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Filmes brasileiros da década de 50
Filmes brasileiros da década de 50

 

 

A Sogra (1954)

Arquimedes, chefe de uma estação, recebe a inesperada visita da sogra rabujenta. Logo descobre que, na verdade, ela veio morar com a família, para seu desespero.

Elenco: Procópio (Ferreira), Maria Vidal, Ludy Veloso, Waldemar Seissel, Jaime Barcellos, Elíseo de Albuquerque, Eva Vilma e Herval Rossano.

Direção de Armando Couto.

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O Homem dos Papagaios - 1953

Direção de Armando Couto

Elenco: Procópio Ferreira (Epaminondas), Ludy Veloso, Hélio Souto, Eva Wilma, Elísio de Albuquerque, Herval Rossano, Hamilta Rodrigues, Gino Talamo, Ítalo Rossi, Waldemar Seysel (Arrelia), José Rubens, Mário Benvenutti, João Alberto, os meninos Heráclito e Francisco
Malandro pobretão consegue emprego como zelador de uma mansão de luxo. Ali, ele se faz de milionário, afogando-se em dívidas ("papagaios").
Epaminondas (Procópio Ferreira) vive perdendo emprego e só de aluguel deve oito meses. Então, ele é convidado para trabalhar como zelador de uma mansão que está desocupada.
Pensando que Epaminondas é milionário, os fornecedores correm lá e oferecem seus produtos e serviços. Epaminondas compra do bom e do melhor e paga tudo com notas promissórias (papagaios).
Quando os papagaios vencem, os credores descobrem que o Doutor Epaminondas não tem um tostão para pagar. Eles ficam morrendo de ódio e no fim... Bom. No fim dá tudo certo para o Epaminondas. 

Informações Históricas: É o primeiro filme de Eva Wilma interpretando uma personagem central: antes ela só havia feito uma pontinha em cinema.

A comédia de um pobretão que assina um mundo de promissórias e vive igual milionário. No fim, ele deve tanto dinheiro, mas tanto dinheiro que ... dá certo !
Bom, vale a pena ver o filme !

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Terra É sempre Terra (1951)

Dirigido por Tom Payne

Elenco:

  • Marisa Prado ... Lina
  • Mário Sérgio ... João Carlos
  • Abilio Pereira de Almeida ... Tonico Loferato
  • Ruth de Souza ... Bastiana
  • Eliane Lage ... Dora
  • Ricardo Campos
  • Lima Barreto ... Coronel Pires
  • Salvador Daki ... Lourenço
  • Zilda Barbosa ... Irene
  • José Queirós Matoso
  • Célia Biar ... Filó
  • Renato Consorte
  • Alberto Ruschel
  • Luciano Salce

O rígido capataz Tonico despreza sua mulher, muito mais jovem. Ambicioso, rouba na colheita de café da patroa, que manda seu filho inspecionar a fazenda. Mulherengo e jogador, o rapaz perde todo o dinheiro que tinha, inclusive o pagamento dos peões, no carteado, ficando endividado. Tonico então se oferece para comprar a fazenda e, assim, liquidar sua dívida de jogo.

 Imagem

Meu Destino é Pecar (1952) 

 Pressionada por problemas financeiros em sua família, Helena casa-se com o viúvo Paulo e passa a morar na fazenda junto dos parentes de seu marido. Lá, apaixona-se pelo cunhado Maurício, e descobre que Guida, a primeira mulher se seu marido, foi vítima de morte violenta. A suspeita sobre a presença do fantasma da falecida e os rancores da família de Paulo alimentam o clima de medo e mistério.

 Direção: Manuel Peluffo


ELENCO

Antoniete Morineau (Helena)
Alexandre Carlos (Maurício)
Great Jorge (Vovô)
Ziláh Maria (Lídia)
Rubens de Queiróz (Paulo)
Maria de Lourdes Lebert (Consuelo)
Nair Pimentel (Netinha)
Ilza Menezes (Naná)
Henricão
Solano Trindade

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Reino Sangrento - 1950

Curta-metragem filmado em 1948, mas lançado apenas em 1950 por José Mojica Marins. Não foi o seu primeiro curta, mas é o registro mais antigo que existe da sua obra até hoje.
Foi lançado como extra no DVD À meia-noite levarei sua alma.

"Em Reino sangrento, filme de aventura ambientado na selva amazônica, dois garotos são feitos prisioneiros por um sultão malvado e levados ao palácio".

 

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Leonora dos Sete Mares (1955)

Senha: cinebra / Minhateca

Vindo de Buenos Aires, Pablo Valdéz chega ao Rio de Janeiro para obter mais informações sobre a morte de sua amada Leonora. Conversando com a depressiva Ana Maria, irmã da falecida, Laura, a amiga dela e Rodolfo, o médico da família de Leonora, Pablo é envolvido em uma trama de mentiras e mistérios.

Direção: Carlos Hugo Christensen

ELENCO
Susana Freyre, Arturo de Cordóva, Rodolfo Mayer, Henriette Morineau, Heloísa Helena, Jardel Filho e Oswaldo Louzada
Luiz Otero
Modesto Souza 
Moacyr Deriquém
Anilza Leoni
Adriano Reys
Araci Cardoso

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Paixão de Gaúcho (1957)

Época da guerra entre Legalistas e Farroupilhas. Chileno, um valente gaúcho, pede
a mão de Catita ao seu pai, que só aceita o pedido após seu futuro genro lhe provar 
sua valentia. Ajudado pelo amigo Jan, Chileno recebe a permissão de se casar com 
Catita, mas diversos acontecimentos farão com que a moça se apaixone pelo amigo 
de seu noivo. Um desfecho trágico sela o amor dos dois.

Direção: Walter George Durst

 ELENCO

Roberto Alrean
Tito Livio Baccarin
Fernando Baleroni
Gilberto Chagas
Ana Cândida
Lima Duarte

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Mãos Sangrentas (1954)

No presídio da Ilha Anchieta, os detentos se rebelam, dominam a situação, mas muitos morrem. Um dos únicos que consegue fugir se encontra com uma prostituta e resolve contar a ela sua história e como foi parar no presídio.

Elenco:

  • Arturo de Córdova
  • Tônia Carrero
  • Carlos Cotrim
  • Sadi Cabral
  • Heloísa Helena
  • Armando Louzada
  • Jackson de Souza
  • Gilberto Martinho
  • Agostinho Ferreira
  • Antonia Marzulo
  • Aurélio Teixeira
  • Lisete Barros
  • José Policena
  • Manoel Pêra
  • Oswaldo Louzada
  • Lídia Mattos
  • Alan Lima
  • Costinha
  • Alcebíades Ghiu

Direção: Carlos Hugo Christensen

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Vamos Com Calma (1956)

Chimbica, uma moça corajosa, insiste em participar dos golpes do tio Buscapé, um ladrão de galinhas. Eles vivem numa favela, chamada "Retiro Paz e Socego". Os dois decidem invadir uma festa de ricos para aplicar pequenos golpes. A festa é a recepção para o pianista Luiz Carlos, recém-chegado da Europa. Na ocasião, Luiz Carlos descobre que Carmem, sua antiga namorada, está noiva de um suposto príncipe. Na verdade, trata-se de Nico, um bandido mal intencionado que pretende dar um grande golpe na família.No ato do roubo, Chimbica e Buscapé são descobertos por Luiz Carlos, que ameaça chamar a polícia. Entretanto, Luiz Carlos planeja uma cena de ciúmes para provocar Carmem, servindo-se para isso da companhia de Chimbica. Em troca da liberdade, Chimbica e Buscapé aceitam se passar pelos aristocratas escoceses, Lord Street Flash e sua sobrinha Sandra. Luiz Carlos e Chimbica terminam por se apaixonar, enquanto Buscapé investe em Madame Pixoxó, a tia de Carmem. O bando de Nico decide agir e roubar o cofre da família. Para isso, sequestram Buscapé e tentam obrigá-lo a roubar uma jóia, mas o ladrão de galinha consegue escapar. Na festa de Carnaval de Madame Pixoxó, o bando de Nico é detido e tudo termina bem, com a prisão do chefe, o mordomo Strogonoff.

Dirigido por Carlos Manga

Elenco:

  • Oscarito como Buscapé
  • Eliana Macedo como Sandra
  • Cyl Farney como Luiz Carlos
  • Avany Maura como Carmem
  • Margot Louro como Madame Pixoxó
  • Ivon Cury como Príncipe Nico
  • Wilson Viana
  • Wilson Grey
  • Derek Wheatley
  • Mauricio Sherman
  • Moacyr Deriquém 

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O Rei do Movimento (1954)

Dirigido por Victor Lima e Hélio Barroso

Elenco:

  • Ankito...Clementino
  • Janete Jane
  • Carlos Tovar...Martino, o mágico
  • Margot Morel
  • Wilson Grey...capanga do bandido mascarado
  • Gilberto Martinho...capanga do bandido mascarado
  • Suzy Kirbi...senhoria
  • Carlos Duval
  • Wilson Viana
  • Orlando Drumond...Natanael, dono da joalheria
  • Paulette Silva
  • Costinha...Hilário, o maluco da espingarda

Clementino é um carteiro preguiçoso, atrapalhado e meio azarado que vive levando bronca do chefe por chegar atrasado. Ele consegue ir para um bairro de classe alta para entregar a correspondência mas se envolve em várias confusões com um filho malcriado de madame e um maluco que o persegue com uma espingarda. Ao chegar em casa, a senhoria lhe cobra seis meses de aluguel atrasado. A filha da mulher arruma para que Clementino apareça no número do mágico "Grande Martino", no teatro que ela trabalha. O carteiro bagunça a apresentação e o mágico o hipnotiza e o obriga a fazer diversas coisas constrangedoras no palco. Depois do número ele vai a uma joalheria entregar cartas, acaba surpreendendo o misterioso Bandido Mascarado durante um assalto e é capturado.

 

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Rico Ri à Toa - 1957

Dirigido por Roberto Farias

Elenco

  • Zé Trindade...Zé Fubica
  • Violeta Ferraz...Isabel
  • Silvinha Chiozzo...Dora
  • Armando Camargo
  • Labanca
  • Apolo Correia
  • Arnaldo Montel
  • Oswaldo Louzada...Frajola
  • Mozael Silveira
  • Tiririca
  • Zezé Macedo
  • Evilazio Marçal
  • Domigos Terras...Joaquim
  • Jaime Filho

Zé Fubica é um chofer de praça que dirige um automóvel antigo (a "Fubica") no Rio de Janeiro. Certo dia, ao voltar para casa, ele fica sabendo que recebeu uma herança de um irmão português que morreu. Zé desconfia que é alguma trapaça pois não conhecia esse irmão, mas a mulher o convence a pegar o dinheiro (15 milhões) e depositar no banco. Ele logo fica chateado com a vida de rico e começa a pensar em vários planos para fazer com que a mulher gaste todo o dinheiro. Mas a trapaça se confirma e os bandidos que lhe deram o dinheiro (parte do roubo total de 100 milhões) o fizeram para que a polícia fosse atrás dele, pois achavam que as notas estivessem marcadas. Eles se enganaram e Zé não foi preso mas um dos bandidos tenta trair os outros e esconde o resto do dinheiro na Fubica, sem saber que a mulher de Zé irá forçá-lo a se livrar do carro. 

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E o Bicho não Deu (1958)

Dirigida por J.B.Tanko

Elenco:

O novo delegado Doutor Faria dá início à "Operação Bicho", determinado a acabar com o Jogo do Bicho na cidade. Incumbe o detetive Bartolomeu de se infiltrar entre os contraventores chefiados pelo dono da boate Flerte, o bicheiro Madruga, e descobrir quem financia a banca. Ao seguir com o plano, Bartolomeu encontra seu amigo de infância Jujuba e se apaixona por Terezinha, florista filha de Frederico. Só que Frederico e Jujuba trabalham para os bicheiros. Ao descobrir que Jujuba é bicheiro, Bartolomeu o persegue e acaba batendo com a cabeça. Daí para frente sofre de dupla personalidade: uma hora é bicheiro amigo de Jujuba, outra hora volta a ser detetive. A mudança de personalidade ocorre quando ele ouve um apito. 

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Tem Boi na Linha! - 1957 / MINHATECA

Um filme de Aloísio T. de Carvalho com Ronaldo Lupo, Zé Trindade, Neide Landi, Wilza Carla

Para casar-se com a filha de um milionário, um "bon vivant", com a ajuda de seu amigo mulherengo, aceita a proposta do pai da noiva de fazer prosperar uma falida agência de publicidade, mas alguns bandidos roubam o primeiro cheque recebido pela promoção de um hotel a ser inaugurado.

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É de Chuá! (1958) / MINHATECA

Dirigido por Victor Lima

Elenco:

  • Ankito...Peteleco
  • Grande Otelo...Laurindo
  • Renata Fronzi...Maria Xangai
  • Renato Restier...Juca Moleza
  • Bill Farr...Bill, investigador
  • Costinha...Investigador
  • Zezé Macedo...Biluca, a empregada
  • Carlos Costa...Astrogildo, o mordomo
  • Duarte de Moraes...Joaquim da Gafiera
  • Pedro Dias...Doutor
  • Fininho...Antuaine, o joalheiro
  • Léa de Almeida
  • Chiquinho

Sinopse:

Os vigaristas do subúrbio carioca Maria Xangai e Juca Moleza, armam um plano para se passarem por pessoas ricas, o senhor e a Madame Caxangai, e atrairem um joalheiro para uma "festa da sociedade" numa mansão que alugam. Dois investigadores da Polícia desconfiam dos novos ricaços e se infiltram entre eles para descobrirem quem são na verdade. Enquanto isso, os sambistas Peteleco e Laurindo precisam de 80 mil cruzeiros ("80 contos") para pagarem as fantasias de carnaval que devem ao dono da Gafieira, Joaquim. Ao saberem dos "ricos", a dupla vai até lá solicitar uma doação em dinheiro para a Escola de Samba. Mas depois, ao cobrarem o pagamento dos vigaristas, Peteleco acaba engolindo um valioso brilhante do joalheiro, que pensara ser uma bala. O sambista passa então a ser perseguido pelos bandidos, pelo joalheiro e o médico atrapalhado que mandara chamar, e também por Joaquim, todos querendo recuperar a jóia à força.  

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Rio Fantasia (1957)

Dirigido por Watson Macedo

Elenco:

  • Eliana Macedo...Lia (nos letreiros Eliana)
  • Trio Irakitan...Edinho, João e Gil
  • John Herbert...Carlos
  • Renato Murce...Freitas
  • Humberto Catalano...Leônidas
  • Madame Lou
  • Rosa Sandrini
  • Helba Nogueira
  • Zezé Macedo
  • Oswaldo Louzada

Um quarteto musical nordestino muito conhecido em sua cidade chega ao Rio de Janeiro em busca de sucesso. Eles vão para a pensão de artistas "Paz e Harmonia", de propriedade da Dona Amélia que costuma cobrar seus pensionistas em débito com um enorme trabuco. Depois de várias tentativas fracassadas de conseguirem se apresentar, e já com as malas presas pela mulher, o quarteto não vê outra alternativa senão invadir um teatro e implorar por uma chance. Eles conseguem a apresentação e na platéia estão Freitas e Carlos, dois produtores de TV ("TV-Rio"). Freitas se interessa pela vocalista do quarteto, a bonita Lia, e resolve convidá-la para um novo programa baseado em Carmem Miranda. Lia faz o programa mas seus três companheiros são deixados de lado e continuam em dificuldade para continuarem com a carreira, agora como um trio. Ela inicia um namoro com Carlos, provocando ciúmes na antiga amante dele, a dançarina Beatriz, casada com o milionário Leônidas, proprietário de uma fábrica de sabonetes para cachorros, o "sabonete Cricri".

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Matar ou Correr (1954)

Dirigido por Carlos Manga

Elenco:

  • Oscarito...Xerife Kid Bolha
  • Grande Otelo...Cisco Kada
  • José Lewgoy...Jesse Gordon
  • Julie Bardot...Bela, Vedete do Saloon
  • Renato Restier...Bob/Dono do Saloon
  • John Herbert...Bil
  • Inalda de Carvalho...Hélen
  • Wilson Grey...Ed Ringo
  • Altair Villar....Roy Lawton
  • Wilson Vianna....Gringo
  • Suzy Kirby....Noiva abandonada por Humphrey
  • Walter Quinteiros
  • Nelson Dantas

Dois vigaristas atrapalhados chegam a uma cidade do Velho Oeste, City Down, dominada por malfeitores. Um dos recém-chegados se sai bem numa briga de bar com o famigerado bandoleiro Jesse Godon e acaba por ser nomeado xerife, sem qualquer aptidão real para o cargo. Jesse Gordon escapa da prisão e volta para duelar com o xerife no trem das duas horas. Depois de uma crise de choro, o xerife vai para o confronto.

 

 Carnaval Atlântida (1952) / MINHATECA

Dirigido por José Carlos Burle

Elenco:

  • Oscarito...Professor Xenofontes
  • Eliana Macedo...Regina
  • Roberto Faissal...Cirollo
  • Cyll Farney...Augusto
  • Maria Antonieta Pons...Lolita
  • Grande Otelo
  • José Lewgoy...Conde Verdura
  • Renato Restier...Cecil B. de Milho
  • Colé Santana
  • Wilson Grey

O grande produtor Cecil B. de Milho deseja fazer um filme sobre Helena de Troia e contrata o professor Xenofontes, especialista em história grega, para ajudar no roteiro. Mas os atores preferem realizar uma comédia musical e querem que o cineasta mude de ideia.

Treze Cadeiras- 1957 / MINHATECA

Dirigido por Francisco Eichhorn

Elenco Oscarito, Renata Fronzi, Zé Trindade, Oswaldo Elias e Zezé Macedo

Oscarito interpreta Bonifácio, um barbeiro do interior que recebe de uma tia de herança uma mansão na cidade, mas o imóvel é confiscado e ele acaba ficando apenas com 13 cadeiras. Após vendê-las, desespera-se ao descobrir que a falecida havia escondido uma fortuna no estofamento de uma delas. Junto com a dançarina de cabaré Ivone (Renata Fronzi), ele tentará então reavê-las, se envolvendo em muita confusão. Filme baseado no romance russo "As 12 cadeiras". A história do originalmente se passa na Rússia na época da revolução bolchevique. O Romance teve algumas adaptações para o cinema, sendo a mais conhecida a versão do diretor Mel Brooks de 1970 "The Twelve Chairs" no Brasil conhecido como Banzé na Rússia.

 

Esse Milhão É Meu (1959) / Minhateca

Elenco:

Oscarito... Felismino Tinoco

Sônia Mamede... Arlete

Miriam Teresa... Sueli, a sobrinha

Francisco Carlos... Sílvio

Margot Louro... Gertrudes

Zezé Macedo... Augusta, a sogra

Afonso Stuart ... Janjão, o sogro

Agildo Ribeiro

Ribeiro Fortes

Armando Nascimento

Augusto Cesar Vanucci... Juscelino

Derek Wheatley

Altamiro Carrilho...como ele mesmo

Dirigido por Carlos Manga

Felismino Tinoco é um servidor público dedicado, casado com uma mulher megera. Vivem com ele na mesma casa também a sogra faladeira, o sogro dissimulado e a sobrinha estudante. Ao chegar para mais um dia de trabalho, Felismino é surpreendido com a notícia de que ganhara um prêmio de um milhão por te conseguido ir ao trabalho uma semana sem faltar. Os amigos o convencem a ir comemorar o prêmio numa casa noturna, o Sevilla Club. No meio da bebedeira, ele conhece a artista Arlete, que entra em um golpe com seu amante trapaceiro Juscelino para chantagear Felismino e ficar com o dinheiro. A sobrinha fica sabendo da chantagem e tenta ajudar Felismino, mas se coloca em perigo. 

Chico Fumaça (1958) / MINHATECA

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi...Chico Fumaça
  • Nancy Montez...Verinha Vogue, a vedete
  • Carlos Tovar...Dr. Japércio Limoeiro, presidente do Partido Oportunista Brasileiro
  • Wilson Grey...Didu, assessor de Limoeiro
  • Celeneh Costa...Inocência, professora e noiva de Chico
  • Roberto Duval...prefeito Generoso
  • Grace Moema...Dona Marcelina, mãe de Inocência
  • Joyce Oliveira...esposa de Limoeiro
  • Arnaldo Montel...Raposo
  • Suzi Kirby...turista americana
  • Grijó Sobrinho...maestro da banda
  • Domingos Terras..."seu" Elias
  • Cazarré Filho...cabo eleitoral
  • Carlos Costa...Honório Honorato, opositor político do prefeito
  • Moacyr Deriquém
  • Amadeu Celestino...subprefeito

Último filme que Mazzaropi fez para os “outros”. Depois, ele se tornaria seu próprio produtor, ao criar a Produções Amácio Mazzaropi (PAM) Filmes. Chico Fumaça também foi o último filme de sua trilogia carioca, extremamente coeso dentro do humor com ecos de chanchada da Cinedistri.

Chico Fumaça é um caipira que sonha em ser maquinista. Sua paixão pelos trens é tamanha, que ele passa boa parte do tempo vendo-os passar pela via férrea. Até que um dia ele percebe uma erosão próximo à ferrovia, e impede um desastre. Alçado ao posto de celebridade da noite para o dia, Chico Fumaça vive confusões extraordinárias na boêmia Rio de Janeiro, a então capital do País.

Chico Fumaça resgata aquela figura do caipira paulista de Candinho (1953). Mas coloca o caipira em choque ao ser “transladado” para a metrópole, com muito dinheiro no bolso e com o assédio da imprensa.

A trilogia carioca de Mazzaropi não possui uma “mensagem moral cifrada”, e procurou apenas construir uma história com começo, meio e fim, e algumas reviravoltas, momentos inusitados e muitas peripécias para prender atenção do grande público.

O Gato de Madame (1956) / MINHATECA

Dirigido por Agostinho Martins Pereira

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi…Arlindo Pinto
  • Odete Lara…Ivone / Fantasma da Marquesa de Santos
  • Carlos Cotrim…Cícero / Fantasma de Dom Pedro I / Major
  • Lima Neto
  • Gilberto Chagas
  • Roberto Duval
  • Leo de Avelar
  • Henricão ...... presidiario
  • Osmano Cardoso
  • José Nuzzo
  • Inaija Vianna ...... mulher de Arlindo
  • Jorge Petrov
  • José Mercaldi
  • Tito Livio Baccarin
  • Ayres Campos
  • gato Joãozinho

Sem sombras de dúvida, O Gato de Madame é o filme de Mazzaropi mais exibido na televisão e nas mostras a ele consagradas. Filmado nos últimos suspiros da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, agora com o sugestivo nome de "Brasil Filmes", O Gato de Madame desde seus créditos iniciais tem uma meta bem definida: parodiar os filmes policiais norte-americanos.

De fato, um dos melhores filmes de Amácio Mazzaropi. Por quê? Bem, é um dos poucos filmes do comediante paulista que possui "um só fôlego" de situações engraçadas, do começo ao fim, o que torna O Gato de Madame uma atração agradável para o formato de televisão.

O nonsense é quem dita as regras da trama, com direito a um encontro inusitado com D. Pedro I, um concurso de miss promovido pela Fábrica de Tecidos Kenta (dando o trocadilho Miss Kenta) e ser confundido com uma alma penada em um centro espírita.

É daí que Mazzaropi obteria material para explorar, anos mais tarde, essa perigosa comicidade nas cenas de espiritismo de mentirinha, fazendo, ao mesmo tempo e na ambiguidade do humor, sátira e retrato do sincretismo religioso brasileiro.

Mazzaropi é o engraxate Arlindo, cuja mulher vive brigando com ele por causa do pouco dinheiro para sustentar a casa. Ao sair para comprar a boneca de aniversário para sua filha, acaba sendo perseguido por um gato que se afeiçoa por ele. O gato, na realidade, é um bichinho fujão de estimação de uma mulher cheia de dinheiro. A mulher oferece uma recompensa de muitas cifras, recompensa essa que chama a atenção de uma quadrilha de bandidos, bem no estilo dos vilões mafiosos dos antigos filmes americanos. Com essa quadrilha à sua sombra, Arlindo se mete nas maiores confusões para escapar ileso, entregar o gato à dona, abocanhar a recompensa, e chegar a tempo em casa para entregar a boneca à filha...

Cercado por beldades da época, o solteirão Mazzaropi (sobre o qual alguns biógrafos especulam ser homossexual) nos traz uma comédia maluca do pobre que fica rico, comédia essa que funcionou como um interessante "casamento" entre Abílio Pereira de Almeida e Agostinho Martins Pereira. Dando a tônica de um filme policialesco, o gato da madame parece, insistindo nas mesmas fórmulas mas com roupagem diferente, seguir o filão de filmes contracenados com o lendário cão Duque. 

Jeca Tatú (1959) / Minhateca

Dirigido por Milton Amaral

Elenco:

  • Mazzaropi...Jeca
  • Geny Prado...Jerônima
  • Roberto Duval...Vaca Brava
  • Nicolau Guzzardi...Seu Giovani
  • Nena Viana...Dona Baratinha
  • Marlene França...Marina
  • Francisco di Franco...Marcos
  • Miriam Rony...Tina, esposa de Giovani
  • Marlene Rocha
  • Pirolito
  • Marthus Mathias
  • Hamilton Saraiva
  • José Soares
  • Hernani Almeida
  • Homero Souza Campos
  • Eliana Wardi
  • Marilu
  • Galampito
  • Augusto César Ribeiro
  • Argeu Ferrari
  • Cláudio Barbosa
  • Humberto Barbosa
  • Newton Jaime S. Amadei

Amacio Mazzaropi (1912-1981) é, sem sombras de dúvida, o maior comediante brasileiro. As razões? Por ser o nome mais bem-sucedido do cinema nacional, por ser um dos poucos humoristas que conseguiram se impor por mais de três longas décadas no gosto popular e por ser o único caso de artista brasileiro que produziu a si mesmo, em matéria de filmes.

Ora, Jeca Tatu é a sua película de 1959. O décimo filme da sua carreira e o segundo filme com o selo da sua produtora PAM Filmes (Produções Amacio Mazzaropi), criada no ano anterior. Com o roteiro e direção conduzidos por Milton Amaral (com argumento do próprio Mazzaropi), Jeca Tatu é uma declarada homenagem ao escritor Monteiro Lobato. Portanto, não é exagero afirmar que estamos falando de um clássico.

Mazzaropi já tinha vivido nas telonas o papel do caipira, em 1953, no filme Candinho. Porém, só foi a partir de Jeca Tatu que Mazzaropi casaria muito bem o seu estilo cômico com o personagem estereótipo concebido por Monteiro Lobato.

O filme começa com a esposa ralhando Jeca, pelo fato de ela estar trabalhando enquanto o marido está a dormir. A cômica preguiça do Jeca é uma constante em todo o filme. Morando em uma choupana paupérrima, Jeca mora com a esposa, suas crianças e a pérola de sua filha, a bela Marina. Dada a sua beleza, Marina se sente constantemente ameaçada pelo capataz da fazenda vizinha, o Vaca-Brava. Este, a todo o custo, e por meio da força e ameaças, quer casar-se com ela. Vaca-Brava faz bem o tipo de vilão dos filmes norte-americanos antigos, principalmente os de faroeste: porte prepotente, ameaçador, o inseparável cigarro e as tragadas cheias do estilo desnecessário da masculinidade dos anos 50. Ele persegue Marina, mas, para seu profundo desagrado e ódio, descobre que ela está apaixonada por Marcos, filho de Giovanni.

Eis aí outro personagem importante. Giovanni é um ganancioso fazendeiro, italiano, vizinho de Jeca Tatu. E, por sinal, detesta o pobre caboclo, e sempre procura de um jeito ou outro, tomar-lhe as terras, além de complicar a vida do Jeca. Dessa maneira, Mazzaropi mostra de forma dramática e sem uma caracterizada postura política os problemas da terra, do camponês oprimido pelo latifundiário. Giovanni não medirá esforços em tomar o rancho do Jeca e avançar cada vez mais as suas cercas. Jeca, por sua vez, se atola mais e mais em dívidas com o português do armazém. E o português, em conluio com o italiano, procura persuadir Jeca em ceder suas terras por “hipoteca” da dívida.

Vale observar que os dois tipos caricatos estrangeiros procuram tomar o que Jeca possuía de mais rico. Se dissermos que aí existe a implícita mensagem do estrangeiro como ladrão das riquezas do povo brasileiro, pode parecer mera especulação, mas é bom lembrar que Mazzaropi sempre teve uma postura um tanto nacionalista no que diz respeito ao cinema, e do cinema nacional forte dentro do mercado cinematográfico brasileiro, além de acreditar que o caipira é uma genuína identidade das raízes tipicamente brasileiras.

O riso em Jeca Tatu caminha de mãos dadas com o drama. Ao mesmo tempo em que o público ri do tratamento cômico e do jeito desengonçado do Jeca, em especial do seu modo de andar sui generis, o público se emociona com as perdas e desgraças que acometem o pobre matuto. Afinal, a maioria dos filmes do “Mazza” faz emergir o riso em cenas de dor e infelicidade. O riso pode partir de tudo, até mesmo da impossibilidade dos personagens em se livrarem de seus próprios problemas.

A incrível capacidade de Mazzaropi em fazer rir é fruto de sua longa experiência no teatro mambembe, no teatro de revista, no circo, no rádio e na televisão. Nos anos 50, o lado burlesco e histriônico do cinema manifestou-se em sua força mais considerável, sendo seus grandes articuladores Oscarito, Grande Otelo, Dercy Gonçalves, Genésio Arruda e o próprio Mazzaropi.

As piadas do filme são muito semelhantes às frases anedóticas dos antigos almanaques de farmácia. E não é sem razão, porque todo o filme foi inspirado não no conto Jeca Tatu (presente no livro Urupês, onde Lobato, com uma mania de grandeza obsessivamente progressista, acusa o pobre Jeca do atraso valparaibano), mas sim no Jeca Tatuzinho (escrito anos depois, como mea-culpa de Lobato, arrependido das acusações endereçadas ao homem do campo). Jeca Tatuzinho era um almanaque publicitário feito para a Indústria Farmacêutica Fontoura nos anos 20 e que circulou por longos anos, onde o personagem nada mais era que um caipira pedagógico, que veiculava os produtos do laboratório e abordava temas domésticos, como noções de higiene pessoal, etc.

Em seus 95 minutos, Jeca Tatu é um filme singelo e tocante, pecando porém no uso constante dos clichês do circo pastelão. O catolicismo rústico alia-se a uma índole conformista do personagem, afastando da película qualquer menção ao camponês revolucionário e afastando do personagem qualquer força moral além de sua simplicidade e honestidade. Em suma, o cinema de Mazzaropi é reacionário de certa forma, já que defende a vida no campo em detrimento com a vida da cidade. Por essa razão, Mazzaropi não teve boa aceitação por parte da intelectualidade brasileira daquele tempo, porque foi justamente a época que predominou a política desenvolvimentista, que começou com o governo de Juscelino Kubitschek e permaneceu indelével por muitos anos na sociedade brasileira. Naquele tempo, se discutia qual seria a identidade nacional, enquanto o progresso era o tom mais forte e emotivo que se tinha no momento. Assim, o homem do campo era visto como o atraso, como um mal a ser extirpado; só a população citadina seria a representação do Brasil-moderno, do Brasil-democrático.

Jeca Tatu foi lançado em pleno corre-corre urbano e desenvolvimentista da construção de Brasília, para ser um filme cheio de simpatia quase árcade ao caipira, ao matuto paulista daqueles dias. Como estilo de época, os números musicais não poderiam faltar, o que aliás, marcam presença de peso com os cantores Agnaldo Rayol, Lana Bittencourt, Tony e Celly Campello. O próprio Mazzaropi também canta duas canções em pontos interessantes da trama: o primeiro ponto é quando ele e sua família partem sem destino em um carro de bois, após ter sua choupana incendiada pela maldade de Giovanni – maldade essa conduzida pelas artimanhas de Vaca-Brava. Já o segundo ponto é próximo ao desfecho, quando o Jeca torna-se “coroné”...

Por fim, convém salientar que foi com Jeca Tatu que Mazzaropi abriu as portas para que muitos filmes seus compusessem o que futuramente chamar-se-ia de “cinema caipira”. Com um humor visceralmente pessoal, reproduziu de modo insistente - e à sua maneira - a vida rural no cinema brasileiro.

De fato, é dele o cinema mais popular feito nestes solos.

Candinho (1953) /  Minhateca

Dirigido por Abílio Pereira de Almeida

Elenco

  • Amácio Mazzaropi.... Candinho (Cândido da Silva)
  • Marisa Prado.... Filoca Pereira
  • Ruth de Souza.... Dª Manuela
  • Adoniran Barbosa.... Professor Pancrácio
  • Benedito Corsi.... Pirulito
  • Xandó Batista.... Vicente
  • Domingos Terras.... Coronel Quinzinho (Joaquim Pereira)
  • Nieta Junqueira.... Dª Eponina Pereira
  • Labiby Madi.... Dona Hermione
  • Ayres Campos.... Delegado
  • Sydnea Rossi.... Dª Antonieta
  • John Herbert.... Quincas (Joaquim Pereira Filho)
  • Salvador Daki.... Lalau
  • Manoel Pinto
  • Abílio Pereira de Almeida
  • Pedro Petersen
  • Luiz Calderaro
  • Nélson Camargo
  • Antônio Fragoso
  • Tito Lívio Baccarin
  • Maria Luiza Splendore
  • Eugênio Montesano
  • Lourenço Ferreira
  • Jordano Martinelli
  • Duque (cão).... cão
  • Artur Herculano
  • Figurinha .... monociclo e malabares
  • Antônio Miro
  • Cavagnole Neto
  • Izabel Santos
  • China
  • Maria Olenewa Ballet
O grande momento na carreira de Amácio Mazzaropi viria com o filme Candinho. É nele que o comediante, pela primeira vez na tela grande, casaria de modo único e inconfundível seu estilo cômico com o estereótipo do caipira paulista. O resultado seria, em quase todos os filmes que se seguiriam, utilizado à exaustão.
Abílio Pereira de Almeida parece que levou muito a sério as pesadas críticas da imprensa da época, de que os dois últimos filmes de Mazzaropi foram "mal dirigidos". Porque é só agora (1953) que Abílio toma consciência de que trabalha para a poderosa Companhia Cinematográfica Vera Cruz. O filme tem toda a pujança típica dos estúdios da Vera Cruz: várias locações, uma quantidade gigante de figurantes, uma história rocambolesca, até parece que o diretor mobilizou uma cidade inteira para fazer o registro de cada cena.
É incrível ver Mazzaropi contracenar com o sambista e nunca sempre lembrado humorista da Era do Rádio, Adoniran Barbosa. E é interessante observar Mazzaropi fazer cenas de relativa carga dramática, levando o público facilmente às lágrimas e às gargalhadas.
A história é, de certa forma, paródia do clássico "Cândido", do filósofo francês Voltaire. O otimista incorrigível da novela voltaireana, o prof. Pangloss, vira, através da mente de Abílio, o Prof. Pancrácio (Adoniran Barbosa). Desde Sai da Frente que o mestre Abílio insiste em nomes bizarros e falas pomposas, e canalizar esses vícios no personagem Prof. Pancrácio é, "sem duvidamente" a sua melhor realização.
Na carreira de Mazzaropi, podemos considerar Candinho um marco. Pois é nele que começa um esforço para a construção da identidade do "jeca", o caipira estilizado e imortalizado por Mazzaropi.

Nadando em Dinheiro (1952) / Minhateca

Dirigido por Abílio Pereira de Almeida

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi .... Isidoro Colepícula
  • Ludy Veloso .... Maria (esposa de Isidoro)
  • A.C. Carvalho .... Eufrásio (Seu Gato)
  • Liana Duval .... empregada da mansão
  • Nieta Junqueira .... Xantipa (Dona Gata)
  • Carmem Müller
  • Simone de Moura .... modista
  • Xandó Batista
  • Vicente Leporace
  • Elisio de Albuquerque
  • Nélson Camargo
  • Ayres Campos
  • Sérgio Hingst
  • Francisco Arisa
  • Jaime Pernambuco
  • Napoleão Sucupira
  • Domingos Pinho
  • Bruno Barabani
  • Jordano Martinelli
  • Wanda Hamel
  • Joaquim Mosca
  • Albino Cordeiro
  • Labiby Madi
  • Maria Augusta Costa Leite
  • Pia Gavassi
  • Isabel Santos
  • Carlos Thiré
  • Oscar Rodrigues de Campos
  • Édson Borges
  • Vera Sampaio
  • Luciano Centofant
  • Maury Francisco Viveiros
  • Antônio Augusto Costa Leite
  • Francisco Tamura
  • Angelita Monteiro
  • o cão Duque ... Coronel (o cachorro de Isidoro)
  • a menina Tita ... Tina (a filha de Isidoro)

Com o grande sucesso de Sai da Frente, a Companhia Cinematográfica Vera Cruz aposta em Mazzaropi para fazer filmes a toque de caixa. Tanto é que, no mesmo ano de sua estreia, a Companhia lança mais uma vez o comediante na tela grande.

Nadando em Dinheiro traz novamente o ingênuo chofer de caminhão Isidoro Colepícula em mais uma de suas aventuras. Neste segundo filme, vemos tanto um Amácio Mazzaropi com maior desenvoltura frente às câmeras quanto um Abílio Pereira de Almeida um pouquinho só mais interessante como roteirista e como diretor (embora tenha o auxílio de um certo Carlos Thiré na direção).

Isidoro tem uma reviravolta em sua vida pacata quando, em um incidente de trânsito, acaba conhecendo um homem que o conduz... ao avô do chofer, milionário e às vésperas da morte. A vultosa herança cai em suas mãos, tornando-o riquíssimo da noite para o dia.

Tratando de um tema tão surrado, quanto de um homem simplório que recebe de repente uma quantidade tão inimaginável de dinheiro, e na sua dificuldade em inserir-se em um meio cheio de fineza e elegância, o filme também trata das relações hipócritas baseadas em status social e fortuna. Que é a razão de todo o humor da película.

O filme tem um humor solene demais para um espectador atual. A vida de Colepícula transforma-se numa tragicomédia de um Tio Patinhas na São Paulo dos anos 1950. O filme traz momentos antológicos, como a cena de Isidoro se banhando em cédulas, ou dele se vingando do clubinho high society que não o leva a sério, substituindo a champanhe por cerveja preta. É talvez um caso isolado na filmografia de Mazzaropi, em vê-lo defendendo um personagem... mulherengo. O filme, mesmo com um “erotismo cifrado” aqui e ali, é extremamente moralista em demonstrar como o dinheiro corrompe as pessoas.

“Tive um pesadelo. Sonhei que era milionário”, diz Colepícula, acordando no final.

Nadando em Dinheiro sempre foi lembrado pela crítica, menos por seu valor cinematográfico, e mais para atacar Amácio Mazzaropi, por ter se tornado riquíssimo com os filmes que produzia. Mas Nadando em Dinheiro começa a lançar fundamentos que Amácio Mazzaropi irá explorar na imensa maioria dos filmes de sua carreira. 

Sai da frente (1952) / MINHATECA

Direção: Abílio Pereira de Almeida

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi.... Isidoro Colepicola
  • Ludy Veloso.... Maria
  • Leila Parisi
  • A. C. Carvalho.... Eufrásio
  • Nieta Junqueira.... Dona Gata
  • Solange Rivera
  • Luiz Calderaro
  • Vicente Leporace
  • Luiz Linhares
  • Francisco Arisa
  • Xandó Batista
  • Bruno Barabani
  • Danilo de Oliveira
  • Renato Consorte
  • Príncipes da Melodia
  • José Renato
  • Francisco Sá
  • Príncipes da Melodia
  • Danilo de Oliveira
  • Bruno Barabani
  • Joe Kantor
  • Milton Ribeiro
  • Jordano Martinelli
  • Izabel Santos
  • Maria Augusta Costa Leite
  • Carlo Guglielmi
  • Labiby Madi
  • Jaime Pernambuco
  • Galileu Garcia
  • José Renato Pécora
  • Tony Rabatoni
  • Ayres Campos
  • Dalmo de Melo Bordezan
  • José Scatena
  • Vitório Gobbis
  • Olívio Melo
  • Martins Melo
  • Rosa Parisi
  • Carmem Muller
  • Annie Berrier
  • Nôemia Soares
  • Antônio Dourado
  • Duque (cão).... Coronel

Sai da Frente é a primeira experiência do comediante Amácio Mazzaropi (1912-1981) na tela grande. Com muitos anos de experiência no teatro mambembe e no circo, com fama já consolidada no rádio, Mazzaropi, então com quarenta anos, encarna o humilde motorista Isidoro Colepicula, proprietário de um caminhão caindo aos pedaços chamado “Anastácio”.

Filme da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, com direção e roteiro de Abílio Pereira de Almeida (nome famoso do Teatro Brasileiro de Comédia), é um nonsense situado numa São Paulo que ainda não é uma complicada metrópole. Com direito a sanduíches enormes, despertadores gigantes, um automóvel que reage automaticamente ao mundo, um escritório cheio de pessoas com nomes de meses, e os mais variados tipos urbanos, como policiais, funcionários públicos, um judeu e uma atriz de circo.

O roteiro é frouxo, oscilando na qualidade da construção dos diálogos. Partindo da ideia de levar uma mobília para Santos e se envolver em variadas confusões, a história é construída para ser uma sucessão de gags aparentemente independentes, tendo apenas Isidoro e Anastácio como frágil fio condutor. O jeitão caipiresco de Mazzaropi ainda está engatinhando, e ele consegue ser engraçado mesmo com visível desconforto em falar frases pomposas do mestre Abílio.

Com algumas críticas sociais aqui e ali, ao retratar a burocracia nas repartições públicas ou o palavrório vazio e tendência à corrupção dos políticos, o filme também tem dois momentos de tietagem explícita (ou sutilíssima ironia?): o quadro de Getúlio Vargas em uma repartição e o cachorro “Coroné” saudando-o em outra cena.

Tudo tem uma cara de test drive. Da poderosa Vera Cruz em testar a sua mais nova aquisição, que lhe custou tanta grana; do mestre Abílio que procura dar ao filme um tom circense, pastelão, um diálogo de programa radiofônico, para tornar o astro mais à vontade; e Mazzaropi, mais desajeitado em ser ator frente às câmeras, do que ser um personagem desastrado.

A Carrocinha (1955) / MINHATECA

Dirigido por Agostinho Martins Pereira

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi.... Jacinto
  • Dóris Monteiro.... Ermelinda
  • Modesto de Souza .... Prefeito Juca Miranda
  • Adoniran Barbosa.... Salvador, pai de Ermelinda
  • Gilberto Chagas .... Alinor
  • João Silva .... Lisboa, presidente da Câmara Municipal
  • Aidar Mar .... Clotilde, mãe de Jacinto
  • Paulo Saffioti .... Teotônio
  • Kleber Macedo .... Adalgiza
  • Nicolau Sala .... padre Simão
  • Salles de Alencar .... Abel Fragoso
  • José Nuzzo .... Tatu, irmão menor de Jacinto
  • Luiza de Oliveira .... Dona Hortênsia
  • Reinaldo Martini .... Paulo
  • Diná Machado .... tia Josefa
  • José Gomes .... tio José
  • Nieta Junqueira
  • Galileu Garcia
  • Jordano Martinelli
  • Bento Souza
  • Luiz Francunha
  • Duque .... cão de Ermelinda

Depois de ter lançado três filmes de grande sucesso pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, Amácio Mazzaropi vai trabalhar como ator contratado para a Fama Filmes.

O filme, com produção assinada pelo argentino Jaime Prades (que, segundo reza a lenda, produziria anos depois o clássico El Cid, com Charlton Heston), utiliza (embora com certo requinte na direção e melhor elaboração do roteiro) a mesma ideia de Sai da Frente. Mas Agostinho Martins Pereira consegue ser mais interessante que Abílio Pereira de Almeida...

Já existe um tom de proteção aos animais, nessa simbologia que confere à "carrocinha" uma espécie de carro maligno, que vai ceifando das casas e das famílias toda a felicidade. Mas o laçador de cães Jacinto é um homem de contornos psicológicos nobres que, mui malandramente, engana o Prefeito para juntar a grana necessária e casar-se com a linda Ermelinda (Doris Monteiro).

Quem rouba a cena de Mazzaropi é, sem sombras de dúvida, o lendário cão Duque. Reza a lenda que o cão adestrado tinha um dos maiores salários da Vera Cruz, inclusive ganhando mais que Anselmo Duarte, galã dos estúdios de São Bernardo do Campo.

A fuga dos cães rumo à cidade, salvando Jacinto da fúria popular à porta da igreja no instante do seu casamento, é um dos mais altos momentos de toda a filmografia de Mazzaropi.

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Fuzileiro Do Amor (1956) / MINHATECA

Dirigida por Eurides Ramos

Elenco:

  • Mazzaropi...José Ambrósio/Ambrósio José/Recruta 29
  • Terezinha Amayo...Maria
  • Roberto Duval...Sargento-Instrutor
  • Pedro Dias...Honorato
  • Agildo Ribeiro...Recruta 35
  • Gilberto Martinho...Oficial imediato
  • Wilson Grey...Interno no hospício
  • Francisco Dantas...doutor Jonas

Com as complicações financeiras da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, Mazzaropi percebeu que nada mais o prendia em São Paulo. A recém-fundada Cinedistri, no Rio de Janeiro, por Osvaldo Massaini manifesta interesse em contratar o comediante paulista. Fuzileiro do Amor, seu primeiro filme feito pela Cinedistri, faria, em conjunto com O Noivo da Girafa e Chico Fumaça a trilogia carioca de Amácio Mazzaropi.

Fuzileiro do Amor desvincula completamente Amácio Mazzaropi da figura do caipira paulista, e o aproxima com a tradição cinematográfica carioca, com ecos de chanchada. As gags são mais ágeis, enérgicas, e o pastelão é mais afetado. Em outras palavras, o humor da Cinedistri é mais escrachado que o humor da Companhia Cinematográfica Vera Cruz.

Mazzaropi é José Ambrósio, um sapateiro modesto que só entra no Corpo de Fuzileiros Navais para agradar o pai da namorada, um sargentão reformado. Os problemas começam com seu instrutor e aumentam quando surge em cena o sargento Ambrósio José, o desaparecido irmão gêmeo de José Ambrósio.

É interessante observar que Roberto Duval (1919-1972), o sargento-instrutor do filme, é o ator que sempre se consagrou como vilão nas películas de Mazzaropi até Casinha Pequenina (1963), sua última aparição. Tanto na fase Vera Cruz, na fase carioca ou mesmo na fase independente, Duval sempre fez esse papel de bandido na filmografia de Mazzaropi.

Chofer De Praça (1959) / MINHATECA

Dirigido por Milton Amaral

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi - Zacarias "Caría" (usado para o trocadilho cômico conforme a citação "Lá em casa me chamam por Caría")
  • Geny Prado - Augusta
  • Celso Faria - Raul
  • Ana Maria Nabuco - Iolanda
  • Carmen Morales - Rita
  • Maria Helena Dias - Namorada rica
  • Roberto Duval - Pai da namorada rica
  • Elk Alves - Passageiro das botas sujas
  • Benedito Liendo - Passageiro gordo
  • Marlene Rocha
  • Nina Marques
  • Nena Viana - Vizinha
  • Cavagnole Neto
  • Elpídio dos Santos

É interessante observar que, nos últimos cinquenta anos, a sociedade brasileira evoluiu muito cultural e moralmente falando. Paradoxalmente, o humor parece que sofreu uma espécie de involução.

Mesmo um filme de Amácio Mazzaropi, engessado pela moral cristalizada dos anos 1950, soa tão politicamente incorreto que as globochanchadas apelativas que anualmente aparecem no cardápio cinematográfico brasileiro. E isso nos leva a válidas reflexões.

Os melhores filmes do Mazzaropi sempre serão aqueles que, não somente a parte artística seja conferida a gente mais capacitada que ele, mas aqueles onde insistem em colocá-lo em um contexto urbano, citadino.

Chofer de Praça realmente parece revisitar os modelos de Sai da Frente (1952) e A Carrocinha (1955), modelos esses que seriam novamente utilizados em O Vendedor de Linguiça (1961-1962), que estrearia anos depois.

O potencial humorístico de um carro velho caindo aos pedaços sendo conduzido por um caipira atrapalhado e turrão parecia - naqueles idos tempos - ser uma fonte inesgotável de situações e histórias.

Chofer de Praça é um filme de choques. O choque que o caipira Zacarias sofre ao trabalhar de chofer na grande cidade; o choque entre ele e seu filho que, formando-se em Medicina, restrito a um círculo de amizades que envolve filhos e filhas de grandes industriais e gente de bem, alimenta dentro de si uma vergonha muito grande de sua origem humilde e da simplicidade e pouca etiqueta de seus pais.

É realmente raro ver filmes de Mazzaropi onde o roteiro não desanda daquele maniqueísmo quadrado, como é o caso de Chofer de Praça. Tudo bem que a grande malvadeza do filho em omitir a verdadeira natureza de seus pais é consertada no final com um tapa na cara...

É. Naqueles idos tempos, talvez soasse muito engraçado que um chofer de praça, um taxista, não quisesse levar um gordo grande no carro, expulsasse a mulher fresca jogando suas sacolas de feira no chão com violência, ou apontasse uma arma ao casal jovem que queria pagar a corrida para se entregar às putarias. Que o trabalhador pai de família também tivesse momentos de desabrida violência e maus tratos à sua esposa, anacrônico, controvertido e machista que é.

São situações que, de certa forma, refletem os preconceitos e tabus da época, ainda assim são contudentes para o espírito do tempo sob a chancela do humor, ainda mais hoje, e que conseguem ser mais eficazes à reflexão que as flutuações ginecológicas da Globo Filmes e a essa arte de fazer rir chata e demagógica, tão cheia de dedos e fitas, dos stand-ups e talking shows da TV brasileira.

Mas a força de Mazzaropi ainda está em criticar, em ridicularizar toda e qualquer forma de preconceito de classe, que sempre quis separar o Brasil entre casa-grande e a senzala.

Chofer de Praça é o primeiro filme que Amácio Mazzaropi pagou do próprio bolso, com a sua recém-fundada produtora PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi), embora usasse os estúdios e parte dos técnicos da já moribunda Companhia Cinematográfica Vera Cruz, em São Bernando do Campo.

O Noivo da Girafa (1957) /  Minhateca

Dirigido por Victor Lima

Elenco:

  • Amácio Mazzaropi…Aparício Boamorte
  • Glauce Rocha…Inesita
  • Roberto Duval…Poeta
  • Nieta Junqueira…Xantipa
  • Manoel Vieira…Gonçalves, o dono da pensão
  • Celeneh Costa…Clara
  • Francisco Dantas…delegado
  • Palmerim Silva
  • Arnaldo Montel
  • Benito Rodrigues
  • Joyce de Oliveira
  • Pachequinho
  • Armando Nascimento
  • Yára
  • Carlos Duval
  • Walter Moreno
  • Ferreira Leite
  • Waldir Maia
  • Véra Lucia…Aninha

Os filmes que compõem a trilogia carioca de Mazzaropi têm o interessante diferencial de possuírem uma narrativa mais ágil, uma montagem engenhosa, muito fôlego para o humor, e um humor mais escrachado, diga-se de passagem.

Os personagens secundários não caminham apenas pelo filme, mas possuem características marcantes, imprimem a sua relevância.

É com estas características que é lançado, no ano de 1957, este O Noivo da Girafa.Que segue a mesmíssima cartilha de O Fuzileiro do Amor (1956). A Cinedistri, que anos mais tarde lançaria o clássico O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte, manteve uma coerência em todos os filmes protagonizados por Mazzaropi. Porque eram filmes que davam muito retorno, e não havia motivo para alterar a fórmula.

Mazzaropi é Aparício Boamorte, um moço pobre que trabalha no Jardim Zoológico, e lá sempre é incomodado pelo chefe e por seus dois colegas de trabalho. Sua grande amiga é uma girafa, com a qual passa toda a parte de seu trabalho conversando. Aparício mora em uma pensão onde residem as mais diversas espécies de pessoas. Tem o rapaz estudante de Medicina, querendo que as pessoas já o respeitem como médico sem ter recebido o diploma. Tem o boêmio despreocupado (Roberto Duval), amigo de Aparício. Tem a moça não muito bonita, que nutre uma paixão secreta por Aparício. E tem o dono da pensão, um português muquirana e ganancioso, pai de uma menina graciosa e de Clara, amor secreto de Aparício.

O filme tem uma intrincada sequência de erros e acertos, que vai jogando o enredo de um lado para outro, complicando cada vez mais a trama. Roteiro elaborado foi um luxo que Mazzaropi gozou apenas em sua passada pela Cinedistri, luxo esse que pouco existiu na Companhia Cinematográfica Vera Cruz e praticamente foi abandonado quando Mazzaropi tornou-se o próprio produtor.

ÂNGELA (1951) MINHATECA

Dirigido por Tom Payne e Abílio Pereira de Almeida 

Elenco:

Eliane Lage… Ângela

Alberto Ruschel

Mário Sérgio

Abilio Pereira de Almeida … Gervásio

Ruth de Souza

Inezita Barroso

Xandó Batista

Sérgio Cardoso

Renato Consorte

Antunes Filho

Sérgio Hingst

Nydia Lícia

Maria Clara Machado

Dinarte, jogador incorrigível, ganha no carteado uma propriedade, à qual decide visitar na mesma noite. Chegando à fazenda, Ângela, enteada de Gervásio (o perdedor), comunica a morte da mãe. Dinarte envolve-se e casa-se com Ângela e promete não jogar mais, porém não consegue cumprir a promessa e a família entra em decadência, da qual Ângela tenta preservar seu bebê.

OS TRÊS CANGACEIROS (1959) / Minhateca

Dirigido por Victor Lima

Elenco:

Ankito...Aristides Pelado / Onça Vingadora

Ronald Golias...Carlos Bronco / Onça Vingadora

Grande Otelo...Mundico

Neide Aparecida...Rosinha

Átila Iório...Tranca-pés

Nelly Martins...Zizi

Paulette Silva...Marisa

Wilson Grey

Angelito Melo...delegado

Zé Trindade (participação como noivo de Rosinha)

Na cidade do nordeste do Brasil chamada Desterro (muito parecida com uma vila do Velho Oeste dos filmes americanos), um grupo de cangaceiros realiza vários ataques, saqueando bens e raptando mulheres. Apenas o misterioso justiceiro mascarado chamado de Onça Vingadora enfrenta os bandidos. Depois de um ataque, o prefeito resolve mobilizar a população para organizar uma "Volante" e ir atrás dos bandidos. Dois conhecidos covardes da cidade, o boticário e tabelião Aristides Pelado e o fotógrafo e dentista Carlos Bronco, gostam de Rosinha, filha do rico Coronel Batista. Mas ela prefere homens valentes como o Onça Vingadora. Para chamarem a atenção dela, Aristides e Bronco vão atrás dos cangaceiros e acabam se juntado ao esperto vendedor Mundico. Este convence os dois a se disfarçarem de cangaceiros para se misturarem ao bando e eliminarem os bandidos um a um. No final descobre que Aristide e Bronco são O Onça Vingadora.

 

O CANGACEIRO (1953) / Minhateca

Dirigido por Lima Barreto

Elenco:

  • Alberto Ruschel - Teodoro
  • Marisa Prado - Olívia
  • Milton Ribeiro - Galdino
  • Vanja Orico - Maria Clódia
  • Adoniran Barbosa - Mané Mole
  • Lima Barreto
  • Zé do Norte
  • Antonio V. Almeida
  • Hector Bernabó
  • Horácio Camargo
  • Ricardo Campos
  • Antônio Coelho
  • Cid Leite da Silva
  • Jesuíno Alves Moreira - Tiburcio
  • Jesuíno G. dos Santos
  • Galileu Garcia
  • João Batista Giotti
  • José Herculano
  • Nieta Junqueira
  • Homero Marques
  • Victor Merinow
  • Maurício Morey
  • João Pilon
  • Leonel Pinto
  • Maria Luiza Sabino
  • Nicolau Sala
  • Neusa Veras
  • Pedro Visgo

O Cangaceiro é um filme histórico por diversos motivos. O primeiro deles é que, desde a chegada do cinema em terras brasileiras, no exato dia 8 de julho de 1896, quando foi realizada a primeira exibição pública em uma sala no Rio de Janeiro, nenhum filme nacional fez tanto sucesso quanto essa produção de 1953. Curiosamente, a produtora responsável pela realização do filme – a Vera Cruz – já estava à beira da falência quando o lançou no mercado, após uma série de produções deficitárias. Se tivesse encontrado antes a fórmula, certamente teria sobrevivido por mais tempo no difícil e complexo mercado cinematográfico…

O segundo motivo tem a ver com a sua repercussão internacional: em Cannes ganhou o prêmio de melhor filme de aventura, com menção honrosa para a trilha sonora de Gabriel Migliori. Chegou a ser distribuído para cerca de oitenta países e, somente na França, ficou cinco anos em cartaz. Sem dúvidas, O Cangaceiro foi um dos filmes que conseguiram levar a cultura popular brasileira para territórios estrangeiros, ajudando a criar uma certa atmosférica folclórica a respeito do nosso país.

Em terceiro lugar, foi durante as filmagens que Adoniran Barbosa, interpretando (de forma excelente, diga-se) um dos cangaceiros do bando, conheceu o grupo “Demônios da Garoa”, encontro que resultou em uma das grandes parceiras da música brasileira. Além disso, os diálogos do filme foram escritos por Rachel de Queiroz, a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras.

Absolutamente Certo! (1957) / Minhateca

Zé do Lino é um jovem operário em São Paulo, que trabalha em uma gráfica. Ganha pouco e não consegue dar uma condição melhor para o pai doente e nem se casar com a vizinha, sua noiva por dez anos, para desespero dos futuros sogros, um casal barulhento e encrenqueiro e que possuiu a única televisão da rua.

Mas Zé do Lino possuiu um dom: uma memória fotográfica que o fez conseguir decorar toda a lista telefônica da cidade. Isso chama a atenção do filho do dono da gráfica, líder de uma quadrilha especializada em apostas ilegais. Ele leva Zé do Lino para o programa de televisão Absolutamente Certo, com o intuito de ganhar dinheiro com o pobre operário, tentando fazer com que ele erre a última pergunta.

Dirigido por Anselmo Duarte

Elenco:

Anselmo Duarte

Dercy Gonçalves

Odete Lara

Aurélio Teixeira

Fregolente

Marina Freire .... Clarice

Osmar Prado (ponta)

Fúlvio Stefanini (ponta)

Maria Dilnah