperar, promete dividir sua terra igualmente entre os mais pobres e carregará uma cruz desde sua terra até a Igreja de Santa Bárbara em Salvador, onde a oferecerá ao padre local. Assim que seu burro se recupera, Zé dá início à sua jornada.

O filme se inicia com Zé, seguido fielmente pela esposa Rosa, chegando à catedral de madrugada. O padre local, que representa a autoridade da religião oficial, recusa a cruz de Zé após ouvir dele a razão pela qual a carregou e as circunstâncias "pagãs" em que a promessa foi feita, impossibilitando o cumprimento da mesma. Todos em Salvador tentam se aproveitar do inocente e ingênuo Zé. Os praticantes de candomblé querem usá-lo como líder contra a discriminação que sofrem da Igreja Católica, os jornais sensacionalistas transformam sua promessa de dar a terra aos pobres em grito pela reforma agrária. Zé insiste em entrar na Igreja e recebe apoio da população pobre, que acredita que ele tem o direito de pagar sua promessa, criando, assim, uma situação de conflito com o padre. A polícia é chamada para prevenir a entrada de Zé na Igreja, e ele acaba morto em um confronto violento entre policiais e manifestantes a seu favor. Na última cena do filme, os manifestantes colocam o corpo morto de Zé em cima da cruz e entram à força na catedral.

 

O ASSALTO AO TREM PAGADOR (1962) Minhateca

Grilo é um inteligente criminoso da cidade que diz trabalhar para um chefão que chama de "Engenheiro" e com isso convence Tião Medonho e outros bandidos da favela a praticarem um roubo a um trem (comboio) de pagamentos.

Os bandidos combinam de não gastarem o dinheiro roubado antes de 1 ano, pois isso levantaria suspeitas. Mas Grilo acha que ele pode pois não é favelado e tem boa aparência, o que desperta a ira dos demais. Grilo então diz que o Engenheiro preparou um novo golpe, mas sua intenção é se livrar de Tião Medonho e dos outros, fazendo com que eles caiam numa armadilha.

Dirigido por Roberto Farias

Elenco:

Reginaldo Faria .... Grilo Peru
Grande Otelo .... Cachaça
Eliezer Gomes .... Tião Medonho
Jorge Dória .... delegado
Ruth de Souza .... Judith
Luíza Maranhão .... Zulmira
Miguel Ângelo... Miguel "Gordinho"
Helena Ignez .... Marta
Átila Iório .... Tonho
Miguel Rosenberg .... Edgar
Dirce Migliaccio .... mulher de Edgar
Clementino Kelé .... Lino
Gracinda Freire .... mulher de Miguel (não creditada)
Oswaldo Louzada

As Aventuras de Pedro Malasartes (1960) / MINHATECA

Direção: Amácio Mazzaropi

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi .... Pedro Malasartes
  • Geny Prado .... Maria (namorada de Pedro Malasartes)
  • Genésio Arruda .... velho dentro do saco, quer casar com a filha do rei
  • Dorinha Duval .... Esposa do fazendeiro enganado com a história do ganso mágico
  • Benedito Liendo .... Fazendeiro gordo enganado com a história do tacho mágico
  • Nicolau Guzzardi (aka Totó) .... Fazendeiro italiano (enganado com a história do rabinho dos porcos)
  • Nena Viana (aka Inajá Viana) .... Mulher da carroça enganada com a história do passarinho furta-cor
  • Alvin Fernandes... fazendeiro enganado com a história do ganso que fala
  • João Batista de Souza .... criança abandonada
  • Hamilton Saraiva .... Irmão de Pedro
  • Marthus Mathias... diretor do colégio
  • Lana Bittencourt... moça cantando dentro do barco
  • Augusto Machado de Campos (aka Machadinho)... juiz no tribunal
  • Cláudio de Barros... pescador cantor
  • Farroupilha... grupo musical na festa de casamento
  • Hermes Câmara... frei do covento
  • Bonfiglio Campagnolli (aka Paulo Villa)... pescador
  • Oswaldo Leonel (aka Mazzinha)... dublê de Mazzaropi

Pedro Malasartes é um personagem da cultura popular, imortalizado por uma quantidade grande de "causos" trazidos até nós pela tradição oral, pelos repentistas e pelos cordelistas. 

Amácio Mazzaropi se apropria dessa figura folclórica em busca de uma imediata identificação com o público, neste filme que é sua estreia como diretor.

Após a morte de seu pai, Pedro é enganado pelos seus irmãos na partilha da herança. Com um tacho velho, um ganso e poucas roupas que lhe sobrara, Malasartes sai pelo mundo, para tentar a sorte. 

O caminho que ele escolhe é aplicar pequenos golpes nas pessoas que encontra pelo caminho, para auxiliar o séquito de crianças órfãs que vai formando à sua sombra.

É um dos melhores filmes do Mazzaropi como ator e como diretor. 

Com um quê chapliniano, Mazzaropi nos mostra um vagabundo de bom coração, um pequeno golpista mas de sentimentos nobres.

O que irrita é aquele cacoete musical, algum cantor popular em voga aparecer do nada, entoar uma canção, e desaparecer logo após, como acontece com o cantor Cláudio de Barros. 

Mas é coisa de época, uma espécie de "espaço para fama", um merchandising de disco de vinil.

Tristeza do Jeca (1961) / MINHATECA

Dirigido por Amácio Mazzaropi

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi...Jeca
  • Geny Prado...Filó
  • Roberto Duval...Vinícius
  • Maracy Mello...Maria
  • Nicolau Guzzardi...Coronel Felinto
  • Anita Sorrento
  • Eugenio Kusnet...Coronel Bonifácio
  • Gilda Monte Alto
  • Augusto Cesar Vanucci...Sérgio
  • Eucaris Moraes
  • Genésio Arruda...Coronel Policarpo
  • Irma Rodrigues
  • Carlos Garcia
  • Francisco Di Franco (creditado como Francisco de Souza)
  • Mário Benvenutti...Márcio
  • Edgard Franco
  • Mário Zan
Tristeza do Jeca começou como sendo o mais ambicioso projeto de Amácio Mazzaropi até então. E não é por menos. Seria o seu primeiro filme colorido, gravado pelo sistema Eastmancolor, revelado e trucado com os equipamentos avançados da época, na Cidade do México.
O filme teve exibição privilegiada no grande Festival de Cinema Brasileiro da TV Excelsior, e, em 1962, recebe o prêmio Cidade de São Paulo para melhor ator coadjuvante (Genésio Arruda) e melhor música (maestro Hector Lagna Fietta).
Usando como título a clássica canção de Angelino de Oliveira (com quem Mazzaropi inclusive travaria uma estressante disputa judicial), o filme conta a história de dois fazendeiros que disputam as eleições às custas dos seus empregados. O Jeca é uma espécie de líder entre os colonos, de opinião sempre respeitada, o que leva os dois fazendeiros a buscarem o apoio dele.
É recorrente na filmografia de Mazzaropi a caracterização de políticos demagogos, que se aproveitam da ignorância e pobreza do povo para tirar vantagem, um fenômeno realmente raro em terras brasileiras. Com seus cantores que aparecem do nada, com a trilha de fanfarra, as tramas rocambolescas, o maniqueísmo quadrado, com seu tom esgarçado de crítica social e o happy end para lá de previsível, Mazzaropi faz um de seus mais perenes clássicos.

O Vendedor de Linguiça (1962) / Minhateca

Dirigido por Glauco Mirko Laurelli

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi...Gustavo
  • Geny Prado...Carmela
  • Roberto Duval...Delegado
  • Maximira Figueiredo...Flora
  • Amilton Fernandes...Pierre
  • Carlos Garcia...Dudu
  • David Neto
  • Maria Helena Rossignolli
  • Anita Sorrento
  • Machadinho...Luís, pai de Pierre
  • Olinda Fernandes
  • Reinaldo Martini
  • Nena Viana
  • Isaura Bruno
  • Marly Marley...patroa de Flora
  • cão Duque (participação especial)

Os melhores filmes de Mazzaropi serão sempre aqueles onde o roteiro e a direção são assinados por outras pessoas, que não ele próprio. Apesar do peso que Amácio Mazzaropi, como realizador, imprime em suas obras, ainda mais como ator protagonista, faz com que qualquer brecha criativa seja interessante.

Glauco Mirko Laurelli era apenas um diretor de dublagem dos antigos estúdios Gravasom, que fora à Itália para um curso intensivo de dramatização cinematográfica, quando aceitou dirigir este trabalho de Mazzaropi. 

Milton Amaral, esse desconhecido, ficou marcado no cinema nacional como roteirista não só desse filme, mas de outros de Mazzaropi, inclusive assinando algumas películas de seu patrão como diretor.

Ainda insistindo em Mazzaropi como representante de tipos urbanos da grande metrópole paulista, o filme conta a história de Gustavo, um pai de família honesto e trabalhador, ainda que de uma rabugice eterna, que sai com o filho pela cidade, vendendo linguiças por metro. 

E como é de acontecer, se mete nas mais absurdas confusões, inclusive o amor dramático entre sua filha pobre e um filho de ricaços.

O filme remete às confusões rocambolescas com contornos de cidade grande já exploradas em Sai da Frente (1952), A Carrocinha (1955), Chofer de Praça (1959), etc. O filme tem ritmo, tem trama "amarrada", elementos básicos que vão cada vez se perdendo à medida que os filmes vão se ruralizando.

 

Casinha Pequenina (1963) / MINHATECA

Dirigido por Glauco Mirko Laurelli

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi ...... Chico
  • Geny Prado ...... Fifica
  • Roberto Duval ...... Coronel Pedro
  • Tarcísio Meira ...... Nestor
  • Edgard Franco ...... capataz e capanga Pulso de Ferro
  • Guy Loup ...... Esther
  • Luis Gustavo ...... Bento
  • Marly Marley ...... Carlota
  • Marina Freire ...... Josefina
  • Milton Amaral

Se tivéssemos que eleger a obra-prima de Amácio Mazzaropi, ela seria, sem sombras de dúvida, Casinha Pequenina.

Não só por se tratar de um "filme de época", o que já significa, para os padrões cenotécnicos da PAM Filmes, boa dose de mania de grandeza, mas o esmero dado aos figurinos, os cenários bem escolhidos, os recursos e o time de técnicos empregados bem como o elenco estrelado. A preocupação de se reconstituir o Brasil em final do século XIX é levado muito a sério, obtendo a verossimilhança de se tirar o chapéu.

O casamento entre Glauco Mirko Laurelli (direção) e Milton Amaral (roteiro) dá ao filme uma tônica legal e equilibrada entre a comédia e o drama, com interpretações soberbas, reviravoltas rocambolescas bem costuradas e uma tensão que se segue num crescendo.

Mazzaropi talvez tenha sido um tanto quanto ousado em querer fazer rir em uma história que se passa nos últimos anos do regime escravocrata no Brasil.

No entanto, vemos mais uma vez um fazendeiro ganancioso, um casamento arranjado, os choques entre os pais conselheiros e um filho obstinado e impulsivo, o maniqueísmo quadrado, o happy end previsibilíssimo e a trilha musical excessiva de Hector Lagna Fietta.

O Lamparina (1964) / MINHATECA

Dirigido por Glauco Mirko Laurelli

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi .... Bernardino Jabá
  • Geny Prado .... Dona Marcolina Jabá
  • Manoel Vieira .... Seu Manoel
  • Astrogildo Filho .... Zé Candieiro
  • Zilda Cardoso .... Maria
  • Ana Maria Guimarães .... Filha de Bernardino
  • Emiliano Queiroz .... Ezequiel
  • Carlos Garcia .... Filho de Bernardino
  • Francisco di Franco (creditado como Francisco de Souza) .... Filho de Bernardino
  • Rosemary Wong .... Filha do Inspetor
  • Carla Diniz .... Noêmia
  • Augusto César Ribeiro .... Dr. Paulo
  • Rafael Gallardo Tina
  • Agostinho Toledo
  • João Batista de Souza .... Chiquinho, o garoto
  • David Cardoso .... Homem no coral

Consta que Glauber Rocha muito implicara com o clássico absoluto da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, o nordestern de Lima Barreto, "O Cangaceiro" (1953), por ser ele filmado nos planaltos paulistas, e não mostrar um mandacaru sequer.

Se ele tivesse visto "O Lamparina", teria sofrido um infarto.

Desnecessário dizer que essa película é uma paródia mazzaropiana da obra máxima de Lima Barreto. Depois de ter dado dois passos realmente megalomaníacos para seus estúdios, o Tristeza do Jeca (1961) e Casinha Pequenina(1963), elevando extraordinariamente o padrão técnico da PAM Filmes, Amácio Mazzaropi compra equipamentos no exterior, e se torna um dos pioneiros na utilização da tecnologia de som direto nas filmagens. Tecnologia essa que é utilizada em O Lamparina, gravada inteiramente na Fazenda Santa, ainda que no velho P & B.

É incrível constatar como as cantorias dos filmes de Mazzaropi têm alguma relevância dramática dentro do filme quando são feitas pelo próprio Mazzaropi. Ao invés daqueles protótipos de clipes, por artistas populares preocupados em lustrar a própria imagem e promover suas músicas. Nisso, "O Lamparina" acerta em cheio, dirigido pelo lúcido Glauco Mirko Laurelli.

Talvez Mazzaropi, com suas canções, quisesse dar aos seus filmes o tom de um "Walt Disney caboclo", um filme para ser visto e ser sentido por toda a família brasileira. Vale a pena conferir que "O Lamparina" foge um pouco do didatismo, do maniqueísmo quadrado, fato que sempre deve ser recebido como uma festa em toda a filmografia de Amácio Mazzaropi.

Embora a união entre um pastiche de western e o velho melodrama tenha seus momentos de altos e baixos, com seus encontros e desencontros e o happy end para lá de previsível, há boas piadas e interessantes diálogos.

O Puritano da Rua Augusta (1965) / Minhateca

Direção: Amácio Mazzaropi

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi ... Punduroso
  • Marly Marley ... Carmem
  • Marina Freire ... Raimunda
  • Elizabeth Hartmann ... Filomena
  • Edgard Franco ... filho de Punduroso
  • Augusto César Ribeiro ... membro dos ciprianitas
  • Zéluiz Pinho ... marido de Filomena
  • Henricão ... chofer de Punduroso
  • Gladys ... empregada de Punduroso
  • Júlia Kovach ... filha de Punduroso
  • Darla ... enfermeira de Punduroso
  • Marlene Rocha ... membro dos ciprianitas (mulher do soluço)
  • Carlos Garcia ... filho de Punduroso
  • Cláudio Maria ... membro dos ciprianitas
  • Aristides Marques Ferreira . membro dos ciprianitas
  • João Batista de Souza ... filho pequeno de Punduroso
  • Adalberto Penna ... padre
  • Elza Soares ... cantora da boate

O filme O Puritano da Rua Augusta pode facilmente figurar a lista dos clássicos feitos por Amácio Mazzaropi. A história de um industrial conservador e careta em plena época da explosão do rock'n roll é o mote para essa verdadeira crônica de costumes da década de 1960. A trama é costurada, o enredo tem fôlego até o final, tendo seus picos de humor e drama, fazendo de O Puritano da Rua Augusta um todo orgânico coeso.

O filme traz a atmosfera do seu tempo. Na década de 1960, a música de The Beatles era febre em todo o mundo. No Brasil, oiê-iê-iê da Jovem Guarda traduzia para o português a rebelião romântica do rockproduzido pelo quarteto de Liverpool, para assombro de artistas nacionalistas e críticos de esquerda.

Na Rede Record de Televisão, em 1965, Roberto Carlos - o então Rei da Juventude - tinha seu programa todos os domingos, com um público impressionante. É nesse ano que RC lança o álbum Jovem Guarda, que se torna um de seus maiores sucessos e consolida o movimento no país. E considerado um dos mais influentes discos nacionais de rock de todos os tempos.

A década de 1960 também foi a época da explosão do pentecostalismo que, na sua vertente mais clássica, adotava um estilo de vida totalmente avesso à sociedade e à cultura de consumo, pautando no puritanismo e no ascetismo contracultural. Os pentecostais, por várias décadas, permaneceram presos a uma espécie de rígido estereótipo de pureza e santidade. Estereótipo esse que Mazzaropi utiliza em seu personagem Pundoroso e aos membros da "Liga dos Ciprianitas", suposta seita que Pundoroso lidera.

Mesmo que em escalas reduzidas, os choques culturais e morais entre Pundoroso e a família são em sua essência os mesmos que a sociedade brasileira atravessava, uma época de grandes transformações culturais, religiosas, estéticas, políticas, comportamentais e musicais. Transformações que se acentuariam dentro do "reinado de terror e virtude" instituída pela Ditadura Militar.

A Rua Augusta, célebre por sua intensa vida noturna, ganha uma espécie de moralista ambulante, ganhando, já no título, uma curiosa e irônica antítese.

O Puritano da Rua Augusta ganha valor como reflexão e retrato de uma época, principalmente com as tomadas feitas pelas principais ruas de São Paulo, nos anos 1960. O ritmo da história, o fluxo de acontecimentos engraçados, tudo isso ajuda para que o filme apresente um formato atraente para as exibições na TV.

Ao abordar o fanatismo religioso, Amacio Mazzaropi nos traz uma comédia ousada, mesmo que a razão apresentada por Pundoroso no final para justificar sua conduta no filme pareça obtusa e sem sal.

O Corintiano (1966) 4Shared / Depositfiles

Dirigido por Milton Amaral

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi...Manoel "Seu Mané"
  • Elizabeth Marinho...Marisa
  • Lúcia Lambertini...Dona Eulália
  • Carlos Garcia...Gino/Pepino, filho de Leontino
  • Roberto Pirillo...Jair, filho de seu Manoel
  • Leonor Lambertini (nos letreiros, Leonor Pacheco)...Dona Mirabela
  • Nicolau "Totó" Guzzardi...Leontino, o vizinho palmeirense
  • Roberto Orozco...Ricardo
  • Augusto Machado de Campos
  • Xandó Batista...maestro
  • Francisco Gomes
  • Olten Ayres de Abreu (participação como árbitro que sofre tentativa de suborno de Mané)
  • Gláucia Maria
  • Herta Hille
  • Ziara Freire
  • João Batista de Souza
  • Humberto Militello
  • Rogério Câmara
  • Augusto César Ribeiro
  • Kapé
  • Cláudio Maria
  • Elisa Alves do Nascimento ...a própria
  • Pedro Luiz...comentários no rádio
  • Geraldo Bretas...comentários no rádio
  • Marcello Marcos... estória escrito

Se perguntarmos a qualquer pessoa se ela já ouviu, pelo menos, falar de Amácio Mazzaropi, a resposta “sim” virá quase sempre acompanhada pela lembrança do filme O Corintiano.

Um dos maiores clássicos de Mazzaropi é, também, a sua mais famosa realização.

O que não é por pouco, visto que ele leva para a tela grande uma das maiores e mais apaixonadas torcidas do Brasil. O clube Corinthians, fundado em 1910, marcou, juntamente com outros clubes de futebol antigos, a vida de várias gerações de brasileiros.

Mazzaropi era corintiano. O seu filme não só traduz sua paixão pelo “esporte bretão”, como diria Jorge Ben, mas seria a mais célebre “cartada de mestre” do comediante paulista, em apostar em uma trama que é tão próxima e palpável da realidade do povo brasileiro. Povo esse que pagava os ingressos para assistir as suas películas.

Talvez seja difícil entender o que seria da carreira de Mazzaropi sem O Corintiano.É incrível notar a convicção do velho Mazza, na década de 1960, em se consagrar no gosto popular e a sua percepção em colocar na tela grande anseios, paixões e expectativas do grande público.

Mazzaropi é Mané, um barbeiro fanático pelo Coringão, a ponto de não cobrar os fregueses que apresentam carteirinha de sócio. Mané tem um vizinho, o italiano Leontino (Nicolau Guzzardi), que é palmeirense roxo, e todas as vezes que os dois se cruzam, trocam farpas e gozações. Mas a paixão de Mané causa uma desestruturação familiar e econômica na sua casa. O filho mais velho quer ser médico, a filha quer ser bailarina, e os sonhos dos dois são constantemente ridicularizados e postos à prova pela rabugice do pai.

O roteiro e a direção são de Milton Amaral, um dos mais constantes parceiros de Mazzaropi na fase preto e branca (na colorida, seria a vez de Pio Zamuner). O Corintiano é uma de suas comédias mais engraçadas onde, o espetáculo do povão (o futebol) também dá espaço ao espetáculo da elite (o teatro), como se Mazzaropi pretendesse dar ao longa um tom educativo.

Geraldo Bretas (1911-1981), considerado um dos mais polêmicos comentaristas de futebol do rádio, faz sua contribuição no filme, ao lado de Pedro Luiz (1919-1998), um dos maiores e mais precisos narradores da crônica esportiva de todos os tempos.

Talvez uma das maiores comédias brasileiras de todos os tempos, O Corintiano talvez seja o filme que eternizou a figura de Amácio Mazzaropi na história cinematográfica do país.

No paraíso das solteironas (1968) / MINHATECA

Dirigido por Amácio Mazzaropi

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi...Joaquim Kabrito / J.K.
  • Geny Prado...Manuela
  • Átila Iório...Delegado
  • Iracema Beloube...Teresa
  • Carlos Garcia...Douglas, o cigano
  • Wanda Marchetti...Dona Nenê / Espinafra
  • Renato Master...padre
  • Elizabeth Hartmann...Irmã de Douglas
  • Claudio Roberto Mechi...prefeito
  • Adélia Iório
  • Domingos Terras

Quando Mazzaropi procura, em seus filmes, ser um formador de opinião, esboçar críticas sociais, podemos discutir suas películas, dialogar com seu trabalho.

No Paraíso das Solteironas é desses filmes de Mazzaropi que soa "a comédia pela comédia". Partindo da ideia de um caboclo que, ao tentar a sorte na cidade, se deparasse com uma turma de solteironas loucas por um "tipão" assim como ele, No Paraíso das Solteironas é uma progressão de voltas, reviravoltas, confusões e complicações.

Os ciganos conferem uma importância meramente plástica, visual, com alguns bailados e coreografias.

A grande atuação é feita, ironicamente, pela vaquinha. Ao morrer a vaquinha, o caipira entoa um lamento de grande efeito dramático, ainda que cômico, que é um dos momentos mais interessantes do longa. 

 

Zé do Periquito (1960) / Minhateca

Direção:

Amácio Mazzaropi
Ismar Porto

Elenco:
Amácio Mazzaropi - Zé Nó, o Zé do Periquito
Geny Prado - Pelanca
Roberto Duval - Seu Miguel
Nena Viana - dona Josefa
Carlos Garcia - Acácio
Amélia Bittencourt - Carmem
Augusto César Vanucci - Mexirico
Maria Helena Dias - Olinda
Eugênio Kusnet - Professor
Augusto César Ribeiro
Ida Barros
Genésio Arruda Maestro
Marlene Rocha
Amilton Saraiva
Anita Sorrento - convidada da festa de casamento
Argeu Ferrari
Ely Nida
Irma Rodrigues
Faria Magalhães
Maria Luiza
Hermes Câmara
Jacira Sampaio noiva
José Soares
Monica Waleska
Kleber Afonso - gerente do banco
Noemia Marcondes
Marcelo Bitencourt
Olinda Fernandes
Natal Sauba
Sonia Fernandes
Orlando Juliane
Reinaldo Restivo

A década de 1960 encontrou Amácio Mazzaropi realmente decidido em fazer história no cinema brasileiro. Apostando em tudo aquilo que aprendeu como ator contratado pelos estúdios da época, em especial pela poderosa (mas moribunda) Companhia Cinematográfica Vera Cruz, Mazzaropi vai construindo um modelo de indústria que não só catapultou seu nome, mas lhe rendeu muito dinheiro.

No aspecto criativo, sentimos o comediante atravessando um momento de grande ebulição. Sua insistência em trabalhar elementos popularescos, certas constantes do subconsciente coletivo brasileiro, foi, talvez o simples segredo do seu sucesso. É na década de 1960 que Amácio Mazzaropi faz os seus filmes de maior fôlego, com enredos intrincados ainda que óbvios.

Zé do Periquito é um desses filmes que associam o romance de dramalhão com aquele semi-realismo fantástico de fundo moral da literatura de cordel. O romanceroliudiano entre o jardineiro Genó (Mazzaropi) e a Carmen, uma linda estudante filha de um empresário arruinado é o esqueleto narrativo básico do filme.

Os amigos-inimigos de Genó e Carmen percebendo a paixonite nascente entre os dois, criam uma série de planos para prejudicar o casal. É aí que Genó se encanta de tal maneira com a moça que, para conquistá-la, resolve sair do seu emprego de jardineiro e vai para outra cidade trabalhar com seu realejo, em busca de dinheiro.

Lá, Genó acaba fazendo uma estranha sociedade com a mendiga Pelanca (Geny Prado), que possui uma raiva absurda pela hipocrisia da cidade, e tem um saber enciclopédico sobre os podres de cada um. Os dois tramam então usar o periquito para desmascarar a cidade inteira. O “periquito que adivinha tudo” acaba se tornando a maior sensação, arruinando a cidade e dando a Genó uma pequena fortuna. Ele compra casa e carro, volta para se casar com Carmen, que é o que acontece. No entanto, os dissabores com o dinheiro são tantos que Genó acaba renunciando casa e fortuna, e volta para a profissão de jardineiro.

Entre peripécias quase fantásticas, que vai do sentimentalismo kitsch ao humor mais pastelão, Mazzaropi nos traz novamente a velha crença pedagógica dos males da riqueza, embora ele abafa um pouco o conformismo de Genó com a fala no final de que “pra estar rico tem que estar preparado”, o que o leva a trabalhar de dia e estudar de noite. Sua esposa Carmen, porém, muito mais jovem que Genó, possui uma abnegação despojada do idealismo dos anos 1950, que soa até quadro de humor do blog Testosterona. Mesmo sob a chancela do humor, é uma situação que pode parecer desconfortável para cinéfilos dos dias atuais. Mas é espírito do tempo, não podemos nos furtar disso.  

 

 

O Jeca e a Freira (1967) / Minhateca

Direção: Amácio Mazzaropi

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi...Sigismundo, o Jeca
  • Maurício do Valle... Pedro
  • Geny Prado...Floriana
  • Elizabeth Hartmann...Irmã Isabel, a freira
  • Elizabeth Marinho ... Celeste
  • Carlos Garcia... Fernando
  • Roberto Pirillo...Otávio
  • Ewerton de Castro...Cláudio
  • Henricão...Bento
  • Tony Cardy
  • Nello Pinheiro
  • Cláudio Mechi
  • Wilson Júnior
  • João Batista de Souza
  • Paulete Bonelli
  • Isaura Bruno .... Esposa de Bento
  • Denise Barreto (também maquiagem)
  • Mafalda Moura (também figurinos)

Na maioria dos filmes de Amácio Mazzaropi, existe aquilo que costumo chamar de "maniqueísmo quadrado".

Além de polarizar o mundo de sua ficção em bem e mal, em dois lados bem definidos e demarcados, as diferenças entre os dois lados são bem gritantes, bem exagerados. O homem mau sempre é ganancioso, perverso, inconsequente, truculento, violento. O homem bom é sempre ingênuo, distraído, manipulável, vítima. No entanto, depois de várias complicações rocambolescas, o bem, mais por uma questão deus ex machina, vence, triunfa no final.

O Jeca e a Freira segue bem essa cartilha. Em uma fazenda no interior do Brasil, provavelmente no século XIX, seu senhor de terras Pedro, vendo a extrema pobreza de Sigismundo (Mazzaropi), um de seus colonos, resolve responsabilizar-se pela educação de sua filha. O que não estava escrito no gibi é que Pedro acabaria tendo uma afeição doentia pela menina.

Anos mais tarde, quando a jovem regressa do colégio em companhia de uma freira, o fazendeiro Pedro faz de tudo para que ela não reconheça seus verdadeiros pais. Ela está louca para encontrar um namorado e se casar, mas Pedro vai a trancando cada vez mais na casa grande.

Até que um dia ela descobre a verdade.

Um filme tocante de Amácio Mazzaropi, onde já podemos nitidamente perceber que o drama vai abocanhando cada vez maior parte de suas comédias, deixando o riso para um segundo plano.

Meu Japão Brasileiro (1965) / Minhateca

Dirigido por Glauco Mirko Laurelli

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi ... Fofuca
  • Geny Prado ... Magnólia, esposa de Fofuca
  • Célia Watanabe ... Florista Nissei
  • Zilda Cardoso ... Professora
  • Carlos Garcia ... Raul, filho de Fofuca
  • Reynaldo Martini ...Leão, subdelegado
  • Adriano Stuart ... Roberto, filho de Leão
  • Elk Alves ... Mário, filho de Leão
  • Francisco Gomes ... Padre
  • Judith Barbosa ... Inácia, mulher de Leão
  • Bob Junior ... Prefeito
  • Ivone Hirta ... colono japonês
  • Luiz Tokio ... colono japonês
  • Luzia Yoshizumi ... colono japonês
  • João Batista de Souza ... Zezinho, filho pequeno de Fofuca
  • Luiz Carlos Antunes
  • Francisco Bayo
  • Cleide Binoto
  • Rosalvo Caçador
  • Maria Helena A. Correa
  • Durvalino Simões de Souza ... Capanga de Leão
  • Denise Duval
  • Cley Militello
  • Augusto César Ribeiro ... Vigia do Poço (creditado como Agostinho Ribeiro)
  • Armando P. Aquino
  • Fábio Vilela Ribeiro ...coroinha da igreja

A filmografia de Amácio Mazzaropi é uma verdadeira fábrica de vilões monotons. E, na maioria das vezes, esses vilões são fazendeiros, homens de posse, homens de grana que mandam e desmandam numa terra de ninguém.

Meu Japão Brasileiro conta a incrível história de uma comunidade rural nipo-brasileira que é explorada pelo emblemático “Seu” Leão, uma espécie de intermediário entre os produtores do campo e os comerciantes da cidade. Um agricultor chamado Fofuca, vivido por Mazzaropi, articula com os camponeses a formação de uma cooperativa agrícola, inaugurada sob o olhar atento dos capangas de “Seu” Leão. Com idas e vindas, o amor intenso entre o filho de “Seu” Leão (Elk Alves) e a bela nissei (Célia Watanabe), o sequestro da mulher de Fofuca, D. Inácia (Geny Prado), a história termina com o previsível final feliz, o bem vitorioso, o mal derrotado.

Para Amácio Mazzaropi, cinema era espetáculo. As pinceladas de crítica e de discussão eram coisa secundária na estrutura narrativa do filme. A presença dos japoneses parece que possui apenas justificativa plástica, visual: ao inserir os elementos culturais, o colorido, as danças, as vestimentas, em um momento de grande valor no filme. E é uma simpatia transbordante pelos japoneses que o filme transmite para o público, tornando-se uma das mais belas películas do Mazzaropi, apesar do seu habitual primitivismo na linguagem cinematográfica.

A fotografia de Rodolfo Icsey, considerado à época um dos mais lúcidos fotógrafos do cinema brasileiro, consegue captar a explosão de cores e a intensidade rural, luminosa e rica dos cenários utilizados, mostrados por suas câmeras distantes em planos gerais. 

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A MARGEM (1967) / Minhateca

Inspirado em acontecimentos reais publicados em jornais popularescos, o filme aborda o dia-a-dia
da população pobre que vive às margens do rio Tietê: prostitutas, cafetões, deficientes mentais,
aleijados, tipos desesperados que aguardam a barca do inferno.

Direção: Ozualdo Ribeiro Candeias

ELENCO

Mario Benvenutti
Valeria Vidal
Bentinho
Lucy Rangel
Paulo Ramos
Brigitte Maier
Nelson Gaspari
Virgilio Sampaio 

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PÁRA, PEDRO! (1969) / Minhateca

DIREÇÃO: Pereira Dias

ELENCO:

José Mendes
Leonora Corte Real
Dimas Costa
Darcy Fagundes
João Boeira
Themis Ferreira
Victor Melo Ferreira
Edison Acri
Adolar Costa
Eunice Conceição

Durante um entrevero, Pedro foge imaginando ter matado o secretário de um influente deputado. Rosinha sua namorada, contrata Alegrete para ir buscá-lo, mas este, julga estar sendo perseguido por sequazes do deputado, para vingar a morte do secretário, reagindo a perseguição. Em meio a tudo isto as complicações se multiplicam.

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Boca de Ouro (1962-1963) / Minhateca

Prepotente e cruel, Boca de Ouro manda arrancar todos os dentes perfeitos, substituindo-os por uma dentadura de ouro. Ele também cultiva o sonho de ser enterrado num caixão de ouro só para recompensar o trauma de ter nascido numa gafieira, e de ter sido abandonado pela mãe numa pia de banheiro. Boca de Ouro começa apresentando seu protagonista, que acabara de morrer assassinado. O repórter Caveirinha, designado para descobrir a verdadeira história do marginal, vai entrevistar sua ex-amante, Guigui, que conta três diferentes versões da vida do bicheiro. Em todas elas, estão envolvidos Leleco, um malandro desempregado, sua mulher, Celeste e três ricaças.

Direção: Nelson Pereira dos Santos

ELENCO
Jece Valadão
Odete Lara
Daniel Filho
Maria Lúcia Monteiro
Ivan Cândido
Adriano Lisboa
Geórgia Quental
Maria Pompeu
Sulamith Yaari
Rodolfo Arena
Wilson Grey
Pérola Negra
Hildemar Barbosa
Ricardo Lima
Paulo Copacabana
Francisco Santos